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FAZENDA CAFEEIRA: PATRIMÔNIO 
ARQUITETÔNICO, CULTURAL, AMBIENTAL E 
SUSTENTABILIDADE 
 
 
 Maria José Ferreira de Araújo Ribeiro 
fazendaquilombo@fazendaquilombo.com 
 
 
ASSOCIAÇÃO DAS FAZENDAS HISTÓRICAS PAULISTAS 
SÃO PAULO, BRASIL 
mailto:fazendaquilombo@fazendaquilombo.com.br�
FAZENDA CAFEEIRA: PATRIMONIO ARQUITETÔNICO, CULTURAL, 
AMBIENTAL E A SUSTENTABILIDADE 
 
 
 
 
 
 
Resumo 
 
Este estudo aborda aspectos construtivos de uma fazenda cafeeira do Município de Limeira - SP, 
assinalando pontos de identificação com as construções rurais do ciclo do café do Vale do Paraíba e 
com as empresas rurais do Oeste Paulista. O dinamismo dessa cultura que requereu o emprego de 
novos materiais, meios de transporte, técnicas industriais e novas relações de trabalho, legando às 
futuras gerações pela atividade empreendedora de seus iniciadores um patrimônio arquitetônico e 
cultural. A continuidade da produção de café nesta propriedade, as construções e o meio ambiente 
preservados propiciam o desenvolvimento de atividades de educação patrimonial. Estas abrangem 
uma gama variada de visitantes: estudantes, grupos da melhor idade, estrangeiros e recentemente 
funcionários de empresas para treinamento comportamental. Concluindo pode-se afirmar que o 
contato e conhecimento pelas comunidades de seu patrimônio cultural, contribuem para a 
preservação sustentável desses bens, reforçando o sentimento de identidade e cidadania. 
 
 
 
 
 
 
Palavras chave 
 
Fazenda de café, Patrimônio arquitetônico e cultural, Sustentabilidade. 
 
 
 
 
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FAZENDA CAFEEIRA: PATRIMONIO ARQUITETÔNICO, CULTURAL, 
AMBIENTAL E A SUSTENTABILIDADE 
 
Introdução 
O presente trabalho visa caracterizar aspectos construtivos de uma propriedade cafeeira implantada 
na década de 1880, no município de Limeira, SP, a Fazenda Quilombo, que resultou de um 
desmembramento da Fazenda Morro Azul, fundada por volta de 1820, pelo brigadeiro Manuel 
Rodrigues Jordão com plantações de cana e um engenho para produção de açúcar. (BUSCH: 1967) 
A cana-de-açúcar foi sendo gradativamente, substituída pela cultura do café, a partir de 1840, por 
Silvério Rodrigues Jordão, filho do fundador. Em 1873, Anna Eufrosina Jordão, filha de Silvério 
recebeu como herança a gleba de terras de 306 alqueires (740 há) que iria constituir a Fazenda 
Quilombo. Seu marido, o Dr. Ezequiel de Paula Ramos, advogado natural de Bananal, SP, filho de 
cafeicultores desse município, dedicou-se ao plantio dos cafezais e à construção da sede com infra-
estrutura para secagem, beneficiamento e armazenagem do café. 
A propriedade pode ser considerada um exemplo da fase de transição que caracterizou as fazendas 
da Região de Campinas, as quais evidenciavam traços, tanto das unidades cafeeiras do Vale do 
Paraíba, marcadas por sua auto-suficiência, quanto das empresas agrícolas do Oeste Paulista, 
especializadas na produção do café. (ARGOLLO FERRÃO: 2001, p. 13) 
A continuidade da utilização da infra-estrutura construída no final do século XIX no sistema produtivo 
do café é uma característica da propriedade, com a reintrodução dessa cultura em 1976. Este fato 
atrai pessoas interessadas na observação e estudo do ciclo do café e das operações de preparo do 
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mesmo. A propriedade está incluída no roteiro de visitação das Fazendas Históricas da Região de 
Limeira, sendo a única a manter o cultivo de café nesse município. 
As atividades de visitação iniciadas no ano 2000 com escolas do próprio município, de cidades da 
região e também da capital contribuíram para uma melhor visibilidade do potencial da propriedade 
como um lugar adequado e privilegiado para as atividades de educação patrimonial. As condições do 
relevo da fazenda, a cultura do café executada atualmente com novas técnicas de plantio, 
alinhamento, adensamento e cultivo permitem exemplificar na prática os fatores que influíram no 
passado para o declínio da produção e produtividade dessa lavoura. 
O acervo iconográfico mostrando as formas de plantio do final do século XIX inicio do XX propicia 
comparações com a arquitetura do cafezal nos dias atuais. A par destes aspectos têm-se a variedade 
de cultivos agrícolas (frutas, capim para fenação, café), áreas de preservação de mata nativa, 
pecuária bovina, criação de cavalos e aves, a fornecer a propriedade um aspecto diferenciado das 
propriedades do entorno dedicadas a monocultura canavieira. 
 
 O Complexo produtivo do Café: Sede, Terreiros e Casa de Máquinas. 
O primeiro requisito para instalação de uma fazenda de café era de uma boa aguada, condição 
satisfatoriamente atendida na Fazenda Quilombo com um sistema de captação de água localizado, 
na parte mais alta, em meio à mata nativa. A água foi canalizada através de tubos de ferro 
enterrados, vindo por gravidade até o núcleo industrial. 
A inauguração da ferrovia da Cia Paulista, em Limeira, em 1876, facilitou o acesso a esses materiais 
de canalização, diferenciando o sistema do utilizado nas fazendas do Vale do Paraíba, baseado em 
canais escavados nas encostas dos morros, algumas vezes, revestidos com pranchas de madeira. 
Outras companhias construíram estradas de ferro para, a partir de São Paulo 
servir todo o planalto. Estas companhias – entre as quais se destacaram a 
Paulista, a Sorocabana e a Mogiana – foram organizadas pelo capital cafeeiro 
brasileiro. Seus principais acionistas eram os próprios grandes fazendeiros. 
No caso da Paulista, os fazendeiros de Campinas, Rio Claro, Limeira e Araras. 
(SILVA: 1986, p.51). 
As fazendas de café têm nos terreiros e casa de máquinas os seus principais elementos 
arquitetônicos. A planta da Fazenda Quilombo evidencia bem os cuidados que foram tomados para 
sua edificação, com um longo período dedicado à terraplanagem feita do manualmente por homens e 
carros de boi para a movimentação da terra. Abrangia 12 terreiros, 2 lavadores de café, canaletas, 
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muros de arrimo, muros, casa-sede, 3 tulhas, casa da administração, colunas do sino, casa de 
máquinas, 65 casas de colônia. 
Todas as construções foram edificadas com tijolos, com exceção de duas tulhas construídas em 
taipa e as paredes internas da casa sede em pau a pique. Esta pratica de construir as paredes 
internas parece ser um procedimento usual nesse período. Relatando as primeiras iniciativas de 
construção com tijolos em Campinas, o autor Celso de Mello Pupo relata o fato de residências em 
Campinas terem sido construídas com as paredes externas em tijolos, enquanto as internas eram de 
pau a pique. Ressalta o autor: “a evolução nas construções que marcou o ano de 1867 com a 
fabricação de tijolos por Antonio Carlos de Sampaio Peixoto, o Sampainho, que passou a utilizar-se 
de uma patente industrial inglesa de Clayton e Comp”. (PUPO: 1969) 
Na década de 1880, podia-se contar com a técnica de fabricação de tijolos difundida pelos imigrantes 
italianos que, nesse período, representavam a maior parte dos colonos da propriedade. As 
construções utilizavam tijolos fabricados em uma olaria instalada na fazenda. Os tijolos comuns 
ostentavam as iniciais do nome do fazendeiro DEPR - Doutor Ezequiel de Paula Ramos, seu 
tamanho equivalia ao de três tijolos atuais. Outros tipos eram os tijolos quadrados empregados na 
pavimentação dos terreiros; os tijolos grandes que cobriam as galerias pluviais de drenagem dos 
terreiros; os tijolo- canaleta, próprios para a canalização de água em pequenos trechos, fabricados 
em dois tamanhos; os tijolos em formato de meia-lua para acabamento da superfície superior dos 
muros e dos portões em arco que separavam a sede do pomar e da horta. 
 
Foto 1: Tijolos canaletas n.º 1 e 2, ladrilho do terreiro n.º3, tijolo meia lua n.º 4, tijolo para construção 
n.º5. 
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Um ponto que a Fazenda Quilombo tem, em comum com as fazendas do Vale do Paraíba em termos 
arquitetônicos e funcionais era a localização da casa sede,bem em frente aos terreiros, facilitando ao 
proprietário acompanhar da sacada, em frente à porta principal, os trabalhos de secagem dos grãos. 
Também a casa do administrador localizada em um dos lados do quadrilátero tinha sua entrada 
diretamente ligada ao terreiro. 
Os terreiros mediam 40x20m, levemente inclinados para escoar a água das chuvas pelas canaletas 
de drenagem; eram dotados, geralmente de dois círculos mais elevados e posicionados centralmente 
para receber o café seco amontoado à tarde e coberto com lonas para proteger o produto da umidade 
da noite e das chuvas ocasionais. 
Os dois lavadores de café situavam-se em cantos opostos do quadrilátero da sede, sendo o café 
distribuído pelos terreiros em um sistema de dutos com água. Cada terreiro contava com uma 
comporta onde o café era depositado, para em seguida ser espalhado com o auxílio de carrinhos de 
distribuição. 
As construções da sede eram bastante simples, seguindo o estilo colonial português. Mesmo a casa-
sede era desprovida de detalhes ornamentais. Todas as construções visavam à funcionalidade e 
eficiência do processo industrial. Esses aspectos identificam semelhanças com as propriedades 
cafeeiras do Oeste Paulista, caracterizadas como empresas rurais. 
A casa das Máquinas era um prédio diferenciado, construído ao estilo dos prédios industriais 
ingleses, paredes de tijolo aparente, cobertura de folhas de zinco, janelas em arco lembrando 
capelas. A chaminé imponente destacava-se na fotografia de 1909 em que os colonos se reuniram 
em frente ao prédio, comemorando o término da colheita. Neste prédio eram instaladas as máquinas 
para secagem e beneficiamento do café, movidas por energia a vapor. Os altos porões garantiam o 
espaço necessário à instalação das engrenagens das máquinas com suas correias transportadoras. 
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Foto 2: Prédio da casa das maquinas, tulha, terreiro e colonos festejando o final da colheita de 1909. 
 
O portão principal e o portão que ligava a sede à colônia são construções destacadas e marcam o 
território do núcleo industrial. Da mesma forma os muros do pomar com suas aberturas formando 
desenhos e seus portões menores em arco pareciam querer quebrar a simetria de linhas retas dos 
terreiros e construções da sede. 
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Foto 3: Portão principal com a data de 1892 que assinalava o término das construções da sede. 
 
Outro elemento construtivo que aproxima as construções da sede daquelas das Fazendas do Vale do 
Paraíba é o conjunto das casas da colônia dispostas em um quadrado com uma praça central dotada 
de um chafariz que abastecia de água os colonos. Também nesta praça se situava o pasto para os 
animais de tração e vacas leiteiras, além dos tanques para lavagem das roupas das famílias 
residentes. A diferença consiste no fato dos quadriláteros daquelas propriedades abrigarem a 
senzala, enquanto, na Fazenda Quilombo, aí se localizava as casas dos colonos. O chafariz, até os 
dias atuais, povoa a memória dos descendentes dos colonos que aí viveram e aparecem 
ocasionalmente para rever os lugares de infância. 
A propriedade cafeeira da região de Campinas distanciava-se também das unidades auto-suficientes 
do Vale do Paraíba com suas indústrias rurais subsidiárias. As demandas tanto dos proprietários 
como dos colonos eram atendidas por dois armazéns situados nas proximidades da Fazenda 
Quilombo, cerca de 3 km da sede. Os colonos faziam plantações de arroz, milho, feijão entre as ruas 
do café para suplementar suas receitas, mas necessitavam de produtos vendidos nos armazéns, tais 
como sal, fósforos, velas, querosene, medicamentos, etc. As fazendas do Vale eram equipadas para 
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produzir muitos itens básicos para a alimentação de seus moradores, enquanto na região de Limeira 
essas necessidades eram atendidas por estabelecimentos comerciais. 
Os livros de contabilidade da Fazenda Quilombo registravam as compras dos colonos e dos 
proprietários nos armazéns, as contas eram pagas anualmente, após o término da colheita, quando a 
produção era comercializada. Esses livros encontram-se preservados e constituem importante fonte 
de consulta para estudos dos hábitos de consumo da época, fornecendo também informações sobre 
as condições de endividamento dos colonos nessas casas comerciais. 
 
 A Arquitetura do Cafezal 
A topografia da região onde se localiza a Fazenda Quilombo apresentava áreas bastante propícias ao 
cultivo do café, com altitude de 700 metros e solos de grande fertilidade, a chamada “terra roxa”, 
resultante do intemperismo de rochas basálticas de origem magmática. 
Uma lenda que se formou em relação à terra roxa, não corresponde à 
realidade. Crê-se, freqüentemente, fora de São Paulo, que ela cobre espaços 
enormes, quando na realidade só forma manchas de dimensões modestas. A 
verdadeira terra roxa, a que os fazendeiros reconhecem como a legítima, é 
encontrada nas encostas em que afloram camadas basálticas e, com maior 
raridade, sobre os planaltos, mas sempre na face reversa, a partir dos altos da 
cuesta. O deslizamento fácil das argilas a transporta aos fundos de vale, onde 
a agricultura é aleatória. (MONBEING: 1984, p.78). 
 
No final do século XIX, período de formação dos cafezais da Fazenda Quilombo, o cultivo era feito 
manualmente e toda a encosta do morro foi plantada com ruas de cafeeiros em linha reta, morro 
abaixo. 
O sistema de plantio utilizado causava erosão do solo, agravada pelas capinas e arruamento do café 
para colheita, o que deixava o solo sem cobertura vegetal. Essas práticas em poucos anos 
empobreciam as glebas cultivadas, ocasionando diminuição da produtividade e conseqüente redução 
da produção e renda do empreendimento. O processo descrito se verificou nas zonas pioneiras do 
café no vale do Paraíba, Estado do Rio de Janeiro (municípios de Vassouras e Valença), abrangendo 
as áreas do mesmo vale em São Paulo e parte da região cafeeira de Campinas. As áreas do oeste 
paulista, incorporadas na seqüência da marcha do café para o interior do estado do Estado de São 
Paulo, desenvolveram basicamente os mesmos procedimentos. Entretanto, sua topografia mais 
regular e a grande fertilidade de suas terras atenuaram os prejuízos causados ao solo . 
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Fotos de 1926 mostram toda a encosta do Morro Azul em sua parte maior declive, que pertence à 
Fazenda Quilombo, plantada com cafeeiros alinhados morro abaixo. Esses cafezais foram 
erradicados após a crise de 1929. Em foto datada de 1942, pode-se observar a encosta do morro 
sem qualquer traço da cultura, constituindo uma área de pastagens. 
 
Foto 4: Vista geral da Fazenda Quilombo em 1942, sede e colônias. 
Conclusões 
A crise de 1929 motivou a erradicação da cultura do café na Fazenda Quilombo, substituindo-a pelo 
cultivo de cereais, laranja, algodão e pecuária de corte e de leite, atividades que permaneceram por 
décadas. A geada de 1975, com grandes prejuízos a lavoura cafeeira nos Estados de São Paulo, 
Paraná e Minas Gerais, recolocou-a como alternativa econômica viável a ser desenvolvida em 
algumas glebas da propriedade. A escolha foi definida pela parte superior do morro, de relevo 
ondulado e terra muito fértil. O ano de 1976 marcou o reinício dessa cultura com a formação de 
viveiros de mudas e plantio em curvas de nível, nas áreas de baixa incidência de geadas. 
A etapa seguinte foi dedicada à recuperação da infra-estrutura do café, não utilizada desde a década 
de 1930, o que requereu praticamente dois anos, até que os terreiros estivessem em condições de 
receber a primeira colheita de café. Cuidou-se também da arborização da sede e seu entorno com 
plantio de espécies ornamentais. 
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Foto 5: Cafezal plantio em curva de nível ano 2000. 
O plantio em curvas de nível e a introdução de novas variedades de café arábico, tais como Mundo 
Novo e Catuaí Vermelho e Amarelo, estas últimas resultantes de melhoramento genético com vistas à 
obtenção de plantas mais produtivase de porte mais baixo para facilitar os trabalhos de cultivo e 
colheita. 
A recuperação dos prédios da sede, iniciada em 1979, assegurou a preservação desse patrimônio 
arquitetônico e cultural do século XIX. Na época, atendia-se às necessidades de um novo ciclo do 
café que se iniciava na propriedade. “Hoje o interesse por esse patrimônio tende a tornar-se um eixo 
estruturante da memória coletiva da atual geração de adultos e, simultaneamente, um produto de 
consumo turístico cada vez mais popular”. (FONSECA: 2001) 
A diversificação de culturas – cafezais, laranjais, mangueirais, pastagens cultivadas – e o empenho 
pela preservação dos recursos naturais – nascentes de água, matas naturais e áreas de 
reflorestamento oferecem uma nova visão da propriedade, com efeitos paisagísticos singulares, tanto 
pelas características do relevo como pela disposição das culturas. 
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As atividades de pecuária – criação de bovinos, ovinos e eqüinos –, por sua vez, constituem atrativos 
por si próprias, diferenciando a Fazenda Quilombo em relação ao seu entorno, constituído por 
propriedades monocultoras de cana-de-açúcar. 
Tais características credenciam a propriedade a integrar o roteiro turístico elaborado pela Secretaria 
de Cultura de Limeira, reunindo as fazendas históricas da região, no propósito de “converter o 
patrimônio histórico e cultural (e também paisagístico ambiental) em um recurso econômico, criador 
de emprego e gerador de riqueza”. (FONSECA: 2001). 
Alguns prédios da sede têm passado por um processo de revitalização. Antiga tulha para 
armazenamento de cereais foi transformada em salão receptivo para acomodar os visitantes durante 
as explanações sobre o histórico da propriedade que costumeiramente é apresentado, outras 
dependências deste prédio abrigam hoje a cozinha industrial e os sanitários. O rancho onde era 
guardados instrumentos de trabalho e transporte constitui uma ampla varanda utilizada como 
refeitório. A adaptação da infra-estrutura construída às necessidades do presente tem sido orientada 
no sentido de preservar as características originais dotando os prédios da sede de maior 
funcionalidade e conforto para atendimento aos visitantes. 
Pelas razões já citadas a demanda por parte de empresas para a realização de seminários e cursos 
de treinamento, vem se firmando, possibilitando uma renda suplementar a propriedade impulsionando 
a criação de empregos em serviços indispensáveis ao desenvolvimento das atividades turísticas. 
A dinâmica que se observa na propriedade nos dias atuais é gratificante por demonstrar as vantagens 
advindas do processo de educação patrimonial. Citando o Guia Básico de Educação Patrimonial 
organizado por renomados técnicos do IPHAN podemos afirmar que: 
 O diálogo permanente que está implícito neste processo educacional estimula e facilita a 
comunicação e a interação entre as comunidades e os agentes responsáveis pela preservação e 
estudo dos bens culturais, possibilitando a troca de conhecimentos e a formação de parcerias para a 
proteção e valorização desses bens.( HORTA et al, 1999, p.6). 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Referências Bibliográficas 
 
 
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