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Livro Digital Inicie sua Jornada O sucesso de um cultivo agrícola inicia-se com a correta amostragem do solo para análise laboratoriais e a correta interpretação, visando identificar características químicas limitantes, como elevada acidez, alta concentração de alumínio e deficiência de nutrientes essenciais. Estudante, será que o sucesso de um cultivo agrícola depende apenas desse fator? Não, esse é apenas o passo inicial para a implantação de um cultivo agrícola.   Imagine-se como um futuro profissional encarregado de implementar o cultivo de pitaya, com a expectativa da empresa que o contratou de alcançar alta produtividade e qualidade para atender a um mercado consumidor exigente. Para ter sucesso, é essencial que o profissional conheça a morfologia, a classificação botânica, as condições edafoclimáticas ideais para o cultivo da espécie, além de fatores relacionados à fitossanidade, práticas culturais e manejo de colheita e pós-colheita.   Neste contexto, é de grande importância que o profissional compreenda o conceito de Fitotecnia para que as plantas cultivadas sejam protagonistas em cultivos abundantes, pois é através desta ciência e de suas técnicas que o profissional tomará decisões importantes desde a produção de sementes até o manejo de pós-colheita, armazenamento e beneficiamento.  PLAY NO CONHECIMENTO Você conhece a cultura da pitaya? Conhecida como a fruta-do-dragão, vêm conquistando o espaço no mercado brasileiro, devido à sua beleza incomum, seu sabor adocicado e suas propriedades nutricionais. Que tal conhecer os aspectos fisiológicos e aplicar os conhecimentos acerca da Fitotecnia, como produção de mudas, plantio, adubação, irrigação, tratos culturais, fitossanidade e colheita.  VAMOS RECORDAR Condições edafoclimáticas compreende as características inerentes ao solo e climatológicas da região, como cor e textura do solo, classificação e tipo de solo, relevo, temperatura, umidade relativa do ar, radiação, precipitação, entre outros. Desenvolva seu Potencial A IMPORTÂNCIA DA FITOTECNIA  Há aproximadamente 30.000 anos a. C., as civilizações eram nômades e sobreviviam da caça e coleta de alimentos, os nômades eram povos que não fixavam em um local, deslocavam-se de região em região em busca de alimento, água e moradia, à medida que os recursos daquela região se tornavam escassos, esses povos migravam para outra localidade. Há cerca de 10.000 a. C., alguns grupos humanos começaram a praticar agricultura e domesticação de animais, com o intuito de produzir seu próprio alimento e estocar excedentes. A agricultura e a domesticação de animais possibilitaram a sedentarização dos povos.  A capacidade de produzir alimentos gerou desenvolvimento da sociedade, com a origem do comércio e crescimento da população, havendo sempre a necessidade de produzir uma maior quantidade, visando atender às necessidades nutricionais da sociedade. Após todos esses anos, com o desenvolvimento dos primeiros implementos agrícolas à tração animal, mecanização agrícola, revolução agrícola e Revolução Industrial, o profissional de uma empresa rural tem a mesma demanda do início da agricultura: atingir o máximo potencial agrícola e produzir alimentos de qualidade que atendam as expectativas do mercado consumidor.  Especialmente nas últimas décadas, a ciência e a tecnologia evoluíram de forma constante visando resolver os problemas da sociedade, reduzir os custos de operação de uma atividade e proporcionar uma maior eficiência na realização do trabalho e economizar recursos. A Fitotecnia é uma área das ciências agrárias que, por meio de um conjunto de técnicas, visa obter alto rendimento e qualidade das espécies vegetais cultivadas.   EXIGÊNCIAS EDAFOCLIMÁTICAS E ECOFISIOLOGIA Estudante, a Ecofisiologia é a área do conhecimento nas ciências agrárias que estuda os processos e as respostas dos vegetais em função de alterações dos fatores do ambiente. As plantas podem ser divididas de acordo com o seu metabolismo fotossintético em: C3, C4 e CAM. As plantas C3 utilizam o Ciclo de Calvin como principal via de fixação de CO2, a enzima carboxilativa é a rubisco que apresenta função carboxilase e oxigenase, CO2 e O2 competem pelo seu sítio ativo. A fotossíntese das plantas C3 pode ser comprometida sob baixas concentrações de CO2 e altas concentrações de O2.  As plantas C4 apresentam uma anatomia foliar do tipo Kranz como mecanismo concentrador de CO2, permitindo uma cooperação dinâmica e eficiente na fotossíntese, por meio da enzima carboxilativa Fosfoenolpiruvato Carboxilase (Pep Carboxilase), o CO2 é fixado nas células do mesofilo e transportando para as células da bainha perivascular, onde acontece o Ciclo de Calvin. As espécies que apresentam metabolismo CAM são caracterizadas por apresentar uma separação temporal, sendo a fixação de CO2 no período noturno, catalisada por uma isoforma da Pep Case e Ciclo de Calvin durante o dia.  As plantas C4 e CAM são mecanismos evolutivos que determinados vegetais desenvolveram para concentrar CO2 e reduzir a fotorrespiração a níveis que não podem ser detectados. Supõe-se que as principais forças evolutivas que conduziram a evolução foram: redução da concentração de CO2 atmosférico, estresse hídrico e altas temperaturas.  Os conhecimentos acerca da Ecofisiologia são de grande importância ao escolher a espécie que será cultivada na região, é necessário que as necessidades hídricas e condições de temperatura, umidade, radiação e luminosidade permitam a eficiência fotossintética da cultura, pois o crescimento e produtividade das plantas são promovidos pela fotossíntese. Outro ponto que merece ser destacado é que, após escolher a espécie a ser cultivada, é importante selecionar um genótipo adaptado às condições edafoclimáticas e resistente às pragas e doenças.   VOCÊ SABE RESPONDER? Qual a diferença entre genótipo e fenótipo? O genótipo compreende a composição genética de um ser vivo, em que os fatores são transmitidos às próximas gerações; enquanto fenótipo é a manifestação de um conjunto de características determinadas pela interação genética e ambiente. TRATOS CULTURAIS Estudante, como futuro profissional das ciências agrárias, é seu dever buscar o máximo potencial agrícola, concorda? Se a resposta foi sim, precisamos aprimorar o sistema de produção em nossa lavoura, pomar, horta ou em outra condição de produção agrícola e florestal por meio dos tratos culturais, que é o conjunto de processos específicos para cada espécie, realizados para obter máximo desempenho em um cultivo. É importante conhecer bem a morfologia e a fisiologia da espécie cultivada para escolher a melhor época de plantio, necessidades nutricionais, necessidades hídricas, preparo do solo, densidade de plantas, desenvolvimento e fenologia da espécie, manejo de pragas e doenças e controle de plantas daninhas.   Época de semeadura Dois fatores afetam diretamente o desenvolvimento e produtividade das espécies: deficiência hídrica e o fotoperíodo. A semeadura deve ser realizada em condições de fotoperíodo que proporciona melhor desenvolvimento da cultura, juntamente ao menor risco climático referente ao estresse hídrico. Como definir a melhor época para realizar a semeadura? Atente-se ao zoneamento agrícola da região, este documento é lançado anualmente pelo Ministério da Agricultura e apresenta uma relação para cada região produtora com a indicação dos genótipos recomendados e épocas de plantio.  A escolha da época de semeadura também é de grande importância para a prevenção de doenças foliares. Estudos realizados sobre a influência da época de semeadura na severidade de doenças foliares e produtividade do milho safrinha, na Região Norte do Paraná, indicam que semeaduras realizadas até 10/3 apresentam maiores severidades de Puccinia polysora e Pantoea ananatis, enquanto a severidade de Exserohilum turcicun foi mais acentuada em semeaduras após 10/3. Os maiores índices produtivos foram alcançados em semeadura
precoce. Cunha et al., 2019, on-line Fertilização Estudante, de nada adianta utilizar uma semente de boa qualidade genética fora de sua adaptação às condições edafoclimáticas, o fenótipo apresentado será inferior ao esperado. Uma etapa de grande importância na implantação de um cultivo agrícola é oferecer os recursos necessários para o pleno desenvolvimento. Para isso, deve-se recorrer à amostragem de solo e envio para análises laboratoriais para correta interpretação acerca dos parâmetros químicos do solo.  As características químicas inadequadas para um agroecossistema em que se deseja obter elevado retorno financeiro são: acidez, alta concentração de alumínio e deficiência de elementos essenciais. Os parâmetros químicos e teores dos nutrientes obtidos por meio da análise de solo devem ser comparados com valores de referência, para a cultura que se deseja implantar, permitindo a recomendação de calagem, gessagem e a classificação do nível de fertilidade e a indicação de fertilizantes a ser aplicado visando máxima produtividade.  De posse dos resultados das análises laboratoriais, o técnico realiza, se houver necessidade, a recomendação das doses de nitrogênio, fósforo e potássio que devem ser aplicadas. É de suma importância o conhecimento da fisiologia, metabolismo e demanda nutricional da espécie cultivada, algumas espécies, como as plantas da família Fabaceae não necessitam de altas doses de adubação nitrogenada por possuir a simbiose com bactérias rizobiais que fixam o nitrogênio atmosférico.  Cada grama de solo é colonizada por bilhões de micro-organismos, porém a comunidade microbiana na rizosfera é diferente quando comparada à região do solo distante do sistema radicular, sugerindo que as plantas possuem capacidade de moldar seu próprio microbioma. Entre as relações benéficas: a simbiose rizóbio-leguminosa tem a maior expressão econômica por fixar biologicamente o nitrogênio em plantas da família Fabaceae. Essas bactérias estabelecem uma interação que introduzem anualmente no solo 50 a 70 x 106 toneladas de nitrogênio (Herridge; Peoples; Boddey, 2008).  Controle de plantas daninhas  Todo solo tem um banco de sementes característico para as condições edafoclimáticas da região. Quando realizamos a implantação de um cultivo agrícola, nosso interesse é que todos os recursos sejam direcionados para a espécie cultivada e a emergência de outras espécies no ambiente de cultivo é vista como danosa. No campo das ciências agrárias, estas são conhecidas como plantas daninhas.   As plantas daninhas competem com a espécie cultivada de forma direta e indireta. De forma direta pelos recursos naturais: água, luz, CO2 e nutrientes; indireta, quando ocorre produção ou exsudação de compostos alelopáticos. Nesse processo competitivo, estará em jogo para a espécie cultivada: porte, sua velocidade de crescimento, eficiência na absorção de água e nutrientes e eficiência fotossintética. Essa competição afetará de forma significativa a quantidade e qualidade da produção se ocorrer durante o período crítico de competição.  APROFUNDANDO Período crítico de competição é o intervalo temporal, a partir do plantio ou emergência da espécie cultivada, em que as plantas daninhas devem ser controladas com eficiência para evitar perda quantitativa e qualidade na produção. A competição durante este período está relacionada, principalmente, à luminosidade, sendo o controle das espécies daninhas uma garantia ao estabelecimento da espécie cultivada. Diversos métodos podem ser utilizados para o controle de plantas daninhas, porém nos últimos anos diversos pesquisadores têm recomendado o manejo integrado de plantas daninhas, que compreende a uma abordagem que envolve a combinação de diferentes métodos de controle, com objetivo de manter as populações de plantas daninhas em níveis adequados, que não ocasione perdas econômicas ou de qualidade no cultivo.   O Manejo Integrado de Plantas daninhas (MIP) otimiza o uso de práticas de prevenção à entrada de propágulos e diásporos na área cultivada e a disseminação em áreas não infestadas; métodos de controle manual, como o arranquio, capina manual e roçada; controle mecânico, utilizando máquinas e implementos; método cultural, como a rotação de culturas, adubação verde e espaçamento; controle biológico que utiliza de outros organismos, como fungos, bactérias, vírus, insetos e aves que atuam como inimigos naturais das espécies daninhas; e o controle químico, por meio da utilização de herbicidas.  Irrigação  Estudante, o solo é constituído de partículas sólidas, líquidas e gasosas. Sendo o volume de sólidos considerado fixo, enquanto gases e solução líquida dividem o espaço poroso. Devemos entender o solo como um reservatório de água, em que a quantidade armazenada varia de acordo com a umidade. Uma das causas de insucesso em cultivos agrícolas são as variações climáticas, entre eles, o que proporciona estresse hídrico pode reduzir significativamente os rendimentos da lavoura.   A água é essencial para absorção de nutrientes, mantém a turgescência celular e participa da fotossíntese. Para obter o máximo desempenho produtivo, é necessário manter o solo na sua capacidade de campo. Dessa forma, a irrigação tem como objetivo suprir a demanda hídrica da espécie cultivada de forma parcial ou total. Visando diminuir custos com energia elétrica e otimizar os recursos hídricos, é de suma importância a utilização de sistemas eficientes em sua condução, como o gotejamento e microaspersão que apresentam eficiência superior a 90%.  ZOOM NO CONHECIMENTO Capacidade de campo: é a máxima retenção de água; após a drenagem, é o teor ideal de água no solo, em que os espaços porosos estão preenchidos com água.  Ponto de murcha: é o teor de umidade no solo abaixo do qual a planta não conseguirá absorver água na mesma intensidade em que transpira, dessa forma, a planta apresentará uma murcha, recuperando a turgidez após irrigação ou chuva.  Ponto de murcha permanente: compreende o teor de umidade em que a água está retida sob fortes tensões nas partículas do solo, sob a qual a planta não consegue absorver, e mesmo ocorrendo suprimento hídrico, a planta não recupera a turgidez.  INDICAÇÃO DE LIVRO SOBRE O LIVRO: Sinopse: o Manual de irrigação vem sendo a grande referência na área de agricultura irrigada em nosso país, nesta nova versão atualizada, foi incorporado os avanços e os novos conceitos no intuito de continuar a ser a principal referência no assunto para alunos, técnicos, professores e pesquisadores.  Comentário: nessa obra, os autores Salassier Bernardo, Everaldo Chartuni Mantovani, Demetrius David da Silva e Antônio Alves Soares tratam dos conhecimentos acerca de Engenharia e Manejo da Irrigação.  Controle fitossanitário  O controle fitossanitário compreende os métodos utilizados para evitar a propagação de pragas e doenças. Em um ambiente de monocultura, não existe o equilíbrio dos ecossistemas naturais, e sim alimento em abundância para insetos que podem se multiplicar de forma exponencial e ser uma praga, realizando herbivoria e impactando a produção e qualidade do produto vegetal ou até mesmo a fonte nutritiva utilizada por micro-organismos, como fungos e bactérias que causam doenças de importância econômica.  A interação entre uma planta e um micro-organismo pode ser definida como uma relação entre dois organismos no meio agrícola, o que é crucial para a sobrevivência. De um lado, o patógeno que pode infectar o hospedeiro; do outro, a planta usa de seus mecanismos de defesa para impedir a colonização. Quando o patógeno vence essa batalha, temos a suscetibilidade do vegetal. As doenças ocasionam prejuízos na produtividade, diminui o valor comercial do produto por afetar sua qualidade e pode colocar em risco a soberania alimentar.  É necessário proteger as plantas da herbivoria realizada por insetos e doenças ocasionadas por patógenos, porém a presença de um único inseto ou de uma planta com sintomas
de doença não é indicativo para entrar com as medidas de controle. A decisão deve ser realizada com base em critérios técnicos e científicos, recomendado pelo nível de controle, visando manter a população abaixo do nível de dano econômico.   O controle de pragas e doenças , por muitos anos , foi realizado com uso desenfreado de defensivos agrícolas, principalmente durante a Revolução Verde, muitos ambientalistas e pesquisadores na época alertavam sobre acúmulo de resíduos organoclorados em tecido humano, mortalidade de pássaros, morte de peixes e animais silvestres. Atualmente , os agrotóxicos são projetados para alvos mais específicos e não devem ser encarados como a única solução, mas sim como uma das ferramentas do conjunto de métodos do Manejo Integrado de Pragas (MIP) e D oenças (MID). INDICAÇÃO DE LIVRO SOBRE O LIVRO: Sinopse: Primavera silenciosa impactou a sociedade na época, Rachel Carson, ecologista norte-americana, pesquisou os danos ocasionados por agrotóxicos e descreveu com comprovação científica os danos ocasionados à flora e à fauna, principalmente a morte dos pássaros, que deixavam a primavera em silêncio, sem o seu canto.  Comentário: essa é uma obra de grande impacto social que trouxe diversas mudanças para a sociedade, por isso é um dos livros mais recomendados por profissionais da educação ao tratar o tema ecologia.  Outros tratos culturais Estudante, vimos os principais tratos culturais, é importante salientar que todo manejo que será realizado depende da espécie que será cultivada. Existem outros tratos culturais, como a amontoa, poda, desbrota e tutoramento. Dessa forma, é importante conhecer a morfologia e fisiologia da espécie a ser cultivada.   Consiste em movimentar o solo direcionando para a base das plantas.   Manejo que visa de forma seletiva e de acordo com o objetivo retirar certas partes da planta, como ramos, folhas e raízes.  Consiste em eliminar brotos que surgem no caule, com exceção daqueles que devem ser mantidos para formação ou substituição de algum ramo.  Consiste em fornecer suporte às plantas durante o seu crescimento, é prática essencial em cultivo de espécies, como tomate, maracujá, inhame, fava, entre outras.  COLHEITA E PÓS-COLHEITA Imagine-se como um futuro profissional que, após todo o empenho na etapa de amostragem, preparo do solo, correção de acidez e da toxidez por alumínio, fertilização, realização dos tratos culturais, finalmente chega a época da colheita. Etapa primordial na garantia da qualidade do produto e que deve ser realizada seguindo critérios técnicos para cada produto vegetal, sejam caules, folhas, raízes, flores, frutos ou sementes. A pós-colheita trabalha com a conservação do produto após a sua retirada da lavoura, visando que suas características físicas, sanitárias e fisiológicas sejam preservadas.  A colheita de grãos é recomendada levando em consideração o grau de umidade, em soja, é recomendado a colheita na faixa de 13% a 15%, visando minimizar injúrias mecânicas aos grãos pela colheitadeira. Após a colheita, algumas etapas podem ser realizadas visando preservar a qualidade física, fisiológica e sanitária, como: limpeza, secagem e armazenamento.   A limpeza tem como objetivo reduzir o teor de matérias estranhas, restos culturais e grãos danificados, os métodos utilizados podem ser manuais ou mecânicos com auxílio de máquinas de ventilação e peneiras. A secagem é realizada visando retardar o metabolismo e impedir o desenvolvimento de micro-organismos e insetos. O armazenamento dos produtos pode ser realizado em silos, armazéns, sacas entre outras formas, porém é importante garantir proteção para atingir a viabilidade temporal na conservação, por isso o grau de secagem, isolamento da umidade e proteção de micro-organismos, insetos e roedores deve ser priorizado.  A colheita de frutíferas leva em consideração aspectos fisiológicos de maturação, tais como: coloração, teor de sólidos solúveis, acidez titulável, compostos fenólicos, amaciamento, substâncias pécticas, enzimas oxidativas entre outros. Entretanto, tais práticas fogem da realidade de uma empresa rural, sendo mais utilizado de forma prática a avaliação do teor de sólidos solúveis por meio de refratômetros e a visualização de pigmentos nos frutos que caracterizam a sua maturação.   A determinação do ponto de colheita na cultura da uva depende do conhecimento das mudanças na baga que resultam na máxima qualidade para o consumo. Aproximando-se a data da colheita, é recomendável monitorar a aparência dos cachos, tamanho das bagas, cor das bagas e evolução de alguns constituintes químicos, como teor de sólidos solúveis e acidez titulável (Soares; Leão, 2009).  Em frutas e hortaliças, alguns métodos de controle e tratamento pós-colheita podem ser realizados e podem ser divididos em físicos, culturais, biológicos e químicos. A aplicação da tecnologia adequada visa prevenir a deterioração e aumentar o tempo de prateleira do produto.   EM FOCO Olá! Agora, queremos convidá-lo a assistir ao nosso vídeo e enriquecer seus estudos. Neste vídeo, falaremos a respeito de temas relevantes para a área.  Conteúdo de áudio/vídeo não patrocinado. Esse recurso utilizará seu pacote de dados (ou wifi) para ser exibido. Novos desafios Como estudante das ciências agrárias, você já deve ter escutado muitas perguntas do tipo: “qual espécie eu posso cultivar nesta propriedade?” Essa pergunta, embora possa parecer simples, ela tem uma elevada complexidade. Em nossos estudos, verificamos que, para alcançar altas produtividades e qualidade, é essencial conhecer a espécie a ser cultivada e analisar se a localidade oferece as características edafoclimáticas adequadas para o seu cultivo.   Muitas vezes, o produtor atribui o insucesso de uma lavoura ao genótipo do material, assim, escutamos muito: “essa variedade produz pouco, ela não é boa”. Quando na verdade o insucesso foi devido à falta de conhecimento relacionado à morfologia e à fisiologia da espécie e à falta de manejo. O empresário rural deve tratar sua propriedade como uma empresa e proporcionar todos os requisitos indispensáveis para alcançar o sucesso. A fertilização, a irrigação, o manejo de plantas daninhas, o manejo fitossanitário e o manejo pós-colheita são de grande importância para obtenção de um bom fenótipo da espécie cultivada.  A utilização de agrotóxicos promove riscos de contaminações ao meio ambiente, alimentos, flora, fauna, declínio das abelhas e intoxicações que impactam a saúde humana. É preciso conhecer outras formas de manejo, utilizando práticas sustentáveis (Massi; Piracelli; Solci, 2023).  Fonte: MASSI, E. H. G.; PIRACELLI, V. P.; SOLCI, M. C. O uso de agrotóxicos e o tripé da sustentabilidade. Valore, Volta Redonda, v. 8, n. 1, p. 8-e8091, fev. 2023. Disponível em: https://revistavalore.emnuvens.com.br/valore/article/view/1371/1168. Acesso em: 30 set. 2024.   Em detrimento ao uso desenfreado de agrotóxicos, o método de controle biológico vem sendo estudado e recomendado como uma alternativa viável e eficaz. Assinale a alternativa que compreende a um exemplo de sucesso de controle biológico de insetos na agricultura:  Aplicação de variedades resistentes a pragas. Utilização de bactérias fitopatogênicas. Liberação de Cotesia flavipes para controle de Diatraea spp. Utilização de fungos do gênero Trichoderma para controle de patógenos de solo. Adubação silicatada. A demanda crescente por alimentos saudáveis, produzidos de forma sustentável, sem utilização de defensivos agrícolas, é uma tendência que favorece a exploração de cultivos orgânicos, principalmente em propriedades oriundas de agricultura familiar (Arruda et al., 2011).  Fonte: ARRUDA, M. C. et al. Qualidade físico-química de frutos de laranja Valência provenientes de cultivos orgânico e convencional. Citrus Research, Cordeirópolis, v. 32, n. 2, p. 103-108, jun. 2011. Disponível
em: https://app.periodikos.com.br/article/596521910e88251848082b37/pdf/citrusrt-32-2-103.pdf. Acesso em: 30 set. 2024.  Em um cultivo orgânico de laranja, um agricultor solicita seu trabalho visando o manejo de plantas daninhas. Sua indicação é a utilização de Canavalia ensiformis, conhecido popularmente como feijão-de-porco, como planta de cobertura. Sobre a utilização dessa espécie é correto afirmar:  I. Não é recomendado devido à competição por nutrientes, principalmente nitrogênio.  II. É recomendado e pode ser utilizado na alimentação animal.  III. É recomendado e possibilita benefícios à fertilidade do solo.  É correto o que se afirma em:  I, apenas. III, apenas. I e II, apenas. II e III, apenas. I, II e III. Na viticultura, algumas mudanças fisiológicas e bioquímicas ocorrem no desenvolvimento e maturação das bagas, as mudanças resultam da síntese e degradação de diferentes compostos influenciados, principalmente, pela idade fisiológica dos tecidos. Uma das formas de identificar a maturação é por meio da análise do conteúdo de sólidos solúveis dissolvidos no suco extraído da polpa (Soares; Leão, 2009).  Para determinar o ponto de maturação da uva, utilizam-se diversos métodos, mas aquele para analisar o teor de sólidos solúveis totais é por meio do equipamento:  Penetrômetro de frutas. Autoclave. Balança de precisão. Refratômetro. pHmetro. Finalizar Aprendiz Você acertou 0 de 3 Todos nós somos aprendizes buscando cada vez mais conhecimento, apenas continue com esse desejo. Desbravador Você acertou 1 de 3 Você deseja descobrir todos os mistérios do mundo e está muito perto, continue explorando. Investigador Você acertou 2 de 3 Sua percepção no assunto já está avançada, tenha orgulho e busque sempre melhorá-la. Mestre Você acertou 3 de 3, Parabéns!! Parabéns, você dominou o conhecimento, continue assim e compartilhe! REFERÊNCIAS BERNARDO, S. et al. Manual de irrigação. 9 ed. Viçosa: UFV, 2019.  CARSON, R. Primavera silenciosa. Boston: Houghton Mifflin, 1962.   CUNHA, B. A. et al. Influência da época de semeadura na severidade de doenças foliares e na produtividade do milho safrinha. Summa Phytopathologica , Botucatu, v. 45, n. 4, p. 424-427, fev. 2019. Disponível em: https://www.scielo.br/j/sp/a/zQP8Pg83khSrZwMGryWy6yQ/# . Acesso em: 30 set. 2024.  HERRIDGE, D. F.; PEOPLES, M. B.; BODDEY, R. M. Global inputs of biological nitrogen fixation in agricultural systems. Plant Soils, [ s. l. ], v. 311, n. 1., p. 1-18, jul. 2008. Disponível em: https://www.scirp.org/reference/referencespapers?referenceid=2613461 . Acesso em: 30 set. 2024.  SOARES, J. M.; LEÃO, P. C. S. A vitivinicultura no semiárido brasileiro. Petrolina: Embrapa, 2009. 

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