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UNIVERSIDADE PAULISTA 
BACHARELADO EM ENFERMAGEM 
CAMPUS CASTANHAL 
RELATÓRIO
DE
ESTÁGIO CURRICULAR
DISCENTE: MILENE DO SOCORRO DE OLIVEIRA DE SOUSA
MATRICULA: UP23200704
DOCENTE: CRISLANE FERNANDA BARBOSA MENDES 
CASTANHAL
2026
Cateterismo Vesical de Demora
Trabalho apresentado ao curso de 
Enfermagem, como requisito avaliativo, 
para obtenção de nota na disciplina Estágio 
Curricular, da Universidade Paulista UNIP.
Doc. Profª Crislane Fernanda Barbosa 
Mendes. 
CASTANHAL
2026
RELATÓRIO DE ESTÁGIO
CURSO: ENFERMAGEM DISCIPLINA: ESTÁGIO SUPERVISIONADO
NOME DO ALUNO: MILENE DO SOCORRO DE OLIVEIRA DE SOUSA
MATRÍCULA: UP23200704 POLO: CASTANHAL
DATA: 30/ 10 /2026 – Estágio Curricular
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1. Introdução 
O cateterismo vesical de demora, frequentemente denominado sondagem vesical 
de demora, constitui um dos procedimentos invasivos mais recorrentes na prática 
assistencial hospitalar e em unidades de pronto atendimento. Sua finalidade primordial 
fundamenta-se na drenagem artificial contínua da urina mediante a introdução de uma 
sonda estéril através da uretra até o interior da bexiga, mantida por um balão de retenção 
insuflado. Apesar de sua inegável relevância terapêutica no alívio de quadros obstrutivos 
e no monitoramento hemodinâmico estrito de pacientes graves, trata-se de uma 
intervenção associada a elevadas taxas de complicações iatrogênicas, em especial a 
infecção do trato urinário relacionada a cateter, além de lesões e traumas uretrais 
mecânicos decorrentes de manuseio inadequado (BRASIL, 2025; COFEN, 2013; 
EBSERH, 2024; MACEIÓ, 2023).
Diante do impacto epidemiológico das infecções relacionadas à assistência à 
saúde, órgãos reguladores nacionais como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária e o 
Conselho Federal de Enfermagem têm consolidado diretrizes técnicas, resoluções e notas 
normativas para delimitar a atuação profissional e padronizar o cuidado asséptico. A 
execução qualificada deste procedimento exige a estrita observância das indicações 
clínicas baseadas em evidências, a seleção criteriosa de insumos estéreis, o domínio da 
anatomia fisiológica para inserção atraumática e a manutenção de sistemas 
rigorosamente fechados. A desmistificação de práticas obsoletas, como a realização 
indiscriminada de tricotomia ou a aplicação de movimentos rotacionais intempestivos 
durante a introdução do cateter, representa um imperativo técnico voltado à segurança do 
paciente e à mitigação de riscos infecciosos (BRASIL, 2025; COFEN, 2013; EBSERH, 
2024).
2. Resultados e Discussão 
As evidências científicas e as normativas sanitárias estabelecem que a indicação 
do cateterismo vesical de demora deve ser restrita e fundamentada em justificativas 
clínicas inquestionáveis. O cateter está formalmente indicado no manejo de retenção 
urinária aguda ou crônica sem resposta a intervenções menos invasivas, no controle 
rigoroso do débito urinário em pacientes hemodinamicamente instáveis submetidos a 
reposição volêmica ou drogas vasoativas, no perioperatório de cirurgias urológicas, 
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ginecológicas e de procedimentos cirúrgicos prolongados com infusão volumosa de 
fluidos, na proteção perineal em pacientes incontinentes com lesões por pressões 
extensas em estágios avançados e em situações selecionadas de conforto em cuidados 
paliativos de fim de vida. Em contrapartida, é terminantemente contraindicado o uso do 
cateter de demora para simples comodidade da equipe de assistência, coleta rotineira de 
exames laboratoriais ou como substituto primário do manejo da incontinência urinária 
crônica.
No tocante à competência profissional, a legislação brasileira, consolidada pela 
Resolução Cofen número 450 de 2013 e pelas notas técnicas vigentes até 2026, define o 
procedimento de inserção da sonda vesical como privativo do enfermeiro no âmbito da 
equipe de enfermagem, exigindo prévia prescrição médica ou respaldo em protocolo 
assistencial multiprofissional institucional. Tal determinação decorre do elevado grau de 
complexidade técnica, da necessidade de julgamento clínico imediato e do risco iminente 
de iatrogenias, como falso trajeto e perfuração uretral. Aos técnicos de enfermagem 
cabem atividades colaborativas e fundamentais à segurança do paciente, tais como o 
auxílio e posicionamento do leito, a coleta de materiais, o esvaziamento asséptico da 
bolsa coletora por meio do bico de drenagem sem contaminação do circuito, a realização 
do balanço hídrico diário e a notificação tempestiva de alterações macroscópicas na 
diurese, como sedimentos, hematúria ou redução abrupta do volume drenado.
Para a realização segura do procedimento, faz-se indispensável a disponibilização 
completa de insumos padronizados em ambiente devidamente preparado. Os materiais 
incluem o cateter de Foley de duas ou três vias, confeccionado em látex siliconado ou 
cem por cento silicone, no calibre mais delgado e adequado à anatomia individual do 
paciente, bolsa coletora de sistema fechado provida de válvula antirrefluxo e câmara 
graduada com membrana estéril para aspiração, bandeja de cateterismo esterilizada 
contendo campos fenestrados e simples, cúpulas e pinças de assepsia, seringas de dez a 
vinte mililitros descartáveis, agulhas calibrosas, frascos de água destilada estéril 
exclusivos para insuflação do balonete, solução antisséptica aquosa padronizada, 
lubrificante hidrossolúvel estéril com ou sem anestésico tópico, luvas estéreis de 
procedimento, além de fita hipoalergênica ou dispositivo de fixação adesivo específico e 
recipientes para descarte de resíduos biológicos.
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A técnica de inserção exige rigor absoluto quanto à assepsia cirúrgica e à 
prevenção de traumas teciduais. Antes da intervenção, procede-se à higienização das 
mãos e à higiene íntima prévia com água e sabão neutro para redução da microbiota 
transitória perineal. A tricotomia, entendida historicamente como a raspagem prévia dos 
pelos pubianos com lâmina cortante, é veementemente contraindicada pelas diretrizes da 
Anvisa e consensos urológicos modernos, visto que as microlesões e fissuras cutâneas 
causadas pela navalha funcionam como portas de entrada para bactérias da flora 
residente colonizarem a uretra. Caso a densidade pilosa dificulte a visualização precisa do 
meato urinário externo, deve-se realizar exclusivamente a tosa ou o corte rente com 
tricotomizador elétrico de lâmina descartável estéril ou tesoura limpa, minutos antes do 
procedimento e estritamente fora do campo esterilizado.
No momento da passagem, a antissepsia do meato urinário é realizada com 
solução aquosa estéril em movimentos unidirecionais contínuos, da área de menor para a 
de maior contaminação, descartando-se cada compressa ou gaze após uma única 
passagem. A introdução do cateter requer lubrificação generosa da uretra e da sonda com 
gel hidrossolúvel estéril, mantendo-se a extremidade do cateter conectada à bolsa 
coletora em sistema fechado desde o início para evitar quebra de continuidade e 
exposição do lúmen. O avanço da sonda deve ser suave, linear, contínuo e estritamente 
anatômico. É imperativo destacar que a realização de movimentos rotatórios, circulares 
ou de torção durante a introdução do cateter é tecnicamente desaconselhada pelas 
melhores práticas, pois o atrito circular contra as paredes uretrais friáveis rompe o epitélio 
de transição, precipita estenoses uretrais tardias e potencializa a ocorrência de falsos 
trajetos. Diante de qualquer resistência mecânica na progressão, o profissional deve 
suspender a força motriz, reposicionar o ângulo do pênis emnoventa graus para 
retificação da uretra masculina ou rever a visualização do intróito vaginal na mulher, 
nunca forçando ou girando o cateter sobre o ponto de bloqueio.
A confirmação do posicionamento correto dá-se pelo refluxo espontâneo e livre de 
urina límpida através do tubo condutor até a câmara da bolsa coletora. Somente após a 
visualização direta da drenagem urinária e a progressão adicional da sonda até a sua 
bifurcação no paciente masculino realiza-se a insuflação do balão de retenção, utilizando 
exclusivamente água destilada estéril no volume milimétrico demarcado no corpo do 
cateter. A utilização de soro fisiológico ou soluções glicosadas é proscrita devido ao risco 
de precipitação de cristais salinos nos microcanais, impedindo o futuro esvaziamento do 
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balonete no momento da desinsuflação. Após a insuflação, o cateter é tracionado 
suavemente até sentir resistência no colo vesical e fixado de modo seguro, no terço 
médio proximal da face interna da coxa na mulher ou na região hipogástrica ou raiz da 
coxa no homem, prevenindo trações inadvertidas contra a uretra peniana.
Quanto à permanência e descontinuação do dispositivo, as diretrizes da Anvisa e 
do Coren orientam formalmente a inexistência de prazos pré-fixados de calendário para a 
troca eletiva de rotina do cateter e da bolsa coletora. A substituição programada semanal, 
quinzenal ou mensal não reduz as taxas de infecção e constitui uma agressão mecânica 
desnecessária à mucosa uretra. A troca do cateter está restrita a indicações clínicas 
específicas, tais como obstruções mecânicas luminais por cálculos ou grumos, vazamento 
persistente, perda de integridade do material ou quebra acidental da esterilidade do 
circuito. Quando se faz estritamente necessária a troca do cateter, é obrigatória a 
substituição simultânea e completa de todo o sistema de drenagem, o que engloba a 
sonda e a respectiva bolsa coletora em bloco único. A desconexão e o reaproveitamento 
de bolsas coletoras violam o princípio do sistema fechado estéril, permitindo a ascensão 
retrógrada e intraluminal de patógenos bacterianos produtores de biofilme protetor 
diretamente para o interior da bexiga. A recomendação padrão de maior impacto 
preventivo permanece sendo a reavaliação clínica diária da necessidade do dispositivo 
pela equipe multiprofissional, promovendo a sua remoção imediata tão logo cessem as 
indicações que justificaram a sua instalação.
3. Conclusão 
A assistência ao paciente submetido ao cateterismo vesical de demora demanda 
rigor técnico, respaldo ético-legal e fundamentação contínua nas evidências científicas 
contemporâneas. A caracterização da sondagem vesical como ato privativo do enfermeiro 
reforça a necessidade de competência técnico-científica para a tomada de decisão 
assertiva, limitando o uso do cateter a indicações clínicas indispensáveis e garantindo a 
atuação sinérgica e supervisionada dos técnicos de enfermagem nas rotinas de 
manutenção.
A segurança do paciente assenta-se na adesão inegociável a preceitos modernos 
de biossegurança, destacando-se a abolição da tricotomia com lâmina em prol do uso do 
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tricotomizador quando necessário, a substituição de rotações forçadas por uma inserção 
linear e atraumática, a manutenção permanente de um sistema de drenagem fechado e a 
troca do conjunto de sonda e bolsa coletora apenas em bloco diante de quebras e 
complicações comprovadas. Dessa forma, a vigilância clínica permanente e a remoção 
precoce configuram-se como os pilares determinantes para a redução drástica das taxas 
de infecção do trato urinário e para a promoção de um cuidado de enfermagem livre de 
danos.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
• BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Medidas de Prevenção de 
Infecção do Trato Urinário Associada a Cateter Vesical de Demora em 
Serviços de Saúde: caderno de prevenção de infecções relacionadas à 
assistência à saúde. Brasília, DF: ANVISA, 2021.
• BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Protocolo para a Prevenção 
de Infecção do Trato Urinário Relacionada ao Uso de Cateter Vesical de 
Demora (ITU-AC). Versão 1. Brasília, DF: ANVISA; EBSERH, 2025.
• CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM (COFEN). Parecer Normativo para 
Atuação da Equipe de Enfermagem em Sondagem Vesical. In: Resolução COFEN 
nº 450/2013: normatiza o procedimento de Sondagem Vesical no âmbito do 
Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem. Brasília, DF: COFEN, 2013.
• CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM (COFEN). Parecer Normativo nº 
001/2020: esclarecimentos sobre a atuação da equipe de enfermagem no 
cateterismo vesical e manutenção do sistema fechado de drenagem. Brasília, DF: 
COFEN, 2020.
• CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO (COREN-SP). 
Parecer Técnico Coren-SP nº 027/2019: cuidados com o cateter vesical de 
demora e critérios de troca do sistema coletor. São Paulo: COREN-SP, 2020.
• EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES (EBSERH). Hospital 
Universitário de Doenças Tropicais. Procedimento Operacional Padrão: 
cateterismo vesical de demora masculino e feminino e cuidados de biossegurança. 
Brasília, DF: EBSERH, 2022.
• EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES (EBSERH). Hospital de 
Doenças Tropicais da Universidade Federal do Tocantins. POP.DENF.007: 
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cateterismo vesical de demora feminino. Versão 03. Araguaína, TO: HDT-UFT; 
EBSERH, 2024.
• GOULD, C. V. et al. Guideline for Prevention of Catheter-Associated Urinary 
Tract Infections: CDC updates 2023. Atlanta: Healthcare Infection Control 
Practices Advisory Committee, 2023.
• MACEIÓ. Secretaria Municipal de Saúde. Protocolo Clínico e Assistencial de 
Cateterismo Vesical de Alívio e Demora na Atenção Primária e Especializada . 
Maceió: SMS, 2021.
• MACEIÓ. Secretaria Municipal de Saúde. Coordenação Geral de Atenção Primária. 
Protocolo de Atendimento ao Usuário com Necessidade de Cateterismo 
Vesical de Demora. Maceió: SMS, 2023.
• WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Guidelines on Core Components of 
Infection Prevention and Control Programmes at the National and Acute 
Health Care Facility Level: implementation manual for catheter safety. Genebra: 
World Health Organization, 2022.
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	DISCENTE: MILENE DO SOCORRO DE OLIVEIRA DE SOUSA
	1. Introdução
	2. Resultados e Discussão
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