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CARREIRAS POLICIAISCARREIRAS POLICIAIS
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dedicação para te ajudar a alcançar os seus
objetivos nos estudos. Espero que você goste! 
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pirataria, conforme o art. 184 do
Código Penal. 
Entretanto, acreditamos que você é uma pessoa de bem e
que jamais faria uma coisa dessas. Agradecemos a sua
compreensão e desejamos um ótimo estudo. 
Resumosmapasdireito
Marcelo.mapaseresumos@gmail.com
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Princípios do Direito Penal ............................................................................................................................................04
Fontes do Direito Penal ..................................................................................................................................................05
Lei Penal no Tempo ...........................................................................................................................................................05
Lei Temporária x Lei Excepcional .................................................................................................................................05
Lei Intermediária ................................................................................................................................................................06
Conflito de Leis no tempo...............................................................................................................................................07
Tempo do Crime ................................................................................................................................................................07
Lugar do Crime ..................................................................................................................................................................07
Conflito Aparente de Normas .......................................................................................................................................08
Lei Penal no Espaço ..........................................................................................................................................................10
Extraterritorialidade .........................................................................................................................................................12
Pena cumprida no estrangeiro ......................................................................................................................................15
Eficácia da sentença estrangeira................................................................................................................................15
Contagem de Prazos ........................................................................................................................................................16
Crimes x Contravenção ..................................................................................................................................................16
Imunidades ..........................................................................................................................................................................18
Crimes (Inafiançáveis, Imprescritíveis, Insuscetível de Graça ou Anistia) ...................................................18
Fato Típico do Crime .........................................................................................................................................................19
Causas de Exclusão da Conduta...................................................................................................................................20
Relação de causalidade ..................................................................................................................................................24
Concausas............................................................................................................................................................................24
Tipicidade .............................................................................................................................................................................26
Crimes omissivos .............................................................................................................................................................27
Crime instantâneo.............................................................................................................................................................28
Crime Permanente.............................................................................................................................................................29
Iter Criminis .........................................................................................................................................................................29
Crime por tentativa ..........................................................................................................................................................30
Desistência Voluntária e Arrependimento eficaz ..................................................................................................31
Arrependimento Posterior..............................................................................................................................................32
Crime Impossível ...............................................................................................................................................................32
Crime doloso .......................................................................................................................................................................33
Crime Culposo ....................................................................................................................................................................34
Culpabilidade .....................................................................................................................................................................36
Imputabilidade ....................................................................................................................................................................36
Potencial conhecimento da Ilicitude e Exigibilidade de conduta diversa ......................................................36
Erro sobre o elemento do tipo ......................................................................................................................................37
Erro do tipo acidental .......................................................................................................................................................38
Erro sobre a ilicitude do fato .........................................................................................................................................40
Coação Física Irresistível................................................................................................................................................42
Excludentes de Ilicitude..................................................................................................................................................42
Indulto, Anistia e Graça ...................................................................................................................................................43sua conduta não é
ilícita, ou seja, o agente representa a
realidade da conduta, mas acredita
que é uma conduta lícita.
PODE SER:
Escusável; 
Inescusável.
INEVITÁVEL 
O agente não tinha noção que sua
conduta era contrária ao direito,
excluindo a sua culpabilidade.
INESCUSÁVEL
O agente tinha noção
que sua conduta
poderia ser
considerada ilícita,
não excluindo sua
culpa, respondendo
com pena reduzida
de um sexto a um
terço.
ERRO SOBRE A ILICITUDE DO FATO
ERRO DE PROIBIÇÃO DIREITO
Existe no momento em
que o agente erra em
relação ao conteúdo
da norma proibitiva,
pois acaba
desconhecendo a
existência do tipo penal
ou não entende o seu
âmbito de incidência.
ERRO DE PROIBIÇÃO INDIRETO
Quando o agente erra
sobre a existência ou
sobre os limites de
uma causa de
justificação, isto é,
sabe que pratica um
fato em princípio
proibido, mas supõe
que, nas
circunstâncias, milita
a seu favor uma
norma permissiva.
ERRO DE TIPO ERRO DE PROIBIÇÃO
O agente se equivoca
aos atos cometidos
devido a falsa
impressão. Erro em
relação à existência
fática de um dos
elementos que possui
o tipo penal.
O agente pratica os
atos sabendo o que
está fazendo, mas não
sabia que era licíto.
Incide sobre a ilicitude
Inevitável: Afasta a
culpabilidade, isenção
de pena.
Evitável: Reduz a pena.
Inevitável: Afasta o
dolo e culpa;
Evitável: Afasta
apenas o dolo, pune o
delito culposo.
DIREITO PENAL - PARTE GERAL 41
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ESTRITO CUMPRIMENTO DO DEVER
LEGAL
Consiste a excludente na existência
de dever, proveniente da lei, a obrigar
o agente a determinada conduta típica. 
Enquadra-se a atividade do policial,
ao executar mandado de prisão. 
EXERCÍCIO REGULAR DO DIREITO 
Ocorre quando o agente age dentro dos
limites autorizados pelo ordenamento
jurídico. Ex.: Lesão corporal decorrente
de violência desportiva.
 COAÇÃO FÍSICA IRRESISTÍVEL 
E OBEDIÊNCIA HIERÁRQUICA
Art. 22 - Se o fato é cometido sob
coação irresistível ou em estrita
obediência a ordem, não
manifestamente ilegal, de superior
hierárquico, só é punível o autor da
coação ou da ordem. 
COAÇÃO MORAL X COAÇÃO FÍSICA
A coação moral irresistível exclui
a culpabilidade, pois o agente
possui vontade, embora seja
viciada. Exclui a culpabilidade.
A coação física
irresistível exclui a
tipicidade, pois o
agente atua sem
vontade e não
controla seus
movimentos. Exclui
a tipicidade.
EXCLUDENTES DE ILICITUDE 
Estado de necessidade; 
legítima defesa; 
estrito cumprimento do dever legal; 
exercício regular do direito. 
ESTADO DE NECESSIDADE 
O agente pratica fato para salvar de
perigo atual e, que não provocou por
sua vontade, nem podia de outro meio
evitar, direito próprio ou alheio.
EXCLUDENTES DE ILICITUDE 
LEGÍTIMA DEFESA
Quem usando
moderadamente
dos meios
necessários, repele
injusta agressão,
atual ou iminente,
a direito seu ou de
outrem contra
pessoas, ou coisas. 
DIREITO PENAL - PARTE GERAL 42
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PRINCÍPIOS DO DIREITO PENAL 
Condutas que não afetem bens
jurídicos de terceiros;
Autolesão, Cogitação.
Deve-se punir por aquilo que se
fez e que causou efetiva ou
potencial lesão.
LESIVIDADE OU OFENSIVIDADE
O DIREITO PENAL NÃO PODE PUNIR:
INTERVENÇÃO MÍNIMA 
O direito penal só é
aplicável para resolver
conflitos estabelecidos
em último caso. Antes de
chegar na esfera penal, o
legislador verifica outros
ramos do direito. 
ADEQUAÇÃO SOCIAL 
Quando a conduta não afronta o
sentimento social, não é crime, em
sentido material. "Aceitação social"'.
LEGALIDADE/ANTERIORIDADE - ART. 1°, CP.
Não há crime sem lei anterior que o
defina. A lei deve ser anterior a prática
da conduta. 
Em benefício do réu, atingindo
até mesmo a sentença
transitado em julgado.
Para prejudicar, nunca
retroagirá. 
PODE RETROAGIR, ART. 5°, XL, CRFB/88.
Somente a lei pode estabelecer: 
Condutas criminosas; 
Sanções penais. 
INSIGNIFICÂNCIA 
O direito penal não pode
preocupar-se com
bagatelas. Assim os
danos de pouca monta
devem ser considerados
como fatos atípicos -
NÃO HAVENDO CRIME. 
PROPORCIONALIDADE
A pena deve ser proporcional
a gravidade do fato 
SUBSIDIARIEDADE 
Aplica-se ao direito penal quando os
outros ramos do direito não puderem
tutelar de forma satisfatória.
A lei deve ser:TAXATIVIDADE
Clara 
Certa e 
Objetiva 
INTRANSCENDÊNCIA, ART. 5°,
XLV, CRFB/88.
Nenhuma pena
passará da pessoa do
condenado. Não
impede que os
sucessores reparem o
dano até o limite da
herança.
PRINCÍPIOS DO DIREITO PENAL 
DIREITO PENAL - PARTE GERAL 04
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Lei em sentido estrito
Em decorrência do princípio da
legalidade, aplica-se, em regra, a
lei penal vigente ao tempo da
realização do fato criminoso
(tempus regit actum).
Costumes 
Princípios
Atos
Administrativos
De acordo com a
doutrina clássica:
MEDIATAS
PRINCÍPIOS DO DIREITO PENAL 
PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA, ART. 5°,
LVII, CRFB/88.
Ninguém pode ser considerado culpado
antes do trânsito em julgado. 
HUMANIDADE, ART. 5°,
XLVII, CRFB/88.
No Brasil é vedado a
condenação com penas
cruéis. A pena de morte
só é possível em caso
de guerra (Fuzilamento). 
FONTES DO DIREITO PENAL
FORMAIS 
IMEDIATAS
Órgão encarregado de produzir o
direito penal: 
União (Art.22, I, CRFB)
Excepcionalmente: Estados-membros
(Art. 22, Parágrafo Único, CRFB). 
LEI PENAL NO TEMPO
MATERIAL UNIÃO
LEI PENAL NO TEMPO
Leis temporárias e leis excepcionais
são espécies das denominadas leis
intermitentes, feitas para durar por
período de tempo determinado.
LEI - TEMPORÁRIA X
 EXCEPCIONAL, ART. 3, CP
Elas são editadas para regular
situações transitórias, portanto,
vigoram por período
predeterminado, elas produzem o
fenômeno da auto-revogação, isso
porque já trazem no próprio texto
quando serão revogadas. 
LEI TEMPORÁRIA
Editada para vigorar
durante determinado
período. REVOGAÇÃO:
automática, ao
terminar o prazo de
sua vigência.
LEI EXCEPCIONAL 
Produzida para vigorar durante
determinada situação.
REVOGAÇÃO: Ao cessar a
situação determinada. 
EXCEÇÃO
RETROATIVIDADE ULTRATIVIDADE 
A lei nova mais
benéfica para o
réu retroage aos
fatos praticados
antes de sua
vigência em vigor.
Lei mais benéfica
resignada
continua reger
fatos praticados
durante sua
vigência 
DIREITO PENAL - PARTE GERAL 05
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AUTORREVOGABILIDADE
Consideram-se revogadas
assim que encerra o prazo
fixado ou cessada a
situação de anormalidade. 
Ex.: art. 240 – Adultério.
 Houve supressão tanto material,
quanto formal da conduta do campo de
incidência do direito penal, deixando de
ser crime.
ABOLITIO CRIMES: A lei nova passa a
considerar a conduta como não
criminosa (Discriminação da conduta). 
LEI - TEMPORÁRIA X
 EXCEPCIONAL, ART. 3, CP
CARACTERÍSTICAS DELAS:
ULTRATIVIDADE - Aquele que cometeu o
crime durante a sua vigência responderá
pelo fato, mesmo após sua revogação. 
As leis temporárias e excepcionais
NÃO se sujeitam aos efeitos da
abolitio criminis, salvo se lei
posterior for expressa nesse
sentido.
LEI INTERMEDIÁRIA
Fulano praticou um delito durante a
vigência da Lei 1, que cominou para tal
conduta a pena de 6 anos de reclusão.
Durante o processo, entra em vigor a Lei
2, modificando a respectiva pena para 3
anos. Por fim, quando da sentença, já está
em vigor a Lei 3, que pune a mesma
conduta com 4 anos de reclusão
Assim, podemos facilmente verificar
que a lei mais benéfica a ele é a 2ª,
certo? Porém, ela não estava em vigor
nem na data do fato, nem na data da
sentença, sendo uma lei intermediária.
E aí, será que ela pode ser aplicada?
LEI INTERMEDIÁRIA
Tanto a doutrina, como o STF entendem
que SIM, é possível aplicar a lei
intermediária, desde que seja a mais
benéfica entre as 3 na sua
integralidade.
EXEMPLO:
Na abolitio criminis
há supressão da
figura criminosa,
pois a intenção do
legislador é não mais
considerar o fato
criminoso
PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE
NORMATIVO-TÍPICA
No princípio da continuidade normativo-
típica há a migração do conteúdo criminoso
para outro tipo penal incriminador,
 pois a intenção é
manter a natureza
criminosa do fato. O
STF também já
utilizou o termo
transmudação
geográfica do tipo
penal.
DIREITO PENAL - PARTE GERAL 06
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As leis temporárias e excepcionais
NÃO se sujeitam aos efeitos da
abolitio criminis, salvo se lei posterior
for expressa nesse sentido.
TEMPO DO CRIME, ART. 4, CP
Alguns meses depois, o projétil se
movimenta e B vem a morrer em
consequência disso. Ainda que tenha
passado vários meses, a causa da
morte foi o disparo efetuado por A,
havendo nexo de causalidade. 
Art. 4 - Considera-se praticado o
crime no momento da ação ou
omissão, ainda que outro seja o
momento do resultado. 
Teorias acerca do momento do crime:
A) Atividade - Considera-se praticado o
crime no momento da prática da conduta
(ação ou omissão), não importando o
resultado. Adotada pelo CP, art. 4º.
b) Resultado - Considera-se o crime
praticado no momento da produção do
resultado.
c) Mista ou ubiquidade - Momento do
crime é tanto o da prática da conduta
quanto o da produção do resultado.
EXEMPLO:
A atirou em B para matá-lo e a bala se
alojou na cabeça da vítima. Os médicos
não conseguiram removê-la. NOVATIO LEGIS
INCRIMINADORA:
Lei nova atribui a
conduta um fato
criminoso não
previsto
anteriormente. 
NOVATIO LEGIS IN PEJOS: Lei nova
mais severa que a anterior. (Não
retroage)
NOVATIO LEGIS IN MELLIUS: Lei nova
mais favorável que a anterior (retroage). 
TEMPO DO CRIME, ART. 4, CP
Assim, A deverá responder por
homicídio consumado, devendo-se
considerar esse crime praticado no
momento da conduta (da ação),
ainda que outro tenha sido o
momento do resultado.
LUGAR DO CRIME, ART. 6, CP
Art. 6 - Considera-se
praticado o crime no lugar em
que ocorreu a ação ou
omissão, no todo ou em parte,
bem como onde se produziu
ou deveria produzir-se o
resultado.
TEORIAS:
Teoria da Ubiquidade: Tanto o lugar
onde se pratica a conduta quanto o lugar
do resultado são considerados crime.
Adotada pelo CPB, art. 6º.
Teoria do Resultado: O lugar do crime é
onde ocorre a consumação;
Teoria da Atividade: O lugar do crime é o
lugar onde a conduta é praticada.
CONFLITO DE LEIS NO TEMPO
DIREITO PENAL - PARTE GERAL 07
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LUGAR DO CRIME, ART. 6, CP CONFLITO APARENTE DE NORMAS
Ocorre o conflito aparente de normas
quando duas ou mais normas parecem
regular o mesmo fato. 
Diz-se aparente porque não há,
propriamente, conflito, eis que
existem princípios que, aplicados
ao caso, irão indicar a norma a ser
realmente aplicável. 
ELEMENTOS
A) existência de uma infração;
B) pluralidade de normas;
C) aparente aplicação de todas as
normas;
D) aplicação exclusiva de somente
uma norma á espécie por força deprincípios. 
Cuidado para não
confundir o lugar do
delito para o Código Penal
(teoria da ubiquidade)
com locus comissi deliciti
para o Código de
Processo Penal (teoria do
resultado).
Lugar do delito: serve para os crimes
à distância (crimes que perpassam
mais de um país).
Tema de direito penal (art. 6º, CP);
Adota a Teoria da Ubiquidade
Locus comissi delicti:
lugar onde se consuma
o crime.
Aqui NÃO se trata de sucessão de leis
penais no tempo, mas de duas leis penais
que estão em vigor simultaneamente. 
Se NÃO estão vigentes, aí sim o assunto
é o conflito de leis penais no tempo.
Mnemônico LUTA
Lugar do crime =
Ubiquidade
Tempo do crime =
Atividade
PRINCÍPIOS 
Princípio da especialidade: A norma
especial afasta a aplicação da norma geral
(a norma especial é aquela que possui
todos os elementos da geral e mais alguns
denominados especializantes, daí
prevalece sobre a geral). Sua aplicação se
dá de maneira abstrata.
Tema de direito
processual penal (art.
70, CPP). Adota a Teoria
do Resultado. 
DIREITO PENAL - PARTE GERAL 08
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Art. 213 e 146 do CP (o crime de
constrangimento ilegal é subsidiário do
crime de estupro). 
Exemplo: Em um homicídio cometido
com pauladas, não se pune o infrator
por lesão corporal, pois este crime é
absorvido pelo homicídio; 
Fato anterior impunível (ante factum
impunível): São fatos anteriores que
estão na linha de desdobramento da
ofensa mais grave. A diferença é que no
crime progressivo o crime anterior era
obrigatório; aqui o crime anterior (meio)
foi o escolhido dentre os possíveis.
EXEMPLO: 
CONFLITO APARENTE DE NORMAS
Se A atira em B para subtrair bens, o
enquadramento típico deve ser feito no
art. 157, § 3º, do CP (latrocínio), e não no
art. 121, § 2º, V, do CP (homicídio
qualificado pela conexão teleológica - "para
assegurar a execução de outro crime"). 
EXPLICAÇÃO 
Isso porque a primeira
norma prevê,
expressamente, a ação
de "matar para
subtrair". Em relação á
segunda, que será
aplicada quando alguém
matar para assegurar a
execução de qualquer
outro crime. 
Princípio da subsidiariedade - A
norma mais ampla (primária)
absorve a menos ampla
(secundária); a norma é principal
quando descreve um grau maior de
lesão ao bem jurídico, restando a
aplicação da subsidiariedade
somente quando a principal não
incidir ("soldado de reserva"). 
EXEMPLO:
CONFLITO APARENTE DE NORMAS
Princípio da consunção - O fato mais
grave absorve outros menos graves,
quando estes funcionam como meio
necessário, ou fase normal de preparação
ou execução, ou mero exaurimento de
outro crime. Importante saber visualizar
a relação entre meio e fim. 
Crime progressivo:
Quando o agente,
para alcançar um
resultado ou crime
mais grave, precisa
passar por um crime
menos grave.
Progressão criminosa - Há alteração do
dolo. O agente pretende inicialmente
produzir um resultado e, depois de
alcançá-lo opta por prosseguir na prática
ilícita e reinicia outra conduta, produzindo
um evento mais grave .
DIREITO PENAL - PARTE GERAL 09
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O art. 5º do Código Penal estabelece o
princípio da territorialidade da
seguinte maneira: "Aplica-se a lei
brasileira, sem prejuízo de
convenções, tratados e regras de
direito internacional, ao crime
cometido no território nacional". 
CONFLITO APARENTE DE NORMAS CONFLITO APARENTE DE NORMAS
Fato simultâneo
impunível: Também
chamado de
concomitante
impunível, é aquele
praticado no mesmo
momento em que é
praticado o fato
principal.
EXEMPLO: 
estupro em via pública (o ato obsceno é
um meio para prática do estupro).
Fato posterior impunível 
(post factum impunível): 
O fato posterior impunível retrata o
exaurimento do crime principal praticado
pelo agente, por ele não podendo ser
punido. Aqui se absorve o crime
praticado, após exaurido o crime querido.
EXEMPLO
Falsificação de
documento e uso de
documento falso – quando
praticados pelo mesmo
agente, ele só responde
pela falsificação
(1) O crime consumado (delito perfeito)
absorve o crime tentado (delito
imperfeito). 
Hipóteses casuísticas de incidência
do princípio da consunção ou
absorção:
(2) O crime de dano
absorve o crime de
perigo. 
(3) Legítima defesa e
uso de arma de fogo
(Info 775 STF).
PRINCÍPIO DA ALTERNATIVIDADE
Própria: Tem aplicação nos crimes
plurinucleares, ou seja, crimes de ação
múltipla ou conteúdo variado. Nesse
caso, o crime permanece único, não
desnatura a unidade do crime.
Imprópria: Quando duas ou mais normas
penais disciplinam o mesmo fato.
LEI PENAL NO ESPAÇO
No ordenamento jurídico brasileiro,
portanto, aplica-se a lei penal brasileira
aos crimes cometidos no território
brasileiro, regra da
TERRITORIALIDADE MITIGADA
(RELATIVIZADA / TEMPERADA).
DIREITO PENAL - PARTE GERAL 10
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LEI PENAL NO ESPAÇO
Território, juridicamente falando,
trata-se do espaço em que o Brasil
exerce a sua soberania:
Nele estão
compreendidos os
espaços terrestres,
marítimo (mar
territorial brasileiro)
e aéreo
correspondente. 
TERRITORIALIDADE POR EXTENSÃO
Princípio adotado pelo o Art. 5, § 1º, CP: 
“Para os efeitos penais, consideram-
se como extensão do território nacional
as embarcações e aeronaves
brasileiras, de natureza pública ou a
serviço do governo brasileiro onde quer
que se encontrem, bem como as
aeronaves e as embarcações
brasileiras, mercantes ou de
propriedade privada, que se achem
respectivamente, no espaço aéreo
correspondente ou em alto-mar”. 
Dessa forma, além do princípio
da territorialidade estampado
no caput, Art. 5, que determina
a aplicabilidade da lei brasileira
aos crimes ocorridos no
território nacional.
Há situações em que o legislador, por
extensão, considera que os crimes foram
cometidos em território nacional,
aplicando-se a lei penal brasileira.
LEI PENAL NO ESPAÇO
EXEMPLO
Crime ocorrido no interior de um avião
público ou privado (a serviço do
governo), estando a aeronave pousada
em território estrangeiro. 
APLICA-SE A LEI PENAL BRASILEIRA,
NOS TERMOS DO ART. 5º, §1º, DO
CÓDIGO PENAL; 
Se a aeronave fosse privada, o crime
seria cometido em território
estrangeiro, e a única possibilidade de
se aplicar a lei brasileira seria pelo
princípio da extraterritorialidade. 
EMBARCAÇÕES E
AERONAVES
SERÁ APLICADA A
LEI BRASILEIRA
Públicas ou a
serviço do governo
estrangeiro
Que se encontre em
território nacional ou
estrangeiro
Mercantes ou
particulares
brasileiras
Estrangeiras.
Se estiverem em
alto-mar ou no
espaço aéreo
correspondente
Apenas quando
privadas em
território nacional
OBS.1: Princípio da reciprocidade: 
As embarcações e aeronaves
estrangeiras, de natureza pública ou
a serviço do governo estrangeiro,
são consideradas extensão do
território estrangeiro, mesmo se
estiverem em território brasileiro.
DIREITO PENAL - PARTE GERAL 11
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LEI PENAL NO ESPAÇO EXTRATERRITORIALIDADE 
OBS.2: Embaixada é território nacional.
NÃO é extensão do território que
representa. No entanto, é inviolável.
Excepcionalmente, é
possível que alguém,
ainda que tenha
praticado crime no
território brasileiro,
não responda pela lei
brasileira, é o caso
das imunidades
diplomáticas.
 ESSE FENÔMENO, CHAMA-SE DE
INTRATERRITORIALIDADE. 
EXEMPLO:
Se um diplomata estrangeiro praticar
crime de furto em nosso país, ele
responderá pela lei do seu país, por
força da imunidade penal absoluta. Ele
estará totalmente livre da lei penal
brasileira (e também da lei processual). 
CRIME FORA DO TERRITÓRIO
BRASILEIRO
Todavia, o contrário poderá ocorrer,
ou seja, alguém, cometendo crime
fora do território nacional, poderá
responder pela lei brasileira. A esse
fenômeno damos o nome de
extraterritorialidade. 
 ART. 7°, CP
Para a lei brasileira ser aplicável ao
crime praticado no estrangeiro, há
necessidade de atendimento de vários
requisitos (art. 7º, inc. I eII, §§ 1º, 2º e
3º, do Código Penal). 
PRINCÍPIOS
PRINCÍPIO DA NACIONALIDADE OU
PERSONALIDADE ATIVA:
Aplica-se a lei penal da nacionalidade do
agente, não importando o local do crime,
a nacionalidade da vítima ou dos bens
jurídicos lesados, ou seja, a lei brasileira
é aplicada em razão da nacionalidade do
sujeito ativo - art. 7º, II, b, CP.
PRINCÍPIO DA
NACIONALIDADE /
PERSONALIDADE PASSIVA:
Aplica-se a lei penal da
nacionalidade do sujeito
passivo. Ou seja, a lei
brasileira é aplicada ao
crime praticado por
estrangeiro contra
brasileiro - art. 7º, § 3º, CP.
PRINCÍPIO DA DEFESA REAL / DA
PROTEÇÃO / REAL
Aplica-se a lei da nacionalidade do
bem jurídico violado, não importando
o local ou nacionalidade do agente, ou
seja, a lei brasileira é aplicada ao crime
cometido fora do Brasil, que afete
interesse nacional - art. 7º, I, a, b, c, CP.
DIREITO PENAL - PARTE GERAL 12
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c) contra a
administração
pública, por quem
está a seu serviço =
princípio da defesa 
real.
d) de genocídio
(princípio
cosmopolita), quando
o agente for brasileiro
(princípio da
personalidade ativa) ou
domiciliado no Brasil.
EXTRATERRITORIALIDADE EXTRATERRITORIALIDADE 
PRINCÍPIO DA JUSTIÇA UNIVERSAL /
UNIVERSALIDADE / JUSTIÇA COSMOPOLITA:
O agente fica sujeito à lei do país em
que for capturado, não importa o local
do crime, nem a nacionalidade do
agente ou da vítima. É pautado no
direito de todos os países em punir
qualquer crime - art. 7º, I, d e II, a, CP.
OBS.: em relação ao inciso I, d,
existem autores que dizem que se
trata do princípio do domicílio, mas a
doutrina majoritária entende como
justiça universal.
PRINCÍPIO DA REPRESENTAÇÃO / DA
BANDEIRA / SUBSIDIÁRIO:
A lei brasileira será
aplicada aos crimes
cometidos no
estrangeiro em
aeronaves e
embarcações
privadas brasileiras,
desde que não sejam
julgados no local do
crime - art. 7º, II, c, CP
EXTRATERRITORIALIDADE
INCONDICIONADA 
O inc. I do art. 7º lista as hipóteses de
extraterritorialidade incondicionada,
ou seja, situações em que a lei penal
brasileira será aplicado ao caso
independentemente de ter o autor
do fato sido absolvido ou
condenado no estrangeiro. 
I - OS CRIMES:
a) contra a vida ou a liberdade do
Presidente da República = princípio
da defesa real.
b) contra o patrimônio ou a fé
pública da União, do Distrito Federal,
de Estado, de Território, de Município,
de empresa pública, sociedade de
economia mista, autarquia ou
fundação instituída pelo Poder
Público = princípio da defesa real.
EXTRATERRITORIALIDADE
CONDICIONADA 
Admissível nos crimes previstos no art. 7°,
II, CP. É preciso respeitar as condições
cumulativas previstas no Código Penal.
II. CRIMES: 
A) Tratado ou
convenções, que o Brasil
se obrigou a reprimir =
princípio da justiça
universal.
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Em todas as situações, a aplicação da
lei penal brasileira depende do concurso
das condições previstas nos § 2º desse
mesmo artigo, as quais deverão
coexistir, cumulativamente: 
Em primeiro lugar, ele precisa
ingressar no país, caso contrário,
jamais será processado aqui.
Ingressando o agente no país, é
preciso verificar se o fato é
considerado crime no Brasil, porém, é
licito no país onde ocorreu, ele não pode
ser processado no Brasil.
EXTRATERRITORIALIDADE EXTRATERRITORIALIDADE 
B) Praticado por brasileiros =
princípio da personalidade ativa; 
C) Praticados em AERONAVES ou
EMBARCAÇÕES brasileiras,
MERCANTES ou de propriedade
privada, quando em território
estrangeiro e aí não sejam julgados
= princípio da bandeira.
§ 2º - INCISO II 
A) Entrar o agente no
território nacional. 
B) Fato ser punível também
no território estrangeiro
(princípio da dupla
tipicidade).
C) Lei brasileira que
autoriza EXTRADIÇÃO. 
D) Não ter sido o agente
absolvido no estrangeiro
ou não ter cumprido pena. 
E) Não ter sido o agente
perdoado no estrangeiro,
ou por outro motivo, não
estar extinta a punibilidade. 
EXEMPLO: 
Brasileiro pratica homicídio nos EUA
(esse crime se enquadra como
hipótese de extraterritorialidade
condicionada - inc II, alínea b, do art.
7º), para que esse brasileiro seja
processado aqui se faz necessário
os seguintes: 
O agente não pode
ter sido absolvido,
nem tampouco já ter
cumprido a pena no
estrangeiro. 
OBSERVAÇÃO: 
Conforme o art. 2º do Decreto-Lei n.
3.688/41 (Lei das Contravenções Penais),
não se aplica o princípio da
extraterritorialidade ás contravenções
penais cometidos no estrangeiro: "a lei
brasileira só é aplicável á contravenção
penal praticado no território nacional". 
EXTRATERRITORIALIDADE
HIPERCONDICIONADA
Conforme previsão no art. 7°, §3°, CP,
a lei brasileira aplica-se também ao
crime cometido por estrangeiro
contra brasileiro fora do Brasil -
princípio da personalidade passiva -,
se, além de reunidas as condições
listadas anteriormente:
Não tiver sido pedida ou
foi negada a extradição;
Ter havido requisição do
Ministro da Justiça.
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Art. 9 - A sentença estrangeira, quando a
aplicação da lei brasileira produz na
espécie as mesmas consequências,
pode ser homologada no Brasil para: 
Efeitos
incondicionados
(independem de
homologação):
Reincidência; 
Detração.
PENA CUMPRIDA NO ESTRANGEIRO
 ART. 8, CP.
A pena cumprida no estrangeiro
atenua a pena imposta no Brasil
pelo mesmo crime:
Quando diversas, ou
nela é composta e
computada, quando
idênticas. Quando
mais severa, nada
restará a cumprir.
A pena imposta no estrangeiro
atenua a que deve ser cumprida no
Brasil, a critério do juiz. Uma vez que,
a lei não prevê critérios para
atenuação prevista neste artigo. 
ART. 9°, CP. 
EFICÁCIA DA SENTENÇA ESTRANGEIRA
I - OBRIGAR o condenado a:
 reparação do dano, 
a restituição e 
a outros efeitos civis.
Depende de requerimento da parte
interessada.
II - SUJEITAR o condenado à
medida de segurança. 
Depende da existência de tratado de
extradição entre o Brasil e o país de
origem OU de requisição do MJ.
HOMOLOGAÇÃO DA EFICÁCIA
ESTRANGEIRA
Em regra, a sentença estrangeira NÃO
precisa ser homologada no Brasil
para gerar efeitos, bastando prova
legal da existência de condenação
No entanto, a sentença estrangeira
necessita ser homologada no Brasil
pelo STJ (art. 105, I, “i”, da CF/88)
para gerar:
A) Efeitos civis, a
exemplo da reparação
de danos, dependendo,
ainda, de pedido da
parte interessada;
B) Sujeição à medida
de segurança:
Se existir tratado de extradição:
mediante requisição do PGR;
Se inexistir tratado de extradição:
mediante requisição do Ministro de
Justiça
EFICÁCIA DA SENTENÇA ESTRANGEIRA
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CONTAGEM DE PRAZOS 
CONTE-OS
 Dias 
 Meses e os 
 Anos 
ART. 10, CP
No direito penal, o dia do começo inclui-se
no cômputo do prazo. 
NOS PRAZOS
COMUNS Inclui-se o último 
PRAZOS
PROCESSUAIS 
Não se inclui o dia
do começo (Art.
798, § 1, CPP).
EXEMPLO 1:
A foi preso hoje, às 23 h50, faltando
dez minutos para meia-noite. Quanto
tempo ficou preso: dez minutos.
Contam-se esses dez minutos como o
primeiro dia de prisão ou começa a
contar do dia seguinte? Nesse caso,
tratando-se de prazo de natureza penal,
deve-se contar um dia de prisão,
incluindo-se por inteiro o dia do começo. 
EXEMPLO 2:
A tinha um ano de pena
para cumprir e foi preso
dia 05/02/2020, às
23h50. Quando terá
cumprido a pena? . 
Em 04/02/2021, após um ano; ele
deve ser solto, portanto, até a
meia-noite desse dia (inclui-se o dia
do começo por inteiro, excluindo-se
o dia do fim).
CONTAGEM DE PRAZOS 
Nos casos de pena de multa, deverá
ser desprezadas as frações de real,
ou centavos.
FRAÇÕES NÃO COMPUTÁVEIS
Com relação às penas
privativas de liberdade e
as restritivas de Dir. (Art.
11) - Deverá o juiz
desprezar as frações
dias. 
CRIME X CONTRAVENÇÃO 
CONTRAVENÇÃO
Tutelam bensjurídicos menos
relevantes para a
sociedade.
PENA:
Prisão simples 
Multa 
ou ambas. 
CRIME 
PENA
Toda infração que a lei comina pena de
reclusão ou detenção.
Reclusão 
Detenção
É a infração penal a que a lei comina
pena de reclusão ou detenção,
isolada ou cumulativamente com a
pena de multa. 
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CRIME X CONTRAVENÇÃO 
Quanto à gravidade das infrações
penais, elas se classificam em dois
critérios:
Divisão tricotômica ou tripartida e
divisão dicotômica ou bipartida 
adotada na Itália, Espanha, Portugal . 
A divisão dicotômica
considera os crimes ou
delitos e
contravenções. 
Na legislação penal
brasileira, os crimes são
descritos no CP e as
contravenções na LCP
(Lei das
contravenções penais)
e Leis Especiais. 
Não há diferença ontológica entre
crime e contravenção. A distinção é
puramente formal, presente no art.
1º no Decreto-Lei 3.914/41
Dentre as peculiaridades das
contravenções, destaca-se o
fato da mesma não admitir
tentativa, na forma expressa do
art. 4º da Lei das contravenções
(Decretos- Lei 3.688/41)
CRIME X CONTRAVENÇÃO 
DIFERENÇA ENTRE CRIME E
CONTRAVENÇÃO PENAL 
a) Crime ou delito são infrações penais
que lesam a segurança do indivíduo ou
sociedade, constituindo condutas
moralmente reprováveis. 
d) Para configuração do crime exige-se
dolo ou culpa "stricto sensu". Na
contravenção só se exige
voluntariedade. 
b) O crime ofende direitos natos.
Contravenções lesam direitos de
criação política. 
c) O crime lesa condições essenciais e
permanentes da vida social. As
contravenções ofendem condições
sociais secundárias e transitórias.
e) No crime, a culpabilidade deve ser
provada. Na contravenção a
culpabilidade é presumida. 
f) O crime lesa ou põe em perigo os
bens jurídicos em si. A contravenção
ofende as condições ambientais
desses ambientais.
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Diplomatas;
Membros administrativos e
técnicos da missão.
Bem como aos seus
respectivos familiares 
IMUNIDADES
IMUNIDADES DIPLOMÁTICAS - TOTAL 
Que não sejam nacionais do
estado-membro e neles não
tenham residência permanente. 
EM RELAÇÃO AOS ATOS PRATICADOS
NO EXERCÍCIO DA FUNÇÃO DE: 
Cônsules 
Membros do
pessoal de serviço
da missão. 
IMUNIDADES PARLAMENTARES -
MATERIAL 
Deputados e senadores - Não
praticam crimes quando, na prática
do exercício da função (Art.53, CF).
Vereadores - A conduta deve ter
sido praticado na circunscrição do
município (Art. 29, VII, CF).
IMUNIDADES
IMUNIDADES PARLAMENTARES -
FORMAL 
Prisão (art.53, §2, CF),
Relacionado a questões processuais
Inicia com a
DIPLOMAÇÃO e se
encerra com o FIM
DO MANDATO. 
Se o STF receber a denúncia 
PROCESSO (ART. 53, §3, CF)
1 Denunciado
Dará ciência a respectiva casa3
Pode sustar o andamento do
processo até o término do processo 4
2
CRIMES
INAFIANÇÁVEIS 
Racismo; 
Injúria Racial;
Ação de grupos armados;
Tortura; 
Terrorismo; 
Tráfico de drogas;
Crimes hediondos.
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Para os que adotam
a primeira teoria, se
alguém que realiza a
conduta típica e
antijurídica não tiver
culpabilidade, não
realizou crime. 
CRIMES
IMPRESCRITÍVEIS
Racismo; 
Ação de grupos armados contra a
Ordem constitucional e o Estado
Democrático;
Injúria racial.
INSUSCETÍVEL DE GRAÇA OU ANISTIA
Tortura; 
Terrorismo; 
Tráfico de drogas; 
Crimes hediondos.
CONCEITOS DO CRIME 
Há três conceitos de crime: 
Conceito material;
Conceito formal; 
Conceito analítico
é a lesão ou exposição a perigo de
bens jurídicos fundamentais para a
vida em sociedade. 
CONCEITO FORMAL 
é a conduta abstrata descrita no tipo 
CONCEITO ANALÍTICO
(OU ESTRATIFICADO)
Enquanto alguns afirmam
que crime é fato típico,
antijurídico e culpável
(teoria tripartida).
CRIMES
Outros entendem que crime é fato
típico e antijurídico, enquanto a
culpabilidade figura como
pressuposto para a aplicação da
pena (teoria bipartida). 
CONCEITO ANALÍTICO (OU
ESTRATIFICADO)
Já para os adeptos da segunda teoria, se o
agente não foi culpável, ele não merece
pena, embora tenha praticado crime. 
FATO TIPÍCO
O fato típico do crime se divide em: 
Conduta 
Resultado 
Nexo de Causalidade 
Tipicidade 
CONDUTA HUMANA 
A conduta humana se divide em 
várias teorias, abordaremos as
três principais:
Teoria Causal-Naturalística;
Teoria Neokantista; 
Teoria Finalista.
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FATO TIPÍCO FATO TIPÍCO
A conduta é a soma do caráter
objetivo (ação ou omissão) , mais o
subjetivo (vontade), ou seja, é a ação
ou omissão voluntária feita para
atingir uma finalidade. 
TEORIA CAUSAL- NATURALÍSTICA
Franz Von Liszt, Belling e Radbruch
A conduta é o movimento humana
voluntário que produz alteração no
mundo exterior; 
É considerado um
MODELO
AVALORADO, ou
seja, a finalidade do
tipo penal é apenas
descrever uma
conduta criminosa
de forma mais
objetiva possível,
ignorando outros
elementos como a
ilicitude e
culpabilidade.
Nesse sistema clássico o dolo é
normativo (vontade + consciência
+ consciência atual da ilicitude). 
Essa teoria não é aplicada
TEORIA NEOKANTISTA/
NEOCLÁSSICA
Reinhart Frank e Edmund Mezger
Conduta: “Comportamento humano
voluntário causador de modificação
no mundo exterior”.
Dolo e culpa: Permanecem na
culpabilidade, mas deixam de ser
ESPÉCIES e se tornam ELEMENTOS
DA CULPABILIDADE.
O dolo continua sendo normativo, pois
traz em seu interior a consciência atual/real
da ilicitude Essa teoria não é aplicada
TEORIA FINALISTA 
Teoria adotado no Códio Penal; 
Hans Wetzel – 1930
O dolo e culpa
migram da
culpabilidade para o
fato típico,
pertencente à
conduta, tendo como
seus componentes a
consciência e a
vontade do resultado. 
A pontencial consciência da ilicitude,
que é um dos elementos normativos da
culpabilidade, não integra o dolo. 
CAUSAS DE EXCLUSÃO DA CONDUTA
Caso fortuito (ação
humana) e força maior
(natureza): são
acontecimentos
imprevisíveis e
inevitáveis, que escapam
ao controle da vontade e,
sem vontade, não há
conduta.
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FATO TIPÍCO FATO TIPÍCO
COAÇÃO FÍSICA IRRESISTÍVEL
(VIS ABSOLUTA)
CAUSAS DE EXCLUSÃO DA CONDUTA
MOVIMENTOS REFLEXOS:
São reações
fisiológicas, que
decorrem da
provocação dos
sentidos.
Reações corporais automáticas, as quais
independem da vontade do ser
humano. 
O agente é fisicamente
controlado pelo coator, de
modo que não há vontade.
Exclui o dolo e, por
conseguinte, a tipicidade.
Sonambulismo e hipnose:
Os atos são praticados em
estado de inconsciência, de
modo que se não há
consciência, não há dolo e,
consequentemente, não há
conduta.
Embriaguez letárgica
Santiago Mir Puir e
Grande parte da
doutrina - hipótese de
ausência da conduta
RESULTADO NATURALÍSTICO
É a modificação no mundo exterior
praticado pela conduta humana. 
Presente apenas nos crimes
materiais consumados.
Nos crimes formais, a ocorrência do
resultado naturalístico é possível, mas é
dispensável para a sua consumação. 
● Já os crime de mera conduta,
jamais terão resultado naturalístico
NEXO DE CAUSALIDADE
Art. 13, CP - O resultado, de que
depende a existência do crime,
somente é imputável a quem lhe deu
casa. 
Considera-se causa a ação ou
omissão sem a qual o resultado
naturalístico não teria ocorrido
Aplicado somente nos crimes materiais.
TEORIAS SOBRE O NEXO DE
CAUSALIDADE:
Equivalência dos antecedentes; 
Causalidade Adequada;
Imputação Objetiva.
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FATO TIPÍCO FATO TIPÍCO
NEXO DE CAUSALIDADE
TEORIA EQUIVALÊNCIA DOS
ANTECEDENTES:
Adotada no direito penal (art. 13 do CP),
não faz distinção entre a causa e
condição, assim se várias concorrem
para o mesmoresultado, a todas atribui-
se o mesmo valor, pois que se equivalem
(conditio sine qua non).
 Para identificar se algo foi causa,
utiliza-se o método de eliminação
hipotética de Thyrém: Deve-se
eliminar hipoteticamente a conduta
e analisar se o resultado desaparece
ou subsiste. Caso o resultado
desapareça com a eliminação da
conduta, esta será considerada
como causa.
CAUSALIDADE ADEQUADA;
A teoria da causalidade
adequada foi desenvolvida
para analisar qual ação ou
omissão exata e
efetivamente foi a
causadora de um dano,
de modo a definir e
distribuir as
responsabilidades pela
reparação e indenização.
É adotada como exceção no §1º
do art. 13, para concausa
relativamente independente que
por si só produziu o resultado
Aqui, utiliza-se para a análise um juízo de
probabilidade/estatístico, avaliando
aquilo que normalmente acontece como
desdobramento natural de uma conduta,
e excluindo os fatos improváveis
IMPUTAÇÃO OBJETIVA.
Estabelece que a
imputação apenas
aconteceria quando o
agente tivesse dado
causa ao fato,
existindo de forma
concomitannte uma
causalidade
normativa com a
origem de um risco
não aceito para o bem
jurídico tutelado.
IMPUTAÇÃO OBJETIVA DE ROXIN
A imputação objetiva de ROXIN é a
imputação do RESULTADO . 
O ponto central da imputação
objetiva de Roxin é a ideia do risco -
TEORIA DO RISCO: o risco é
inerente à sociedade.
ROXIN TRAZ OS SEGUINTES ELEMENTOS
PARA ANALISAR O NEXO NORMATIVO:
1) CRIAÇÃO OU INCREMENTO DE UM
RISCO PROIBIDO OU NÃO PERMITIDO:
Atividades de risco desenvolvidas
cotidianamente, ainda ocasionem
resultados lesivos ao bem jurídico, não
haverá responsabilização penal, pois
são riscos toleráveis pela sociedade.
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FATO TIPÍCO FATO TIPÍCO
A ideia central é a
ideia de PAPÉIS
SOCIAIS/EXPECTA
TIVAS – Em uma
sociedade
complexa, cada
pessoa tem seu
papel na sociedade. 
2) REALIZAÇÃO DO RISCO NO
RESULTADO:
Embora tenha criado ou aumentado um
risco não permitido, se esse risco não
se realizar no resultado, não haverá
imputação pelo crime.
EXEMPLO:
Se A atropelar
alguém em razão do
excesso de
velocidade, haverá
imputação do
resultado morte. 
No entanto, se constatar que mesmo
trafegando na velocidade permitida o
atropelamento teria ocorrido, significa
que o risco incrementado (excesso de
velocidade) não eliminou o resultado
morte advindo do atropelamento, pois o
acidente ocorreria da mesma maneira
3) RESULTADO DENTRO DA LINHA DE
DESDOBRAMENTO CAUSAL NORMAL DA
CONDUTA
Somente haverá responsabilização penal
se A CONDUTA DO INDIVÍDUO
AFRONTAR A FINALIDADE PROTETIVA
DA NORMA
Ex.: A atropela negligentemente
alguém e lhe causa a morte. A mãe da
vítima, ao receber a notícia do
acidente, começa a chorar e sofrer um
ataque nervoso, vindo a falecer. 
O resultado morte da mãe da vítima
não poderá ser imputado ao
atropelador A, pois as normas de
trânsito que A descumpriu buscam
regulamentar o tráfego e não a saúde
mental das pessoas.
IMPUTAÇÃO OBJETIVA DE JAKOBS.
A Imputação objetiva de Jakobs é DO
COMPORTAMENTO (E não do resultado).
O comportamento social do homem será
vinculado a um feixe de expectativas
que a sociedade deposita no indivíduo
como um instrumento redutor de
complexidade, e que Jakobs chama de
papéis (ou competências). 
Requisitos para a exclusão da imputação
(se presente algum deles, não há
imputação:
RISCO PERMITIDO;
Mesma ideia de ROXIN,
mas trabalhada com a
ideia de feixe de
expectativas.
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Dependentes:
 Não são capazes
de produzir, por si
só, o resultado.
Precisam da
conduta do
agente e, por isso,
não excluem a
relação de
causalidade;
Independentes:
Capazes de
produzir, por si só, o
resultado, ou seja,
não dependem da
conduta do agente. 
Podem ser
absolutas ou
relativas
PRINCÍPIO DA CONFIANÇA: se eu atuo
dentro do meu papel social, dentro do
feixe de expectativas que a sociedade
depositou para mim, não posso
responder pelo comportamento
criminoso se um outro indivíduo violar o
seu respectivo social.
RELAÇÃO DE CAUSALIDADE
PROIBIÇÃO DE
REGRESSO: Se
determinada pessoa
atuar de acordo com
limites de seu papel
social, sua conduta,
mesmo que
contribuindo para o
sucesso da infração
penal levada a efeito
pelo agente, não lhe
poderá ser imputada
CAPACIDADE DA VÍTIMA: hipóteses
residuais que atribuiriam à vítima a
violação do seu papel (ao se colocar
em uma situação de risco), não
podendo responsabilizar outro
indivíduo, que não a própria vítima.
CONCAUSAS
 CONSISTE NA PLURALIDADE DE
CAUSAS CONCORRENDO PARA O
MESMO EVENTO
CONCAUSAS
CONCAUSA ABSOLUTAMENTE
INDEPENDENTE
Ocorre quando há uma concausa capaz de
produzir por si só o resultado e que NÃO
se origina da conduta do agente. É
totalmente desvinculada, motivo pelo qual
ocorre a EXCLUSÃO DA IMPUTAÇÃO
DAQUELE RESULTADO (rompe o nexo
causal e responde por tentativa).
Absolutamente
independente
preexistente:
Anterior à conduta
concorrente do
agente. A alveja B com
disparo de arma de
fogo, mas B morre em
razão do veneno
ministrado a ele
anteriormente por C e
não em razão do tiro.
AQUI, A
RESPONDERIA POR
TENTATIVA DE
HOMICÍDIO E C POR
HOMICÍDIO
CONSUMADO
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CONCAUSAS RELATIVAMENTE
INDEPENDENTES
A causa concorrente se origina direta
ou indiretamente da 
conduta do agente, ou seja, ambas, em
conjunto, levarão ao resultado final.
Ex: A, objetivando matar B, efetua
disparo de arma de fogo contra a
vítima, não vindo, contudo, a atingi-la.
B, em decorrência do susto causado
pelo disparo, sofre um infarto e falece. 
CONCAUSASCONCAUSAS
Absolutamente independente
concomitante: ocorre ao mesmo
tempo que a conduta do agente.
Exemplo, A alveja B com disparo de
arma de fogo, mas B morre em razão
de traumatismo craniano por um
tijolo de um prédio que ao mesmo
tempo da conduta de A caiu e
atingiu a sua cabeça.
A TAMBÉM RESPONDERÁ POR
TENTATIVA DE HOMICÍDIO
Absolutamente
independente e
superveniente: A causa
efetiva é posterior à
conduta do agente. 
Ex: A coloca veneno na
comida de B. Antes que o
veneno cause a morte de
B, C entra na casa dele e o
mata com um tiro.
A RESPONDERÁ POR TENTATIVA
DE HOMICÍDIO E C POR
HOMICÍDIO CONSUMADO
Assim, ao contrário das absolutamente
independentes, estas NÃO EXCLUEM
A IMPUTAÇÃO DO RESULTADO.
CONCAUSAS RELATIVAMENTE
INDEPENDENTES
Relativamente independente
preexistente
Anterior à conduta concorrente do
agente. O típico exemplo do hemofílico.
 A, querendo matar B e sabendo ser ele
hemofílico, desfere contra ele uma
facada na perna que, sozinha, não
causaria a sua morte, mas que por esta
condição, a morte ocorreu.
A doença era
anterior à facada,
agindo as duas
em conjunto, de
modo que o
agente responde
pelo crime
consumado.
Relativamente independente
concomitante
ocorre ao mesmo tempo que a conduta do
agente.
A morte se deu pelo conjunto das
causas, de modo que A responde pelo
delito de homicídio consumado.
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Tendo em vista que o desabamento de
um teto não está dentro do resultado
esperado advindo de um tiro, houve o
rompimento do nexo causal, de modo
que o agente responde apenas por
tentativa.
CONCAUSASCONCAUSAS
Relativamente independente
superveniente
Posterior à conduta do agente.
Regra: Em regra, as concausas
relativamente independentes NÃO
excluem a imputação. 
Exceção: 
Art. 13, §1º -
Eventualmente, as
concausas
relativamente
independentes
podem excluir a
imputação, fugindo à
regra geral, quando,
por si só, produzirem
o resultado
A ATIRA EM B E ESTA É SOCORRIDA.
ESTANDO NO HOSPITAL, COM VIDA, O
TETO DESABA E ELA VEM A FALECER EM
DECORRÊNCIA DO DESABAMENTO. QUAL
SERIA A RESPONSABILIDADE DE A?
SABEMOS QUE SE NÃO FOSSE O TIRO,
ELA NÃO ESTARIA NO HOSPITAL, É
VERDADE. MAS AQUI, É A EXCEÇÃO EM
QUE OCP ADOTOU A TEORIA DA
CAUSALIDADE ADEQUADA
Agora, dentro do mesmo exemplo,
suponhamos que B morre em razão de
infecção nos ferimentos decorrentes
do tiro. 
Tendo em vista que não fosse o tiro
não haveria a infecção e que esta
infecção é uma possibilidade normal,
que se encontra dentro das
consequências esperadas de um tiro,
 o agente responde pelo delito
consumado.
TIPICIDADE
Trata-se de adequação do fato
concreto com a descrição do fato
contido na lei penal. Pode ser:
Material ou Formal.
Formal - É a conduta
exercida pelo
agente que está
estabelecida
(tipificada) na normal
penal. 
(Conduta praticada +
previsão na lei).
Material - A tipicidade material é a
efetiva lesão ou exposição de perigo de
um bem jurídico penalmente tutelado.
O princípio da insignificância exclui a
tipicidade material.
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CRIMES OMISSIVOS 
Relevância da omissão: § 2º - A
omissão é penalmente relevante
quando o omitente devia e podia agir
para evitar o resultado. O dever de agir
incumbe a quem:
A) tenha por lei
obrigação de cuidado,
proteção ou vigilância; 
B) de outra forma,
assumiu a
responsabilidade de
impedir o resultado; 
C) com seu
comportamento anterior,
criou o risco da
ocorrência do resultado.
CRIMES PRATICADOS POR OMISSÃO:
Aqui não há simplesmente um "não
fazer", mas o agente "deixa de fazer
algo que a lei determina", (dever
jurídico de agir) e "que deveria ser
feito no caso concreto". 
Existe um dever juridicamente de
agir e ele se omitiu, não agindo como
era seu dever, o que impõe
reconhecer o nexo de causalidade no
crime omissivo é normativo ou
jurídico. Denominam-se crimes
omissivos. 
CRIMES OMISSIVOS 
ESPÉCIES DE CRIMES OMISSIVOS 
OMISSIVOS PRÓPRIOS OU PUROS 
São aqueles em que o
legislador descreve
uma conduta omissiva,
recaindo sobre todos
indistintamente,
devendo o agente,
portanto, agir para não
incindir no tipo penal
(tem o dever de agir
pela norma), todavia, a
norma penal não aponta
um resultado
naturalístico. 
NÃO admitem tentativa, são
unissubsistentes
OMISSÃO DE SOCORRO
Art. 135 - Deixar de prestar
assistência, quando possível fazê-lo
sem risco pessoal, à criança
abandonada ou extraviada, ou à pessoa
inválida ou ferida, ao desamparo ou em
grave e iminente perigo; ou não pedir,
nesses casos, o socorro da autoridade
pública: Pena - detenção, de um a seis
meses, ou multa.
EXEMPLO:
Art. 135, caput, CP -
omissão de socorro -; o
agente responderá pelo
crime devido à omissão,
ainda que nenhum resultado
posterior venha ocorrer. 
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CRIMES OMISSIVOS CRIMES OMISSIVOS 
Omissão de notificação
de doença -
 Art. 269. Deixar o
médico de denunciar à
autoridade pública
doença cuja notificação é
compulsória.
OMISSIVOS IMPRÓPRIOS OU IMPUROS 
Impuros, ou comissivos
por omissão - são
aqueles em que o
agente se omite, mas
há dever jurídico de
agir de sua parte. 
Portanto, deveria agir para evitar um
resultado lesivo e ocorre um resultado
naturalístico (que deveria ser evitado
pelo agente) que o vincula. 
O agente tem o dever jurídico de
agir para evitar o resultado lesivo,
respondendo por este se não o
evitar (note, o agente, na verdade,
não causou o resultado
naturalístico, mas como não o
evitou, e era seu dever fazê-lo, isso
impõe a sua responsabilização). 
Os delitos omissivos
impróprios são
crimes próprios, já
que se exige do
autor uma qualidade
especial.
É importante salientar
que, não há crime pelo
simples fato do
agente omitir-se; 
É necessário que o
agente se omita de
fazer algo devido, isto
é, algo a que está
juridicamente obrigado. 
RELEVÂNCIA DA OMISSÃO
art. 13º, §2º - A omissão é penalmente
relevante quando o omitente devia e
podia agir para evitar o resultado. O
dever de agir incumbe a quem:
a) Tenha por lei obrigação de cuidado,
proteção ou vigilância;
b) De outra forma, assumiu a
responsabilidade de impedir o
resultado; 
c) Com seu comportamento anterior,
criou o risco da ocorrência do resultado 
CRIME INSTANTÂNEO 
É aquele que, uma vez consumado, está
encerrado, visto que a consumação
não se prolonga. 
OBSERVAÇÃO: O termo instantâneo,
não quer dizer que o crime seja
praticado com rapidez, mas significa
que uma vez realizado o crime, sua
consumação ocorre em determinado
momento e não mais procede. 
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COGITAÇÃO:
É a idealização do crime na mente do
agente, sem sua exteriorização, não
sendo punível, pois fica apenas na
mente do agente. 
CRIME INSTANTÂNEO 
EXEMPLO:
O homicídio, consuma-se no momento
em que a vítima morre, sendo
irrelevante o tempo decorrido entre a
execução do crime e o resultado. 
CRIME PERMANENTE 
É aquele que depende da continuidade da
ação do agente, isto é, quando a
consumação se prolonga no tempo,
dependendo da ação do sujeito ativo, que
poderá cessar quando ele quiser. 
CRIME PERMANENTE - EXEMPLO:
No sequestro ou
cárcere privado, a
consumação se prolonga
durante todo o tempo em
que a vítima fica privada
de liberdade, a partir do
momento em que foi
subjugada pelo agente. 
ITER CRIMINIS
É o caminho pecorrido pelo agente
até a consumação do crime. Está
dividido em 4 etapas:
COGITAÇÃO; 
ATOS PREPARATÓRIOS; 
ATOS EXECUTÓRIOS; 
CONSUMAÇÃO.
ITER CRIMINIS
ATOS PREPARATÓRIOS:
O agente dá início aos preparativos,
mas não inicia a prática do crime,
sendo considerados não puníveis,
pois o crime não está em execução,
salvo quando se tratar de um delito
autônomo. 
Ex. de crime autonômo: Crime de
Associação Criminosa.
ATOS EXECUTÓRIOS:
O agente efetivamente
começa a praticar a
conduta criminosa,
podendo provocar
resultado.
CONSUMAÇÃO.
O crime é oficialmente realizado atingindo
o tipo penal previsto e causando a lesão
jurídica apresentada em lei penal. 
CRIME CONSUMADO- ART. 14, I, CP
I - consumado, quando nele se reúnem
todos os elementos de sua definição legal;
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ITER CRIMINIS
Elementos:
Conduta; 
Resultado naturalístico; 
Nexo de Causalidade; 
Ticipidade.
EXAURIMENTO:
É o que ocorre após a consumação do
crime, não ocorrendo a alteração da
conduta tipificada.
TENTATIVA - ART. 14, II, CP
II - tentado, quando, iniciada a
execução, não se consuma por
circunstâncias alheias à vontade do
agente.
Parágrafo único - Salvo disposição
em contrário, pune-se a tentativa
com a pena correspondente ao
crime consumado, diminuída de um a
dois terços.
CRIME POR TENTATIVA
Não estarão, em regra, presentes
os elementos do resultado e
nexo de causalidade, pois o
crime não foi consumado. 
OBJETIVA:
O agente é penalizado
pelos efeitos ou perigos
causados pela tentativa.
SUBJETIVA
TEORIAS:
O agente é penalizado
pela intenção de
cometer a tentativa.
OBSERVAÇÃO:
CRIME POR TENTATIVA
O CP adota a teoria OBJETIVA,
realista ou dualista, aquela em que a
tentativa é punida devido ao perigo
efetivo causado ao bem jurídico
tutelado.
CRIMES QUE NÃO ADMITEM TENTATIVA:
CRIMES CULPOSOS; 
CRIMES PRETERDOLOSOS; 
CRIMES UNISSUBSISTENTES; 
CRIMES OMISSIVOS PRÓPRIOS; 
CRIMES DE PERIGO ABSTRATOS; 
CONTRAVENÇÕES PENAIS;
CRIME DE ATENTADO;
CRIME OBSTÁCULO; 
CRIMES HABITUAIS.
ESPÉCIES:
Perfeita 
Imperfeita 
Incruenta ou branca 
cruenta ou vermelha;
tentativa inidônea ou quase crime
ou crime impossível; 
PERFEITA 
Ou acabada (ou crime falho, ou frustrado)
o agente consegue praticar todos os atos
necessários a execução, embora não
ocorra o crime. 
IMPERFEITA 
Ou inacabada: A ação do
agente é interrompida
no meio do caminho. O
agente não consegue
esgotar sua capacidade
ofensiva. 
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Art. 15 - O agente que,
voluntariamente, desiste de
prosseguir na execução ou impede
que o resultado se produza
(Arrependimento Eficaz),só
responde pelos atos já praticados.
O agente pratica todos os atos
executórios, porém se arrepende e
impede a consumação do resultado.
CRIME POR TENTATIVA
INCRUENTA OU BRANCA:
O agente pratica os atos executórios,
no entanto, o objeto material ou
pessoa não é atingido pela conduta
criminosa.
CRUENTA OU VERMELHA
O agente pratica os atos
executórios e o objeto
material ou pessoa é atingido
pela atuação criminosa.
TENTATIVA INIDÔNEA OU QUASE
CRIME OU CRIME IMPOSSÍVEL
Ocorre quando, por
ineficácia absoluta
do meio ou por
absoluta
impropriedade do
objeto, é impossível
consumar-se o crime. 
TENTATIVA QUALIFICADA OU
TENTATIVA ABANDONADA:
Trata-se dos institutos da desistência
voluntária e arrependimento eficaz, em
que o crime não se consuma pela própria
vontade do agente.
DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA
O agente desiste, por
vontade própria, de
seguir os atos
executótios, mesmo
podendo prosseguir. 
Ex.: sujeito que ingressa na casa da
vítima e desiste da subtração que
pretendia efetuar; sujeito que efetua
apenas um disparo, havendo mais
munição, e desiste da ação criminosa.
 ARREPENDIMENTO EFICAZ
 Ex.: Aplicou ou
administrou o veneno e
depois fornece o antídoto
impedindo assim a
consumação do crime.
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TEORIA OBJETIVA:
ARREPENDIMENTO POSTERIOR
Art. 16 - Nos crimes cometidos sem
violência ou grave ameaça à pessoa,
reparado o dano ou restituída a coisa,
até o recebimento da denúncia ou da
queixa, por ato voluntário do agente, a
pena será reduzida de um a dois terços.
Trata-se de uma
hipótese de redução de
pena, diante da
reparação do dano
causado ou restituição
da coisa subtraída por
parte do agente.
Não é aplicável se o crime é cometido
com violência ou grave ameaça. 
No entanto, de acordo
com parte da doutrina,
é cabível se a
violência foi culposa,
tendo o agente antes
da queixa se
arrependido e tomado
as providências
necessárias.
CRIME IMPOSSÍVEL 
Art. 17 - Não se pune a tentativa
quando, por ineficácia absoluta do meio
ou por absoluta impropriedade do objeto,
é impossível consumar-se o crime.
Consiste no ato que nunca seria
consumado devido à ineficácia
absoluta do meio empregado ou
devido à impropriedade
absoluta do objeto.
TEORIAS DO CRIME IMPOSSÍVEL
O agente não deve ser punido porque
não causou perigo aos bens
penalmente tutelados.
TEORIA OBJETIVA PURA
TEORIA OBJETIVA TEMPERADA
CRIME IMPOSSÍVEL 
Não há tentativa, mesmo
que a inidoneidade seja
relativa, considerando-se,
neste caso, que não
houve conduta capaz de
causar lesão.
TEORIA OBJETIVA TEMPERADA
OU INTERMEDIÁRIA
A ineficácia do meio e a improbidade
do objeto devem ser absolutas
para que não haja punição, sendo
relativas, pune-se a tentativa.
Teoria adotada pelo CP.
TEORIA SUBJETIVA
O agente deve ser punido
porque revelou vontade
de praticar o crime.
TEORIA SINTOMÁTICA
Teoria que leva em consideração a
periculosidade do agente. 
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DOLO DIRETO OU DETERMINADO -
Ocorre quando o agente quer produzir um
resultado determinado (teoria da
vontade). 
DOLO INDIRETO OU INDETERMINADO -
Ocorre quando o agente quer produzir um
ou outro resultado com a mesma
intensidade. PODE SER:
- ALTERNATIVO: O objeto da ação se
divide entre dois ou mais resultados. 
Ex.: Matar ou ferir, para o agente, tanto
faz a produção de um ou outro crime.
- EVENTUAL - O agente não deseja
diretamente o resultado, mas assume
o risco de produzi-lo.
CRIME DOLOSO
O art. 18, inc. I, do Código Penal
assinala que o crime será doloso
“quando o agente quis o resultado
ou assumiu o risco de produzi-lo”.
TEORIAS DO DOLO
TEORIA DA VONTADE:
Somente há dolo quando o agente
antevê e quer o resultado - vontade
consciente. Teoria adotada pelo CP em
relação ao Dolo Direto.
TEORIA DO
CONSENTIMENTO:
Sempre que o agente
tem previsão do
resultado como
possível, ainda assim,
decide prosseguir com
a conduta, assumindo o
risco de produzir o
evento.
Teoria adotada pelo Código Penal
em relação ao Dolo Eventual. 
TEORIA DA REPRESENTAÇÃO:
Fala-se em dolo quando o sujeito
realizar sua ação ou omissão
prevendo o resultado como certo ou
provável (ainda que não o deseje).
CRIME DOLOSO
TIPOS DE DOLO:
DOLO NATURAL;
ACROMÁTICO;
DOLO DIRETO DE 1º GRAU; 
DOLO DIRETO DE 2º GRAU;
DOLO DIRETO DE 3º GRAU;
DOLO EVENTUAL; 
DOLO INDIRETO; 
DOLO GENÉRICO; 
DOLO ESPECÍFICO; 
DOLO GERAL; 
DOLO ANTECEDENTE; 
DOLO ATUAL; 
DOLO SUBSEQUENTE; 
DOLO NORMATIVO/CAUSAL.
Ex.: A pessoa que,
sabendo ser
portadora de doença
sexualmente
transmissível,
mantém relações
sexuais com outra.
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CRIME DOLOSO
DOLO DE DANO:
Ocorre quando o agente quer (dolo
direto de dano); ou assume o risco
(dolo eventual de dano) de causar
lesão a um bem jurídico. 
DOLO DE PERIGO:
Ocorre quando o agente quer (dolo
direto de perigo) ou assume o risco
(dolo eventual de perigo) de expor o
bem jurídico a um perigo de lesão.
CRIME CULPOSO 
Ainda não há um conceito unitário para
o crime culposo. Por esta razão, a lei
limita-se a prever as modalidades de
culpa, dispondo no art. 18, inciso II, que
o crime culposo “quando o agente deu
causa ao resultado por imprudência,
negligência ou imperícia”. 
ELEMENTOS DO CRIME CULPOSO:
Conduta humana voluntária; 
Inobservância de um dever
objetivo de cuidado; 
Resultado lesivo não querido,
tampouco assumido, pelo agente; 
Nexo causal entre a conduta
descuidada e o resultado; 
Previsibilidade; 
Tipicidade.
CRIME CULPOSO 
ESPÉCIES DE CULPA:
Imprópria; 
Própria;
Culpa Consciente; 
Culpa Inconsciente. 
IMPRÓPRIA 
É aquela que é contemplada, como
casos excepcionais, por textos da lei
penal e onde o agente responde por
delito culposo, muito embora o resultado
tenha sido doloso. 
É aquela em que o agente
não quer o resultado
nem assume o risco de
produzi-lo. São os casos
em que se encontra o
elemento normal da culpa,
isto é, a falta de
previsibilidade objetiva. 
Ocasionado por imprudência,
negligência ou imperícia. Pode ser
consciente ou inconsciente.
PRÓPRIA
CONSCIENTE
O agente vê que é possível o resultado,
mas crê que não ocorrerá, não
assumindo assim o risco, pois pensa
que evitará.
Ex.: Caçador que, avistando um
companheiro próximo do animal que
deseja abater, confia em sua condição
de perito atirador para não atingi-lo
quando disparar, causando, ao final,
lesões ou morte da vítima ao
desfechar o tiro. 
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CRIME CULPOSO CRIME CULPOSO 
INCONSCIENTE
O fato era objetivamente previsível, mas o
agente não previu por falta da atenção
devida.
Ex.: Indivíduo que atinge involuntariamente
a pessoa que passava pela rua, porque
atirou um objeto na janela, acreditando que
ninguém passava naquele horário. 
CULPA CONSCIENTE X 
DOLO EVENTUAL
CULPA CONSCIENTE
O agente prevê o
resultado e espera
que não aconteça.
DOLO EVENTUAL
O agente prevê o
resultado e admite e
aceita o risco de
produzi-lo.
MODALIDADES E ESPÉCIES DE CULPA: 
IMPRUDÊNCIA 
Conduta precipitada, a
aplicação e criação
desnecessária de um erro. 
Ex.: Dirigir carro em
excesso de velocidade. 
IMPERÍCIA 
Falta de habilidade para
certas atividades.Ex.:
Não saber dirigir carro. 
NEGLIGÊNCIA 
É a falta de atenção
devida, a displicência,
o relaxamento. Ex.:
Não observar a rua
ao dirigir carro.
CRIME DOLOSO X CRIME CULPOSO
O dolo e culpa são
elementos subjetivos
do tipo penal.
Em razão da teoria
Finalista, o dolo e a
culpa fazem parte da
tipicidade, e não da
culpabilidade.
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Consiste no juízo de
reprovabilidade acerca da conduta
do agente, que se exerce sobre uma
determinada pessoa que pratica um
fato típico e antijurídico.
CULPABILIDADE
ELEMENTOS DA CULPABILIDADE:Imputabilidade Penal; 
Potencial consciência da Ilicitude; 
Exigibilidade de Conduta Diversa.
IMPUTABILIDADE
Imputabilidade
corresponde à
capacidade de
atribuir a alguém a
responsabilidade por
um delito. 
Determina aquelas pessoas que se pode
imputar penas, ou seja, imputáveis.
SISTEMA DE IMPUTABILIDADE:
BIOLÓGICO; 
PSICOLÓGICO; 
BIOPSICOLÓGICO; 
SISTEMA BIOLÓGICO:
A imputabilidade considera apenas
o desenvolvimento mental ou idade,
independente da capacidade de
entendimento e autodeterminação
do agente.
CULPABILIDADE
SISTEMA PSICOLÓGICO:
A imputabilidade analisará a
capacidade de entendimento e
autodeterminação do agente.
SISTEMA BIOPSICOLÓGICO:
O sistema biopsicológico é aquele que
se baseia, para o fim de constatação
da inimputabilidade, em dois
requisitos: 
um de natureza
biológica, aquele que
em razão da sua
condição mental, ou a
consequência
psíquica, vai ser ao
tempo da conduta
inteiramente incapaz
de entender o caráter
ilícito do fato ou
determinar-se de
acordo com esse
entendimento.
POTENCIAL CONHECIMENTO DA
ILICITUDE
Consiste na capacidade de o agente saber
que determinado fato é ilícito a partir de
suas características e de seu
conhecimento.
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Caso não exista uma possibilidade
de agir de maneira diversa, tendo o
agente apenas uma única forma
de agir, por mais que seja imputável
e conheça a potencial ilicitude do
fato, ocorre a inexibilidade de
conduta diversa.
Art. 20 - O erro sobre elemento
constitutivo do tipo legal de crime exclui
o dolo, mas permite a punição por crime
culposo, se previsto em lei.
CULPABILIDADE ERRO SOBRE O ELEMENTO DO TIPO
EXIGIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA:
A exigibilidade de
conduta diversa deve
ser vista como a
possibilidade que se
abre no sentido de se
cobrar do agente uma
postura diferente em
relação ao fato típico e
ilícito que perpetrou.
COAÇÃO MORAL IRRESISTÍVEL:
É quando uma pessoa coage outra a
praticar um crime, sob alguma forma
de ameaça.
OBEDIÊNCIA HIERÁRQUICA:
É quando uma pessoa pratica um ato
em obediência à ordem não
manifestamente ilegal de seu superior
hierárquico, a ordem é ilegal com
aparência de legalidade. Caso seja
legal, o agente responde junto do
superior.
ERRO DE TIPO ESSENCIAL
Ocorre o erro de tipo essencial quando a
falsa percepção da realidade faz com que
o agente desconheça a natureza criminosa
do fato. 
Exemplo: o agente mata uma pessoa
supondo tratar-se de animal.
O erro de tipo pode acontecer nos
crimes omissivos impróprios, ou seja, os
crimes comissivos por omissão em que o
agente desconhece o dever de impedir o
resultado.
O ERRO DE TIPO É CONSIDERADO:
Escusável; 
Inescusável.
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ERRO SOBRE O ELEMENTO DO TIPOERRO SOBRE O ELEMENTO DO TIPO
ESCUSÁVEL, INEVITÁVEL OU
INVENCÍVEL:
Quando não pode ser evitado pelo cuidado
objetivo do agente, ou seja, qualquer
pessoa, na situação em que se
encontrava o agente, incidiria em erro.
Exclui o dolo e a culpa.
 INESCUSÁVEL, EVITÁVEL OU
VENCÍVEL:
Quando pode ser evitado pela
observância de cuidado objetivo pelo
agente, ocorrendo o resultado por
imprudência ou negligência. Exclui o
dolo, mas permite a punição por
crime culposo.
DESCRIMINANTE PUTATIVA:
O agente age
pensando que, no
erro cometido,
existe uma situação
que tornaria seu ato
legítimo, ou seja,
excludentes de
ilicitudes, mas acaba
praticando uma
conduta típica e
ilícita.
DELITO PUTATIVO:
O agente pensou que estivesse
cometendo um delito, mas não existe, ou
seja, é um indiferente penal.
ERRO DETERMINADO POR
TERCEIRO:
Reponde pelo crime o terceiro que
determina o erro.
ERRO SOBRE A PESSOA:
O erro quanto à pessoa contra a qual o
crime é praticado não isenta de pena. 
Não se consideram, neste
caso, as condições ou
qualidades da vítima, mas
sim as da pessoa contra
quem o agente queria
praticar o crime.
Erro de tipo acidental é aquele que
recai sobe caracteres secundários
(não essenciais ) do tipo:
ERRO DO TIPO ACIDENTAL
ESPÉCIES:
erro sobre o objeto; 
erro sobre a pessoa; 
erro na execução; 
resultado diverso do pretendido. 
erro sobre o nexo causal
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O erro é
irrelevante, uma
vez que o agente
acaba sendo
punido como se
tivesse praticado
o crime contra a
pessoa visada.
ERRO SOBRE O OBJETO - (ERROR
IN OBJETO)
O indivíduo acaba se confundindo em
relação ao objeto material. Crê que
sua conduta recai sobre um
determinado objeto, mas incide sobre
coisa diversa.
Responde o agente pelo delito,
considerando-se o objeto atingido.
ERRO DO TIPO ACIDENTAL
Ex.: João rouba uma
pedra, pensando ser
valiosa, sendo que não
tem valor nenhum.
ERRO SOBRE A PESSOA - (ERROR
IN PERSONA)
O agente confunde a pessoa contra
quem deveria praticar o ato, ou seja,
o agente pratica a ação contra a
pessoa diversa. 
ERRO DO TIPO ACIDENTAL
ERRO NA EXECUÇÃO - ABERRATIO
ICTUS
O agente atinge a pessoa errada por
errar o momento de execução do
delito ou no uso dos meios da
execução. 
O agente continua respondendo
pelo mesmo crime. 
ERRO NA EXECUÇÃO - CP
Art. 73 - Quando, por acidente ou erro
no uso dos meios de execução, o
agente, ao invés de atingir a pessoa que
pretendia ofender, atinge pessoa
diversa, responde como se tivesse
praticado o crime contra aquela,
atendendo-se ao disposto no § 3º do
art. 20 deste Código. 
No caso de ser também
atingida a pessoa que o
agente pretendia
ofender, aplica-se a regra
do art. 70 deste Código. 
Com unidades simples: O agente
atinge apenas a pessoa diversa da que
deveria atingir, respondendo como se
tivesse atingido a pessoa visada.
Com unidade complexa: O agente
atinge a pessoa visada, mas também a
não visada, respondendo por concurso
formal, ou seja, pelos dois crimes. 
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Dolo geral ou
Aberratio Causae
ERRO DO TIPO ACIDENTAL ERRO DO TIPO ACIDENTAL
ERRO SOBRE O NEXO CAUSAL -
ABERRATIO CAUSAE OU DOLO GERAL
RESULTADO DIVERSO DO
PRETENDIDO - ABERRATIO
CRIMINIS.
Resultado diverso do pretendido - CP
Art. 74 - Fora dos casos do artigo
anterior, quando, por acidente ou erro na
execução do crime, sobrevém resultado
diverso do pretendido, o agente
responde por culpa, se o fato é previsto
como crime culposo; se ocorre também
o resultado pretendido, aplica-se a regra
do art. 70 deste Código. 
Ocorre quando, por
acidente ou erro no uso
dos meios de execução, o
agente atinge bem
jurídico distinto do
pretendido. 
O agente responde pelo
resultado produzido na
forma culposa (se houver
previsão legal).
O indivíduo atinge o resultado
pretendido, no entanto, por meio de
um nexo causal diferente do
planejado. Divide-se em: 
Erro sobre nexo causal em
sentido estrito.
Erro sobre nexo causal em sentido
estrito.
O sujeito com uma única conduta alcança
o resultado almejado, no entanto, por meio
de um nexo de causalidade diferente.
Dolo geral ou Aberratio Causae
O agente pensa que atingiu o seu objetivo
com uma primeira conduta e pratica uma
nova conduta com finalidade diversa, sendo
que a última foi a que efetivou o resultado.
ERRO SOBRE A ILICITUDE DO FATO
DEFINIÇÃO LEGAL:
Art. 21 - O
desconhecimento da
lei é inescusável. O
erro sobre a ilicitude
do fato, se inevitável,
isenta de pena; se
evitável, poderá
diminuí-la de um
sexto a um terço
Parágrafo único - Considera-se
evitável o erro se o agente atua ou se
omite sem a consciência da ilicitude do
fato, quando lhe era possível, nas
circunstâncias, ter ou atingir essa
consciência.
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ERRO SOBRE A ILICITUDE DO FATO
ERRO DE
PROIBIÇÃO:
É quando o agente
comete um fato
criminoso por pensar
que a conduta não é
proibida. Incide sobre
a ilicitude de um fato. 
Ocorre quando o agente age
pensando que

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