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Atividade prática
Nomes e sobrenome(s): Patricia de Fatima Burzi da Silva
Renata Cristiane Hatschbach Krzesinski
Código: BRFPMME6525019
BRFPMME5987754
Curso: Mestrado em Educação
Grupo: 178
Data: 16/08/2026
PRINCÍPIOS DA MEDIAÇÃO NO ÂMBITO ESCOLAR
SUMÁRIO
Introdução……………………………………………………..…………………….………….3
Referencial Teórico………...…….….………………..….…..…..…….…………………..…3
Desenvolvimento………….…..……………………………………………….……………....3
 Situação hipotética de mediação escolar………..……..…….………………………….3
 Principios presentes na situação................................................................................4
 Frases para cartaz de alerta no ámbito escolar.........................................................5
Conclusão ..………….……………..………………………………………………………..…5
Referências ……………….........…………………………………………………………...…5
Introdução
A escola reúne pessoas com diferentes histórias, opiniões e comportamentos, tornando os conflitos naturais no cotidiano escolar. Quando não são tratados adequadamente, esses conflitos podem prejudicar a convivência e o processo de aprendizagem. 			 							A mediação escolar contribui para promover o diálogo, a escuta e a construção cooperativa de soluções. Para atuar como mediador, são fundamentais princípios como ética, sensibilidade, respeito, sigilo, boa comunicação, criatividade e cooperação. Assim, o trabalho apresenta uma situação hipotética de mediação escolar e propõe frases educativas que valorizam o diálogo e a resolução pacífica dos conflitos. 
Referencial Teórico
A mediação busca favorecer o diálogo e a compreensão entre pessoas envolvidas em conflitos, tendo o mediador como facilitador neutro da comunicação (Chrispino, 2007; Spengler, 2016). No ambiente escolar, os conflitos deixam de ser vistos apenas como indisciplina e podem se transformar em oportunidades de aprendizagem, contribuindo para o respeito às diferenças, o desenvolvimento interpessoal e a formação cidadã (Chrispino, 2007). 					A legislação brasileira reforça esses princípios fundamentais. A Constituição da República Federativa do Brasil (1988) estabelece como fundamentos a dignidade da pessoa humana e a promoção do bem de todos. O Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n. 8.069, 1990) garante a proteção integral e o respeito ao desenvolvimento de crianças e adolescentes, enquanto a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n. 9.394, 1996) destaca a gestão democrática e o preparo do educando para o exercício da cidadania. 							Para uma mediação escolar adequada, são essenciais sensibilidade, ética, respeito aos direitos humanos, capacidade de comunicação e de escuta ativa (Morais & Spengler, 2019; Spengler, 2016). O sigilo, a criatividade e o estilo cooperativo também são fundamentais para criar um ambiente seguro e possibilitar soluções construídas conjuntamente pelos próprios envolvidos no conflito (Chrispino, 2007; Morais & Spengler, 2019). 
Desenvolvimento
Situação hipotética de mediação escolar
Em uma turma do 6º ano do Ensino Fundamental, dois alunos, João e Pedro, começaram a apresentar conflitos frequentes durante as atividades em grupo. Em determinada aula, os dois discutiram por que Pedro afirmou que João havia apagado uma parte de seu trabalho sem autorização. João, por sua vez, respondeu que havia apagado o conteúdo, pois considerava que estava errado e que estava apenas tentando ajudar.				 				A discussão evoluiu e os dois passaram a trocar insultos. Alguns colegas passaram a tomar partido de um dos estudantes, deixando o ambiente da sala bastante tenso. Diante da situação, a professora decidiu interromper a atividade e encaminhar os dois alunos para uma conversa de mediação com a profissional responsável pela mediação escolar, a orientação educacional.			Inicialmente, a mediadora/orientadora conversou separadamente com os dois estudantes, permitindo que cada um explicasse sua versão dos acontecimentos. Procurou ouvir os dois sem demonstrar preferência por nenhum deles. Durante a conversa, percebeu que João realmente pretendia ajudar o colega, mas tomou a decisão de modificar o trabalho sem pedir autorização. Pedro, por outro lado, sentiu-se desrespeitado, considerava que seu esforço não havia sido valorizado. 			Em seguida, a mediadora reuniu os dois estudantes e estabeleceu algumas regras para a conversa, principalmente a necessidade de que cada um falasse sem interromper o outro. João explicou que não teve intenção de prejudicar Pedro e reconheceu que deveria o ter consultado antes de alterar o trabalho. Pedro também reconheceu que poderia ter perguntado o motivo da alteração antes de discutir. 	Depois de se ouvirem, os estudantes chegaram a um acordo; João se comprometeu a não modificar novamente o trabalho de um colega sem autorização, enquanto Pedro concordou em conversar diretamente com João quando tivesse algum problema, evitando discutir ou envolver os demais colegas. Os dois também decidiram concluir juntos a atividade que havia sido interrompida. 
 Princípios presentes na situação
A situação apresentada demonstra que a mediação não busca determinar quem está certo ou errado, mas possibilitar que os envolvidos compreendam as consequências de suas atitudes e construam soluções de forma respeitosa. Nesse processo, destaca-se a sensibilidade da mediadora ao procurar compreender os sentimentos dos estudantes e perceber que o conflito envolvia também sentimentos de desrespeito e falta de reconhecimento.							A ética e a supremacia dos direitos humanos estiveram presentes ao garantir aos dois estudantes o mesmo direito de fala, com respeito e sem exposição diante dos colegas. A capacidade de escuta e de comunicação também foi fundamental, permitindo que cada um apresentasse sua versão dos fatos e percebesse que parte do conflito ocorreu por falhas na comunicação. O sigilo foi preservado por meio de uma conversa reservada, evitando a exposição desnecessária dos envolvidos. Por fim, o estilo cooperativo possibilitou que os próprios estudantes participassem da construção do acordo e assumissem responsabilidades. Assim, a mediação favoreceu o diálogo, o respeito e a resolução conjunta do conflito.
Frases para cartaz de alerta no âmbito escolar
A partir da situação apresentada, poderiam ser utilizadas as seguintes frases em um cartaz educativo:
“Antes de julgar, escute. Antes de responder, procure compreender.”
“Na escola, conflito não precisa virar briga: o diálogo pode transformar diferenças em aprendizado.”
Essas frases podem contribuir para estimular uma cultura de diálogo dentro da escola, mostrando aos estudantes que os conflitos podem ser enfrentados sem violência e que ouvir o outro também faz parte do processo de convivência.
Conclusão
A mediação no ambiente escolar contribui para melhorar as relações e desenvolver atitudes de respeito, responsabilidade, diálogo e cooperação. Quando conduzida com sensibilidade, ética, respeito aos direitos humanos, escuta, comunicação, sigilo e criatividade, permite que os envolvidos compreendam seus erros e participem da construção de soluções. Dessa forma, o conflito deixa de ser visto apenas como algo negativo e torna-se uma oportunidade de aprendizagem, favorecendo a convivência respeitosa, o reconhecimento das diferenças e a construção de relações mais saudáveis.
Referências 
Brasil. (1988). Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Presidência da República. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
Brasil. (1990). Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990: Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Presidência da República. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm
Brasil. (1996). Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996: Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Presidência da República. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm
Chrispino, A. (2007). Gestão do conflito escolar: Da classificação dos conflitos aos modelos de mediação. Ensaio: Avaliaçãoe Políticas Públicas em Educação, 15(54), 11–28. https://doi.org/10.1590/S0104-40362007000100002
Morais, J. L. B. de, & Spengler, F. M. (2019). Mediação e arbitragem: Alternativas à jurisdição! (4ª ed.). Livraria do Advogado. 
Spengler, F. M. (2016). Mediação de conflitos: Da teoria à prática. Livraria do Advogado.
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