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CADASTRO TÉCNICO MULTIFINALITÁRIO Profa. Dra. Francieli Marcatto CADASTRO TÉCNICO MULTIFINALITÁRIO RURAL 1. Cartografia cadastral rural. 2. A definição dos limites dos imóveis rurais. 3. Aspectos técnicos associados ao cadastro rural. 4. Cadastros temáticos. CARTOGRAFIA CADASTRAL DO IMÓVEL RURAL Não há normas específicas para a representação cartográfica dos imóveis rurais, somente para georreferenciamento dos limites dos imóveis, determinados nos seguintes documentos (INCRA, 2013): - Norma técnica para georreferenciamento de imóveis rurais. - Manual técnico de limites e confrontações. - Manual técnico de posicionamento. CARTOGRAFIA CADASTRAL DO IMÓVEL RURAL Escala da planta cadastral: - Não há uma referência de escala a ser utilizada nas plantas cadastrais dos imóveis rurais. - Dependerá do tamanho do imóvel. - Quanto maior o imóvel, menor a escala. - As escalas mais utilizadas são 1: 5.000 e 1:10.000. Identificação do imóvel rural: - É realizada pela correta descrição dos seus limites. - Os limites são representados por segmentos de retas, interligados por vértices. - O vértice é o ponto onde a linha muda de direção. CARTOGRAFIA CADASTRAL DO IMÓVEL RURAL 1 2 3 4 5 Identificação dos limites: Exige uma etapa prévia de consulta a documentações, como: - Matrícula ou transcrição do imóvel. - Matrícula ou transcrição dos imóveis vizinhos. - Títulos de domínio. - Elementos técnicos relacionados aos imóveis (planta, memorial). • É necessário consultar o proprietário e, se possível, os confrontantes para tirar qualquer dúvida em relação aos limites do imóvel. • A identificação tem de ser realizada EM CAMPO, independentemente do método de posicionamento utilizado. DEFINIÇÃO DOS LIMITES DEFINIÇÃO DOS LIMITES Tipos de limites: 1) Limites artificiais: cerca, muro, estrada, vala, canal, linha ideal e limite artificial não tipificado. 2) Limites naturais: curso d’água, linha de cumeada, grota, crista de encosta, pé de encosta e limite natural não tipificado. Cada tipo de limite possui um código de identificação: LA= limite artificial. LN= limite natural. DEFINIÇÃO DOS LIMITES Códigos Limites Artificiais Códigos Limites Naturais LA1 Cerca LN1 Corpo ou curso d’água LA2 Muro LN2 Linha de cumeada LA3 Estrada LN3 Grota LA4 Vala LN4 Crista de encosta LA5 Canal LN5 Pé de encosta LA6 Linha ideal LN6 Limite natural não tipificado LA7 Limite artificial não tipificado Fonte: INCRA (2013, p.15), com adaptações. É fundamental descrever adequadamente os limites e realizar o levantamento mais próximo possível da realidade. EXEMPLO: - Caso as cercas, muros, canais ou valas possuam longos trechos aparentemente retos, é importante levantar vértices nesses locais, porque podem ocorrer mudanças de direção imperceptíveis. - No caso de cursos d’água, devido à sinuosidade, deve-se colocar o maior número de vértices possível. DEFINIÇÃO DOS LIMITES DEFINIÇÃO DOS LIMITES Fonte: INCRA (2013). DEFINIÇÃO DOS LIMITES Tipos de vértices (de acordo com o posicionamento e caracterização): - Vértice M (marco): o posicionamento é realizado em campo e materializado por um marco. É necessário quando não há elementos físicos definidores. - Esse marco pode ser de concreto e deve conter uma placa de identificação no seu topo, com o código do vértice. DEFINIÇÃO DOS LIMITES - Vértice P (ponto): realizado de forma direta, mas não materializado. É utilizado quando os limites são cercas ou cursos d’água. - Vértice V (virtual): o posicionamento ocorre de forma indireta e é utilizado quando não é possível a implantação de um marco, o limite não coincide com algum elemento físico ou quando o local é inacessível. DEFINIÇÃO DOS LIMITES A precisão posicional dos vértices que definem os limites de imóveis deve ser de: - Para vértices em limites artificiais: 0,50 m ou melhor. - Para vértices em limites naturais: 3,00 m ou melhor. - Para vértices em limites inacessíveis: 7,50 m ou melhor. DEFINIÇÃO DOS LIMITES Métodos de posicionamento: - GNSS: posicionamento relativo, relativo estático, relativo cinemático, relativo estático-rápido. - Topografia clássica: poligonação, triangulação, trilateração. - Geometria analítica: paralela, intersecção de retas. - Sensoriamento remoto: aerofotogrametria, radar aerotransportado, laser, scanner, satélites. PARA SABER MAIS: Manual técnico de Posicionamento (INCRA, 2013). MAPAS TEMÁTICOS DO CTM RURAL Os mapas temáticos podem ser diversos: - Mapa de declividade: demonstra a inclinação do terreno. - Mapa de solos: ilustra a distribuição espacial dos solos. - Mapa de uso dos solos: ilustra os tipos de usos, tipos de cultivo, cursos d’água e benfeitorias. - Mapa de suscetibilidade à erosão: indica zonas mais suscetíveis à erosão, considerando a declividade e os tipos de solos. MAPAS TEMÁTICOS DO CTM RURAL • Mapa de capacidade de uso: cria zonas homogêneas de terras, classificadas conforme a sua capacidade de uso, sem risco de degradação. - GRUPOS: A, B e C – maior ou menor intensidade de uso da terra, de acordo com as características dos solos. - CLASSES: I a VIII – limitação de uso da terra e a intensidade de uso. - SUBCLASSES: e, s, a, c – tipo de limitação (erosão, solo, água, climática). - UNIDADES: 1, 2, 3 – natureza da limitação. Fonte: Silveira (2020).