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Legislação aplicada Aluno (a): Diogo Pessotti Data: 26/08/2026 Atividade Prática Final NOTA: INSTRUÇÕES: · Esta Avaliação contém 2 (DUAS) questões, cada uma valendo 5 (CINCO) cada uma, totalizando 10 (dez) pontos. · Você deve UTILIZAR ESSE DOCUMENTO PADRÃO, preencher todos dados no Cabeçalho, PRINCIPALMENTE SUA IDENTIFICAÇÃO: · Nome / Data de entrega · As respostas devem ser digitadas ABAIXO DE CADA PERGUNTA. · Ao terminar de responder, grave o arquivo com o nome Avaliação Pesquisa/Prática, salve NO FORMATO PDF, ou WORD, e envie o arquivo pelo sistema. Patrícia, após trabalhar cinco anos como teleoperadora de uma central de atendimento (Call center), foi diagnosticada com Síndrome de Burnout. Essa patologia, que foi atribuída às suas atividades laborais, fez com Patrícia ficasse afastada por quarenta e cinco dias do trabalho. No retorno da empregada a empresa recebeu orientações e laudo médico para que ela fosse realocada em outra função durante o seu período de readaptação. No entanto, a empresa mesmo de posse do laudo a encaminhou para o mesmo posto de teleoperadora. Ao questionar essa decisão, no Recursos Humanos (RH) da empresa, Patrícia foi Informada de que deveria voltar a suas atividades no teleatendimento e retomou suas atividades. Trinta dias após o seu retorno, Patrícia foi comunicada de sua demissão. Ao chegar ao Departamento de Pessoal, para assinar os documentos referentes à sua demissão, o chefe lhe pediu algumas informações para que pudesse emitir a sua Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), que até aquele momento ainda não havia sido emitida. Com base nas informações, acima fornecidas, responda: 1 – Quais erros, de acordo com a Lei 8.213/1991, a empresa cometeu nesse caso? 2 - Justifique sua resposta e forneça a fundamentação legal, apontando quais artigos da Lei 8.213/1991 respaldam sua resposta. .RESPOSTA: Os erros cometidos pela empresa segundo a Lei 8.213/1991, nesse caso são: A não emissão do Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT). Desrespeito quanto à estabilidade provisória do emprego prevista à empregada acometida de doença ocupacional equiparada a acidente de trabalho. Não readaptação de função da funcionária mesmo com a recomendação medica. Justificativa e Fundamentação Legal: A não emissão imediata da CAT: conforme o artigo 22 da Lei 8.213/1991, a empresa tem a obrigação de comunicar o acidente de trabalho (inclusive doenças ocupacionais) até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência, sob pena de multa. No caso relatado, a CAT só foi preparada no momento da demissão, o que é um erro grave. Não observância da recomendação médica: segundo o artigo 89 da Lei 8.213/1991, a empresa deve promover a reabilitação profissional do empregado e observar as limitações estabelecidas pela perícia médica. O artigo 118 da mesma lei garante estabilidade de, no mínimo, doze meses após o término do auxílio-doença ou acidente de trabalho. Ao recolocar a funcionária na mesma função que prejudicou sua saúde, a empresa descumpriu as orientações do laudo médico e a legislação. A demissão de Patrícia foi no período de estabilidade, sendo, portanto, ilegal. Referências legais: Art. 22: Obrigação de emitir a CAT imediatamente. Art. 89: Obrigação de readaptação de função conforme a limitação do empregado. Art. 118: Estabilidade de 12 meses para quem retorna de auxílio-doença acidentário. Portanto, a empresa descumpriu diversas obrigações previstas na Lei 8.213/1991, sendo passível a sanções administrativas e reintegração da empregada, além de possível indenização por danos morais e materiais. Atividade Prática image1.png image2.jpeg