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SALMONELOSE
Enfermidade causada pela Salmonella enterica, acometendo principalmente
leitões de 3-4 meses, cursando com enterite aguda, crônica ou infecção
inaparente e ainda septicemia. O agente possui sorovares patogênicos e
apatogênicos (zoonoses), sendo que os que são apatogênicos para os suínos
podem vir a causar toxinfecção em humanos ao consumir carne suína.
ETIOLOGIA
Salmonella enterica
● 2500 sorovares sendo que estes são classificados de acordo com a
soroaglutinação de antígenos somáticos, flagelar e capsular.
● Nos suínos há dois sorovares importantes que causam a doença clínica: S.
Choleraesuis e S. Typhimurium, porém os suínos se infectam com muitos
outros sorovares que não causam a doença clínica.
● Bactéria resistente à dessecação e ao congelamento.
EPIDEMIOLOGIA
● Transmissão se dá de forma oro-fecal.
● Mortalidade relativamente baixa.
● S. choleraesuis está associado a surtos septicêmicos com alta mortalidade
● Fontes de infecção
○ Animais doentes, portadores assintomáticos (excretam o agente de
forma intermitente pelas fezes)
○ Roedores, vetores invertebrados, cães, gatos e pássaros, são as
principais fontes de infecção.
○ Rações que contenham algum tipo de derivado de proteína animal
também podem ser uma fonte de infecção.
● Fatores estressantes e doenças concomitantes aumentam a
contaminação e a ocorrência da forma clínica.
PATOGENIA
→ Quando ocorre diarreia, na mucosa intestinal vai haver inflamação e necrose,
consequente má absorção e aumento da permeabilidade vascular, aumento da
enzima adenilciclase que leva a secreção de fluidos no lúmen intestinal
→ Quando ocorre septicemia, a bactéria está na corrente sanguínea e vai haver
manifestação de um choque endotóxico. Mais comum essa situação ocorrer na S.
choleraesuis com alta mortalidade
SINAIS CLÍNICOS
→ Septicemia que caracteriza-se por morte súbita, febre e anorexia, cianose de
extremidades, ocasionalmente diarreia
→ Diarreia que caracteriza-se por fezes líquidas, amarelada, esverdeada ou
sanguinolenta, fragmentos de material necrótico, que perdura por várias
semanas. Perda de peso.
LESÕES
Forma aguda:
→ Gastroenterite hemorrágica com áreas ulceradas – Mucosa estomacal
hemorrágica e áreas ulceradas
→ Esplenomegalia
→ Petéquias na epiglote, rins, coração e bexiga.
→ Linfonodos infartados.
→ Pulmão com focos pneumônicos purulentos e/ou caseoso
Forma crônica (enterocolítica):
→ Mucosa do ceco e cólon com áreas de necrose e fibrina que se sobrepõe a
úlcera em forma de círculos pequenos a grandes (botões pestosos), espessura
aumentada, coloração esbranquiçada, amarelada ou enegrecida, conteúdo líquido
fétido e grumos.
→ Pulmão com focos pneumônicos purulentos e/ou caseoso
DIAGNÓSTICO
● Suabe retal ou de fezes, íleo e baço quando suspeita da forma septicêmica,
para bacteriológico
● Diferencial: Enterite proliferativa, disenteria suína, PCV2 e PSC
CONTROLE
● Evitar acesso a fontes de infecção;
● Antibioticoterapia;
● Vacinas vivas atenuadas, analisar o custo benefício do uso dessas vacinas;
● Utilizar rações livres de Salmonella;
● Manejo e ambiência;
● Controlar vetores, roedores e pássaros.