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CURSO DE ATUALIZAÇÃO EM PROCESSO CIVIL 
 
4ª Aula – 08/05/2015 e 09/05/2015 
Professor Palestrante: Rinaldo Mouzalas 
Email: rinaldo@mouzalasadvogados.adv.br 
 
No âmbito das discussões sobre o NCPC algumas mudanças foram solicitadas, 
mas não foram atendidas. 
Tentou-se muito afastar a impenhorabilidade do bem de família, mas não se 
conseguiu. Com muito esforço conseguiu-se penhorar parte da remuneração, mas 
quando a remuneração for superior a 50 (cinquenta) salario mínimos, que diríamos que 
no Brasil seria uma exceção rara se ganhar acima desse valor. 
O NCPC é um código muito operacional, analítico, como menos artigos que o 
CPC73, mas com mais especificações que o CPC73, sendo muitas vezes repetitivo em 
determinados procedimentos, quando poderia fazer uma omissão de algo que na nossa 
prática forense já se tem como compreendido. 
O NCPC resolveu não perca por essa omissão, sendo muito operacional. Essas 
legislações mais novas da CF/88 para frente prezam muito por essa operacionalidade. 
Veja que o Código de consumidor, para dar um exemplo, é tão acessível a aqueles que 
fazem a leitura que há um dispositivo que diz que diz que o comerciante, o prestador de 
serviço, o fornecedor tem que colocar um exemplar a disposição para que o consumidor 
possa ter acesso a legislação. Se fosse algo difícil de compreender na verdade não 
adiantava colocar a disposição do consumidor. 
Essa é uma tendência que a nossa legislação vem acompanhando. O NCPC é 
muito compreensível para quem está fazendo a leitura, mas não se pode deixar de dizer 
que esse processo de construção legislativa pode muito vezes se complicar por conta 
dessa forma analítica que é erigido o NCPC. 
Percebe-se que no NCPC na execução ora o legislador vai dizer que há uma 
faculdade do credor fazer a restrição do crédito no cadastro de inadimplentes e ora vai 
dizer que o credor vai ter a possibilidade de fazer o protesto. O legislador quis dizer a 
mesma coisa ou disse coisa diferente? 
É de fato sinônimo ou não? São dois institutos diferentes, embora se possa 
alcançar o mesmo resultado. São pequenas expressões, pequenos vocábulos, que são 
colocados por essa tendência de ser de fato analítico o NCPC, mas que acabam 
causando essa divergência de interpretação e, ainda, precisar fazer essa construção 
normativa com base nas exigências que serão apresentadas no nosso dia a dia. 
 
1 - DA LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA 
 
Art. 509. Quando a sentença condenar ao pagamento de quantia 
ilíquida, proceder-se-á à sua liquidação, a requerimento do credor 
ou do devedor: 
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I - por arbitramento, quando determinado pela sentença, 
convencionado pelas partes ou exigido pela natureza do objeto da 
liquidação; 
II - pelo procedimento comum, quando houver necessidade de alegar 
e provar fato novo. 
§ 1o Quando na sentença houver uma parte líquida e outra ilíquida, 
ao credor é lícito promover simultaneamente a execução daquela e, 
em autos apartados, a liquidação desta. 
§ 2o Quando a apuração do valor depender apenas de cálculo 
aritmético, o credor poderá promover, desde logo, o cumprimento da 
sentença. 
§ 3o O Conselho Nacional de Justiça desenvolverá e colocará à 
disposição dos interessados programa de atualização financeira. 
§ 4o Na liquidação é vedado discutir de novo a lide ou modificar a 
sentença que a julgou. 
 
As diferenças da liquidação de sentença da legislação do NCPC para o CPC73 
são poucas, são mais diferenças pragmáticas. 
A grande dificuldade que se tem quando vai fazer uma apuração de um valor da 
sentença é se identificar qual será a forma de liquidação se por arbitramento, se por 
artigos. 
E ainda há um questionamento, e o NCPC não contribuiu, em se identificar se a 
realização de cálculos constitui ou não uma forma de liquidação de sentença. No 
capítulo que trata de liquidação de sentença, fala-se dos cálculos no meio da liquidação 
de sentença, mas a gente sabe que não é, porque o cálculo é uma mera condição, 
requisito, para se iniciar a fase cumprimento de sentença. 
Quando se trata de liquidação de sentença, na verdade está fazendo o desenrolar 
de uma segunda ação que tramita no mesmo processo. Um processo que primeiramente 
houve uma solução de um conflito de interesse e numa segunda fase vamos passar por 
uma segunda ação destinada apenas a fazer a apuração que será uma subfase dentro da 
fase de conhecimento de liquidação de sentença. 
Por que se diz que é uma ação? Porque os objetivos são diferentes, se tem 
condições diferenciadas, objetos diferenciados e pedidos formulados diferenciados, mas 
sobre tudo o que me leva a concluir isso é o fato que eu posso ter uma sentença ilíquida 
e para se fazer a liquidação dessa sentença vai se precisar de uma ação de liquidação de 
sentença. 
O NCPC trará uma hipótese a mais que será quando houver sentença estrangeira 
homologada pelo STJ, que se soma a sentença penal condenatória transitada em julgado 
e se soma a sentença arbitral, sempre que elas precisarem, e nem sempre vai precisar, de 
liquidação não se poderá continuar o processo originário terá que se instaurar uma nova 
relação processual a partir do exercício do direito de ação. 
A gente percebe que se pode ter uma ação destinada especificamente para fazer a 
liquidação da sentença que leva a concluir duas ações de regra no mesmo processo, mas 
pode ser que essas ações sejam desdobradas. 
Os cálculos são ou não fase de liquidação de sentença? Para Rinaldo Mouzalas 
não são, não constitui, é apenas um requisito que já inicio no cumprimento de sentença, 
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não precisa destinar uma fase específica do processo ou pelo menos uma parte dessa 
fase para se fazer uma apuração via cálculos. Basta, simplesmente, apresentar os 
cálculos e começar o cumprimento de sentença. 
A dificuldade é na correção dos cálculos. Qual é o sistema mais adequado para 
se poder atualizar os cálculos? O credor naturalmente utilizará o sistema que alcança o 
maior resultado e o devedor o sistema que será o menor resultado. Então, a quem utilize 
o sistema do Banco Central, da Justiça Federal, etc., mas se formos fazer esses cálculos 
em diferentes sistemas alcançaremos resultados diferentes. 
E o que NCPC pensou para eliminar essas discussões em torno dos cálculos que 
demandam muita atividade jurisdicional? O art. 509, §3º, do NCPC dispôs que o 
Conselho Nacional de Justiça desenvolverá e colocará à disposição dos interessados 
programa de atualização financeira. Isso eliminará de fato discussões, impugnação ao 
cumprimento de sentença, tratará da questão do excesso de execução. 
Quando se for iniciar uma liquidação irá se formular também os requerimentos 
observando as exceções, porque em algumas vezes a liquidação será uma ação em autos 
apartados sobre tudo se ela for provisória e, principalmente, quando for liquidada uma 
sentença cuja competência para fazer a liquidação não é daquele juiz que prolatou a 
sentença. Então, têm-se atualmente exceções que são: sentença estrangeira homologada 
pelo STJ; sentença penal condenatória transitada em julgado; sentença arbitral quando 
não forem líquidas; e a decisão estrangeira, após a concessão do exequatur pelo 
Superior Tribunal de Justiça. 
 
Art. 510. Na liquidação por arbitramento, o juiz intimará as partes 
para a apresentação de pareceres ou documentos elucidativos, no 
prazo que fixar, e, caso não possa decidir de plano, nomeará perito, 
observando-se, no que couber, o procedimento da prova pericial. 
 
Quando se inicia uma liquidação por arbitramento, requer-se que seja apenas 
nomeado o perito. A outra parte se não responder concorda com a liquidação por 
arbitramento ese responder, muitas vezes, a resposta estará limitada a dizer: que não 
concorda com a liquidação por arbitramento, que no caso seria outra espécie por artigos; 
ou então que seria desnecessária a liquidação, bastaria a elaboração de meros cálculos. 
Mas se fizer esse requerimento e o juiz compreender que essa seria hipótese de 
realização de liquidação de sentença por arbitramento vai nomear o perito e essa 
nomeação será submetida as partes, que poderão posteriormente falar sobre esse laudo 
pericial. 
O CPC73 deixava omissa essa questão de atuação das partes na liquidação por 
arbitramento. E o NCPC diz que se quiser participar da liquidação por arbitramento 
poderá se pronunciar sobre esses laudos que são apresentados pelo perito e vai poder 
também nomear assistentes técnicos e participar da instrução juntando documentos que 
possam ter acesso ao perito. 
A tônica será de cooperação para a obtenção de um resultado legítimo. O poder 
judiciário estará inibido de produzir decisões que tenham apenas o objetivo de cumprir 
metas no CNJ e passa a ter efeito de fato de resolver os problemas que são apresentados. 
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Repetidamente se ouvirá que o juiz antes de decidir deverá oportunizar as partes o 
contraditório. 
 
Art. 511. Na liquidação pelo procedimento comum, o juiz 
determinará a intimação do requerido, na pessoa de seu 
ADVOGADO ou da SOCIEDADE DE ADVOGADOS a que estiver 
vinculado, para, querendo, apresentar contestação no prazo de 15 
(quinze) dias, observando-se, a seguir, no que couber, o disposto no 
Livro I da Parte Especial deste Código. 
 
No CPC73 não era claro a possibilidade de se apresentar contestação. Já no 
NCPC na liquidação pode apresentar contestação. Quem deverá ser citado para 
apresenta? Se for continuidade do processo quem vai ser citado é o próprio advogado ou 
sociedade de advogados. 
A possibilidade de citar a sociedade de advogados impede a anulação de atos 
processuais, quando, por exemplo, o advogado citado já tem saído da sociedade de 
advogados, mas há a citação da sociedade de advogados. Ocorrendo a comunicação na 
pessoa da sociedade de advogados a comunicação será valida. 
Na liquidação poderá ocorrer a citação na pessoa do advogado ou na pessoa da 
sociedade de advogados quando ela existir. 
 
Art. 512. A liquidação poderá ser REALIZADA na pendência de 
recurso, processando-se em autos apartados no juízo de origem, 
cumprindo ao liquidante instruir o pedido com cópias das peças 
processuais pertinentes. 
 
O art. 512 do NCPC trouxe a mudança de apenas uma palavra, afirma que a 
liquidação poderá ser REALIZADA, enquanto o art. 475-A diz que a liquidação poderá 
ser REQUERIDA. 
E qual a diferença? É a afirmação mais uma vez que além de pedir a realização 
da liquidação, que pode ser inclusive provisória quando houver a pendência de um 
recurso, ela pode ser completamente realizada, independentemente de o recurso ter ou 
não efeito suspensivo. 
Isso é algo colocado na nossa prática, mas que enfrenta uma duplicidade de 
entendimento da doutrina, porque a doutrina colocava no art. 475-A a liquidação só 
poderia ser REQUERIDA, então, não se poderia finalizar na pendencia de recurso. O 
que não é! O que se poderá ter posteriormente é uma prejudicialidade, pois o CPC73 diz 
que provido o recurso a liquidação fica prejudicada. 
O NCPC quando vai tratar tanto da liquidação quanto do cumprimento de 
sentença, mesmo que provido o recurso pode ser que a liquidação seja prejudicada no 
todo ou só em parte, porque pode ser que exista situação que se possa aproveitar aqueles 
elementos basta que se fizesse algum ajuste. 
Por exemplo, no caso de uma indenização que foi interposto recurso de apelação 
e esta reconheceu culpa recíproca e o dever de indenizar não era integral e sim parcial, o 
juiz determinou que a indenização deveria ser arcada em iguais partes entre aquelas que 
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componham a relação processual. Nesse caso não precisaria ser considerada prejudicada 
a liquidação, bastava aquedar os cálculos do perito àquela situação. A jurisprudência já 
vem atuando nesse sentido. 
 
2 - DO CUMPRIMENTO DA SENTENÇA 
 
Sobre o cumprimento de sentença Rinaldo Mouzalas tem um posicionamento 
diferente de outros doutrinadores (Pontes Miranda, Leonardo Carneiro da Cunha, et.), 
cumprimento é quando é voluntário, quando é coercitivo é execução, mas esse não é o 
significado utilizado. 
O significado é que o cumprimento é geral, pode ser voluntario ou coercitivo, 
então, tratar-se-á de uma forma geral. 
 
Art. 513. O cumprimento da sentença será feito segundo as regras 
deste Título, observando-se, no que couber e conforme a natureza da 
obrigação, o disposto no Livro II da Parte Especial deste Código. 
§ 1o O cumprimento da sentença que reconhece o dever de pagar 
quantia, provisório ou definitivo, far-se-á a requerimento do 
exequente. 
§ 2o O devedor será intimado para cumprir a sentença: 
I - pelo Diário da Justiça, NA PESSOA DE SEU ADVOGADO 
constituído nos autos; 
 
Irá continuar a mesma tendência, veja no art. 513 do NCPC, o devedor será 
intimado pelo diário da justiça pelo advogado constituído nos autos, mais uma vez é 
colocado o advogado como o sujeito de cooperação da atividade processual. O 
advogado terá o encargo de participar da atividade processual com o objetivo de 
propiciar que a atividade jurisdicional seja realizada em tempo razoável e não prolatada, 
declarada apenas como se dizia no CPC73, tem que ser realizada. 
 
Art. 513. [...] 
II - por carta com aviso de recebimento, quando representado pela 
Defensoria Pública ou quando não tiver procurador constituído nos 
autos, ressalvada a hipótese do inciso IV; 
III - por meio eletrônico, quando, no caso do § 1o do art. 246, não 
tiver procurador constituído nos autos 
IV - por edital, quando, citado na forma do art. 256, tiver sido revel 
na fase de conhecimento. 
§ 3o Na hipótese do § 2o, incisos II e III, considera-se realizada a 
intimação quando o devedor houver mudado de endereço sem prévia 
comunicação ao juízo, observado o disposto no parágrafo único do 
art. 274. 
§ 4o Se o requerimento a que alude o § 1o for formulado após 1 (um) 
ano do trânsito em julgado da sentença, A INTIMAÇÃO SERÁ 
FEITA NA PESSOA DO DEVEDOR, por meio de carta com aviso de 
recebimento encaminhada ao endereço constante dos autos, 
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observado o disposto no parágrafo único do art. 274 e no § 3o deste 
artigo. 
 
Pode ocorrer de a parte demorar muito para solicitar o cumprimento de sentença. 
No CPC73 prevê que se não requerido o processo será arquivado no prazo de 6 (seis) 
meses e o advogado com procuração ainda continua a ser intimado nesse processo. 
O §4º do art. 513 do NCPC tomou providência para que após 1 (um) ano do 
trânsito em julgado da sentença, a INTIMAÇÃO seja FEITA NA PESSOA DO 
DEVEDOR. Logo, não é mas na pessoa do advogado, então, ele não terá mais essa 
responsabilidade de ficar acompanhando de forma indefinida até alcançar o prazo 
prescricional se não foi pedido o cumprimento no prazo de 1 (um) ano. 
 
Art. 513. [...] 
§ 5o O cumprimento da sentença não poderá ser promovido em face 
do fiador, do coobrigado ou do corresponsável que não tiver 
participado da fase de conhecimento. 
 
Então, se foi feito a opção de instaurar contra apenas o fiador, garantidor, que 
não participou da fase conhecimento, naturalmente, não poderá participar da fase de 
cumprimento de sentença. Isso, porque quando se trata da execução fundada em título 
executivo extrajudicial não terá essa problemática, a integração posterior não terá 
nenhum prejuízo, mas no cumprimento de sentençaterá, pois estaria se afastando delas 
absolutamente a oportunidade de se defender. 
Quer dizer que eles não teriam mais responsabilidade? Não. Está se dizendo que 
eles não podem mais participar da fase de cumprimento de sentença. Se quiser 
reconhecer responsabilidade contra um desses sujeitos terá que entrar com uma nova 
ação para reconhecer se de fato eles tinham ou não obrigação frente ao credor para que 
possa ser executado. E isso se não for alcançado também pela prescrição. 
No plano fático isso já não vem ocorrendo a integração por quem não participou 
do processo. 
 
Art. 515. São títulos executivos judiciais, cujo cumprimento dar-se-á 
de acordo com os artigos previstos neste Título: 
 
Acerca dos TÍTULOS JUDICIAS, previsto no art. 515 do NCPC, ocorreu mais 
foi uma questão de correção de termos técnicos ou de transformar no gênero para que 
depois se tenha as espécies e integração. 
 
Art. 515. [...] 
I - as decisões proferidas no processo civil que RECONHEÇAM A 
EXIGIBILIDADE de obrigação de pagar quantia, de fazer, de não 
fazer ou de entregar coisa; 
II - a decisão homologatória de autocomposição judicial; 
III - a decisão homologatória de autocomposição extrajudicial de 
qualquer natureza; 
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IV - o formal e a certidão de partilha, exclusivamente em relação ao 
inventariante, aos herdeiros e aos sucessores a título singular ou 
universal; 
V - o crédito de auxiliar da justiça, quando as custas, emolumentos ou 
honorários tiverem sido aprovados por decisão judicial; 
VI - a sentença penal condenatória transitada em julgado; 
VII - a sentença arbitral; 
VIII - a sentença estrangeira homologada pelo Superior Tribunal de 
Justiça; 
IX - a decisão interlocutória estrangeira, após a concessão do 
exequatur à carta rogatória pelo Superior Tribunal de Justiça; 
X - (VETADO). 
 
No inciso I do art. 515 do NCPC traz algo que aparentemente repete no CPC73, 
mas para Rinaldo Mouzalas há um grande receio, uma involução, mesmo que tenha sido 
involuntária. Há um erro pouco perceptível, uma incoerência dentro do próprio sistema, 
sobre tudo se fizer uma comparação com o art. 514 com o art. 515, I do NCPC. 
O art. 475-N do CPC73 diz que são títulos executivos judiciais a sentença 
produzida no processo civil que reconheça a EXISTÊNCIA de obrigação de fazer, não 
fazer, entregar coisa ou pagar quantia. Fala-se em EXISTÊNCIA. 
Só que o art. 515, I, do NCPC trata de sentença que reconheça a 
EXIGIBILIDADE. Pode-se ter título executivo que não seja exequível, são coisas 
diferentes. O que precisa ter no título executivo é apenas um atributo o da CERTEZA, 
pois o atributo da exigibilidade pode ser demonstrado posteriormente. 
Veja por exemplo o art. 514 do NCPC: 
 
Art. 514. Quando o juiz decidir relação jurídica sujeita a condição ou 
termo, o cumprimento da sentença dependerá de demonstração de que 
se realizou a condição ou de que ocorreu o termo. 
 
Quando ocorre a condição ou termo o título passa a ser exigível, então, a 
exigibilidade não precisa ser reconhecida pela sentença. Ela pode ser reconhecida em 
momento posterior. Isso foi de fato um equívoco, mas não deixa achar que as sentenças 
que reconhece a existência, mas não exigibilidade não seriam títulos executivos. São 
sim! E tanto são que essa é a única forma de interpretar harmoniosamente o art. 514 do 
NCPC. 
O inciso II do art. 515 do NCPC resolveu tratar do gênero, transformou o 
conceito mais aberto para advindo uma nova espécie de autocomposição possa ter uma 
disposição expressa que comtemple. 
O inciso V do art. 515 do NCPC traz uma correção, pois se observar o art. 585 
do CPC73 este diz que são títulos extrajudiciais e não judiciais. Há um reconhecimento 
de que existia um equívoco e com isso foi posto de forma clara como deve ser a atuação 
dos juízes e dos advogados na atividade cognitiva durante o processo de execução, 
porque quando se tem um título executivo extrajudicial a execução pode ser embargada 
e nesses embargos a amplitude de cognição é muito maior que na impugnação ao 
cumprimento de sentença. 
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Na impugnação ao cumprimento de sentença as matérias são exclusivamente 
aquelas que ocorreram posteriormente a sentença ou aquelas que não pude alegar, por 
exemplo, a falta de citação quando o processo correu a revelia. Quando a execução é 
fundada em título executivo extrajudicial o plano de argumentação é muito amplo, 
pode-se alegar qualquer das questões que poderia ter sido alegado no processo de 
conhecimento, há uma postergação do contraditório, o que não acontece na impugnação 
ao cumprimento de sentença, neste há apenas uma possibilidade de se discutir em 
impugnação matérias que não teve a oportunidade de se discutir na fase de 
conhecimento. 
Essa é uma correção em relação ao CPC73. 
 
Art. 515. [...]§ 1o Nos casos dos incisos VI a IX, O DEVEDOR SERÁ 
CITADO no juízo cível para o cumprimento da sentença ou para a 
liquidação no prazo de 15 (quinze) dias. 
 
Nos casos de sentença penal condenatória transitada em julgado, sentença 
arbitral, sentença estrangeira homologada pelo Superior Tribunal de Justiça, decisão 
interlocutória estrangeira, após a concessão do exequatur à carta rogatória pelo Superior 
Tribunal de Justiça, quando se pede cumprimento da sentença, pelo fato de o juízo 
competente não ser o juízo que prolatou a sentença, vai ter nisso uma nova relação 
processual, instaurada a partir do direito de ação, a parte adversa não será mais chamada 
de devedora será chamada de executada. 
Observe que nestes artigos não se fala mais em devedor e credor, mas sim 
exequente e executado e justamente, porque nem sempre quem é exequente é credor e 
quem é executado é devedor. Então foi feita essa correção. 
Nesses casos (incisos VI a IX do art. 515 do NCPC) exercitará o direito de ação 
que dará início uma nova relação processual que caminhará em outro juízo, diverso do 
que prolatou o título, como iniciará a relação processual as partes executadas serão 
citadas. Havia certa omissão no CPC73, porque se dizia que as serão intimadas. 
 
Art. 516. O cumprimento da sentença efetuar-se-á perante: 
I - os tribunais, nas causas de sua competência originária; 
II - o juízo que decidiu a causa no primeiro grau de jurisdição; 
III - o juízo cível competente, quando se tratar de sentença penal 
condenatória, de sentença arbitral, de sentença estrangeira ou de 
acórdão proferido pelo Tribunal Marítimo. 
Parágrafo único. Nas hipóteses dos incisos II e III, o exequente 
PODERÁ OPTAR PELO JUÍZO do atual domicílio do executado, 
pelo juízo do local onde se encontrem os bens sujeitos à execução ou 
pelo juízo do local onde deva ser executada a obrigação de fazer ou 
de não fazer, casos em que a remessa dos autos do processo será 
solicitada ao juízo de origem. 
 
No art. 516, § único, do NCPC há uma questão interessante para facilitar o 
cumprimento da sentença em afirmação àquele princípio que diz que a execução deve 
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correr para atender os interesses do exequente. É um princípio que orienta a execução, 
que deverá se desenvolver para entender os interesses do exequente. 
Para alguns, pode pensar até mesmo sobre aquele velho dogma que foi 
construído no CPC73 que diz a execução deve caminhar da forma menos onerosa para o 
executado. Isso foi até 2005, porque em 2005 teve modificação legislativa que diz que a 
execução deve caminhar sobre os interesses do credor. 
Só precisa harmonizar com os interesses do devedor quando se tenha mais de 
uma forma igualmente eficaz ou até de uma forma mais eficaz diferente daquela que foi 
pedida pelo exequente. 
Perceberá que quando executadodiz que a execução deverá recair sobre outro 
bem ou outra forma o executado terá o ônus de dizer qual é a forma, porque é mais 
benéfica, quais são os bens e porque sobre eles tem que recair para ser uma execução 
tão ou mais eficaz que a requerida pelo exequente. 
A priori a execução corre no interesse do exequente, por isso o art. 516, § único 
do NCPC aponta situações que evitam comunicações de atos processuais, evitando 
comunicação por carta, dando uma maior efetividade e celeridade da atividade 
executiva. 
Há uma preocupação de uma atividade mais incisiva por parte do exequente, por 
exemplo, na penhora em dinheiro o executado não precisa ser avisada previamente não. 
Não há apenas essa preocupação, como se via em 2005, com a dignidade 
humana da pessoa do executado-devedor, há também a preocupação com dignidade da 
pessoa humana do credor que muita vezes é muito mais prejudicado que o próprio 
executado. 
Essa forma de se ver unilateralmente o processo é muito ultrapassada. A própria 
CF/88 diz que todas são iguais, por que vou tratar de uma melhor forma o executado em 
relação exequente? O exequente tem uma presunção de certeza do direito a prestação, 
então, a ele é que tem que ser dado a preferência. 
O NCPC rompe com essa barreira e prevalece o direito de quem tem direito a 
prestação. 
 
Art. 518. Todas as questões relativas à VALIDADE DO 
PROCEDIMENTO de cumprimento da sentença e dos atos executivos 
subsequentes poderão ser arguidas pelo executado nos próprios 
autos e nestes serão decididas pelo juiz. 
 
No art. 518 do NCPC há um desalentamento das atividades temerárias que não 
sejam no mínimo razoáveis, as questões de validade e procedimento do cumprimento de 
sentença poderão ser discutidas nos próprios autos. 
 
 
 
 
 
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- DO CUMPRIMENTO PROVISÓRIO DA SENTENÇA QUE RECONHECE A 
EXIGIBILIDADE DE OBRIGAÇÃO DE PAGAR QUANTIA CERTA 
 
Art. 520. [..] 
§ 3o Se o executado comparecer tempestivamente e DEPOSITAR o 
valor, com a finalidade de isentar-se da multa, o ato não será havido 
como incompatível com o recurso por ele interposto. 
 
A grande preocupação de quem está sendo executado é a realização do depósito 
e este ser compreendido como pagamento. Aí existe uma preclusão lógica no sentido de 
não poder apresentar a impugnação ao cumprimento da sentença. O §3º do art. 520 do 
NCPC deixa muito claro que não está se efetuando pagamento e sim depósito que é 
diferente de pagamento, neste se quer a extinção da obrigação e com o deposito está 
garantindo o eventual cumprimento da obrigação. 
E essa atividade passa a ser boa tanto para exequente quanto para o executado, 
por isso é trazido de forma muito mais clara no NCPC. Não se está dizendo que no 
CPC73 não se possa fazer, mas no NCPC isso é muito mais claro. 
Para o executado isenta o pagamento da multa e juros de mora e para o 
exequente será uma maravilha, pois não terá mais dificuldade para o cumprimento da 
sentença e não terá mais que localizar bens passíveis de penhora. 
É norma que visa estimular, uma verdadeira promessa de recompensa. 
 
Art. 521. A caução prevista no inciso IV do art. 520 poderá ser 
dispensada nos casos em que: 
I - o crédito for de natureza alimentar, INDEPENDENTEMENTE 
DE SUA ORIGEM; 
II - o credor demonstrar situação de necessidade; 
III - pender o agravo fundado nos incisos II e III do art. 1.042; 
IV - a sentença a ser provisoriamente cumprida estiver em 
consonância com súmula da jurisprudência do Supremo Tribunal 
Federal ou do Superior Tribunal de Justiça ou em conformidade 
com acórdão proferido no julgamento de casos repetitivos. 
 
O art. 521, inciso I, do NCPC trará a questão da caução e vai dizer que para a 
execução provisória de obrigação de pagar quantia certa quando o crédito é alimentar 
não depende de caução, INDEPENDENTEMENTE DE SUA ORIGEM. 
Atualmente, isso é uma questão que se discute, pois pode haver prestações 
alimentares que decorra de laços familiares ou de um ilícito. Quando o CPC73 fala 
apenas que é dispensado a caução que se refere à natureza alimentar poder-se-ia dar a 
interpretação que essa natureza alimentar seria apenas do dever familiar de prestar 
alimentos, porque se tem consequência jurídica diferentes algumas vezes a depender da 
natureza da obrigação que gera os alimentos. Por exemplo, os alimentos decorrentes de 
ato ilícito não pode ensejar a medida coercitiva de prisão civil, já o de laço familiar 
pode. Há um tratamento diferente. 
Então, para que não tenha essa possibilidade de se dar interpretação e de se 
acreditar que essa dispensa de caução na execução provisória envolve apenas os 
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alimentos decorrentes dos laços familiares o NCPC dispõe que seja 
INDEPENDENTEMENTE DE SUA ORIGEM. 
O art. 521, inciso IV, do NCPC deduz que se dispensará a caução se a sentença a 
ser provisoriamente cumprida estiver em consonância com súmula da jurisprudência do 
Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça ou em conformidade com 
acórdão proferido no julgamento de casos repetitivos. 
Isso é a questão da evidência. O CPC73 trabalha com a tutela de evidência, mas 
o art. 273, inciso II, deduz que poderá ser concedida a tutela antecipada quando ficar 
caracterizado o abuso do direito de defesa e o manifesto propósito protelatório do réu. 
Isso é tutela de evidência. 
Quando se defende algo contra súmula do STF e STJ, contra jurisprudência 
unificada isso é abuso do direito de defesa, então, não pode pretender usufruir o bem 
jurídico da parte autora se está abusando do direito de se defender, deve ser concedida a 
tutela de evidência. 
O juiz quando verifica uma situação dessas deve privilegiar a evidência e 
quando evidente deve ser utilizada para inibir uma atividade contrária da outra parte. É 
isso que faz aqui. 
Se a execução é provisória, mas a sentença que se esta a executar 
provisoriamente está de acordo com súmula e enunciado do STF e STJ ou com 
julgamento em casos repetitivos vai se ter uma evidência que possibilitará uma dispensa 
de caução. 
Só se exigiria a caução quando houver uma possibilidade de risco de dano 
irreparável ou de difícil reparação, mas se esse risco é mitigado tendo em vista a 
amplitude da evidência dispensa-se a caução é o que diz o legislador. 
Isso é atual no CPC73? Sim, mas seria necessário um esforço hermenêutico para 
chegar a essa proposição, não é o que se vê no nosso dia a dia forense. No dia a dia 
forense se pega o código e interpreta como está e, muitas vezes, a interpretação literal já 
é uma boa interpretação. Então, fazer um esforço hermenêutico para se chegar a essa 
proposição como está não é para qualquer um, vai se precisar de um diferencial para se 
chegar nisso, a considerar que a evidência afasta o risco pela parte contrária. 
 
Art. 521. [...] 
Parágrafo único. A EXIGÊNCIA DE CAUÇÃO SERÁ mantida 
quando da dispensa possa resultar manifesto risco de grave dano de 
difícil ou incerta reparação. 
 
No § único do art. 521 do NCPC coloca-se uma CLÁUSULA GERAL ao dizer 
que apesar dessa situação se houver manifesto risco de grave dano de difícil ou incerta 
reparação a caução será mantida. Isso é para dar um contrapeso, pois não se pode dizer 
que quando há o precedente é evidente, é uma regra. 
Na aplicação do precedente tem que observar se há algum fator de distinção 
(distinguish) ou de superação (overrruling). Pode acontecer de a jurisprudência ter sido 
firmada em um sentido, mas o judiciário tende a mudar aquela jurisprudência. E, muitas 
vezes, tende a acontecer que quando vai mudar ele dá um sinal e isso é chamando de 
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sinalis. Por exemplo, de fatoestá sendo decido assim, mas reconheço que há uma 
questão nova que nos futuros casos seja julgado de forma diferente. 
Exemplo, estar-se-á executar provisoriamente uma sentença que impôs 
obrigação de pagar quantia com base num precedente de qualidade que é uma súmula 
ou enunciado de súmula ou que é um julgamento de caso repetitivo, mas o tribunal 
superior – STF ou STJ – já deu sinal que vai haver uma superação desse precedente, 
então pode ser que mesmo tendo essa evidência o juiz mantenha a caução, porque há 
sinal de mudança do entendimento da jurisprudência. 
 
Art. 522. O cumprimento provisório da sentença será requerido por 
petição dirigida ao juízo competente. 
Parágrafo único. Não sendo eletrônicos os autos, a petição será 
acompanhada de cópias das seguintes peças do processo, cuja 
autenticidade poderá ser certificada pelo próprio advogado, sob sua 
responsabilidade pessoal: 
I - DECISÃO EXEQUENDA; 
A diferença de entre decisão, sentença e acordão. 
II - certidão de interposição do recurso não dotado de efeito 
suspensivo; 
III - procurações outorgadas pelas partes; 
IV - decisão de habilitação, se for o caso; 
V - facultativamente, outras peças processuais consideradas 
necessárias para demonstrar a existência do crédito. 
 
No art. 522 do NCPC há uma alusão do processo eletrônico. Se busca realizar 
uma execução provisória e o processo é eletrônico não precisa formar o instrumento, 
basta formular um simples requerimento, porque o processo eletrônico está disponível 
tanto para o tribunal quanto para o juiz de primeira instância. 
Então, se tem um processo eletrônico que está disponível a todos não precisa se 
formar um instrumento para a execução provisória. Esse instrumento só é preciso 
quando o processo é físico, porque, levando em consideração que o processo está no 
tribunal, para se executar provisoriamente será necessário formar um instrumento com 
peças mínimas para que o juiz da primeira instância possa dar cumprimento à execução 
provisória. 
O art. 475-O do CPC73 diz que esse instrumento deve ser formado por 
SENTENÇA OU ACORDÃO EXEQUENDO e no art. 522, § único, inciso I, do NCPC 
diz que o instrumento deve ser formado entre outros pela DECISÃO EXEQUENDA. 
Observa-se que houve uma modificação não se fala mais só de SENTENÇA ou de 
ACÓRDÃO, se fala de DECISÃO EXEQUENDA. 
E qual a diferença entre DECISÃO EXEQUENDA, SENTENÇA e 
ACÓRDÃO? No NCPC há um fortalecimento dos atos decisórios, sobre tudo, das 
decisões interlocutórias, com o NCPC se está pronto para julgar determinado capítulo, 
julga-se não precisa esperar para o ato de sentença. Então, por decisão exequenda tem 
que se entender qualquer tipo de ato decisório, não só sentença e acórdão, mas, 
inclusive, a decisão interlocutória, a decisão monocrática. 
 
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- DO CUMPRIMENTO DEFINITIVO DA SENTENÇA QUE RECONHECE A 
EXIGIBILIDADE DE OBRIGAÇÃO DE PAGAR QUANTIA CERTA 
 
Art. 523. No caso de condenação em quantia certa, ou já fixada em 
liquidação, e no caso de decisão sobre parcela incontroversa, o 
cumprimento definitivo da sentença far-se-á a requerimento do 
exequente, sendo o executado intimado para pagar o débito, no prazo 
de 15 (quinze) dias, acrescido de custas, se houver. 
§ 1o Não ocorrendo pagamento voluntário no prazo do caput, o 
débito será acrescido de multa de dez por cento e, também, de 
HONORÁRIOS DE ADVOGADO DE DEZ POR CENTO. 
§ 2o Efetuado o pagamento parcial no prazo previsto no caput, a 
multa e os honorários previstos no § 1o incidirão sobre o restante. 
§ 3o Não efetuado tempestivamente o pagamento voluntário, será 
expedido, desde logo, mandado de penhora e avaliação, seguindo-se 
os atos de expropriação. 
 
O art. 523 do NCPC diz que o cumprimento definitivo pode ser da parcela 
incontroversa. Estar-se-á admitindo que a interposição de um recurso, que não discute a 
integralidade do direito a prestação que a parte apelada teve reconhecido via sentença, 
na parte incontroversa segue a execução definitiva. 
Então, mesmo que haja uma pendência de recurso, mas o efeito devolutivo não é 
amplo o suficiente para tornar controvertido todo o objeto que foi resolvido pela 
sentença, quanto à parte incontroversa naturalmente a execução é definitiva. 
O § 1º do art. 523 do NCPC determina que o não pagamento voluntário no prazo 
enseja MULTA de 10% e HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS em 10%. Veja que há um 
desestímulo. 
 
Art. 524. O requerimento previsto no art. 523 será instruído com 
demonstrativo discriminado e atualizado do crédito, devendo a 
petição conter: 
I - o nome completo, o número de inscrição no Cadastro de Pessoas 
Físicas ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica do exequente e 
do executado, observado o disposto no art. 319, §§ 1o a 3o; 
II - o índice de correção monetária adotado; 
III - os juros aplicados e as respectivas taxas; 
IV - o termo inicial e o termo final dos juros e da correção monetária 
utilizados; 
V - a periodicidade da capitalização dos juros, se for o caso; 
VI - especificação dos eventuais descontos obrigatórios realizados; 
VII - indicação dos bens passíveis de penhora, sempre que possível. 
§ 1o Quando o valor apontado no demonstrativo aparentemente 
EXCEDER OS LIMITES DA CONDENAÇÃO, a execução será 
iniciada pelo valor pretendido, mas A PENHORA TERÁ POR BASE A 
IMPORTÂNCIA QUE O JUIZ ENTENDER ADEQUADA. 
§ 2o Para a verificação dos cálculos, o juiz poderá valer-se de 
contabilista do juízo, que terá o prazo máximo de 30 (trinta) dias para 
efetuá-la, exceto se outro lhe for determinado. 
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§ 3o Quando a elaboração do demonstrativo depender DE DADOS 
EM PODER DE TERCEIROS OU DO EXECUTADO, o juiz poderá 
requisitá-los, sob cominação do crime de desobediência. 
§ 4o Quando a complementação do demonstrativo depender de dados 
adicionais em poder do executado, o juiz poderá, a requerimento do 
exequente, requisitá-los, fixando prazo de até 30 (trinta) dias para o 
cumprimento da diligência. 
§ 5o Se os dados adicionais a que se refere o § 4o não forem 
apresentados pelo executado, sem justificativa, no prazo designado, 
reputar-se-ão corretos os cálculos apresentados pelo exequente 
apenas com base nos dados de que dispõe. 
 
O inciso I do art. 524 diz que no requerimento deve conter o nome completo, o 
número do CNPJ ou CPF do exequente e do executado. Isso não deve está na petição 
inicial? Deve, mas há uma ressalva quando não pode trazer essas informações não será 
necessário, até porque não se pode censurar o direito de ação, simplesmente, porque não 
se sabe o número do CPF ou CNPJ da parte. 
Muitas vezes, quando se está nesta etapa a outra parte já trouxe essa informação, 
documento, procuração com essas informações. E a parte exequente já tem como assim 
fazer, facilitando a execução, porque o primeiro bem a ser penhora será dinheiro, a 
preferência, e para alcançar será CPF e CNPJ. 
O requerimento deverá conter demonstrativo discriminado e atualizado do 
cálculo, que deverá conter no mínimo os requisitos do art. 524, inciso II a VI, do NCPC. 
A presença dos requisitos da possibilidade do executado verificar se os cálculos foram 
feitos com acerto ou não. Tanto o exequente quanto o executado se eles estão 
contestando ou pedindo valores deve apresentar os requisitos mínimos definidos em lei. 
No inciso VII do art. 524 do NCPC ratifica a questão que a execução tramita no 
interesse do exequente, porque deduz que deverá ter a indicação de bens passiveis de 
penhora sempre que possível, mas essa indicação é feita pelo exequente e não pelo 
executado. 
O §1º do art. 524 do NCPC diz algo que é claro no CPC73, mas sempre que 
havia cumulação de matériade defesa chegava a certa complicação, porque o CPC73 
diz que quando alega excesso de execução tem que dizer qual é o valor incontroverso e 
justificar os cálculos se não fizer isso o argumento não será conhecido. 
O problema era quando levado esse argumento acrescido de outro, por exemplo, 
quando diz que há excesso de execução e penhora incorreta, dois argumentos. E, nesse 
caso, porque não apresentado a memória de cálculo com o valor adequado não seria 
conhecida a impugnação ou não seria conhecido o argumento? Pelo §1º do art. 524 do 
NCPC não seria conhecido o argumento apenas. 
No CPC73 quando alega excesso de execução o executado vai dizer qual é o 
valor executado e a penhora recaia sobre o valor pelo executado apontado, mas a 
execução tramita sobre o valor total apontado pelo exequente até que seja apurada essa 
diferente. 
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No §1º do art. 524 do NCPC diz que se o juiz verificar que há um excesso a 
execução não irá correr a execução pelo valor indicado pelo exequente vai correr pelo 
valor indicado pelo juiz, que evitará o cometimento de abuso. 
Muitas vezes o exequente colocava o valor na execução bem acima e detonava o 
executado, quando muitas vezes queria fazer um acordo melhor. Então, o juiz quando 
entender que há um excesso manifesto pelos cálculos apresentados pelo exequente irá 
dizer o valor que deve recair a penhora e não pelo valor que entende ser manifesto. 
O § 2º do art. 524 do NCPC estabelece que para a verificação dos cálculos, o 
juiz poderá valer-se de contabilista do juízo, que poderá ser a contadoria judicial ou 
outra pessoa indicada por ele. 
O § 3º do art. 524 muda o paradigma, pois o CPC73 quando para apresentação 
dos cálculos depende do executado e este não apresenta os dados o exequente faz o 
cálculo e detona o executado, mas com o NCPC se os dados estiverem em poder de 
terceiros ou do executado, o juiz poderá requisitá-los, sob COMINAÇÃO DO CRIME 
DE DESOBEDIÊNCIA. 
Agora, se o executado assumir as consequências do crime de desobediência? O 
exequente apresentará os cálculos desde que tenha bases mínimas para alcançar o 
convencimento do juiz sobre o valor, conforme o §5º do art. 524 do NCPC. 
E se não houver dados mínimos? Não tem como executar. 
 
Art. 525. Transcorrido o prazo previsto no art. 523 sem o pagamento 
voluntário, inicia-se o prazo de 15 (quinze) dias para que o 
executado, INDEPENDENTEMENTE DE PENHORA OU NOVA 
INTIMAÇÃO, apresente, nos próprios autos, sua impugnação. 
§ 1o Na impugnação, o executado poderá alegar: 
I - falta ou nulidade da citação se, na fase de conhecimento, o 
processo correu à revelia; 
II - ilegitimidade de parte; 
III - inexequibilidade do título ou inexigibilidade da obrigação; 
IV - penhora incorreta ou avaliação errônea; 
V - EXCESSO DE EXECUÇÃO OU CUMULAÇÃO INDEVIDA 
DE EXECUÇÕES; 
Não pode ter a cumulação de execuções que estão sob rito diferente. 
VI - incompetência absoluta ou relativa do juízo da execução; 
VII - qualquer causa modificativa ou extintiva da obrigação, como 
pagamento, novação, compensação, transação ou prescrição, desde 
que supervenientes à sentença. 
§ 2o A alegação de impedimento ou suspeição observará o disposto 
nos arts. 146 e 148. 
§ 3o Aplica-se à impugnação o disposto no art. 229. 
§ 4o Quando o executado alegar que o exequente, em excesso de 
execução, pleiteia quantia superior à resultante da sentença, cumprir-
lhe-á declarar de imediato o valor que entende correto, apresentando 
demonstrativo discriminado e atualizado de seu cálculo. 
§ 5o Na hipótese do § 4o, não apontado o valor correto ou não 
apresentado o demonstrativo, a impugnação será liminarmente 
rejeitada, se o excesso de execução for o seu único fundamento, ou, se 
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houver outro, a impugnação será processada, mas o juiz não 
examinará a alegação de excesso de execução. 
§ 6o A apresentação de impugnação não impede a prática dos atos 
executivos, inclusive os de expropriação, podendo o juiz, a 
requerimento do executado e desde que garantido o juízo com 
penhora, caução ou depósito suficientes, atribuir-lhe efeito 
suspensivo, se seus fundamentos forem relevantes e se o 
prosseguimento da execução for manifestamente suscetível de causar 
ao executado grave dano de difícil ou incerta reparação. 
§ 7o A concessão de efeito suspensivo a que se refere o § 6o não 
impedirá a efetivação dos atos de substituição, de reforço ou de 
redução da penhora e de avaliação dos bens. 
§ 8o Quando o EFEITO SUSPENSIVO atribuído à impugnação 
disser respeito apenas a parte do objeto da execução, esta 
prosseguirá quanto à parte restante. 
§ 9o A concessão de efeito suspensivo à impugnação deduzida por 
um dos executados não suspenderá a execução contra os que não 
impugnaram, quando o respectivo fundamento disser respeito 
exclusivamente ao impugnante. 
§ 10. Ainda que atribuído efeito suspensivo à impugnação, é lícito ao 
exequente requerer o prosseguimento da execução, oferecendo e 
prestando, nos próprios autos, caução suficiente e idônea a ser 
arbitrada pelo juiz. 
§ 11. As questões relativas a fato superveniente ao término do prazo 
para apresentação da impugnação, assim como aquelas relativas à 
validade e à adequação da penhora, da avaliação e dos atos 
executivos subsequentes, podem ser arguidas por simples petição, 
tendo o executado, em qualquer dos casos, o prazo de 15 (quinze) dias 
para formular esta arguição, contado da comprovada ciência do fato 
ou da intimação do ato. 
§ 12. Para efeito do disposto no inciso III do § 1o deste artigo, 
considera-se também inexigível a obrigação reconhecida em título 
executivo judicial fundado em lei ou ato normativo considerado 
inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, ou fundado em 
aplicação ou interpretação da lei ou do ato normativo tido pelo 
Supremo Tribunal Federal como incompatível com a Constituição 
Federal, em controle de constitucionalidade concentrado ou difuso. 
§ 13. No caso do § 12, os efeitos da decisão do Supremo Tribunal 
Federal poderão ser modulados no tempo, em atenção à segurança 
jurídica. 
§ 14. A decisão do Supremo Tribunal Federal referida no § 12 DEVE 
SER ANTERIOR AO TRÂNSITO EM JULGADO da decisão 
exequenda. 
§ 15. Se a decisão referida no § 12 for proferida após o trânsito em 
julgado da decisão exequenda, caberá AÇÃO RESCISÓRIA, cujo 
prazo será contado do trânsito em julgado da decisão proferida pelo 
Supremo Tribunal Federal. 
 
Conforme o art. 525 do NCPC o prazo para apresentar a impugnação ao 
cumprimento de sentença é de 15 dias, INDEPENDENTEMENTE DE PENHORA OU 
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NOVA INTIMAÇÃO. Isso é uma grande novidade, pois não era o entendimento do 
STJ, que entendia ser indispensável a penhora, embora o CPC73 dissesse que quando 
realizada a penhora tem-se 15 dias para impugnar, mas não está dizendo que a penhora é 
requisito para apresentar a impugnação não. Então, para o NCPC é independentemente 
de penhora ou nova intimação para apresentação de impugnação. 
Nesse art. 525 há algumas inclusões como a do inciso V, §1º, do art. 525 do 
NCPC, que já era matéria de embargos no CPC73 que deduz que não pode haver 
cumulação indevida de execuções, por exemplo, execuções que tramitam sobre ritos 
diferentes, execução de pagar quantia com execução de obrigação de fazer, os atos 
processuais são completamente distintos, não pode haver cumulação de execuções de 
rito diferentes nos mesmos autos, se houver cumulação indevida vai ser objeto de 
impugnação no cumprimento de sentença. 
Há a inclusão do inciso VI, §1º, do art. 525 do NCPC que trata da incompetência 
absoluta ou relativa do juízo da execução que poderá seralegada na impugnação ao 
cumprimento da sentença. Salientando-se que a incompetência relativa vai compor a 
peça de impugnação e não será mais apresentada como exceção pelo executado. O 
processo foi simplificado, afastou essas formalidades. 
Para o NCPC diz que os pedidos limitará a atividade do juiz, mas para Rinaldo 
Mouzalas a atividade do juiz é limitada pelas afirmações das partes, porque o juiz 
poderá decidir aquilo que é prejudicial nas relações jurídicas e formaram inclusive coisa 
julgada. 
Para Rinaldo Mouzalas a sentença de improcedência pode ser título executivo 
extrajudicial. Exemplo, ajuíza-se uma ação de declaração de inexistência de débito e 
essa ação é julgada improcedente. Está dizendo o que? Que o crédito existe, ainda, que 
o promovido não seja condenado. A atividade jurisdicional não existe para atender os 
interesses do autor, mas sim das partes. 
A questão prejudicial desde que seja objeto de debate e desde que o juiz seja 
compete vai formar ali coisa julgada. 
O §8º do art. 525 do NCPC que quando o EFEITO SUSPENSIVO atribuído à 
impugnação disser respeito apenas a parte do objeto da execução, esta prosseguirá 
quanto à parte restante. Pelo CPC73 compreende-se que pode emprestar efeito 
suspensivo a impugnação. Mas pode emprestar a impugnação por completo ou parte? 
Isso não está muito claro por essa questão da operacionalidade do processo civil. Foi 
colocado pelo §8º do art. 525 que pode ser emprestado apenas a parte. 
E no § 9º do art. 525 do NCPC a concessão de efeito suspensivo à impugnação 
deduzida por um dos executados não suspenderá a execução contra os que não 
impugnaram, quando o respectivo fundamento disser respeito exclusivamente ao 
impugnante. Nesse caso, observa-se que há a possibilidade de atribuir a aplicação do 
efeito suspensivo tanto a parte do objeto (elemento objetivo) como a partes do processo 
(elemento subjetivo). 
No § 11 do art. 525 do NCPC, traz algo que não contem no CPC73, mas que é 
admitido e a doutrina possibilita essa situação. A impugnação ao cumprimento de 
sentença deve versa sobre as questões que são supervenientes a sentença, pelo menos 
essa é uma regra, então, tudo que é objeto da impugnação ao cumprimento de sentença 
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são pelo menos em regra são questões posteriores a sentença, mas pode ser que mesmo 
depois da impugnação ao cumprimento de sentença venham questões supervenientes e 
que devam ser consideradas pelo julgador. 
Essas questões vão ficar sem possibilidade de apresentar por que já precluiu a 
oportunidade de apresentação da impugnação ao cumprimento da sentença? 
Naturalmente que não, porque os fatos supervenientes devem ser considerados para 
atividade jurisdicional. 
Nesse contexto, esclarece o NCPC que não poderá mais apresentar impugnação, 
mas poderá apresentar via simples petição, no prazo de 15 dias, essas questões 
supervenientes que serão objeto da atividade jurisdicional. 
O CPC73 diz que se pode alegar na impugnação ao cumprimento de sentença a 
inexigibilidade do título se considerar também A decretação pelo STF pode ser a 
qualquer momento? Esse era um grande debate da doutrina. 
O § 14 do art. 525 do NCPC coloca de forma clara que só é inexigível o título 
executivo judicial, mesmo que amparado em ato normativo que foi decretado como 
inconstitucional pelo STF, se essa decretação por parte do Supremo já precedia a 
prolação da sentença, se posterior essa decretação de inconstitucionalidade ela não 
atinge a inexigibilidade do título. Isso passou a evitar uma serie de discussões tratada 
em atividade jurisdicional. 
O § 15 do art. 525 do NCPC diz que se for proferida pelo STF decisão 
afirmando que é inconstitucional aquele ato normativo que fundou o título executivo e 
for posterior ao transito em julgado, não se terá a oportunidade de alegar via 
impugnação ao cumprimento de sentença, mas via ação rescisória. Pois, se o STF diz 
que o ato é inconstitucional, a decisão que julgou contra o entendimento do supremo 
violou literal disposição lei, só que a impugnação ao cumprimento de sentença não 
desconstitui e precisaria de uma ação rescisória para desconstituir a decisão. 
 
Art. 526. É lícito ao réu, antes de ser intimado para o cumprimento 
da sentença, comparecer em juízo e oferecer em pagamento o valor 
que entender devido, apresentando memória discriminada do cálculo. 
§ 1o O autor será ouvido no prazo de 5 (cinco) dias, podendo 
impugnar o valor depositado, sem prejuízo do levantamento do 
depósito a título de parcela incontroversa. 
§ 2o Concluindo o juiz pela INSUFICIÊNCIA DO DEPÓSITO, 
sobre a diferença incidirão multa de dez por cento e honorários 
advocatícios, também fixados em dez por cento, seguindo-se a 
execução com penhora e atos subsequentes. 
§ 3o Se o autor não se opuser, o juiz declarará satisfeita a obrigação 
e extinguirá o processo. 
 
O §1º do art. 526 do NCPC apresenta uma questão que não é de consignação em 
pagamento, mas é a mesma sistemática da consignação em pagamento, pois se deposita 
e a parcela incontroversa pode fazer o levantamento. 
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E o §2º do art. 526 do NCPC coloca que se o juiz entende pela 
INSUFICIÊNCIA DO DEPÓSITO, sobre a diferença incidirão multa e honorários 
advocatícios. 
 
- DO CUMPRIMENTO DE SENTENÇA QUE RECONHEÇA A 
EXIGIBILIDADE DE OBRIGAÇÃO DE PRESTAR ALIMENTOS 
 
Art. 528. No cumprimento de sentença que condene ao pagamento de 
prestação alimentícia ou de decisão interlocutória que fixe alimentos, 
o juiz, a requerimento do exequente, mandará intimar o executado 
pessoalmente para, em 3 (três) dias, pagar o débito, provar que o fez 
ou justificar a impossibilidade de efetuá-lo. 
§ 1
o
 Caso o executado, no prazo referido no caput, não efetue o 
pagamento, não prove que o efetuou ou não apresente justificativa da 
impossibilidade de efetuá-lo, o juiz mandará protestar o 
pronunciamento judicial, aplicando-se, no que couber, o disposto no 
art. 517. 
§ 2
o
 Somente a comprovação de fato que gere a impossibilidade 
absoluta de pagar justificará o inadimplemento. 
§ 3
o
 Se o executado não pagar ou se a justificativa apresentada não 
for aceita, o juiz, além de mandar protestar o pronunciamento judicial 
na forma do § 1
o
, decretar-lhe-á a prisão pelo prazo de 1 (um) a 3 
(três) meses. 
§ 4
o
 A prisão será cumprida em regime fechado, devendo o preso 
ficar separado dos presos comuns. 
§ 5
o
 O cumprimento da pena não exime o executado do pagamento 
das prestações vencidas e vincendas. 
§ 6
o
 Paga a prestação alimentícia, o juiz suspenderá o cumprimento 
da ordem de prisão. 
§ 7
o
 O débito alimentar que autoriza a prisão civil do alimentante é o 
que compreende até as 3 (três) prestações anteriores ao ajuizamento 
da execução e as que se vencerem no curso do processo. 
§ 8
o
 O exequente pode optar por promover o cumprimento da 
sentença ou decisão desde logo, nos termos do disposto neste Livro, 
Título II, Capítulo III, caso em que não será admissível a prisão do 
executado, e, recaindo a penhora em dinheiro, a concessão de efeito 
suspensivo à impugnação não obsta a que o exequente levante 
mensalmente a importância da prestação. 
§ 9
o
 Além das opções previstas no art. 516, parágrafo único, o 
exequente pode promover o cumprimento da sentença ou decisão que 
condena ao pagamento de prestação alimentícia no juízo de seu 
domicílio. 
 
O § 1º do art. 528 do NCPC dispõe que o juiz mandará protestar o 
pronunciamento judicial. 
Essa questão do juiz mandar protestar o pronunciamento judicial vocês acham 
que acontece também na execução de obrigação de pagar quantia que não seja de 
alimentos? É a primeiravez que aparece. 
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Para Rinaldo Mouzalas essa é uma medida coercitiva que não tem justificativa 
para se aplicar apenas na prestação alimentícia e que houve uma lacuna axiológica, 
tentou-se privilegiar os alimentos, mas esqueceu-se que essa medida pode ser aplicada 
também a outros casos, basta dizer que há na própria lei dos juizados especiais a 
possibilidade de se pedir o protesto judicial e pedir para remeter ao cadastro de 
inadimplentes. 
Em outras situações o NCPC fala em cadastro de inadimplentes, há um paradoxo 
podendo em ambos os casos o protesto e o cadastro de inadimplentes, independente da 
natureza da obrigação seja ela fundada em alimentos ou não, como é medida coercitiva 
para garantir a realização da prestação que tem o autor pode-se ser utilizada 
independentemente da natureza da obrigação. 
 O § 8º do art. 528 do NCPC diz que quando a penhora recair sobre dinheiro a 
concessão do efeito suspensivo à impugnação não obsta que o exequente levante 
mensalmente a importância da prestação. 
Para Rinaldo Mouzalas era melhor dizer que não tinha efeito suspensivo nesse 
caso, porque o risco mesmo que tem é de alienação de bens, a preferência é o dinheiro, 
se o executado não paga vai preso. A maioria das vezes a penhora numa ação 
alimentícia recai sobre dinheiro e o §8º do art. 528 do NCPC diz que o efeito suspensivo 
não obsta o levantamento em dinheiro, saque do dinheiro que foi depositado em juízo. 
Então, para Rinaldo Mouzalas era melhor dizer que não há efeito suspensivo, mas 
aventa-se uma possibilidade de serem penhorados outros bens diferentemente de 
dinheiro e consequentemente aí teria efeito suspensivo. Isso é incoerente, pois se o 
credor precisa receber os alimentos e com o dinheiro não precisa de efeito suspensivo, 
por que precisaria em outra situação? Pois o §8º do art. 528 do NCPC fala quando a 
penhora recair em dinheiro e não falou em outra situação. Há uma incoerência sistêmica 
e deveria ter corrigido. 
O § 9º do art. 528 do NCPC, já é adotado pela própria lei de alimentos, diz que 
quando a execução do cumprimento da sentença condena a pagar alimentos poderá ser 
executada no juízo do domicílio de quem recebe os alimentos – do alimentando. 
O art. 529 do NCPC expõe o desconto em folha quando o executado for 
funcionário público, militar, diretor ou gerente de empresa ou empregado sujeito à 
legislação do trabalho. Elencando, ainda, a possibilidade de crime de desobediência no 
§ 2º, do art. 529 do NCPC. 
No § 3º do art. 529 do NCPC deduz uma questão interessante à possibilidade de 
o juiz adotar uma medida sub-rogatória, para que o empregador em sentido latu sensu 
faça logo o desconto na folha de pagamento mesmo em relação aos débitos passados, 
isso desde que não ultrapasse 50% (cinquenta por cento) dos ganhos líquidos. 
 
Art. 529. Quando o executado for funcionário público, militar, 
diretor ou gerente de empresa ou empregado sujeito à legislação do 
trabalho, o exequente poderá requerer o DESCONTO EM FOLHA 
de pagamento da importância da prestação alimentícia. 
§ 1
o
 Ao proferir a decisão, o juiz oficiará à autoridade, à empresa ou 
ao empregador, determinando, sob pena de CRIME DE 
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DESOBEDIÊNCIA, o desconto a partir da primeira remuneração 
posterior do executado, a contar do protocolo do ofício. 
§ 2
o
 O ofício conterá o nome e o número de inscrição no Cadastro de 
Pessoas Físicas do exequente e do executado, a importância a ser 
descontada mensalmente, o tempo de sua duração e a conta na qual 
deve ser feito o depósito. 
§ 3
o
 Sem prejuízo do pagamento dos alimentos vincendos, o débito 
objeto de execução pode ser descontado dos rendimentos ou rendas 
do executado, de forma parcelada, nos termos do caput deste artigo, 
contanto que, somado à parcela devida, não ultrapasse cinquenta por 
cento de seus ganhos líquidos. 
 
A questão de penhora quando envolve alimentos, não tem muito problema. E 
quando envolve outras verbas que não a alimentícia para se tentar penhorar parte do 
salário? Veja que quando se faz um empréstimo em um banco se admite o desconto 
todo mês na folha de pagamento e porque não pode haver esse desconto para se pagar o 
credor? 
Muitos na bancada não aceitaram, pois é uma medida que atingia todos os 
eleitores. Veja que somente foi autorizada a penhora dos que recebem acima de 50 
salários-mínimos, o que não é fácil. 
Com relação aos alimentos provisórios também se pode executar, mas deve 
seguir autos apartados e quando for cumprimento de sentença seguirá os mesmos autos 
(art. 531 do NCPC). É uma questão para tornar o processo menos atrapalhado. 
 
Art. 531. O disposto neste Capítulo aplica-se aos alimentos 
DEFINITIVOS OU PROVISÓRIOS. 
§ 1
o
 A execução dos alimentos provisórios, bem como a dos alimentos 
fixados em sentença ainda não transitada em julgado, SE 
PROCESSA EM AUTOS APARTADOS. 
§ 2
o
 O cumprimento definitivo da obrigação de prestar alimentos 
será processado nos mesmos autos em que tenha sido proferida a 
sentença. 
 
O art. 532 do NCPC elenca a possibilidade de crime de abandono material para o 
caso da conduta procrastinatória do cônjuge. 
 
Art. 532. Verificada a conduta procrastinatória do executado, o juiz 
deverá, se for o caso, dar ciência ao Ministério Público dos indícios 
da prática do CRIME DE ABANDONO MATERIAL. 
 
- DO CUMPRIMENTO DE SENTENÇA QUE RECONHEÇA A 
EXIGIBILIDADE DE OBRIGAÇÃO DE PAGAR QUANTIA CERTA PELA 
FAZENDA PÚBLICA (ARTS. 534 a 535) 
 
Nesses artigos do NCPC se falará do empréstimo do efeito suspensivo a 
impugnação apresentada pela Fazenda Pública, só que não o que não tem sentido 
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nenhum quando a obrigação é de pagar quantia, porque só vai para precatório quando 
for definitivo o resultado, ou seja, quando transitar em julgado o resultado da execução. 
O efeito suspensivo visa evitar um prejuízo, mas qual seria o prejuízo que a 
Fazenda Pública iria experimentar? Somente se fosse alienado os bens, mas os bens 
públicos são inalienáveis. É até incoerente se falar sobre isso. 
O §4º do art. 535 do NCPC traz uma questão já consolidada pela jurisprudência, 
que quando a impugnação for parcial consequentemente se terá uma parte incontroversa 
e essa parte já pode ser objeto de inscrição em ordem de pagamento. 
 
Art. 535. A Fazenda Pública será intimada na pessoa de seu 
representante judicial, por carga, remessa ou meio eletrônico, para, 
querendo, no prazo de 30 (trinta) dias e nos próprios autos, impugnar 
a execução, podendo arguir: 
[...] 
§ 4
o
 Tratando-se de IMPUGNAÇÃO PARCIAL, a parte não 
questionada pela executada será, desde logo, objeto de cumprimento. 
 
- DO CUMPRIMENTO DE SENTENÇA QUE RECONHEÇA A 
EXIGIBILIDADE DE OBRIGAÇÃO DE FAZER, DE NÃO FAZER OU DE 
ENTREGAR COISA (ART. 536 e ss) 
 
Seção I – Do Cumprimento de Sentença que Reconheça a Exigibilidade de Obrigação 
de Fazer ou de Não Fazer 
 
Art. 536. No cumprimento de sentença que reconheça a exigibilidade 
de obrigação de fazer ou de não fazer, o juiz poderá, de ofício ou a 
requerimento, para a efetivação da TUTELA ESPECÍFICA ou a 
obtenção de TUTELA PELO RESULTADO PRÁTICO 
EQUIVALENTE, determinar as medidas necessárias à satisfação do 
exequente. 
§ 1o Para atender ao disposto no caput, o juiz poderá determinar, 
entre outras medidas, a imposição de multa, a busca e apreensão, a 
remoção de pessoas e coisas, o desfazimento de obras e o 
impedimento de atividade nociva, podendo, caso necessário, 
requisitar o auxílio de força policial. 
§ 2o O mandado de busca e apreensão de pessoas e coisas será 
cumprido por 2 (dois) oficiais de justiça, observando-seo disposto no 
art. 846, §§ 1o a 4o, se houver necessidade de arrombamento. 
§ 3o O executado incidirá nas penas de litigância de má-fé quando 
injustificadamente descumprir a ordem judicial, sem prejuízo de sua 
responsabilização por CRIME DE DESOBEDIÊNCIA. 
§ 4o No cumprimento de sentença que reconheça a exigibilidade de 
obrigação de fazer ou de não fazer, aplica-se o art. 525, no que 
couber. 
§ 5o O disposto neste artigo aplica-se, no que couber, ao 
cumprimento de sentença que reconheça deveres de fazer e de não 
fazer de natureza não obrigacional. 
 
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O art. 536 do NCPC fará uma diferenciação que será importante para se saber 
que a obrigação de fazer e não fazer poderá ser cumprida de duas formas, pela TUTELA 
ESPECIFICA ou pelo RESULTADO PRÁTICO EQUIVALENTE. 
A tutela específica é cumprir exatamente aquilo que foi obrigado e quando não é 
possível vai para perdas e danos que já é obrigação de pagar quantia certa e tramita a 
execução por esta forma. 
O juiz terá uma série de medidas típicas (prevista no CPC) e atípicas para 
alcançar a satisfação do exequente (§1º do art. 536 do NCPC). 
Com relação às medidas atípicas se terá um Enunciado do Fórum Permanente 
dos Processualistas Civis – Enunciado nº 12 – “a aplicação das medidas atípicas sub-
rogatórias e coercitivas é cabível em qualquer obrigação no cumprimento de sentença 
ou de execução de título executivo extrajudicial. Essas medidas, contudo, serão 
aplicadas de forma subsidiária as medidas tipificadas, com observação do contraditório, 
ainda que diferido, e por meio de decisão à luz do art. 499, § 1, I e II”. 
Então, primeiro emprego das medidas típicas se não forem suficiente aplica-se 
as atípicas. As medidas típicas não serão somente as previstas no CPC não, poderá ser 
de outras leis, legislação extravagante. Para que isso? Para evitar o cometimento de atos 
inválidos, que possam ferir algum direito fundamental. 
O § 3º do art. 536 do NCPC deduz o crime de desobediência pelo 
descumprimento de ordem judicial. 
 
Art. 537. A multa independe de requerimento da parte e poderá ser 
aplicada na fase de conhecimento, em tutela provisória ou na 
sentença, ou na fase de execução, desde que seja suficiente e 
compatível com a obrigação e que se determine prazo razoável para 
cumprimento do preceito. 
§ 1o O juiz poderá, de ofício ou a requerimento, modificar o valor ou 
a periodicidade da multa VINCENDA ou excluí-la, caso verifique 
que: 
I - se tornou insuficiente ou excessiva; 
II - o obrigado demonstrou CUMPRIMENTO PARCIAL 
SUPERVENIENTE da obrigação ou justa causa para o 
descumprimento. 
§ 2o O VALOR DA MULTA SERÁ DEVIDO AO EXEQUENTE. 
§ 3o A decisão que fixa a multa é passível de cumprimento 
provisório, devendo ser depositada em juízo, permitido o 
levantamento do valor após o trânsito em julgado da sentença 
favorável à parte ou na pendência do agravo fundado nos incisos II 
ou III do art. 1.042. 
§ 4o A multa será devida desde o dia em que se configurar o 
descumprimento da decisão e incidirá enquanto não for cumprida a 
decisão que a tiver cominado. 
§ 5o O disposto neste artigo aplica-se, no que couber, ao 
cumprimento de sentença que reconheça deveres de fazer e de não 
fazer de natureza não obrigacional. 
 
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Há uma novidade no § 1º do art. 537 em relação à astreintes. A novidade é que o 
valor só poderá ser alterado em relação à multa vincenda, as vencidas não. 
O que acontece na prática? O juiz impõe uma obrigação e comina uma multa 
pelo descumprimento, o executado não cumpre a obrigação e a multa acumula, o valor 
da multa fica muito alto e acaba o juiz por reduzi-la. Para Rinaldo Mouzalas isso atenta 
contra a própria credibilidade do judiciário, porque hoje, atualmente, ninguém cumpre 
decisão judicial. 
Então, com o NCPC o juiz não poderá mais alterar a multa vencida, somente a 
vincenda. 
 Pelo §2º do art. 537 do NCPC o valor da multa será revertida para o exequente. 
O CPC73 não determinava para quem deveria ser revertida a multa. A atreintes era 
submetida para o Estado e não para o exequente na França. Pela demora da atividade 
processual quem sofre é o exequente, caso não fosse concedida a ele não haveria 
nenhum alentamente e o pior o devedor nunca pagaria ao Estado, então haveria 
nenhuma pressão para o devedor. 
Consoante o §3º do art. 537 do NCPC a multa somente poderá ser levantada 
depois do transito em julgado, antes disso há somente há execução provisória, assim, 
não corre o executado o risco de sofrer um prejuízo e o exequente ainda conseguirá 
fazer pressão para o cumprimento da obrigação, porque a multa não poderá ser mais 
reduzida. Haverá exceções na lei da Ação Civil Pública, Estatuto do Idoso, Estatuto da 
Criança e do Adolescente que irão permitir o levantamento da multa mesmo sendo 
provisória a execução. 
 
Seção II – Do Cumprimento de Sentença que Reconheça a Exigibilidade de Obrigação 
de Entregar Coisa 
 
Art. 538. Não cumprida a obrigação de entregar coisa no prazo 
estabelecido na sentença, será expedido mandado de busca e 
apreensão ou de imissão na posse em favor do credor, conforme se 
tratar de coisa móvel ou imóvel. 
§ 1
o
 A EXISTÊNCIA DE BENFEITORIAS DEVE SER ALEGADA 
NA FASE DE CONHECIMENTO, em contestação, de forma 
discriminada e com atribuição, sempre que possível e 
justificadamente, do respectivo valor. 
§ 2
o
 O direito de retenção por benfeitorias deve ser exercido na 
contestação, na fase de conhecimento. 
§ 3
o
 Aplicam-se ao procedimento previsto neste artigo, no que couber, 
as disposições sobre o cumprimento de OBRIGAÇÃO DE FAZER 
OU DE NÃO FAZER. 
 
O art. 538 §1º traz uma questão já pacificada pelo STJ acerca da alegação de 
benfeitorias que deve ser feita na fase de conhecimento, não sendo feita haverá a 
preclusão dessa questão. A não ser que seja uma execução fundada em título executivo 
extrajudicial que, então, se poderia alegar via embargos, no cumprimento de sentença 
não se poderá fazer, porque é própria da fase de conhecimento. 
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O §3º do art. 538 do NCP deduz que se aplica no que couber as disposições 
sobre o cumprimento de OBRIGAÇÃO DE FAZER OU DE NÃO FAZER à 
OBRIGAÇÃO DE ENTREGA DE COISA. 
Há uma quebra de paradigma, porque a execução da obrigação de entrega coisa 
é feita por busca e apreensão ou imissão na posse, que são medidas típicas – são 
preferenciais, o NCPC fala disso, mas, também, diz que se aplica as disposições da 
obrigação de fazer e não fazer no que couber, logo, também se pode aplicar astreintes. 
Porque se insiste com a astreintes? Porque a astreintes é mais econômica e 
efetiva que a busca e apreensão e a imissão de posse. A astreintes é mais cooperativa 
por parte do executado. 
 
3 - DA EXECUÇÃO EM GERAL 
 
- DISPOSIÇÕES GERAIS 
 
O inciso III, do art. 772 c/c art. 773 do NCPC deduz que o juiz pode determinar 
que os sujeitos indicados pelo exequente forneçam informações ligadas a execução. Isso 
é importante, porque torna desnecessária ação para exibição de documentos ou coisas 
que estão em poder de outras pessoas (terceiros), ou seja, desnecessário os atos 
preparatórios de exibição de documentos ou coisa, para só, então, depois poder 
executar. O que torna o processo mais informal, mais sincrético, mais acessivel. 
 
Art. 772. O juiz pode, em qualquer momento do processo: 
I - ordenar o comparecimento das partes; 
II - advertir o executado de que seu procedimento constitui ato 
atentatório à dignidade da justiça; 
III - determinar que SUJEITOS indicados pelo exequente forneçam 
informações em geral relacionadas ao objeto da execução, tais como 
documentose dados que tenham em seu poder, assinando-lhes prazo 
razoável. 
Art. 773. O juiz poderá, de ofício ou a requerimento, DETERMINAR 
AS MEDIDAS NECESSÁRIAS AO CUMPRIMENTO da ordem de 
entrega de documentos e dados. 
Parágrafo único. Quando, em decorrência do disposto neste artigo, o 
juízo receber dados sigilosos para os fins da execução, o juiz adotará 
as medidas necessárias para assegurar a confidencialidade. 
 
O art. 774 do NCPC inclui como ato atentatório à dignidade da justiça além da 
conduta comissiva a conduta omissiva. No NCPC há outros vários dispositivos que vão 
prever situações outras que são atos atentatórios da dignidade da justiça. 
 
Art. 774. Considera-se atentatória à dignidade da justiça a conduta 
comissiva ou OMISSIVA do executado que: 
I - frauda a execução; 
II - se opõe maliciosamente à execução, empregando ardis e meios 
artificiosos; 
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III - dificulta ou embaraça a realização da penhora; 
IV - resiste injustificadamente às ordens judiciais; 
V - intimado, não indica ao juiz quais são e onde estão os bens 
sujeitos à penhora e os respectivos valores, nem exibe prova de sua 
propriedade e, se for o caso, certidão negativa de ônus. 
Parágrafo único. Nos casos previstos neste artigo, o juiz fixará multa 
em montante não superior a vinte por cento do valor atualizado do 
débito em execução, a qual será revertida em proveito do exequente, 
exigível nos próprios autos do processo, sem prejuízo de outras 
sanções de natureza processual ou material. 
 
O art. 775 do NCPC trata da desistência das medidas executivas. Ressalvando no 
inciso I do art. 775 do NCPC a garantia de pagamento das custas judiciais dos 
honorários advocatícios no caso de desistência. 
 
Art. 775. O exequente tem o direito de desistir de toda a execução ou 
de apenas alguma MEDIDA EXECUTIVA. 
Parágrafo único. Na desistência da execução, observar-se-á o 
seguinte: 
I - serão extintos a impugnação e os embargos que versarem apenas 
sobre questões processuais, PAGANDO o exequente as custas 
processuais e os honorários advocatícios; 
II - nos demais casos, a extinção dependerá da concordância do 
impugnante ou do embargante. 
 
Quando o art. 776 do NCPC fala em ressarcir, é uma questão relacionada ao 
direito material, então deveria o NCPC ter dito ressarcir ou indenizar, pois poderia a 
execução ocasionar dano de natureza moral. 
 
Art. 776. O EXEQUENTE RESSARCIRÁ AO EXECUTADO os 
danos que este sofreu, quando a sentença, transitada em julgado, 
declarar inexistente, no todo ou em parte, a obrigação que ensejou a 
execução. 
 
- DA COMPETÊNCIA 
 
O art. 781 do NCPC traz a competência para a execução, com a finalidade de 
garantir o interesse do credor e de se obter uma prestação jurisdicional efetiva. Há uma 
distribuição de competência especial e na omissão delas aplicar-se-á o processo de 
conhecimento. 
 
Art. 781. A execução fundada em título extrajudicial será processada 
perante o juízo competente, observando-se o seguinte: 
I - a execução poderá ser proposta no foro de domicílio do executado, 
de eleição constante do título ou, ainda, de situação dos bens a ela 
sujeitos; 
II - tendo mais de um domicílio, o executado poderá ser demandado 
no foro de qualquer deles; 
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III - sendo incerto ou desconhecido o domicílio do executado, a 
execução poderá ser proposta no lugar onde for encontrado ou no 
foro de domicílio do exequente; 
IV - havendo mais de um devedor, com diferentes domicílios, a 
execução será proposta no foro de qualquer deles, à escolha do 
exequente; 
V - a execução poderá ser proposta no foro do lugar em que se 
praticou o ato ou em que ocorreu o fato que deu origem ao título, 
mesmo que nele não mais resida o executado. 
 
O §1º do art. 782 do NCPC deduz novidade para o oficial de justiça que poderá 
cumprir os atos executivos determinados pelo juiz também nas COMARCAS 
CONTÍGUAS, de fácil comunicação, e nas que se situem NA MESMA REGIÃO 
METROPOLITANA. Isso evita o envio de carta precatória para a realização desses atos 
de comunicação. 
O § 3º do art. 782 do NCPC elenca a possibilidade de o juiz determinar a 
INCLUSÃO DO NOME DO EXECUTADO EM CADASTROS DE 
INADIMPLENTES. 
Mas Cadastro de Inadimplente não é realizar PROTESTO, é diferente, este é 
feito para dizer que o título é exigível. O efeito pragmático é o mesmo, porque quando 
se protesta automaticamente vai para o cadastro de inadimplente, mas o contrario não 
acontece. 
São dois institutos com funções em parte diferentes. Então, precisa-se entender 
que para as execuções em gerais pode escrever em cadastro de inadimplente. E pode 
protestar todos os títulos? Para Rinaldo Mouzalas sim, inclusive, porque ele defende 
que a sentença não precisa ser exigível, precisa ser certa, que garanta a existência da 
obrigação, que às vezes não há exigibilidade. 
Para o Fórum Permanente de Processualistas Civis, no enunciado nº 190, “O art. 
798, § 3°, não veda a inclusão extrajudicial do nome do executado em cadastros de 
inadimplentes, pelo credor ou diretamente pelo órgão de proteção ao crédito”. 
Quem fará o protesto ou a inscrição em cadastro de inadimplente? Muitas vezes 
a parte faz até antes de ingressar com a ação. Apesar de o NCPC deixar claro que o juiz 
pode fazer, não significa que o exequente não possa, pois seria retira-lo um direito. 
Com o pagamento deve ser feito o cancelamento de forma imediata. Mas o que é 
de forma imediata. Para Rinaldo Mouzalas deve ser em 03 (três) dias. 
 
Art. 782. Não dispondo a lei de modo diverso, o juiz determinará os 
atos executivos, e o oficial de justiça os cumprirá. 
§ 1
o
 O oficial de justiça poderá cumprir os atos executivos 
determinados pelo juiz também nas COMARCAS CONTÍGUAS, de 
fácil comunicação, e nas que se situem NA MESMA REGIÃO 
METROPOLITANA. 
§ 2
o
 Sempre que, para efetivar a execução, for necessário o emprego 
de força policial, o juiz a requisitará. 
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§ 3
o
 A requerimento da parte, o juiz pode determinar a INCLUSÃO 
DO NOME DO EXECUTADO EM CADASTROS DE 
INADIMPLENTES. 
§ 4
o
 A inscrição será CANCELADA IMEDIATAMENTE se for 
efetuado o pagamento, se for garantida a execução ou se a execução 
for extinta por qualquer outro motivo. 
§ 5
o
 O disposto nos §§ 3
o
 e 4
o
 aplica-se à execução definitiva de título 
judicial. 
 
- DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS PARA REALIZAR QUALQUER 
EXECUÇÃO 
 
Seção I – Do Título Executivo 
 
O art. 783 do NCPC muda a redação do art. 586 do CPC73. O art. 783, caput, 
coloca CERTA, LÍQUIDA e EXÍGIVEL. Para Rinaldo Mouzalas, a certeza é muito 
mais importante que a liquidez, pois não se pode ter um título líquido sem ser certo. O 
atributo mais importante é a certeza, depois exigibilidade e liquidez. O NCPC deveria 
ter alterado para estabelecer a ordem adequada, CERTA, EXIGIVEL e LÍQUIDA, pois 
a liquidez somente será exigida quando a obrigação for de pagar quantia certa. 
 
Art. 783. A execução para cobrança de crédito fundar-se-á sempre 
em título de obrigação CERTA, LÍQUIDA E EXIGÍVEL. 
O art. 784 do NCPC elenca os títulos executivos extrajudiciais, observe o inciso 
IV, a inclusão da advocacia pública; o inciso VI, há uma restrição/limitação de seguro 
de vida apenas para o caso de morte, foi um grande retrocesso, observe que contrato de 
seguro é impenhorável e não se refere a seguro de vida, houve uma restrição demais, 
poderia ser só contrato de seguro; o inciso X, o crédito referente às CONTRIBUIÇÕES 
ORDINÁRIAS OU EXTRAORDINÁRIAS DE CONDOMÍNIO EDILÍCIO, previstas 
na respectiva convenção ou aprovadas em assembleia geral, desdeque 
documentalmente comprovadas; o inciso XI, há a possibilidade de constituição de título 
de forma unilateral, isso é temerário. 
Art. 784. São títulos executivos extrajudiciais: 
I - a letra de câmbio, a nota promissória, a duplicata, a debênture e o 
cheque; 
II - a escritura pública ou outro documento público assinado pelo 
devedor; 
III - o documento particular assinado pelo devedor e por 2 (duas) 
testemunhas; 
IV - o instrumento de transação referendado pelo Ministério Público, 
pela Defensoria Pública, pela ADVOCACIA PÚBLICA, pelos 
advogados dos transatores ou por conciliador ou mediador 
credenciado por tribunal; 
Inclusão da advocacia publica 
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V - o contrato garantido por hipoteca, penhor, anticrese ou outro 
direito real de garantia e aquele garantido por caução; 
VI - o contrato de seguro de vida em caso de morte; 
VII - o crédito decorrente de foro e laudêmio; 
VIII - o crédito, documentalmente comprovado, decorrente de aluguel 
de imóvel, bem como de encargos acessórios, tais como taxas e 
despesas de condomínio; 
IX - a certidão de dívida ativa da Fazenda Pública da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, correspondente aos 
créditos inscritos na forma da lei; 
X - o crédito referente às CONTRIBUIÇÕES ORDINÁRIAS OU 
EXTRAORDINÁRIAS DE CONDOMÍNIO EDILÍCIO, previstas na 
respectiva convenção ou aprovadas em assembleia geral, desde que 
documentalmente comprovadas; 
XI - a certidão expedida por serventia notarial ou de registro relativa 
a valores de emolumentos e demais despesas devidas pelos atos por 
ela praticados, fixados nas tabelas estabelecidas em lei; 
XII - todos os demais títulos aos quais, por disposição expressa, a lei 
atribuir força executiva. 
§ 1
o
 A propositura de qualquer ação relativa a débito constante de 
título executivo não inibe o credor de promover-lhe a execução. 
§ 2
o
 Os títulos executivos extrajudiciais oriundos de país estrangeiro 
não dependem de homologação para serem executados. 
§ 3
o
 O título estrangeiro só terá eficácia executiva quando satisfeitos 
os requisitos de formação exigidos pela lei do lugar de sua 
celebração e quando o Brasil for indicado como o lugar de 
cumprimento da obrigação. 
 
O art. 785 do NCPC traz uma superação do entendimento do STJ, em especial 
da Ministra Nancy Andrghi, pois para esta não há interesse processual em se converter 
titulo executivo judicial em judicial. O art. 785 do NCPC não restringe a amplitude 
cognitiva do título executivo extrajudicial, consequentemente não impede a conversão 
do título judicial em extrajudicial. 
 
Art. 785. A existência de título executivo extrajudicial não impede a 
parte de optar pelo processo de conhecimento, a fim de obter título 
executivo judicial. 
 
Seção II – Da Exigibilidade da Obrigação 
 
Art. 786. A execução pode ser instaurada caso o devedor não 
satisfaça a obrigação certa, líquida e exigível consubstanciada em 
título executivo. 
Parágrafo único. A necessidade de SIMPLES OPERAÇÕES 
ARITMÉTICAS para apurar o crédito exequendo não retira a 
liquidez da obrigação constante do título. 
 
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A simples operação de cálculo não constitui modalidade de liquidação de 
sentença. É um simples requisito para a petição. A dificuldade e saber o que um simples 
cálculo? Quando for um cálculo mais complexo, com necessidade de conhecimento 
técnico – nesse caso que o cálculo não é simples será preciso uma liquidação por 
arbitramento. 
 
- DA RESPONSABILIDADE PATRIMONIAL 
 
O art. 790 do NCPC, no inciso IV, incluiu o companheiro, resguardando a 
meação daquilo que lhe cabe, a não ser que seja demonstrado que ele teve pleno uso do 
crédito que está sendo executado, quando, também, haverá a responsabilização. 
Os incisos VI e VII do art. 790 do CPC traz atualização. A atualização do inciso 
VII é importante, porque o NCPC vai prever o incidente de desconsideração da pessoa 
jurídica. 
 
Art. 790. São sujeitos à execução os bens: 
I - do sucessor a título singular, tratando-se de execução fundada em 
direito real ou obrigação reipersecutória; 
II - do sócio, nos termos da lei; 
III - do devedor, ainda que em poder de terceiros; 
IV - do cônjuge ou COMPANHEIRO, nos casos em que seus bens 
próprios ou de sua meação respondem pela dívida; 
V - alienados ou gravados com ônus real em fraude à execução; 
VI - cuja alienação ou gravação com ônus real tenha sido anulada 
em razão do reconhecimento, em ação autônoma, de fraude contra 
credores; 
VII - do responsável, nos casos de desconsideração da personalidade 
jurídica. 
 
O art. 791 do NCPC diz respeito a algo já aplicado, porém não constava no texto 
legal, referente aos bens submetidos ao direito de superfície ou em relação ao 
Superficiário. E consoante o § 1º do art. 791 do NCPC os atos de constrição tem que ser 
realizado mediante registro no cartório de imóvel. 
 
Art. 791. Se a execução tiver por objeto obrigação de que seja sujeito 
passivo o proprietário de terreno submetido ao regime do DIREITO 
DE SUPERFÍCIE, ou o SUPERFICIÁRIO, responderá pela dívida, 
exclusivamente, o direito real do qual é titular o executado, recaindo 
a penhora ou outros atos de constrição exclusivamente sobre o 
terreno, no primeiro caso, ou sobre a construção ou a plantação, no 
segundo caso. 
§ 1
o
 Os atos de constrição a que se refere o caput serão averbados 
separadamente na matrícula do imóvel, com a identificação do 
executado, do valor do crédito e do objeto sobre o qual recai o 
gravame, devendo o oficial destacar o bem que responde pela dívida, 
se o terreno, a construção ou a plantação, de modo a assegurar a 
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publicidade da responsabilidade patrimonial de cada um deles pelas 
dívidas e pelas obrigações que a eles estão vinculadas. 
§ 2
o
 Aplica-se, no que couber, o disposto neste artigo à enfiteuse, à 
concessão de uso especial para fins de moradia e à concessão de 
direito real de uso. 
 
O art. 792 do NCPC “destrincha” casos de fraude a execução. 
O §2º do art. 792 do NCPC expõe que o terceiro adquirente deverá demonstrar 
que tomou as cautelas necessárias quando da aquisição de um bem não sujeito a 
registro. Os atos de mercancia quando envolver bem móveis serão bem complicados, 
pois se o comprador não tiver cuidado pode haver um reconhecimento de fraude a 
execução – determinados atos jurídicos serão temerários. O ônus é do terceiro de 
demonstrar que está de boa fé que tomou as precauções. Há uma inversão da presunção 
de má fé. Tem que se busca é a certidão de distribuição de ações. 
Consoante o § 4º do art. 792 do NCPC ANTES DE DECLARAR A FRAUDE À 
EXECUÇÃO, o juiz deverá intimar o terceiro adquirente, para que possa se manifestar e 
fazer sua defesa. Em termos procedimentais essa regulamentação evita a surpresa e 
posterior reestabelecimento da discussão. É uma maneira de garantir o efetivo 
contraditório. Atualmente o terceiro só é comunicado da decretação de fraude, fazendo 
com que se reestabeleça a discussão e consequentemente procrastinando mais ainda o 
processo. 
 
Art. 792. A alienação ou a oneração de bem é considerada fraude à 
execução: 
I - quando sobre o bem pender ação fundada em direito real ou com 
pretensão reipersecutória, desde que a pendência do processo tenha 
sido averbada no respectivo REGISTRO PÚBLICO, se houver; 
II - quando tiver sido averbada, no registro do bem, a pendência do 
processo de execução, na forma do art. 828; 
III - quando tiver sido averbado, no registro do bem, hipoteca 
judiciária ou outro ato de constrição judicial originário do processo 
onde foi arguida a fraude;IV - quando, ao tempo da alienação ou da oneração, tramitava contra 
o devedor ação capaz de reduzi-lo à insolvência; 
V - nos demais casos expressos em lei. 
§ 1
o
 A alienação em fraude à execução é ineficaz em relação ao 
exequente. 
§ 2
o
 No caso de aquisição de BEM NÃO SUJEITO A REGISTRO, o 
terceiro adquirente tem o ônus de provar que adotou as cautelas 
necessárias para a aquisição, mediante a exibição das certidões 
pertinentes, obtidas no domicílio do vendedor e no local onde se 
encontra o bem. 
§ 3
o
 Nos casos de desconsideração da personalidade jurídica, a 
fraude à execução verifica-se a partir da citação da parte cuja 
personalidade se pretende desconsiderar. 
§ 4
o
 ANTES DE DECLARAR A FRAUDE À EXECUÇÃO, o juiz 
deverá intimar o terceiro adquirente, que, se quiser, poderá opor 
embargos de terceiro, no prazo de 15 (quinze) dias. 
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O art. 794 do NCPC deduz acerca do benefício de ordem de ter o fiador primeiro 
a execução dos bens do executado, mas somente se os bens estiverem na mesma 
comarca, pois se os bens tiverem em comarcas diferentes não poderá o fiador exercer o 
beneficio de ordem porque a execução deve se realizar para satisfazer o interesse do 
exequente. Isso é para que se evite a execução mediante carta, que além de pouco 
efetiva é demorada. O contrato de fiança sofrerá ponderações. Não é o fato do 
afiançado/executado ter bens que não será responsabilizado o fiador. 
 
Art. 794. O FIADOR, quando executado, tem o DIREITO DE 
EXIGIR QUE PRIMEIRO SEJAM EXECUTADOS OS BENS DO 
DEVEDOR situados na MESMA COMARCA, livres e 
desembargados, indicando-os pormenorizadamente à penhora. 
§ 1
o
 Os bens do fiador ficarão sujeitos à execução se os do devedor, 
situados na mesma comarca que os seus, forem insuficientes à 
satisfação do direito do credor. 
§ 2
o
 O fiador que pagar a dívida poderá executar o afiançado nos 
autos do mesmo processo. 
§ 3
o
 O disposto no caput não se aplica se o fiador houver renunciado 
ao benefício de ordem. 
 
- DAS DIVERSAS ESPÉCIES DE EXECUÇÃO 
 
- DISPOSIÇÕES GERAIS 
 
Com o NCPC se coloca definitivamente que a execução irá se processar em 
favor do exequente. Então, sempre que se for fazer uma interpretação, esse processo de 
construção normativa deve adotar como base a orientação que a execução é realizada 
para satisfazer o interesse o exequente. 
O art. 798 do NCPC dispõe acerca de questões que devem constar na execução. 
No inciso I, do art. 798 do NCPC, indica o que dever instruir a petição inicial da 
execução. E no inciso II, do art. 798 do NCPC, estabelece na alínea “a” que deve ser 
indicada a ESPÉCIE DE EXECUÇÃO, em razão da possibilidade de se ter mais de uma 
espécie de execução, sobretudo quando houver essa possibilidade. Na alínea “c” 
ratifica-se que a execução deve proceder em favor do exequente, vez que se poderá 
determinar a ordem de bens para penhora. 
 
Art. 798. Ao propor a execução, incumbe ao exequente: 
I - instruir a petição inicial com: 
a) o título executivo extrajudicial; 
b) o demonstrativo do débito atualizado até a data de propositura da 
ação, quando se tratar de execução por quantia certa; 
c) a prova de que se verificou a condição ou ocorreu o termo, se for o 
caso; 
d) a prova, se for o caso, de que adimpliu a contraprestação que lhe 
corresponde ou que lhe assegura o cumprimento, se o executado não 
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for obrigado a satisfazer a sua prestação senão mediante a 
contraprestação do exequente; 
II - indicar: 
a) a ESPÉCIE DE EXECUÇÃO DE SUA PREFERÊNCIA, quando 
por mais de um modo puder ser realizada; 
b) os nomes completos do exequente e do executado e seus números 
de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro Nacional 
da Pessoa Jurídica; 
c) os bens suscetíveis de penhora, sempre que possível. 
Parágrafo único. O demonstrativo do débito deverá conter: 
I - o índice de correção monetária adotado; 
II - a taxa de juros aplicada; 
III - os termos inicial e final de incidência do índice de correção 
monetária e da taxa de juros utilizados; 
IV - a periodicidade da capitalização dos juros, se for o caso; 
V - a especificação de desconto obrigatório realizado. 
 
Observe que o art. 799 do NCPC, no inciso III e IV, determina que somente será 
intimado o promitente comprador ou vendedor quando haja PROMESSA DE COMPRA 
E VENDA REGISTRADA. 
Consoante o art. 799 do NCPC, no inciso VIII, pode ser pleiteado pelo 
exequente medidas de urgência, embora possa o juiz possa conceder pelo poder geral de 
cautela. 
 
Art. 799. Incumbe ainda ao exequente: 
I - requerer a intimação do credor pignoratício, hipotecário, 
anticrético ou fiduciário, quando a penhora recair sobre bens 
gravados por penhor, hipoteca, anticrese ou alienação fiduciária; 
II - requerer a intimação do titular de usufruto, uso ou habitação, 
quando a penhora recair sobre bem gravado por usufruto, uso ou 
habitação; 
III - requerer a intimação do promitente comprador, quando a 
penhora recair sobre bem em relação ao qual haja PROMESSA DE 
COMPRA E VENDA REGISTRADA; 
IV - requerer a intimação do promitente vendedor, quando a penhora 
recair sobre direito aquisitivo derivado de PROMESSA DE 
COMPRA E VENDA REGISTRADA; 
V - requerer a intimação do superficiário, enfiteuta ou 
concessionário, em caso de direito de superfície, enfiteuse, concessão 
de uso especial para fins de moradia ou concessão de direito real de 
uso, quando a penhora recair sobre imóvel submetido ao regime do 
direito de superfície, enfiteuse ou concessão; 
VI - requerer a intimação do proprietário de terreno com regime de 
direito de superfície, enfiteuse, concessão de uso especial para fins de 
moradia ou concessão de direito real de uso, quando a penhora recair 
sobre direitos do superficiário, do enfiteuta ou do concessionário; 
VII - requerer a intimação da sociedade, no caso DE PENHORA DE 
QUOTA SOCIAL OU DE AÇÃO DE SOCIEDADE ANÔNIMA 
FECHADA, para o fim previsto no art. 876, § 7
o
; 
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VIII - pleitear, se for o caso, MEDIDAS URGENTES; 
IX - proceder à averbação em registro público do ato de propositura 
da execução e dos atos de constrição realizados, para conhecimento 
de terceiros. 
 
O art. 801 do NCPC aumenta o prazo para 15 (quinze) dias para que o exequente 
corrija a petição inicial. 
 
Art. 801. Verificando que a PETIÇÃO INICIAL está incompleta ou 
que não está acompanhada dos documentos indispensáveis à 
propositura da execução, o juiz determinará que o exequente a 
corrija, no prazo de 15 (quinze) dias, sob pena de indeferimento. 
 
O art. 802 do NCPC explicita que o despacho de citação interrompe a prescrição 
mesmo que advenha de juízo incompetente. O que não se aplica ao CPC73. 
 
Art. 802. Na execução, o despacho que ordena a citação, desde que 
realizada em observância ao disposto no § 2
o
 do art. 240, 
INTERROMPE A PRESCRIÇÃO, ainda que proferido por juízo 
incompetente. 
Parágrafo único. A interrupção da prescrição retroagirá à data de 
propositura da ação. 
 
O art. 804 do NCPC faz uma série de inclusão que não tem no CPC73, que 
deveriam ser deduzidas mediante artigos e não parágrafos, pois trata de questões 
diferentes. 
 
Art. 804. A alienação de bem gravado por penhor, hipoteca ou 
anticrese será ineficaz em relação ao credor pignoratício, 
hipotecário ou anticrético não intimado. 
Se não forem intimados os atos em relação a eles serão ineficazes. 
§ 1
o
 A alienação de bem objeto de promessa de compra e venda ou de 
cessão registrada será ineficaz em relação ao promitente comprador 
ou ao cessionário não intimado. 
§ 2
oA alienação de bem sobre o qual tenha sido instituído direito de 
superfície, seja do solo, da plantação ou da construção, será ineficaz 
em relação ao concedente ou ao concessionário não intimado. 
§ 3
o
 A alienação de direito aquisitivo de bem objeto de promessa de 
venda, de promessa de cessão ou de alienação fiduciária será ineficaz 
em relação ao promitente vendedor, ao promitente cedente ou ao 
proprietário fiduciário não intimado. 
§ 4
o
 A alienação de imóvel sobre o qual tenha sido instituída 
enfiteuse, concessão de uso especial para fins de moradia ou 
concessão de direito real de uso será ineficaz em relação ao enfiteuta 
ou ao concessionário não intimado. 
§ 5
o
 A alienação de direitos do enfiteuta, do concessionário de direito 
real de uso ou do concessionário de uso especial para fins de moradia 
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será ineficaz em relação ao proprietário do respectivo imóvel não 
intimado. 
§ 6
o
 A alienação de bem sobre o qual tenha sido instituído usufruto, 
uso ou habitação será ineficaz em relação ao titular desses direitos 
reais não intimado. 
 
O art. 805 do NCPC deduz que quando por vários meios puder o exequente 
promover a execução, o juiz determinará que se faça pelo modo menos oneroso ao 
executado. Salientando-se, nesse ponto, que se observará primeiro os interesses do 
exequente para depois verificar os interesses do executado. 
Conforme o § único não basta dizer que o meio é o mais oneroso, precisa-se que 
o executado indique meio mais eficaz para o exequente e menos oneroso para o 
executado. Para Rinaldo há um erro, pois deveria o texto dizer igualmente eficaz, mas 
menos oneroso para o executado. Então, essa compreensão é a que deve ser feita. 
 
Art. 805. Quando por VÁRIOS MEIOS o exequente puder promover 
a execução, o juiz mandará que se faça pelo modo menos gravoso 
para o executado. 
Parágrafo único. Ao executado que alegar ser a medida executiva 
mais gravosa incumbe indicar outros meios mais eficazes e menos 
onerosos, sob pena de manutenção dos atos executivos já 
determinados. 
 
- DA EXECUÇÃO PARA A ENTREGA DE COISA 
 
Seção I – Da Entrega de Coisa Certa 
 
O art. 806 do NCPC aponta uma mudança de prazo. No § 2º do art. 806 do 
NCPC acrescentou a disposição que do mandado de citação constará ordem para 
imissão na posse ou busca e apreensão. 
Essas são medidas típicas (imissão na posse ou busca e apreensão) para 
execução, mas poderá haver medidas atípicas se as típicas não forem efetivas. E 
posteriormente, se o mandado não restar cumprido, poderá, também, se solicitar outro 
com uma medida de apoio que não será nenhuma dessas, ex. fixação de astreintes com 
comunicação realizada mediante advogado. 
 
Art. 806. O devedor de obrigação de entrega de coisa certa, 
constante de título executivo extrajudicial, será citado para, em 15 
(quinze) dias, satisfazer a obrigação. 
O prazo foi alterado de 10 para 15 dias, os dias só consta-se os uteis. 
§ 1
o
 Ao despachar a inicial, o juiz poderá fixar multa por dia de 
atraso no cumprimento da obrigação, ficando o respectivo valor 
sujeito a alteração, caso se revele insuficiente ou excessivo. 
§ 2
o
 Do mandado de citação constará ordem para imissão na posse 
ou busca e apreensão, conforme se tratar de bem imóvel ou móvel, 
cujo cumprimento se dará de imediato, se o executado não satisfizer a 
obrigação no prazo que lhe foi designado. 
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Seção II – Da Entrega de Coisa Incerta 
 
Na entrega de coisa incerta haverá a diferença que deverá se fazer a escolha da 
coisa pelo padrão médio, sendo determinada a coisa pelo gênero e quantidade. 
Pelo CPC73 o prazo era de 48h para impugnar a escolha, com o NCPC muda-se 
o prazo para 15 (quinze) dias. 
 
Art. 811. Quando a execução recair sobre coisa determinada pelo 
gênero e pela quantidade, o executado será citado para entregá-la 
individualizada, se lhe couber a escolha. 
Parágrafo único. Se a escolha couber ao exequente, esse deverá 
indicá-la na petição inicial. 
Art. 812. Qualquer das partes poderá, no PRAZO DE 15 (QUINZE) 
DIAS, impugnar a escolha feita pela outra, e o juiz decidirá de plano 
ou, se necessário, ouvindo perito de sua nomeação. 
 
- DA EXECUÇÃO DAS OBRIGAÇÕES DE FAZER OU DE NÃO FAZER 
 
Seção I – Disposições Comuns 
 
Para Rinaldo Mouzalas o legislador perdeu a oportunidade de corrigir o § único 
do art. 814 do NCPC, vez que o parágrafo é contraditório com o que propaga o NCPC – 
maior autonomia da vontade, havendo inclusive a previsão de se fazer negócios 
jurídicos de forma expressa, não que no CPC73 não se permita. 
Se não há vedação há a possibilidade. Pode se fazer um negócio processual em 
que se preveem parâmetros para eventual inadimplência da obrigação. Então, poderia o 
juiz reduzir o valor da multa? Para Rinaldo Mouzalas, não poderia, a não ser que fosse 
um contrato de adesão. Contudo, não é isto que preconiza o NCPC, sendo contraditório 
com ele mesmo, pois concede as partes autônima da vontade. 
 
Art. 814. Na execução de obrigação de fazer ou de não fazer fundada 
em título extrajudicial, ao despachar a inicial, o juiz fixará multa por 
período de atraso no cumprimento da obrigação e a data a partir da 
qual será devida. 
Parágrafo único. Se o valor DA MULTA ESTIVER PREVISTO NO 
TÍTULO E FOR EXCESSIVO, o juiz poderá reduzi-lo. 
 
Seção II – Da Obrigação de Fazer 
 
O art. 819 do NCPC elenca prazos de 15 (quinze) dias. 
 
Art. 819. Se o terceiro contratado não realizar a prestação no prazo 
ou se o fizer de modo incompleto ou defeituoso, poderá o exequente 
requerer ao juiz, no prazo de 15 (quinze) dias, que o autorize a 
concluí-la ou a repará-la à custa do contratante. 
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Parágrafo único. Ouvido o contratante no prazo de 15 (quinze) dias, 
o juiz mandará avaliar o custo das despesas necessárias e o 
condenará a pagá-lo. 
 
Art. 820. Se O EXEQUENTE QUISER EXECUTAR OU MANDAR 
EXECUTAR, sob sua direção e vigilância, as obras e os trabalhos 
necessários à realização da prestação, terá preferência, em igualdade 
de condições de oferta, em relação ao terceiro. 
Parágrafo único. O DIREITO DE PREFERÊNCIA DEVERÁ SER 
EXERCIDO NO PRAZO DE 5 (CINCO) DIAS, após aprovada a 
proposta do terceiro. 
 
O § único do art. 820 do NCPC determina que o direito de preferência deverá ser 
exercido no prazo de 5 (cinco) dias, após aprovada a proposta de contratação do 
terceiro. 
No processo de execução continua a haver preclusão e continua a ser possível a 
interposição do agravo contra a decisão interlocutórias praticadas, porque outro recurso 
é incompatível com este processo. 
Há duas espécies de agravo o retido e o por instrumento. O retido é incompatível 
com a execução. Então, só se admite agravo de instrumento na execução e não há 
limitação de matéria para a sua interposição. 
Nesse caso, não há que se apresentar agravo de instrumento, pois o exequente irá 
exercer o seu direito de preferência. 
 
Seção III – Da Obrigação de Não Fazer 
 
Na verdade não se trata de uma obrigação de não fazer, mas sim de obrigação de 
desfazer. E não é a mesma coisa a obrigação de não fazer e a obrigação de desfazer? 
Não, pois a obrigação de desfazer é a obrigação de fazer, precisa-se de um fazer para se 
chegar ao desfazer. 
Essa execução de fato só alcança a obrigação de desfazer e não alcança a strito 
senso a obrigação de não fazer. 
A obrigação de não fazer quando feita, converte-se em perdas e danos. Então, 
não seria a execução de uma obrigação de não fazer e sim de desfazer. 
 
Art. 823. Havendo recusa ou mora do executado, o exequente 
requererá ao juizque mande desfazer o ato à custa daquele, que 
responderá por perdas e danos. 
Parágrafo único. Não sendo possível desfazer-se o ato, a 
OBRIGAÇÃO RESOLVE-SE EM PERDAS E DANOS, caso em 
que, após a liquidação, se observará o procedimento de execução por 
quantia certa. 
 
O § único do art. 823 do NCPC prevê a conversão em perdas e danos e neste 
caso haverá a necessidade de uma liquidação prévia. 
Não sendo possível a tutela especifica passa-se para perdas e danos. 
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A liquidação poderá ser continuativa a sentença. A liquidação poderá ser uma 
ação quando for para liquidar sentença arbitral, sentença estrangeira, sentença penal 
condenatória transitada em julgado. A liquidação poderá ser também incidente como 
acontece nessa situação de conversão em perdas e danos. Isso é comum quando o credor 
não tem mais confiança no executado. 
 
- DA EXECUÇÃO POR QUANTIA CERTA 
 
Seção I – Disposições Gerais 
 
O inciso II, do art. 825 do NCPC, faz modificação significativa juntou as 
alienações, antes colocava alienação por iniciativa particular e alienação em hasta 
pública, agora só traz ALIENAÇÃO, o gênero, sem necessidade de fazer 
compatibilização se vier a surgir uma nova espécie. No inciso I, do art. 825 do NCPC, 
coloca a ADJUDICAÇÃO que continua sendo preferencial. 
 
Art. 825. A expropriação consiste em: 
I - adjudicação; 
II - ALIENAÇÃO; 
III - apropriação de frutos e rendimentos de empresa ou de 
estabelecimentos e de outros bens. 
 
Seção II – Da Citação do Devedor e do Arresto 
 
Consoante o art. 827 do NCPC o juiz ao despachar a inicial fixará os honorários 
e isso é para estimular o cumprimento espontâneo da execução. 
O § 2º do art. 827 do NCPC supera o entendimento do STJ que deduz que o 
valor dos honorários da execução tem que ser fixado de início pelo juiz e não tem 
modificação no final da execução. Destacando-se que o juiz de início não sabe a 
complexidade da execução. 
Com o §2º do art. 827 do NCPC poderá ser elevado quando rejeitado os 
embargos. Mas há uma preocupação quando for acolhido os embargos do executado? 
Há uma omissão. Para Rinaldo, pode haver o acolhimento também para quem deu caso, 
então, pode ser concedido tanto para o advogado do exequente quanto ao do executado. 
No NCPC não se admite a compensação de honorários. Honorários não se 
compensam em caso de sucumbência recíproca, pois os honorários não pertencem as 
partes, mas sim aos advogados. 
Para Rinaldo, a tendência será o poder judiciário decidir que ao fixar honorários 
no final não haverá mais acréscimo, pois caso contrário não se terminaria nunca. 
 
Art. 827. Ao despachar a inicial, o juiz fixará, de plano, os 
honorários advocatícios de DEZ POR CENTO, a serem pagos pelo 
executado. 
§ 1
o
 No caso de integral pagamento no prazo de 3 (três) dias, o valor 
dos honorários advocatícios será reduzido pela metade. 
Página 39 de 65 
 
§ 2
o
 O VALOR DOS HONORÁRIOS PODERÁ SER ELEVADO 
ATÉ VINTE POR CENTO, quando rejeitados os embargos à 
execução, podendo a majoração, caso não opostos os embargos, 
ocorrer ao final do procedimento executivo, levando-se em conta o 
trabalho realizado pelo advogado do exequente. 
 
O §2º do art. 829 do NCPC novamente trata de bens mais onerosos para o 
executado, neste caso basta que sejam igualmente eficazes, não sendo, a penhora pode 
ser transferida para outro bem. 
Quando o executado tomar conhecimento do processo de execução, não precisa 
sequer esperar para ser citado, já pode pedir/indicar outro bem para penhora, mas será 
necessária a demonstração da propriedade do bem, que o bem não será menos eficaz a 
execução e que na forma requerida pelo exequente seja mais onerosa para o executado, 
não basta a alegação tem que ter prova. 
 
Art. 829. O executado será citado para pagar a dívida no prazo de 3 
(três) dias, contado da citação. 
§ 1
o
 Do mandado de citação constarão, também, a ordem de penhora 
e a avaliação a serem cumpridas pelo oficial de justiça tão logo 
verificado o não pagamento no prazo assinalado, de tudo lavrando-se 
auto, com intimação do executado. 
§ 2
o
 A penhora recairá sobre os bens indicados pelo exequente, 
SALVO SE OUTROS FOREM INDICADOS PELO EXECUTADO 
E ACEITOS PELO JUIZ, MEDIANTE DEMONSTRAÇÃO DE 
QUE A CONSTRIÇÃO PROPOSTA LHE SERÁ MENOS 
ONEROSA E NÃO TRARÁ PREJUÍZO AO EXEQUENTE. 
 
Consoante o § 1º do art. 830 do NCPC se alterou que o oficial de justiça 
procurará o executado 2 (duas) vezes e não 3 (três) vezes. Isso porque os oficiais de 
justiça achavam que na primeira já bastava. 
Se houver suspeita da ocultação fará o oficial a citação por hora certa, 
certificando de forma PORMENORIZADA o ocorrido para o juiz. É pormenorizada, 
porque o juiz tem que verificar quais são os fatores que levaram o oficial de justiça a 
considerar que o executado estaria a se ocultar. 
Precisa-se haver a SUSPEITA DE OCULTAÇÃO para que haja a citação por 
hora certa, além das 2 (duas) tentativas do oficial de justiça. 
Pode-se entender do § 2º do art. 830 do NCPC que para haver citação por edital 
é preciso ocorrer a previa frustração da citação pessoal e da com hora certa. Todavia, a 
frustação da citação pessoal e a por hora certa não é requisito para que se tenha a citação 
por edital. 
 
Art. 830. Se o oficial de justiça não encontrar o executado, arrestar-
lhe-á tantos bens quantos bastem para garantir a execução. 
§ 1
o
 Nos 10 (dez) dias seguintes à efetivação do arresto, o oficial de 
justiça procurará o executado 2 (DUAS) VEZES EM DIAS 
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DISTINTOS e, havendo suspeita de ocultação, realizará a citação 
com hora certa, certificando pormenorizadamente o ocorrido. 
§ 2
o
 Incumbe ao exequente requerer a CITAÇÃO POR EDITAL, uma 
vez frustradas a pessoal e a com hora certa. 
§ 3
o
 Aperfeiçoada a citação e transcorrido o prazo de pagamento, o 
arresto converter-se-á em penhora, independentemente de termo. 
 
Seção III – Da Penhora, do Depósito e da Avaliação 
 
Subseção I – Do Objeto da Penhora 
 
O art. 833 do NCPC exclui a expressão “absolutamente”, pois o que é 
absolutamente impenhorável não poderia ser penhorado de nenhuma forma, mas havia 
possibilidade de ser penhorado. Então, o absolutamente tem que ser colocado de lado. 
No inciso V do art. 833 do NCPC destaca-se a expressão “EXERCÍCIO DA 
PROFISSÃO DO EXECUTADO”, logo, para ser impenhorável um bem este tem que 
ser utilizado na profissão do executado. 
O inciso VI do art. 833 do NCPC elenca o seguro de vida, não deduz que é no 
caso de morte, é uma antinomia em relação aos títulos executivos. 
O inciso X do art. 833 do NCPC deve ser interpretado em sentido mais amplo, 
para abranger além de poupança outras aplicações financeiras. Nota-se que o NCPC não 
atualizou e isso tem um reflexo péssimo, porque já foi decidido pelo STJ que inclui 
outras aplicações financeiras e pode se ter o entendimento que o legislador apenas quis 
proteger os valores depositados em poupança, fazendo-se uma interpretação temerária 
para restringir o alcance. 
Para Rinaldo Mouzalas, em relação ao inciso XII do art. 833 do NCPC, deve se 
dar a orientação que os créditos oriundos de alienação de unidades imobiliárias para ser 
impenhoráveis têm que ser totalmente investido para finalizar a obra, pois o que é lucro 
não deve ser penhorado. 
 
Art. 833. SÃO IMPENHORÁVEIS: 
I - os bens inalienáveis e os declarados, por ato voluntário, não 
sujeitos à execução; 
II - os móveis, os pertences e as utilidades domésticas que guarnecem 
a residência do executado, salvo os de elevado valor ou os que 
ultrapassem as necessidades comuns correspondentesa um médio 
padrão de vida; 
III - os vestuários, bem como os pertences de uso pessoal do 
executado, salvo se de elevado valor; 
IV - os vencimentos, os subsídios, os soldos, os salários, as 
remunerações, os proventos de aposentadoria, as pensões, os pecúlios 
e os montepios, bem como as quantias recebidas por liberalidade de 
terceiro e destinadas ao sustento do devedor e de sua família, os 
ganhos de trabalhador autônomo e os honorários de profissional 
liberal, ressalvado o § 2
o
; 
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V - os livros, as máquinas, as ferramentas, os utensílios, os 
instrumentos ou outros bens móveis necessários ou úteis ao 
EXERCÍCIO DA PROFISSÃO DO EXECUTADO; 
VI - o SEGURO DE VIDA; 
VII - os materiais necessários para obras em andamento, salvo se 
essas forem penhoradas; 
VIII - a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que 
trabalhada pela família; 
IX - os recursos públicos recebidos por instituições privadas para 
aplicação compulsória em educação, saúde ou assistência social; 
X - a quantia depositada em CADERNETA DE POUPANÇA, até o 
limite de 40 (quarenta) salários-mínimos; 
XI - os recursos públicos do fundo partidário recebidos por partido 
político, nos termos da lei; 
XII - os créditos oriundos de alienação de unidades imobiliárias, sob 
regime de incorporação imobiliária, VINCULADOS À EXECUÇÃO 
DA OBRA. 
§ 1
o
 A impenhorabilidade não é oponível à execução de dívida 
relativa ao próprio bem, inclusive àquela contraída para sua 
aquisição. 
§ 2
o
 O disposto nos incisos IV e X do caput não se aplica à hipótese 
de penhora para pagamento de prestação alimentícia, 
independentemente de sua origem, bem como às IMPORTÂNCIAS 
EXCEDENTES A 50 (CINQUENTA) SALÁRIOS-MÍNIMOS 
MENSAIS, devendo a constrição observar o disposto no art. 528, § 
8
o
, e no art. 529, § 3
o
. 
§ 3
o
 Incluem-se na impenhorabilidade prevista no inciso V do caput 
os equipamentos, os implementos e as máquinas agrícolas 
pertencentes a pessoa física ou a empresa individual produtora 
rural, exceto quando tais bens tenham sido objeto de financiamento e 
estejam vinculados em garantia a negócio jurídico ou quando 
respondam por dívida de natureza alimentar, trabalhista ou 
previdenciária. 
 
O art. 835 do NCPC elenca a ordem preferencial de penhora. 
Deduz o § 1º do art. 835 do NCPC que é prioritária a penhora em dinheiro, 
podendo o juiz, nas demais hipóteses, ALTERAR A ORDEM PREVISTA NO CAPUT 
de acordo com as circunstâncias do caso concreto. A mitigação somente poderá ocorrer 
se não houver a penhora em dinheiro. Na penhora em dinheiro não precisa de 
procedimento de expropriação, é mais rápido, efetivo e menos oneroso. 
Diz a súmula 417 do STJ que: “Na execução civil, a penhora de dinheiro na 
ordem de nomeação de bens não tem caráter absoluto”. Essa súmula deduz que não há 
caráter absoluto a penhora em dinheiro, só que com o NCPC haverá caráter absoluta, 
devendo ser obedecida de forma inflexível. Essa súmula tenderá a ser cancelada. 
Terá também caráter absoluto a fiança bancária e o seguro garantia judicial, pois 
se equiparam a dinheiro, consoante o § 2º do art. 835 do NCPC. 
 
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Art. 835. A penhora observará, preferencialmente, a seguinte 
ORDEM: 
I - dinheiro, em espécie ou em depósito ou aplicação em instituição 
financeira; 
II - títulos da dívida pública da União, dos Estados e do Distrito 
Federal com cotação em mercado; 
III - títulos e valores mobiliários com cotação em mercado; 
IV - veículos de via terrestre; 
V - bens imóveis; 
VI - bens móveis em geral; 
VII - semoventes; 
VIII - navios e aeronaves; 
IX - ações e quotas de sociedades simples e empresárias; 
X - percentual do faturamento de empresa devedora; 
XI - pedras e metais preciosos; 
XII - direitos aquisitivos derivados de promessa de compra e venda e 
de alienação fiduciária em garantia; 
XIII - outros direitos. 
§ 1
o
 É prioritária a penhora em dinheiro, podendo o juiz, nas demais 
hipóteses, ALTERAR A ORDEM PREVISTA NO CAPUT de acordo 
com as circunstâncias do caso concreto. 
§ 2
o
 Para fins de substituição da penhora, EQUIPARAM-SE A 
DINHEIRO A FIANÇA BANCÁRIA E O SEGURO GARANTIA 
JUDICIAL, desde que em valor não inferior ao do débito constante 
da inicial, acrescido de trinta por cento. 
§ 3
o
 Na execução de crédito com garantia real, a penhora recairá 
sobre a coisa dada em garantia, e, se a coisa pertencer a terceiro 
garantidor, este também será intimado da penhora. 
 
O art. 836 do NCPC traduz o princípio da utilidade da execução. 
O § 1º do art. 836 do NCPC coloca o oficial de justiça como um cooperador da 
atividade processual. 
Pode ocorrer do oficial de justiça entender que o bem não é penhorável, mas o 
juiz pode entender que é penhorável. Então o que o oficial de justiça faz? Vai a 
residência/estabelecimento faz a lista dos bens, nomeando o executado como 
depositário. Ver art. 836, § 2º do NCPC. 
Se o executado não aceitar o encargo de ser depositário, então não terá 
responsabilidade quando aos deveres de guarda. 
 
Art. 836. Não se levará a efeito a penhora quando ficar evidente que 
o produto da execução dos bens encontrados será totalmente 
absorvido pelo pagamento das custas da execução. 
§ 1
o
 Quando não encontrar bens penhoráveis, independentemente de 
determinação judicial expressa, o oficial de justiça descreverá na 
certidão os bens que guarnecem a residência ou o estabelecimento 
do executado, quando este for pessoa jurídica. 
§ 2
o
 Elaborada a lista, o executado ou seu representante legal será 
nomeado depositário provisório de tais bens até ulterior 
determinação do juiz. 
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Subseção III - Da Documentação da Penhora, de seu Registro e do Depósito 
 
No art. 841 do NCPC promove um dialogo entre as partes e o advogado ao ser 
realizado a penhora. 
 
Art. 841. Formalizada a penhora por qualquer dos meios legais, dela 
será imediatamente intimado o executado. 
§ 1
o
 A intimação da penhora será feita ao advogado do executado ou 
à sociedade de advogados a que aquele pertença. 
§ 2
o
 Se não houver constituído advogado nos autos, o executado será 
intimado pessoalmente, de preferência por via postal. 
§ 3
o
 O disposto no § 1
o
 não se aplica aos casos de penhora realizada 
na presença do executado, que se reputa intimado. 
§ 4
o
 Considera-se realizada a intimação a que se refere o § 2
o
 quando 
o executado houver mudado de endereço sem prévia comunicação ao 
juízo, observado o disposto no parágrafo único do art. 274. 
 
O art. 843 do NCPC trata da PENHORA DO BEM INDIVISÍVEL. 
O problema é quando há penhora de bem imóvel que há condomínio, 
copropriedade ou pertence à pessoa casada. Tem-se que a alienação do bem não pode 
prejudicar o condômino o cônjuge ou coproprietário, pois eles não estão sendo 
executados. Nesse caso, qualquer alienação em valor inferior a 50% não será realizada, 
pois prejudica o condomínio, coproprietário ou cônjuge. (Ver art. 843, § 2º do NCPC) 
Para Rinaldo Mouzalas o valor de mercado somente será fidedigno se for 
superior a avaliação. Se o lance for menor que o valor da avaliação tem que se garantir 
pelo menos 50% da avaliação para o cônjuge ou coproprietário. 
Nem o cônjuge e nem o coproprietário tem responsabilidade pelos ônus da 
execução, há depender no caso de cônjuge do regime de casamento. 
 
Art. 843. Tratando-se de PENHORA DE BEM INDIVISÍVEL, o 
equivalente à quota-parte do coproprietário ou do cônjuge alheio à 
execução recairá sobre o produto da alienação do bem. 
§ 1
o
 É reservada ao coproprietário ou ao cônjuge não executado a 
preferênciana arrematação do bem em igualdade de condições. 
§ 2
o
 Não será levada a efeito expropriação por preço inferior ao da 
avaliação na qual o valor auferido seja incapaz de garantir, ao 
coproprietário ou ao cônjuge alheio à execução, o correspondente à 
sua quota-parte calculado sobre o valor da avaliação. 
 
Subseção III – Do Lugar de Realização da Penhora 
 
Consoante o art. 845, § 1º do NCPC tem-se como realizar a penhora de imóveis 
e veículos quando apresentada certidão por termo nos autos. Verifica-se que há 
condições de se fazer uma avaliação sem que haja uma vistoria no local do bem. E na 
prática o resultado será o mesmo, pois independentemente do valor fixado, qualquer das 
partes vão impugnar a avaliação. 
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Art. 845. Efetuar-se-á a penhora onde se encontrem os bens, ainda 
que sob a posse, a detenção ou a guarda de terceiros. 
§ 1
o
 A penhora de imóveis, independentemente de onde se localizem, 
quando apresentada certidão da respectiva matrícula, e a penhora de 
veículos automotores, quando apresentada certidão que ateste a sua 
existência, SERÃO REALIZADAS POR TERMO NOS AUTOS. 
§ 2
o
 Se o executado não tiver bens no foro do processo, não sendo 
possível a realização da penhora nos termos do § 1
o
, a execução será 
feita por carta, penhorando-se, avaliando-se e alienando-se os bens 
no foro da situação. 
 
Subseção IV – Das Modificações da Penhora 
 
O art. 852 do NCPC trata das hipóteses de alienação antecipada. Para Rinaldo 
Mouzalas não há justificativa pra constar na lista pedras e metais preciosos, mas em 
relação a veículo automotor que com o passar do tempo ocorre a depreciação será 
importante essa alienação antecipada, ou até mesmo adjudicação. 
 
Art. 852. O JUIZ DETERMINARÁ A ALIENAÇÃO 
ANTECIPADA dos bens penhorados quando: 
I - se tratar de veículos automotores, de pedras e metais preciosos e 
de outros bens móveis sujeitos à depreciação ou à deterioração; 
II - houver manifesta vantagem. 
 
Subseção V - Da Penhora de Dinheiro em Depósito ou em Aplicação Financeira 
 
Muitas vezes o executado quando sabe que haverá bloqueio de suas aplicações 
financeiras, retira os valores. Pelo art. 854 do NCPC haverá a necessidade de 
requerimento do exequente, mas não se precisará dar ciência ao executado, e o juiz 
deverá se atentar que a penhora se limitará ao valor indicado na execução. 
Conforme o § 1º do art. 854 do NCPC deverá em 24 horas os juiz cancelar 
eventual indisponibilidade excessiva. 
E nos termos do § 2º do art. 854 do NCPC as comunicações de indisponibidade 
realizar-se-á por meio de advogado. E o ideal é que o advogado registre todas as 
comunicações com o executado, tendo em vista que a comunicação será feita na sua 
pessoa, a fim de se evitar perdas e danos. 
Para Rinaldo Mouzalas o prazo de 05 (cinco) dias do § 3º do art. 854 do NCPC é 
informativo, orientador e não preclusivo. 
 
Art. 854. Para possibilitar a penhora de dinheiro em depósito ou em 
aplicação financeira, o juiz, a REQUERIMENTO DO EXEQUENTE, 
SEM DAR CIÊNCIA PRÉVIA DO ATO AO EXECUTADO, 
determinará às instituições financeiras, por meio de sistema 
eletrônico gerido pela autoridade supervisora do sistema financeiro 
nacional, que torne indisponíveis ativos financeiros existentes em 
nome do executado, limitando-se a indisponibilidade ao valor 
indicado na execução. 
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§ 1
o
 No prazo de 24 (VINTE E QUATRO) HORAS A CONTAR DA 
RESPOSTA, de ofício, o juiz determinará o cancelamento de 
eventual indisponibilidade excessiva, o que deverá ser cumprido pela 
instituição financeira em igual prazo. 
§ 2
o
 Tornados indisponíveis os ativos financeiros do executado, este 
será intimado na pessoa de seu advogado ou, não o tendo, 
pessoalmente. 
§ 3
o
 Incumbe ao executado, no prazo de 5 (cinco) dias, comprovar 
que: 
I - as quantias tornadas indisponíveis são impenhoráveis; 
II - ainda remanesce indisponibilidade excessiva de ativos 
financeiros. 
§ 4
o
 Acolhida qualquer das arguições dos incisos I e II do § 3
o
, o juiz 
determinará o cancelamento de eventual indisponibilidade irregular 
ou excessiva, a ser cumprido pela instituição financeira em 24 (vinte e 
quatro) horas. 
 
Subseção VII - Da Penhora das Quotas ou das Ações de Sociedades Personificadas 
 
Esse balanço especial citado no inciso I do art. 861 do NCPC é para possibilitar 
posterior liquidação. 
Deve observar que o balanço deve ser fidedigno, principalmente, se a penhora 
for de mais da metade das cotas, havendo, inclusive, a possibilidade de se nomear 
administrador. 
Em uma sociedade pessoal é muito difícil o ingresso de uma pessoa estranha na 
sociedade. Com o NCPC está regulamentado, sendo possível a penhora de quotas da 
sociedade. Em uma sociedade aberta não tem esse problema, pois apenas se coloca na 
bolsa as ações para venda. 
 
Art. 861. Penhoradas as quotas ou as ações de sócio em sociedade 
simples ou empresária, o juiz assinará prazo razoável, não superior 
a 3 (três) meses, para que a sociedade: 
I - apresente balanço especial, na forma da lei; 
II - ofereça as quotas ou as ações aos demais sócios, observado o 
direito de preferência legal ou contratual; 
III - NÃO HAVENDO INTERESSE DOS SÓCIOS NA AQUISIÇÃO 
DAS AÇÕES, proceda à liquidação das quotas ou das ações, 
depositando em juízo o valor apurado, em dinheiro. 
§ 1
o
 Para evitar a liquidação das quotas ou das ações, a sociedade 
poderá adquiri-las sem redução do capital social e com utilização de 
reservas, para manutenção em tesouraria. 
§ 2
o
 O disposto no caput e no § 1
o
 não se aplica à sociedade anônima 
de capital aberto, cujas ações serão adjudicadas ao exequente ou 
alienadas em bolsa de valores, conforme o caso. 
§ 3
o
 Para os fins da liquidação de que trata o inciso III do caput, o 
juiz poderá, a requerimento do exequente ou da sociedade, NOMEAR 
ADMINISTRADOR, que deverá submeter à aprovação judicial a 
forma de liquidação. 
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§ 4
o
 O PRAZO previsto no caput poderá ser AMPLIADO pelo juiz, se 
o pagamento das quotas ou das ações liquidadas: 
I - superar o valor do saldo de lucros ou reservas, exceto a legal, e 
sem diminuição do capital social, ou por doação; ou 
II - colocar em risco a estabilidade financeira da sociedade simples 
ou empresária. 
§ 5
o
 Caso não haja interesse dos demais sócios no exercício de direito 
de preferência, não ocorra a aquisição das quotas ou das ações pela 
sociedade e a liquidação do inciso III do caput seja excessivamente 
onerosa para a sociedade, o JUIZ PODERÁ DETERMINAR O 
LEILÃO JUDICIAL DAS QUOTAS OU DAS AÇÕES. 
 
Subseção VIII - Da Penhora de Empresa, de Outros Estabelecimentos e de Semoventes 
 
Diferentemente do CPC73 o art. 862 do NCPC aponta que o juiz nomeará 
administrador que também será depositário quando a penhora recair em estabelecimento 
comercial, semoventes, plantações e construções. Observe que poderá ser fadada ao 
insucesso a penhora realizada caso seja nomeado só o depositário e não administrador. 
Acerca do § 4º do art. 862 do NCPC, no caso da construção não financiada, 
afasta-se o incorporador e nessa hipótese será colocada a comissão dos representantes 
dos adquirentes. E se estes não quiserem? Deveria ter possibilidade deles nomearem um 
terceiro administrador. Esse artigo não foi muito claro. Mas não se elimina a 
possibilidade de nomear alguém que não for da comissão. 
 
Art. 862. Quando a penhora recair em estabelecimento comercial, 
industrial ou agrícola, bem como em semoventes, plantações ou 
edifícios em construção, O JUIZ NOMEARÁ ADMINISTRADOR-
DEPOSITÁRIO, determinando-lheque apresente em 10 (dez) dias o 
plano de administração. 
§ 1
o
 Ouvidas as partes, o juiz decidirá. 
§ 2
o
 É lícito às partes ajustar a forma de administração e escolher o 
depositário, hipótese em que o juiz homologará por despacho a 
indicação. 
§ 3
o
 Em relação aos edifícios em construção sob regime de 
incorporação imobiliária, a penhora somente poderá recair sobre as 
unidades imobiliárias ainda NÃO COMERCIALIZADAS PELO 
INCORPORADOR. 
§ 4
o
 Sendo necessário AFASTAR O INCORPORADOR DA 
ADMINISTRAÇÃO DA INCORPORAÇÃO, será ela exercida pela 
comissão de representantes dos adquirentes ou, se se tratar de 
construção financiada, por empresa ou profissional indicado pela 
instituição fornecedora dos recursos para a obra, devendo ser ouvida, 
neste último caso, a comissão de representantes dos adquirentes. 
 
O art. 865 do NCPC mitigou a execução sob o interesse do exequente, mas 
assim o fez porque o interesse relacionado não é somente do executado, mas também de 
outros, exemplo, preservação de empresa, pessoas que estão recebendo bem em regime 
de incorporação, pessoas relacionadas à empresa de forma direta e indireta, etc. 
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Art. 865. A penhora de que trata esta Subseção somente será 
determinada se não houver outro meio eficaz para a efetivação do 
crédito. 
 
Subseção IX – Da Penhora de Percentual de Faturamento de Empresa 
 
Qual seria o percentual possível de penhora de faturamento? Lembre-se que há 
empresas que trabalham com uma margem pequena e caso haja penhora pode haver o 
comprometimento da empresa. 
O § 1º do art. 866 do NCPC aponta uma preocupação com o tempo de satisfação 
do crédito e com a preservação do faturamento da empresa. 
Só que às vezes a dívida é tamanha que a penhora do percentual é insuficiente 
para garantir o pagamento, porque os juros e a correção monetária são maiores que o 
percentual do faturamento. 
E se a penhora do percentual não for suficiente, então, pode-se penhorar a 
empresa? Tem que se pensar no interesse do exequente. 
 
Art. 866. Se o executado não tiver outros bens penhoráveis ou se, 
tendo-os, esses forem de difícil alienação ou insuficientes para saldar 
o crédito executado, O JUIZ PODERÁ ORDENAR A PENHORA 
DE PERCENTUAL DE FATURAMENTO DE EMPRESA. 
§ 1
o
 O juiz fixará percentual que propicie a satisfação do crédito 
exequendo em TEMPO RAZOÁVEL, mas que não torne inviável o 
exercício da atividade empresarial. 
§ 2
o
 O juiz nomeará administrador-depositário, o qual submeterá à 
aprovação judicial a forma de sua atuação e prestará contas 
mensalmente, entregando em juízo as quantias recebidas, com os 
respectivos balancetes mensais, a fim de serem imputadas no 
pagamento da dívida. 
§ 3
o
 Na penhora de percentual de faturamento de empresa, observar-
se-á, no que couber, o disposto quanto ao regime de penhora de frutos 
e rendimentos de coisa móvel e imóvel. 
 
Subseção X – Da Penhora de Frutos e Rendimentos de Coisa Móvel ou Imóvel Publica 
 
O § 1º do art. 868 do NCPC aponta uma preocupação com a prática dos atos de 
boa fé, então, para Rinaldo Mouzalas para ter eficácia a medida tem que haver 
publicação da decisão em ambiente maior que o do processo. 
 
Art. 868. Ordenada a penhora de frutos e rendimentos, o juiz 
nomeará administrador-depositário, que será investido de todos os 
poderes que concernem à administração do bem e à fruição de seus 
frutos e utilidades, perdendo o executado o direito de gozo do bem, 
até que o exequente seja pago do principal, dos juros, das custas e 
dos honorários advocatícios. 
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§ 1
o
 A medida terá eficácia em relação a terceiros a partir da 
publicação da decisão que a conceda ou de sua averbação no ofício 
imobiliário, em caso de imóveis. 
§ 2
o
 O exequente providenciará a averbação no ofício imobiliário 
mediante a apresentação de certidão de inteiro teor do ato, 
independentemente de mandado judicial. 
 
O art. 869 do NCPC apresenta a questão de quem será o administrador do bem 
que está rendendo frutos. Será o exequente, executado ou profissional? Se houver 
acordo de vontade será o exequente ou executado, mas se não houver acordo de vontade 
será o profissional. 
Considere que houve um erro na redação, porque deveria dizer aquele indicado 
pelo acordo de vontade ou não existindo pelo profissional a ser indicado pelo juiz. 
A redação do art. 869 do NCPC ficou um pouco confusa, mas precisa ser assim 
lida. 
O § 5º do art. 869 do NCPCC determina que as quantias recebidas pelo 
administrador serão entregues direto ao exequente, sem burocratização. Salienta-se que 
o administrador será remunerado por essa atividade, inclusive, se o administrador for o 
exequente. 
Para Rinaldo Mouzalas a quitação por termo nos autos citada no § 6º do art. 869 
do NCPC somente ocorrerá quando o administrador for um profissional, pois se for o 
exequente ou o executado bastará o recibo. 
 
Art. 869. O juiz poderá nomear administrador-depositário o 
exequente ou o executado, ouvida a parte contrária, e, não havendo 
acordo, nomeará profissional qualificado para o desempenho da 
função. 
§ 1
o
 O administrador submeterá à aprovação judicial a forma de 
administração e a de prestar contas periodicamente. 
§ 2
o
 Havendo discordância entre as partes ou entre essas e o 
administrador, o juiz decidirá a melhor forma de administração do 
bem. 
§ 3
o
 Se o imóvel estiver arrendado, o inquilino pagará o aluguel 
diretamente ao exequente, salvo se houver administrador. 
§ 4
o
 O exequente ou o administrador poderá celebrar locação do 
móvel ou do imóvel, ouvido o executado. 
§ 5
o
 As quantias recebidas pelo administrador serão entregues ao 
exequente, a fim de serem imputadas ao pagamento da dívida. 
§ 6
o
 O exequente dará ao executado, por termo nos autos, quitação 
das quantias recebidas. 
 
Subseção XI - Da Avaliação 
 
O art. 870 do NCPC irá preservar a prioridade de avaliação realizada por oficial 
de justiça, porque é menos custoso e menos burocrático, basta que sejam pagas as custas 
judiciais e o oficial de justiça faz a avaliação. 
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O § único do art. 870 do NCPC determina quando não será o oficial de justiça: 
quando necessitar de conhecimento especializado e o valor da execução o comportar. 
 
Art. 870. A avaliação será feita pelo oficial de justiça. 
Parágrafo único. Se forem necessários CONHECIMENTOS 
ESPECIALIZADOS e o VALOR DA EXECUÇÃO O 
COMPORTAR, o juiz nomeará avaliador, fixando-lhe prazo não 
superior a 10 (dez) dias para entrega do laudo. 
 
O art. 871 do NCPC aponta as situações em que não se procederá à avaliação, 
podendo se dispensar a atividade do oficial de justiça. É uma forma de racionalizar o 
procedimento. 
 
Art. 871. NÃO SE PROCEDERÁ À AVALIAÇÃO QUANDO: 
I - uma das partes aceitar a estimativa feita pela outra; 
II - se tratar de títulos ou de mercadorias que tenham cotação em 
bolsa, comprovada por certidão ou publicação no órgão oficial; 
III - se tratar de títulos da dívida pública, de ações de sociedades e de 
títulos de crédito negociáveis em bolsa, cujo valor será o da cotação 
oficial do dia, comprovada por certidão ou publicação no órgão 
oficial; 
IV - se tratar de veículos automotores ou de outros bens cujo preço 
médio de mercado possa ser conhecido por meio de pesquisas 
realizadas por órgãos oficiais ou de anúncios de venda divulgados 
em meios de comunicação, caso em que caberá a quem fizer a 
nomeação o encargo de comprovar a cotação de mercado. 
Parágrafo único. Ocorrendo a hipótese do inciso I deste artigo, a 
avaliação poderá ser realizada quandohouver fundada dúvida do juiz 
quanto ao real valor do bem. 
 
O art. 873 do NCPC possibilita nova avaliação. 
Mas quantas vezes o bem pode ser reavaliado? No mínimo uma, porque quando 
penhorado o bem será avaliado. Costumeiramente duas, porque quando o bem for 
alienado ou adjudicado o bem terá uma avaliação prévia sob pena de eventual nulidade. 
Mas pode ocorrer de haver necessidade de uma terceira ou quarta. 
O inciso III do art. 873 do NCPC deduz haverá uma nova avaliação quando o 
juiz tiver dúvida sobre o valor atribuído ao bem na primeira avaliação. Na verdade, não 
é na primeira avaliação pode ser em qualquer avaliação em caso de haver fundada 
dúvida. 
 
Art. 873. É admitida NOVA AVALIAÇÃO quando: 
I - qualquer das partes arguir, fundamentadamente, a ocorrência de 
erro na avaliação ou dolo do avaliador; 
II - se verificar, posteriormente à avaliação, que houve majoração ou 
diminuição no valor do bem; 
III - o juiz tiver fundada dúvida sobre o valor atribuído ao bem na 
primeira avaliação. 
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Parágrafo único. Aplica-se o art. 480 à nova avaliação prevista no 
inciso III do caput deste artigo. 
 
Seção IV – Da Expropriação de Bens 
 
Subseção I – Da Adjudicação 
 
A adjudicação será prioritária no NCPC, já era no CPC73, mas se tornará muito 
mais clara. Para Rinaldo Mouzalas adjudicação é modalidade de alienação, mas o 
NCPC tratou de forma diferenciada. 
O NCPC diz que a alienação por iniciativa popular e em hasta pública somente 
serão realizada se frustrada a adjudicação. 
O art. 878 do NCPC apresenta mais uma hipótese de reavaliação, uma hipótese 
não prevista no art. 873 do NCPC. 
Ademais, há uma preocupação pragmática, porque na prática quando se tenta a 
adjudicação e é frustrada e se tenta fazer a alienação e é frustrada, o juiz manda liberar a 
penhora, o que não é para liberar. É para o juiz primeiramente consultar o exequente, 
diante do dever de cooperação, para saber se o exequente irá querer fazer a adjudicação. 
E para tanto o exequente terá a oportunidade de fazer novo pedido de reavaliação. 
Relembrando também que a adjudicação não é apenas para o exequente, tem 
cônjuge e outras pessoas que podem fazer também. 
 
Art. 878. Frustradas as tentativas de alienação do bem, SERÁ 
REABERTA OPORTUNIDADE PARA REQUERIMENTO DE 
ADJUDICAÇÃO, caso em que também se poderá pleitear a 
realização de nova avaliação. 
 
Subseção II – Da Alienação 
 
O art. 879 do NCPC deduz que a alienação será feita por iniciativa particular, 
leilão judicial eletrônico e, posteriormente se for o caso, presencial. O leilão eletrônico é 
mais barato e atinge o maior número de pessoas. 
 
Art. 879. A ALIENAÇÃO far-se-á: 
I - por iniciativa particular; 
II - em leilão judicial eletrônico ou presencial. 
 
O art. 881 do NCPC elenca de forma expressa a ordem preferencial. Primeiro a 
adjudicação. Segundo Alienação por inciativa particular. Posteriormente, o leilão que é 
mais caro e mais burocrático, pois apresenta uma série de formalidades. É uma tentativa 
de desburocratizar o processo de execução. 
 
Art. 881. A alienação far-se-á em leilão judicial se não efetivada a 
adjudicação ou a alienação por iniciativa particular. 
§ 1
o
 O leilão do bem penhorado será realizado por leiloeiro público. 
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§ 2
o
 Ressalvados os casos de alienação a cargo de corretores de bolsa 
de valores, todos os demais bens serão alienados em leilão público. 
 
Pelo art. 882 do NCPC deduz-se que se foi realizado o leilão presencial quando 
era possível o eletrônico há uma nulidade, pois se diminui o espaço de pessoas 
interessadas. Conclui-se será obrigatório o leilão eletrônico se for possível ao invés do 
presencial. 
 
Art. 882. Não sendo possível a sua realização por meio eletrônico, o 
leilão será presencial. 
§ 1
o
 A alienação judicial por meio eletrônico será realizada, 
observando-se as garantias processuais das partes, de acordo com 
regulamentação específica do Conselho Nacional de Justiça. 
§ 2
o
 A alienação judicial por meio eletrônico deverá atender aos 
requisitos de ampla publicidade, autenticidade e segurança, com 
observância das regras estabelecidas na legislação sobre certificação 
digital. 
§ 3
o
 O leilão presencial será realizado no local designado pelo juiz. 
 
O art. 886 do NCPC dispõe acerca do edital. O inciso II do art. 886 do NCPC 
ressalta o preço mínimo pelo qual o bem poderá ser alienado. O inciso IV do art. 886 do 
NCPC determina que seja colocado o sítio e o período. 
O enunciado nº 193 do Fórum Permanente de Processualistas Civis trata dessa 
matéria: “Não justifica o adiamento do leilão, nem é causa de nulidade da arrematação, 
a falta de fixação, pelo juiz, do preço mínimo para a arrematação.” 
A estipulação de preço mínimo é bom para se dizer qual é a melhor proposta, 
para se evitar futuramente embargos a arrematação ou a adjudicação. A falta de 
definição do preço não justificará a nulidade, caberá ao juiz julgar o preço se é vil ou 
não. 
 
Art. 886. O leilão será precedido de publicação de edital, que 
conterá: 
I - a descrição do bem penhorado, com suas características, e, 
tratando-se de imóvel, sua situação e suas divisas, com remissão à 
matrícula e aos registros; 
II - o valor pelo qual o bem foi avaliado, o PREÇO MÍNIMO PELO 
QUAL PODERÁ SER ALIENADO, as condições de pagamento e, se 
for o caso, a comissão do leiloeiro designado; 
III - o lugar onde estiverem os móveis, os veículos e os semoventes e, 
tratando-se de créditos ou direitos, a identificação dos autos do 
processo em que foram penhorados; 
IV - o sítio, na rede mundial de computadores, e o período em que se 
realizará o leilão, salvo se este se der de modo presencial, hipótese 
em que serão indicados o local, o dia e a hora de sua realização; 
V - a indicação de local, dia e hora de segundo leilão presencial, para 
a hipótese de não haver interessado no primeiro; 
VI - menção da existência de ônus, recurso ou processo pendente 
sobre os bens a serem leiloados. 
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Parágrafo único. No caso de títulos da dívida pública e de títulos 
negociados em bolsa, constará do edital o valor da última cotação. 
 
O § 2º do art. 887 do NCPC determina que o edital será publicado na rede 
mundial de computadores, ou seja, não significa que será necessariamente no sitio do 
tribunal não. 
O § 3º do art. 887 do NCPC e o § 4º do art. 887 do NCPC é uma forma de 
garantir a publicidade. 
Para Rinaldo Mouzalas com o NCPC não haverá mais nulidade de leilão por 
vício de local de publicação de edital, pois: 1ª) publicação em rede mundial de 
computadores; 2º) fixação no juízo; 3º) colocação em lugar de grande circulação de 
pessoas 4º) publicação em emissora de radio ou televisão. Ou seja, não haverá mais 
nulidade por vício de local de publicação do edital. 
 
Art. 887. O leiloeiro público designado adotará providências para a 
ampla divulgação da alienação. 
§ 1
o
 A publicação do edital deverá ocorrer pelo menos 5 (cinco) dias 
antes da data marcada para o leilão. 
§ 2
o
 O edital será publicado na rede mundial de computadores, em 
sítio designado pelo juízo da execução, e conterá descrição detalhada 
e, sempre que possível, ilustrada dos bens, informando expressamente 
se o leilão se realizará de forma eletrônica ou presencial. 
§ 3
o
 Não sendo possível a publicação na rede mundial de 
computadores ou considerando o juiz, em atenção às condições da 
sede do juízo, que esse modo de divulgação é insuficiente ou 
inadequado, o edital será afixado em local de costume e publicado, 
em resumo, pelo menos uma vez em jornal deampla circulação 
local. 
§ 4
o
 Atendendo ao valor dos bens e às condições da sede do juízo, o 
juiz poderá alterar a forma e a frequência da publicidade na 
imprensa, mandar publicar o edital em local de ampla circulação de 
pessoas e divulgar avisos em emissora de rádio ou televisão local, 
bem como em sítios distintos do indicado no § 2
o
. 
§ 5
o
 Os editais de leilão de imóveis e de veículos automotores serão 
publicados pela imprensa ou por outros meios de divulgação, 
preferencialmente na seção ou no local reservados à publicidade dos 
respectivos negócios. 
§ 6
o
 O juiz poderá determinar a reunião de publicações em listas 
referentes a mais de uma execução. 
 
Para Rinaldo Mouzalas não deveria ser o juiz da causa quem deveria aplicar a 
pena, poderia ser o juiz corregedor, pois o órgão que tem atribuição para aplicar a pena 
e julgar as infrações administrativas cometidas é a corregedoria ou o CNJ. 
Então, para Rinaldo Mouzalas o juiz que é citado no § único do art. 888 do 
NCPC não é o juiz da causa, mas sim o juiz corregedor. 
 
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Art. 888. Não se realizando o leilão por qualquer motivo, o juiz 
mandará publicar a transferência, observando-se o disposto no art. 
887. 
Parágrafo único. O escrivão, o chefe de secretaria ou o leiloeiro que 
culposamente der causa à transferência responde pelas despesas da 
nova publicação, podendo o juiz aplicar-lhe a pena de suspensão por 
5 (cinco) dias a 3 (três) meses, em procedimento administrativo 
regular. 
 
O art. 889 do NCPC foi um cuidado que o legislador tomou em intimar as 
pessoas que devem ser cientificadas da alienação judicial afim que não haja nulidade 
por falta de intimação. 
 
Art. 889. Serão CIENTIFICADOS DA ALIENAÇÃO JUDICIAL, 
com pelo menos 5 (cinco) dias de antecedência: 
I - o executado, por meio de seu advogado ou, se não tiver 
procurador constituído nos autos, por carta registrada, mandado, 
edital ou outro meio idôneo; 
II - o coproprietário de bem indivisível do qual tenha sido penhorada 
fração ideal; 
III - o titular de usufruto, uso, habitação, enfiteuse, direito de 
superfície, concessão de uso especial para fins de moradia ou 
concessão de direito real de uso, quando a penhora recair sobre bem 
gravado com tais direitos reais; 
IV - o proprietário do terreno submetido ao regime de direito de 
superfície, enfiteuse, concessão de uso especial para fins de moradia 
ou concessão de direito real de uso, quando a penhora recair sobre 
tais direitos reais; 
V - o credor pignoratício, hipotecário, anticrético, fiduciário ou com 
penhora anteriormente averbada, quando a penhora recair sobre 
bens com tais gravames, caso não seja o credor, de qualquer modo, 
parte na execução; 
VI - o promitente comprador, quando a penhora recair sobre bem em 
relação ao qual haja promessa de compra e venda registrada; 
VII - o promitente vendedor, quando a penhora recair sobre direito 
aquisitivo derivado de promessa de compra e venda registrada; 
VIII - a União, o Estado e o Município, no caso de alienação de bem 
tombado. 
Parágrafo único. Se o EXECUTADO FOR REVEL E NÃO TIVER 
ADVOGADO CONSTITUÍDO, não constando dos autos seu 
endereço atual ou, ainda, não sendo ele encontrado no endereço 
constante do processo, a intimação considerar-se-á feita por meio do 
próprio edital de leilão. 
 
O art. 890 do NCPC exclui as pessoas que não podem fazer lance, fazendo a 
inclusão de outros. Por exemplo, a começar pelo juiz da localidade onde servirem ou a 
que se estender a sua autoridade. 
. 
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Art. 890. Pode oferecer lance quem estiver na livre administração de 
seus bens, com exceção: 
I - dos tutores, dos curadores, dos testamenteiros, dos 
administradores ou dos liquidantes, quanto aos bens confiados à sua 
guarda e à sua responsabilidade; 
II - dos mandatários, quanto aos bens de cuja administração ou 
alienação estejam encarregados; 
III - do juiz, do membro do Ministério Público e da Defensoria 
Pública, do escrivão, do chefe de secretaria e dos demais servidores e 
auxiliares da justiça, em relação aos bens e direitos objeto de 
alienação na localidade onde servirem ou a que se estender a sua 
autoridade; 
IV - dos servidores públicos em geral, quanto aos bens ou aos direitos 
da pessoa jurídica a que servirem ou que estejam sob sua 
administração direta ou indireta; 
V - dos leiloeiros e seus prepostos, quanto aos bens de cuja venda 
estejam encarregados; 
VI - dos advogados de qualquer das partes. Não havia essa previsão, 
mas eticamente já não se permitia. 
 
O art. 891 do NCPC trata do preço vil. Explicitando o § único do art. 891 do 
NCPC o que se considera por preço vil: INFERIOR AO MÍNIMO ESTIPULADO 
PELO JUIZ ou o PREÇO INFERIOR A CINQUENTA POR CENTO DO VALOR DA 
AVALIAÇÃO. 
 Por este dispositivo não está se dizendo que o preço vil não possa ser inferior a 
50% da avaliação, pois se pode ter um lance inferior a 50% da avaliação e o juiz 
entender que não é preço vil. 
Esse preço mínimo estipulado pelo juiz vai considerar principalmente a 
facilidade de alienação do bem. 
No caso dos bens imóveis tem entendimento na jurisprudência que a alienação 
pode sim ser inferior a 50%. 
Quando o juiz decidir o valor vai evitar depois discussões em nível de embargos 
à arrematação ou ação autônoma, pois com o preço mínimo estabelecido não terá mais 
como se discutir preço vil nos embargos a arrematação ou em uma ação autônoma. 
 
Art. 891. Não será aceito lance que ofereça PREÇO VIL. 
Parágrafo único. Considera-se VIL O PREÇO INFERIOR AO 
MÍNIMO ESTIPULADO PELO JUIZ e constante do edital, e, não 
tendo sido fixado preço mínimo, considera-se VIL O PREÇO 
INFERIOR A CINQUENTA POR CENTO DO VALOR DA 
AVALIAÇÃO. 
 
O art. 892 do NCPC prevê que o pagamento deverá ser realizado de imediato 
pelo arrematante, isso diminui as propostas e desestimula o comparecimento nos leiloes 
judiciais. O §2º e o §3º do art. 892 do NCPC estipula a preferência no caso de igualdade 
de oferta. 
 
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Art. 892. Salvo pronunciamento judicial em sentido diverso, o 
pagamento deverá ser realizado de imediato pelo arrematante, por 
depósito judicial ou por meio eletrônico. 
§ 1
o
 Se o exequente arrematar os bens e for o único credor, não 
estará obrigado a exibir o preço, mas, se o valor dos bens exceder ao 
seu crédito, depositará, dentro de 3 (três) dias, a diferença, sob pena 
de tornar-se sem efeito a arrematação, e, nesse caso, realizar-se-á 
novo leilão, à custa do exequente. 
§ 2
o
 Se houver mais de um pretendente, proceder-se-á entre eles à 
licitação, e, no caso de igualdade de oferta, terá preferência o 
cônjuge, o companheiro, o descendente ou o ascendente do executado, 
nessa ordem. 
§ 3
o
 No caso de leilão de bem tombado, a União, os Estados e os 
Municípios terão, nessa ordem, o direito de preferência na 
arrematação, em igualdade de oferta. 
 
O art. 895 do NCPC possibilita a proposta de arrematação do bem em 
prestações, desde que o valor não seja inferior ao valor da avaliação, isso para um 
primeiro leilão. Já no segundo leilão, pode se apresentar uma proposta menor que o 
valor da avaliação desde que não seja inferior ao preço mínimo ou inferior a 50% da 
avaliação. 
Para Rinaldo Mouzalas, o licitante pode oferecer com parte da proposta até outro 
bem que não seja dinheiro. Exemplo, o pretenso arrematante quer dar uma quantia em 
dinheiro e um bem imóvel para ficar com o bem que está sendo levado a leilão. Nesse 
caso, se o executado quiser ficar o bem e ele pode passar a parte do valor em dinheiro 
para o exequente. 
Essa proposta nãopode ser imposta pelo juiz, mas pode ser objeto de uma 
negociação processual. No caso da imposição pelo juiz tem que ser uma proposta em 
dinheiro. 
O § 1º do art. 895 do NCPC deduz os elemento da proposta. 
O § 4º do art. 895 do NCPC buscará moralizar o processo de arrematação com a 
aplicação de multa. Há o receio de se tornar prejudicial a participação na arrematação, 
pois ocorrendo o atraso haverá a aplicação de multa de 10% sobre a soma da parcela 
inadimplida com as parcelas vincendas, o que poderá tornar temerosa a participação no 
processo de arrematação. 
A multa irá para o exequente. A multa não é pagamento é penalidade. 
O § 8º do art. 895 do NCPC elenca situações em que há mais de uma proposta de 
pagamento. Nesse caso não há direito de preferencia. A preferência é de quem lança a 
primeira proposta, em igualdade de condições. E quem lança por último uma proposta 
minimamente vantajosa? Para Rinaldo Mouzalas, nesse caso, caberá ao juiz observar a 
boa fé. 
 
Art. 895. O interessado em adquirir o bem penhorado em prestações 
poderá apresentar, por escrito: 
I - até o início do primeiro leilão, proposta de aquisição do bem por 
valor não inferior ao da avaliação; 
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II - até o início do segundo leilão, proposta de aquisição do bem por 
valor que não seja considerado vil. 
§ 1
o
 A proposta conterá, em qualquer hipótese, oferta de pagamento 
de pelo menos vinte e cinco por cento do valor do lance à vista e o 
restante parcelado em até 30 (trinta) meses, garantido por caução 
idônea, quando se tratar de móveis, e por hipoteca do próprio bem, 
quando se tratar de imóveis. 
§ 2
o
 As propostas para aquisição em prestações indicarão o prazo, a 
modalidade, o indexador de correção monetária e as condições de 
pagamento do saldo. 
§ 3
o
 (VETADO). 
§ 4
o
 No caso de ATRASO NO PAGAMENTO de qualquer das 
prestações, incidirá multa de dez por cento sobre a soma da parcela 
inadimplida com as parcelas vincendas. 
§ 5
o
 O INADIMPLEMENTO AUTORIZA o exequente a pedir a 
resolução da arrematação ou promover, em face do arrematante, a 
execução do valor devido, devendo ambos os pedidos ser formulados 
nos autos da execução em que se deu a arrematação. 
§ 6
o
 A apresentação da proposta prevista neste artigo não suspende o 
leilão. 
§ 7
o
 A proposta de pagamento do lance à vista sempre prevalecerá 
sobre as propostas de pagamento parcelado. 
§ 8
o
 Havendo MAIS DE UMA PROPOSTA DE PAGAMENTO 
parcelado: 
I - em diferentes condições, o juiz decidirá pela mais vantajosa, assim 
compreendida, sempre, a de maior valor; 
II - em iguais condições, o juiz decidirá pela formulada em primeiro 
lugar. 
§ 9
o
 No caso de arrematação a prazo, os pagamentos feitos pelo 
arrematante pertencerão ao exequente até o limite de seu crédito, e os 
subsequentes, ao executado. 
 
Sob a ótica do art. 897 do NCPC: Se o arrematante ou fiador não pagar o preço, 
perde-se a caução e a multa dos 10% caso o pagamento fosse parcelado? Seria bis in 
idem? Dupla penalidade? Para Rinaldo Mouzalas, ou a caução ou a multa de 10% de 
atraso. O texto legislativo não foi feliz nesse ponto. Para esse caso somente se pode 
imaginar para casos de bem imóvel e em que haja parcelamento. Deveria ter se falado 
de sinal, porque, assim, valeria para bem móvel e imóvel. 
 
Art. 897. Se o arrematante ou seu fiador NÃO PAGAR O PREÇO 
NO PRAZO ESTABELECIDO, o juiz impor-lhe-á, em favor do 
exequente, a PERDA DA CAUÇÃO, voltando os bens a novo leilão, 
do qual não serão admitidos a participar o arrematante e o fiador 
remissos. 
 
Para Rinaldo Mouzalas a inclusão do disposto no § 4º do art. 903 do NCPC é 
desnecessária e irá inibir o arrematante, que não vai querer participar de um 
procedimento de arrematação que mesmo depois de expedida a carta de arrematação ou 
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da ordem de entrega poderá haver invalidação da arrematação pleiteada por ação 
autônoma. Todavia, o § 4º do art. 903 do NCPC deixa clara a possibilidade dessa 
anulação via ação autônoma, que era omissa no CPC73. 
O § 6º do art. 903 do NCPC cria mais uma situação de ato atentatório a 
dignidade da justiça. 
 
Art. 903. Qualquer que seja a modalidade de leilão, assinado o auto 
pelo juiz, pelo arrematante e pelo leiloeiro, a arrematação será 
considerada perfeita, acabada e irretratável, ainda que venham a ser 
julgados procedentes os embargos do executado ou a ação autônoma 
de que trata o § 4
o
 deste artigo, assegurada a possibilidade de 
reparação pelos prejuízos sofridos. 
§ 1
o
 Ressalvadas outras situações previstas neste Código, a 
arrematação poderá, no entanto, ser: 
I - invalidada, quando realizada por preço vil ou com outro vício; 
II - considerada ineficaz, se não observado o disposto no art. 804; 
III - resolvida, se não for pago o preço ou se não for prestada a 
caução. 
§ 2
o
 O juiz decidirá acerca das situações referidas no § 1
o
, se for 
provocado em até 10 (dez) dias após o aperfeiçoamento da 
arrematação. 
§ 3
o
 Passado o prazo previsto no § 2
o
 sem que tenha havido alegação 
de qualquer das situações previstas no § 1
o
, será expedida a carta de 
arrematação e, conforme o caso, a ordem de entrega ou mandado de 
imissão na posse. 
§ 4
o
 Após a expedição da carta de arrematação ou da ordem de 
entrega, a invalidação da arrematação poderá ser pleiteada por ação 
autônoma, em cujo processo o arrematante figurará como 
litisconsorte necessário. 
§ 5
o
 O ARREMATANTE PODERÁ DESISTIR DA 
ARREMATAÇÃO, sendo-lhe imediatamente devolvido o depósito que 
tiver feito: 
I - se provar, nos 10 (dez) dias seguintes, a existência de ônus real ou 
gravame não mencionado no edital; 
II - se, antes de expedida a carta de arrematação ou a ordem de 
entrega, o executado alegar alguma das situações previstas no § 1
o
; 
III - uma vez citado para responder a ação autônoma de que trata o 
§ 4
o
 deste artigo, desde que apresente a desistência no prazo de que 
dispõe para responder a essa ação. 
§ 6
o
 Considera-se ato atentatório à dignidade da justiça a suscitação 
infundada de vício com o objetivo de ensejar a desistência do 
arrematante, devendo o suscitante ser condenado, sem prejuízo da 
responsabilidade por perdas e danos, ao pagamento de multa, a ser 
fixada pelo juiz e devida ao exequente, em montante não superior a 
vinte por cento do valor atualizado do bem. 
 
 
 
 
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Seção V - Da Satisfação do Crédito 
 
O art. 904 do NCPC elenca a satisfação do credito pela entrega em dinheiro (que 
é pagamento) e pela adjudicação dos bens (que não é pagamento, é uma dação em 
pagamento). 
 
Art. 904. A SATISFAÇÃO DO CRÉDITO exequendo far-se-á: 
I - pela entrega do dinheiro; 
II - pela adjudicação dos bens penhorados. 
 
O § único do art. 905 do NCPC veda a execução de atos durante o plantão 
judiciário mediante plano legislativo federal e infraconstitucional, limitações que seriam 
de cunho de resoluções estabelecidas pelo próprio tribunal. 
 
Art. 905. O juiz autorizará que o exequente levante, até a satisfação 
integral de seu crédito, o dinheiro depositado para segurar o juízo ou 
o produto dos bens alienados, bem como do faturamento de empresa 
ou de outros frutos e rendimentos de coisas ou empresas penhoradas, 
quando: 
I - a execução for movida só a benefício do exequente singular, a 
quem, por força da penhora, cabe o direito de preferência sobre os 
bens penhorados e alienados; 
II - não houver sobre os bens alienados outros privilégios ou 
preferências instituídos anteriormente à penhora. 
Parágrafo único. Durante o plantão judiciário,VEDA-SE A 
CONCESSÃO DE PEDIDOS DE LEVANTAMENTO DE 
IMPORTÂNCIA EM DINHEIRO OU VALORES OU DE 
LIBERAÇÃO DE BENS APREENDIDOS. 
 
- DA EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA 
 
Para Rinaldo Mouzalas o art. 910 do NCPC tem uma pequena falha. Veja, no § 
1º desse artigo não deveria ter falado em apenas na decisão que REJEITAR, pois 
mesmo quando acolhido os embargos justifica a expedição de pagamento e ainda terá o 
recurso seguinte. Deveria ter dito “a decisão que acolhe os embargos, mas reconhece 
mesmo assim a existência de algum direito a prestação em favor do exequente”. Nem 
sempre porque acolhe os embargos está eliminando o direito à prestação. Há esse 
pequeno equivoco que deveria ter sido corrigida. 
 
Art. 910. Na execução fundada em título extrajudicial, a Fazenda 
Pública será citada para opor EMBARGOS EM 30 (TRINTA) 
DIAS. 
§ 1
o
 Não opostos embargos ou transitada em julgado A DECISÃO 
QUE OS REJEITAR, expedir-se-á precatório ou requisição de 
pequeno valor em favor do exequente, observando-se o disposto no 
art. 100 da Constituição Federal. 
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§ 2
o
 Nos embargos, a Fazenda Pública poderá alegar qualquer 
matéria que lhe seria lícito deduzir como defesa no processo de 
conhecimento. 
§ 3
o
 Aplica-se a este Capítulo, no que couber, o disposto nos artigos 
534 e 535. 
 
- DA EXECUÇÃO DE ALIMENTOS 
 
É uma inovação legislativa, mas não é uma inovação jurídica. É a possibilidade 
de se fazer a execução fundada em título executivo extrajudicial de quantia certa 
alimentícia. Há inclusive precedente do STJ que permite a execução de título executivo 
extrajudicial acerca da obrigação de prestar alimentos. 
Cabe ou não prisão alimentícia em execução de alimentos fundada em título 
executivo extrajudicial? Constitucionalmente não cabe. O artigo do NCPC quanto a isso 
ficou omisso. 
Observe pelo art. 913 do NCPC que não requerida à execução nos termos desse 
capítulo se fará nos moldes da execução por quantia certa, significa que há dois regimes 
de execução a de alimentos e a por quantia certa. Na execução de quantia certa não cabe 
prisão civil, mas e na execução de alimentos? 
Para o Rinaldo Mouzalas o art. 913 do NCPC da a entender que sim, cabe prisão 
civil, todavia, para ele não deve caber prisão civil pelo inadimplemento do titulo 
executivo extrajudicial fundado em alimentos. 
 
Art. 911. Na execução fundada em título executivo extrajudicial que 
contenha obrigação alimentar, o juiz mandará citar o executado 
para, em 3 (três) dias, efetuar o pagamento das parcelas anteriores 
ao início da execução e das que se vencerem no seu curso, provar que 
o fez ou justificar a impossibilidade de fazê-lo. 
Parágrafo único. Aplicam-se, no que couber, os §§ 2
o
 a 7
o
 do art. 
528. 
 
Art. 913. NÃO REQUERIDA A EXECUÇÃO nos termos deste 
Capítulo, observar-se-á o disposto no art. 824 e seguintes, com a 
ressalva de que, recaindo a penhora em dinheiro, a concessão de 
efeito suspensivo aos embargos à execução não obsta a que o 
exequente levante mensalmente a importância da prestação. 
 
4 - DOS EMBARGOS À EXECUÇÃO 
 
O art. 915 do NCPC estipula o prazo de 15 dias para a oposição dos embargos, 
mas não fala nada da necessidade da audiência de conciliação e mediação. 
Na execução terá a possibilidade de conciliação, vez que no processo de 
conhecimento já se inicia com audiência de conciliação? O NCPC ficou omisso. 
Dentro dos deveres está o de compor as partes. Não é obrigatória a audiência de 
conciliação, mas pode ser que assim o faça. 
 
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Art. 915. Os EMBARGOS SERÃO OFERECIDOS NO PRAZO DE 
15 (QUINZE) DIAS, contado, conforme o caso, na forma do art. 231. 
§ 1
o
 Quando houver mais de um executado, o prazo para cada um 
deles embargar conta-se a partir da juntada do respectivo 
comprovante da citação, salvo no caso de cônjuges ou de 
companheiros, quando será contado a partir da juntada do último. 
§ 2
o
 Nas execuções por carta, o PRAZO PARA EMBARGOS SERÁ 
CONTADO: 
I - da juntada, na carta, da certificação da citação, quando versarem 
unicamente sobre vícios ou defeitos da penhora, da avaliação ou da 
alienação dos bens; 
II - da juntada, nos autos de origem, do comunicado de que trata o § 
4
o
 deste artigo ou, não havendo este, da juntada da carta devidamente 
cumprida, quando versarem sobre questões diversas da prevista no 
inciso I deste parágrafo. 
§ 3
o
 Em relação ao prazo para oferecimento dos embargos à 
execução, não se aplica o disposto no art. 229. 
§ 4
o
 Nos atos de comunicação por carta precatória, rogatória ou de 
ordem, a realização da citação será imediatamente informada, por 
meio eletrônico, pelo juiz deprecado ao juiz deprecante. 
 
O art. 916 do NCPC trata-se do instituto da MORATÓRIA. O direito 
potestativo de efetuar o pagamento parcelado. 
O § 1º do art. 916 do NCPC o direito a moratória é potestativo, ou seja, não 
depende de nenhuma concordância por parte do exequente, basta que o executado 
preencha os requisitos para que se tenha direito a moratória. 
Atualmente, o executado pede para exercer o direito a moratória e o exequente 
não é intimado. Então o que acontece? Pode ser que o juiz reconheça que estão 
presentes os pressupostos para a moratória quando na verdade não estão. Nesse caso, 
cabe ao exequente agravar para o tribunal. 
Para evitar com esse tipo de situação e o juiz ter conhecimento da posição por 
parte do exequente, antes de se deferir o direito a moratória, intima-se o exequente para 
se manifestar no prazo de 05 (cinco) dias. E o juiz quando for decidir se acolhe ou não a 
moratória terá conhecimento das questões que são apresentadas por parte do exequente. 
O levantamento expresso no § 2º do art. 916 do NCPC não quer dizer que o 
exequente concorda. O exequente irá apresentar as suas considerações em torno do 
preenchimento dos requisitos da moratória. O levantamento não significa o 
preenchimento dos requisitos da moratória, mas sim o recebimento de parte do valor 
que já é utilizado para satisfazer a prestação. Somente depois o juiz irá apreciar o 
requerimento e dizer se a moratória cabe ou não ao executado. Se couber o executado 
continua pagando, se não couber o exequente já levantou uma parte e vai continuar a 
execução quanto as demais. 
O § 7º do art. 916 do NCPC, muda a linha de precedente aplicada nos tribunais, 
deduz que não se aplica na execução de título executivo judicial a moratória. Não se 
aplica moratória em fase de cumprimento de sentença. 
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Para Rinaldo Mouzalas, a moratória é um direito do exequente, mas é também 
um direito do promovido. Não é preciso ter uma fase de execução para exercer o direito 
a moratória, pois poderia o promovido ser citado na fase de conhecimento e dizer que 
concorda e fazer o pagamento de forma parcelada, então, já se exerceria a moratória no 
âmbito do processo de conhecimento. 
Para Rinaldo Mouzalas, há o receio/medo quando ao requer a moratória se 
reconheça o pedido e ensejar uma sentença e essa irá inaugurar o cumprimento de 
sentença, pois o § 7º do art. 916 do NCPC deduz que não se aplica a moratória ao 
cumprimento de sentença. Então, irá se perder esse direito? Há uma antinomia no 
sistema. 
Para Rinaldo Mouzalas, o § 7º do art. 916 do NCPC deveria ter dito que não se 
aplica ao cumprimento de sentença, mas na hipótese da parte reconhecer a procedência 
do pedido poderia, com o objetivo de se ter um estímulo a mais. 
 
Art. 916. No prazo para embargos, reconhecendo o crédito do 
exequente e comprovando o depósito de trinta por cento do valor em 
execução, acrescido de custas e de honorários de advogado,o 
executado poderá requerer que lhe seja permitido pagar o restante em 
até 6 (seis) parcelas mensais, acrescidas de correção monetária e de 
juros de um por cento ao mês. 
§ 1
o
 O exequente será intimado para manifestar-se sobre o 
preenchimento dos pressupostos do caput, e o juiz decidirá o 
requerimento em 5 (cinco) dias. 
§ 2
o
 Enquanto não apreciado o requerimento, o EXECUTADO 
TERÁ DE DEPOSITAR AS PARCELAS VINCENDAS, facultado 
ao exequente seu levantamento. 
§ 3
o
 Deferida a proposta, o exequente levantará a quantia depositada, 
e serão suspensos os atos executivos. 
§ 4
o
 Indeferida a proposta, seguir-se-ão os atos executivos, mantido o 
depósito, que será convertido em penhora. 
§ 5
o
 O não pagamento de qualquer das prestações acarretará 
cumulativamente: 
I - o vencimento das prestações subsequentes e o prosseguimento do 
processo, com o imediato reinício dos atos executivos; 
II - a imposição ao executado de multa de dez por cento sobre o valor 
das prestações não pagas. 
§ 6
o
 A opção pelo parcelamento de que trata este artigo importa 
renúncia ao direito de opor embargos 
§ 7
o
 O DISPOSTO NESTE ARTIGO NÃO SE APLICA AO 
CUMPRIMENTO DA SENTENÇA. 
 
O art. 917 do NCPC as matérias que os embargos poderá alegar. 
No inciso I do art. 917 do NCPC trata do atributo do título a inexequibilidade do 
título ou a inexigibilidade da obrigação. Salienta-se que a inexequibilidade do título 
pode estar relacionada a outros requisitos que não seja a de inexigibilidade, pode ser a 
falta de certeza ou a falta de liquidez se eventualmente for exigida a obrigação de pagar 
a quantia certa. 
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O inciso V do art. 917 trata da incompetência absoluta ou relativa do juízo da 
execução, que já é aceito pela doutrina e pela jurisprudência, mas não era previsto de 
forma expressa. 
O § 1º do art. 916 do NCPC, significa desburocratização e redução de custos, 
prevê que não se precisará ter mais embargos para impugnar penhora incorreta e 
avaliação errônea, pois pode ser feito por simples petição nos autos. Há a cognição 
independente de pagamento de custas processuais. 
 
Art. 917. Nos EMBARGOS À EXECUÇÃO, o executado poderá 
alegar: 
I - inexequibilidade do título ou inexigibilidade da obrigação; 
II - penhora incorreta ou avaliação errônea; 
III - excesso de execução ou cumulação indevida de execuções; 
IV - retenção por benfeitorias necessárias ou úteis, nos casos de 
execução para entrega de coisa certa; 
V - incompetência absoluta ou relativa do juízo da execução; 
VI - qualquer matéria que lhe seria lícito deduzir como defesa em 
processo de conhecimento. 
§ 1
o
 A INCORREÇÃO DA PENHORA OU DA AVALIAÇÃO 
PODERÁ SER IMPUGNADA POR SIMPLES PETIÇÃO, no prazo 
de 15 (quinze) dias, contado da ciência do ato. 
§ 2
o
 Há excesso de execução quando: 
I - o exequente pleiteia quantia superior à do título; 
II - ela recai sobre coisa diversa daquela declarada no título; 
III - ela se processa de modo diferente do que foi determinado no 
título; 
IV - o exequente, sem cumprir a prestação que lhe corresponde, exige 
o adimplemento da prestação do executado; 
V - o exequente não prova que a condição se realizou. 
§ 3
o
 Quando alegar que o exequente, em excesso de execução, pleiteia 
quantia superior à do título, o EMBARGANTE DECLARARÁ NA 
PETIÇÃO INICIAL o valor que entende correto, apresentando 
demonstrativo discriminado e atualizado de seu cálculo. 
§ 4
o
 Não apontado o valor correto ou não apresentado o 
demonstrativo, os embargos à execução: 
I - serão liminarmente rejeitados, sem resolução de mérito, se o 
excesso de execução for o seu único fundamento; 
II - serão processados, se houver outro fundamento, mas o juiz não 
examinará a alegação de excesso de execução. 
§ 5
o
 Nos embargos de retenção por benfeitorias, o exequente poderá 
requerer a compensação de seu valor com o dos frutos ou dos danos 
considerados devidos pelo executado, cumprindo ao juiz, para a 
apuração dos respectivos valores, nomear perito, observando-se, 
então, o art. 464. 
§ 6
o
 O exequente poderá a qualquer tempo ser imitido na posse da 
coisa, prestando caução ou depositando o valor devido pelas 
benfeitorias ou resultante da compensação. 
§ 7
o
 A arguição de impedimento e suspeição observará o disposto nos 
arts. 146 e 148. 
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O art. 918 do NCPC elenca os casos de rejeição liminar dos embargos. 
Acrescentando, Rinaldo Mouzalas, que o § único do art. 918 do NCPC também deveria 
ter considerado ato atentatório a dignidade da justiça o oferecimento de embargos 
manifestamente protelatórios no caso de improcedência liminar do pedido, vez que a 
questão defendida via embargos é objeto de interpretação contrária de súmula ou de 
repetitivos junto ao STF e STJ. 
 
Art. 918. O juiz REJEITARÁ LIMINARMENTE OS EMBARGOS: 
I - quando intempestivos; 
II - nos casos de indeferimento da petição inicial e de improcedência 
liminar do pedido; 
III - manifestamente protelatórios. 
Parágrafo único. Considera-se conduta atentatória à dignidade da 
justiça o OFERECIMENTO DE EMBARGOS MANIFESTAMENTE 
PROTELATÓRIOS. 
 
O art. 919, caput, do NCPC deduz a regra que os embargos à execução não terão 
efeito suspensivo, da mesma forma como previsto no CPC73. 
O § 1º do art. 919 do NCPC dispõe mudança significativa em relação ao CPC73, 
pois com o NCPC poderá ser alegada a evidência e não haverá a necessidade de risco, 
somente a tutela de evidencia, para, então, ser atribuído efeito suspensivo a execução. 
O enunciado nº 80 do Fórum Permanente de Processualista Civis explicita que: 
“A tutela antecipada prevista nestes dispositivos pode ser de urgência ou de evidência.” 
 
Art. 919. Os EMBARGOS À EXECUÇÃO NÃO TERÃO EFEITO 
SUSPENSIVO. 
§ 1
o
 O juiz poderá, a requerimento do embargante, ATRIBUIR 
EFEITO SUSPENSIVO AOS EMBARGOS quando verificados os 
requisitos para a concessão da tutela provisória e desde que a 
execução já esteja garantida por penhora, depósito ou caução 
suficientes. 
§ 2
o
 Cessando as circunstâncias que a motivaram, a decisão relativa 
aos efeitos dos embargos poderá, a requerimento da parte, ser 
modificada ou revogada a qualquer tempo, em decisão fundamentada. 
§ 3
o
 Quando o efeito suspensivo atribuído aos embargos disser 
respeito apenas a parte do objeto da execução, esta prosseguirá 
quanto à parte restante. 
§ 4
o
 A concessão de efeito suspensivo aos embargos oferecidos por 
um dos executados não suspenderá a execução contra os que não 
embargaram quando o respectivo fundamento disser respeito 
exclusivamente ao embargante. 
§ 5
o
 A concessão de efeito suspensivo não impedirá a efetivação dos 
atos de substituição, de reforço ou de redução da penhora e de 
avaliação dos bens. 
 
 
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5 - DA SUSPENSÃO DO PROCESSO DE EXECUÇÃO 
 
O art. 921 do NCPC trata das situações quando suspende a execução. Aponta-se 
no inciso III do art. 921 do NCPC que se suspende a execução quando o EXECUTADO 
NÃO POSSUIR BENS PENHORÁVEIS. Essa situação era ruim para o executado, 
porque o executado ficava com a execução suspensa por tempo indeterminado e não 
tinha prescrição intercorrente. 
Pela lei de execução fical se não encontrar bem a execução fica suspensa, 
passado um ano começa a correr a prescrição intercorrente, mas isso somente valia para 
a execução fiscal, não se aplicando a execução comum, conforme o STJ. 
Com o NCPC no § 1º, 2º, 3º e 4º do art. 921 na hipótese de na execução o 
executado não possuir bens penhoráveis, o juiz suspenderá a execução pelo prazo de 1 
(um) ano, durante o qual se suspenderá a prescrição.E decorrido esse prazo o juiz 
determinará o arquivamento. Enfim, prevê esses dispositivos a prescrição intercorrente. 
O inciso IV do art. 921 do NCPC nesses caso há a suspensão da execução por 
falta de interesse dos licitante e do exequente em adjudicar os bens que existe. 
O inciso V do art. 921 do NCPC apenas compatibiliza a suspensão com a 
moratória 
O enunciado nº 195 do Fórum Permanente de Processualistas Civis: “O prazo de 
prescrição intercorrente previsto no art. 921, § 4°, tem início automaticamente um ano 
após a intimação da decisão de suspensão de que trata o seu § 1°.” Ou seja, não é 
preciso intimar para dar ciência do início da prescrição intercorrente. Todavia, é um 
pouco contraditório com o dever de cooperação. 
E o enunciado n º 196 do Fórum Permanente de Processualistas Civis determina 
que: “O prazo da prescrição intercorrente é o mesmo da ação.” É o mesmo enunciado 
da súmula 150 do STF. 
 
Art. 921. Suspende-se a execução: 
I - nas hipóteses dos arts. 313 e 315, no que couber; 
II - no todo ou em parte, quando recebidos com efeito suspensivo os 
embargos à execução; 
III - quando o EXECUTADO NÃO POSSUIR BENS 
PENHORÁVEIS; 
IV - se a alienação dos bens penhorados não se realizar por FALTA 
DE LICITANTES E O EXEQUENTE, em 15 (quinze) dias, não 
requerer a adjudicação nem indicar outros bens penhoráveis; 
V - quando concedido o parcelamento de que trata o art. 916. 
§ 1
o
 Na hipótese do inciso III, o juiz suspenderá a execução pelo 
prazo de 1 (um) ano, durante o qual se suspenderá a prescrição. 
§ 2
o
 Decorrido o prazo máximo de 1 (um) ano sem que seja localizado 
o executado ou que sejam encontrados bens penhoráveis, o juiz 
ordenará o arquivamento dos autos. 
§ 3
o
 Os autos serão desarquivados para prosseguimento da execução 
se a qualquer tempo forem encontrados bens penhoráveis. 
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§ 4
o
 Decorrido o prazo de que trata o § 1
o
 sem manifestação do 
exequente, começa a correr o prazo de PRESCRIÇÃO 
INTERCORRENTE. 
§ 5
o
 O juiz, depois de ouvidas as partes, no prazo de 15 (quinze) dias, 
poderá, de ofício, reconhecer a prescrição de que trata o § 4
o
 e 
extinguir o processo. 
 
6 - DA EXTINÇÃO DO PROCESSO DE EXECUÇÃO 
 
O art. 924 do NCPC compatibilizou o sistema e acrescentou a possibilidade de 
poder extinguir a execução em decorrência da prescrição intercorrente. 
 
Art. 924. Extingue-se a execução quando: 
I - a petição inicial for indeferida; 
II - a obrigação for satisfeita; 
III - o executado obtiver, por qualquer outro meio, a extinção total da 
dívida; 
IV - o exequente renunciar ao crédito; 
V - ocorrer a PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE.

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