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BOLETO BANCARIO Outrossim é importante a requerida ressaltar que o cumprimento da obrigação de pagar foi realizado através de boleto bancário. Ocorre que esse tipo de transação possui um prazo de 03 (três) dias uteis para ser concluído, ou seja, o banco somente repassa o valor para o credor, após passar pelos tramites exigidos, senão vejamos: Compensação do boleto bancário O boleto bancário passa pelo sistema de compensação do banco que o emitiu. Isso significa que o pagamento será verificado pelos funcionários antes que o beneficiário receba o dinheiro em sua conta. Por causa de todos esses trâmites, o processo é mais demorado. Somente depois que o valor é liberado para o credor. GRIFO NOSSO Quanto tempo leva para liberar o pagamento? O prazo de compensação do boleto é de 72 horas úteis, ou seja 3 dias. Assim, se você faz uma compra pela internet no sábado, é possível que o valor só seja compensado da quarta feira. Quando falamos em compensação, é sempre preciso lembrar dos dias úteis, pois nos fins de semana e feriados o banco não compensa pagamentos. O horário em que a transação é realizada também pode fazer diferença, porque os pagamentos feitos à noite só irão para a compensação no próximo dia útil. GRIFO NOSSO https://contaembanco.com.br/servicos/depois-da-compra-quantos-dias-leva-para-compensar-o-boleto/ https://faq.pagseguro.uol.com.br/duvida/qual-e-o-prazo-para-que-meu-pagamento-seja-compensado/130#rmcl Consoante aos fatos expostos anteriormente, a empresa estava providenciando a exclusão da negativação, tendo em vista que 3ª Turma do STJ já proferiu entendimento, asseverando que o credor possui o prazo de 5 (cinco) dias úteis, a contar da efetiva quitação do débito, para realizar a operação. Confira-se: CONSUMIDOR. INSCRIÇÃO EM CADASTRO DE INADIMPLENTES. QUITAÇÃO DA DÍVIDA. CANCELAMENTO DO REGISTRO. OBRIGAÇÃO DO CREDOR. PRAZO. NEGLIGÊNCIA. DANO MORAL. PRESUNÇÃO. 1. Cabe às entidades credoras que fazem uso dos serviços de cadastro de proteção ao crédito mantê-los atualizados, de sorte que uma vez recebido o pagamento da dívida, devem providenciar o cancelamento do registro negativo do devedor. Precedentes. 2. Quitada a dívida pelo devedor, a exclusão do seu nome deverá ser requerida pelo credor no prazo de 05 dias, contados da data em que houver o pagamento efetivo, sendo certo que as quitações realizadas mediante cheque, boleto bancário, transferência interbancária ou outro meio sujeito a confirmação, dependerão do efetivo ingresso do numerário na esfera de disponibilidade do credor. 3. Nada impede que as partes, atentas às peculiaridades de cada caso, estipulem prazo diverso do ora estabelecido, desde que não se configure uma prorrogação abusiva desse termo pelo fornecedor em detrimento do consumidor, sobretudo em se tratando de contratos de adesão. 4. A inércia do credor em promover a atualização dos dados cadastrais, apontando o pagamento, e consequentemente, o cancelamento do registro indevido, gera o dever de indenizar, independentemente da prova do abalo sofrido pelo autor, sob forma de dano presumido. Precedentes. 5. Recurso especial provido. (REsp 1149998/RS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 07/08/2012, DJe 15/08/2012) GRIFO NOSSO INSCRIÇÃO DO NOME DO DEVEDOR EM CADASTRO DE INADIMPLENTES. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DA CONTROVÉRSIA. QUITAÇÃO DA DÍVIDA. SOLICITAÇÃO DE RETIFICAÇÃO DO REGISTRO ARQUIVADO EM BANCO DE DADOS DE ÓRGÃO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. INCUMBÊNCIA DO CREDOR. PRAZO. À MÍNGUA DE DISCIPLINA LEGAL, SERÁ SEMPRE RAZOÁVEL SE EFETUADO NO PRAZO DE 5 (CINCO) DIAS ÚTEIS, A CONTAR DO DIA ÚTIL SUBSEQUENTE À QUITAÇÃO DO DÉBITO. 1. Para fins do art. 543-C do Código de Processo Civil: "Diante das regras previstas no Código de Defesa do Consumidor, mesmo havendo regular inscrição do nome do devedor em cadastro de órgão de proteção ao crédito, após o integral pagamento da dívida, incumbe ao credor requerer a exclusão do registro desabonador, no prazo de 5 (cinco) dias úteis, a contar do primeiro dia útil subsequente à completa disponibilização do numerário necessário à quitação do débito vencido". 2. Recurso especial não provido. (REsp 1424792/BA, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 10/09/2014, DJe 24/09/2014) GRIFO NOSSO O referido órgão julgador aplicou analogicamente o art. 43, § 3º do CDC, para fixar o prazo supracitado. “Art. 43. O consumidor, sem prejuízo do disposto no art. 86, terá acesso às informações existentes em cadastros, fichas, registros e dados pessoais e de consumo arquivados sobre ele, bem como sobre as suas respectivas fontes. (...) § 3º O consumidor, sempre que encontrar inexatidão nos seus dados e cadastros, poderá exigir sua imediata correção, devendo o arquivista, no prazo de cinco dias úteis, comunicar a alteração aos eventuais destinatários das informações incorretas.” GRIFO NOSSO Urge ainda a requerida ressaltar que o referido prazo está amparado pela Súmula. 548 do STJ, senão vejamos: "Incumbe ao credor a exclusão do registro da dívida em nome do devedor no cadastro de inadimplentes no prazo de cinco dias úteis, a partir do integral e efetivo pagamento do débito" GRIFO NOSSO Atente-se após os fatos exposto que a empresa autora possui prazo para retirar a negativação, tendo em vista que primeiramente o banco deve repassar o pagamento, e, a mesma possui o prazo já determinado pelo órgão superior. CODIGO DE BARRAS Urge destacar a brilhantíssima sentença proferida nos autos nº 9075495.55.2018.813.0024 pelo Dr. Rodrigo Moraes Lamounier Parreiras da 04ª Unidade Jurisdicional Cível a respeito da suspensão dos serviços de telefonia, nos casos em que a empresa não localizou o pagamento das faturas: “A parte autora alega que teve o seu serviço de telefonia indevidamente suspenso, uma vez que sempre pagou pontualmente todas as contas, inclusive a que, por erro das rés, motivou a interrupção do serviço. Contudo, a comparação entre o comprovante de pagamento que instrui a inicial e a fatura emitida pela segunda ré (Tim Celular) revela que a parte autora digitou incorretamente o código de barras. Configura-se, neste caso, a culpa exclusiva da consumidora, que isenta a instituição financeira e a companhia telefônica ora demandas da responsabilidade civil. Lícita a cobrança, inclusive quanto à medida de interrupção do serviço.” GRIFO NOSSO ABUSO DE DIREITO DA AÇÃO Conforme debatido, o acesso à justiça, em sua concepção moderna, adquiriu o significado de uma ferramenta democrática indispensável para a realização da justiça nas soluções dos conflitos e, consequentemente, para garantir a efetividade dos demais direitos que assistem às pessoas. Exercido ordinariamente mediante o direito de ação, a concretude dos direitos apoia-se em uma tutela jurisdicional adequada, tempestiva e efetiva. Contudo, a acessibilidade real à justiça é obstaculizada por uma das mazelas decorrentes deste incremento, consistente justamente na abusividade do direito de litigar. Surge, então, o compromisso de coibir tais abusos de forma a proporcionar uma prestação jurisdicional proba e efetiva, ou seja, que atenda às novas perspectivas constitucionais dos direitos humanos. Urge a requerida ressaltar que o autor não está adotando a boa-fé descrita no art. 5º do NCPC, em razão do mesmo já ter ajuizado diversas ações, em face da empresa de telefonia, alegando que está recebendo mensagens difamatórias de distintos acessos. “Art. 5º: Aquele que de qualquer forma participa do processo deve comportar-se de acordo com a boa-fé.” GRIFO NOSSO A jurista Heloísa Carpena entende que: “(...) ato abusivo como aquele pelo qual o sujeito excede os limites ao exercício do direito, sendo estes firmados por seu fundamento axiológico, ou seja, o abuso surge no interior do próprio direito, sempre que ocorra uma desconformidade com o sentido teleológico em que se funda o direito subjetivo.” De acordo com Caio Mário, “abusa, pois, do seu direito o titular que dele se utiliza levando um malefício a outrem, inspirado na intençãode fazer mal, e sem proveito próprio”. E para José Olympio de Castro Filho está configurado o abuso “(...) toda vez que, na ordem jurídica, o indivíduo no exercício do seu direito subjetivo excede os limites impostos pelo direito positivo, aí compreendidos não só o texto legal mas também as normas éticas que coexistem em todo sistema jurídico, ou toda vez que o indivíduo no exercício do seu direito subjetivo o realiza de forma contrária à finalidade social.” Humberto Theodoro Júnior, entende que conceitua esse instituto como “o abuso do direito processual nos atos de má-fé praticados por quem tenha uma faculdade de agir no curso do processo, mas que dela se utiliza não para seus fins normais, mas para protelar a solução do litígio ou para desviá-la da correta apreciação judicial, embaraçando, assim, o resultado justo da prestação jurisdicional.” GRIFO NOSSO O abuso dos direitos processuais deve ser eficazmente combatido, já que, além de, naturalmente, causar danos à parte adversa, contribui para a morosidade processual, seja por aumentar o número de demandas a serem julgadas, seja por criar incidentes protelatórios, que delongam ilegitimamente o caminho processual. O doutrinado Pedro Baptista Martins assevera que: “O exercício da demanda não é um direito absoluto, pois que se acha, também, condicionado a um motivo legítimo. Quem recorre às vias judiciais deve ter um direito a reintegrar, um interesse legítimo a proteger, ou pelo menos, como se dá nas ações declaratórias, uma razão séria para invocar a tutela jurídica. Por isso, a parte que intenta ação vexatória incorre em responsabilidade, porque abusa de seu direito”. O Desembargador Dr. Rui Stoco, em sua consagrada obra Abuso do Direito e Má-Fé Processual aduz que: “Se é certo que toda demanda é o resultado de duas pessoas haverem entendido coisas diferentes ao ler a mesma norma, como já se afirmou, não menos correto que essa leitura há de ser feita segundo critérios éticos, informada pela boa-fé, enquanto padrão de comportamento exigido de todos quantos aceitaram viver em sociedade, onde a igualdade e o respeito ao próximo constituem garantias constitucionais asseguradas ao cidadão, como individualidade protegida, e à sociedade, enquanto estrato e tegumento que permeia a nação politicamente organizada... O objetivo foi estudar a boa-fé não só na sua origem filosófica, mas e principalmente, como pressuposto necessário para estar em juízo, onde a lei estabelece, como regra programática, a obrigação de proceder com lealdade e boa-fé e, como norma punitiva, a proibição de conduzir-se com o só objetivo de prejudicar ou de lesar” . GRIFO NOSSO O mesmo cita em sua obra que: “o processo não é um jogo de esperteza, mas instrumento ético da jurisdição para a efetivação dos direitos da cidadania”. GRIFO NOSSO O legislador trouxe para o processo uma regra moral para dar ao juiz, não obstante o sistema dispositivo, meios de se impedir os excessos e de reprimi-los com sanções específicas. Essa a lição de Alípio Silveira: “A má-fé dos litigantes, no anterior sistema dum extremo dispositivismo, não só prejudicava o resultado final do pleito, conduzindo à vitória do mau interesse, como ainda contribuía para prolongar e encarecer de tal forma o processo, que isso muitas vezes quase correspondia a uma denegação de justiça. Do que surgiu essa tendência reformadora, que passou a exigir a boa-fé não só preliminarmente ao processo, mas durante todo o curso deste”. O desvirtuamento do direito de acesso à justiça, por meio do abuso processual, em flagrante desrespeito à cláusula da boa-fé, requer real enfrentamento por parte Estado, a fim de reprimir o fenômeno com eficácia e rigor, em homenagem ao devido processo legal e ao acesso à justiça. Assim, resta evidente que o autor não se comporta, pelas condutas que pratica, em conformidade com o valor normativo do direito de ação, exercendo-o de forma irresponsável, desvinculando-o dos fatos concretos da vida, em flagrante má-fé, não apenas desvirtuando o instituto mas, efetivamente, causando prejuízo ao autor" CARPENA in TEPEDINO, 2003, p. 380 PEREIRA, 2011, p. 563. CASTRO FILHO, 1955, p. 17. THEODORO JUNIOR in MOREIRA, 2000, p. 113. THEODORO JUNIOR, 2010, p. 214. MANIFESTAR OF DE MULTA PROCESSO Nº 6080118-24.2015.8.13.0024 RICARDO TORRES OLIVEIRA – MAGISTRADO Outrossim, restou averiguado no sistema da requerida que conforme demonstrado anteriormente a liminar foi cumprida tempestivamente. E conforme a brilhantíssima sentença proferida nos autos nº 6080118-24.2015.8.13.0024 pelo Dr. Ricardo Torres Oliveira da 31º Vara Cível de Belo Horizonte: “Analisando a r. sentença proferida pelo douto magistrado do Juízo de origem, verifica-se a imposição da obrigação de fazer, qual seja, desvincular o CPF da parte ora Exequente da referida linha telefônica, a ser cumprida pela parte ora Executada. De fato, dever das partes comprovarem suas obrigações nos autos, todavia, a não realização de tal, não implica, necessariamente, na presunção de descumprimento, pelos princípios da economia e celeridade processual. Assim, em fase de cumprimento de sentença, antes mesmo da intimação para manifestar-se aos autos, a parte Executada assim o fez, o que acolho como TEMPESTIVA, com fulcro no art. 218, §4º, CPC. Em sua manifestação, a parte Executada comprovou com imagens que a obrigação já havia sido cumprida e mesmo que a parte Exequente não tenha concordado, foi verificado que a obrigação foi, de fato, cumprida em 26/04/2016, data anterior a própria sentença. O início da fase de cumprimento de sentença, com o intuito de executar multa cominatória com o simples argumento da não comprovação do cumprimento da obrigação tempestiva, soa como uma configuração de uma certa má-fé da parte Exequente com intuito de enriquecer sem justa causa. Ante o exposto e por tudo mais apresentado nos autos, JULGO EXTINTO o processo, sem resolução de mérito, com fulcro no art. 485, V, CPC.” Art. 218. § 4º Será considerado tempestivo o ato praticado antes do termo inicial do prazo. ENUNCIADO 22 FPPC: (art. 218, § 4º; art. 1.003) O Tribunal não poderá julgar extemporâneo ou intempestivo recurso, na instância ordinária ou na extraordinária, interposto antes da abertura do prazo. (Grupo: Ordem dos Processos no Tribunal, Teoria Geral dos Recursos, Apelação e Agravo). Grifou-se. Ocorre que conforme o art. 536 §4, do NCPC a requerida possui o prazo de 15 (quinze) dias para cumprir a obrigação, senão vejamos: “Art. 536.§ 4º No cumprimento de sentença que reconheça a exigibilidade de obrigação de fazer ou de não fazer, aplica-se o art. 525, no que couber.” (GRIFO NOSSO) “Art. 525. Transcorrido o prazo previsto no art. 523 sem o pagamento voluntário, inicia-se o prazo de 15 (quinze) dias para que o executado, independentemente de penhora ou nova intimação, apresente, nos próprios autos, sua impugnação.” (GRIFO NOSSO) DA INEXISTENCIA DO DANO MATERIAL - LUCROS CESSANTES Além de a pretensão da parte autora ser absolutamente inverossímil, até porque difícil acreditar que uma simples cobrança possua a aptidão de gerar qualquer espécie de dano material, importante registrar que não consta dos autos qualquer indício de prova capaz de respaldar o pedido. Por óbvio, o ônus de comprovar a existência e liquidez de danos materiais é da parte autora, não comportando inversão ou transferência à ré. Neste sentido, invoca-se as seguintes decisões judiciais: APELAÇÕES CÍVEIS. INDENIZATÓRIA. AQUISIÇÃO DE APARELHOS DE TELEFONIA MÓVEL (CELULAR). DEFEITO. ALEGADA IMPOSSIBILIDADE DE USUFRUTO DA FRANQUIA DE MINUTOS CONTRATADA PELO TEMPO EM QUE O APARELHO PERMANECEU NA ASSISTÊNCIA TÉCNICA. INCORRÊNCIA. PLANO EMPRESARIAL. COMPARTILHAMENTO DOS MINUTOS ENTRE TODOS OS TERMINAIS. DANO MATERIAL AFASTADO. PLEITO CUMULADO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. NÃO ACOLHIMENTO. AUSÊNCIA DE PROVA DA "PERDA DE CLIENTELA". ÔNUS DO AUTOR, A TEOR DO ART. 333, I, DO CPC. SITUAÇÃO QUE, DESTA FORMA, REPRESENTOU MERO DISSABOR DO COTIDIANO. INDENIZAÇÃO REJEITADA. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIAMANTIDA. RECURSO DESPROVIDO... (TJSC, Apelação Cível n. 2010.069479-8, de Indaial, rel. Des. José Volpato de Souza , j. 28-06-2012) Ora, nos autos não há qualquer parâmetro para se aferir o quanto à autora perdeu, se é que chegou a perder algo. É certo, por sua vez, que o pedido de indenização por danos materiais há de que ser líquido e certo, sob pena de prejudicar, sobremodo, o exercício do direito de defesa da ré. Diante disso, também não merece prosperar o pedido de indenização por dano material ora impugnado. DESIGNAÇÃO DE NOVA DATA DE AUDIÊNCIA Consoante se verifica nos autos, designada audiência de conciliação, não foi juntada o recebimento da citação nos autos, TIM CELULAR S/A, para ciência e comparecimento, como se pode observar abaixo: Consoante se verifica no aviso de recebimento anexado abaixo, a empresa de telefonia somente tomou ciência da audiência designada no dia 28/06/2018, consequentemente a mesma não teve lapso temporal hábil para averiguar no seu sistema o que ocorreu nesse litigio Ocorre que, para o processo ser valido é necessária a citação do réu, como se pode extrair do art.239 do NCPC/2015: “Art. 239 Para a validade do processo é indispensável a citação do réu ou do executado, ressalvadas as hipóteses de indeferimento da petição inicial ou de improcedência liminar do pedido.” Grifo Nosso Ademais, o réu devera ser citado pelo menos com 20 dias de antecedência, senão vejamos: Art. 334. Se a petição inicial preencher os requisitos essenciais e não for o caso de improcedência liminar do pedido, o juiz designará audiência de conciliação ou de mediação com antecedência mínima de 30 (trinta) dias, devendo ser citado o réu com pelo menos 20 (vinte) dias de antecedência. Face ao exposto, o réu requer que seu pedido seja acolhido, e, que seja marcada nova audiência de conciliação. DA TEMPESTIVIDADE A ré apresenta sua defesa em tempo, haja vista que o prazo de 15 dias úteis para apresentar a contestação, ainda não esgotou. IMPUGNAÇÃO AO VALOR DADO À CAUSA Insurge-se a contra o valor dado à causa pela parte autora, uma vez que este não encontraria respaldo nos artigo 292 do Código de Processo Civil; No entender da parte ré o valor dado à causa é aleatório e excessivo, e não guarda relação com o objeto da ação. Destarte, requer a V.Exa. determine, de ofício, a redução do valor da causa, haja vista o valor atribuído pela parte IMPUGNAÇÃO AO VALOR DA CAUSA Conforme se infere nos autos do processo em epigrafe, a parte autora interpôs Ação Ordinária em desfavor da parte ré, atribuindo à causa o valor de R$ 18.790,36 reais e sequer justificando os motivos para tal valor. Data venia I. Julgador, o valor atribuído à causa pela parte autora foge em absoluto aos princípios gerais norteadores do Direito, inclusive ao critério de bom senso. Não se enquadrando a ação detonada nos parâmetros gizados no art. 291, do NCPC, possível exsurge a fixação do valor da causa através de estimativa do autor, forte no disposto no art. 291 e SS do NCPC. Valor certo não é o equivalente àquilo que a parte Autora pretende, porque nem sempre essa estimativa é factível a priori. Assim, não se localizando, no catálogo do art. 291 do NCPC, o critério legal para fixar o valor da causa na hipótese de pedido de indenização de dano moral, admite-se a fixação voluntária do autor, uma vez que a indenização será obtida através de arbitramento judicial. Esquecem ainda de mencionar, estarem litigando sob os benefícios da assistência judiciária, estando, portanto, isento de arcar com as elevadas custas processuais advindas do absurdo valor atribuído à causa. No entanto, sem qualquer fundamentação razoável ou condizente com a realidade fática e jurídica, a Ré aponta o discrepante valor de R$ 18.790,36, data venia, merecedor de reforma por este Juízo. DA REPETIÇÃO DO INDÉBITO Em que pese o requerimento autoral, PARA TER DIREITO A REPETIR O DOBRO, É PRECISO QUE A COBRANÇA SEJA INDEVIDA E QUE TENHA HAVIDO PAGAMENTO PELO CONSUMIDOR, o que, claramente não é o caso dos autos. Resta, pois, impugnado. Esclareça-se que o artigo 42 do CDC protege o consumidor da cobrança ilegal e só se livra o credor da obrigação devolutória e dobrada, se ocorrer justificável engano e pagamento do valor. A visão do legislador, nessa linha de entendimento, era realmente impor uma penalidade em dobro, caso houvesse quantias pagas de forma indevida, com o fim de impedir exorbitâncias por parte do fornecedor de produtos e serviços. No caso em exame fica impossível repetir o que não existe. Outrossim, nos termos da recente decisão exarada pelo Egrégio STJ, Recurso Especial número 1032952, imperioso destacar que para que haja restituição em dobro de valores indevidamente cobrados de consumidores deve ficar comprovada a má-fé, o que inequivocamente não ocorreu na presente demanda. Resta, pois, impugnado. DA DEVOLUÇÃO DE VALORES EM DOBRO - DESCABIMENTO. Não pode ocorrer a devolução em dobro dos valores supostamente cobrados a maior. Primeiro, como visto, nenhuma devolução é devida, diante da validade das cobranças. Segundo, se algum valor deve ser devolvido, esta repetição deve ser na forma simples. É que a sanção imposta pelo parágrafo único do artigo 42 do CDC não se aplica quando não houver má-fé do credor, ou em caso de engano justificável. A respeito do assunto, sobre o artigo 42 do CDC, o conceito de engano justificável, expressão utilizada pelo Código de Defesa do Consumidor, tem o mesmo alcance do conceito de boa-fé, que serve de parâmetro para a aplicação da sanção prevista no art. 1.531 do Código Civil. E vale lembrar que a má-fé não se presume: se prova. E a única prova que há nos autos é que a ré fez todas as cobranças com base em instrumento contratual, livremente aceito pela parte autora. Repete-se: o intuito da cobrança é pagar pela prestação dos serviços. Não há ilicitude. É pacífico o entendimento, tanto na doutrina, quanto na jurisprudência, de que a pena prevista nos artigos 940 CC e 42 CDC só é aplicável quando se reconhecer a má-fé na cobrança, o que, reitere-se, não ocorre nos autos. Vale dizer, apenas na hipótese em que a parte autora comprove que a cobrança fora feita indevidamente de forma dolosa (imbuída de má-fé), ou seja, com a intenção e a consciência de estar cobrando indevidamente, é que cabe a devolução em dobro. Não houve tal comprovação, descabida a devolução em dobro. A jurisprudência de nossos Tribunais é pacífica no sentido da necessidade de comprovação de má-fé daquele que cobrou para que haja a condenação de devolução em dobro, senão vejamos: STJ - AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AgRg no AREsp 105041 RJ 2012/0009763-6 Data de Publicação: 16/03/2012 Ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. ARESP. FALTA DEPREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 211 /STJ. 1. A devolução em dobro prevista no artigo 42 do CDC depende da má-fé do cobrador. Precedentes. 2. A falta de prequestionamento dos artigos 333 e 887 do CPC justifica a incidência da Súmula 211 /STJ. 3. Agravos regimentais não providos. (grifo nosso) STJ - AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGENCIA EM RECURSO ESPECIAL: AgRg nos EREsp 1199019 SP 2011/0116765-6 Publicação: 22/09/2011 Ementa PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. FORNECIMENTO DE ÁGUA ESGOTO. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. DEVOLUÇÃO EM DOBRO DOS VALORES INDEVIDAMENTE PAGOS. AUSÊNCIA DE CULPA OU DOLO. IMPOSSIBILIDADE.PRECEDENTE DA 1ª SEÇÃO: ERESP 1.155.827/SP. SÚMULA 168/STJ. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO (grifo nosso) TJDF - Apelação Cível APL 14049820068070004 DF 0001404- 98.2006.8. Data de Publicação: 11/04/2012 Ementa: CIVIL APELAÇÃO AÇÃO DE COBRANÇA TAXAS CONDOMINIAIS CERCEAMENTO DE DEFESA NÃO CARACTERIZADO PEDIDO CONTRAPOSTO DEVOLUÇÃO EM DOBRO MÁ-FÉ NÃO COMPROVADA. 1. NÃO CARACTERIZA CERCEAMENTO DE DEFESA O INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE PROVA TESTEMUNHAL, QUE SE FIGURA COMO IRRELEVANTE E DESNECESSÁRIA PARA O DESLINDE DA CAUSA. 2. INCABÍVEL A DEVOLUÇÃO EM DOBRO QUANDO NÃO RESTAR DEMONSTRADA A MÁ-FÉ OU DOLO DO CREDOR. 3. RECURSO CONHECIDOE DESPROVIDO. (grifo nosso) TJMS - Apelação Cível AC 37087 MS 2011.037087-7 (TJMS) Data de Publicação: 06/02/2012 Ementa: AÇAO DE REPARAÇAO DE DANOS COBRANÇA INDEVIDA ART. 940 , CC EXIGENCIA DE DOLO OU MÁ-FÉ PARA DEVOLUÇAO EM DOBRO. RECURSO IMPROVIDO(grifo nosso) Inclusive, há Súmula sobre o tema, prolatada pelo E. STF: Súmula 159 - COBRANÇA EXCESSIVA, MAS DE BOA-FÉ, NÃO DÁ LUGAR ÀS SANÇÕES DO ART. 1531 DO CÓDIGO CIVIL. Desta forma, além de não haver cobrança indevida, não há má fé, e tampouco qualquer comprovação neste sentido, portanto, não procede qualquer condenação de devolução em dobro. Não pode haver a devolução em dobro dos valores, como quer a parte autora, devendo ser a presente ação julgada improcedente. De todo modo, em prol do princípio da eventualidade, na remota hipótese de restar configurada a cobrança como indevida, que a condenação à devolução do valor seja ao menos de forma simples, nos termos do art. 884 do Código Civil. Da medida liminar Consoante ressai dos autos, foi requerido pela parte autora à concessão de medida liminar antecipando os efeitos da tutela jurisdicional, para que o réu proceda à exclusão imediata do nome/CPF da autora dos órgãos de proteção ao crédito, a qual foi devidamente cumprida. Da medida liminar Consoante ressai dos autos, foi requerido pela parte autora à concessão de medida liminar antecipando os efeitos da tutela jurisdicional, para que o réu proceder à imediata exclusão do apontamento, a qual foi sabiamente indeferida pelo douto juízo, haja vista a ausência de provas cabais para a concessão. INADMISSIBILIDADE DO PROCEDIMENTO DO JUIZADO ESPECIAL CIVEL A parte autora alega desconhecer os débitos que originaram apontamento de seus dados nos órgãos restritivos de crédito, todavia, consoante restará comprovado, foi firmado pela parte termo de adesão e contratação de serviços junto ao réu. Assim, caso V. Exa. entenda pela necessidade de produção de prova pericial, haja vista que sua realização contraria os princípios da simplicidade, informalidade e celeridade que regem o procedimento do Juizado Especial Cível, requer o réu a extinção do feito nos termos do art. 51, II, da Lei 9.099/95. Nesse sentido, a jurisprudência firmou entendimento acerca da incompetência do Juizado Especial Cível nos casos em que se faz necessária a realização de perícia, que implica no prolongamento da instrução. COMPETÊNCIA – AÇÃO INDENIZATÓRIA – FUMO – DEPENDÊNCIA – TRATAMENTO. Ante as balizas objetivas do conflito de interesses, a direcionarem a indagação técnico-pericial, surge a complexidade a afastar a competência dos juizados especiais (STF, RE 537.427 – SP, Min. Rel. Marco Aurélio, j. 14/04/2011, julgado pelo Tribunal Pleno). CONEXÃO Consoante ressai dos autos, a parte autora alega desconhecer contrato que ensejou no apontamento de seus dados junto aos órgãos restritivos de crédito. Nesta linha, consoante pesquisa extraída do site http://www4.tjmg.jus.br/, abaixo, é possível verificar que a parte autora possui ajuizada outra ação contra a operadora Tim Celular S/A, na qual também discute a inclusão de seus dados nos cadastros de proteção ao crédito, motivo pelo qual, haja vista a similaridade da causa de pedir entre as ações, requer o réu o apensamento dos processos dada conexão havida entre elas. DA POSTURA DA EMPRESA PARA GARANTIA DO PRINCÍPIO DA HARMONIZAÇÃO DAS RELAÇÕES DE CONSUMO- ART. 4º, III, CDC O Código de Defesa do Consumidor, antes de cuidar da Política Nacional de Proteção e defesa do Consumidor, cuida da Política de Relações de Consumo, dispondo sobre os objetivos e princípios que devem nortear o setor. Nas relações de consumo, há sempre o polo dos fornecedores e do outro lado o polo dos consumidores. Com efeito, o artigo 4º, inciso III, do Código de Defesa do Consumidor esclarece os objetivos e princípios da Política Nacional das Relações de Consumo, que contempla a harmonização dos interesses dos participantes destas relações. Trata-se, portanto, de princípio explicitamente previsto no CDC, o qual visa a compatibilizar os interesses e direitos dos consumidores com o desenvolvimento econômico e tecnológico dos fornecedores. Além disso, um dos princípios fundamentais do direito privado é o da boa-fé objetiva, cuja função é estabelecer um padrão ético de conduta para as partes nas relações obrigacionais. A boa-fé objetiva fundamenta-se, antes de tudo, na Constituição Federal. Funda-se no paradigma do Estado Democrático de Direito (art. 1º, caput, da CF), o qual se embasa, sobretudo, na dignidade da pessoa humana (art. 1º, III, CF) e tem por objetivos: construir uma sociedade livre, justa e solidária (art. 3º, I, CF). O caput do art.170 da CF, por sua vez, diz que a ordem econômica tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social. Constata-se que a Carta Magna, em seus fundamentos e objetivos privilegia a boa-fé objetiva, ressaltando ainda a função do Juiz ao interpretar esse princípio à luz da Constituição e a extensão do artigo 5º, §2º da CF, que estabelece a não exclusão dos demais princípios por ela adotados, mesmo que não expressos. Assim, a conduta leal e a busca pelos fornecedores da minimização dos prejuízos pelos consumidores, deve ser levado em consideração pelo magistrado na solução dos possíveis conflitos. Ressalte – se que a Ré buscou resolver de forma mais efetiva e rápida o litígio (ATRAVÉS DO SEGUINTE PROCEDIMENTO *** INFORMAR SE TENTAMOS FAZER ACORDO PRÉVIO e juntar a gravação se tiver, ACORDO NO SAC, ACORDO JUDICIAL. SE HOUVER INFORMAÇÃO DO QUE FOI OFERECIDO AO CONSUMIDOR PARA RESOLVER O PROBLEMA, MENCIONAR AQUI), o que não foi aceito pela parte contrária que, beneficiando-se da justiça gratuita concedida, insistiu na pretensão que flagrantemente poderia ser resolvida pela via consensual. Intui-se, portanto, que seu interesse maior não passa pela resolução do conflito, mas sim pela percepção de elevada indenização em caso de procedência de seus pedidos. E se vier a perder, nada perderá, diante da gratuidade de justiça! Conclui-se assim, que a harmonia de interesses nada mais é que o estado em que os sujeitos da relação de consumo, com interesses divergentes, cooperam entre si para satisfazer seus interesses de maneira benéfica para ambos, o que não ocorreu na presente hipótese por culpa exclusiva da parte Autora. Desta forma, o objetivo da Política Nacional de Relações de Consumo é a harmonização dos interesses envolvidos e não o confronto ou o acirramento de ânimos. Pretende-se, assim, o equilíbrio entre as partes, o qual será mediado pelo Estado e cuja intervenção para solução de contendas deve ser por exceção, desde que comprovada, antes de tudo, a necessidade e a razoabilidade da utilização da custosa máquina pública. Assim, em última análise, o Judiciário não pode a ser a única e mais rentável forma de solução de conflitos. Por outro lado, inegavelmente, os fornecedores são os maiores interessados em implementar mecanismos de atendimento aos consumidores, tanto para prestar informações sobre produtos ou serviços quanto para solucionar os problemas oriundos desta relação de consumo. A partir disso, a visão moderna enfatiza o contrato como uma expressão de cooperação entre as duas partes, já que os interesses dos participantes da relação de consumo não são antagônicos ou conflitantes, mesmo depois da celebração do contrato. Por esta razão, a concepção moderna do contrato enfatiza o caráter de cooperação entre os contratantes, não podendo a sociedade civil suportar o custo de que o Judiciário seja, preferencialmente, a instituição a ser procurada para resolver todos os problemas oriundos desta relação. Ocorre que, nos dias atuais, o litígio deixou de ser o resultado de um desajuste nas relações de consumo e passou a ser, por muitos, algo provocado ou fomentado, fazendo com que o processo judicial passasse a ser um verdadeiro produto de mercado. Neste cenário, impõe destacar que no caso dos autos, não existiu resistência da parte Ré em relação ao direito postulado,ao contrário, esta, por liberalidade, tentou solucionar o alegado problema do Autor, que por sua vez obstaculizou a composição de forma clara e manifesta! Portanto, diante do aqui exposto, e à luz do princípio esculpido no art. 4º, inc. III do CDC, propõe a Ré que esse julgador faça uma reflexão sobre a necessidade de compatibilização dos interesses entre os sujeitos da relação consumerista, para concluir que a Ré, exercendo sua função conciliatória, buscou a solução do problema numa tentativa prévia de composição, não havendo a necessária cooperação do consumidor que insiste no litígio e coloca-se em posição de inexistente desvantagem perante este juízo. DA PROVA DA CONTRATAÇÃO - VALIDADE DAS TELAS SISTÊMICAS COMO PROVA E DISTRIBUIÇÃO DO ÔNUS DA PROVA Alega a parte autora que está sendo cobrada indevidamente pelo serviço ___________, que não teria sido contratado. Ocorre que, conforme comprovam as telas em anexo, a contratação que deu origem às cobranças em debate ocorreu em __/__/__ às __:__ hs. Isso porque o serviço _________ é contratado por meio de comando dado pelo cliente em seu próprio aparelho, seguido de um segundo comando que confirma a vontade do cliente de seguir com a contratação (duplo opt in), garantindo-se a inequívoca manifestação de vontade. Abre-se aqui um parêntese para que se tragam alguns esclarecimentos sobre a forma de contratação em questão que, para fins de referência, passa-se a chamar de “contratação eletrônica”. A evolução tecnológica que se observa constantemente em diversos aspectos da vida cotidiana se reflete não só na inovação dos serviços oferecidos aos consumidores de diversos segmentos, mas também nas formas de contratação destes serviços e nas interações entre consumidores e fornecedores. Passagens aéreas, ingressos para shows, reservas em hotéis, aluguel de carros, serviços de seguro, serviços de streaming de filmes e séries. Estes são apenas alguns exemplos de bens e serviços contratados por milhões de pessoas diariamente em todo o mundo por meio de simples comandos em seus computadores, tablets e smartphones. Atualmente, até mesmo a prática de atos processuais críticos – como a citação de um réu – é feita por este meio e aplicada amplamente por diversos Tribunais. Os benefícios desta forma de contratação são inegáveis e se alinham com o dinamismo das relações contratuais atuais e com as expectativas do consumidor moderno, que espera dos fornecedores serviços ágeis, práticos e seguros. Neste contexto estão inseridas também contratações de serviços de telecomunicação, como planos de telefonia celular e de internet móvel, assim como os serviços de valor adicionado (VAS), a exemplo do serviço cuja cobrança é discutida no presente processo. E estes VAS, por óbvio, se enquadram ainda mais no cenário da evolução tecnológica das relações comerciais. Oferecidos por meio de mensagens (SMS ou smart messages), nos sites das operadoras ou mesmo nos aplicativos de interação com os consumidores, estes serviços podem ser contratados igualmente pelo envio de mensagens ou seleção de comandos em aplicativos ou site na rede mundial de computadores. Ora, não é razoável esperar que consumidores tenham que se dirigir a uma loja física e assinar contratos em papel para contratação deste tipo de serviço. Pensar assim iria de encontro a todos os fatos expostos acima e certamente afastaria os consumidores de serviços muito úteis e apreciados por todos, não por uma falta de vontade de contratar, mas pela dificuldade de se operacionalizar a contratação. Portanto, não se pode esperar que a evidência desta contratação eletrônica seja um instrumento contratual assinado pelas partes ou mesmo uma gravação com um aceite por voz. Somente um registro sistêmico pode evidenciar este tipo de contratação. Negar isso é o mesmo que invalidar qualquer tipo de contratação eletrônica, já tão difundida no mercado e no Direito. Some-se a isso o fato de que o art. 425, V, do NCPC valida os extratos digitais de bancos de dados públicos e privados como prova, o que é natural diante da evolução das relações contratuais, especialmente em casos como o presente, de contratação eletrônica, em que o registro sistêmico do aceite do cliente é a única prova viável e sem a qual ficaria cerceado o direito de defesa do fornecedor. Sendo esta a única prova que se pode produzir sobre uma contratação eletrônica e, ainda, existindo previsão sobre sua produção e validade, não há motivos para que se rechace esta evidência sem fundamento específico que afaste sua validade ou fé. Neste ponto, vale transcrever o disposto nos artigos 427 e 428, do Código de Processo Civil, para que, na sequencia, sejam analisadas as hipóteses que se enquadram em cada um destes dispositivos e, assim, possa ser identificada a correta distribuição do ônus da prova na situação presente: Art. 427. Cessa a fé do documento público ou particular sendo-lhe declarada judicialmente a falsidade. Parágrafo único. A falsidade consiste em: I - formar documento não verdadeiro; II - alterar documento verdadeiro. Art. 428. Cessa a fé do documento particular quando: I - for impugnada sua autenticidade e enquanto não se comprovar sua veracidade; II - assinado em branco, for impugnado seu conteúdo, por preenchimento abusivo. (grifos nossos) Em uma leitura superficial, os dispositivos em questão poderiam apresentar contradição no que se refere aos documentos particulares, ora apontando para a necessidade de declaração judicial de falsidade para que a fé do documento seja cessada, ora apontando para a simples impugnação como condição para esta cessação. Não obstante, levando-se em consideração o preceito elementar da hermenêutica jurídica de que a lei não contem palavras inúteis, chega-se facilmente à conclusão de que a contradição é apenas aparente, sendo certo que o art. 428 versa sobre situações que envolvem adulteração de assinatura em documento ou seu preenchimento abusivo posterior quando assinado em branco, enquanto que o art. 427 versa sobre todas as demais situações de falsidade. Assim ensina Luiz Guilherme Marinoni: “O art. 427, assim, seria aplicável para os documentos particulares em todas as hipóteses em que a falsidade documental não dissesse respeito à adulteração, supressão ou confecção de assinatura no documento. Quando este for o caso, então aquela regra geral cederia, e entraria em cena o disposto no art. 428, retirando (ou melhor, suspendendo) a fé do documento imediatamente, a partir do questionamento.” (in Comentários ao Código de Processo Civil: artigos 381 a 484, Editora Revista dos Tribunais, 2016 (Coleção Comentários ao Código de Processo Civil; v. 7 / coordenação Luiz Guilherme Marinoni, Sérgio Cruz Arenhart, Daniel Mitidiero), p. 344)) (g.n.) Fica claro, assim, que qualquer eventual impugnação ao documento que ora se apresenta enquadrar-se-ia na hipótese do art. 427, I, do NCPC, posto que relacionado à suposta formação de documento não verdadeiro. Logo, sua fé cessa somente pela declaração judicial de falsidade. Partindo-se desta natural conclusão, resta analisar a previsão do art. 429, do NCPC, que assim dispõe: Art. 429. Incumbe o ônus da prova quando: I - se tratar de falsidade de documento ou de preenchimento abusivo, à parte que a arguir; II - se tratar de impugnação da autenticidade, à parte que produziu o documento. Ora, não havendo dúvidas de que eventual impugnação às telas apresentadas, devidamente atestadas pelo emitente, configurariam alegação de falsidade documental no sentido de formação de documento não verdadeiro, aplica-se à hipótese o inciso I do artigo acima transcrito, cabendo à parte que faz a impugnação o ônus da prova da alegada falsidade, conforme reconhecido na Doutrina, in verbis: “Como regra de fechamento do sistema, disciplina a lei, diante da arguição de falsidade documental (por qualquer de seus modos) o tema ônus da prova. Justifica-se o tratamento diferente, apartado da regra básica do art. 373, porque aqui certas peculiaridades podem influir na questão, e impordistribuição diversa deste ônus, decorrente da própria estruturação da controvérsia sub examen. Seria possível dizer, em linhas gerais, que os dois incs. do art. 429 tratam, cada qual, das duas hipóteses que a lei arrola para a cessação de fé de documentos. O primeiro inc. refere-se ao art. 427 e o segundo ao art. 428. (...) No mais, a regra é bastante clara. Em todos os casos em que se impugne um documento, alegando a sua falsidade, o ônus da prova desta falsidade incumbirá a quem arguir o defeito, salvo se o fundamento da falsidade for a impugnação de autenticidade. Em sendo esta última hipótese, então incidirá o inc. II do art. 429, impondo este ônus à parte que produziu o documento.” (idem, ibdem, pp. 350 e 352) (g.n.) Portanto, não se pode chegar a outra conclusão senão a de que a tela em anexo é prova válida da contratação feita pelo autor do serviço ___________ e que qualquer alegação de falsidade do documento devolve ao autor o ônus da prova sobre este ponto controvertido. Por todo o exposto, fica comprovada a contratação em discussão e, consequentemente, a licitude das cobranças impostas à parte autora, sendo a improcedência dos pedidos iniciais medida que se impõe. DEMORA NO AJUIZAMENTO DA AÇÃO Outro ponto que merece ser destacado por este réu está no fato de que, os apontamentos do nome/CPF da parte autora, realizados pelo réu junto ao órgão de proteção ao crédito, ocorreram em julho de 2012, porquanto a presente ação foi ajuizada, tão somente, em 03 de outubro de 2016, não sendo possível crer, deste modo, que somente agora, passados 04 anos!, a parte autora tomou conhecimento dos eventos narrados, bem como da ocorrência de irregularidades como tenta imprimir a este juízo. DA AUSÊNCIA DE ATO ILÍCITO Verifica-se que não se enquadra a parte Ré, em nenhuma modalidade de culpa no presente caso, não restando configurada, igualmente, a existência de qualquer ato ilícito. Ademais, não informou a parte Autora qualquer situação vexatória pela qual tenha passado, pelo que deve ser julgado totalmente improcedente o pedido. Desta feita, não procede o pleito indenizatório ora intentado, posto que ausentes os requisitos ensejadores da responsabilidade civil por parte do parte Ré, inexistindo, consectário lógico, o dever de indenizar no caso em tela DA ACEITAÇÃO DE TELAS COMO MEIO DE PROVA EM CONTRATAÇÃO ELETRÔNICA Importa ao réu ressaltar que, consoantes documentos ora anexados pelo réu, a parte autora contratou os serviços de forma eletrônica, e o único meio de prova são as telas do sistema, que são geradas a cada ligação. Cuide – se que ainda, que na inteligência do art. 225 do novo CPC os legisladores se atentaram para os avanços tecnológicos, dando maior amplitude ao dispor que : Art. 225. As reproduções fotográficas, cinematográficas, os registros fonográficos e, em geral, quaisquer outras reproduções mecânicas ou eletrônicas de fatos ou de coisas fazem prova plena destes, se a parte, contra quem forem exibidos, não lhes impugnar a exatidão. (grifo nosso) Assim o reconhecimento de um documento como verdadeiro deixou de ser previamente exigido. Com o dispositivo acima referido nossa legislação passou a prestigiar o chamado princípio da verdade documental que considera o documento como verdadeiro até que provem o contrário. Neste sentido a tese ora sustentada pela ré encontra conforto na jurisprudência do e. STJ, conforme decisão paradigmática abaixo reproduzida: EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL. ABUSO DE PODER. REVOGAÇÃO DO ART. 350 DO CÓDIGO PENAL PELA LEI N. 4.895/65. INOCORRÊNCIA. CONFLITO APARENTE DE NORMAS. SOLUÇÃO. PRETENSÃO DE QUE O TERMO "DOCUMENTO" SE REFIRA A "QUALQUER ESCRITO OU PAPEL". IMPROCEDÊNCIA: CONCEITO ABRANGENTE. 1. (...). 2. O termo "documento" não se restringe "a qualquer escrito ou papel". O legislador do novo Código Civil, atento aos avanços atuais, conferiu-lhe maior amplitude, ao dispor, no art. 225 que "[a]s reproduções fotográficas, cinematográficas, os registros fonográficos e, em geral, quaisquer outras reproduções mecânicas ou eletrônicas de fatos ou de coisas fazem prova plena destes, se a parte, contra quem forem exibidos, não lhes impugnar a exatidão". Ordem denegada.(RHC 95689, EROS GRAU, STF) DO PEDIDO CONTRAPOSTO Excelência, antes de discutir acerca da execução do débito aqui discutido, em razão da improcedência do pedido autoral, insta esclarecer alguns pontos a respeito da Contraposição de Pedidos por Pessoa Jurídica. Inicialmente, apesar de ser vedada a Reconvenção em sede de Juizados Especiais, o mesmo entendimento não é defendido quando se trata de Contraposição de Pedidos, conforme se vê da jurisprudência. PEDIDO CONTRAPOSTO. PRETENSÃO NOMINADA DE RECONVENÇÃO. IRRELEVÂNCIA. RECURSO IMPROVIDO. No Juizado especial não tem lugar a reconvenção, mas pode o réu formular pedido a seu favor, no corpo da contestação, desde que adequado à competência do Juizado - por valor e matéria - e tendo por fundamento os mesmos fatos que constituem o objeto da controvérsia (Lei 9.099/95 art. 31). Irrelevante que o réu tenha chamado de reconvenção o pedido contraposto formulado. Às partes cumpre apenas precisar os fatos que autorizam a concessão da providência jurídica reclamada; ao juiz incumbe conferir-lhes o adequado enquadramento legal. (Rec. Proc. 1.398/95 - Piracicaba - SP.Colégio Recursal de Piracicaba - SP, j. 31.7.1996, v.u., rel. Juiz Antônio Sérgio Coelho de Oliveira). Importante ressaltar alguns aspectos sobre a possibilidade da sua realização por Pessoa Jurídica. O cabimento de pedido contraposto por pessoa jurídica é defendido tendo em vista que a Lei nº 9.099/95 não fez qualquer restrição à iniciativa da pessoa jurídica. Sobre isso, afirma Wander Paulo Marotta Moreira (1996, p.53): “Dessa forma, poderá o réu – relativamente ao mesmo acidente de trânsito, por exemplo – formular pedido contra o autor, que a lei chama de contraposto ( artigo 17, parágrafo único), imputando-lhe a responsabilidade pelo evento. O fato de ser o réu pessoa jurídica não o impedirá, nesse caso, da formulação autorizada, pois, tecnicamente, embora de natureza reconvencional, o seu pedido não será considerado uma reconvenção, a recair na proibição do art. 8º, § 1º.” Quanto à possibilidade de cabimento pela pessoa jurídica, entende a jurisprudência: "PEDIDO CONTRAPOSTO - PESSOA JURÍDICA - CABIMENTO - Cabível o oferecimento de pedido contraposto por pessoa jurídica, já que ele não torna quem o apresenta em parte ativa, não havendo ofensa ao artigo 81, ' 11, da Lei nº 9.099/95, e ainda, atende o princípio consagrado na mesma Lei de economia. Enunciado 31 dos Juizados Especiais: "É admissível pedido contraposto no caso de ser a parte ré pessoa jurídica". Restituição do aluguel pago - Não cabimento - O autor não faz jus à restituição do aluguel quando usufrui do imóvel locado, ainda mais, quando não efetua o pagamento do valor que pretende ver restituído. Obras realizadas no imóvel - As obras realizadas no imóvel são de responsabilidade da imobiliária, por serem necessários à conservação da coisa. Desconto efetuado de modo correto. Recurso não provido - Condenação em custas e honorários - Suspensão pela gratuidade judiciária". (20 Turma Recursal de Uberlândia - Rec. n1 702.041.506.008 -Rel. Juiz José Luiz de Moura Faleiros). No sentido de reforçar esse entendimento, diz o enunciado de nº 31 do FONAJE (XXIII Encontro Nacional de Coordenadores de Juizados Especiais do Brasil, de abril de 2008 – Boa Vista - RR : “Enunciado 31 - É admissível pedido contraposto no caso de ser a parte ré pessoa jurídica”. Portanto, fica demonstrado o cabimento de pedido contraposto realizado pela pessoa jurídica em sede de Juizados Especiais, já que não existe uma expressa vedação legislativa e favorece os princípios norteadores dos Juizados Especiais. Adentrando ao mérito da questão, considerando que as faturas são totalmente legítimas, não havendo irregularidades na cobrança dos débitos, vez que a Requerente não cumpriu com as suas obrigações adimplidas, apenas tentandose esquivar de suas responsabilidades. Em face do exposto, requer a V. Exa. a improcedência do pedido inicial formulado pela parte Requerente em relação a inexigibilidade dos débitos e, a título de PEDIDO CONTRAPOSTO, seja o mesmo condenado ao pagamento dos débitos abertos. DA IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO DE CONDENAÇÃO EM CUSTAS PROCESSUAIS E HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Por derradeiro, a parte Autora foge às raias do bom senso ao requerer a condenação da parte Ré no que atine aos honorários advocatícios e custas processuais, entendendo por obrigação desta em arcar com os mesmos. Mais uma vez, é notório que tal assertiva não merece prosperar, pois quem procurou o Poder Judiciário para tentar pleitear direito ao qual não faz jus foi a parte Autora, a qual procura, de forma totalmente infundada, obter a condenação da parte Ré concernente às custas processuais e honorários advocatícios. Destarte, tal alegação merece ser totalmente desconsiderada por afrontar os princípios do Direito Processual do ordenamento jurídico pátrio. Pelo feito, a parte Ré entende haja por bem julgar improcedente o absurdo pedido de condenação ao pagamento das custas e honorários advocatícios elaborados pela parte Autora na exordial. DA INEXISTÊNCIA DE MÁ-FÉ DA REQUERIDA Requereu a parte autora a repetição do valor descontado à título de danos materiais. Insta destacar que já resta pacificado que o Egrégio STJ tem o entendimento de que, em casos semelhantes ao em tela, somente é devida a repetição simples, vez que para configuração da repetição em dobro é necessária má-fé da parte que realiza a cobrança, conforme se vê abaixo: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. SISTEMA FINANCEIRO DE HABITAÇÃO. AUSÊNCIA DE NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. (...) 8. A devolução em dobro dos valores pagos a maior pelos mutuários só é cabível quando demonstrada a má-fé. 9. Agravo regimental não provido. (AgRg no AREsp 198.188/RS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA TURMA, julgado em 25/06/2013, DJe 09/08/2013) AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. CÉDULA DE CRÉDITO RURAL. (...) 2. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a devolução em dobro dos valores pagos pelo consumidor somente é possível quando demonstrada a má-fé do credor. (...) (AgRg nos EDcl no REsp 1041589/RN, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, julgado em 20/06/2013, DJe 01/07/2013) AGRAVO REGIMENTAL - AÇÃO DE DECLARAÇÃO DE NULIDADE DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS COM PEDIDO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO - DECISÃO MONOCRÁTICA QUE CONHECEU DO AGRAVO PARA DAR PROVIMENTO AO RECURSO ESPECIAL DA CASA BANCÁRIA, AFASTANDO A REPETIÇÃO DO INDÉBITO EM DOBRO ANTE A NÃO COMPROVAÇÃO DA MÁ-FÉ. IRRESIGNAÇÃO DOS AUTORES. 1. Esta Corte de Justiça possui entendimento consolidado acerca da viabilidade da repetição em dobro de valores nos casos em que comprovada a má-fé da parte que realizou a cobrança indevida. Precedentes. Na hipótese, o Tribunal de origem apenas considerou a repetição em dobro em razão da aplicação do Código de Defesa do Consumidor, o que a toda evidência não basta para a aplicação da penalidade. 2. Agravo regimental não provido. (AgRg no AREsp 102.918/RJ, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, julgado em 11/06/2013, DJe 17/06/2013) Assim, já fica comprovado pacificamente que a repetição do indébito é devida na forma simples sem ser preciso comprovar erro, enquanto a repetição em dobro requisita prova de má-fé. Isto posto, considerando a comprovada inexistência de má-fé da Requerida, não há que se falar em repetição em dobro. Comunicação prévia sobre o apontamento (Súmula 359, STJ) A notificação prévia à inscrição não é responsabilidade do Réu e sim do mantenedor do cadastro de inadimplentes, conforme entendimento pacificado no STJ, que culminou com a Súmula 359. Apontamento preexistente (Súmula 385, STJ) Importa ao réu ressaltar que, consoante documentos ora anexados pelo réu, a parte autora já estava com o crédito abalado antes mesmo de qualquer ato do réu, pois seu nome já constava dos órgãos de proteção ao crédito, incluído por outras empresas, o que faz incidir a Súmula 385 do STJ, como se pode extrair da tela abaixo: Apontamento preexistente (Súmula 385, STJ) Importa ao réu ressaltar que, consoante documentos ora anexados pelo réu, a parte autora esta com o crédito abalado, tendo a parte ré procedido com a exclusão dos órgãos de proteção ao crédito, incluído por outras empresas, o que faz incidir a Súmula 385 do STJ. (doc. anexo – histórico de negativações). APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO PRIVADO NÃO ESPECIFICADO. CONTRATO DE TELEFONIA. INSCRIÇÃO INDEVIDA EM CADASTROS RESTRITIVOS DE CRÉDITO. MULTIPLICIDADE DE INSCRIÇÕES. DANO MORAL. INOCORRÊNCIA. Caso em que, embora constatada a inclusão indevida da parte, perante os cadastros restritivos de crédito, não se afigura devida a condenação da ré ao pagamento de indenização por danos morais, diante da multiplicidade de inscrições existentes em nome do autor, à época dos fatos. Inteligência da Súmula 385, do Superior Tribunal de Justiça. Precedentes da Câmara. NEGADO PROVIMENTO AO RECURSO. (Apelação Cível Nº 70052557535, Décima Sexta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Catarina Rita Krieger Martins, Julgado em 28/02/2013) DA IMPUGNAÇÃO AO PEDIDO DE ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA Verifica-se no preâmbulo e ao longo da petição inicial que o Autor possui plenas condições de arcar com as custas de uma demanda judicial, o que já comprova-se pelo fato de ter constituído procurador que subsidiasse sua aventura jurídica. Insta ressaltar ao sábio Juízo que o deferimento da justiça gratuita às pessoas que não a merecem constitui um estímulo ao ajuizamento de ações descabidas e absurdas, enquanto a Ré terá que arcar, sempre, com despesas consideráveis. Se tivesse que arcar com o pagamento das custas processuais e se sujeitasse ao risco do pagamento dos honorários advocatícios, jamais investiria o autor em ajuizar a presente demanda. Reza o art. 4º da Lei 1.060/1950 que os benefícios da assistência judiciária deverão ser concedidos a quem não tenha efetivas condições de pagar as custas e despesas do processo e os honorários advocatícios, sem prejuízo próprio ou de sua família. Como alhures demonstrado, o Autor não se qualifica como uma pessoa de baixa renda que necessite do referido benefício. Seu requerimento se justifica unicamente como meio de legitimar sua investidura em uma ação na clara tentativa de enriquecimento às custas da Ré. Dessa forma, sendo a presunção de que trata a lei é juris tantum, não constituindo prova inequívoca daquilo que se afirma, incumbe ao ilustre Magistrado as precauções devidas, ordenando a constituição da prova da pobreza, sob pena de confissão e conseqüências da lei, o que desde já se requer. Neste sentido ensina Nelson Nery Júnior (in Código de Processo Civil comentado e legislação processual em vigor: atualizado até 22.02.2001. 5 ed. rev. e ampl. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2001, p.1.835): "A declaração pura e simples do interessado, conquanto seja o único entrave burocrático que se exige para liberar o magistrado para decidir em favor do peticionário, não é prova inequívoca daquilo que se afirma, nem obriga o juiz a se curvar aos seus dizeres se de outras provas e circunstâncias ficar evidenciado que o conceito de pobreza que a parte invoca não é aquele que justifica a concessão do privilégio.” E ainda: “Se a atividade exercida pelos peticionários indica que eles não são pobres, nada impede que o juiz ordene a comprovação do estado de miserabilidade, mormente se não há parte interessada na impugnação da miserabilidade alegada, com é o caso da separação consensual (RT 686/185).” Diante disso, torna-se imprescindível que venham aos autos as provas do real estado financeiro-econômico do Autor, já que com a simples declaração, o Poder Judiciário estaria abrindo acesso a toda e qualquer aventura jurídica, e, corroborando com a aventura processual que não enseja nenhumaconsequência para os postulantes. Nesse diapasão, colha-se o liceu do egrégio Tribunal de Justiça de Minas Gerais – Unidade Francisco Sales, para o qual, como não poderia deixar de ser, a comprovação do real estado impõe a revogação do benefício: ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA - IMPUGNAÇÃO AO BENEFÍCIO CONCEDIDO-ÔNUS DO IMPUGNANTE - COMPROVAÇÃO DA REAL CONDIÇÃO FINANCEIRA - BENEFÍCIO REVOGADO - DECISÃO MANTIDA. Restando devidamente demonstrado nos autos pelo Impugnante, que o beneficiário da justiça gratuita possui condição financeira e patrimonial suficiente para suportar os custos do processo, impõe-se, por rigor, a revogação do benefício anteriormente concedido. (Apelação Cível n.º 364.069-9, Rel. Des. Osmando Almeida, 9ª Câmara, em 10/09/2002). ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA - AUSÊNCIA DOS PRESSUPOSTOS ENSEJADORES DA CONCESSÃO - REVOGAÇÃO. Depreendendo-se do conjunto probatório dos autos que o requerente não é pobre no sentido legal, impõe-se a revogação dos benefícios da gratuidade de justiça. Agravo improvido. (Agravo de Instrumento n.º 309.0553-8; Rel. Des. Delmival de Almeida Campos; 10ª Câmara Cível; em 08/08/2000). Além disso, impende trazer à baila entendimento consolidado por parte do Colendo Superior Tribunal de Justiça, segundo o qual a profissão e as atividades sociais do requerente de assistência judiciária são elementos que geram indícios fortíssimos de veracidade da situação econômico-financeira. Confira-se: RESP - PROCESSUAL CIVIL - ASSISTÊNCIA JUDICIARIA - REVOGAÇÃO – A Constituição da República recepcionou o instituto da assistência judiciária. Não faria sentido, garantir o acesso ao judiciário e o estado não ensejar oportunidade a quem não disponha de recursos para enfrentar as custas e despesas judiciais. Basta o interessado requerê-la. Dispensa-se produção de prova. Todavia, deverá ser revogado o benefício, caso ocorra mudança na fortuna do beneficiário. A profissão gera vários indícios: moralidade, eficiência, cultura, posição social, situação econômica. O medico exerce atividade que, geralmente, confere status social e situação econômica que o coloca, como regra, na chamada classe media. Presume-se não ser carente, nos termos da Lei 1.060/1950. Não comete ilegalidade o juiz que, ao ter noticia do fato, determina realizar prova da necessidade. Acórdão: Por conhecer e dar provimento ao recurso, vencido o Sr. Ministro Adhemar Maciel.” (REsp 61809, Rel. Min. Luiz Vicente Cernicchiato, 6ª Turma, em 19/12/1995, Pub. em 25/11/1996). Dessa senda, é de se presumir inverídica a afirmativa de insuficiência de recursos para sobreviver, devendo, portanto, o pedido ora guerreado ser indeferido. DA INÉPCIA DA INICIAL De fato, diz o artigo 319, do NCPC. que o pedido do autor "deve ser certo ou determinado". Dessarte, se ele próprio não avalia e tampouco quantifica, em pecúnia, o seu sofrimento (que, aliás, sequer descreveu), certamente inexistem condições fáticas para a fixação do "pretium doloris", inviabilizando-se a demanda por cercear a pretensão, genericamente formulada, a garantia constitucional à ampla defesa, assegurada à ré contestante. Afinal, na lição de MOACYR AMARAL SANTOS," ...pedido determinado ou certo, é o definido ou delimitado em suas qualidades e quantidades." (cf. "Primeiras Linhas de Direito Processual Civil", 7ª. ed. Saraiva, 2º vol., pg. 152, grifamos) Resta claro nos autos que o autor não especifica nos pedidos o valor do plano, seus benefícios, data de vencimento, tão pouco o nome do plano que almeja, sendo assim inepta sua inicial. E conforme a brilhantíssima sentença proferida nos autos nº 9066765.55.2018.813.0024 pela Dra. Beatriz Junqueira Guimaraes da 05ª UNIDADE JURISDICIONAL CÍVEL: “A prova é um elemento instrumental na tarefa de elucidar um acontecimento pretérito, ensejando a apreciação de dados e informações obtidos com a instrução, a fim de reconstituir a situação concreta que deve ser objeto de pronunciamento jurisdicional. Na formação de seu livre convencimento deve o juiz conjugar a lógica e a experiência, observando sempre os princípios norteadores do devido processo legal. Nessas diretrizes e na apreciação do conjunto probatório do processo, verifico que somente se apontam em favor do autor as suas alegações, mas estas, de forma isolada, não podem ser consideradas como elemento elucidativo das reais circunstâncias dos fatos que se apura. Compulsando os autos, verifico inexistir comprovação acerca do alegado. Desta forma, não há comprovação da má prestação de serviços, sobretudo, porque a parte autora não pontua quais os vícios na prestações, sendo certo que permaneceu vinculado à requerida pelo período de pelo menos seis meses conforme comprovantes de faturas pagas, não havendo juntado, no entando, protocolos de reclamações feitas à ré ou prova nesse sentido. Como é de trivial conhecimento, no Juizado Especial, o formalismo não deve prosperar. As regras processuais são instrumentais não tendo fim em si mesmas. Contudo, é imprescindível que a parte demonstre a existência do seu direito através de meios de prova lícitos, não bastando a simples alegação. A questão probatória é fundamental para o deslinde da lide. A meu aviso, como dito alhures, a parte autora não trouxe elementos mínimos a demonstrar o fato constitutivo de seu alegado direito. Assim, não obstante entenda haver, in casu, a aplicação das normas consumeristas, entendo que não está o consumidor liberado de, ao menos, produzir um início de prova do fato constitutivo de seu direito. Assim ocorre porque em Juízo não basta alegar. A parte deve provar suas alegações, sob pena de arcar com o ônus da não produção da prova que lhe aproveitava. (...)A teor do art. 5° da lei 9.099, de 1995, o juiz dirigirá o processo com liberdade para determinar as provas a serem produzidas, para apreciá-las e para dar especial valor às regras de experiência comum ou técnica". Nessa mesma linha de raciocínio, não há que se falar em dano moral.” PRELIMINAR IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DA AÇÃO COM A PERDA DO OBJETO DO PROCESSO A extinção do direito do autor se verifica quando o objeto da ação ou do pedido já se encontra realizado, o cadastro do acesso do autor já se encontra atualizado, conforme telas expostas anteriormente. OBRIGAÇÃO IMPOSSIVEL Após análise interna, verificou-se a impossibilidade sistêmica no cumprimento da obrigação de fazer, o que torna a obrigação de fazer impossível. Frisa-se que o número reclamado, qual seja (31) 98502-3979, está em outra operadora. DA COISA JULGADA A coisa julgada está relacionada com a sentença judicial, sendo a mesma irrecorrível, ou seja, não admite mais a interposição de qualquer recurso, tornado esta, assim, imutável. A imutabilidade acima mencionada apenas se refere à possibilidade do juízo competente, a pedido da parte interessada, dar novo provimento judicial, conforme art. 502 do NCPC: Art. 502. Denomina-se coisa julgada material a autoridade que torna imutável e indiscutível a decisão de mérito não mais sujeita a recurso. O Novo Código de Processo Civil de 2015 determinou no art. 505 que o juiz não decidira quando já resolveu o objeto da lida, senão vejamos: “Art. 505. Nenhum juiz decidirá novamente as questões já decididas relativas à mesma lide, salvo: I - se, tratando-se de relação jurídica de trato continuado, sobreveio modificação no estado de fato ou de direito, caso em que poderá a parte pedir a revisão do que foi estatuído na sentença; II - nos demais casos prescritos em lei. (GRIFO NOSSO)” Este fato, à evidência, caracteriza a coisa julgada prevista no art. 502 do novo CPC. Em face do exposto, e da comprovada existência de coisa julgada, requer, preliminarmente que Vossa Excelência julgue o demandante carecedor de ação e, consequentemente, digne-se de decretar a extinção do processo, sem a resolução do mérito, nos termos do art. 485, inc. IV, do novo CPC, com a consequente condenação da demandante nas custas e nos honorários do advogado do demandado. COISA JULGADA Trata-se a presente demanda, de uma ação de indenização por danos morais.Ocorre, porém, que, conforme alega o autor em sua exordial, a referida ação é mera repetição de outra ação semelhante, com as mesmas partes, o mesmo objeto e a mesma causa de pedir, anteriormente ajuizada estando à ação extinta. Importante mencionar que na ação citada de nº1000198-64.2016.8.26.0582, a lide versa exatamente sobre a indenização e declaração de inexistência do débito, havendo cumprimento de todas as obrigações pela requerida. Destaca- se que o autor poderia manifestar naqueles autos quanto ao cumprimento da obrigação de fazer, porém ajuizou nova ação com intuito de ser indenizado, indenização esta já afastada no Tribunal na ação 1000198-64.2016.8.26.0582. Este fato, à evidência, caracteriza a coisa julgada prevista no art. 502 do novo CPC. Em face do exposto, e da comprovada existência de coisa julgada, requer, preliminarmente que Vossa Excelência julgue o demandante carecedor de ação e, consequentemente, digne-se de decretar a extinção do processo, sem a resolução do mérito, nos termos do art. 485, inc. IV, do novo CPC, com a consequente condenação da demandante nas custas e nos honorários do advogado do demandado. II - PRELIMINARMENTE: II.I- A NECESSIDADE DE DESIGNAÇÃO DE AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO. A ação em epigrafe, tramita sob égide da Lei 9.099/95, ao qual em seu Capítulo I, art. 2º, dispõe sob os critérios das ações a serem julgadas, por este juízo. Vejamos: Art. 2º O processo orientar-se-á pelos critérios da oralidade, simplicidade, informalidade, economia processual e celeridade, buscando, sempre que possível, a conciliação ou a transação. Sendo assim, conforme dispõe à lei, a conciliação deve ser buscada pelo juízo, sempre que uma das partes, ou ambas, demonstrarem o interesse em conciliar. No caso em apreço, servimos da presente para manifestar o interesse em oferecer proposta de acordo, ao autor, a fim de encerrar a demanda judicial. Desta forma, requer seja designada audiência de conciliação, a fim de compor a demanda. Caso não seja este o entendimento deste juízo, requer seja apreciada a presente contestação, não se aplicando ao caso a revelia, cabível apenas conforme disposto o art. 20, da Lei nº 9.099/95. Art. 20. Não comparecendo o demandado à sessão de conciliação ou à audiência de instrução e julgamento, reputar-se-ão verdadeiros os fatos alegados no pedido inicial, salvo se o contrário resultar da convicção do Juiz. Neste sentido, segue decisão do Tribunal de Justiça do Paraná: TJ-PR - PROCESSO CÍVEL E DO TRABALHO - Recursos - Recurso Inominado: RI 007212027201381600140 PR 0072120-27.2013.8.16.0014/0 Ação de cobrança. Empréstimo de dinheiro entre particulares. Alega a reclamante que o reclamado dirigiu-se até sua residência alegando passar por dificuldades financeiras, oportunidade em que solicitou ajuda para quitar seus débitos referentes às prestações em atraso de seu veículo. Aduz que após realizar o pagamento das três parcelas, o reclamado se negou à devolver os valores. Aberta a audiência de conciliação o reclamado deixou de comparecer sendo decretada sua revelia. Sobreveio sentença de improcedência que fundamentou que em que pese haver comprovante de pagamento de boletos, não há prova capaz de demonstrar que o adimplemento fora realizado pela reclamante. Insurgência recursal. A revelia, no âmbito do juizado especial cível, não decorre da falta de defesa, diversamente do que se verifica com o instituto similar versado no código de processo civil, mas, sim, da ausência do reclamado a quaisquer das audiências, nos termos do artigo 20, da lei nº 9.099/95, em verbis: “não comparecendo o demandado à sessão de conciliação ou à audiência de instrução e julgamento, reputar-se-ão verdadeiros os fatos alegados no pedido inicial, salvo se o contrário resultar da convicção do juiz.” Frise-se que o rigor pelo comparecimento das partes às audiência deve-se ao princípio maior do sistema dos juizados especiais, qual seja, a conciliação. Contudo, é importante esclarecer que a revelia deve ser aplicada ao reclamado com relação à matéria de fato, ao passo que a questão de direito deve ser apreciada com parcimônia, observando o caso em concreto. Assim sendo, tem-se que a reclamante efetuou o pagamento de três parcelas referentes ao financiamento de veículo do reclamado, conforme comprovantes anexados aos movimentos 1.4 e 1.5 do projudi, os quais não sendo nominais presumem-se pagos por aquele que os detém e apresenta ao juízo. Com relação ao direito, destaque-se que o empréstimo de dinheiro entre particulares não é vedado pelo ordenamento pátrio, entretanto, a fim de não configurar usura, as taxas de juros devem ser adequadas ao limite legal. Assim sendo, condeno o reclamado à devolução do montante de R$ 2.016,55 (dois mil e dezesseis reais e cinquenta e cinco centavos) referente às três parcelas pagas. Juros de mora de 1% ao mês desde a citação e correção monetária desde o efetivo prejuízo. Sentença reformada. Recurso conhecido e provido, sem condenação ao pagamento de custas processuais e honorários advocatícios. Unânime. DEFESA EVENTUAL. DO VALOR DA INDENIZAÇÃO POR DANOS IMATERIAIS. Apenas por respeito ao princípio da eventualidade, na improvável hipótese de haver condenação à indenização, cabe destacar que o valor deve ser fixado com base em critérios objetivos e em espeito ao bom senso, sem que se configure em fonte de renda à parte Autora, forte no artigo 884 do Código Civil. É de destaque a impossibilidade da inclusão de qualquer valor a título de “caráter pedagógico” na eventual condenação por danos morais. Isto porque o artigo 944 do Código Civil é expresso ao determinar que “a indenização mede-se pelo valor do dano”, sendo que não há previsão de inclusão de qualquer outro critério para sua majoração. Ao contrário, o parágrafo único do mesmo artigo prevê apenas hipótese de redução da indenização, quando vislumbrar-se a desproporcionalidade entre a gravidade da culpa e a extensão do dano. Não se pode atribuir à indenização caráter “pedagógico” ou punitivo: tais situações devem ser objeto de multa administrativa, imposta por quem de direito – a ANATEL, no caso da Ré. Finalmente, por se tratar de dano imaterial, descabido falar em juros a contar do evento danoso, já que não há mora – a parte não tem condições de reparar o dano sem que o Judiciário lhe fixe a extensão. Sem culpa pelo não pagamento antecipado, não se pode falar em mora; sem mora, não há juros moratórios. Saliente-se que a Súmula 54 do STJ foi criada a partir de danos patrimoniais, conforme atesta a consulta aos julgados que lhe deram origem (REsp 16238; REsp 11624; REsp 9753; REsp 540; EREsp 3766; REsp 6195; REsp 3766; REsp 4517; REsp 1437). Portanto, os juros moratórios, assim como a correção monetária, devem incidir apenas a contar da decisão, e não da citação. DA AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO A ação em epigrafe, tramita sob égide da Lei 9.099/95, ao qual em seu Capítulo I, art. 2º, dispõe sob os critérios das ações a serem julgadas, por este juízo. Vejamos: Art. 2º O processo orientar-se-á pelos critérios da oralidade, simplicidade, informalidade, economia processual e celeridade, buscando, sempre que possível, a conciliação ou a transação. Cumpre salientar que a parte requerida tem pretensão de realizar a audiência de conciliação, uma vez que o NCPC tem previsão no art. 334, § 4º, inciso I, que somente não terá a mesma se ambas as partes expressarem que não a querem, senão vejamos: Art. 334. § 4o A audiência não será realizada: (...) I - se ambas as partes manifestarem, expressamente, desinteresse na composição consensual; (...) GRIFO NOSSO Sendo assim, conforme dispõe à lei, a conciliação deve ser buscada pelo juízo, sempre que uma das partes, ou ambas, demonstrarem o interesse em conciliar. No caso em apreço, servimos da presente para manifestar o interesse em oferecer proposta de acordo, ao autor, a fim de encerrar a demanda judicial. Desta forma, requer seja designada audiência de conciliação, a fim de compor a demanda. DA LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ Vale ressaltar, litigânciade má-fé se configura quando a parte deduzir pretensão ou defesa contra texto expresso de lei ou fato incontroverso; alterar a verdade dos fatos; usar do processo para conseguir objetivo ilegal; opuser resistência injustificada ao andamento do processo; proceder de modo temerário em qualquer incidente ou ato do processo; provocar incidentes manifestamente infundados ou, ainda, interpuser recurso com intuito manifestamente protelatório (artigo 80 do CPC/15). Vejamos a jurisprudência: Processo: Apelação Cível 1.0620.15.001890-6/001 0018906-62.2015.8.13.0620 (1) Relator(a): Des.(a) Arnaldo Maciel Data de Julgamento: 11/07/2017 Data da publicação da súmula: 14/07/2017 Ementa: EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO - EXISTÊNCIA DE RELAÇÃO JURÍDICA E DA DÍVIDA DEMONSTRADA - AUSÊNCIA DE PROVAS ACERCA DO PAGAMENTO - INSCRIÇÃO EM CADASTROS DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO - EXERCÍCIO REGULAR DE DIREITO - PRÉVIA NOTIFICAÇÃO - RESPONSABILIDADE DO ÓRGÃO PROTETOR - SÚMULA 359 DO STJ - LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ CONFIGURADA. Restando comprovada a existência de débito junto à instituição financeira requerida em razão da contratação firmada entre as partes e não havendo qualquer prova da quitação da dívida, há que se reconhecer a regularidade da inscrição do nome da parte requerente nos cadastros de maus pagadores, por ter se tratado de exercício regular de direito. A teor do que dispõe a Súmula 359 do STJ, compete aos órgãos de proteção ao crédito a prévia notificação do consumidor, não podendo ser atribuída à empresa de telefonia tal responsabilidade. Cabível a aplicação das penalidades por litigância de má-fé em desfavor da parte autora, quando evidenciado que alterou a verdade dos fatos. A eleição dessas circunstâncias decorre das obrigações anteriormente explicitadas pelas próprias normas de processo civil que exigem da parte o dever de expor os fatos conforme a verdade; proceder com lealdade e boa-fé; não formular pretensões, nem alegar defesa, cientes de que são destituídas de fundamento; não produzir provas, nem praticar atos inúteis ou desnecessários à declaração ou defesa do direito e cumprir com exatidão os provimentos mandamentais e não criar embaraços à efetivação de provimentos judiciais, de natureza antecipatória ou final (art. 77, I a V, do CPC). Dessa forma, qualquer conduta que ultrapasse esse limite será considerada temerária e implicará nas consequências previstas Lei Processual Civil, que autoriza o juiz ou tribunal, de ofício ou a requerimento, condenar o litigante de má-fé ao pagamento de multa, cujo valor não excederá a 1% do valor da causa (art. 81 do CPC). AUSENCIA DE PROVAS DO AUTOR Urge a requerida ressaltar a brilhantíssima sentença proferida nos autos nº 9066765.55.2018.813.0024 pela Dra. Beatriz Junqueira Guimaraes da 05ª UNIDADE JURISDICIONAL CÍVEL: “A prova é um elemento instrumental na tarefa de elucidar um acontecimento pretérito, ensejando a apreciação de dados e informações obtidos com a instrução, a fim de reconstituir a situação concreta que deve ser objeto de pronunciamento jurisdicional. Na formação de seu livre convencimento deve o juiz conjugar a lógica e a experiência, observando sempre os princípios norteadores do devido processo legal. Nessas diretrizes e na apreciação do conjunto probatório do processo, verifico que somente se apontam em favor do autor as suas alegações, mas estas, de forma isolada, não podem ser consideradas como elemento elucidativo das reais circunstâncias dos fatos que se apura. Compulsando os autos, verifico inexistir comprovação acerca do alegado. Desta forma, não há comprovação da má prestação de serviços, sobretudo, porque a parte autora não pontua quais os vícios na prestações, sendo certo que permaneceu vinculado à requerida pelo período de pelo menos seis meses conforme comprovantes de faturas pagas, não havendo juntado, no entando, protocolos de reclamações feitas à ré ou prova nesse sentido. Como é de trivial conhecimento, no Juizado Especial, o formalismo não deve prosperar. As regras processuais são instrumentais não tendo fim em si mesmas. Contudo, é imprescindível que a parte demonstre a existência do seu direito através de meios de prova lícitos, não bastando a simples alegação. A questão probatória é fundamental para o deslinde da lide. A meu aviso, como dito alhures, a parte autora não trouxe elementos mínimos a demonstrar o fato constitutivo de seu alegado direito. Assim, não obstante entenda haver, in casu, a aplicação das normas consumeristas, entendo que não está o consumidor liberado de, ao menos, produzir um início de prova do fato constitutivo de seu direito. Assim ocorre porque em Juízo não basta alegar. A parte deve provar suas alegações, sob pena de arcar com o ônus da não produção da prova que lhe aproveitava. (...)A teor do art. 5° da lei 9.099, de 1995, o juiz dirigirá o processo com liberdade para determinar as provas a serem produzidas, para apreciá-las e para dar especial valor às regras de experiência comum ou técnica". Nessa mesma linha de raciocínio, não há que se falar em dano moral.” GRIFO NOSSO Urge a requerida ressaltar a brilhantíssima sentença proferida nos autos nº 9055662.51.2018.813.0024 pelo Dr. Wagner Sana Duarte Morais da 03ª UNIDADE JURISDICIONAL CÍVEL: “ (...) Por fim, consigno que em que pese desativação por parte da operadora dos serviços automáticos de envio de mensagens, que é o que lhe cabia com o reconhecimento do pedido, não é possível impedir ligações eventuais oriundas de serviços não controlados pela ré via serviço automático. Portanto, indefiro os pedidos do autor de fixação de multa pelo descumprimento e de penalização por litigância de má-fé.” ONUS DO AUTOR E conforme a inteligência do art. 373 do NCPC, esse ônus incumbe ao autor: “Art. 373 O ônus da prova incumbe: I – ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito; (...) GRIFO NOSSO Nesse diapasão, colha-se o liceu do egrégio Tribunal de Justiça de Minas Gerais para o qual, como não poderia deixar de ser, a prova do ônus é do autor. EMENTA: AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO C/C INDENIZAÇÃO - COMPROVAÇÃO DA RELAÇÃO JURÍDICA - NEGATIVAÇÃO DEVIDA - EXERCÍCIO REGULAR DE DIREITO - RECURSO IMPROVIDO. A teor do inciso I do artigo 373 do Código de Processo Civil, ao autor incumbe a prova do fato constitutivo do seu direito. Diante da ausência de comprovação da quitação do débito apontado pela parte requerida, a negativação de seu nome configura exercício regular de direito. (TJMG - Apelação Cível 1.0019.15.000959-5/001, Relator(a): Des.(a) Alberto Diniz Junior , 11ª CÂMARA CÍVEL, julgamento em 12/12/0018, publicação da súmula em 18/12/2018) GRIFO NOSSO DA LITISPENDÊNCIA Preliminarmente, cabe ao réu arguir, na presente ação, pela extinção do feito, nos moldes do art. 485, V, do CPC/2015, haja vista que, analisando a inicial formulada pela parte autora e os documentos acostados aos autos, verifica-se que houve ação anteriormente ajuizada pela parte autora no 1ª CÍVEL, CRIME E VEC da mesma comarca do presente processo, sob o nº 0014511-50.2018.8.13.0352, ajuizada em 07/03/2018, restando clara a ocorrência de litispendência devidamente comprovada nos autos. Ambas as iniciais detém as mesmas narrativas, com os mesmos argumentos, as mesmas alegações e a discussão da regularidade do mesmo contrato, qual seja, o de nº 545634449 de parcelas no valor de R$ 28,75, com mesma documentação acostada, comprovando a má-fé da parte autora com o intuito único de aferir indenizações pelo mesmo contrato. Processo 0045085-56.2018.8.13.0352: Processo 0014511-50.2018.8.13.0352: Demonstrada, pois, a ocorrência de litispendência (isto é, verificada a identidade de partes; de objeto e de causa de pedir) entre dois processos, deverá ser extinto, sem apreciação do mérito. Não pode o Réu arcar duas vezes com o mesmo débito referente ao mesmo objeto de ação anteriormente ajuizado, sob pena de invalidar os preceitos fundamentais presentes no Direito Brasileiro, constituindo inobservância de todo o ordenamento jurídicoe as regras que o caracterizam. No presente caso, é possível verifica nitidamente a ocorrência do mencionado instituto, que, por se tratar de questão de ordem pública, pode ser alegado a qualquer tempo ou grau de jurisdição, presentes no art. 485, V do CPC/2015. Destarte, resta clara a configuração da litispendência, razão pela qual, requer o réu a extinção do feito sem julgamento de mérito, nos termos dos art. 485, V do CPC/2015. DA EXTENSÃO DO ACORDO Inicialmente, em concordância ao pedido expresso da Autora em sua exordial, a mesma requer a condenação solidária, data vênia, embora a ré Decolar repudie veemente tal concepção, caso seja entendimento de Vossa Excelência quanto a responsabilidade solidária, requer que seja reconhecido a extensão do acordo realizado com a corré à ré Decolar. Conforme dispõe o Código Civil, em seu artigo 844, § 3º: Art. 844. A transação não aproveita, nem prejudica senão aos que nela intervierem, ainda que diga respeito a coisa indivisível. § 3 o Se entre um dos devedores solidários e seu credor, extingue a dívida em relação aos co-devedores. Assim sendo, é evidente que não restam valores a serem pleiteados pela Autora, devendo a presente demanda ser julgada extinta, conforme entendimento jurisprudencial: Processo: 0035830-81.2019.8.16.0182 Classe Processual: Procedimento do Juizado Especial Cível Assunto Principal: Rescisão do contrato e devolução do dinheiro Valor da Causa: R$19.960,00 Polo Ativo(s): FLAVIO IZE JUNIOR Polo Passivo(s): COPA AIRLINES DECOLAR. COM LTDA. Trata-se de reclamação ajuizada por FLAVIO IZE JUNIOR contra COPA – COMPAÑIA PANAMEÑA DE AVIACIÓN S.A e DECOLAR.COM LTDA. O autor e a ré COPA – COMPAÑIA PANAMEÑA DE AVIACIÓN S.A acordaram o pagamento do valor de R$ 3.500,00 (seq. 38.1). Considerando que o feito versa sobre direitos disponíveis, homologo o acordo de seq. 38.1 e JULGO EXTINTO o processo com fulcro no art. 487, III, “b” do CPC em relação à ré COPA – COMPAÑIA PANAMEÑA DE AVIACIÓN S.A. ANTE TAL ACORDO - E TENDO CONTA QUE QUANDO ESTABELECIDA RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA É PARA QUE A CONSUMIDORA NÃO FIQUE DESAMPARADA E TENHA SEU DANO REPARADO POR QUALQUER UM DOS FORNECEDORES, E NÃO SIGNIFICA TENHA ELA DIREITO DE EXIGIR DE CADA UM DOS INTEGRANTES DA CADEIA DE CONSUMIDORES UM VALOR - JULGO EXTINTO O PROCESSO TAMBÉM EM RELAÇÃO À RECLAMADA DECOLAR.COM LTDA. Procedam-se às baixas e anotações necessárias e arquivem-se. Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Pelo exposto, requer a extinção do feito com resolução de mérito nos termos do artigo 487, III, “b” do Código de Processo Civil. PRELIMINAR DE ILEGITIMIDADE DE PARTE ATIVA - AUSÊNCIA DE INTERESSE DE AGIR Preliminarmente, vem o réu arguir ausência de condições para prosseguimento da ação, haja vista que as passagens aéreas foram adimplidas pelo Fernando S Freitas, parte legítima para propositura da demanda. Isto é, consoante se verifica nos autos, as parte autora ajuizou a presente ação pleiteando a restituição dos valores adimplidos. A Legitimidade das partes "ad causam" é uma condição da ação em que o indivíduo exerce o direito subjetivo material como o titular da ação podendo ser demandado apenas aquele que seja titular da obrigação correspondente. Diante do exporto requer seja acolhida a preliminar de ilegitimidade ativa para declarar extinto o processo sem resolução do mérito, nos termos do artigo art. 485 do CPC. POSSIBILIDADE DE COMPOSIÇÃO AMIGÁVEL Haja vista, o acordo ser previsto em qualquer tempo processual, informamos os contantos, para que a advogada da parte autora, querendo, possa entrar em contato para uma possível negociação de acordo: Visando prestigiar a solução amigável dos conflitos e da cooperação entre as partes, princípios que permeiam os valores da Peticionante, sem que isso importe em qualquer tipo de reconhecimento de culpa, apresenta-se neste ato seu interesse na composição do presente litígio pela via consensual. Para tanto, a Ré disponibiliza à parte Autora quatro meios de contato para tratativas de negociação, não só neste momento, mas ao longo de todo o trâmite processual. Os quadros abaixo permitem o contato direto via click, sem necessidade de outros recursos: Contato Via WhatsApp Web Contato Via Email Ou FRAGATABOT , basta “clicar” no link: https://wa.me/551131212665 ou utilizar o QR Code abaixo: INÉPCIA DA INICIAL – PROCURAÇÃO IRREGULAR A petição inicial deve ser instruída com os documentos indispensáveis à propositura da ação, conforme respaldo do art. 320 do NCPC, isto é, aqueles exigidos por lei. Para a propositura da ação, torna se imprescindível a apresentação de procuração regular para a adequada análise da veracidade dos fatos. Ato não cumprido no presente caso. A parte curadora autora se declara analfabeta e junta aos autos procuração PARTICULAR irregular. A procuração juntada aos autos é irregular por descumprir com o artigo Art. 595 CC/2002. Desta forma, faltou na Inicial documento indispensáveis para a sua propositura não estando legalmente representada. INÉPCIA DA INICIAL – AUSÊNCIA DE COMPROVANTE DE ENDEREÇO: VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL A petição inicial deve ser instruída com os documentos indispensáveis à propositura da ação, conforme respaldo do art. 320 do NCPC, isto é, aqueles exigidos por lei. Para o ajuizamento da ação, torna se imprescindível a apresentação, com a inicial, dos documentos de identificação como CPF, IDENTIDADE e COMPROVANTE DE RESIDÊNCIA para a adequada análise da veracidade dos fatos afirmados pela parte autora. Ato não cumprido no presente caso. A parte autora não colacionou aos autos nenhum comprovante de endereço em seu nome, razão pela qual não há como verificar se o presente Juízo é competente para o regular trâmite do feito. A necessidade de demonstração do local de domicílio se faz extremamente necessária, pois, em primeiro momento, é a partir desse elemento que a competência de determinado Juízo para conhecimento da demanda é fixado. Não havendo comprovante de residência nos autos, verifica-se a existência de violação as regras que dizem respeito à distribuição de competência na Lei 9.099/95, vez que não será possível atribuir a determinado Juízo a condução do processo, vejamos: Art. 4º É competente, para as causas previstas nesta Lei, o Juizado do foro: III - do domicílio do autor ou do local do ato ou fato, nas ações para reparação de dano de qualquer natureza. Assim, ante a impossibilidade de constatação da competência deste D. Juízo para processar e julgar esta lide há também a violação do princípio do juiz natural. Desta forma, como garantia constitucional (artigo 5º, incisos XXXVII e LIII), o princípio do juiz natural preleciona a utilização de regras objetivas de competência jurisdicional para garantir independência e a imparcialidade do órgão julgador. Trata-se, portanto, de um juiz previamente encarregado, na forma da lei, como competente para o julgamento de determinada lide. Como consequência, não se admite a escolha específica nem a exclusão de um magistrado de determinado caso. Assim, o referido princípio deve ser interpretado em sua plenitude, de forma a não somente proibir a criação de Tribunais ou juízos de exceção, mas, também, exigir respeito absoluto às regras objetivas de determinação de competência, de modo a não afetar a autoridade competente para conhecimento, processamento e julgamento de determinada demanda. Por fim, ante a possível violação do princípio do juiz natural e das regras de competências estipuladas pela Lei 9.099/95, requer o réu a extinção do processo sem a resolução do mérito, uma vez que não foram juntados documentos essenciais ao desdobramento da ação, bem como resta comprovada a incompetência deste D. Juízo, nos moldes do art. 485, IV e 320 do CPC. Subsidiariamente, requer desde já a intimação da parte autora para juntar aos autos comprovante de residência atualizado, sob pena de extinção do processo, nos moldes do artigo 485, III e VI, segunda parte. DA NECESSIDADE DE PRODUÇÃO DE PROVA PERICIAL – INCOMPETÊNCIADO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL – EXTINÇÃO DO FEITO SEM RESOLUÇÃO DO MÉRITO A parte autora ajuizou a presente ação, pleiteando o supramencionado, entretanto, esqueceu-se que a matéria objeto da presente lide é complexa, exigindo-se produção de prova pericial por perito de confiança deste juízo. Note-se que não há como, por meio de simples alegação do consumidor, concluir pela existência de vícios no produto decorrentes da fabricação que o tornem impróprio para o uso e que sejam imputáveis à Ré, que, indubitavelmente, exige prova pericial. Reitere-se que a existência de vício de qualidade/fabricação não é fato reconhecido pela Ré, restando claro que uma avaliação e investigação da origem de um suposto vício – se decorrente do processo de fabricação ou da própria utilização do consumidor – somente poderá ser realizado por perícia técnica especializada, procedimento incompatível com o instituído pela Lei n.º 9.099/95, eis que alberga apenas as causas de menor complexidade HISTORICO DE ADIMPLEMENTO Restou averiguado no sistema da requerida que o autor tem histórico de adimplemento de diversas faturas. E conforme a brilhantíssima sentença proferida nos autos nº 9061826.66.2017.813.0024 pela Dra. Tania Maria Elias Chain da 10ª Unidade Jurisdicional Cível: “O pedido de declaração de inexistência de qualquer débito, em relação ao contrato referente ao acesso (acesso noticiado na sentença dos autos supramencionados), sendo o mencionado contrato definitivamente encerrado não pode ser julgado como procedente, porque diferentemente do que a promovente argumenta, não se trata de habilitação indevida ou desconhecida, sendo que o acesso se encontra em endereço da autora, havendo histórico de pagamentos efetuados. Em regra, estelionatário não paga conta.” GRIFO NOSSO image3.png image4.png image5.png image6.png image7.png image1.png image2.png BOLETO BANCARIO Outrossim é importante a requerida ressaltar que o cumprimento da obrigação de pagar foi realizado através de boleto bancário. Ocorre que esse tipo de transação possui um prazo de 03 (três) dias uteis para ser concluído, ou seja, o banco somente repassa o valor para o credor, após passar pelos tramites exigidos, senão vejamos: Compensação do boleto bancário O boleto bancário passa pelo sistema de compensação do banco que o emitiu. Isso significa que o pagamento será verificado pelos fu ncionários antes que o beneficiário receba o dinheiro em sua conta. Por causa de todos esses trâmites, o processo é mais demorado. Somente depois que o valor é liberado para o credor. GRIFO NOSSO Quanto tempo leva para liberar o pagamento? O prazo de compe nsação do boleto é de 72 horas úteis , ou seja 3 dias . Assim, se você faz uma compra pela internet no sábado, é possível que o valor só seja compensado da quarta feira. Quando falamos em compensação, é sempre preciso lembrar dos dias úteis, pois nos fins de semana e feriados o banco não compensa pagamentos. O horário em que a transação é realizada também pode fazer diferença, porque os pagamentos feitos à noite só irão para a compensação no próximo dia útil. GRIFO NOSSO https://contaembanco.com.br/servicos/depois - da - compra - quantos - dias - leva - para - compensar - o - boleto/ BOLETO BANCARIO Outrossim é importante a requerida ressaltar que o cumprimento da obrigação de pagar foi realizado através de boleto bancário. Ocorre que esse tipo de transação possui um prazo de 03 (três) dias uteis para ser concluído, ou seja, o banco somente repassa o valor para o credor, após passar pelos tramites exigidos, senão vejamos: Compensação do boleto bancário O boleto bancário passa pelo sistema de compensação do banco que o emitiu. Isso significa que o pagamento será verificado pelos funcionários antes que o beneficiário receba o dinheiro em sua conta. Por causa de todos esses trâmites, o processo é mais demorado. Somente depois que o valor é liberado para o credor. GRIFO NOSSO Quanto tempo leva para liberar o pagamento? O prazo de compensação do boleto é de 72 horas úteis, ou seja 3 dias. Assim, se você faz uma compra pela internet no sábado, é possível que o valor só seja compensado da quarta feira. Quando falamos em compensação, é sempre preciso lembrar dos dias úteis, pois nos fins de semana e feriados o banco não compensa pagamentos. O horário em que a transação é realizada também pode fazer diferença, porque os pagamentos feitos à noite só irão para a compensação no próximo dia útil. GRIFO NOSSO https://contaembanco.com.br/servicos/depois-da-compra-quantos-dias-leva-para- compensar-o-boleto/