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Registro, Escrituração, 
Estabelecimento
Objetivos do registro empresarial:
1- Garantir a segurança, autenticidade e segurança dos 
atos empresariais
2- Cadastrar e atualizar as empresas nacionais e 
estrangeiras
OBS: Instituição do SINREM (Sistema Nacional de Registro 
de Empresas Mercantis) = Conjunto de órgãos federais e 
estaduais responsáveis por organizar/registrar as 
atividades empresariais
SINREM
 1- DREI – órgão federal - (Departamento Nacional de 
Registro Empresarial e Integração) 
 Objetivo: Normatizar
 2- Juntas Comerciais – órgão estadual 
 Objetivo: Execução dos registros; Operacionalizar
Juntas Comerciais
 é o órgão estadual responsável pelos registros , 
arquivamento e formalização das constituições, 
alterações e fechamentos do empresário
 Subordinação HÍBRIDA ***
 Subordinação técnica: DREI
 Administrativa: Estado
 Obs: Questões aprofundadas processuais
Livro Diário
 é o livro contábil obrigatório do empresário, no qual são
lançadas, de forma cronológica, individualizada e
fundamentada em documentos, todas as operações e
fatos relevantes que provoquem alterações no
patrimônio da empresa, servindo como instrumento de
controle, transparência e prova jurídica da atividade
empresarial.
 Art. 1.179. O empresário e a sociedade empresária são 
obrigados a seguir um sistema de contabilidade, 
mecanizado ou não, com base na escrituração uniforme 
de seus livros, em correspondência com a 
documentação respectiva, e a levantar anualmente o 
balanço patrimonial e o de resultado econômico.
 (...)
 Art. 1.180. Além dos demais livros exigidos por lei, é 
indispensável o Diário, que pode ser substituído por fichas 
no caso de escrituração mecanizada ou eletrônica.
 Parágrafo único. A adoção de fichas não dispensa o uso 
de livro apropriado para o lançamento do balanço 
patrimonial e do de resultado econômico.
Sigilo Empresarial
 Art. 1.190. Ressalvados os casos previstos em lei, 
nenhuma autoridade, juiz ou tribunal, sob qualquer 
pretexto, poderá fazer ou ordenar diligência para 
verificar se o empresário ou a sociedade empresária 
observam, ou não, em seus livros e fichas, as 
formalidades prescritas em lei.
 Art. 1.191. O juiz só poderá autorizar a exibição integral 
dos livros e papéis de escrituração quando necessária 
para resolver questões relativas a sucessão, comunhão 
ou sociedade, administração ou gestão à conta de 
outrem, ou em caso de falência.
 Regra: sigilo
 Exceções: Atuação Fazendária e Poder Judiciário
Valor Probante
 Art. 1.194. O empresário e a sociedade empresária são 
obrigados a conservar em boa guarda toda a 
escrituração, correspondência e mais papéis 
concernentes à sua atividade, enquanto não ocorrer 
prescrição ou decadência no tocante aos atos neles 
consignados.
 Os livros empresariais servem como meio de prova 
contrário ao seu autor (empresário), independentemente 
da regularidade da escrituração.
 Os livros empresariais servem como meio de prova 
favorável ao seu autor (empresário) apenas se estiverem 
regularmente escriturados. 
Estabelecimento comercial
 Conjunto de bens (móveis, imóveis, materiais e imateriais) para 
atividade econômica
 Art. 1.142. Considera-se estabelecimento todo complexo de 
bens organizado, para exercício da empresa, por empresário, ou 
por sociedade empresária. (Vide Lei nº 14.195, de 2021)
 § 1º O estabelecimento não se confunde com o local onde se 
exerce a atividade empresarial, que poderá ser físico ou 
virtual. (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)
 § 2º Quando o local onde se exerce a atividade empresarial for 
virtual, o endereço informado para fins de registro poderá ser, 
conforme o caso, o endereço do empresário individual ou o de 
um dos sócios da sociedade empresária. (Incluído pela Lei nº 
14.382, de 2022)
 § 3º Quando o local onde se exerce a atividade empresarial for 
físico, a fixação do horário de funcionamento competirá ao 
Município, observada a regra geral prevista no inciso II do caput 
do art. 3º da Lei nº 13.874, de 20 de setembro de 2019.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14195.htm#art43
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14382.htm#art14
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14382.htm#art14
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14382.htm#art14
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13874.htm#art3ii
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13874.htm#art3ii
Natureza Jurídica e Trespasse
 Natureza jurídica: Universalidade de fato
 Art. 90. Constitui universalidade de fato a pluralidade de 
bens singulares que, pertinentes à mesma pessoa, 
tenham destinação unitária.
 Trespasse: é o negócio jurídico por meio do qual ocorre 
a transferência do estabelecimento empresarial de um 
titular para outro (Art. 1.142 a 1.149)
 Art. 1.144. O contrato que tenha por objeto a alienação, 
o usufruto ou arrendamento do estabelecimento, só 
produzirá efeitos quanto a terceiros depois de averbado
à margem da inscrição do empresário, ou da sociedade 
empresária, no Registro Público de Empresas Mercantis, e 
de publicado na imprensa oficial.
 Art. 1.145. Se ao alienante não restarem bens suficientes 
para solver o seu passivo, a eficácia da alienação do 
estabelecimento depende do pagamento de todos os 
credores, ou do consentimento destes, de modo 
expresso ou tácito, em trinta dias a partir de sua 
notificação.
Trespasse
 CLÁUSULA ESPECIAL DE NÃO CONCORRÊNCIA
 Art. 1.147. Não havendo autorização expressa, o 
alienante do estabelecimento não pode fazer 
concorrência ao adquirente, nos cinco anos 
subseqüentes à transferência.
 OBS: Limitação geográfica????
Responsabilidade do 
alienante e do adquirente
 Art. 1.146. O adquirente do estabelecimento 
responde pelo pagamento dos débitos anteriores à 
transferência, desde que regularmente 
contabilizados, continuando o devedor primitivo 
solidariamente obrigado pelo prazo de um ano, a 
partir, quanto aos créditos vencidos, da publicação, 
e, quanto aos outros, da data do vencimento.
 Considerando as regras sobre o estabelecimento 
empresarial previsto no Código Civil, assinale a 
alternativa CORRETA.
 A) O adquirente do estabelecimento responde pelos 
débitos anteriores à transferência, desde que estejam 
regularmente contabilizados, permanecendo o alienante 
solidariamente responsável pelo prazo de um ano.
 B) O alienante do estabelecimento pode abrir empresa 
concorrente imediatamente após a venda, desde que 
em outro bairro, pois a vedação de concorrência só se 
aplica a atividades idênticas no mesmo endereço.
 C) O contrato de alienação do estabelecimento produz 
efeitos perante terceiros automaticamente, desde que 
assinado pelas partes, não sendo necessária sua 
averbação no registro público nem publicação oficial.
 D) A transferência do estabelecimento implica, 
obrigatoriamente, a rescisão de todos os contratos de 
fornecimento e prestação de serviços anteriores, salvo se 
houver expressa renovação por parte dos fornecedores.
 A empresária individual Loanda Mallet, devidamente 
inscrita na Junta Comercial do Estado do Paraná, 
recusou-se a apresentar os instrumentos de escrituração 
de sua atividade aos fiscais da Receita Estadual, sob a 
alegação de que não havia uma ordem judicial que 
motivasse a exibição e, portanto, ela era ilegal.
Acerca desta situação e considerando as disposições do 
Código Civil, assinale a afirmativa correta.
 A) Nenhum instrumento de escrituração de empresário 
regular pode ser examinado por autoridade fazendária 
sem sua aquiescência, em razão do sigilo legal do seu 
conteúdo.
 B) As restrições ao exame da escrituração, em parte ou 
por inteiro, não se aplicam à autoridade fazendária no 
exercício da atividade de fiscalização, mesmo sem 
mandado judicial.
 C) Exceto em caso de falência, liquidação ou 
sucessão causa mortis, é vedado à autoridade 
fazendária ordenara exibição dos instrumentos de 
escrituração do empresário.
 D) É lícito à autoridade fazendária ter acesso à 
escrituração dos empresários, desde que eles sejam 
cientificados do ato com pelo menos 2 (dois) dias de 
antecedência.
 E) Os instrumentos de escrituração de empresário regular, 
apenas por ordem judicial podem ser examinados pela 
autoridade fazendária, limitado o exame às partes 
objeto de investigação.
Dos prepostos (art. 1.169 a 1.178)
 Art. 1.169. O preposto não pode, sem autorização 
escrita, fazer-se substituir no desempenho da 
preposição, sob pena de responder pessoalmente 
pelos atos do substituto e pelas obrigações por ele 
contraídas.
 Art. 1.170. O preposto, salvo autorização expressa, 
não pode negociar por conta própria ou de terceiro, 
nem participar, embora indiretamente, de operação 
do mesmo gênero da que lhe foi cometida, sob pena 
de responder por perdas e danos e de serem retidos 
pelo preponente os lucros da operação.
 Art. 1.171. Considera-se perfeita a entrega de papéis, 
bens ou valores ao preposto, encarregado pelo 
preponente, se os recebeu sem protesto, salvo nos 
casos em que haja prazo para reclamação.
 Art. 1.172. Considera-se gerente o preposto 
permanente no exercício da empresa, na sede desta, 
ou em sucursal, filial ou agência.
 Art. 1.173. Quando a lei não exigir poderes especiais, 
considera-se o gerente autorizado a praticar todos os 
atos necessários ao exercício dos poderes que lhe 
foram outorgados.
 Parágrafo único. Na falta de estipulação diversa, 
consideram-se solidários os poderes conferidos a dois 
ou mais gerentes.
 (...)
 Art. 1.175. O preponente responde com o gerente 
pelos atos que este pratique em seu próprio nome, 
mas à conta daquele.
 Art. 1.176. O gerente pode estar em juízo em nome do 
preponente, pelas obrigações resultantes do 
exercício da sua função.
 Art. 1.177. Os assentos lançados nos livros ou fichas do 
preponente, por qualquer dos prepostos 
encarregados de sua escrituração, produzem, salvo 
se houver procedido de má-fé, os mesmos efeitos 
como se o fossem por aquele.
 Parágrafo único. No exercício de suas funções, os 
prepostos são pessoalmente responsáveis, perante os 
preponentes, pelos atos culposos; e, perante 
terceiros, solidariamente com o preponente, pelos 
atos dolosos.
 Art. 1.178. Os preponentes são responsáveis pelos atos 
de quaisquer prepostos, praticados nos seus 
estabelecimentos e relativos à atividade da empresa, 
ainda que não autorizados por escrito.
 Parágrafo único. Quando tais atos forem praticados 
fora do estabelecimento, somente obrigarão o 
preponente nos limites dos poderes conferidos por 
escrito, cujo instrumento pode ser suprido pela 
certidão ou cópia autêntica do seu teor.
	Slide 1: Registro, Escrituração, Estabelecimento
	Slide 2: SINREM
	Slide 3: Juntas Comerciais
	Slide 4: Livro Diário
	Slide 5: Sigilo Empresarial
	Slide 6: Valor Probante
	Slide 7: Estabelecimento comercial
	Slide 8: Natureza Jurídica e Trespasse
	Slide 9: Trespasse
	Slide 10: Responsabilidade do alienante e do adquirente
	Slide 11
	Slide 12
	Slide 13: Dos prepostos (art. 1.169 a 1.178)
	Slide 14
	Slide 15

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