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Organização do trabalho Formas de organização do trabalho, integração homem-trabalho-natureza, características e desafios da empresa moderna, conceitos de projeto e processo, métodos de modelagem de processos. Prof. Beniamin Achilles Bondarczuk 1. Itens iniciais Propósito Apontar as características da organização do trabalho nas empresas modernas, com destaque para a importância do uso de projetos e processos e da integração homem-trabalho-natureza. Objetivos Reconhecer a importância da integração homem-trabalho-natureza com base na definição de sustentabilidade e desenvolvimento sustentável. Identificar as características e os desafios da empresa moderna. Distinguir os conceitos de projeto e processo a partir da modelagem e do mapeamento de processos. Introdução O trabalho deve ser observado em um contexto sistêmico que inclui o homem e a natureza. Em outras palavras, qualquer análise que desconsidere esse contexto pode conter viés incompatível com as expectativas da sociedade moderna. A questão-chave para o desenvolvimento dos conteúdos que permeiam o tema é: Como organizar o trabalho de modo que uma empresa possa ter o máximo de efetividade para cumprir sua missão institucional? O uso tanto de projetos quanto de processos bem planejados pode influenciar muito na obtenção de resultados equilibrados de forma sustentável, isto é, resultados que favoreçam a saúde financeira da organização sem comprometer o meio ambiente. • • • 1. A importância da integração homem-trabalho-natureza com a sustentabilidade Modelo ergonômico: observação do trabalho humano A Engenharia do Trabalho é uma subárea da Engenharia de Produção, na qual são realizadas várias pesquisas em busca de soluções de problemas relacionados ao trabalho. Ela pode integrar várias disciplinas e diversos conhecimentos, pois é considerada uma área multidisciplinar. Nela, podemos enquadrar a Ergonomia, que se divide em: Ergonomia Física. Ergonomia Cognitiva. Ergonomia Organizacional. Um modelo comumente utilizado para tratar as questões da Ergonomia é denominado homem-máquina- ambiente. Nesse modelo, as questões relacionadas ao trabalho podem ser observadas, de forma sistêmica, na delimitação de postos de trabalho. Ou seja, o trabalho humano é observado no contexto de determinado ambiente onde o trabalho acontece. As discussões sobre a integração homem-trabalho-natureza vão muito além do modelo utilizado na Ergonomia. Neste módulo, abordaremos o trabalho humano sob uma perspectiva de sustentabilidade. Conceito de sustentabilidade As práticas corriqueiras O trabalho humano impacta a natureza? Com certeza, sim. Não somente no sentido de impactar degradando a natureza, mas é possível que o trabalho humano a impacte de forma a protegê-la. Considerando as atividades econômicas, os processos produtivos, particularmente em indústrias de transformação, são, em sua maioria, viabilizados por meio de insumos extraídos da natureza e por utilização de fontes de energia que nem sempre podem ser consideradas limpas. • • • É justamente essa relação de balanço de massa-energia nos processos produtivos que importa no delicado equilíbrio da natureza impactado pelo trabalho humano (OLIVEIRA, 2002). Somos parte da natureza e, como seres vivos animados, obtemos energia por meio de processos químicos no trabalho dos sistemas digestivo e respiratório (metabolismo), utilizando gases e sólidos obtidos na natureza. Além disso, também somos habitat de outros seres vivos. Milhões de bactérias habitam nosso corpo e com elas estabelecemos relações necessárias à sobrevivência. Ademais, mesmo após a morte, micro-organismos reaproveitam a matéria orgânica que constituía nossos corpos decompondo-a com retorno ao meio ambiente. No entanto, ao longo da história, o ser humano vem criando diferentes modos de se relacionar com a natureza. A capacidade do homem de transformá-la e de agir sobre ela tem aumentado desde a pré-história, com a descoberta do fogo, da agricultura e da pecuária. Mas essa capacidade vem sendo explorada de forma que a ação do homem sobre o meio ambiente tem se tornado cada vez mais insustentável e destrutiva, particularmente a partir da Revolução Industrial. A grande demanda por produtos e serviços, iniciada no século XX, exigiu extração e processamento rápidos e desordenados de recursos naturais em todo o mundo. A consequência foi, proporcionalmente, aumento de formação e liberação de resíduos no solo, na água e no ar, poluindo o meio ambiente. Ao mesmo tempo, registrou-se no mesmo século um aumento da população mundial nunca ocorrido junto ao aumento nas práticas de consumo, devido à oferta de bens e serviços e sua tendência crescente. A sustentabilidade Sustentabilidade é a capacidade de conservação ou sustentação de um processo ou sistema. Esse conceito aborda a maneira como o trabalho humano deve ser desenvolvido, observando seu impacto na natureza. A sustentabilidade é alcançada por meio do desenvolvimento sustentável, definido no Relatório Brundtland (1987) como o “desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem suas próprias necessidades”. • • Nosso planeta dispõe de recursos finitos e, muitas vezes, não renováveis. As atividades de Engenharia estão associadas a solucionar problemas da sociedade, e, para isso, são utilizados recursos. Relatório Brundtland Documento intitulado Nosso Futuro Comum, elaborado pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (CMED), em que são ressaltados os riscos do uso excessivo dos recursos naturais sem considerar a capacidade de suporte dos ecossistemas. Na prática, é o balanceamento que importa: avaliar o ônus, e não somente o bônus. Uma abordagem holística é necessária para que as consequências desse alto nível de consumo de produtos industrializados sejam minimizadas. Processos de fabricação de grande parte desses produtos precisam ser revistos, pois causam impactos negativos ao meio ambiente, tais como: Abordagem holística Aquela que procura compreender os fenômenos em sua totalidade e globalidade. Destruição de ecossistemas; Geração de resíduos; Redução da disponibilidade de recursos naturais (renováveis e não renováveis); Ameaça ao equilíbrio da natureza e à sustentabilidade do planeta. A necessária implementação de gestão ambiental teve como marco inicial a Conferência Rio 92, na qual a questão de como conciliar crescimento industrial continuado com minimização de impactos ecológicos adversos foi tratada. Desde então, por meio de automotivação ou por imposições legais governamentais ou do mercado, as questões ecológicas associadas à produção passaram a ser consideradas com maior responsabilidade pelas indústrias. Recurso responsável Quando consideramos o aspecto do desenvolvimento sustentável, pressupomos que as ações humanas ocorrem de forma responsável. Recurso consciente Isso só é possível quando há avaliação dos impactos dos rejeitos despejados e da qualidade da energia utilizada para o trabalho. • • • • As metodologias de desenvolvimento de produtos e sistemas passaram a considerar na concepção desses produtos uma abordagem de ciclo de vida do produto, na qual requisitos de projeto são desenvolvidos não só visando ao uso do produto, mas antevendo seu futuro descarte no meio ambiente. Assumindo responsabilidades mais amplas, o desenvolvedor passa a considerar nas decisões de projeto opções que visam à sustentabilidade não somente econômica mas também ambiental. Entre essas abordagens metodológicas, destaca-se a Engenharia Simultânea ou Engenharia de Sistemas. Atenção Muitos utilizam sustentabilidade e o desenvolvimento sustentável como sinônimos. No entanto, o termo sustentabilidade surgiu após discussões sobre desenvolvimento sustentável. Sustentabilidade é o objetivo, e o desenvolvimento sustentável é o meio para que ele seja alcançado.Tripé da sustentabilidade A sustentabilidade pode ser abordada em três dimensões, que indicam um equilíbrio harmonioso entre as esferas ambiental, econômica e social. Essas abordagens são consideradas um tripé, ou seja, somente cuidando das três dimensões, a sustentabilidade pode ser atingida em um equilíbrio. As principais características de cada uma das dimensões são: Sustentabilidade ambiental Preservação do meio ambiente, de maneira que o equilíbrio entre o suprimento de necessidades e o uso racional dos recursos naturais minimize impactos na natureza. Sustentabilidade social Desenvolvimento social, ou seja, ações que visem ao bem-estar da sociedade em consonância com a preservação da natureza. Sustentabilidade econômica Desenvolvimento econômico com exploração de recursos naturais de forma sustentável, ou seja, sem prejuízo do suprimento das necessidades da geração futura. Projeto Orientado ao Meio Ambiente, Análise do Ciclo de Vida (ACV) e ISO 14000 O desenvolvimento de produtos e serviços pode ser conduzido por meio de diversas abordagens e estratégias. Comentário Algumas orientações em modelos de desenvolvimento de produto são conhecidas como DfX, do inglês Design for X (projeto para X), onde o X pode ser substituído por várias letras, conforme a orientação desejada. Uma delas é a letra E de Environment (meio-ambiente), ou seja, Design for Environment (DfE) ou Projeto Orientado ao Meio Ambiente. Um Projeto Orientado ao Meio Ambiente deve incluir práticas que promovem a criação de produtos e processos ecoeficientes, ou seja, o projeto considera os impactos ambientais dos produtos e processos nos respectivos ciclos de vida. Algumas práticas correlatas incluem: Projetar para a Montagem – Design for Assembly (DfA); Projetar para a Desmontagem – Design for Disassembly (DfD); Projetar para a Reciclabilidade – Design for Recyclability (DfR). A conscientização da população quanto à saturação de aterros sanitários e à superlotação de locais de disposição tem pressionado os fabricantes de produtos a assumirem maior responsabilidade sobre o destino final dos materiais que compõem o produto quando perderem sua utilidade. Muitos apelos de marketing consideram a reciclagem de forma superficial, ou seja, rótulos que apenas indicam potencialidade de reciclagem, mas cujo fabricante não incluiu no projeto do produto os meios para que a reciclagem pudesse ser feita com maior facilidade e efetividade. • • • Apesar disso, projetos verdadeiramente orientados à reciclagem têm sido viabilizados, quando essa orientação é feita de forma estruturada, segundo a metodologia DfR. Essa abordagem visa a obter materiais ou componentes aptos a serem reciclados e a fazer essa recuperação com a menor degradação possível. O enfoque do DfR inclui a busca de redução de materiais, a reutilização de componentes, a remanufatura e os cuidados na disposição final de resíduos. A facilidade de reutilizar componentes, viabilizar remanufaturas e reciclagem de materiais em geral depende, em grande parte, de quão fácil é desmontar o produto, o que, por sua vez, está diretamente relacionado ao projeto para montagem (DfA). Os projetistas devem, portanto, considerar a inclusão de características no produto que promovam a reciclagem e a reutilização. Tais iniciativas podem incluir a modularização do produto ou sistema – aspecto que também facilita a “manutenibilidade” (Design for Maintainability). O desenvolvimento de produtos e serviços com vistas ao desenvolvimento sustentável também deve levar em consideração a Análise do Ciclo de Vida (ACV). A busca da prevenção de danos ambientais é um caminho mais racional e econômico do que o tratamento de seus efeitos. A Análise do Ciclo de Vida (ACV) ou Life-Cycle Assessment (LCA) é uma metodologia que facilita o processo de desenvolvimento de produtos ecoeficientes (LAMB; NASS, 2014). A ACV visa a identificar e quantificar o consumo de energia e materiais, assim como impactos ambientais durante todos os estágios do ciclo de vida do produto. Durante uma ACV, uma fase importante é a condução do inventário do ciclo de vida. Essa fase inclui certificação e quantificação do uso de energia e matéria e de emissões ambientais por meio de um exame completo do ciclo de vida do produto, considerando todas as entradas e saídas dos processos: Extração e processamento de matéria-prima; Fabricação; • • Transporte e distribuição; Uso, reutilização e manutenção; Reciclagem; Descarte pós-utilização. Em seguida, outra fase importante é a análise de impacto. Essa fase inclui identificação de todos os impactos diretos e indiretos durante o ciclo de vida do produto, considerando, também, todas as entradas e saídas dos processos. A ABNT NBR ISO 14000 especifica os requisitos de um Sistema de Gestão Ambiental e permite que uma organização desenvolva uma estrutura para a proteção do meio ambiente, favorecendo uma rápida resposta às mudanças das condições ambientais. A ISO 14001:2015 incorpora questões estratégicas, preocupação com a cadeia de valor e ciclo de vida. O conceito de sustentabilidade inclui a viabilização de ganhos econômicos, presente no tripé da sustentabilidade. A norma considera a necessidade de avaliação das expectativas das partes interessadas, incluindo condições ambientais locais, regionais e globais que afetam a organização ou que possam ser afetadas por ela. Projeto orientado ao Meio Ambiente, Análise do Ciclo de vida (ACV) ISO 14000 No vídeo, a seguir, o professor Beniamin Achilles Bondarczuk contextualiza os assuntos desse tópico para a melhor compreensão dos conceitos sobre o projeto orientado ao meio ambiente, ciclo de vida e norma ISO 14000 (Sistema de Gestão Ambiental). Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Integração homem-trabalho-natureza A integração homem-trabalho-natureza deve promover sustentabilidade. Para isso, as ações necessárias nos respectivos projetos de produto e processos devem incluir práticas de desenvolvimento sustentável. • • • • Quando enxergamos essa questão no contexto da organização de trabalho, convém conduzir análises sob uma perspectiva sistêmica – abordagem que inclui trabalhar complexidades. Afinal, é difícil dissociar os vários elementos, métodos e suas interações nas ações que promovem o desenvolvimento sustentável. As práticas de Engenharia fundamentadas em metodologias que abordam o desenvolvimento de produtos e sistemas de forma ampla e com visão do ciclo de vida do produto podem colaborar para o esforço global de alcançar a sustentabilidade. Projetos orientados à montagem, desmontagem, reciclabilidade e ao meio ambiente são exemplos de boas práticas de Engenharia sustentável. A viabilidade ocorre na medida em que todas as “pernas” do tripé da sustentabilidade são consideradas, ou seja, os aspectos social e econômico junto com as preocupações com o meio ambiente. O caminho para a integração é desenvolver processos alinhados com as práticas de desenvolvimento sustentável. Isso inclui: Projetar para o Meio Ambiente. Conduzir análises do ciclo de vida. Observar as normas ISO NBR 14000. Verificando o aprendizado Questão 1 Sobre os conceitos de sustentabilidade e desenvolvimento sustentável, considere as seguintes afirmativas: I. De acordo com o Relatório Brundtland da Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, o desenvolvimento sustentável é definido como aquele que “satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem suas próprias necessidades”. II. Desenvolvimento sustentável é o objetivo, e a sustentabilidade é o meio para que ele seja alcançado. III. Sustentabilidade diz respeito aos sistemas de apoio que sustentam uma empresa. É correto o que se afirma em: A I e II. • • • B I somente. C II somente. D I e III. A alternativa B está correta. A palavra sustentabilidadetraz o conceito de autossuficiência relativa entre o meio ambiente, as atividades econômicas e a sociedade. Refere-se à capacidade de conservação ou sustentação de um processo ou sistema, sugerindo uma reflexão de como o trabalho humano deve ser desenvolvido para suprir as necessidades do presente sem comprometer as necessidades das gerações futuras. Questão 2 Sobre o tripé da sustentabilidade, é correto afirmar: I. Ações que visem ao bem-estar da sociedade em consonância com a preservação da natureza estão relacionadas à sustentabilidade econômica. II. Exploração de recursos naturais de forma sustentável, sem prejuízo do suprimento das necessidades futuras, está no escopo da sustentabilidade social. III. A busca da preservação do meio ambiente, viabilizando o equilíbrio entre o suprimento de necessidades e o uso racional dos recursos naturais com minimização de impactos na natureza, está dentro do escopo da sustentabilidade ambiental. A I e II. B II somente. C III somente. D I, II e III. A alternativa C está correta. Sustentabilidade social diz respeito ao desenvolvimento social, ou seja, ações que visem ao bem-estar da sociedade em consonância com a preservação da natureza. Sustentabilidade econômica diz respeito ao desenvolvimento econômico com exploração de recursos naturais de forma sustentável, ou seja, sem prejuízo do suprimento das necessidades da geração futura. 2. As características e os desafios da empresa moderna Empresas modernas As empresas, em qualquer época, têm suas existências associadas ao atendimento das expectativas e demandas da sociedade em que atuam. As sociedades e os vários stakeholders estão em constante mudança. stakeholders Partes interessadas impactadas por uma empresa. Por isso, atualmente, vale a pena entender as características e os desafios de uma empresa moderna. Identificamos aspectos de modernidade em uma empresa quando observamos a efetiva aplicação de inovações por meio de tecnologias em produtos e processos. O papel da Engenharia em suas diversas especialidades é essencial para que a modernidade esteja presente nas empresas. Papel das empresas modernas na era digital É possível, ainda hoje, que empresas desempenhem suas funções sem uso de ferramentas de Tecnologia da Informação (TI)? É possível, mas, provavelmente, mesmo que não saibam, essas empresas estão se tornando obsoletas. A conhecida transformação digital é importantíssima para que as empresas consigam se manter no mercado. A pandemia global da Covid-19 causada pelo novo coronavírus em 2020 evidenciou ainda mais a necessidade de as empresas integrarem, em seus processos, as inúmeras ferramentas da área de TI, como veremos mais adiante. Essencialmente, funções de marketing e de produção precisam estar sincronizadas com a velocidade exigida pelo mercado. A transformação digital é uma demanda da sociedade que permeia todas as áreas. Uma empresa moderna será ágil na comunicação com seus clientes e fornecedores se usar, de forma inteligente, as várias ferramentas disponibilizadas em sistemas informatizados. Balcões digitais, agendamentos, logística e marketing digitais, por exemplo, podem ser críticos para que a empresa se mantenha competitiva. Integração de processos Agilidade e qualidade são fatores importantes para que as empresas possam se manter competitivas. Eficiência O conceito de eficiência está associado a ser eficaz consumindo o mínimo de recursos. Quando se trata de recursos, consideramos essencialmente o tempo (associado à rapidez) e os diversos capitais empenhados pela empresa. Para ser ágil e se manter entregando produtos e serviços com qualidade, os processos devem estar integrados. A gestão por processos tem sido considerada importantíssima para que as organizações possam entregar valor aos clientes de forma otimizada. As evoluções de práticas administrativas da qualidade requerem a transposição das barreiras interdepartamentais clássicas (estruturas funcionais) encontradas em várias empresas. De uma forma bastante resumida, o conceito de integração de processos requer, em primeiro lugar, que a empresa mapeie e meça o desempenho de seus processos para que possa, a partir disso, melhorá-los. O estudo dos mapas dos processos conduz à eliminação de redundâncias e desperdícios de trabalho por meio de uma visão do todo. Além disso, é necessário conhecer e administrar a cadeia de valor do negócio específico. Estruturas maleáveis A dinâmica do mercado exige que sejam feitas adaptações oportunas nas formas de operação da empresa. Apesar de nem tudo depender da própria empresa (questões jurídicas, sindicais etc.), ela deve ser ágil o suficiente na busca da necessária adaptação. É importante ser flexível. A pandemia da Covid-19, associada ao coronavírus, é um exemplo de desafio para o qual a capacidade de rápida adaptação pode definir a sobrevivência ou não de muitas empresas. Decretos governamentais surgiram literalmente “da noite para o dia”, definindo limites para o trabalho presencial. O limite para circulação dos clientes também foi definido na mesma rapidez. Postos de venda físicos foram substituídos por vendas online. Trabalho remoto (home office) foi instituído assim como reuniões virtuais muitas vezes inéditas em diversas empresas. Instituições de ensino que já haviam iniciado o ano letivo, rapidamente tiveram que se adaptar para oferecer aulas remotas, assim como milhares de alunos também se desdobraram para participar dessas aulas. Aspectos não previamente planejados em um contexto de categoria presencial, como aplicação de provas e avaliações, foram um grande desafio. Instituições com estruturas não maleáveis foram incapazes de se manter prestando seus serviços. Considerando o aspecto de estrutura maleável em uma organização, o projeto dos processos deve considerar alterações nos regimentos internos com flexibilidade para eventuais modificações na estrutura organizacional da empresa. Alternativamente, estruturas matriciais devem ser utilizadas, e não mais as tradicionais estruturas funcionais, que tendem a dificultar o fluxo do trabalho entre departamentos. Aspectos jurídicos podem “engessar” determinada organização, restringindo sua capacidade de ser flexível. O papel do governo federal e estadual é fundamental para promover flexibilidade jurídica em tempos de crise, colaborando para o estabelecimento de mercados saudáveis, competitivos e em equilíbrio. Planejamento estratégico O entendimento da visão e da missão são essenciais para que a empresa moderna possa se planejar nos curto, médio e longo prazos. Particularmente, decisões que englobam alterações na capacidade de produção envolvem, em especial, grandes quantias de investimentos. É no planejamento estratégico da organização que ela delineia suas ações e seus investimentos futuros, visando a estar cada vez mais competitiva no mercado. Assim como em operações militares nas guerras, pensar em estratégia significa explorar os possíveis caminhos para o alcance dos objetivos da organização. Vencer batalhas é importante, mas vencer a guerra é essencial. Sobreviver no mercado e, eventualmente, expandir sua influência são objetivos fundamentais para serem almejados. O caminho a ser trilhado para atingir os objetivos deve estar descrito nas estratégias. Conceitualmente, além da estratégia da empresa, pode(m) existir, também, a(s) estratégia(s) do(s) produto(s). A empresa deve se planejar estrategicamente para a exploração dos mercados. A oportunidade na condução de ações de marketing, de forma síncrona com o desenvolvimento de produtos e processos, faz toda a diferença nos resultados. Empresas que não se planejam de forma estratégica não conseguem saber se ações táticas ou operacionais estão alinhadas com o alcance dos objetivos organizacionais. O planejamento estratégico e seu respectivo acompanhamento ajudam a empresa a entender melhor suas forças, fraquezas, oportunidades e as ameaças que pode enfrentar. Assim,com o monitoramento do mercado, a empresa pode agir de forma mais oportuna na gestão de seus negócios. Desafios associados à quarta Revolução Industrial (Indústria 4.0) A indústria 4.0 está chegando ao mundo inteiro. O termo surgiu a partir da consideração da evolução histórica observada na indústria. A primeira revolução aconteceu no século XVIII e teve como foco a mecanização dos motores a vapor, com implicações diretas na indústria têxtil. A segunda revolução ficou conhecida como Revolução da Eletricidade, pois seu foco foi na eletrificação da fábrica, o que levou ao desenvolvimento de fábricas de produção em massa, como, por exemplo, a linha de montagem de Henry Ford, em 1913. Henry Ford Engenheiro mecânico empreendedor, fundador da Ford Motor Company. Destacou-se como o primeiro empresário a aplicar a montagem em série para a produção em massa de automóveis em menos tempo e a um menor custo. A Terceira Revolução Industrial se desenvolveu a partir da mecanização, eletricidade e de produções em massa características da segunda revolução, e ficou conhecida como Revolução Industrial da Automação. Potencializada com a invenção dos processadores digitais, a Tecnologia da Informação se instalou nas indústrias para automatizar tarefas que eram mecânicas e repetitivas. Essa revolução teve início nos anos 1970 e está presente até os dias de hoje. A Indústria 4.0 ou Quarta Revolução Industrial se baseia no uso de Inteligência Artificial, robótica e várias outras tecnologias para a melhoria de todos os processos da empresa. A Quarta Revolução Industrial pode ser caracterizada pela utilização de tecnologias associadas a: Simulação De forma bem ampla, modelos desenvolvidos para simulação computadorizada estão ganhando bastante espaço em aplicações industriais e em empresas. Além de mais econômicas, as simulações computadorizadas costumam dar respostas mais oportunas nas soluções de problemas. Robótica A incorporação de robôs na execução de tarefas automáticas reduz erros humanos associados a estresse e fadiga. Além disso, os robôs realizam as tarefas de forma mais rápida que os humanos. Big Data e Data Analytics Cada vez mais, a Tecnologia da Informação proporciona grandes volumes de dados. Encontrar significado para esses volumes sem auxílio de rotinas automatizadas tem se tornado algo desafiador. As tecnologias Big Data e Data Analytics estão associadas à capacidade de coletar, organizar e analisar dados, produzindo informações úteis para a tomada de decisão. Integração sistêmica Para melhorar a comunicação entre sistemas, é importante proporcionar integração entre vários deles. A necessidade de interfaces, normalmente, é um desafio. O uso de protocolos baseados na Engenharia de Sistemas viabiliza a integração sistêmica, e as informações conseguem ser processadas e compartilhadas. Internet das Coisas (IoT) Caracterizada pela conexão entre a rede de objetos físicos, ambientes, veículos e máquinas por meio de dispositivos que permitem a troca de informações de forma rápida e efetiva. Cloud Computing (Computação em Nuvem) Tornou-se necessária com o aumento de troca de informações. Para isso, é preciso estar conectado, e o acesso às conexões deve ser melhorado. Os armazenamentos em nuvem possuem recursos que geram economia e redução de consumo de tempo. Cibersegurança A proteção dos sistemas e das informações é crucial para garantir confiabilidade das operações na empresa. Com todas as áreas conectadas, as redes precisam de sistemas de segurança robustos. Realidade aumentada O uso de interfaces gráficas mesclando dados reais com dados gerados em computadores pode ser muito útil no auxílio à solução de problemas. Como exemplo, a realidade aumentada pode permitir que montagens sejam feitas de forma remota. Com o uso dessa tecnologia, muitos recursos podem ser explorados na gestão e operação de várias atividades nas empresas. Manufatura aditiva (impressão em 3D) Esta tecnologia inclui a produção de peças modeladas em ambientes digitais (scanners 3D), que podem ser impressas em diversas regiões geográficas. A manufatura aditiva trabalha com vários tipos de materiais, incluindo metais, plásticos, cimento etc. Além dos vários desafios naturalmente perceptíveis pelas vantagens das tecnologias apresentadas, outro grande desafio se apresenta por conta da perspectiva social: a questão da possibilidade de as tecnologias gerarem desemprego em massa. Vamos voltar à questão já apresentada sobre o desenvolvimento sustentável. A aplicação de tais tecnologias deve ser feita de modo a realocar a força de trabalho de forma progressiva para aquilo que os robôs e aplicativos não sabem fazer melhor do que os humanos. Logo, o desafio está intimamente relacionado à formação de recursos humanos – algo que a empresa moderna deve aprender a fazer de forma oportuna. Desafios associadas à Quarta Revolução Industrial No vídeo, a seguir, o professor Beniamin Achilles Bondarczuk contextualiza os assuntos desse tópico para a melhor compreensão dos desafios e tecnologias associadas à Quarta Revolução Industrial. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Verificando o aprendizado Questão 1 Sobre as empresas modernas, considere as seguintes afirmativas: I. A transformação digital é um programa que visa a conduzir as empresas para a era digital. II. Empresas modernas geram seus processos de forma integrada. O conceito de integrar processos requer que a empresa realize, inicialmente, o mapeamento e a medição do desempenho de seus processos para, em seguida, obter melhorias. III. Empresas modernas são aquelas que estão formalmente presentes no mercado atual. É correto o que se afirma em: A I e II. B II e III. C I e III. D I, II e III. A alternativa A está correta. A modernidade não é caracterizada pela simples existência formal de uma empresa. O mercado costuma absorver, pelo menos por um tempo, empresas recém-criadas, mas com características não compatíveis com as demandas nos atuais ambientes agressivos. Tais empresas, apesar de novas, podem não ter características de modernidade. Assim, dificilmente, conseguirão permanecer no mercado. Questão 2 Sobre as empresas modernas, considere as seguintes afirmativas: I. Empresas modernas têm estruturas rígidas e inflexíveis, pois são robustas. II. Planejar estrategicamente é bom, mas se torna, muitas vezes, algo dispensável, devido às dificuldades de previsão de cenários futuros. III. A aquisição de sistemas informatizados insere uma empresa na era digital, tornando-a uma empresa moderna. É incorreto o que se afirma em: A I e II. B II e III. C I e III. D I, II e III. A alternativa D está correta. Empresas modernas devem ser capazes de rápidas adaptações para se adequar às rápidas mudanças no mercado. O planejamento estratégico ajuda os gestores na condução da empresa para que os objetivos organizacionais sejam atingidos. É necessário que a aplicação de novas tecnologias seja acompanhada de capacitação profissional, de atualização dos processos e adaptada à cultura organizacional. 3. Os conceitos de projeto e processo a partir da modelagem e do mapeamento de processos Conceitos de projeto e processo Como vimos, para se manter competitiva nos dias de hoje, a empresa precisa ser ágil e eficaz no atendimento às necessidades de seus clientes. Só se consegue essa agilidade e essa eficácia por meio de processos organizados em uma cadeia de valor com foco no cliente e apoiados pelas modernas tecnologias da Informação. O conceito de projeto permeia as áreas das engenharias, da Administração, do Marketing etc. Entretanto, a palavra utilizada na língua portuguesa pode estar se referindo a dois significados distintos. Saiba mais Da língua inglesa, tanto project quanto design são traduzidos como projeto para o português. Para entendermos a diferença entre as duas palavras, podemos observar algumas outras da língua portuguesa. A palavra inglesa design, também traduzida comoprojeto, tem um significado distinto, pois está associada à “concepção”. Algo que, futuramente, será “lançado à frente” precisa ser, primeiro, especificado, concebido, desenhado. As engenharias costumam trabalhar muito com projetos nesse sentido, apesar de também precisarem de habilidades para o lançamento no mercado daquilo que é concebido. Projetos – tanto os de concepção quanto os de lançamento – utilizam atividades com início, meio e fim e possuem características únicas no tempo, mesmo que possam ser compostos de atividades semelhantes. Projetil A palavra projetil, que compõe uma munição de armamento leve, por exemplo, refere-se à parte da munição que “vai à frente”, quando a cápsula com pólvora (e o projetil na ponta) é ativada (deflagrada). Projetor O projetor multimídia “projeta” luz “à frente” (em uma parede, por exemplo). Logo, a palavra inglesa project, traduzida para o português como projeto, refere- se a algo que é “lançado à frente”. Para “lançar à frente” um novo produto no mercado, os profissionais de Marketing organizam atividades, utilizando projetos. Mas e quanto à palavra processo? O que significa? Processos também são caracterizados por atividades, mas aquelas “repetitivas”. Todo processo já foi um projeto, ou seja, alguém organizou atividades para concebê-lo e para implementá-lo. Depois, as atividades que o compõem e o caracterizam são repetidas. Conceitos de projeto e processo No vídeo, a seguir, o professor Beniamin Achilles Bondarczuk contextualiza os assuntos desse tópico para a melhor compreensão dos desafios e tecnologias associados aos Conceitos de projeto e processo. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Projetos na organização do trabalho O trabalho em uma empresa não se auto-organiza, mas deve ser projetado. A área de Ergonomia, já mencionada anteriormente, trata de estudos do trabalho. Atividades que compõem determinada tarefa, ao serem consideradas para um trabalho, devem ser analisadas à luz das seguintes vertentes da Ergonomia: Estudos do trabalho Aqueles que resultam em especificações ou regras para o trabalho. Ergonomia Organizacional Aquela que enxerga o trabalho no âmbito macro, abrangendo vários sistemas sociais (inclusive leis e políticas) e técnicos. Ergonomia Cognitiva Aquela que aborda aspectos relacionados à capacidade humana de captar e processar informações para o trabalho. Ergonomia Física Aquela que diz respeito às configurações e limitações físicas do corpo humano no desempenho de trabalhos. Saiba mais Para a organização de projetos, os profissionais podem contar com o Instituto de Gerenciamento de Projetos – Project Management Institute (PMI) –, que edita um guia com corpo de conhecimentos – Project Management Body of Knowledge (PMBOK). Processos na organização do trabalho Já sabemos que um processo contém atividades repetitivas. Esse conjunto de atividades visa à realização de um trabalho específico que gera um produto (em sentido amplo, ou seja, produto tangível ou não) para um cliente. Um modelo de processo se constitui, basicamente, de entradas, processamentos e saídas, conforme mostra a ilustração a seguir: Outra forma de modelar processos é considerar insumos, atividades e produtos: O conjunto de atividades de transformação pode ser entendido como um trabalho específico. Esse modelo também pode se estender em níveis, ou seja, podemos “enxergar” processos macro compostos de vários processos simples, e assim por diante. Processo, portanto, é um conjunto de passos para a realização de uma tarefa ou um conjunto de atividades organizadas em uma sequência lógica, com o objetivo de produzir um bem ou serviço que tenha valor para algum cliente. Atividades de transformação Quando insumos são transformados em produtos. Não dá para melhorar aquilo que não foi medido, ou seja, são necessárias bases objetivas para avaliar processos. Assim, é comum o desenvolvimento de indicadores que sinalizem, de forma objetiva, o quão eficiente é um processo na transformação daquilo que recebe como insumo na geração de resultados. É muito importante saber modelar o trabalho de uma organização por meio de desenho de processos. Fundamentos de modelagem de processos Modelos são abstrações da realidade. A utilização de abstrações contribui para a solução de problemas e o consequente desenvolvimento humano há milhares de anos. Normalmente, construímos um modelo representativo do mundo físico, pois, com ele, conseguimos, de forma mais fácil, resolver determinado problema. Assim, de posse da solução obtida, fica mais fácil tomar decisões no mundo físico. A modelagem de processos pode ser obtida por meio de alguns métodos e técnicas. Vamos conhecê-los. Mapeamento de processos Processos podem ser mapeados, ou seja, são passíveis de representação gráfica com entradas, processamentos e saídas. Não existe um modelo único para a representação de processos. A seguir, veremos alguns modelos utilizados: Modelo SIPOC O conhecido modelo SIPOC tem esse nome devido às iniciais das palavras inglesas: Suppliers = Fornecedores; Inputs = Entradas; Process = Processamento; Outputs = Saídas; • • • • Customers = Clientes. É uma forma simples de representação de um processo que inclui os fornecedores antes das entradas e os clientes após as saídas: Fluxograma vertical Fluxogramas são gráficos de fluxo que representam a sequência lógica dos processos, permitindo a observação das ações e dos eventuais desvios presentes na lógica específica. A tabela a seguir apresenta os principais símbolos utilizados em fluxogramas: O fluxograma vertical também é conhecido como fluxograma padrão ANSI. Ele é desenvolvido com a utilização de símbolos e setas na representação dos fluxos no processo. Atividades são representadas dentro de retângulos, e decisões, em losangos. Setas orientadas representam o fluxo entre as atividades e decisões. Veja um exemplo de fluxograma vertical simples: ANSI American National Standards Institute ou Instituto Nacional Americano de Padronização, que instituiu o fluxograma vertical. • Fluxograma horizontal ou funcional O fluxograma horizontal (funcional) também é conhecido como swimlane (raias de natação, em inglês). Diferentemente do vertical, no fluxograma horizontal, é possível identificar, de forma matricial (linhas e colunas), as unidades ou os setores responsáveis pela condução das atividades assinaladas nos processos. Veja um exemplo de fluxograma horizontal simples: Apesar de ser possível desenhar à mão o fluxo de processos em fluxogramas, na prática, é comum as organizações usarem aplicativos comerciais especializados para isso. Muitos fornecem funcionalidades adicionais que permitem inserir indicadores de desempenho, por exemplo. Saiba mais Assim como ocorre na organização de projetos, com o Instituto de Gerenciamento de Projetos (PMI), que edita um guia com corpo de conhecimentos (PMBOK), a organização de processos pode contar com a Association of Business Process Management Professionals (ABPMP), que edita o Guia para Gerenciamento de Processos – Corpo Comum de Conhecimentos (BPM CBOK). Gestão por processos A gestão por processos é um método que busca a melhoria e a otimização no desempenho dos processos, de forma a atender às necessidades e expectativas das partes interessadas. Para isso, a gestão é feita com a mínima utilização de recursos. O foco da gestão é nos processos, e não em compartimentos funcionais. Esta é uma abordagem sistêmica imprescindível. O entendimento da missão associado com um planejamento estratégico ajuda a identificar os processos críticos, ou seja, aqueles que mais impactam os negócios e produzem efeitos nos clientes. A gestão por processos requer o entendimento do fluxo de informações e atividades que mais impactam a satisfação dos clientes. Para isso, é necessário discernir o que é essencial. O mapeamento de processos, no primeiro momento, ajuda a entender“como as coisas estão”, ou “qual o estado vigente”. Somente a partir disso, conseguimos saber se, depois de implementada alguma mudança, houve melhoria. Medir é essencial: o antes e o depois. O trabalho de desenvolvimento de indicadores deve caminhar com o esforço de mapeamento. Medições são feitas para saber qual o desempenho atual. Com melhorias nos desenhos dos processos e novas medições, é possível, então, saber em bases objetivas o quanto se obteve de melhoria. Verificando o aprendizado Questão 1 Sobre os conceitos de projeto e processo, considere as seguintes afirmativas: I. A palavra projeto é uma tradução da língua inglesa para o termo design, que está associado a “conceber algo”. II. A palavra projeto é uma tradução da língua inglesa para o termo project, que está associado a “lançar algo à frente”. III. As palavras inglesas project e design, ambas traduzidas para a língua portuguesa como projeto, essencialmente têm o mesmo significado. É correto o que se afirma em: A I e II. B II e III. C II somente. D III somente. A alternativa A está correta. Tanto “lançar à frente” quanto “conceber algo” são importantes na área de Engenharia. A fim de que produtos e serviços sejam criados, são necessárias atividades de concepção (especificação daquilo que deve ser criado) e atividades para implementar a solução concebida. Logo, na concepção de uma solução, o conceito de design está em evidência. O conceito de project é evidenciado no momento em que se quer implementar a solução (lançamento no mercado). Questão 2 Sobre modelagem e mapeamento de processos, considere as seguintes afirmativas: I. O mapeamento de processos é uma representação gráfica com entradas, processamentos e saídas. Só existe um modelo para a representação de processos. II. Os fluxogramas são ferramentas que podem ser desenvolvidas e dispostas em posição vertical ou horizontal. III. As letras iniciais das palavras inglesas Suppliers, Inputs, Projects, Outputs e Customers (Fornecedores, Entradas, Projetos, Saídas e Clientes) configuram o modelo SIPOC. É correto o que se afirma em: A I e II. B I somente. C II somente. D III somente. A alternativa C está correta. Processos podem ser mapeados, ou seja, são passíveis de representação gráfica com entradas, processamentos e saídas, porém não existe um modelo único para a representação de processos. O modelo SIPOC tem esse nome devido às iniciais das palavras inglesas suppliers, inputs, process, outputs, pustomers (fornecedores, entradas, processamento, saídas, clientes). 4. Conclusão Considerações finais Os processos que definem os fluxos do trabalho na empresa, pela própria natureza, são repetitivos. Portanto, a rotina pressupõe um risco de acomodação dos participantes dos processos, contrastando com a dinâmica natural do mercado, que justifica a existência dos processos de trabalho. É necessário que o trabalho nas organizações esteja em sincronia com a dinâmica dos mercados. Para isso, projetos e processos se tornam importantíssimos, a fim de que as empresas modernas possam competir na era da Indústria 4.0. Podcast Para encerrar, ouça sobre Organização do trabalho. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para ouvir o áudio. Explore+ Para saber mais sobre os assuntos explorados neste tema, leia: Desenvolvimento sustentável e avaliação do ciclo de vida. Coordenação de conteúdo. LAMB, Celina M. S. R.; NASS, Nilce T. P. – Brasília: IBICT ‒ CNI, 2014. 33 p. Referências ANDREASSI, T. Gestão da inovação tecnológica. São Paulo: Thompson Learning, 2007. BERNARDES, J. A. A questão ambiental. 2. ed. São Paulo: Bertrand Brasil, 2003. CHIAVENATO, I. Fundamentos de Administração: planejamento, organização, direção e controle para incrementar competitividade e sustentabilidade. 1. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. CHIAVENATO, I. Gestão da produção: uma abordagem introdutória. São Paulo: Manole, 2014. GAMBLE, J. E. Fundamentos da administração estratégica: a busca pela vantagem competitiva. 2. ed. Porto Alegre: McGraw Hill, 2015. LAMB, C. M. S. R.; NASS, N. T. P. (coord.). Desenvolvimento sustentável e avaliação do ciclo de vida. Brasília: Ibict, CNI, 2014. • MARANHÃO, M.; MACIEIRA, M. E. B. O processo nosso de cada dia: modelagem de processos de trabalho. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2004. MINTZBERG, H. Safári de estratégia: um roteiro pela selva do planejamento estratégico. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2015. OLIVEIRA, A. M. S. Relação homem/natureza no modo de produção capitalista. In:PEGADA – A Revista da Geografia do Trabalho, v. 3, 2002. RELATÓRIO BRUNDTLAND. Nosso Futuro Comum. Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, 1987. SLACK, N. et al. Administração da produção. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2018. Organização do trabalho 1. Itens iniciais Propósito Objetivos Introdução 1. A importância da integração homem-trabalho-natureza com a sustentabilidade Modelo ergonômico: observação do trabalho humano Conceito de sustentabilidade As práticas corriqueiras A sustentabilidade Atenção Tripé da sustentabilidade Sustentabilidade ambiental Sustentabilidade social Sustentabilidade econômica Projeto Orientado ao Meio Ambiente, Análise do Ciclo de Vida (ACV) e ISO 14000 Comentário Projeto orientado ao Meio Ambiente, Análise do Ciclo de vida (ACV) ISO 14000 Conteúdo interativo Integração homem-trabalho-natureza Verificando o aprendizado 2. As características e os desafios da empresa moderna Empresas modernas Papel das empresas modernas na era digital Integração de processos Eficiência Estruturas maleáveis Planejamento estratégico Desafios associados à quarta Revolução Industrial (Indústria 4.0) Simulação Robótica Big Data e Data Analytics Integração sistêmica Internet das Coisas (IoT) Cloud Computing (Computação em Nuvem) Cibersegurança Realidade aumentada Manufatura aditiva (impressão em 3D) Desafios associadas à Quarta Revolução Industrial Conteúdo interativo Verificando o aprendizado 3. Os conceitos de projeto e processo a partir da modelagem e do mapeamento de processos Conceitos de projeto e processo Saiba mais Conceitos de projeto e processo Conteúdo interativo Projetos na organização do trabalho Ergonomia Organizacional Ergonomia Cognitiva Ergonomia Física Saiba mais Processos na organização do trabalho Fundamentos de modelagem de processos Mapeamento de processos Não existe um modelo único para a representação de processos. Modelo SIPOC Fluxograma vertical Fluxograma horizontal ou funcional Saiba mais Gestão por processos Verificando o aprendizado 4. Conclusão Considerações finais Podcast Conteúdo interativo Explore+ Referências