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O indulto

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UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO – UNINOVE MÁUA
ALUNA: JUSSARA ARARUNA ROCHA
RA: 1626200409
TURMA: 1 MA
TITULO: RESENHA ACORDÃO STF INDULTO
Máua-SP, 20 de outubro de 2026
RESENHA ACORDÃO STF INDULTO
O indulto concedido por Jair Bolsonaro ao ex-deputado Daniel Silveira em abril de 2022 gerou um dos maiores embate. Enquanto a defesa do ato se baseou na competência constitucional privativa do presidente da República para conceder a graça, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pela sua anulação em maio de 2023, apontando desvio de finalidade e afronta ao interesse público.
ARGUMENTOS 
- Argumento a Favor da Constitucionalidade: Defensores da medida incluindo o ex-presidente e os ministros vencidos no STF (como André Mendonça e Nunes Marques) — sustentam que a Constituição Federal concede ao presidente discricionariedade para conceder a graça da graça presidencial, enxergando no enxergando no ato uma prerrogativa política legítima de harmonização e o exercício da liberdade de expressão.
- Argumento Contra e a Decisão do STF: Por outro lado, a maioria do Plenário do Supremo Tribunal Federal — com votos de relatores como a ministra Rosa Weber — entendeu que o indulto possuiu desvio de finalidade ao beneficiar um aliado político próximo condenado por graves ataques às instituições democráticas, desvirtuando o caráter humanitário e de interesse público que deve reger o instituto.
CONCLUSÃO
O episódio expõe uma tensão clássica entre a discricionariedade do Poder Executivo e os limites impostos pelos princípios republicanos e de Estado Democrático de Direito. 
De um lado, a prerrogativa do perdão presidencial não pode ser esvaziada por interpretações extensivas, mas, de outro, o uso individualizado e direcionado a aliados criminosamente condenados por atentar contra o próprio Judiciário e a ordem constitucional compromete a impessoalidade e a moralidade administrativa. A anulação pelo STF reafirma que nenhum poder é absoluto.
O julgamento foi concluído na sessão plenária dia 10 de maio de 2023.

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