Logo Passei Direto
Buscar

Ferramentas de estudo

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

🐥
Doenças em aves
Família Viral
Gênero / Espécie
Principal
Enfermidade
Principais Sinais
Clínicos
Impacto
Econômico &
Sanitário
Orthomyxoviridae
(Antigo mixovírus
"verdadeiro")
Alphainfluenza
virus (Ex: H5N1,
H7N9)
Influenza
Aviária (Alta e
Baixa
Patogenicidade)
Crista e barbelas
cianóticas (roxas),
edema de face,
hemorragias
digestivas, sintomas
respiratórios e
neurológicos
severos.
Notificação
Obrigatória (Lista
da OMSA).
Mortalidade de
até 100% nas
formas graves.
Provoca barreiras
comerciais
drásticas à
exportação.
Paramyxoviridae
(Antigo mixovírus
"ao lado")
Orthoavulavirus
aviandense
(Paramyxovirus
Aviário Tipo 1 -
APMV-1)
Doença de
Newcastle
Respiração ruidosa,
diarreia esverdeada
profusa, torcicolo,
opistótono (cabeça
para trás) e
paralisia.
Notificação
Obrigatória. Alta
mortalidade em
linhagens
velogênicas.
Embargos
comerciais
imediatos ao país
afetado.
Coronaviridae Gammacoronavirus
Bronquite
Infecciosa
Aviária (BIA)
Espirros, estertores,
queda severa na
produção de ovos
com deformação da
casca (ovos
"despigmentados"
ou de casca
fina/mole), lesões
renais.
Altamente
contagioso.
Causa perdas
massivas na
postura e
condenações de
carcaças no
abatedouro por
aerossaculite.
Birnaviridae Avibirnavirus
Doença de
Gumboro
(Doença
Infecciosa da
Bolsa)
Prostração extrema,
penas eriçadas,
diarreia aquosa.
Lesões severas
(edema/hemorragia)
na Bolsa de
Fabricius.
Destrói os
linfócitos B das
aves jovens,
gerando
imunossupressão
severa. Abre
portas para
infecções
secundárias e
falhas vacinais.
Doenças em aves 1
Família Viral
Gênero / Espécie
Principal
Enfermidade
Principais Sinais
Clínicos
Impacto
Econômico &
Sanitário
Herpesviridae
Mardivirus (Gallid
alphaherpesvirus
2)
Doença de
Marek
Paralisia assimétrica
de pernas e asas
(postura de
"bailarino"),
cegueira por
infiltração ocular e
formação de
tumores linfoides
em órgãos internos.
Perdas por
mortalidade
crônica, descarte
de lotes e
condenação de
carcaças devido
aos tumores na
linha de abate.
Poxviridae Avipoxvirus
Bouba Aviária
(Pipoca ou
Varíola Aviária)
Forma cutânea:
Nódulos ("pipocas")
em áreas sem
penas (crista,
barbelas,
pálpebras). Forma
diftérica: Placas
membranosas na
boca e traqueia.
Causa queda no
ganho de peso e
na postura. A
forma diftérica
pode levar à
morte por asfixia.
Adenoviridae Aviadenovirus
Síndrome da
Hidropericárdio
/ Inclusão de
Hepatite
Acúmulo de líquido
claro no saco
pericárdico
("coração em
gota"), fígado pálido
e friável, morte
súbita.
Alta mortalidade
em frangos de
corte (20-80%),
afetando
diretamente a
conversão
alimentar e o
custo de
produção.
Nas formas graves (alta
patogenicidade), a intensa
replicação viral e as lesões
vasculares causam um severo
comprometimento circulatório,
resultando em edema de face
e coloração visivelmente
arroxeada (cianótica) nas
cristas e barbelas das aves.
O tropismo das estirpes
velogênicas neurotrópicas pelo
sistema nervoso central leva a
espasmos musculares severos,
fazendo com que a ave perca
o controle motor e apresente o
clássico torcicolo (torção do
pescoço) ou opistótono.
O vírus da Bronquite Infecciosa
replica-se ativamente no
epitélio do oviduto. Quando
afeta o útero (glândula da
casca), compromete a
deposição de cálcio e
pigmentos, gerando ovos com
casca deformada, enrugada,
fina ou completamente
despigmentada.
Doenças em aves 2
Como o Mardivirus induz uma
forte infiltração de linfócitos
nos nervos periféricos, a lesão
clássica na necropsia é o 
aumento de volume
(espessamento) assimétrico e
a perda das estriações
transversais do nervo ciático.
Ao rebater a musculatura
interna das coxas e expor os
plexos nervosos, compara-se
o nervo afetado (que se mostra
espesso e acinzentado) com o
do lado sadio.
Por ser um vírus oncogênico,
ele provoca a proliferação
neoplásica de células linfoides
em múltiplos órgãos. É muito
comum observar tumores
tumorais difusos ou nodulares
(linfomas) esbranquiçados
que aumentam drasticamente
o volume de órgãos como o 
fígado, baço, rins, coração,
proventrículo e gônadas
(especialmente ovários, que
ganham aspecto de "cacho de
uvas" esbranquiçado).
Clinicamente, o lote apresenta
aves severamente prostradas,
sonolentas, com penas
eriçadas e diarreia aquosa. Na
necropsia, o alvo principal do
vírus é a Bolsa de Fabricius
(órgão linfoide localizado
dorsalmente à cloaca). Nas
fases iniciais da infecção por
estirpes patogênicas, a bolsa
apresenta-se edematosa,
muito aumentada de tamanho,
amarelada (por exsudato
gelatinoso) e frequentemente
com severas hemorragias
petequiais ou sufusões na sua
superfície mucosa. Essa
destruição intensa dos
linfócitos B na Bolsa de
Fabricius em aves jovens (com
pico de suscetibilidade entre 3
a 6 semanas de idade) é o que
desencadeia o quadro de
imunossupressão severa,
deixando o plantel exposto a
infecções secundárias.
A forma cutânea é a
manifestação mais comum e
ocorre quando o vírus é
inoculado na epiderme
(frequentemente por picadas
de mosquitos vetores ou
pequenas lesões na pele).
Caracteriza-se pelo
surgimento de lesões
nodulares proliferativas,
inicialmente amareladas e que
depois evoluem para crostas
escuras e rugosas. Elas se
concentram nas áreas
desprovidas de penas, como a 
crista, barbelas, pálpebras
(podendo levar à oclusão
ocular) e nos cantos do bico.
Já a forma diftérica ou úmida
ocorre quando o vírus infecta
as membranas mucosas do
trato digestivo e respiratório
superior. Na necropsia ou
exame clínico da cavidade
oral, observam-se placas
diftéricas amareladas,
queixosas ou membranosas
aderidas à mucosa da boca,
faringe, laringe e porção
inicial da traqueia. 
Doenças em aves 3
O achado mais patognomônico
da doença é o acúmulo
massivo de líquido no saco
pericárdico. O volume de
transudato (um fluido claro,
límpido ou levemente
amarelado) pode variar de 3 a
mais de 10 mL. Isso exerce
uma compressão mecânica
severa sobre o miocárdio
(tamponamento cardíaco),
fazendo com que o órgão
perca o seu formato cônico
normal e assuma uma
aparência flácida e
arredondada, frequentemente
descrita como "coração em
gota" ou "em balão". A falência
cardíaca decorrente desse
acúmulo é a causa direta da
morte súbita das aves. 
Aspecto Macroscópico: O
fígado fica aumentado de
tamanho (hepatomegalia),
pálido, amarelado (devido à
distrofia gordurosa e necrose
severa) e com consistência
extremamente friável (rompe-
se facilmente ao manejo). É
comum observar focos de
hemorragia (petéquias e
equimoses) sob a cápsula
hepática. Aspecto
Microscópico
(Histopatologia): O nome da
doença vem da presença de 
corpúsculos de inclusão
intranucleares basofílicos ou
eosinofílicos volumosos
dentro dos hepatócitos em
degeneração, que
representam os locais de
montagem das partículas virais
no núcleo celular.
Doenças em aves 4
Doenças em aves 5