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(44) 99162-8928 MAPA - AUDITORIA EM SAÚDE - 54_2026 Olá, estudante, seja bem-vindo à ATIVIDADE MAPA. O assunto em discussão é AUDITORIA NO SUS. Segundo Aver (2017), a auditoria é um mecanismo importante para verificar a operacionalização de políticas públicas em saúde e conferir se elas repercutem de fato em bem-estar, assistência à saúde de qualidade e humanizada. Dessa forma, é necessário que o processo de auditoria tenha finalidades bem definidas e de acordo com os objetivos que se deseja alcançar. Fonte: AVER, C. M. Auditoria em Saúde. Maringá: Unicesumar, 2024. Tendo em vista que a Atividade MAPA possibilita a oportunidade de trazer conhecimento teórico para uma realidade prática, realize a leitura da seguinte situação-problema fictícia e, posteriormente, responda aos comandos da atividade: Vila Nova do Cerrado é um município de 85 mil habitantes, sede de uma região de saúde com seis municípios. Seu principal prestador é o Hospital Santa Aurora, filantrópico, contratualizado com o SUS e responsável por cerca de 70% das internações cirúrgicas da região. Após denúncias de usuários e um alerta do Conselho Municipal de Saúde, o Componente Municipal do Sistema Nacional de Auditoria (SNA) abriu uma auditoria analítica e operativa no hospital, cobrindo o período de janeiro a dezembro do ano anterior. O que a equipe de auditores encontrou: Dados Institucionais: o CNES do hospital estava desatualizado: constavam 40 leitos cirúrgicos que não existiam e especialidades listadas estavam sem profissional. Os relatórios de auditorias anteriores (dos três últimos anos) nunca foram encaminhados ao gestor nem ao Conselho. O Plano Municipal de Saúde vigente usava, para dimensionar a oferta cirúrgica, uma série histórica de produção sem validação, e a programação pactuada na região se baseou nesses mesmos números. Rotina assistencial e administrativa. Na análise do centro cirúrgico e da central de material e esterilização, os auditores observaram que não havia protocolo de cirurgia segura nem lista de verificação antes da incisão. Os registros de autoclavagem eram preenchidos de forma retroativa, e o fluxo de autorização de procedimentos eletivos não tinha etapa de conferência. A mesma pessoa solicitava, autorizava e registrava a realização dos procedimentos. Produção e faturamento. O contrato prevê 120 internações cirúrgicas por mês, e o hospital dispõe de duas salas cirúrgicas. No entanto o faturamento apresentou em média 310 AIH/mês para colecistectomias e hernioplastias. Nos prontuários, 38% dessas AIH não tinham descrição cirúrgica nem registro anestésico. Além disso, o hospital pagou por insumos, como fios cirúrgicos e telas, valores cerca de 45% acima dos praticados em compras públicas semelhantes, e repassou parte do custo à gestão por meio de glosas não contestadas. Experiência do paciente. A taxa de infecção de sítio cirúrgico chegou a 14%, bem acima do que a comissão de controle de infecção do próprio hospital considerava aceitável. A espera para cirurgia eletiva passava de 11 meses, e 22% dos pacientes operados retornaram ao pronto-socorro em até 30 dias com complicações. Nas entrevistas, usuários relataram que “precisam operar de novo” ou que “ninguém explicou o que fazer depois da alta”. O hospital possui equipe própria de auditoria, porém, em momento algum, informou sobre as inconsistências exigentes. Enquanto membro auditor do município, estruture um relatório técnico de até 20 linhas, constando as seguintes informações: A) Para cada falha identificada, indique qual finalidade da auditoria no SUS não foi seguida pela equipe interna do hospital. B) Para cada falha identificada, recomende uma ação que corresponda às finalidades da auditoria no SUS e que possa ser adotada pelo hospital para melhorias de processos. Referência do documento: PDF-512545B24A5C41C9