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O baqueamento digital está por muitas vezes presentes devido à hipoxemia associada.
OBS: Tendo em conta o aspecto geral dos pacientes com DPOC, chama a atenção um grupo de doentes magros e 
outros gordos. Baseando-se nesta característica, Dornhost e Filley classificaram estes pacientes em dois tipos: o Pink 
Puffer (soprador rosado), que é o magro, e o Blue Bloater (azul pletórico), que é o gordo.
Pink Puffer Blue Bloater
 Magro, idoso, longilíneo
 Fácies angustiada
 Dispnéia intensa
 Pouca expectoração e infecção
 Apresenta aspecto radiológico de enfisema
 Gordo, brevelíneo
 Fácies sonolenta
 Expectoração com infecção
 Sem evidência radiológica de enfisema
 Biótipo: Longilíneo
 Idade: Idoso
 Emagrecimento: acentuado
 Face: angustiada
 Cianose: ausente
 Tosse: discreta
 Expectoração: escassa
 Percussão: Hipersonoridade 
 Ausculta: MV diminuídos
 Gasometria quase normal
 Histopatologia: Panlobular 
 Prognóstico: Grave
 Biótipo: Brevilíneo 
 Idade: Meia-idade 
 Emagrecimento: ausente
 Face: pletórica 
 Cianose: presente
 Tosse: acentuada, periódica
 Expectoração: abundante 
 Percussão: Normal
 Ausculta: roncos e sibilos
 PA: aumentada.
 Histopatologia: Centrolobular 
 Prognóstico: muito grave
Arlindo Ugulino Netto –SEMIOLOGIA II – MEDICINA P5 – 2009.2
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Aspectos radiológicos do enfisema pulmonar.
 Hipertransparência dos campos pulmonares.
 Rebaixamento dos hemidiafragmas.
 Alargamento dos seios costofrenicos.
 Coração em aspecto comprido entre os dois pulmões.
ASMA
A asma é uma doença inflamatória crônica caracterizada por obstrução crônica ao fluxo de ar nas vias 
respiratórias (e não na parte mecânica da respiração, diferentemente da miastenia). 
Sua fisiopatologia está relacionada ao edema da mucosa brônquica, a hiperprodução de muco nas vias aéreas 
e a contração da musculatura lisa das vias aéreas, com conseqüente diminuição de seu diâmetro (broncoespasmo) e 
edema dos brônquios e bronquíolos. 
Isto resulta em vários sintomas, como: dispnéia, tosse e 
sibilos, principalmente à noite. O estreitamento das vias aéreas é 
geralmente reversível, porém, em pacientes com asma crônica, a 
inflamação pode determinar obstrução irreversível ao fluxo aéreo. As 
características patológicas incluem a presença de células 
inflamatórias nas vias aéreas, exsudação de plasma, edema, 
hipertrofia muscular, rolhas de muco e descamação do epitélio. O 
diagnóstico é principalmente clínico e o tratamento consta de 
medidas educativas e drogas que melhorem o fluxo aéreo na crise 
asmática e antiinflamatórios, principalmente a base de corticóides e 
broncodilatadores.
Os principais fatores precipitantes e agravantes da asma 
brônquica são: alérgenos inaláveis, condições irritantes, condições 
climáticas, infecções, exercícios físicos, refluxo gastroesofágico e 
uso de drogas.
Fisiopatologia.
A fisiopatologia da asma está relacionada com o edema de 
mucosa brônquica; hiperprodução de muco nas vias aéreas; 
hipercontração da musculatura lisa das vias aéreas; edema dos 
brônquios; obstrução irreversível ao fluxo aéreo; etc.
Esses efeitos associados dificultam a saída do ar rico em 
CO2 dos pulmões, o que dificulta a entrada adequada de ar 
oxigenado.
Achados Semiológicos.
A crise asmática pode acontecer de maneira abrupta, isoladamente, ou precedida de manifestações de 
comprometimento das vias respiratórias altas, acompanhadas ou não de uma rinite com ou sem coriza. Durante a 
crise, a postura do paciente é característica: posição ortopnéica, mão agarradas no leito, fácies exprimindo angústica e 
sofrimento com abas do nariz dilatadas. Os músculos acessórios da respiração está contraídos, formando tiragens.
Asmáticos de longas datas apresentam tórax em tonel (tórax globoso). Apresentam respiração ruidosa com 
nítida predominância expiratória. O frêmito tóracovocal (FTV) pode estar diminuído devido a hiperinsuflação, 
encontrando-se hipersonoridade à percussão. A ausculta revela ainda sibilância e expiração prolongada.
Nas crises, detectam-se também, posição de ortopnéia, pulso paradoxal e cianose. No exame físico, podemos 
constatar:
 Inspeção: dispnéia, tórax em posição de inspiração profunda e tiragem
 Palpação: FTV normal ou diminuído
 Percussão: normal ou hipersonoridade
 Ausculta: diminuição do murmúrio vesicular com expiração prolongada, sibilos predominantemente 
expiratórios em ambos os campos pulmonares.
Diagnóstico.
Na confirmação diagnóstica da asma, recomenda-se a espirometria. Nos casos em que a espirometria é 
normal, o diagnóstico pode ser estabelecido através do teste de broncoprovocação com metacolina, carbacol ou 
histamina.
O estudo radiológico do tórax pode demonstrar presença de hiperinsuflação pulmonar, espessamento da 
parede dos brônquios e infiltração ao longo de feixes broncovasculares.
Arlindo Ugulino Netto –SEMIOLOGIA II – MEDICINA P5 – 2009.2
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TROMBOEMBOLISMO PULMONAR
O tromboembolismo pulmonar (TEP), na maioria das vezes, resulta da instalação 
súbita de um coágulo sanguíneo em algum ponto da árvore pulmonar, reduzindo ou 
abolindo a perfusão local.
Para que se estabeleça a doença tromboembólica, é preciso que o coágulo 
formado no coração ou na circulação periférica chegue ao pulmão, isto é, haja trombose 
prévia; além disto, tem que haver também oclusão de um vaso pulmonar, ou seja, 
embolia. Desde que o processo progrida, aparece a mais relevante complicação da 
embolia pulmonar, o infarto pulmonar. 
Em 90% dos casos, os êmbolos procedem das veias profundas dos membros 
inferiores. Seguem-se as veias pélvicas, a cava inferior, coração direito e, raramente, os 
membros superiores.
Manifestações Clínicas.
O TEP é raro nos jovens e comum em pacientes idosos. Os sintomas só se 
manifestam quando o processo, ao atingir ramos secundários da artéria pulmonar, 
provoca dispnéia com taquipnéia, tosse e escarros sanguinolentos. Quando o embolo se 
aloja em um dos troncos principais da artéria pulmonar, o quadro torna-se dramático, com 
angústia, dispnéia intensa, dor na região esternal, sinais de hipertensão pulmonar aguda, 
taquicardia e choque.
Com vista a um diagnóstico precoce, convém pensar na possibilidade de TEP 
diante das seguintes situações:
 Presença de sintomas pulmonares associados à trombose venosa ou intracavitária
 Agravamento da insuficiência cardíaca
 Agudização dos sintomas nos pneumopatas crônicos
 Perda súbita da consciência, em tais pacientes
 Dor pleural aguda e súbita acompanhada de escarros sanguinolentos
 Choque cardiogênico 
 Taquicardia inexplicável
Pacientes acamados, quase imóveis, com pernas fletidas favorecem a estase sanguínea e, com isso, o TEP. 
Outros representantes de grupo de risco são: indivíduos com vida sedentária, portadores de cardiopatias, grávidas, 
usuários de anticoncepcionais ou drogas e pacientes com pneumopatias.
As condições de alto risco que predispõem ao TEP são:
 Postura do paciente: acamados, imóveis, pernas fletidas 
 Vida sedentária
 Cardiopatas
 Fraturas do quadril ou colo do fêmur
 Pacientes acima de 40 anos
 Pacientes pós-infarto
 Cardiopatias e pneumonias crônicas rebeldes ao tratamento
 ICC