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CURSO ON-LINE – PROFESSOR: EDVALDO NILO 
1
www.pontodosconcursos.com.br 
Aula 1 – Tributo: definição e espécies. Impostos, taxas, 
contribuição de melhoria, empréstimos compulsórios – 
(27/01). 
Olá, prezados (as). 
Vamos iniciar o nosso curso hoje, pois foi atingido o quorum 
mínimo neste final de semana. 
Inicialmente aproveito a oportunidade para informar sobre o 
lançamento do meu livro de Direito Tributário para concursos. O 
livro está atualizadíssimo, com a jurisprudência mais recente do STF, 
STJ e CARF, bem como diversos quadros e esquemas sinópticos. 
Vocês podem verificar este lançamento no site: 
www.editorajuspodivm.com.br. Solicito (se possível) a ajuda de 
vocês na divulgação do livro pelas suas respectivas listas de e-mail. 
Agradeço desde já a colaboração neste sentido. 
Então, vamos para o sumário de hoje. 
Registramos vamos trabalhar com todas as bancas até a 
escolha definitiva da banca do concurso. 
Assim sendo, a divisão do nosso sumário ficou em cinco 
capítulos, a saber: 
Capítulo I Introdução geral 
Sumário • 1. Natureza jurídica do tributo: 1.1 Base de 
cálculo; 1.2 Destinação legal do produto da arrecadação – 
2. Função socioeconômica dos tributos – 3. Direito 
Tributário material e direito tributário formal. 
Capítulo II Classificações no Direito Tributário 
Sumário • 1. Introdução – 2. Classificação das espécies 
tributárias – 3. Classificação quanto à natureza da hipótese 
de incidência ou fato gerador – 4. Classificação quanto ao 
destino da arrecadação – 5. Classificação quanto à base 
econômica de incidência – 6. Classificação quanto à forma 
de percepção: tributo direto e tributo indireto – 7. 
Classificação quanto aos aspectos objetivos e subjetivos da 
hipótese de incidência: tributos reais e tributos pessoais – 8. 
Classificação quanto à finalidade ou função dos tributos: 
tributos fiscais, tributos extrafiscais e tributos parafiscais – 
9. Classificação quanto à alíquota do tributo ou forma de 
 
 
 
 
 
 
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quantificação: tributos fixos, tributos proporcionais, tributos 
progressivos e tributos regressivos – 10. Classificação 
simples da receita pública: receita originária e receita 
derivada. 
Capítulo III Taxas 
Sumário • 1. Considerações gerais – 2. Taxa de polícia – 3. 
Taxa de serviços – 4. Base de cálculo das taxas – 5. Taxas x 
Preço Público x Tarifas x Pedágio. 
Capítulo IV Contribuição de Melhoria 
Capítulo V Empréstimo compulsório 
CAPÍTULO I INTRODUÇÃO GERAL 
Sumário • 1. Natureza jurídica do tributo: 1.1 Base de cálculo; 1.2 
Destinação legal do produto da arrecadação – 2. Função 
socioeconômica dos tributos – 3. Direito Tributário material e direito 
tributário formal. 
1. NATUREZA JURÍDICA DO TRIBUTO 
O art. 4º do CTN estabelece que a natureza jurídica específica 
do tributo deve ser verificada pelo fato gerador da respectiva 
obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-la a denominação e 
demais características formais adotadas pela lei e a destinação legal 
do produto da sua arrecadação. 
No concurso do CESPE para Advogado/SERPRO/2010 foi considerado 
errado: “A destinação legal do produto da arrecadação de 
determinado tributo é imprescindível para qualificar sua natureza 
jurídica”. Do mesmo modo, no concurso do CESPE para 
Consultor/ES/2010 foi adotado como correto: “Se dois tributos 
tiverem o mesmo fato gerador, embora um deles seja denominado 
taxa, e o outro, imposto, um deles estará com uma incorreta 
atribuição de natureza jurídica específica”. 
Fato gerador (in abstrato) significa a hipótese prevista em lei, 
cuja ocorrência faz surgir à obrigação tributária, por isso também é 
denominado de hipótese de incidência. Por exemplo, o fato 
gerador do imposto sobre renda (IR) é a aquisição da disponibilidade 
econômica ou jurídica de renda ou de proventos de qualquer 
natureza, previsto no art. 43, incisos I e II, do CTN. 
 
 
 
 
 
 
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De tal modo, com fundamento apenas no art. 4º, do CTN, 
você já responde diversas questões, a saber: 
1. “A natureza jurídica específica do tributo é 
determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação, 
sendo irrelevantes para qualificá-la: (a) a denominação e 
demais características formais adotadas pela lei; (b) a 
destinação legal do produto da sua arrecadação” 
(ESAF/AFTM-FORTALEZA 2003). 
2. “O que determina a natureza jurídica de um tributo é o 
fato gerador da respectiva obrigação, independentemente 
de sua denominação e da destinação legal do produto de 
sua arrecadação” (ESAF/AFTM/NATAL/2008). 
3. “Para conhecimento da natureza específica das 
diversas espécies tributárias previstas no Sistema 
Tributário Nacional, é essencial o exame do fato gerador 
da respectiva obrigação, tendo em vista que, à luz do 
Código Tributário Nacional, a natureza jurídica específica 
do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva 
obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-la: a 
denominação e demais características formais adotadas 
pela lei e a destinação legal do produto da sua 
arrecadação” (ESAF/PROCURADOR DE FORTALEZA/2002). 
4. A natureza jurídica específica do tributo é determinada 
pelo fato gerador da respectiva obrigação 
(ESAF/IRB/2004). 
5. (ESAF/AFTM/TERESINA/2002) O fato gerador da 
obrigação tributária é determinante para o 
estabelecimento da natureza jurídica do(da) 
a) crédito tributário. 
b) lançamento. 
c) sujeito passivo. 
d) tributo. 
e) dívida ativa. 
6. (ESAF/AFTE/MS/2001) A natureza jurídica dos tributos 
é determinada pela(o) 
a) denominação adotada pela lei. 
b) compulsoriedade que lhe é inerente. 
c) fato gerador da respectiva obrigação. 
 
 
 
 
 
 
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d) destinação legal do montante arrecadado. 
e) adoção estrita do princípio da legalidade. 
7. (ESAF/AFTM/Recife/2003) Nos termos do Código 
Tributário Nacional, a natureza jurídica específica do 
tributo é determinada: 
a) pelos dispositivos da Constituição Federal que 
disciplinam as espécies tributárias neles previstas. 
b) pela denominação e demais características formais do 
tributo, estabelecidas na lei que o institui. 
c) pela base de cálculo e a alíquota do tributo, fixadas em 
lei. 
d) pelo fato gerador da respectiva obrigação. 
e) pela destinação constitucionalmente conferida ao 
produto da arrecadação do tributo. 
8. (ESAF/GESTOR/MG/2005) A natureza jurídica dos 
tributos é determinada: 
a) pela denominação legal. 
b) pelo critério quantitativo da norma que o criou. 
c) pela finalidade de sua arrecadação. 
d) pelo fato gerador. 
e) pela previsão ou não de obrigações acessórias. 
9. A denominação e as demais características formais 
adotadas pela lei são relevantes para qualificar natureza 
jurídica específica do tributo (ESAF/IRB/2004). 
As quatro primeiras questões são verdadeiras. A quinta, a 
letra correta é a “d”. A sexta é a “c”, a sétima e oitava são “d”. A 
nona questão é falsa. Todas estas questões cobraram o aprendizado 
literal do art. 4º, do CTN. 
1.1 BASE DE CÁLCULO 
Por sua vez, salientamos que bancas de concurso podem 
aprofundar um pouco mais o tema da classificação das espécies 
tributárias e cobrar o conhecimento da relevância da base de 
cálculo para identificação da natureza jurídica do tributo. 
Assim sendo, o grande valor da base de cálculo para 
identificação da natureza jurídica do tributo tem fundamento jurídico 
na CF/88, quando dispõe que as taxas não poderão ter base de 
cálculo própria de impostos (art. 145, §1º) e que a União poderá 
instituir mediante lei complementar, impostos residuais, desde queCURSO ON-LINE – PROFESSOR: EDVALDO NILO 
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sejam não-cumulativos e não tenham fato gerador ou base de 
cálculo próprios dos discriminados nesta Constituição (art. 154, I). 
Com efeito, devemos afirmar com tranquilidade que numa 
interpretação conforme a CF/88, a identificação da natureza jurídica 
do tributo pode ser realizada pelo binômio: hipótese de incidência 
(fato gerador in abstrato) e base de cálculo. A hipótese de incidência 
é também chamada de fato gerador in abstrato, porque prevista 
abstratamente na lei. 
A base de cálculo (também nomeada de base imponível) 
serve igualmente para quantificar a grandeza financeira do fato 
gerador do tributo, sendo a grandeza numérica estabelecida pela lei 
que permite quantificar o valor do tributo a ser recolhido. Neste 
sentido, afirmamos que a base de cálculo é o elemento mensurador 
do fato gerador do tributo. 
Sendo assim, segundo ensinamentos da doutrina, a base de 
cálculo possui três funções fundamentais: (a) função 
mensuradora, pois quantifica o fato gerador do tributo (“mede as 
proporções reais do fato”); (b) função objetiva, porque compõe a 
determinação da dívida tributária; (c) função comparativa, eis que 
posto em comparação com o fato gerador, é capaz de identificar a 
natureza jurídica do tributo. 
São exemplos de base de cálculo: o valor da renda auferida, no 
caso de imposto sobre a renda de pessoas físicas (IRPF); o valor 
venal do imóvel, no caso do imposto sobre a propriedade territorial 
urbana (IPTU); o valor venal do veículo automotor, na hipótese do 
imposto sobre a propriedade de veículos automotores (IPVA); o valor 
do serviço prestado, no imposto sobre serviços (ISS) etc. 
Ademais, registramos a distinção doutrinária tênue entre a base 
de cálculo e base calculada. A base de cálculo esta no plano da lei, 
prevista no plano abstrato, ou seja, é uma definição ou descrição 
legal (mundo do direito). Já a base calculada é a base de cálculo 
aplicada no caso concreto, ou seja, é o simples valor em moeda da 
base de cálculo numa situação prática (mundo dos fatos). Por 
exemplo, a base de cálculo do IPTU é o valor venal do imóvel e, 
numa situação concreta (“X”), a base calculada é de R$ 400.000,00. 
Importante: De acordo com a interpretação predominante da CF/88, 
a fixação da base de cálculo deve sempre ser estabelecida por meio 
de lei, sem qualquer tipo de exceção. Decerto, não foram 
recepcionados pela CF os arts. 21, 26 e 65 do CTN, no que 
 
 
 
 
 
 
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estabelecem sobre a competência do Poder Executivo de alterar as 
bases de cálculo do imposto sobre importação (II), do imposto sobre 
exportação (IE) e dos impostos sobre operações de crédito, câmbio e 
seguro, ou relativas a títulos ou valores imobiliários (IOF), a fim de 
ajustá-los aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. 
Por exemplo, afirma o STJ que a “instituição ou a fixação da base de 
cálculo de tributo, a que se refere o art. 97 do CTN, que explicita o 
princípio constitucional da legalidade agasalhado no art. 150, I, da 
Constituição, se faz mediante a edição de lei” (AGREsp 465740/MG). 
Agora você já pode responder as seguintes questões: 
1. “O conhecimento da hipótese de incidência (fato 
gerador in abstrato) e da base de cálculo nos coloca em 
condições de identificar a estrutura e a natureza de um 
determinado tributo” (ICMS/MG/1995). 
2. “O Código Tributário Nacional, ao indicar, em seu art. 
4º, que a ‘natureza jurídica específica do tributo é 
verificada pelo fato gerador da respectiva obrigação’, 
revela certa omissão, desconsiderando a importância da 
base de cálculo para a identificação da figura tributária” 
(ICMS/MG/1995). 
3. “A natureza jurídica específica de um tributo é dada 
pelo cotejo entre o seu fato gerador e a sua base de 
cálculo” (PROCURADOR DO ESTADO/RN/2002). 
4. (ESAF/TTN/1997) A natureza jurídica específica do 
tributo é determinada 
a) pela denominação que lhe dá a lei. 
b) pelas características formais adotadas pela lei. 
c) pela destinação legal do produto da sua arrecadação. 
d) pela competência da pessoa jurídica de direito público 
que o instituir. 
e) pelo fato gerador e base de cálculo da respectiva 
obrigação. 
5. Com relação à fixação das bases de cálculo dos tributos 
é correto afirmar-se que devem sempre ser estabelecidas 
por meio de lei (ESAF/AFTM/TERESINA/2002). 
6. Com relação à fixação das bases de cálculo dos tributos 
é correto afirmar-se que só podem ser modificadas por lei 
complementar ou emenda constitucional 
 
 
 
 
 
 
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(ESAF/AFTM/TERESINA/2002). 
 
As três primeiras questões são verdadeiras. A quarta questão 
é a letra “e”. A quinta é verdadeira e a sexta é falsa, pois à fixação 
das bases de cálculo dos tributos podem ser modificadas por lei 
ordinária e não só por lei complementar ou emenda constitucional. 
1.2 DESTINAÇÃO LEGAL DO PRODUTO DA ARRECADAÇÃO 
Ademais, devemos dizer ainda que algumas questões de 
concursos dificultam o tema um pouco mais e exigem do candidato o 
conhecimento do posicionamento de parte da doutrina, de que o 
critério do fato gerador (art. 4°, caput, do CTN) é insuficiente para a 
identificação da natureza jurídica das contribuições especiais e dos 
empréstimos compulsórios estabelecidos pela CF/88. 
Por exemplo, a contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL) 
tem, em princípio, o mesmo fato gerador do imposto de renda das 
pessoas jurídicas (IRPJ), que é o lucro auferido, podendo-se perceber 
com facilidade que o fato gerador não é suficiente para identificar a 
natureza jurídica da CSLL. 
Em relação às contribuições especiais e aos empréstimos 
compulsórios, destacamos também que a doutrina citada compreende 
que a destinação do produto da arrecadação é relevante para 
identificar a natureza jurídica destas espécies tributárias, uma vez 
que nestes dois tributos a CF/88 afetou a arrecadação a 
determinados fins. 
Como afirma Misabel Derzi: “A Constituição de 1988, pela 
primeira vez, cria tributos finalisticamente afetados, que são as 
contribuições e os empréstimos compulsórios, dando à destinação 
que lhes é própria relevância, não apenas do ponto de vista do Direito 
Financeiro ou Administrativo, mas, igualmente, do Direito 
Constitucional Tributário”. 
No 15° Concurso para Procurador da República/MPF foi cobrada 
seguinte questão discursiva: “No intuito de fixar rigidamente as 
competências impositivas tributárias, a Constituição Federal erigiu um 
outro componente a conjugar-se com a hipótese de incidência para 
melhor definir a natureza jurídica específica do tributo. Indique-o, 
exemplificando” (responder em até 20 linhas). 
Ademais, alguns autores ainda acrescentam o critério da 
restituição do tributo para fins de distinção das espécies 
 
 
 
 
 
 
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tributárias. A restituição do tributo apenas acontece com o 
empréstimo compulsório. 
Para fins de simplificação deste ponto entendemos o seguinte: 
• A destinação legal do produto da arrecadação (art. 4°, inc. II, 
do CTN) é irrelevante para qualificar o tributo como espécie de 
imposto, taxa ou contribuição de melhoria, bastando-se, aqui, o 
fato gerador (hipótese de incidência) e a base de cálculo. 
• O fato gerador da obrigação tributária (art. 4°, caput, do CTN) 
não é critério suficiente para identificar a natureza jurídica das 
contribuições especiais e dos empréstimos compulsórios. 
• Parte da doutrina entende acertadamente que a CF/88 
estabeleceu a relevância da destinação legal do produto da 
arrecadação (vinculação da receita) para identificaçãodas 
contribuições especiais e dos empréstimos compulsórios, não se 
aplicando, neste caso, a regra do art. 4°, inc. II, do CTN. Neste 
sentido, encontram-se superados os arts. 4° e 5° do CTN. 
Importante: Sempre prestando bastante atenção no enunciado da 
questão do concurso, podemos resumir em três hipóteses as 
respostas corretas: (a) entendimento literal do art. 4°, inc. I e II, do 
CTN; (b) compreensão do mesmo art. 4°, inc. I e II, do CTN, 
acrescentando a importância da base de cálculo; (c) entendimento à 
luz do que dispõe a CF/88. 
No concurso da FUNDAÇÃO UNIVERSA para ADASA/Advogado/2009 
foi considerado correto: “As espécies tributárias impostos, taxas e 
contribuição de melhoria são definidas pela análise do fato gerador, 
sendo irrelevante para tal a destinação legal do produto da 
arrecadação”. Por sua vez, no 24° Concurso para Procurador da 
República/MPF foi adotado como verdadeiro o entendimento de que 
os artigos 4° e 5°, do CTN, acham-se superados. 
Mãos à obra: 
1. As espécies tributárias se distinguem, originariamente, 
a partir do seu fato gerador. Todavia, com o advento das 
contribuições de mesmo fato gerador do imposto sobre a 
renda e proventos de qualquer natureza, o texto 
constitucional inaugurou novo critério de distinção, de 
natureza específica para os impostos e as contribuições 
sociais (CESPE/Auditor TCU/2007). 
 
 
 
 
 
 
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2. Consoante o CTN, a natureza jurídica específica do 
tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva 
obrigação, sendo irrelevantes, para qualificá-la, tanto a 
denominação e demais características formais adotadas 
pela lei quanto a destinação legal do produto da sua 
arrecadação. Todavia, com o advento da Constituição de 
1988, os empréstimos compulsórios e as contribuições 
sociais assumiram o status de espécies tributárias. 
Algumas dessas exações, todavia, têm fato gerador 
idêntico ao dos impostos, o que torna inaplicável a citada 
regra do CTN (CESPE/JUIZ FEDERAL/TRF5/2006). 
A primeira e a segunda questão são verdadeiras. 
3. (OAB/SP – 119°) A destinação do produto da 
arrecadação, à luz da Carta Magna de 1988, é 
(A) irrelevante. 
(B) relevante para todos os tributos. 
(C) relevante, em se tratando de empréstimo compulsório 
e contribuições especiais. 
(D) relevante, em se tratando de impostos, taxas e 
contribuição de melhoria. 
A terceira questão é letra “c”. 
4. (OAB/SP – 131°) O Código Tributário Nacional – CTN – 
estabelece que a natureza jurídica específica do tributo é 
determinada 
(A) pela destinação legal do produto da sua arrecadação. 
(B) pela denominação e demais características formais 
adotadas pela lei. 
(C) pelo fato gerador da respectiva obrigação. 
(D) pelo órgão fiscalizador. 
A quarta é letra “c”, pois cobra o entendimento literal do art. 
4°, do CTN. 
5. (CESPE/UNB/OAB/2007) Na história da legislação 
tributária brasileira, freqüentemente ocorreu de entes da 
Federação criarem verdadeiros impostos, dando-lhes, 
entretanto, o nome de taxa. Isso ocorria para se evitar 
que fosse declarada inconstitucional a lei instituidora, por 
falta de competência tributária. Considerando essa 
afirmação, assinale a opção correta, relativamente à 
natureza jurídica do tributo. 
 
 
 
 
 
 
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(A) Não procede a preocupação do ente federado, pois 
um tributo será considerado taxa desde que seja criado 
com esta denominação. 
(B) Para a definição da natureza jurídica, é relevante 
levar-se em consideração a destinação do produto da 
arrecadação. 
(C) Todas as características formais do tributo 
estabelecidas na lei de criação devem ser consideradas na 
definição da espécie tributária. 
(D) O fato gerador é critério de exame da natureza 
jurídica específica do tributo. 
A quinta questão é bastante interessante, sendo a letra “d”. 
Verifique que esta só trata de impostos e taxas, portanto deve-se 
aplicar o art. 4°, do CTN, sendo o fato gerador o critério de exame da 
natureza jurídica específica do tributo. 
2. FUNÇÃO SOCIOECONÔMICA DOS TRIBUTOS 
A função socioeconômica dos tributos tem relação com a justa 
alocação dos recursos arrecadados pelo Estado com os tributos. 
Assim, é concretizada com a promoção da redistribuição da renda 
arrecadada, bem na atuação positiva do Estado para a satisfação dos 
direitos sociais do cidadão (alimentação, saúde, vestuário, moradia, 
educação, acesso ao trabalho, livre iniciativa etc.). 
A doutrina aponta também como forma de concretização função 
socioeconômica dos tributos: (i) a tributação justa, com respeito aos 
princípios tributários constitucionais; (ii) a democratização dos 
orçamentos, com o incentivo a participação popular na gestão 
pública. 
3. DIREITO TRIBUTÁRIO MATERIAL E DIREITO TRIBUTÁRIO 
FORMAL 
A doutrina separa o direito tributário quanto à natureza da 
legislação em direito tributário material e em direito tributário formal. 
O direito tributário material ou substantivo cuida das 
normas tributárias reguladoras dos direitos e obrigações das pessoas, 
isto é, do nascimento e extinção da obrigação tributária, o fato 
gerador, a base de cálculo, a alíquota, o sujeito ativo, o sujeito 
passivo, a responsabilidade tributária etc. 
 
 
 
 
 
 
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Tais normas, em rigor, devem seguir estritamente os princípios 
da legalidade tributária e da irretroatividade da lei. Isto é, não há 
grande dose de liberdade na atuação do poder tributário e as 
situações são regidas pela lei então vigente, mesmo que 
posteriormente modificada ou revogada, conforme, por exemplo, 
disciplina o caput, do art. 144 do CTN. 
Por sua vez, o direito tributário formal ou adjetivo cuida da 
aplicação da norma material ao caso concreto, ou seja, dos deveres 
instrumentais, dos aspectos procedimentos de apuração e fiscalização 
do crédito tributário, tal como os poderes de investigação das 
autoridades administrativas. Por exemplo, a “quebra” do sigilo 
bancário pela autoridade fiscal ou o pedido de informação ao 
contribuinte. 
Decerto, o direito tributário formal diz respeito à atuação da 
autoridade administrativa durante o procedimento de lançamento 
tributário. Neste sentido, aplica-se de forma imediata ao lançamento 
a legislação formal posterior à ocorrência do fato gerador da 
obrigação, de acordo com o §1°, do art. 144, do CTN. Assim, 
constamos a aplicação imediata e retroativa da norma tributária 
formal a fato geradores do passado. 
No concurso do CESPE para o Ministério Público/ES/2010 foi 
considerado verdadeiro: “Se uma nova lei for publicada após a 
ocorrência do fato gerador de imposto não lançado por período certo 
de tempo, ampliando os poderes de investigação das autoridades 
administrativas, o lançamento será regido pela lei em vigor na data 
da feitura do lançamento”. Isto é, o tema se refere ao direito 
tributário formal (ampliação de poderes de investigação), podendo 
retroagir para atingir fato gerador passado. Assim, aplica-se a lei do 
dia da realização do lançamento. 
CAPÍTULO II CLASSIFICAÇÕES NO DIREITO TRIBUTÁRIO
Sumário • 1. Introdução – 2. Classificação das espécies tributárias – 
3. Classificação quanto à natureza da hipótese de incidência ou fato 
gerador – 4. Classificação quanto ao destino da arrecadação – 5. 
Classificação quanto à base econômica de incidência – 6. 
Classificação quanto à forma de percepção: tributo direto e tributo 
indireto – 7. Classificação quanto aos aspectos objetivos e subjetivos 
da hipótese de incidência: tributos reais e tributos pessoais – 8. 
Classificação quanto à finalidade ou função dos tributos: tributos 
fiscais,tributos extrafiscais e tributos parafiscais – 9. Classificação 
 
 
 
 
 
 
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quanto à alíquota do tributo ou forma de quantificação: tributos fixos, 
tributos proporcionais, tributos progressivos e tributos regressivos – 
10. Classificação simples da receita pública: receita originária e 
receita derivada. 
1. INTRODUÇÃO 
Inicialmente, destacamos que o Direito Tributário admite 
diversas classificações, de acordo com as ideologias ou as correntes 
de pensamentos existentes. 
No entanto, o sentido da classificação deve ser sempre facilitar 
o estudo das espécies tributárias, mediante o aspecto preponderante 
a ela conferido por certas doutrinas ou pela própria jurisprudência 
(decisões reiteradas dos Tribunais Superiores). 
Deste modo, ao se classificar alguma coisa, pretendemos 
compartimentar e sistematizar o conhecimento, de maneira a tornar 
mais fácil a sua compreensão e, para fins pedagógicos, a sua 
memorização e praticidade. 
Deste modo, vamos tratar de todas as classificações dos 
tributos que são cobradas em concursos públicos, a saber: 
• Classificação das espécies tributárias, em que prepondera o 
entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de que são 
cinco espécies tributárias, que são os impostos, as taxas, a 
contribuições de melhoria, o empréstimo compulsório e as 
contribuições especiais ou gerais; 
• Classificação quanto à natureza da hipótese de incidência 
(fato gerador in abstrato) do tributo, que pode se dividir em 
tributo vinculado e tributo não-vinculado; 
• Classificação quanto ao destino da arrecadação, separando 
os tributos de arrecadação vinculada dos tributos de 
arrecadação não-vinculada; 
• Classificação quanto à base econômica de incidência, que 
pode separar os impostos em impostos sobre o comércio 
exterior, impostos sobre o patrimônio ou a renda, impostos 
sobre a produção ou a circulação e impostos especiais. 
• Classificação quanto à forma de percepção, apartando os 
tributos em diretos e indiretos; 
• Classificação quanto aos aspectos objetivos e subjetivos 
da hipótese de incidência, distinguindo os tributos em reais e 
pessoais; 
• Classificação quanto à finalidade ou função dos tributos, 
 
 
 
 
 
 
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que pode ser fiscal, extrafiscal e parafiscal; 
• Classificação quanto à alíquota do tributo ou forma de 
quantificação, que divide os tributos em fixos, proporcionais, 
progressivos e regressivos. 
• Classificação simples da receita pública, com base na 
diferença entre receitas originárias e receitas derivadas. 
O CESPE no concurso para Procurador da Paraíba/2008 cobrou a 
seguinte questão discursiva: “A doutrina propõe inúmeras 
classificações para os tributos, com base em suas especificidades, 
semelhanças e diferenças. Tais classificações, embora ausentes na 
legislação, ajudam na compreensão da natureza jurídica e aplicação 
de cada espécie tributária. Com foco nas principais classificações 
propostas pela doutrina, redija um texto dissertativo, conceituando as 
espécies tributárias e mencionando, necessariamente, os seguintes 
critérios: natureza do fato gerador, destinação da arrecadação, 
finalidade, aspectos subjetivos e objetivos da hipótese de incidência” 
(máximo de 25 linhas). 
2. CLASSIFICAÇÃO DAS ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS 
A Constituição Federal de 1988 (CF/88), no seu art. 145, 
estabeleceu a competência da União, dos Estados, do Distrito Federal 
e dos Municípios para instituir os impostos, as taxas e a 
contribuição de melhoria. 
Já o Código Tributário Nacional (CTN), no seu art. 5º, dispõe 
que os tributos são impostos, taxas e contribuições de melhoria. 
Com base na interpretação destes dispositivos (art. 145 da 
CF/88 e art. 5º do CTN) alguns renomados autores crêem que só 
existem três espécies tributárias no sistema jurídico nacional, de 
forma que o empréstimo compulsório e as contribuições especiais ou 
parafiscais se apresentariam como subespécies tributárias, sendo 
esta a denominada classificação tricotômica ou tripartide das espécies 
tributárias. 
 
Portanto, para esta doutrina, o empréstimo compulsório e as 
contribuições especiais são tributos, mas possuem natureza jurídica 
de taxas ou de impostos, dependendo da análise do fato gerador em 
cada caso concreto. 
Todavia, a doutrina dominante e o STF entendem que são 
cinco espécies tributárias, a saber: impostos, taxas, contribuições 
de melhoria, empréstimo compulsório e as contribuições 
 
 
 
 
 
 
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especiais ou parafiscais. É a chamada classificação quinquipartite ou 
pentapartide das espécies tributárias. 
Ressaltamos que duas novas Emendas Constitucionais (EC) 
criaram três novas subespécies de tributos, quais sejam: 
• O art. 149-A, com redação determinada pela EC n. 
39/2002, autorizou apenas o Distrito Federal e os 
Municípios a instituírem a contribuição para o custeio 
do serviço de iluminação pública (COSIP ou CIP), 
sendo facultada (não é obrigatório) a cobrança na fatura 
de consumo de energia elétrica; 
• O art. 149, § 1º, com redação determinada pela EC nº 
41/2003, autorizou os Estados, o Distrito Federal e os 
Municípios a instituição da contribuição previdenciária, 
cobrada de seus servidores, para o custeio, em beneficio 
destes, do sistema previdenciário respectivo, cuja 
alíquota não será inferior à da contribuição 
previdenciária dos servidores titulares de cargos efetivos 
da União; 
• O art. 195, IV, com redação determinada pela EC nº 
41/2003, autorizou a cobrança pela União de 
contribuição de seguridade social sobre o 
importador de bens ou serviços do exterior, ou de 
quem a lei infraconstitucional a ele equiparar. 
Com efeito, Marcelo Alexandrino bem resume este tema para 
fins de concurso público: “qualquer questão de concurso que 
pergunte quais são as espécies tributárias, nos termos do CTN, 
deve ter como resposta: impostos, taxas e contribuições de 
melhoria. Se for, diferentemente, uma questão referindo-se ao 
entendimento do STF, ou simplesmente perguntar as espécies que 
integram o Sistema Tributário Nacional (STN), a resposta é: 
impostos, taxas, contribuições de melhoria, empréstimos 
compulsórios e contribuições. Observação: as contribuições do 
art. 149 da Constituição às vezes são chamadas contribuições 
especiais ou contribuições parafiscais. Existem, ainda, alguns autores 
que chamam de contribuições sociais todas as contribuições, exceto 
as de melhoria. Vocês podem encontrar qualquer desses termos em 
concursos”. 
Nesse rumo, podemos visualizar o seguinte quadro geral das 
espécies tributárias de competência da União estabelecidas pela CF: 
• Impostos (art. 153, incisos I a VII, art. 154, I e II): a) 
 
 
 
 
 
 
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imposto sobre importação de produtos estrangeiros (II) – art. 
153, I; b) imposto sobre exportação, para o exterior, de 
produtos nacionais ou nacionalizados (IE) – art. 153, II; c) 
imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza (IR) – 
art. 153, III; d) imposto sobre produtos industrializados (IPI) – 
art. 153, IV; e) imposto sobre operações de crédito, câmbio e 
seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários (IOF) – art. 
153, V; f) imposto sobre propriedade territorial rural (ITR) – 
art. 153, VI; g) imposto sobre grandes fortunas (IGF) – art. 
153, VII; h) impostos residuais – art. 154, I; i) impostos 
extraordinários de guerra (IEG) – art. 154, II; 
• Taxas (art. 145, II): a) taxas de polícia; b) taxas de serviço; 
• Contribuições de Melhoria (art. 145, III); 
• EmpréstimosCompulsórios (art. 148): a) empréstimo por 
calamidade ou guerra externa (art. 148, I); b) empréstimo por 
investimento público urgente e de relevância nacional (art. 148, 
II); 
• Contribuições especiais ou parafiscais: a) contribuições de 
seguridade social (art. 195, art. 239; ADCT, art. 74, 75, 84 e 
90); b) contribuições sociais (art. 212, § 5º e art. 240); c) 
contribuições de interesse das categorias profissionais ou 
econômicas, também denominadas de corporativas (art. 149); 
d) contribuições de intervenção no domínio econômico (CIDE) – 
art. 149 e art. 177, § 4º. 
Destacamos também que competem à União, em Território 
Federal, os impostos estaduais e, se o Território não for dividido em 
Municípios, cumulativamente, os impostos municipais (art. 147, da 
CF). 
Ao Distrito Federal competem os impostos estaduais e 
municipais (arts. 147, 155 e 156, da CF). 
Neste contexto, as espécies tributárias de competência dos 
Estados e do Distrito Federal fixadas pela CF são as seguintes: 
• Impostos (CF, art. 155): a) impostos sobre transmissão causa 
mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos (ITCMD) – art. 
155, I; b) impostos sobre operações relativas à circulação de 
mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte 
interestadual e intermunicipal e de comunicação (ICMS) – art. 
155, II; c) imposto sobre propriedade de veículos automotores 
(IPVA) – art. 155, III; 
• Taxas (art. 145, II): a) taxas de polícia; b) taxas de serviço; 
• Contribuições de Melhoria (art. 145, III); 
 
 
 
 
 
 
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• Contribuição previdenciária (art. 149, §1º). 
No que concerne aos Municípios e ao Distrito Federal, a CF 
dispõe: 
• Impostos (art. 156): a) imposto sobre propriedade predial e 
territorial urbana (IPTU) – art. 156, I; b) impostos sobre 
transmissão inter vivos, por ato oneroso, de bens imóveis e de 
direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como 
cessão de direitos a sua aquisição (ITBI) – art. 156, II; c) 
imposto sobre serviços de qualquer natureza (ISS), não 
compreendidos no ICMS, definidos em lei complementar – art. 
156, III; 
• Taxas (art. 145, II): a) taxas de polícia; b) taxas de serviço; 
• Contribuições de Melhoria (art. 145, III); 
• Contribuições: a) contribuição previdenciária (art. 149, §1º); 
b) contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública 
(COSIP ou CIP) - art. 149-A. 
O CESPE no concurso para Consultor/ES/2010 adotou como 
incorreto: “É admissível que a União, os estados e os municípios 
instituam, desde que por meio de lei, contribuição para custeio da 
iluminação pública”. 
Com base nos ensinamentos acima, você pode responder os 
seguintes questionamentos de concurso público: 
1. “São espécies tributárias previstas na Constituição 
Federal: imposto, taxa, empréstimo compulsório, 
contribuição de melhoria, contribuição social, contribuição 
de intervenção no domínio econômico, contribuição de 
interesse de categorias profissionais ou econômicas e 
compensação financeira aos Estados pela exploração de 
petróleo por empresas privadas” (ESAF/PROCURADOR DE 
FORTALEZA 2002). 
2. “Com referência a tributo e suas espécies, é correto 
afirmar que o empréstimo compulsório, contribuição de 
melhoria, contribuição de intervenção no domínio 
econômico e compensação financeira aos Estados pela 
exploração de petróleo por empresas privadas são 
espécies tributárias” (ESAF/AFPS/2002). 
3. “Com referência a tributo e suas espécies, é correto 
afirmar que são espécies tributárias, entre outras, 
 
 
 
 
 
 
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imposto, taxa, contribuição em favor de categoria 
profissional, preço público e contribuição de intervenção 
no domínio econômico” (ESAF/AFPS/2002). 
4. “Imposto, taxa, preço público e contribuição de 
interesse de categorias profissionais são espécies 
tributárias” (ESAF/AFTM-FORTALEZA 2003). 
5. “Empréstimo compulsório, contribuição de melhoria, 
contribuição de intervenção no domínio econômico e 
contribuição para a seguridade social são espécies 
tributárias” (ESAF/AFTM-FORTALEZA 2003). 
6. “Contribuição de interesse de categorias econômicas, 
taxa, imposto e encargo de reparação de guerra são 
espécies tributárias” (ESAF/AFTM-FORTALEZA 2003). 
As quatro primeiras questões e a sexta questão estão erradas, 
porque não são espécies tributárias o preço público, o encargo de 
reparação de guerra e a compensação financeira aos Estados pela 
exploração de petróleo por empresas privadas. Este último tem 
natureza jurídica de preço público. 
O quinto enunciado está correto. 
7. “Em relação ao tema competência tributária, é correto 
afirmar que os Estados, o Distrito Federal e os Municípios 
têm competência para instituir impostos, taxas, 
contribuição de melhoria e contribuição de intervenção no 
domínio econômico, que a Constituição lhes reserva” 
(ESAF/AFPS/2002). 
8. “Cabe aos Estados e ao Distrito Federal instituir e 
cobrar adicional de até cinco por cento do que for pago à 
União por pessoas físicas ou jurídicas domiciliadas nos 
respectivos territórios, a título de imposto sobre a renda e 
proventos de qualquer natureza, incidente sobre lucros, 
ganhos e rendimentos de capital” (ESAF/AFTE/RN 
2005). 
9. “O imposto sobre vendas a varejo de combustíveis 
líquidos e gasosos é instituído e cobrado pelos Municípios” 
(ESAF/AFTE/RN 2005). 
10. “É permitido à União, aos Estados e ao Distrito 
 
 
 
 
 
 
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Federal instituir, nos respectivos âmbitos de atuação, 
contribuições de intervenção no domínio econômico” 
(ESAF/AFTE/RN 2005). 
11. (ESAF/AFTE/MS 2001) A instituição de contribuições 
sociais, de intervenção no domínio econômico e de 
interesse das categorias profissionais ou econômicas, 
inclui-se na competência impositiva 
a) dos Estados e do Distrito Federal. 
b) da União. 
c) da União, dos Estados e do Distrito Federal. 
d) da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios. 
e) dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. 
12. “Competem à União, em Território Federal, os 
impostos estaduais e, se o Território não for dividido em 
Municípios, cumulativamente, os impostos municipais; ao 
Distrito Federal cabem os impostos municipais” 
(ESAF/AUDITOR/TCE/GO 2007). 
13. “Compete tanto à União quanto aos Estados, DF e 
Municípios a instituição de taxas em razão do exercício do 
poder de polícia” (ESAF/AFTE/MS 2001). 
14. “Somente a União e os Estados podem instituir 
contribuições de melhoria” (ESAF/AFTE/MS 2001). 
15. “As contribuições especiais, com fins econômicos ou 
sociais, são privativas dos Estados e DF” (ESAF/AFTE/MS 
2001). 
O sétimo, o oitavo, o nono, o décimo (10) e o décimo quinto
(15) estão incorretos, uma vez que não é permitido aos Estados, ao 
Distrito Federal e aos Municípios competência para instituir a 
contribuição de intervenção no domínio econômico. Também não 
cabe aos Estados e ao Distrito Federal instituir adicional de imposto 
de renda e aos Municípios o imposto sobre vendas a varejo de 
combustíveis líquidos e gasosos (competências extintas com a 
Emenda Constitucional nº 3/1993). 
A décima primeira (11) questão é a letra “b”. 
A décima segunda (12) e a décima terceira (13) são 
verdadeiras. 
 
 
 
 
 
 
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A décima quarta (14) questão é falsa, porque o Distrito 
Federal e os Municípios também podem instituir contribuições de 
melhoria. 
16. “Compete à União instituir contribuições sociais, de 
intervenção no domínio econômico e de interesse das 
categorias profissionaisou econômicas, como instrumento 
de sua atuação nas respectivas áreas” (ESAF/AFRRF 
2002). 
17. “Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios 
poderão reter a contribuição federal, cobrada de seus 
servidores, para o custeio, em benefício desses, de 
sistemas de previdência social” (ESAF/AFRRF 2002). 
18. “Podem os Estados cobrar contribuição previdenciária 
de seus servidores, para o custeio, em benefício destes, 
de regime previdenciário, com alíquota inferior à da 
contribuição dos servidores titulares de cargos efetivos da 
União” (ESAF/AFRFB/2005). 
19. “Podem os Municípios instituir contribuição para o 
custeio do serviço de iluminação pública, cobrando-a na 
fatura de consumo de energia elétrica?” 
(ESAF/AFRFB/2005). 
20. “Os Municípios e o Distrito Federal poderão instituir 
contribuição, na forma das respectivas leis, para custeio 
do serviço de iluminação pública, sendo facultada a 
cobrança na fatura de consumo de energia elétrica” 
(ESAF/AUDITOR/TCE/GO/2007). 
21. “É permitido ao Distrito Federal e aos Municípios 
instituir contribuição para o custeio do serviço de 
iluminação pública” (ESAF/AFTE/RN/2005). 
22. (ESAF/AFTM/TERESINA/2002) É da competência dos 
Estados a instituição do imposto sobre 
a) a propriedade territorial urbana. 
b) a propriedade territorial rural. 
c) a transmissão inter vivos de bens imóveis. 
d) a transmissão causa mortis e a doação, de quaisquer 
bens ou direitos. 
e) serviços de qualquer natureza. 
 
 
 
 
 
 
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23. (ESAF/AFTE/MS 2001) É da competência dos Estados 
o seguinte imposto: 
a) sobre a propriedade de veículos automotores. 
b) sobre a importação de produtos estrangeiros. 
c) sobre serviços de qualquer natureza. 
d) sobre a propriedade territorial urbana. 
e) sobre produtos industrializados. 
24. (ESAF/AFTE/PA/2002) A Constituição Federal atribui 
aos Estados a competência para a instituição de: 
a) taxas, contribuições de melhoria e empréstimos 
compulsórios. 
b) contribuições de interesse de categorias profissionais 
ou econômicas, contribuições de melhoria e taxas. 
c) contribuições previdenciárias relativas à seguridade 
social, contribuições de melhoria e taxas. 
d) pedágios, empréstimos compulsórios e imposto sobre a 
propriedade de veículos automotores. 
e) contribuições de intervenção no domínio econômico, 
pedágios e imposto sobre a transmissão causa mortis e 
doação de quaisquer bens e direitos. 
25. O Distrito Federal pode instituir os impostos 
estaduais, municipais, taxas e contribuição de melhoria 
(ESAF/PFN/2006). 
 (16), a décima nonaA décima sexta (19), a vigésima (20), a 
vigésima primeira (21) e a vigésima quinta (25) são corretas. 
A décima sétima (17) é errada, pois os Estados, os Municípios 
e o DF possuem competência para a instituição de contribuição, 
cobrada de seus servidores, para o custeio, em benefício destes, do 
regime previdenciário de que dispõe o art. 40 da CF/88, cuja alíquota 
não será inferior à da contribuição dos servidores titulares de cargos 
efetivos da União (art. 149, §1º, da CF/88). 
Assim, é certo falar que, salvo a contribuição previdenciária, 
as contribuições sociais são de competência da União. Portanto, 
a CF/88 autoriza a União à criação das contribuições sociais, da CIDE 
e das contribuições corporativas (de interesses de categorias 
profissionais ou econômicas), conforme o art. 149, da CF/88. Com 
base nestes argumentos, a questão é errada, eis que o termo 
federal não é pertinente ao art. 149, §1°, da CF/88. 
 
 
 
 
 
 
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A décima oitava (18) é falsa, porque os Estados podem cobrar 
contribuição previdenciária de seus servidores, para o custeio, em 
benefício destes, de regime previdenciário, cuja alíquota não será 
inferior à da contribuição previdenciária dos servidores titulares de 
cargos efetivos da União. 
A vigésima segunda (22) tem como alternativa correta a letra 
“d”, a vigésima terceira (23) a letra “a” e a vigésima quarta (24) a 
“c”. 
26. (FGV/Fiscal de Rendas/RJ/2007) O art. 5º do 
Código Tributário Nacional determina que os tributos se 
dividem em: 
(A) impostos, taxas e contribuições de melhoria. 
(B) impostos, taxas, contribuições sociais e contribuições 
de melhoria. 
(C) impostos, taxas, contribuições sociais, contribuições 
de melhoria e empréstimos compulsórios. 
(D) impostos, taxas, contribuições sociais e empréstimos 
compulsórios. 
(E) impostos, contribuições sociais, contribuições de 
melhoria e empréstimos compulsórios. 
A vigésima sexta (26) é letra “a” (tome cuidado!!!), porque o 
art. 5º do CTN determina que os tributos se dividem em impostos, 
taxas e contribuições de melhoria. Aqui o examinador cobra, nos 
termos do CTN, a literalidade do dispositivo. 
27. (FUNDATEC/Professor Temporário/UERS/2007) 
As receitas tributárias dividem-se em impostos, taxas, 
tarifas e contribuições de melhoria. 
 A vigésima sétima (27) é falsa, uma vez que a tarifa não é 
tributo. 
3. CLASSIFICAÇÃO QUANTO À NATUREZA DA HIPÓTESE DE 
INCIDÊNCIA OU FATO GERADOR 
Esta classificação separa os tributos em tributos vinculados e 
tributos não-vinculados. 
O tributo vinculado significa que o fato gerador do tributo é 
uma atividade estatal específica, relativa ao contribuinte. 
 
 
 
 
 
 
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Como exemplo, temos a contribuição de melhoria que 
decorre da atividade do Estado de realizar uma obra pública da qual 
deve resultar valorização imobiliária para o contribuinte. 
Temos também o exemplo das taxas, uma vez que fato 
gerador indica que a taxa deve ser exigida em contraprestação ao 
exercício de uma atividade por parte do Estado referida ao 
contribuinte, concernente ao exercício do poder de polícia ou à 
prestação – efetiva ou potencial – de serviços públicos específicos e 
divisíveis. 
Já o tributo não vinculado significa que o fato gerador do 
tributo é um fato praticado pelo contribuinte independente de 
qualquer atividade estatal específica realizada para o próprio 
contribuinte. O melhor exemplo de tributo não vinculado são todos os 
impostos. 
Valem aqui ponderações feitas por Robinson Sakiyama: “Os 
fatos geradores próprios dos impostos são as situações de ser 
proprietário de algo (ITR, IPTU, IPVA), transferir um bem (ITCMD, 
ITBI), prestar serviços ou fazer circular mercadorias (ISS, ICMS) etc., 
ou seja, todas as situações que não se referem a uma atividade 
estatal específica voltada ao contribuinte. Por esta razão, muitos 
autores se referem aos impostos como tributos não vinculados.” 
A FGV no concurso para Fiscal de Rendas/RJ/2009 considerou 
correta: “Os impostos são tributos não vinculados a quaisquer 
atividades estatais relacionadas ao contribuinte, sendo vedada a 
vinculação de suas receitas a órgãos, fundos ou despesas, salvo 
exceções constitucionalmente previstas”. 
Já o empréstimo compulsório pode ser um tributo vinculado ou 
um tributo não-vinculado, dependendo da natureza do fato gerador 
especificado na lei complementar que criar este tributo. Ou seja, não 
há como classificar o empréstimo compulsório antes da sua criação, 
uma vez que o fato gerador é apenas juridicamente conhecido com a 
sua instituição por lei complementar. 
Ademais, apesar da polêmica, a doutrina majoritária entende 
que as contribuições sociais são tributos não vinculados, devendo 
obedecer ao princípio da solidariedade social, uma vez que não 
implicam uma atuação do Estado específica e individualizada em 
relação ao contribuinte. 
Responda as seguintes questões e veja se você realmente 
 
 
 
 
 
 
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aprendeu o assunto: 
(FCC/Procurador/2005-adaptada) Considere as 
seguintes características: 
I. O fato gerador independe de qualquer atividade estatal 
específica, relativa ao contribuinte. 
II. A materialidade do seu fato gerador consiste na 
atuação estatal diretamente referida ao contribuinte, em 
forma de contraprestação de serviço. 
III. A materialidade do fato gerador é a atuação do 
Estado em forma de obras públicas que decorra 
valorização imobiliária. 
No que tange aos tributos, I, II e III referem-se, 
seqüencialmente, a 
(A) tributo vinculado (taxa), tributo não-vinculado 
(imposto) e contribuição de melhoria. 
(B) tributo vinculado (imposto), contribuição de melhoria 
e tributo não-vinculado (taxa). 
(C) contribuição de melhoria, tributo vinculado (taxa) e 
tributo não-vinculado (imposto). 
(D) tributo não-vinculado (imposto), tributo vinculado 
(taxa) e contribuição de melhoria. 
(E) tributo não-vinculado (taxa), contribuição de 
melhoria, e tributo vinculado (imposto). 
A resposta correta é a letra “d”. Imposto (tributo não-
vinculado), taxa (tributo vinculado) e contribuição de melhoria 
(tributo vinculado). 
(UFRS/ICMS/RS/2006) Assinale a alternativa 
correspondente àquela espécie de exações, classificável, 
pela sua hipótese de incidência, como tributos vinculados 
a atividades realizadas pelo poder público. 
(A) impostos diretos. 
(B) taxas. 
(C) empréstimos compulsórios. 
(D) impostos indiretos. 
(E) contribuições de intervenção no domínio econômico. 
A resposta correta é a letra “b”, eis que a taxa é um tributo 
vinculado a atividade realizada pelo poder público. Vamos trabalhar 
com a classificação de tributos direitos e indiretos ainda nesta aula. 
4. CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO DESTINO DA ARRECADAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
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Esta classificação separa os tributos em tributos de arrecadação 
vinculada e não-vinculada. 
Tributo de arrecadação vinculada é aquele que os recursos 
arrecadados devem ser utilizados com despesas legais previamente 
determinadas. Por exemplo, o empréstimo compulsório, pois a CF/88 
dispõe que a aplicação dos recursos provenientes deste tributo será 
vinculada à despesa que fundamentou sua instituição. 
Tributo de arrecadação não-vinculada é aquele que os 
recursos podem ser aplicados sem vinculação a despesa previamente 
destinada. Como exemplo, a doutrina cita os impostos, uma vez que, 
em princípio, as suas receitas não podem ser vinculadas a órgãos, 
fundos ou despesas, salvo as exceções previstas no inciso IV e §4°, 
do art. 167, da CF/88. 
Destacamos que em virtude do dispositivo do art. 167, IV, da 
CF/88, o STF recentemente entendeu inconstitucional a isenção de 
IPVA concedida pelo Distrito Federal para aqueles empresários que 
patrocinem o esporte. Isso porque a isenção representaria vincular a 
receita do IPVA à atividade de patrocínio do esporte. 
Entretanto, é relevante prestar atenção em relação às 
exceções previstas nesta regra constitucional (art. 167, IV, da 
CF/88). Em outras palavras, os recursos arrecadados com os 
impostos também podem ser utilizados com despesas previamente 
determinadas. 
Vejamos as exceções à arrecadação não-vinculada dos 
impostos que estão previstas no art. 167, inc. IV, da CF/88: 
• Recursos destinados para as ações e serviços públicos de 
saúde; 
• Recursos destinados para a manutenção e desenvolvimento do 
ensino fundamental (FUNDEF); 
• Recursos destinados às atividades da administração tributária; 
• Recursos destinados à prestação de garantia às operações de 
crédito por antecipação da receita (ARO); 
• Recursos destinados à prestação de garantia ou contragarantia 
à União e para pagamento de débitos para com esta. 
O CESPE no concurso de Juiz Federal/TRF1/2010 cobrou a seguinte 
questão: Considerando que o governo de determinado estado da 
Federação, após a arrecadação de impostos, tenha criado um fundo 
 
 
 
 
 
 
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para que essa receita seja destinada à manutenção do ensino 
fundamental, assinale a opção correta: 
(a) A CF autoriza a União a fazer a vinculação em questão, mas não 
os estados; 
(b) O estado pode criar fundo com a referida vinculação de receita de 
imposto, bem como de receita proveniente de taxa; 
(c) A vedação de vincular receita de imposto a fundo ou órgão tem 
exceção apenas quanto à prestação de garantias às operações de 
crédito por antecipação; 
(d) O estado poderia criar essa vinculação à despesa para custear 
serviços públicos de segurança pública. 
A resposta é letra “b”. 
Por sua vez, destacamos que em relação às taxas não há 
previsão constitucional explícita de destinação específica para o 
produto de sua arrecadação, salvo na única hipótese das custas e 
emolumentos (espécie de taxa judiciária). Neste caso, a CF 
prescreve que serão destinadas apenas ao custeio dos serviços afetos 
às atividades da Justiça (art. 98, §2°). 
Neste contexto, o STF entende que é inconstitucional a lei que 
vincular a arrecadação de taxas a pessoas jurídicas de direito privado 
(ADI 1.145). 
Contudo, o STF compreende como constitucional a arrecadação 
vinculada de taxas a instituições públicas, ao próprio Poder Judiciário 
e a fundos públicos, desde que tenham relação direta ou indireta com 
a atividade relacionada ao fato gerador da exação. 
Assim, o STF afirma que “nada pode justificar seja o produto de 
sua arrecadação afetado ao custeio de serviços públicos diversos 
daqueles a cuja remuneração tais valores se destinam 
especificamente” (ADI 2.040, ADI 1.378). 
Portanto, o STF já julgou como constitucional: 
• Lei estadual que destina à seção regional da OAB parcela 
das custas processuais (ADI 1.707); 
• Lei estadual que destina parcela da arrecadação de taxa 
de polícia sobre as atividades notariais e de registro a um 
fundo da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro 
(ADI 3.643); 
• Lei estadual que vincula a arrecadação de taxa cobrada 
sobre serviços notariais e de registros para financiar um 
 
 
 
 
 
 
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Fundo de Reaparelhamento do Ministério Público estadual 
(ADI 3028). 
Vamos para as questões: 
(PGDF/2007) “É inconstitucional lei estadual que cria 
taxa destinando a arrecadação de seu produto aos 
serviços de fiscalização da atividade notarial e de registro 
a órgão público”. 
É falsa a alternativa, pois o STF entende que é constitucional. 
(FUNDATEC/Assessor em Finanças/UERS/2005) Em 
relação ao IPVA – Imposto sobre Propriedade de Veículos 
Automotores, levando em conta o conceito legal de 
imposto, está correto afirmar que este tributo 
A) se destina exclusivamente ao atendimento das 
despesas relativas à implementação de rodovias, 
hidrovias e ferrovias. 
B) se destina exclusivamente ao atendimento das 
despesas relativas à conservação de rodovias, hidrovias e 
ferrovias. 
C) se destina exclusivamente ao atendimento das 
despesas relativas à implementação e conservação de 
rodovias, hidrovias e ferrovias. 
D) não pode ter outra finalidade que não aquelas 
relacionadas com as atividades estatais de transporte, 
educação e saúde. 
E) independe de qualquer atividade estatal específica, 
relativa ao contribuinte, ou seja, não se vincula a 
qualquer despesa em particular. 
A resposta é a letra “e”. Mas perceba que o examinador 
confunde as classificações quanto à natureza da hipótese de 
incidência ou fato gerador e quanto ao destino da arrecadação. 
O mais certo seria a seguinte resposta: Em relação ao IPVA 
está correto afirmar que este tributo independe de qualquer atividade 
estatal específica,relativa ao contribuinte, bem como (ou “e 
também”) não se vincula a qualquer despesa em particular. 
5. CLASSIFICAÇÃO QUANTO À BASE ECONÔMICA DE 
INCIDÊNCIA 
Esta classificação é baseada no CTN, dividindo os impostos em 
 
 
 
 
 
 
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(i) impostos sobre o comércio exterior, (ii) impostos sobre o 
patrimônio e a renda, (iii) impostos sobre produção e a circulação e 
(iv) impostos especiais. 
Os impostos sobre o comércio exterior incidem sobre operação 
de importação ou exportação. São eles: imposto sobre importação de 
produtos estrangeiros (II) e o imposto sobre exportação, para o 
exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados (IE). 
Os impostos sobre o patrimônio e a renda incidem sobre a 
propriedade de bens móveis, bens imóveis e sobre a renda. São eles: 
imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza (IR), imposto 
sobre propriedade territorial rural (ITR), imposto sobre grandes 
fortunas (IGF), impostos sobre transmissão causa mortis e doação, 
de quaisquer bens ou direitos (ITCMD), imposto sobre propriedade de 
veículos automotores (IPVA), impostos sobre transmissão inter vivos, 
por ato oneroso, de bens imóveis e de direitos reais sobre imóveis, 
exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição 
(ITBI) e o imposto sobre propriedade predial e territorial urbana 
(IPTU). 
Os impostos sobre produção e a circulação incidem sobre a 
circulação de bens ou valores e sobre a produção dos bens. São eles: 
imposto sobre produtos industrializados (IPI), imposto sobre 
operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou 
valores mobiliários (IOF), impostos sobre operações relativas à 
circulação de mercadorias (ICMS) e imposto sobre serviços de 
qualquer natureza (ISS). 
Por fim, o imposto especial é o imposto extraordinário de 
guerra (IEG) estabelecido art. 154, II, da CF/88, dispondo que a 
União poderá na iminência ou no caso de guerra externa, instituir 
impostos extraordinários, compreendidos ou não em sua competência 
tributária, os quais serão suprimidos, gradativamente, cessadas as 
causas de sua criação. 
6. CLASSIFICAÇÃO QUANTO À FORMA DE PERCEPÇÃO: 
TRIBUTO DIRETO E TRIBUTO INDIRETO 
O tributo direto é aquele em que o próprio contribuinte arca 
com ônus financeiro do tributo. Ou seja, o contribuinte fixado pela lei 
não repassa o ônus tributário para terceiro. São exemplos de tributo 
direto: IRPF, IRPJ, ITR, IPTU, IPVA, dentre outros. 
O tributo indireto é aquele em que contribuinte eleito pela lei 
 
 
 
 
 
 
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(contribuinte de direito ou de jure) repassa o ônus financeiro do 
tributo para terceiro (contribuinte de fato ou de facto). Chama-se 
repercussão do ônus financeiro esta transferência do encargo 
tributário do contribuinte de direito para o contribuinte de fato. A 
doutrina afirma igualmente que os tributos indiretos incidem sobre o 
consumo, as vendas e a produção. 
É o que acontece no IPI e no ICMS, pois ocorre a transferência 
do ônus tributário para o adquirente final do bem (contribuinte de 
fato), isto é, que realmente paga o tributo é o consumidor final. 
Assim, aos tributos indiretos, aplica-se o art. 166 do CTN: “A 
restituição de tributos que comportem, por sua natureza, 
transferência do respectivo encargo financeiro somente será feita a 
quem prove haver assumido referido encargo, ou, no caso de 
tê-lo transferido a terceiro, estar por este expressamente 
autorizado a recebê-la”. 
No 22° Concurso para Procurador da República/MPF foi cobrado a 
seguinte questão: Ante o art. 166, do CTN, indique o tributo que, por 
sua natureza, acarreta a transferência do respectivo encargo 
financeiro: 
(a) Imposto sobre operações financeiras se o contribuinte, numa 
importação de bens, faz inclusão destes no seu ativo; 
(b) As taxas, quando sob o enfoque econômico, repercutem e possam 
vir a integrar os custos fixos das empresas; 
(c) Contribuição previdenciária; 
(d) Imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e 
prestação de serviços. 
A resposta é letra “d”. 
Ademais, destacamos que o ISS é espécie tributária que admite 
a sua dicotomização como tributo direto ou indireto a depender do 
caso concreto. Isto é, o ISS pode ser classificado como tributo direto 
ou indireto conforme as circunstâncias fáticas de cada caso. 
Neste sentido, o STJ, por exemplo, compreendeu que o pedido 
de restituição de valores indevidamente recolhidos “a título de ISS 
incidente sobre a locação de bens móveis (cilindros, máquinas e 
equipamentos utilizados para acondicionamento dos gases vendidos), 
hipótese em que o tributo assume natureza indireta, reclama da 
parte autora a prova da não repercussão, ou, na hipótese de ter 
a mesma transferido o encargo a terceiro, de estar autorizada 
por este a recebê-los”. 
 
 
 
 
 
 
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Realçamos que o Plenário do STF já reconheceu a 
inconstitucionalidade do ISS sobre locação de bem móvel (súmula 
vinculante 31), sendo inexigível, portanto, tal tributação. 
Deste modo, segundo o STJ, o ISS incidente sobre a locação de 
bens móveis assume natureza de imposto indireto, uma vez que a 
empresa (contribuinte de direito) repassa ao locador da mercadoria 
(contribuinte de fato). 
Nesse rumo, a empresa deve provar que assumiu o impacto 
financeiro decorrente do pagamento indevido ou que está autorizada 
a demandar em nome do locador. Em outras palavras, a 
comprovação da inexistência de repasse do imposto devido em cada 
operação ou a autorização para a demanda do locador é 
imprescindível para a restituição do ISS. 
Em resumo, o ISS é tributo que pode ser classificado como 
indireto e, por conseguinte, aplica-se o art. 166 nesta hipótese. 
 
Vejamos também a seguinte questão: 
(Procurador/RS/97) São impostos indiretos: 
a) sobre a renda e proventos de qualquer natureza (IR) e 
sobre produtos industrializados (IPI). 
b) sobre produtos industrializados (IPI) e sobre operações 
financeiras (IOF). 
c) sobre a propriedade predial e territorial urbana (IPTU) 
e sobre circulação de mercadorias e serviços (ICMS). 
d) sobre a propriedade territorial rural (ITR) e sobre a 
produtos industrializados (IPI). 
e) sobre a circulação de mercadorias (ICMS) e sobre 
produtos industrializados (IPI). 
A resposta correta é a letra “e”, que se refere ao ICMS e ao 
IPI. 
7. CLASSIFICAÇÃO QUANTO AOS ASPECTOS OBJETIVOS E 
SUBJETIVOS DA HIPÓTESE DE INCIDÊNCIA: TRIBUTOS REAIS 
E TRIBUTOS PESSOAIS 
Os tributos reais incidem sobre a coisa (res), o bem ou a 
operação realizada, desconsiderando as características pessoais do 
contribuinte. São exemplos: o ITR, o IPTU, o ITCMD, o ITBI, IOF, 
entre outros. 
 
 
 
 
 
 
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Os tributos pessoais consideram e valorizam as 
características pessoais do contribuinte, de acordo com o postulado 
da pessoalidade estabelecido no art. 145, §1º, da CF. Por exemplo, o 
IR. 
8. CLASSIFICAÇÃO QUANTO À FINALIDADE OU FUNÇÃO DOS 
TRIBUTOS: TRIBUTOS FISCAIS, TRIBUTOS EXTRAFISCAIS E 
TRIBUTOS PARAFISCAIS 
O tributo fiscal tem como objetivo exclusivo a arrecadação 
de recursos financeiros para o Estado. São exemplos: o IR, o IPVA e 
o IPTU. 
O tributo extrafiscal tem como função principal a 
interferência no domínio econômico, buscando um efeito diverso da 
exclusiva arrecadação de recursos financeiros, podendo ter como 
função o desenvolvimento de determinadas atividades ou setores 
específicos da economia. Em outras palavras, a extrafiscalidade dos 
tributos influi sobre a conjuntura econômicado Estado. São 
exemplos: o II, o IE, o IPI, o IOF e a CIDE. 
A FGV no concurso para Juiz de Direito/PA/2009 cobrou a seguinte 
questão: “O Estado Moderno é caracterizado pelas finanças 
funcionais, ou seja, pela atividade financeira do Estado orientada no 
sentido de influir sobre a conjuntura econômica. Prova desse fato é: 
(a) o mix tributário diversificado dos Estados; 
(b) a criação de multas elevadas no âmbito fiscal; 
(c) a extrafiscalidade marcante de alguns tributos; 
(d) o tabelamento de preços, em situações de crise; 
(e) a despersonalização dos impostos”. 
A resposta é a letra “c”. 
O tributo parafiscal é aquele arrecadado e fiscalizado por 
terceira pessoa, dotada de autonomia administrativa e financeira, 
diferente do ente federativo competente para instituir o tributo 
(União, Estados, Distrito Federal e Municípios), buscando uma 
finalidade ou interesse público e esta terceira pessoa passa a dispor 
da receita compulsória para atingir os seus objetivos. 
São exemplos as contribuições arrecadadas e fiscalizadas pelo 
SESC, SENAI, SENAC, Conselhos Regionais de Medicina (CRM), 
Conselhos Regionais de Odontologia etc. 
Vamos para as questões: 
 
 
 
 
 
 
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1. (ESAF/MPC/TCE/GO/2007) Em relação aos tributos 
e suas espécies, assinale a opção correta. 
a) O fato gerador de um tributo não pode decorrer de 
circunstância ilícita. 
b) Para determinação da natureza jurídica do tributo, é 
essencial a destinação legal do produto da arrecadação. 
c) Excepcionalmente é admitido no direito brasileiro o 
tributo in labore nas contribuições de melhoria quando a 
obra pública for realizada pelo próprio sujeito passivo 
tributário. 
d) O tributo denominado taxa, quando cobrado em razão 
de serviço público específico e divisível, pode receber a 
denominação de tarifa pública. 
e) O tributo tem função extrafiscal quando seu objetivo 
principal é a interferência no domínio econômico, não se 
limitando apenas à simples arrecadação de recursos 
financeiros. 
Na primeira questão a resposta correta é a letra “e”. 
A letra “a” é falsa, pois o fato gerador (in concreto) de um 
tributo pode decorrer de circunstância ilícita. Lembra do exemplo do 
início da aula? A tributação sobre atividades criminosas. A letra “b” 
também é falsa, uma vez que para determinação da natureza jurídica 
do tributo não é essencial a destinação legal do produto da 
arrecadação. A letra “c” é falsa, pois não é admitido no direito 
brasileiro o tributo in labore. A letra “d” é falsa, eis que a taxa 
(espécie de tributo) não se confunde com a tarifa ou preço público. 
 
2. (ESAF/AFTE/MS/2001) As receitas compulsórias, cuja 
arrecadação e utilização são conferidas, pelo Poder 
Público competente, a uma entidade paraestatal dotada 
de autonomia administrativa e financeira, são chamadas: 
a) Acessórias. 
b) Complementares. 
c) Extraordinárias. 
d) Extrafiscais. 
e) Parafiscais. 
A segunda questão se enquadra perfeitamente no conceito de 
tributos (receitas compulsórias) parafiscais (letra “e”). 
3. (FCC/Procurador/2008) Considere: 
I. Tributos que resultam de uma imposição estatal 
visando à restrição ou ao desenvolvimento de 
 
 
 
 
 
 
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determinadas atividades ou setores específicos, de acordo 
com determinada linha política de ação, a exemplo de 
uma tributação maior sobre bens supérfluos e menor para 
bens necessários. 
II. Tributos que decorrem da atribuição, pela lei, da 
capacidade de serem sujeito ativo desses tributos – que 
arrecadam em benefício de suas próprias finalidades −
pessoas diversas da União, Estados e Municípios. 
Esses tributos são conhecidos, respectivamente, como 
(A) contribuições e extrafiscais. 
(B) parafiscais e especiais. 
(C))extrafiscais e parafiscais. 
(D) especiais e extraordinários. 
(E) fiscais e empréstimos compulsórios. 
A terceira questão a resposta é a letra “c”. 
4. (ESAF/APO/União/2010) A extrafiscalidade é 
característica que possuem alguns tributos de permitirem, 
além da pura e simples forma de ingresso de receitas nos 
cofres públicos, também de intervirem na economia, 
incentivando ou não determinada atividade ou conduta do 
contribuinte. Assinale, entre os tributos listados abaixo, 
aquele que não possui caráter extrafiscal. 
a) Imposto sobre produtos industrializados. 
b) Imposto sobre importação. 
c) Contribuição de intervenção no domínio econômico sobre 
combustíveis. 
d) Imposto sobre produtos industrializados. 
e) Taxa de iluminação pública. 
A questão cobra os tributos que são considerados extrafiscais, 
segundo a doutrina majoritária. 
O tributo fiscal tem como objetivo exclusivo a arrecadação de 
recursos financeiros para o Estado. São exemplos: o IR, o IPVA e o 
IPTU. 
Já o tributo extrafiscal tem como função principal a 
interferência no domínio econômico, monetário e fiscal do País, 
buscando um efeito diverso da exclusiva arrecadação de recursos 
financeiros, podendo ter como função o desenvolvimento de 
determinadas atividades ou setores específicos da economia. 
São exemplos: o II, o IE, o IPI, o IOF e a CIDE. Por exemplo, o 
 
 
 
 
 
 
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Presidente da República quer intervir no comércio exterior, 
incentivando as exportações e, por conseguinte, diminui a alíquota do 
imposto de exportação (II) ou quer desestimular a produção de 
determinado produto industrial e aumenta a alíquota do IPI. 
Assim, são considerados de caráter fiscal os tributos enunciados 
nas letras “A”, “B”, “C” e “D” (Imposto sobre produtos 
industrializados, Imposto sobre importação e Contribuição de 
intervenção no domínio econômico sobre combustíveis). 
Logo, deve ser marcada a letra “E”, inclusive a taxa de 
iluminação pública é considerada inconstitucional pelo Supremo 
Tribunal Federal (súmula 670). 
5. (ESAF/ATRFB/2010) “A redução do Imposto sobre 
Produtos Industrializados − IPI para geladeiras, fogões, 
máquinas de lavar e tanquinhos, produtos da linha branca, 
que encerraria no próximo dia 31, foi prorrogada por mais 
três meses. A partir de 10 de novembro entra em vigor uma 
nova tabela cujas alíquotas passam a ser estabelecidas com 
base na eficiência energética dos produtos, de acordo com a 
classificação do Programa Brasileiro de Etiquetagem, 
coordenado pelo Inmetro. O anúncio foi feito nesta quinta-
feira pelo ministro da Fazenda Guido Mantega. “Nós 
estamos desonerando mais os produtos que consomem 
menos energia”, explicou. A medida vale até 31 de janeiro 
de 2010. Segundo ele, as geladeiras, que antes do IPI baixo 
tinham uma alíquota de 15%, e recuou para 5%, poderão 
manter essa mesma alíquota reduzida, mas somente para 
os produtos da chamada classe “A”, ou seja, com menor 
consumo de energia. As geladeiras da classe “B” passarão a 
ter uma alíquota de 10% e o restante voltará a ter um IPI 
de 15%.” (Extraído do site www.fazenda.gov.br, notícia de 
29.10.2009). Na notícia acima, identificamos um importante 
aspecto do IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados. 
Assinale, entre as opções que se seguem, aquela que 
explica e justifica tal aspecto, isto é, somente aquele que a 
notícia mencionada destacou. 
a) Por meio da seletividade, pode-se tributar com alíquotas 
diferenciadas produtos de acordo com o seu grau de 
essencialidade. 
b) A notícia demonstra a aplicabilidade do princípio 
constitucional da capacidade tributária, pois estabelece 
alíquotas diferenciadas para as diversas categorias de 
geladeiras existentes no mercado. 
 
 
 
 
 
 
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c) O IPIconstitui uma exceção à regra geral da legalidade, 
já que o Poder Executivo pode, a qualquer momento, baixar 
ou restabelecer as suas alíquotas. 
d) A não-cumulatividade, outra característica do IPI, visa 
impedir que as incidências sucessivas nas diversas 
operações da cadeia econômica de um produto impliquem 
um ônus tributário muito elevado, decorrente da múltipla 
tributação da mesma base econômica. 
e) A extrafiscalidade consiste na possibilidade de, por meio 
de alíquotas diferenciadas, estimular-se determinado 
comportamento por parte da indústria e, 
consequentemente, dos consumidores. 
Letra (A). O IPI será seletivo, em função da essencialidade do 
produto (art. 153, §3°, I, CF). Contudo, a notícia não traz exemplo de 
seletividade, até porque explicitamente enuncia que a alíquota 
reduzida de 5% abrange somente os produtos da chamada classe ‘A’. 
Logo, incorreta. 
Letra (B). A notícia não demonstra a aplicabilidade do princípio 
da capacidade tributária (art. 145, §1°), pois examina situação em 
que a tributação sobre produtos das classes mais pobres possuem 
carga tributária maior. Logo, incorreta. 
Letra (C). O IPI constitui uma exceção à regra geral da 
legalidade, já que o Poder Executivo pode baixar ou restabelecer as 
suas alíquotas. Contudo, esta flexibilidade não justifica a notícia. 
Portanto, incorreta. 
Letra (D). A não-cumulatividade é característica obrigatória do 
IPI. Todavia, a notícia não diz respeito a não-cumulatividade. Logo, 
incorreta. 
Letra (E). A extrafiscalidade tributária interfere diretamente no 
domínio econômico, buscando um efeito diverso da exclusiva 
arrecadação de recursos financeiros, podendo ter como função o 
desenvolvimento de determinadas atividades ou setores específicos 
da economia. Desta forma, a extrafiscalidade explica e justifica a 
notícia, pois o ministro da Fazenda Guido Mantega afirma literalmente 
que pretende desonerar mais os produtos que consomem menos 
energia, aumentando, por conseguinte, o consumo destes bens ou 
produtos. Portanto, correta. 
9. CLASSIFICAÇÃO QUANTO À ALÍQUOTA DO TRIBUTO OU 
FORMA DE QUANTIFICAÇÃO: TRIBUTOS FIXOS, TRIBUTOS 
 
 
 
 
 
 
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PROPORCIONAIS, TRIBUTOS PROGRESSIVOS E TRIBUTOS 
REGRESSIVOS 
De início, registramos a lição de Paulo de Barros Carvalho de 
que as alíquotas no direito tributário podem assumir duas feições, a 
saber: “(a) um valor monetário fixo, ou variável em função de 
escalas progressivas da base de cálculo (p. ex.: $ 1,20 por metro 
linear, até 100 metros; $2,40 por metro linear, de 100 a 300 metros, 
e assim por diante); ou (b) uma fração, percentual ou não, da base 
de cálculo (que neste caso será representada por quantia monetária). 
Aparecendo em forma de fração, a alíquota pode ser invariável (p. 
ex.: 1/25 da base de cálculo, seja qual for seu valor monetário) 
progressiva (aumenta a base de cálculo, aumenta proporção) ou 
regressiva (aumenta a base de cálculo, diminui a proporção)”. 
Nessa medida, observamos que os tributos fixos já são de 
antemão quantificados pelo legislador. A lei estabelece os valores 
fixos e determinados a serem pagos em cada caso concreto. 
Com efeito, os tributos proporcionais são aqueles em que o 
montante a ser pago é estabelecido pela alíquota em percentual 
constante sobre a base de cálculo. Por exemplo, a cobrança de ISS 
com uma alíquota de 10% sobre o valor do serviço (base de cálculo). 
O valor do serviço pode variar, mas a alíquota é sempre a mesma. 
Já nos tributos progressivos, a alíquota cresce à medida 
que aumenta a respectiva base de cálculo. Neste caso, pode ocorrer a 
denominada progressividade fiscal, que diz respeito, por exemplo, ao 
imposto de renda (IR) que deve ser informado pelo critério da 
progressividade. 
Vejamos a tabela progressiva para o cálculo anual do IRPF a 
partir do exercício de 2011, ano-calendário de 2010. 
Base de cálculo anual 
em R$ 
Alíquota 
% 
Parcela a deduzir do imposto 
em R$ 
Até 17.989,80 - 
De 17.989,81 até 
26.961,00 
7,5 1.349,24 
De 26.961,01 até 
35.948,40 
15,0 3.371,31 
De 35.948,41 até 
44.918,28 
22,5 6.067,44 
 
 
 
 
 
 
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Acima de 44.918,28 27,5 8.313,35 
A progressividade fiscal também pode ocorrer com o IPTU, pois 
este pode ser progressivo em razão do valor do imóvel, a partir da 
Emenda Constitucional n. 29/2000 (Súmula 668 do STF). 
 
Ressaltamos que a progressividade também pode ser 
extrafiscal, aumentando-se a alíquota não pelo crescimento da base 
de cálculo, mas para desestimular determinados procedimentos 
realizados pelo contribuinte. É o caso do ITR que deve ser 
progressivo e suas alíquotas devem ser fixadas de forma a 
desestimular a manutenção de propriedades improdutivas (art. 153, 
§4º, I, da CF/88). É a hipótese também da progressividade 
extrafiscal do IPTU no caso de não aproveitamento do solo urbano 
pelo seu proprietário ou em razão do descumprimento da função 
social da propriedade urbana, que é disciplinado no art. 182, §4º, inc. 
I, II e III, da CF/88, no Estatuto da Cidade (Lei Federal nº 
10.257/2001) e também na lei do plano diretor de cada Município. 
A FGV no concurso para Procurador de Contas/RJ/2008 considerou 
falso o seguinte item: “Segundo a jurisprudência do Supremo 
Tribunal Federal, a progressividade do IPTU em razão do 
descumprimento da função social da propriedade urbana é 
inconstitucional”. 
Por fim, no tributo regressivo, a alíquota deve decrescer à 
medida que aumente a base de cálculo. 
1. (ESAF/TTN/1997) A Constituição Federal permite a 
aplicação de alíquotas progressivas para a cobrança dos 
seguintes impostos: 
a) Renda e Proventos de Qualquer Natureza; Propriedade 
Territorial Rural; Propriedade Predial e Territorial Urbana. 
b) Renda e Proventos de Qualquer Natureza; Produtos 
Industrializados; Propriedade Predial e Territorial Urbana. 
c) Produtos Industrializados; Operações Relativas à 
Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços 
de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de 
Comunicação (ICMS); Propriedade de Veículos 
Automotores. 
d) Propriedade Predial e Territorial Urbana; Propriedade 
Territorial Rural; ICMS. 
e) Renda e Proventos de Qualquer Natureza; Produtos 
Industrializados; ICMS. 
 
 
 
 
 
 
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A resposta correta é a letra “a”. 
10. CLASSIFICAÇÃO SIMPLES DA RECEITA PÚBLICA: RECEITA 
ORIGINÁRIA E RECEITA DERIVADA 
As receitas originárias são decorrentes de obrigações 
convencionais ou voluntárias (obrigação ex voluntate) estabelecidas 
entre o Poder Público e os administrados, sem qualquer ato de 
coerção (utilização do poder de império) por parte do Estado. São 
exemplos de receitas originárias o preço público ou a tarifa. 
As receitas derivadas são todas aquelas decorrentes de 
obrigações legais impostas pelo Estado (obrigação ex lege). Isto é, a 
receita derivada é decorrente de uma obrigação legal, caracterizada 
pelo poder de império do Estado, utilizando-se da coercibilidade. São 
exemplos: tributos em geral (impostos, taxas, contribuições de 
melhoria, empréstimos compulsórios e as contribuições especiais ou 
parafiscais), penalidades pecuniárias, multas administrativas, dentre 
outros. 
A FCC no concurso para o SEFAZ/SP/2010 cobrou a seguinte 
questão: “Classificam-se como receita originária e derivada, 
respectivamente: (a) multa e imposto; (c) taxa e contribuição social; 
(c) contribuição de melhoria e multa; (d) imposto e tarifa; (e) tarifa e 
taxa”. A resposta é letra “e”. 
Este assunto foi cobrado na prova de direito tributário também 
em outros recentes concursos.Vejamos: 
1. (ESAF/Analista/SP/2009) Constituem modalidade 
de receita derivada, exceto: 
a) tributos. 
b) penalidades pecuniárias. 
c) multas administrativas. 
d) taxas. 
e) preços públicos. 
A resposta correta da primeira é a letra “e”, pois os preços 
públicos são receitas originárias e não derivadas. 
2. (FCC/Procurador municipal/Recife/2008) São 
consideradas receitas originárias: 
(A) as taxas e os impostos. 
(B) as taxas e os preços públicos. 
 
 
 
 
 
 
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(C) os preços públicos e as tarifas. 
(D) as tarifas e as taxas. 
(E) os impostos e as tarifas. 
A segunda é letra “c”, pois são consideradas receitas 
originárias os preços públicos e as tarifas. 
CAPÍTULO III TAXAS
Sumário • 1. Considerações gerais – 2. Taxa de polícia – 3. Taxa de 
serviços – 4. Base de cálculo das taxas – 5. Taxas x Preço Público x 
Tarifas x Pedágio. 
1. CONSIDERAÇÕES GERAIS 
A taxa é um tributo que pode ser cobrado pela União, pelos 
Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de 
suas respectivas atribuições, tendo como fato gerador o exercício 
regular do poder de polícia, ou a utilização, efetiva ou potencial, de 
serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou 
posto à sua disposição (art. 145, II, da CF/88, c/c art. 77, caput, do 
CTN). 
Notamos que para efeito de instituição e cobrança de taxas, 
consideram-se compreendidas no âmbito das atribuições da União, 
dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, aquelas taxas 
que, segundo a Constituição Federal, as Constituições dos Estados, as 
Leis Orgânicas do Distrito Federal e dos Municípios e a legislação com 
elas compatível, competem a cada uma dessas pessoas de direito 
público (art. 80, do CTN). 
Assim sendo, se o serviço é prestado pelo Município, dentro da 
sua competência, a ele caberá criar a taxa; se o serviço é prestado 
pela União, de acordo com a sua competência, é a própria União que 
poderá instituir a taxa, e assim por diante. 
Deste modo, a hipótese de incidência (fato gerador in 
abstrato) da taxa indica que esta deve ser exigida em 
contraprestação ao exercício de uma atividade por parte do Estado 
(ou quem lhe faça às vezes) referida ao contribuinte, concernente ao 
exercício do poder de polícia ou à prestação – efetiva ou 
potencial – de serviços públicos específicos e divisíveis. 
Portanto, a taxa é tributo vinculado a uma atuação estatal 
 
 
 
 
 
 
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ou um tributo contraprestacional (retributivo), ao contrário dos 
impostos. 
Deste modo, o fato gerador da taxa pode ser o Estado prestar 
o serviço cartorário, fornecer certidão, vacinar. Alguns exemplos de 
taxas: a taxa de serviço postal, a taxa de fiscalização de 
anúncios publicitários, a taxa coleta domiciliar de lixo, a taxa 
de demolição de edifícios perigosos, a taxa de destruição de 
aparelhos e instrumentos danosos ao meio ambiente, a taxa de 
apreensão de objetos instrumentais de delitos, dentre outras. 
Com efeito, temos dois tipos de taxas distintas: a) taxa de 
polícia, que decorre do exercício do poder de polícia; b) taxa de 
serviços, que decorre da utilização, efetiva ou potencial, de 
serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte 
ou postos a sua disposição. 
2. TAXA DE POLÍCIA 
Em relação à taxa de polícia, esta deve existir para cobrir os 
custos administrativos com o exercício do poder de polícia 
diretamente referido a certas pessoas que o provocam, ou o exigem, 
em razão da sua atividade. 
Poder de polícia é a atividade estatal, fundada em lei, 
tendente a limitar a propriedade e a liberdade, em razão do interesse 
público, com a finalidade de assegurar a igualdade no seu exercício. 
Para o CTN o poder de polícia significa a atividade da 
administração pública que, limitando ou disciplinando direito, 
interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, 
em razão de interesse público concernente à segurança, à higiene, 
à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao 
exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou 
autorização do Poder Público, à tranqüilidade pública ou ao 
respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. 
Exemplos: dar licença, dar autorização, fiscalizar, identificar etc. 
Destacamos que a taxa de polícia é decorrente do exercício da 
atividade de polícia administrativa, que não se confunde com a polícia 
de manutenção da ordem pública ou a polícia judiciária. 
A polícia administrativa incide sobre bens, direitos e 
atividades, enquanto a polícia de manutenção da ordem pública ou a 
polícia judiciária incide sobre pessoas. 
 
 
 
 
 
 
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Como bem diz Hely Lopes Meirelles: “A polícia administrativa é 
inerente e se difunde por toda a Administração Pública, enquanto que 
as demais são privativas de determinados órgãos (Polícias Civis) ou 
corporações (Polícias Militares)”. 
Portanto, por não ser atividade de polícia administrativa, a 
polícia militar, a polícia civil, a polícia municipal (guarda municipal), a 
polícia rodoviária federal e a polícia federal, em princípio, não podem 
ser remuneradas por meio de taxa de polícia. Eventualmente, pode 
ser cobrada por estas polícias alguma taxa de serviço, no caso de 
prestação de serviço específico e divisível, prestado ao contribuinte 
ou posto à sua disposição. 
 Por sua vez, a doutrina dominante compreende que a taxa de 
polícia só pode ser cobrada se exercida regularmente e 
efetivamente, não podendo ser cobrada com fundamento em 
potencial exercício deste poder. Destarte, neste pensamento, 
somente é constitucional a taxa de polícia se existir a materialização 
estatal do poder de polícia. 
Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando 
desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável, 
com observância do processo legal e, tratando-se de atividade que 
a lei tenha como discricionária, sem abuso ou desvio de poder (art. 
78, parágrafo único, do CTN). 
Contudo, em relação à chamada taxa de fiscalização, 
localização e funcionamento, a jurisprudência do STF compreende 
que “não pode o contribuinte furtar-se à exigência tributária sob a 
alegação de o ente público não exercer a fiscalização devida, não 
dispondo sequer de órgão incumbido desse mister, sendo, pois, 
irrelevante a falta de prova do efetivo exercício do poder de polícia”. 
(RE 396.846, DJ 28/08/08; AI 553.880-AgR, DJE de 17-4-2009; RE 
549.221–ED, DJE de 20-3-2009). 
Logo, no STF, prevalece a orientação no sentido de que o poder 
de polícia é presumido em favor do ente público (RE 581.947-AgR, 
DJE de 27-2-2009). 
Nesse rumo, o STJ cancelou a sua súmula 157, que 
asseverava a ilegalidade da cobrança de taxa na renovação de licença 
por município. 
 Por sua vez, recentemente, em sede de repercussão geral, o 
 
 
 
 
 
 
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STF julgou que “é constitucional taxa de renovação de funcionamento 
e localização municipal, desde que efetivo o exercício do poder de 
polícia, demonstrado pela existência de órgão e estrutura 
competente para o respectivo exercício” (informativo 591). 
“Afirmou-se que, à luz da jurisprudência do STF, a existência 
do órgão administrativo não seria condição para o reconhecimento 
da constitucionalidade da cobrança da taxa de localização e 
fiscalização, mas constituiria um dos elementos admitidos para 
se inferir o efetivo exercício do poder de polícia”. 
Assim, o STF julgou improcedente recurso extraordinário no 
qual se alegavaa inconstitucionalidade da referida taxa, por ausência 
de comprovação do efetivo exercício do poder de polícia. 
Nas palavras do Min. Cezar Peluso, a administração já exerce o 
poder de polícia no momento da autorização do funcionamento do 
estabelecimento empresarial. O poder de polícia “já está implícito na 
autorização do uso da propriedade privada. Não é sequer necessário 
que um agente vá ao local para que se efetive esse poder”. 
Em face do exposto, podemos estabelecer os seguintes 
parâmetros para concursos futuros: (a) é legítima a taxa de 
renovação de alvará de localização e funcionamento; (b) não é 
obrigatória a comprovação do efetivo exercício do poder de polícia, 
bastando que haja órgão administrativo que exercite tal poder. 
Ademais, dentre outros, registramos exemplos de taxas de 
polícia consideradas constitucionais pela jurisprudência: 
• Taxa de fiscalização de anúncios publicitários; 
• Taxa de licença para localização de estabelecimentos 
empresariais ou industriais; 
• Taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores 
mobiliários (Súmula 665 do STF: “É constitucional a taxa de 
fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários 
instituída pela Lei n. 7.940/1989”); 
• Taxa de alvará ou de fiscalização de construções; 
• Taxa de vigilância sanitária; 
• Taxa de fiscalização e controle dos serviços públicos delegados; 
• Taxa de fiscalização de atividades poluidoras e utilizadoras de 
recursos ambientais; 
• Taxa de avaliação in loco (feita no próprio local) 
das Instituições de Ensino Superior e dos Cursos de Graduação, 
a taxa florestal; 
 
 
 
 
 
 
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• Taxa de ocupação do solo e do espaço aéreo. 
3. TAXA DE SERVIÇOS 
No que concerne a taxa de serviços, esta decorre da 
utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e 
divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição. 
O que é utilização efetiva de serviços públicos? E utilização 
potencial de serviços públicos? E serviços públicos específicos? E 
serviços públicos divisíveis? 
Utilização efetiva de serviços públicos significa serviços 
públicos usufruídos a qualquer título pelo contribuinte (art. 79, I, “a”, 
do CTN). 
Utilização potencial de serviços públicos ocorre, quando, 
sendo de utilização compulsória (obrigatória) pelo contribuinte, sejam 
postos à sua disposição mediante atividade administrativa em efetivo 
funcionamento (art. 79, I, “b”, do CTN). 
Ou seja, o serviço pode ser posto à disposição do contribuinte 
e mesmo se este não utiliza o serviço por qualquer razão ou motivo 
não fica livre do dever tributário de pagar a taxa de serviço. 
Neste caso, a lei deve estabelecer que o serviço seja de 
utilização compulsória, devendo também o serviço público ser 
regularmente prestado e que esteja à disposição do contribuinte da 
taxa. 
O STF, por exemplo, entendeu como constitucional a cobrança 
de taxa pela utilização potencial do serviço de coleta domiciliar de 
lixo, em razão de ser um serviço público essencial à saúde da 
população e que estava sendo posto à disposição contribuinte 
mediante atividade administrativa em efetivo funcionamento, mesmo 
que o contribuinte não utilizasse o serviço ou não produzisse qualquer 
espécie de lixo domiciliar. Observamos que a lei deve tornar o serviço 
público obrigatório, para que a sua simples disponibilidade possa 
tornar a taxa constitucional. 
Noutra banda, os serviços públicos são considerados 
específicos (# gerais ou universais) quando possam ser destacados 
em unidades autônomas de intervenção, de unidade, ou de 
necessidades públicas (art. 79, II, do CTN). Assim, o serviço deve ser 
 
 
 
 
 
 
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prestado pelo órgão ou entidade administrativamente instituído para 
sua prestação. 
Neste ponto, vale à pena citar Roque Carrazza: “Os serviços 
públicos se dividem em gerais e específicos. Os serviços públicos 
gerais, ditos também universais, são os prestados uti universi, isto 
é, indistintamente a todos os cidadãos. Eles alcançam a comunidade 
como um todo considerada, beneficiando número indeterminado (ou, 
pelo menos, indeterminável) de pessoas. É o caso dos serviços de 
iluminação pública, de segurança pública, de diplomacia, de defesa 
externa do país etc. Esses serviços são custeados pelos impostos. Os 
serviços públicos específicos, também chamados singulares, são 
os prestados uti singuli. Referem-se a uma pessoa ou a um número 
determinado (ou, pelo menos, determinável) de pessoas. São de 
utilização individual e mensurável. Gozam, portanto, de divisibilidade, 
é dizer, da possibilidade de avaliar-se a utilização efetiva ou 
potencial, individualmente considerada.” 
 
Nesse rumo, os serviços públicos são divisíveis quando 
suscetíveis de utilização, separadamente, por parte de cada um dos 
seus usuários (art. 79, III, do CTN). 
Ou seja, o oferecimento da utilização do serviço público deve 
acontecer em relação a cada contribuinte e não de forma genérica 
para a coletividade. O serviço público divisível é capaz de ser 
prestado de forma individualizada (para cada um) e não de forma 
universal (para todos). 
O STF já declarou a inconstitucionalidade de diversas 
taxas, porque não são serviços públicos específicos e divisíveis, quais 
sejam: taxa de serviço de segurança pública, taxa de serviço de 
limpeza de vias públicas ou taxa de limpeza urbana, taxa de serviço 
de iluminação pública (Súmula 670: “o serviço de iluminação pública 
não pode ser remunerado mediante taxa”), dentre outras. 
Por sua vez, o STF já declarou que são serviços públicos 
específicos e divisíveis e, portanto, constitucionais as seguintes 
taxas: taxa judiciária, taxa de coleta de resíduos sólidos urbanos, 
taxa de lixo e sinistro, taxa de coleta domiciliar de lixo, custas 
judiciais e os emolumentos (taxa de serviços notariais e 
registrais), taxa de combate a incêndio, dentre outras. 
Nessa senda, surgiu a súmula vinculante 19: “A taxa cobrada 
exclusivamente em razão dos serviços públicos de coleta, remoção 
e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de 
 
 
 
 
 
 
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imóveis, não viola o art. 145, II, da CF.” 
Todavia, o STF tem considerado ilegítima a cobrança da Taxa 
de Coleta de Lixo e Limpeza Pública - TCLLP, porquanto não está 
vinculada apenas à coleta de lixo domiciliar, mas também a serviço 
de caráter universal e indivisível, como a limpeza de logradouros 
públicos, afirmando a impossibilidade, no caso, de separação 
das duas parcelas. 
Deste modo, o STF julga que a taxa de coleta de lixo e limpeza 
pública é vinculado não apenas à coleta de lixo domiciliar, mas 
também à limpeza de logradouros públicos, hipótese em que os 
serviços são executados em benefício da população em geral (uti 
universi), sem possibilidade de individualização dos respectivos 
usuários e, conseqüentemente, da referibilidade a contribuintes 
determinados, não se prestando para custeio mediante taxa. 
Isto significa que o seguinte: (a) a taxa de limpeza pública é 
inconstitucional, uma vez que o serviço de limpeza de logradouros 
e bens públicos é universal e indivisível; (b) a taxa de coleta, 
remoção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes 
de imóveis de lixo é constitucional (taxa de coleta de lixo), sendo 
serviço público específico e divisível; (c) a taxa de coleta de lixo e de 
limpeza pública é inconstitucional, em razão da impossibilidade de 
separação das duas parcelas. 
Realçamos também que o STF adota o entendimento favorável 
a constitucionalidade da taxa de prevenção de incêndio,por 
tratar-se de serviço público e divisível, cujos beneficiários são 
suscetíveis de referência individual (RE 206.777-6/SP, RMS 
24382/MG). 
Porém, deve-se ressaltar que é inconstitucional a taxa de 
segurança pública que diz respeito exclusivamente à atividade 
de segurança da polícia. Por exemplo, não se pode cobrar taxa 
pelo serviço público de atividade policial-militar, inclusive 
policiamento preventivo, devendo essa atividade estatal ser 
sustentada pelos impostos (ADI 1.942-MC, ADI 2.424). 
Ou seja, segundo o STF, é constitucional a taxa de segurança 
pública, devida pela utilização potencial do serviço de extinção 
de incêndio; contudo, é inconstitucional a taxa de segurança 
pública cobrada em razão de atividade de segurança da polícia. 
4. BASE DE CÁLCULO DAS TAXAS 
 
 
 
 
 
 
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A taxa não pode ter base de cálculo ou fato gerador idênticos 
aos que correspondam a imposto e nem ser calculada em função do 
capital das empresas (art. 145, §2º, da CF/88, c/c art. 77, par. único, 
do CTN). 
Verificamos, assim, que as taxas diferem dos impostos porque 
além de ter (i) o fato gerador vinculado ao exercício de uma 
atividade estatal (tributo vinculado), (ii) a base de cálculo das taxas 
deve quantificar a atividade estatal referida ao contribuinte, 
refletindo, por exemplo, o custo da fiscalização ou do serviço 
prestado. 
Interpretando tal tema, o STF aprovou a súmula vinculante 
29: “É constitucional a adoção no cálculo do valor de taxa de um 
ou mais elementos da base de cálculo própria de determinado 
imposto, desde que não haja integral identidade entre uma base e 
outra”. 
Em outras palavras, o STF entende como constitucional a lei 
instituidora da taxa que adote um ou mais elementos que compõem a 
base de cálculo própria dos impostos, desde que não exista 
identidade integral entre a base de cálculo da taxa e a base de 
cálculo do imposto. Logo, segundo o STF, no cálculo da taxa, não há 
como se exigir precisa correspondência com o valor destinado a 
prestação do serviço ou a adoção de fatores exclusivamente 
vinculados ao seu custo. Assim, o STF julga que a CF/88 exige a 
ausência completa de identidade da base de cálculo da taxa com a 
base de cálculo própria dos impostos. 
Neste sentido, o STF já sumulou o entendimento de que é 
inconstitucional a taxa municipal de conservação de estradas de 
rodagem cuja base de cálculo seja idêntica a do imposto territorial 
rural (ITR) (Súmula 595). 
O STF também entende que a base de cálculo da taxa de 
fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários é 
constitucional (Súmula 665), uma vez que os valores das taxas 
são fixos. E a alteração do valor de acordo com o patrimônio do 
contribuinte não significa dizer que a Lei 7.940/89 elegeu como base 
de cálculo da taxa o próprio patrimônio do contribuinte. 
O STF igualmente julgou constitucional que a taxa de 
serviços notariais e registros (custas e emolumentos) seja fixada 
em valores fixos dispostos de acordo com o valor do imóvel objeto do 
 
 
 
 
 
 
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negócio. De fato, o STF afirmou literalmente que os valores dos 
imóveis são utilizados apenas como padrão para determinar o valor 
da taxa, o que quer dizer que o valor do imóvel (base de cálculo do 
IPTU) não é à mesma base de cálculo da taxa. 
Ademais, recentemente o STF compreendeu que a taxa 
municipal de fiscalização, localização e funcionamento cobrada como 
contrapartida ao poder de polícia calculada em razão da área 
fiscalizada não viola o texto constitucional, uma vez que tal dado 
não poder ser confundido com qualquer dos fatores que entram na 
composição da base de cálculo do IPTU. 
O STF, por sua vez, já decidiu que a “taxa, enquanto 
contraprestação a uma atividade do Poder Público, não pode 
superar a relação de razoável equivalência que deve existir entre 
o custo real da atuação estatal referida ao contribuinte e o valor que 
o Estado pode exigir de cada contribuinte” (ADI 2.551). 
Nesse rumo, o STF admite que a taxa judiciária seja calculada 
em função do valor da causa ou da condenação, desde que se 
obedeça ao princípio da razoabilidade e que se determine um limite 
para este valor, pois o valor excessivo da taxa pode ferir o princípio 
constitucional do livre acesso à jurisdição. É o que diz a súmula 667 
do STF: “viola a garantia constitucional de acesso à jurisdição a taxa 
judiciária calculada sem limite sobre o valor da causa”. 
5. TAXAS X PREÇO PÚBLICO X TARIFAS X PEDÁGIO 
A distinção entre taxa e preço público (também chamado de 
tarifa) pode ser verificada com a seguinte tabela: 
TAXA PREÇO PÚBLICO (TARIFA) 
Regime jurídico de direito 
tributário (legal). 
Regime jurídico contratual 
(direito privado) e de direito 
administrativo (legal). 
A obrigação jurídica é de 
natureza tributária. 
A obrigação jurídica é, sobretudo, 
de natureza contratual. 
Decorre da lei. Decorre da autonomia da 
vontade. 
Não admite rescisão. Admite rescisão. 
A taxa de serviço pode ser 
cobrada por utilização potencial 
do serviço. 
Só a utilização efetiva enseja a 
cobrança. 
Sujeita aos princípios tributários Não sujeita aos princípios 
 
 
 
 
 
 
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(legalidade, anterioridade etc.). tributários. 
É receita pública derivada 
(existência do poder de império).
É receita pública originária 
(inexistência do poder de 
império). 
O sujeito ativo é uma pessoa 
jurídica de direito público. 
O sujeito ativo é uma pessoa 
jurídica de direito público ou de 
direito privado (ex.: 
concessionária de serviço 
público). 
Há taxa decorrente do exercício 
do poder de polícia. 
Não há preço público cobrado em 
razão do exercício do poder de 
polícia. 
A taxa admite extrafiscalidade. O preço público, em regra, não 
admite extrafiscalidade, 
objetivando o lucro. 
Assim sendo, o STF considera o preço público e a tarifa como 
sinônimos. 
Entretanto, parte minoritária da doutrina distingue preço 
público de tarifa da seguinte forma: a denominação preço público é o 
gênero e a tarifa é uma espécie de preço público; a tarifa seria o 
preço público cobrado pelas concessionárias ou permissionárias de 
serviços públicos (art. 175, parágrafo único, da CF/88). 
Nesse rumo, registramos a súmula 545 do STF: “preços de 
serviços públicos e taxas não se confundem, porque estas, 
diferentemente daquelas, são compulsórias e têm sua cobrança 
condicionada à previa autorização orçamentária, em relação à lei que 
as instituiu”. 
O problema interpretativo desta súmula se refere ao emprego 
do critério da “compulsoriedade” (obrigatoriedade) para apartar a 
taxa do preço público, uma vez que a segunda parte da súmula diz 
respeito à anualidade tributária, que não está mais de acordo com o 
atual panorama constitucional brasileiro. 
Decerto, com fundamento na doutrina de Caio Tácito, tal 
súmula compreende que os serviços tipicamente estatais, 
prestados privativamente pelo Estado (taxas judiciárias, de 
polícia e de registro), devem se remunerados por taxa; 
enquanto os serviços não tipicamente estatais (serviços 
ferroviários, telefônicos e de transporte) devem ser 
 
 
 
 
 
 
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remunerados por preço público, pois, embora possam ser 
prestados pelo Estado, não lhes são privativos. 
Contudo, a atual jurisprudência do STF é pacífica no sentido de 
que, a despeito de sua “compulsoriedade”, a contraprestação dos 
serviços de coleta, tratamento e destino final de esgotos sanitários 
não se submeteaos princípios e regras jurídico-tributárias (RE-ED 
456.048, DJ de 30.09.2005; RE 471119, DJ de 24.02.2006; RE 
330.353, DJ de 10.5.2005). 
Por conseguinte, enfatizamos que o STF e o STJ consolidaram o 
entendimento de que a contraprestação pelos serviços de água e 
esgoto por concessionária de serviço público não possui 
caráter tributário por ter natureza jurídica de tarifa ou preço 
público e que sua prescrição é regida pelo Código Civil. O mesmo 
raciocínio é aplicado pelo STF ao fornecimento de energia elétrica, ou 
seja, é custeado por meio de tarifa (RE n° 96.590). 
Por outro lado, segundo o STF (ADPF 46, DJE de 26-2-2010), a 
exploração do serviço postal e o correio aéreo nacional é de 
competência exclusiva e indelegável da União, ou seja, é atividade 
privativa do Estado. Deste modo, segundo entendimento da ESAF, o 
serviço postal deve ser custeado por meio de taxa. 
Noutro ponto, a natureza jurídica do pedágio não é sempre 
a mesma da taxa. 
A CF/88 proibiu os entes federativos (União, Estados-membros, 
Distrito Federal e Municípios) de estabelecer limitações ao tráfego de 
pessoas ou bens, por meio de tributos interestaduais ou 
intermunicipais, ressalvada a cobrança de pedágio pela 
utilização de vias conservadas pelo Poder Público. 
Assim, o pedágio tem natureza jurídica de taxa (espécie 
tributária) quando explorado diretamente por pessoa jurídica de 
direito público. Neste sentido, já admitiu o STF no julgamento do 
extinto selo-pedágio (RE 181.475/RS). 
 
Todavia, quando o pedágio for cobrado por concessionária ou 
permissionária de serviço público, afirma-se que o pedágio tem 
natureza de preço público ou tarifa. 
(ESAF/Analista/SP/2009) Assinale a opção que 
representa uma taxa pública. 
a) Serviço de água. 
 
 
 
 
 
 
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b) Serviço de energia. 
c) Serviço de esgoto. 
d) Pedágio explorado diretamente ou por concessão. 
e) Serviço postal. 
A resposta considerada correta foi a da alternativa “e”. 
Realmente, no Brasil, o serviço postal é cobrado por meio de 
taxa de serviço, pois este serviço é de competência exclusiva da 
União (art. 21, X, da CF/88) e não pode ser explorado mediante 
autorização, permissão ou concessão. 
Nesse rumo, os serviços de energia, água e esgoto podem ser 
remunerados por tarifa ou preço público quando prestados sob o 
regime de autorização, permissão e concessão de serviço público 
(art. 21, XI e XII c/c art. 175, parágrafo único, III, da CF/88). 
Entretanto, quando estes serviços forem cobrados pelos entes 
federativos (União, Estados-membros, DF e Municípios) a doutrina 
predominante entende que tem caráter de tributo (taxa). O problema 
é que a questão é objetiva, devendo-se marcar a mais correta, que 
realmente é a letra “e”. 
O erro da letra “d” é que o pedágio explorado por concessão 
não representa uma taxa, mas sim uma tarifa, conforme 
entendimento reiterado da jurisprudência. 
Vamos agora a diversas questões de extrema relevância já 
cobradas pelos concursos públicos. 
Quero que você acerte todas!!! 
 
1. “As taxas poderão ser instituídas em razão do exercício 
do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou 
potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, 
prestados ou postos à disposição do contribuinte” 
(ESAF/IRB/2006). 
A primeira questão é verdadeira. 
2. “Território Federal pode instituir taxa” 
(ESAF/PFN/2006). 
A segunda é falsa, porque o Território Federal não pode 
instituir taxa, uma vez que esta competência é da União, dos 
Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. 
 
 
 
 
 
 
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3. “É permitido que o serviço de iluminação pública seja 
remunerado mediante taxa” (ESAF/AFTE/RN 2005). 
A terceira é falsa, porque o serviço de iluminação pública não 
pode ser remunerado mediante taxa (Súmula 670 do STF), uma vez 
que não é serviço público específico e divisível. 
4. “Não é permitido instituir e cobrar taxa de conservação 
de estradas de rodagem cuja base de cálculo seja idêntica 
à do imposto sobre propriedade territorial rural” 
(ESAF/AFTE/RN 2005). 
O quarto enunciado é correto, pois as taxas não podem ter 
base de cálculo própria de impostos e a súmula 595 do STF dispõe 
que é inconstitucional a taxa de conservação de estradas de rodagem 
cuja base de cálculo seja idêntica à do imposto sobre propriedade 
territorial rural (ITR). 
5. (ESAF/AFRFB/2003) Indique a opção que preenche 
corretamente as lacunas, consideradas as pertinentes 
disposições do Código Tributário Nacional. Para efeito de 
fato gerador e cobrança de taxa, considera-se regular o 
exercício do poder de polícia quando desempenhado 
_________________ nos limites da lei aplicável, com 
observância ________________ e, tratando-se de 
atividade que a lei tenha como 
_____________________, sem abuso ou desvio de 
poder. 
a) pelo Poder Público / das disposições regulamentares 
aplicáveis / contrária aos bons costumes 
b) por órgão de segurança pública / das normas 
administrativas aplicáveis / perigosa 
c) pelo órgão competente / de procedimentos 
administrativos / vinculada 
d) somente por órgão de segurança pública / do devido 
processo legal / atentatória a direitos fundamentais 
e) pelo órgão competente / do processo legal / 
discricionária 
A quinta questão é a letra “e”, cobrando o art. 78, parágrafo 
único, do CTN, que considera regular o exercício do poder de polícia 
quando desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei 
aplicável, com observância do processo legal e, tratando-se de 
atividade que a lei tenha como discricionária, sem abuso ou desvio 
 
 
 
 
 
 
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de poder. 
6. (ESAF/AFTE/RN 2005) Preencha as lacunas do texto 
abaixo e escolha, em seguida, a opção que contém a 
seqüência em que foram preenchidas. 
Para fins de instituição e cobrança de taxas, o Código 
Tributário Nacional considera os serviços públicos: 
_______________, quando suscetíveis de utilização, 
separadamente, por parte de cada um dos seus usuários; 
_________________, quando possam ser destacados em 
unidades autônomas de intervenção, de utilidade ou de 
necessidade públicas; __________________ utilizados 
pelo contribuinte, quando por ele usufruídos a qualquer 
título. 
a) específicos / unitários / potencialmente 
b) individuais / autônomos / virtualmente 
c) utilizáveis / independentes / normalmente 
d) potenciais / necessários / essencialmente 
e) divisíveis / específicos / efetivamente 
A sexta é a letra “e” também, pois o CTN considera os serviços 
públicos: divisíveis, quando suscetíveis de utilização, 
separadamente, por parte de cada um dos seus usuários; 
específicos, quando possam ser destacados em unidades autônomas 
de intervenção, de utilidade ou de necessidade públicas; 
efetivamente utilizados pelo contribuinte, quando por ele usufruídos 
a qualquer título (art. 79). 
7. (ESAF/AFRFB 2006) Taxas, na dicção do artigo 145, 
inciso II, da Constituição Federal, constituem a 
modalidade de tributo que se podem cobrar em razão do 
exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou 
potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, 
prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição. 
Sobre a taxa, é errado afirmar que 
a) é um tributo cuja base de cálculo ou fato gerador há de 
ser diversa dos de imposto, e não pode ser calculada em 
função do capital das empresas. 
b) competente para instituir e cobrar a taxa é a pessoa 
política – União, Estado, Distrito Federal ou Município – 
legitimada para a realização da atividade que caracterize 
o fato gerador do tributo. 
c) os serviços públicosque ensejam sua cobrança 
consideram-se utilizados pelo contribuinte, efetivamente, 
quando, sendo de utilização compulsória, sejam postos à 
 
 
 
 
 
 
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sua disposição mediante atividade administrativa em 
efetivo funcionamento. 
d) serviços públicos específicos são aqueles destacáveis 
em unidades autônomas de intervenção, de utilidade ou 
de necessidade públicas. 
e) serviços públicos divisíveis são aqueles suscetíveis de 
utilização, separadamente, por parte de cada um dos seus 
usuários. 
A sétima questão é a letra “c”, uma vez que os serviços 
públicos que ensejam sua cobrança consideram-se utilizados pelo 
contribuinte, potencialmente, quando, sendo de utilização 
compulsória, sejam postos à sua disposição mediante atividade 
administrativa em efetivo funcionamento (art. 79, I, “b”, do CTN). 
8. (ESAF/PGDF/2007.1 - adaptada) Marque com V a 
assertiva verdadeira e com F a falsa, assinalando em 
seguida a opção correspondente. 
( ) A autorização para que loja coloque anúncio luminoso 
na porta externa, concedida (a autorização) pela 
administração municipal, pode ensejar a cobrança, pelo 
Município, de uma taxa fundada no seu poder de polícia. 
( ) O serviço de iluminação pública, pela sua natureza 
jurídica, deve ser sempre remunerado mediante taxa. 
( ) Tributo exigido em virtude de serviços públicos postos 
à disposição do contribuinte, mas não utilizados por ele, 
constitui taxa de serviço. 
( ) É constitucional a taxa municipal de conservação de 
estradas de rodagem que tem como base de cálculo a 
adotada para o imposto territorial rural. 
a) V, V, V, V 
b) V, V, F, F 
c) V, F, V, F 
d) F, V, V, F 
e) F, F, F, F 
A oitava questão é a letra “c”. No que se refere à primeira 
assertiva desta questão, é a famosa taxa de polícia, especificada 
normalmente como taxa de fiscalização de anúncios 
publicitários. 
9. “É inconstitucional a taxa de fiscalização dos mercados 
de títulos e valores mobiliários instituída pela Lei n. 
7.940, de 1989, haja vista não ser conferido, pelo 
ordenamento jurídico positivado, poder de polícia à 
 
 
 
 
 
 
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Comissão de Valores Mobiliários” (ESAF/PGDF/2007). 
A nona questão é falsa, uma vez que é constitucional a taxa 
de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários instituída 
pela Lei n. 7.940, de 1989, haja vista ser conferido, pelo 
ordenamento jurídico positivado, poder de polícia à Comissão de 
Valores Mobiliários (Súmula 665 do STF). 
10. “Os serviços gerais prestados por órgãos de 
Segurança Pública não podem ser sustentados por taxas. 
Essa atividade pública, por sua natureza, deve ser 
retribuída, genericamente, por impostos” 
(ESAF/PGDF/2007). 
A décima é verdadeira, pois os serviços gerais prestados por 
órgãos de Segurança Pública não podem ser sustentados por taxas, 
uma vez que não são serviços públicos específicos e divisíveis. 
11. “As bases de cálculo dos impostos, das taxas e das 
contribuições de melhoria podem ser idênticas” 
(ESAF/AFTM/TERESINA 2002). 
12. “As bases de cálculo dos impostos devem estar 
relacionadas com o serviço público prestado aos 
contribuintes” (ESAF/AFTM/TERESINA 2002). 
13. (FCC/Fiscal de Rendas/SP/2006) As taxas têm 
como fato gerador a utilização efetiva ou potencial do 
poder de polícia ou o exercício regular do serviço público 
específico e indivisível. 
14. (FCC/Fiscal de Rendas/SP/2006) As taxas 
poderão ter base de cálculo própria de impostos. 
A décima primeira, a décima segunda e a décima quarta são 
falsas, pois as bases de cálculo dos impostos, das taxas e das 
contribuições de melhoria não podem ser idênticas e as bases de 
cálculo dos impostos não têm qualquer relação ou pertinência com os 
serviços públicos prestados aos contribuintes. 
A décima terceira é falsa, uma vez que as taxas têm como fato 
gerador a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público 
específico e divisível, ou o exercício regular do poder de polícia. O 
poder de polícia deve ser efetivamente prestado. 
 
 
 
 
 
 
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15. (FCC/Fiscal de Rendas/SP/2006) A União, os 
Municípios e o Distrito Federal poderão instituir taxa para 
o custeio do serviço de iluminação pública. 
A décima quinta é falsa, porque apenas os Municípios e o 
Distrito Federal poderão instituir contribuição para o custeio do 
serviço de iluminação pública e não a União. 
Do mesmo modo, a União, os Municípios e o Distrito Federal 
não poderão instituir taxa para o custeio do serviço de iluminação 
pública (Súmula 670 do STF), uma vez que o serviço de iluminação 
público não é serviço público específico e divisível. 
16. (FGV/Advogado/2008/Senado Federal) É tributo 
contraprestacional: 
(A) a CSLL. 
(B) o IRPJ. 
(C) a COFINS. 
(D) a contribuição para o CREA. 
(E) a taxa judiciária. 
A décima sexta é letra “e”, uma vez que a taxa é tributo 
contraprestacional, sendo exigida em contraprestação ao exercício de 
uma atividade por parte do Estado (ou quem lhe faça às vezes) 
referida ao contribuinte. 
17. (FUNDATEC/Professor Temporário/UERS/2007) 
As taxas têm como fato gerador o exercício regular de 
poder de política, ou a utilização, efetiva ou potencial, de 
serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao 
contribuinte ou postos à sua disposição. 
A décima sétima é verdadeira, de acordo com o art. 145, II, 
da CF/88. 
18. (FGV/FISCAL DE RENDAS/RJ/2009) As taxas, 
cobradas em razão do exercício do poder de polícia ou pela 
utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos 
específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos 
a sua disposição, não poderão ter base de cálculo própria de 
impostos. 
É verdadeira, de acordo com o art. 145, II, e §2°, da CF/88: 
“A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão 
instituir os seguintes tributos taxas, em razão do exercício do poder 
 
 
 
 
 
 
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de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos 
específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua 
disposição”; “As taxas não poderão ter base de cálculo própria de 
impostos”. 
19. (FGV/JUIZ DE DIREITO/PA/2009) A taxa e o preço 
público se caracterizam por: 
(A) o preço público ser receita derivada do Estado e a taxa 
ser receita originária. 
(B) a cobrança da taxa obedecer ao princípio da 
proporcionalidade do uso e a do preço público não. 
(C) o preço público poder ser cobrado pela utilização 
potencial do serviço, enquanto e a taxa não poder. 
(D) a taxa ter como sujeito ativo pessoa jurídica de direito 
público e o preço público poder ser exigido por pessoa 
jurídica de direito privado. 
(E) o regime jurídico da taxa ser sui generis, já o dos preços 
públicos ser, sobretudo, contratual. 
A letra “a” é falsa, pois o preço público é receita originária do 
Estado e a taxa é receita derivada. 
A letra “b” é falsa, pois a cobrança da taxa não atende 
necessariamente o princípio da proporcionalidade do uso, eis que 
pode ser cobrada pela utilização potencial do serviço público. 
Em outras palavras, a taxa pode ser cobrada ao contribuinte 
sem que este tenha se utilizado efetivamente do serviço. Ou seja, o 
princípio da proporcionalidade do uso afirma que deve existir uma 
relação de proporcionalidade entre o uso efetivo do serviço e preço 
cobrado ao usuário. 
A letra “c” é falsa, pois a taxa poder ser cobrada pela 
utilização potencial do serviço, enquanto o preço público não pode. 
A letra “d” é verdadeira, uma vez que a taxa deve ter comosujeito ativo pessoa jurídica de direito público e o preço público pode 
ser exigido por pessoa jurídica de direito privado ou pessoa jurídica 
de direito público. 
A letra “e” é falsa, pois o regime jurídico da taxa é o tributário, 
já o dos preços públicos pode ser considerado, sobretudo, contratual. 
 
 
 
 
 
 
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20. (FCC/Defensoria Pública/Pará/2010) Pode ser 
definido como hipótese de incidência de imposto e taxa, 
respectivamente, 
(A) serviços de qualquer natureza e exercício regular do 
poder de polícia. 
(B) transmissão de bem imóvel e serviço público 
específico e indivisível. 
(C) propriedade e serviço de comunicação. 
(D) serviço público específico e divisível e serviço de 
pavimentação. 
(E) serviço de comunicação e serviços de qualquer 
natureza. 
LETRA A 
Pode ser definido como hipótese de incidência de imposto a 
prestação de serviços de qualquer natureza, tal como previsto no art. 
156, III, da CF/88, que estabelece a competência dos Municípios para 
instituir impostos sobre serviços de qualquer natureza (ISS), não 
compreendidos nas hipóteses de incidência do ICMS. 
Já a taxa pode ter como hipótese de incidência o exercício 
regular do poder de polícia (art. 145, II, da CF/88). 
Portanto, correta. 
LETRA B 
Pode ser definido como hipótese de incidência de imposto a 
transmissão “inter vivos”, a qualquer título, por ato oneroso, de bens 
imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre 
imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua 
aquisição serviços de qualquer natureza, tal como previsto no art. 
156, II, da CF/88. 
Já a taxa pode ter como hipótese de incidência a utilização, 
efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado 
ao contribuinte ou posto à sua disposição (art. 145, II, da CF/88). 
Portanto, incorreta. 
LETRA C 
 
 
 
 
 
 
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Pode ser definido como hipótese de incidência de imposto, por 
exemplo, propriedade predial e territorial urbana (IPTU), tal como 
previsto no art. 156, I, da CF/88. 
Já a taxa só pode ter como hipótese de incidência ou fato 
gerador o exercício regular do poder de polícia, ou a utilização, 
efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado 
ao contribuinte ou posto à sua disposição (art. 145, II, da CF/88). 
Portanto, incorreta. 
LETRA D 
Não pode ser definido como hipótese de incidência de imposto 
serviço público específico e divisível. 
Portanto, incorreta. 
LETRA E 
Pode ser definido como hipótese de incidência de imposto os 
serviços de comunicação, tal como nas operações relativas à 
circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de 
transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda 
que as operações e as prestações se iniciem no exterior (ICMS), 
segundo o art. 155, II, da CF/88. 
Os serviços de qualquer natureza não podem ser considerados 
como hipótese de incidência das taxas. 
Portanto, incorreta. 
21. (FCC/Analista Judiciário/TRF-2°Região/2008)
No que diz respeito às taxas é certo que, 
(A) é facultativa e também leva em conta a realização 
de obra ou serviço público, de que decorra valorização 
imobiliária. 
(B) seu fato gerador poderá ser uma situação 
independente de qualquer atividade estatal específica. 
(C) podem, em certos casos, ter base de cálculos 
idêntica a dos impostos, e ser calculadas em função do 
capital das empresas. 
(D) tem como fato gerador, além de outros elementos, 
o exercício regular do Poder de Polícia. 
 
 
 
 
 
 
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(E) sua hipótese de incidência não é vinculada, salvo 
quando criada no caso de investimento público urgente 
e de relevante interesse estatal. 
LETRA A 
A taxa é obrigatória, eis que é tributo. E a contribuição de 
melhoria só deve ser cobrada em decorrência de obra pública que 
cause valorização imobiliária. 
Portanto, incorreta. 
LETRA B 
O imposto é que poderá ter como fato gerador uma situação 
independente de qualquer atividade estatal específica e não as taxas. 
Portanto, incorreta. 
LETRA C 
 As taxas nunca podem ter bases de cálculos idênticas a dos 
impostos e também não podem ser calculadas em função do capital 
das empresas, de acordo com o art. 145, §2º, da CF/88, c/c art. 77, 
parágrafo búnico, do CTN. 
Portanto, incorreta. 
LETRA D 
A taxa é um tributo que pode ser cobrado pela União, pelos 
Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas 
respectivas atribuições, tendo como fato gerador o exercício 
regular do poder de polícia, ou a utilização, efetiva ou potencial, 
de serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou 
posto à sua disposição (art. 145, II, da CF/88, c/c art. 77, caput, do 
CTN). Portanto, a assertiva é correta. 
LETRA E 
A hipótese de incidência (fato gerador in abstrato) da taxa é 
sempre vinculada a uma atuação estatal. 
Decerto, a hipótese de incidência da taxa indica que esta deve 
ser exigida em contraprestação ao exercício de uma atividade por 
 
 
 
 
 
 
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parte do Estado (ou quem lhe faça às vezes) referida ao contribuinte, 
concernente ao exercício do poder de polícia ou à prestação – 
efetiva ou potencial – de serviços públicos específicos e 
divisíveis. Portanto, a taxa é tributo vinculado a uma atuação 
estatal ou um tributo contraprestacional (retributivo), ao contrário 
dos impostos. 
Portanto, incorreta. 
22. (FCC/Fiscal de Rendas/SP/2006/adaptada)
Em relação às taxas, o nosso ordenamento jurídico, 
expressamente, dispõe: 
(A) As taxas têm como fato gerador a utilização efetiva 
ou potencial do poder de polícia ou o exercício regular 
do serviço público específico e indivisível. 
(B) Ao se referir à imunidade recíproca, a Constituição 
Federal veda à União, aos Estados, ao Distrito Federal e 
aos Municípios instituir taxas e impostos uns dos 
outros. 
(C) As taxas poderão ter base de cálculo própria de 
impostos. 
(D) A União, os Municípios e o Distrito Federal poderão 
instituir taxa para o custeio do serviço de iluminação 
pública. 
(E) As taxas têm como fato gerador fato gerador o 
exercício regular do poder de polícia, ou a utilização, 
efetiva ou potencial, de serviço público específico e 
divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua 
disposição. 
LETRAS A e E 
A taxa tem como fato gerador o exercício regular do poder de 
polícia, ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público 
específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua 
disposição (art. 145, II, da CF/88, c/c art. 77, caput, do CTN). 
Portanto, incorreta a letra “a” e correta a letra “e”. 
LETRA B 
Ao se referir à imunidade recíproca, a Constituição Federal de 
1988 veda à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios 
instituir impostos uns dos outros e não taxas, de acordo com o art. 
150, VI, alínea “a”. 
 
 
 
 
 
 
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Portanto, incorreta. 
LETRA C 
As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos, 
segundo art. 145, §2°, da CF/88. 
Portanto, incorreta. 
LETRA D 
A União, os Estados, os Municípios e o Distrito Federal não 
poderão instituir taxa para o custeio do serviço de iluminação pública. 
O fundamento é o seguinte: os serviços públicos são 
considerados específicos (# gerais ou universais) quando possam 
ser destacados em unidades autônomas de intervenção, de unidade,ou de necessidades públicas (art. 79, II, do CTN). 
Assim, o STF já declarou a inconstitucionalidade de 
diversas taxas, porque não são serviços públicos específicos e 
divisíveis, quais sejam: taxa de serviço de segurança pública, taxa de 
serviço de limpeza de vias públicas ou taxa de limpeza urbana, taxa 
de serviço de iluminação pública (Súmula 670: “o serviço de 
iluminação pública não pode ser remunerado mediante taxa”), 
dentre outras. 
Portanto, incorreta. 
23. (FCC/Analista/Agência reguladora/CE/2007)
Taxa e preço público são institutos distintos. A taxa 
(A) é um tributo decorrente de atividade prestada de 
forma direta pelo Poder Público; enquanto o preço 
público ou tarifa remunera o concessionário de serviço 
público. 
(B) é classificada como receita originária; enquanto o 
preço público como receita derivada. 
(C) e o preço público podem ser cobrados por pessoas 
jurídicas de direito privado mesmo quando estas não 
sejam delegadas de serviço público. 
(D) remunera exercício de serviço outorgado a 
particular; enquanto o preço público decorre de 
exercício de atividade prestada exclusivamente pelo 
Poder Público. 
 
 
 
 
 
 
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(E) não depende de lei para ser instituída ou majorada, 
ao contrário do preço público, que se submete ao 
princípio da legalidade. 
LETRA A 
A taxa é um tributo decorrente de atividade prestada de forma 
direta pelo Poder Público, isto é, a taxa é decorrente de atividade 
prestada apenas por pessoa jurídica de direito público (Administração 
Direta e Administração Indireta – apenas autarquias e fundações de 
direito público). 
Já o preço público ou tarifa remunera o concessionário ou 
permissionário de serviço público ou pessoa jurídica de direito 
público. 
Portanto, correta. 
LETRA B 
A taxa é classificada como receita derivada de natureza 
tributária; enquanto o preço público é classificado como receita 
originária de natureza não tributária. 
Portanto, incorreta. 
LETRA C 
O preço público só pode ser cobrado por pessoas jurídicas de 
direito privado quando estas sejam concessionárias ou 
permissionárias de serviço público. Dispõe o art. 175, parágrafo 
único, inc. III, da CF/88: “Incumbe ao Poder Público, na forma da lei, 
diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, sempre 
através de licitação, a prestação de serviços públicos. Parágrafo 
único. A lei disporá sobre: III - política tarifária”. 
Portanto, incorreta. 
LETRA D 
A taxa remunera o exercício regular do poder de polícia, 
ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público 
específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua 
disposição (art. 145, II, da CF/88, c/c art. 77, caput, do CTN). 
 
 
 
 
 
 
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O preço público decorre de exercício de atividade prestada 
diretamente pelo Poder Público ou sob regime de concessão ou 
permissão de serviços públicos. 
Portanto, incorreta. 
LETRA E 
A taxa deve observar os princípios constitucionais tributários, 
inclusive o da legalidade, por isso depende de lei para ser instituída 
ou majorada. 
Já o preço público não se sujeita aos princípios constitucionais 
tributários. Assim, o preço público não depende necessariamente de 
lei para ser instituído ou majorado. 
Portanto, incorreta. 
24. (FCC/Técnico em Direito/Assembléia Legislativa 
de São Paulo/2010). Segundo Geraldo Ataliba, “Não há 
possibilidade jurídica de confusão entre taxa e preço. Nem 
há, como muitos supõem, liberdade do legislador em 
converter uma na outra e vice-versa. Juridicamente, são 
coisas reciprocamente repelentes e excludentes”. Partindo 
deste pressuposto, é traço distintivo entre taxa e preço 
público o fato da taxa 
(A) remunerar obra pública e o preço remunerar serviço 
público prestado pelo Poder Público sem exclusividade. 
(B) ser fixada contratualmente e o preço ser fixado por 
decreto. 
(C) ser receita originária de natureza tributária e o preço 
ser receita derivada de natureza não tributária. 
(D) remunerar serviço público prestado pelo Poder Público 
e o preço remunerar serviço público delegado a particular. 
(E) remunerar poder de polícia e o preço remunerar 
serviço público indivisível. 
LETRA A 
A taxa remunera serviço público e não obra pública 
(contribuição de melhoria). 
Já o preço público ou tarifa remunera o concessionário ou 
permissionário de serviço público ou pessoa jurídica de direito 
público. 
 
 
 
 
 
 
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Portanto, incorreta. 
LETRA B 
A taxa deve ser fixada por lei. 
Portanto, incorreta. 
LETRA C 
A taxa é classificada como receita derivada de natureza 
tributária; enquanto o preço público é classificado como receita 
originária de natureza não tributária. 
Portanto, incorreta. 
LETRA D 
A taxa remunera serviço público prestado pelo Poder Público e 
o preço remunera serviço público delegado a particular. 
Portanto, correta. 
LETRA E 
O preço público não remunera serviço público indivisível. 
Portanto, incorreta. 
25. (FCC/APOF/SP/2010). Um tributo que remunera o 
exercício regular do poder de polícia consistente na 
concessão de alvará de construção é da espécie 
(A) imposto. 
(B) contribuição de interesse de categoria econômica. 
(C) taxa. 
(D) tarifa. 
(E) contribuição de segurança pública. 
O tributo que remunera o exercício regular do poder de polícia 
consistente na concessão de alvará de construção é da espécie taxa. 
26. (ESAF/AFRFB/2010) Sobre as taxas, podemos 
afirmar, exceto, que: 
 
 
 
 
 
 
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a) o fato gerador da taxa não é um fato do contribuinte, 
mas um fato do Estado; este exerce determinada atividade, 
e por isso cobra a taxa das pessoas que dela se aproveitam. 
b) a atuação estatal referível, que pode ensejar a cobrança 
de taxa, pode consistir no exercício regular do poder de 
polícia. 
c) a atuação estatal referível, que pode ensejar a cobrança 
de taxa, pode consistir na prestação ao contribuinte, ou na 
colocação à disposição deste, de serviço público específico, 
divisível ou não. 
d) as atividades gerais do Estado devem ser financiadas 
com os impostos, e não com as taxas. 
e) o poder de polícia, que enseja a cobrança de taxa, 
considera-se regular quando desempenhado pelo órgão 
competente e nos limites da lei aplicável, com observância 
do processo legal e, tratando-se de atividade que a lei tenha 
como discricionária, sem abuso ou desvio de poder. 
Letra (A). O fato gerador da taxa não é um fato do contribuinte 
(por exemplo, auferir renda ou possuir propriedade imobiliária rural), 
mas um fato do Estado, que é o exercício do poder de polícia ou a 
prestação de serviço público específico e divisível. Logo, correta. 
Letra (B). O fato gerador da taxa pode ser o exercício do poder 
de polícia (art. 145, §2°, CF). Logo, correta. 
Letra (C). A cobrança de taxas pressupõe, no caso de serviços 
públicos, sua utilização, potencial ou efetiva. E que os serviços sejam 
sempre específicos e divisíveis, sendo prestados ao contribuinte ou 
postos a sua disposição (art. 145, §2°, CF). Logo, incorreta. 
Letra (D). Segundo entendimento consagrado no STF (ADI 
1.942-MC, ADI 2.424), as atividades ou serviços gerais do Estado 
(por exemplo, prestados por órgãos de Segurança Pública) devem ser 
financiadas com os impostos, e não com as taxas, pois não são 
serviços públicos específicos e divisíveis. Logo, correta. 
Letra (E). De acordo com o parágrafo único do art. 78 do CTN, 
considera-se regular o exercício do poder de polícia quandodesempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável, 
com observância do processo legal e, tratando-se de atividade que a 
lei tenha como discricionária, sem abuso ou desvio de poder. Logo, 
correta. 
 
 
 
 
 
 
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27. (FEPESE/2008/Prefeitura Municipal de Balneário 
Camboriú/Fiscal da Fazenda) Sobre os princípios gerais 
constitucionais do sistema tributário nacional, assinale a 
alternativa incorreta: 
(A) As taxas não poderão ter base de cálculo própria de 
impostos. 
(B) Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal 
e serão graduados segundo a capacidade econômica do 
contribuinte. 
(C) As contribuições sociais e de intervenção no domínio 
econômico não incidirão também sobre a importação de 
produtos estrangeiros ou serviços. 
(D) A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios 
poderão instituir taxas, em razão do exercício do poder de 
polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços 
públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte 
ou postos a sua disposição. 
(E) Lei complementar poderá estabelecer critérios especiais 
de tributação, com o objetivo de prevenir desequilíbrios da 
concorrência, sem prejuízo da competência de a União, por 
lei, estabelecer normas de igual objetivo. 
As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos, 
de acordo com o art. 145, §2°, da CF. Logo, correta a letra “a”. 
Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e 
serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte, de 
acordo com o art. 145, §1°, da CF. Logo, correta a letra “b”. 
As contribuições sociais e de intervenção no domínio 
econômico incidirão sobre a importação de produtos estrangeiros ou 
serviços e não incidirão sobre as receitas decorrentes de 
exportação, de acordo com o art. 149, §2°, I e II, da CF. Logo, 
incorreta a letra “c”. 
A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão 
instituir taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou pela 
utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e 
divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição, de 
acordo com o art. 145, II, da CF. Logo, correta a letra “d”. 
Lei complementar poderá estabelecer critérios especiais de 
tributação, com o objetivo de prevenir desequilíbrios da concorrência, 
sem prejuízo da competência de a União, por lei, estabelecer normas 
 
 
 
 
 
 
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de igual objetivo, de acordo com o art. 146-A, da CF. Logo, correta a 
letra “e”. 
28. (FEPESE/2008/Prefeitura Municipal de 
Florianópolis/Consultor Jurídico) O tributo cuja 
obrigação tem por fato gerador uma situação independente 
de qualquer atividade estatal específica, relativa ao 
contribuinte, denomina-se: 
(A) Taxa. 
(B) Tarifa. 
(C) Imposto. 
(D) Contribuição social. 
(E) Contribuição de melhoria. 
Segundo o art. 16 do CTN, o tributo cuja obrigação tem por 
fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal 
específica, relativa ao contribuinte, denomina-se imposto. 
Logo, correta a letra “c”. 
CAPÍTULO IV CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA
A contribuição de melhoria pode ser instituída pela União, 
pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de 
suas respectivas atribuições. 
De fato, tal como nas taxas, a competência tributária para a 
criação da contribuição de melhoria foi repartida entre os entes 
federativos. 
Nessa medida, a contribuição de melhoria é instituída para 
fazer face ao custo de obras públicas de que decorra valorização 
imobiliária, tendo como limite total a despesa realizada e como 
limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para 
cada imóvel beneficiado, conforme disciplinado no art. 81, do CTN. 
Segunda CF/88, a contribuição de melhoria deve ser exigida 
em decorrência de obra pública (art. 145, III). 
Entretanto, apesar do laconismo da CF/88, a contribuição de 
melhoria só deve ser cobrada em decorrência de obra pública que 
cause valorização imobiliária, conforme entendimento 
predominante na doutrina e jurisprudência. 
 
 
 
 
 
 
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Deste modo, o fato gerador ou hipótese de incidência da 
contribuição de melhoria consiste em obter (auferir) valorização 
imobiliária, decorrente de obra pública. Esta valorização imobiliária 
é chamada de mais valia por alguns autores. 
Observamos, portanto, que as contribuições de melhoria estão 
vinculadas a uma atuação estatal, referida ao contribuinte, que é a 
realização de obra pública que motive a valorização do imóvel. 
Portanto, a contribuição de melhoria é um tributo vinculado. 
Com base neste fundamento, a doutrina entende que a 
contribuição de melhoria observa o postulado da vedação (proibição) 
ao enriquecimento sem causa, uma vez que apenas determinado 
grupo de proprietários são beneficiados com a valorização imobiliária 
decorrente da obra pública. 
Por exemplo, não se observa o fundamento ético-jurídico do 
não enriquecimento injusto na hipótese de determinado grupo 
enriquecer com a valorização imobiliária decorrente da realização de 
obra pública custeada por toda a sociedade, sem a cobrança de 
contribuição de melhoria. 
Nessa medida, a contribuição de melhoria se distingue de 
outras espécies tributárias, pois a (i) base de cálculo é exatamente o 
valor (quantum debeatur) que acresceu ao imóvel do contribuinte em 
razão da obra pública e (ii) não se vislumbra exigência constitucional 
específica para o produto de sua arrecadação (arrecadação não-
vinculada). 
Com efeito, em relação aos recursos provenientes da cobrança 
das contribuições de melhoria não existe previsão normativa para sua 
destinação, podendo servir para cobrir despesas gerais do Estado. 
Neste contexto, a contribuição de melhoria tem como fato 
gerador o acréscimo do valor do imóvel localizado nas áreas 
beneficiadas direta ou indiretamente por obras públicas, sendo que 
responde pelo pagamento deste tributo o proprietário do imóvel ao 
tempo do seu lançamento, e esta responsabilidade se transmite aos 
adquirentes e sucessores, a qualquer título, do domínio do imóvel. 
Ademais, executada a obra de melhoramento na sua totalidade 
ou em parte suficiente para beneficiar determinados imóveis, 
pode a contribuição de melhoria ser cobrada. 
Deste modo, a cobrança ou a arrecadação da contribuição de 
 
 
 
 
 
 
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melhoria deve ser feita depois da realização da obra pública (na sua 
totalidade ou em parte). 
Por outro lado, ressaltamos que a lei que instituir à contribuição 
de melhoria observará os seguintes requisitos mínimos (art. 82 do 
CTN): 
• Publicação prévia dos seguintes elementos: (a) memorial 
descritivo do projeto; (b) orçamento do custo da obra; (c)
determinação da parcela do custo da obra a ser financiada pela 
contribuição; (d) delimitação da zona beneficiada; (e) 
determinação do fator de absorção do benefício da valorização 
para toda a zona ou para cada uma das áreas diferenciadas, 
nela contidas; 
• Fixação de prazo não inferior a 30 (trinta) dias, para 
impugnação pelos interessados, de qualquer dos elementos 
referidos no item anterior; 
• Regulamentação do processo administrativo de instrução e 
julgamento da impugnação pelos interessados, sem prejuízo da 
sua apreciação judicial. 
Neste sentido, a contribuição relativa a cada imóvel será 
determinada pelo rateio da parcela do custo da obra a ser financiada 
pela contribuição, pelos imóveis situados na zona beneficiada em 
função dos respectivosfatores individuais de valorização. 
Por fim, registramos que por ocasião do respectivo lançamento, 
cada contribuinte deverá ser notificado do montante da contribuição, 
da forma e dos prazos de seu pagamento e dos elementos que 
integram o respectivo cálculo. 
 
Vamos colocar a mão na massa: 
 
1. “A contribuição de melhoria, decorrente de obras 
públicas, poderá ser cobrada pelo ente executor da obra 
da qual os contribuintes tenham-se beneficiado, ou, no 
caso de omissão deste, pela União” (ESAF/IRB/2006). 
A primeira questão é falsa, porque a contribuição de melhoria, 
decorrente de obras públicas, pode ser cobrada pelo ente público 
executor da obra da qual os contribuintes tenham-se beneficiado, 
mas não, no caso de omissão deste, pela União. 
2. (ESAF/AFTE/PA/2002) Identifique, nas opções abaixo, 
o tributo cujo fundamento ético-jurídico é o não 
 
 
 
 
 
 
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enriquecimento injusto. 
a) imposto. 
b) taxa. 
c) empréstimo compulsório. 
d) contribuição social. 
e) contribuição de melhoria. 
A segunda é a letra “e”. 
3. “O texto constitucional (art. 145, III) deixou de se 
referir expressamente à valorização imobiliária, ao cogitar 
de contribuição de melhoria. Com isso, o acréscimo do 
valor do imóvel localizado nas áreas beneficiadas direta 
ou indiretamente por obras públicas ainda figura como 
fato gerador da contribuição” (ESAF/AFRF 2002). 
A terceira questão é verdadeira, porque o fato gerador ou 
hipótese de incidência da contribuição de melhoria ainda consiste em 
obter valorização imobiliária, decorrente de obra pública. 
4. “Os Estados não têm competência para a instituição de 
contribuições de melhoria” (ESAF/AFTE/MS 2001). 
A quarta questão é falsa, pois a contribuição de melhoria pode 
ser instituída pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos 
Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições. 
5. (ESAF/AFTE/MS 2001) Em matéria tributária, é correto 
afirmar-se que: 
a) Somente a União pode instituir impostos com 
fundamento no exercício regular do poder de polícia. 
b) Os Estados e o Distrito Federal têm competência para 
instituir empréstimo compulsório. 
c) A contribuição de melhoria é devida em função da 
prestação de serviços públicos divisíveis. 
d) As taxas têm que ter bases de cálculo diferentes das 
dos impostos. 
e) As contribuições sociais decorrem da realização de 
obras públicas que promovam a valorização imobiliária 
privada. 
A quinta questão é a letra “d”, pois as taxas têm que ter bases 
de cálculo diferentes das dos impostos (art. 145, §2º, da CF/88). 
6. “A contribuição de melhoria pode ser cobrada quando a 
 
 
 
 
 
 
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construção de obra pública trouxer qualquer benefício 
para o contribuinte” (CESPE/Procurador Federal/2004). 
A sexta questão é falsa, porque a contribuição de melhoria não 
pode ser cobrada quando a construção de obra pública trouxer 
qualquer benefício para o contribuinte, mas apenas quando trouxer o 
benefício da valorização imobiliária. 
7. “A Constituição de 1988 não estabelece que o limite 
total da contribuição de melhoria seja o valor da despesa 
realizada pela obra pública que lhe deu causa” 
(ESAF/PFN/1998). 
A sétima questão é verdadeira, uma vez que é o art. 81, do 
CTN, e não a CF/88 que estabelece que o limite total da contribuição 
de melhoria seja o valor da despesa realizada pela obra pública que 
lhe deu causa. 
8. (FGV/Fiscal de Rendas/RJ/2008) O Estado do Rio 
de Janeiro decidiu instituir tributo relativo à construção de 
rede de esgotos, com lançamento ao mar por emissário 
submarino construído com dotação orçamentária 
específica. O tributo aludido: 
(A) só poderá ser uma contribuição de melhoria.
(B) não poderá ser instituído, por ser devida, no caso, 
apenas a cobrança de tarifa. 
(C) é de competência privativa conforme classificação 
doutrinária. 
(D) deve ser imposto, uma vez que tal serviço não é 
específico nem divisível. 
(E) só poderá ser uma taxa, por vinculado à prestação de 
serviço específico e divisível. 
A oitava questão é letra “a”. 
Esta questão é difícil. 
O candidato deve prestar atenção no enunciado que 
estabelece algumas dicas importantes: (i) O Estado do Rio de Janeiro 
decidiu instituir tributo relativo à construção de rede de esgotos, 
então não pode ser taxa, uma vez que a construção de redes de 
esgoto não é serviço público específico e divisível; (b) Com 
lançamento ao mar por emissário submarino construído com 
dotação orçamentária específica, então também não pode ser 
imposto, eis que este, em princípio, não pode ter arrecadação 
 
 
 
 
 
 
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vinculada (vamos estudar o assunto ainda na aula de hoje). 
Assim, só poderá ser cobrado pela espécie tributária conhecida 
como contribuição de melhoria. 
9. (FCC/Procurador municipal/Recife/2008) NÃO se 
inclui entre as características do tributo contribuição de 
melhoria: 
(A) ter competência comum para instituição. 
(B) ser vinculada a uma atividade estatal. 
(C) ter por fato gerador a obra pública de que decorre 
valorização imobiliária. 
(D) ser instituída para fazer frente à obra pública a ser 
iniciada após sua arrecadação. 
(E) ter por base de cálculo o quantum da valorização dos 
imóveis adjacentes à obra. 
A nona questão é letra “d”. São características do tributo 
contribuição de melhoria: (a) ter competência comum para 
instituição; (b) ser vinculada a uma atividade estatal; (c) ter por fato 
gerador a obra pública de que decorre valorização imobiliária; (e) ter 
por base de cálculo o quantum da valorização dos imóveis adjacentes 
à obra. 
Todavia, a contribuição de melhoria só deve ser instituída para 
fazer frente à obra pública já iniciada. Como afirmei na aula, a 
cobrança ou a arrecadação da contribuição de melhoria deve ser feita 
depois da realização da obra pública (na sua totalidade ou em parte). 
10. (FUNDATEC/Agente Tributário/Caxias do 
Sul/2004) Acerca das espécies tributárias, julgue as 
seguintes assertivas: 
I - Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato 
gerador uma situação independente de qualquer atividade 
estatal específica, relativa ao contribuinte. 
II - Em algumas situações, as taxas podem ter base de 
cálculo própria de impostos. 
III - A contribuição de melhoria é cobrada quando ocorre 
valorização de um imóvel, decorrente de obras públicas. 
Quais estão corretas? 
A) Apenas a I. 
B) Apenas a I e a II. 
C) Apenas a I e a III. 
D) Apenas a II e a III. 
E) A I, a II e a III. 
 
 
 
 
 
 
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A décima questão é a letra “c”, pois os itens I e III estão 
certos. 
O item II está incorreto, pois as taxas não podem ter base de 
cálculo própria de impostos em nenhuma situação (CF, art. 145, §2°) 
11. (FGV/FISCAL DE RENDAS/RJ/2009) A contribuição 
de melhoria é instituída para fazer face ao custo de obras 
públicas de que decorra valorização imobiliária, tendo como 
limite total a despesa realizada e como limite individual o 
acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel 
beneficiado. 
É verdadeira, de acordo com o art. 81 do CTN, pois a 
contribuição de melhoria é instituída para fazer face ao custo de 
obras públicas de que decorra valorização imobiliária, tendo como 
limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo 
de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado. 
12. (FCC/Defensoria Pública/Pará/2010) Município 
institui contribuição de melhoria no valor de trezentos 
reais, para todos os contribuintes,em razão de obra 
pública de calçamento de vias públicas municipais 
realizada no exercício de 2008. Esta contribuição de 
melhoria é 
(A) devida, por ter por fato gerador obra pública. 
(B) devida, porque o Município tem direito a se 
reembolsar das obras públicas que beneficiam os 
moradores, sob pena de enriquecimento sem causa 
destes. 
(C) indevida, porque deveria ter sido cobrada antes da 
realização da obra. 
(D) indevida, porque obra de calçamento público não 
pode ser cobrada dos moradores. 
(E) indevida, porque não está sendo cobrada de 
maneira individualizada em razão da valorização 
imobiliária, deixando de considerar o quantum que cada 
imóvel teve de valorização em razão da obra pública. 
A contribuição de melhoria é devida para fazer face ao custo 
de obras públicas de que decorra valorização imobiliária, tendo como 
limite total a despesa realizada e como limite individual o 
acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel 
beneficiado (art. 81, do CTN). 
 
 
 
 
 
 
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Assim, a contribuição de melhoria só deve ser cobrada em 
decorrência de obra pública que cause valorização imobiliária. 
Deste modo, o fato gerador ou hipótese de incidência da contribuição 
de melhoria consiste em obter (auferir) valorização imobiliária, 
decorrente de obra pública. 
LETRA A 
A contribuição de melhoria não é devida, por ter apenas por 
fato gerador obra pública, uma vez que é cobrada incorretamente de 
todos os contribuintes e não daqueles que obtiveram valorização 
imobiliária. 
Portanto, incorreta. 
LETRA B 
O Município tem direito a se reembolsar das obras públicas 
que beneficiam os moradores, sob pena de enriquecimento sem 
causa destes. Todavia, o enunciado da questão disserta sobre 
cobrança de todos os contribuintes. 
Portanto, incorreta. 
LETRA C 
A contribuição de melhoria não é indevida, porque deveria ter 
sido cobrada antes da realização da obra. O entendimento doutrinário 
dominante é que a cobrança ou a arrecadação da contribuição de 
melhoria deve ser feita depois da realização da obra pública (na sua 
totalidade ou em parte), pois a contribuição de melhoria tem como 
fato gerador o acréscimo do valor do imóvel localizado nas áreas 
beneficiadas por obras públicas. 
Portanto, incorreta. 
LETRA D 
A contribuição de melhoria não é indevida, porque obra de 
calçamento público não pode ser cobrada dos moradores, eis que 
esta obra pública pode valorizar o imóvel de cada particular. 
Portanto, incorreta. 
 
 
 
 
 
 
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LETRA E 
A contribuição de melhoria é realmente indevida, porque não 
está sendo cobrada de maneira individualizada em razão da 
valorização imobiliária, deixando de considerar o quantum que cada 
imóvel teve de valorização em razão da obra pública. Corretíssima 
esta afirmativa. 
13. (FCC/Auditor/TCE/AM/2007) Um dos atributos 
que diferenciam as taxas das contribuições de melhoria 
é o fato de que as taxas 
(A) são facultativas, enquanto que as contribuições de 
melhoria remuneram serviços públicos específicos e 
indivisíveis, ainda que somente postos à disposição do 
usuário. 
(B) não dizem respeito a nenhuma atividade estatal 
específica, ao passo que as contribuições de melhoria 
apresentam o atributo da referibilidade. 
(C) remuneram serviços públicos específicos e 
indivisíveis, ao passo que as contribuições de melhoria 
remuneram serviços públicos específicos e divisíveis. 
(D) são cobradas pela prestação de serviços públicos, 
ainda que somente postos à disposição do usuário, ao 
passo que o pagamento das contribuições de melhoria 
é facultativo. 
(E) remuneram serviços públicos, ao passo que as 
contribuições de melhoria têm como contrapartida a 
valorização imobiliária em decorrência da realização de 
obras públicas. 
LETRA A 
As taxas não são facultativas e remuneram serviços públicos 
específicos e divisíveis, ainda que somente postos à disposição do 
usuário. 
Já as contribuições de melhoria remuneram uma atuação 
estatal, referida ao contribuinte, que é a realização de obra pública 
que motive a valorização imobiliária. 
Portanto, incorreta. 
LETRA B 
 
 
 
 
 
 
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As taxas dizem sim respeito a uma atividade estatal específica, 
que é o exercício regular do poder de polícia, ou a utilização, efetiva 
ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado ao 
contribuinte ou posto à sua disposição. 
Já as contribuições de melhoria também apresentam o 
atributo da referibilidade a contribuintes determinados, que são 
aqueles que tiveram valorização imobiliária decorrente de uma 
atividade estatal de realização de obra pública. 
Portanto, incorreta. 
LETRA C 
As taxas remuneram serviços públicos específicos e 
divisíveis, ao passo que as contribuições de melhoria uma atuação 
estatal, referida ao contribuinte, que é a realização de obra 
pública que motive a valorização imobiliária. 
Portanto, incorreta. 
LETRA D 
As taxas são cobradas pela prestação de serviços públicos, 
específicos e divisíveis, ainda que somente postos à disposição do 
usuário, ao passo que o pagamento das contribuições de melhoria é 
obrigatório, porque se trata de um tributo. 
Portanto, incorreta. 
LETRA E 
As taxas remuneram serviços públicos, ao passo que as 
contribuições de melhoria têm como contrapartida a valorização 
imobiliária em decorrência da realização de obras públicas. 
Portanto, correta. 
14. (FEPESE/2008/Prefeitura Municipal de 
Florianópolis/Consultor Jurídico) Considere Falsas ( F ) 
ou Verdadeiras ( V ) as seguintes afirmações: 
I. A contribuição de melhoria cobrada pelo Município tem 
como fato gerador o exercício regular do poder de polícia, 
ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público 
 
 
 
 
 
 
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específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à 
sua disposição. 
II. Considera-se poder de polícia atividade da administração 
pública que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou 
liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em 
razão de interesse público. 
III. Considera-se regular o exercício do poder de polícia 
quando desempenhado pelo órgão competente nos limites 
da lei aplicável, com observância do processo legal e, 
tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária, 
sem abuso ou desvio de poder. 
IV. As taxas cobradas pelo Município são instituídas para 
fazer face ao custo de obras públicas de que decorra 
valorização imobiliária. 
V. Por ocasião do lançamento do imposto, cada contribuinte 
deverá ser notificado do seu montante, da forma e dos 
prazos de seu pagamento e dos elementos que integram o 
respectivo cálculo. 
Assinale a seqüência correta: 
(A) V – V – F – V – F. 
(B) V – F – V – F – V. 
(C) F – F – F – V – V. 
(D) F – F – V – F – V. 
(E) F – V – V – F – F. 
ITEM I. A taxa cobrada pelo Município tem como fato gerador 
o exercício regular do poder de polícia, ou a utilização, efetiva ou 
potencial, de serviço público específico e divisível, prestado ao 
contribuinte ou posto à sua disposição. Logo, falsa. 
ITEM II. Considera-se poder de polícia atividade da 
administração pública que, limitando ou disciplinando direito, 
interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, 
em razão de interesse público, de acordo com o art. 78 do CTN. Logo, 
verdadeira. 
ITEM III. Considera-se regular o exercício do poder de polícia 
quando desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei 
aplicável,com observância do processo legal e, tratando-se de 
atividade que a lei tenha como discricionária, sem abuso ou desvio de 
poder, de acordo com a literalidade do parágrafo único do art. 78 do 
CTN. Logo, verdadeira. 
 
 
 
 
 
 
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ITEM IV. As contribuições de melhoria cobradas pelo 
Município são instituídas para fazer face ao custo de obras públicas de 
que decorra valorização imobiliária. Logo, falsa. 
ITEM V. Por ocasião do lançamento do imposto, segundo o art. 
142 do CTN, a autoridade administrativa deve determinar a matéria 
tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito 
passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. 
Ressalta-se também o lançamento por homologação, que ocorre 
quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever 
de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade 
administrativa (art. 150 do CTN). Ou seja, não é regra geral que cada 
contribuinte seja notificado do seu montante, da forma e dos prazos 
de seu pagamento. Logo, falsa. 
Portanto, a alternativa correta é a letra “e” (F – V – V – F – F). 
CAPÍTULO V EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO
Diferentemente dos impostos, das taxas e das contribuições de 
melhoria, o empréstimo compulsório é tributo de competência 
exclusiva da União. 
Conforme o art. 148 da CF/88, a União, mediante lei 
complementar, poderá instituir empréstimos compulsórios nas 
seguintes hipóteses: (a) Para atender a despesas extraordinárias, 
decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou sua 
iminência; (b) No caso de investimento público de caráter urgente e 
de relevante interesse nacional, observados os princípios da 
anterioridade anual e o da anterioridade nonagesimal (noventena). 
No que se refere ao CTN, o art. 15 dispõe que apenas a União 
pode instituir empréstimos compulsórios, nos seguintes casos 
excepcionais: a) guerra externa, ou sua iminência; b) calamidade 
pública que exija auxílio federal impossível de atender com os 
recursos orçamentários disponíveis e c) conjuntura que exija a 
absorção temporária de poder aquisitivo. 
Destacamos com veemência que não pode ser mais 
considerado como pressuposto para a criação de empréstimo 
compulsório a conjuntura que exija a absorção temporária de 
poder aquisitivo (art. 15, III, do CTN), uma vez que tal pressuposto 
não foi recepcionado pela CF/88. 
 
 
 
 
 
 
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Isto é, não pode existir a criação de empréstimo compulsório 
para atender a hipótese de conjuntura que exija a absorção 
temporária de poder aquisitivo, mas somente nos casos 
constitucionalmente especificados de calamidade pública, ou de 
guerra externa (ou sua iminência) ou de investimento público de 
caráter urgente e de relevante interesse nacional. 
Urge dissertar também que aplicação dos recursos provenientes 
de empréstimo compulsório será vinculada à despesa que 
fundamentou sua instituição. Portanto, é um tributo de arrecadação 
vinculada. 
Observamos também que não há indicação do fato gerador do 
empréstimo compulsório pela CF/88, mas sim indicação dos 
pressupostos necessários para a sua legítima instituição, que são: (i) 
calamidade pública; (ii) a guerra externa ou sua iminência e o (iii) 
investimento público de caráter urgente e de relevante interesse 
nacional. 
 
Assim, embora as circunstâncias fáticas ou pressupostos 
dispostos na CF/88 não se confundam com o fato gerador ou a 
hipótese de incidência do empréstimo compulsório, são os 
pressupostos que autorizam a sua criação, sendo que a lei 
complementar ao instituir o empréstimo poderá valer-se dos fatos 
geradores dos tributos já existentes da União (bem, renda, 
patrimônio) ou então deverá dotar materialidade nova de tributação 
(novo fato gerador), podendo licitamente ocorrer à bitributação ou o 
bis in idem. 
Nessa esteira, o empréstimo compulsório pode ser um tributo 
não-vinculado ou um tributo vinculado, dependendo do fato gerador 
instituído pela lei complementar. 
Portanto, quando o empréstimo compulsório for criado é que 
vamos saber se ele é tributo vinculado ou não-vinculado, uma vez 
que a lei complementar da União (competente para instituição do 
empréstimo compulsório) é livre no que se refere à escolha do seu 
fato gerador. 
Por exemplo, o empréstimo compulsório criado em 1986 sobre 
aquisição de automóveis e sobre o consumo de gasolina e álcool 
combustível foi um tributo não-vinculado, pois os seus fatos 
geradores (aquisição de automóveis e consumo de gasolina e álcool 
combustível) foram situações independentes de qualquer atividade 
estatal específica, relativa ao contribuinte. 
 
 
 
 
 
 
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Do mesmo modo, o empréstimo compulsório criado em 1962 
sobre o consumo de energia elétrica foi também um tributo não-
vinculado, uma vez que o seu fato gerador (consumo de energia 
elétrica) é uma situação independente de qualquer atividade estatal 
específica, relativa ao contribuinte. 
De fato, todos os empréstimos compulsórios criados no Brasil 
até agora foram tributos não-vinculados, pois em virtude da liberdade 
conferida ao legislador no que tange a escolha do fato gerador, este 
mesmo legislador optou pela via mais fácil, que é a não necessidade 
de determinada atividade estatal específica referente ao contribuinte. 
Outra característica relevante dos empréstimos compulsórios, é 
que o Estado deve restituir ao particular, ao cabo de determinado 
período especificado na lei complementar, o montante que foi por ele 
recolhido ao erário (cofres públicos), a título de empréstimo 
compulsório. A restituição deverá ser feita em moeda corrente, 
quando esta for o objeto do empréstimo. 
Dessa forma, algumas singularidades do empréstimo 
compulsório são: 
• Destinação do produto de sua arrecadação ao custeio das 
despesas extraordinárias que autorizaram a sua instituição 
(arrecadação vinculada); 
• Apenas lei complementar da União pode instituí-lo; 
• Pode ser um tributo vinculado ou um tributo não-vinculado, 
dependendo da natureza do fato gerador especificado na lei 
complementar; 
• Deve existir restituição do respectivo empréstimo ao 
contribuinte; 
• A CF não indica os seus fatos geradores, mas apenas os 
pressupostos necessários para a sua legítima instituição. 
Vamos juntos acertar as questões: 
1. “A aplicação dos recursos provenientes de empréstimos 
compulsórios será preferencialmente vinculada à despesa 
que fundamentou sua instituição” (ESAF/IRB/2006). 
2. “A aplicação dos recursos provenientes de empréstimo 
compulsório não será vinculada à despesa que 
fundamentou sua instituição” 
(ESAF/AUDITOR/TCE/GO 2007). 
 
 
 
 
 
 
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A primeira e a segunda são falsas, pois a aplicação dos 
recursos provenientes de empréstimos compulsórios será 
obrigatoriamente e não preferencialmente vinculada à despesa que 
fundamentou sua instituição. 
3. “A instituição de empréstimos compulsórios requer lei 
complementar da União, dos Estados ou do Distrito 
Federal, conforme competência que a Constituição 
confere a cada um desses entes da Federação” 
(ESAF/AFPS/2002). 
A terceira é falsa, porque somente lei complementar da União 
pode instituir o empréstimo compulsório. 
 
4. (ESAF/AFTE/MS/2001) Com referência à instituição de 
empréstimos compulsórios, assinale abaixo a assertiva 
correta. 
a) O empréstimo compulsório não é uma espécie de 
tributo, não estando sujeito à exigência de prévia 
autorização orçamentária. 
b) A União pode instituí-lo por meiode lei ordinária 
federal. 
c) Cabe à lei complementar definir as hipóteses 
excepcionais para sua instituição. 
d) Aos empréstimos compulsórios aplicam-se as 
disposições constitucionais relativas aos tributos e às 
normas gerais de Direito Tributário. 
e) A competência para instituir empréstimos compulsórios 
é da União, podendo ser excepcionalmente atribuída ao 
Distrito Federal. 
A quarta questão é letra “d”. A letra “a” é incorreta, porque o 
empréstimo compulsório é uma espécie de tributo. A letra “b” é 
incorreta, porque a União apenas pode instituí-lo por meio de lei 
complementar. A letra “c” é incorreta, porque cabe a CF/88 definir as 
hipóteses (pressupostos) excepcionais para sua instituição, quais 
sejam: (i) calamidade pública; (ii) a guerra externa ou sua iminência 
e o (iii) investimento público de caráter urgente e de relevante 
interesse nacional. Por isso, não pode ser mais considerado como 
pressuposto para a criação de empréstimo compulsório a conjuntura 
que exija a absorção temporária de poder aquisitivo, disposto no art. 
15, III, do CTN, que é lei complementar. A letra “e” também é 
incorreta, porque a competência para instituir empréstimos 
compulsórios é apenas da União. 
 
 
 
 
 
 
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5. (ESAF/Analista/CE/2006) Sobre os empréstimos 
compulsórios, espécie de tributo da competência da 
União, é incorreto afirmar-se que 
a) podem ser instituídos para atender a despesas 
extraordinárias decorrentes de calamidade pública. 
b) podem ser instituídos para o custeio de investimento 
público de caráter urgente. 
c) depende a sua instituição, em alguns casos, da edição 
de lei complementar. 
d) a aplicação dos recursos provenientes da sua 
arrecadação será integralmente vinculada à despesa que 
tenha fundamentado a sua instituição. 
e) poderão, ou não, sujeitar-se ao princípio constitucional 
da anterioridade (conforme a hipótese que tenha 
motivado a sua instituição). 
A quinta questão é letra “c”, pois depende a instituição do 
empréstimo compulsório, em todos os casos, da edição de lei 
complementar da União. 
6. No caso de investimento público de caráter urgente e 
de relevante interesse nacional, a União está autorizada a 
instituir empréstimo compulsório e cobrá-lo a partir do 
ano em que for publicada a lei complementar que o criar 
(ESAF/IRB/2004). 
A sexta questão é falsa, porque no caso de investimento 
público de caráter urgente e de relevante interesse nacional, a União 
está autorizada a instituir empréstimo compulsório, mas apenas pode 
cobrá-lo no ano posterior em que for publicada a lei complementar 
que o criar (observância do princípio da anterioridade anual). 
7. (ESAF/AFRF/2002) A assertiva errada, entre as 
constantes abaixo, é a que afirma que 
a) a instituição de empréstimos compulsórios só pode ser 
feita por lei complementar. 
b) um dos fundamentos possíveis do empréstimo 
compulsório é a calamidade pública. 
c) a simples iminência de guerra externa pode justificar a 
instituição de empréstimos compulsórios. 
d) no caso de investimento público de relevante interesse 
nacional e de caráter urgente não se aplica o princípio da 
anterioridade. 
e) os recursos provenientes de empréstimo compulsório 
 
 
 
 
 
 
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só podem ser aplicados para atender à despesa que tiver 
fundamentado a sua instituição. 
A sétima questão é letra “d”, porque no caso de investimento 
público de caráter urgente e de relevante interesse nacional se aplica 
o princípio da anterioridade. 
8. (ESAF/AFTE/MS/2001) Para atender a despesas 
extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, a 
União pode instituir: 
a) imposto extraordinário. 
b) imposto seletivo. 
c) taxa especial. 
d) empréstimo compulsório. 
e) imposto emergencial progressivo. 
A oitava questão é letra “d”. 
9. A União pode instituir empréstimo compulsório para 
resgatar sua dívida interna (ESAF/TTN/1997). 
10. (FGV/Procurador de Contas/RJ/2008) Segundo 
a Constituição, o empréstimo compulsório tem os 
seguintes fatos geradores: guerra externa, ou sua 
iminência, calamidade pública que exija auxílio federal 
impossível de atender com os recursos orçamentários 
disponíveis e a conjuntura que exija a absorção 
temporária de poder aquisitivo. 
Já a nona e a décima questões são falsas, porque a União 
somente pode instituir empréstimo compulsório conforme os 
pressupostos constitucionais, que são: (i) calamidade pública; (ii) a 
guerra externa ou sua iminência e o (iii) investimento público de 
caráter urgente e de relevante interesse nacional. Além disso, estes 
pressupostos constitucionais não podem ser confundidos com os fatos 
geradores do empréstimo compulsório. 
11. (FGV/FISCAL DE RENDAS/RJ/2008) A respeito dos 
empréstimos compulsórios, assinale a afirmativa incorreta. 
(A) A competência para a instituição de empréstimo 
compulsório é exclusiva da União Federal. 
(B) Os empréstimos compulsórios podem ser instituídos por 
medida provisória, desde que haja relevância e urgência. 
(C) Lei complementar não pode estabelecer situações de 
cabimento para instituição de empréstimo compulsório. 
 
 
 
 
 
 
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(D) O empréstimo compulsório vinculado à calamidade 
pública é excepcionado do princípio da anterioridade. 
(E) Só podem ser instituídos empréstimos compulsórios no 
caso de guerra externa, ou sua iminência, calamidade 
pública e investimento público de caráter urgente e 
relevante interesse nacional. 
A letra “a” é verdadeira, pois a competência para a instituição 
de empréstimo compulsório é exclusiva da União Federal (art. 148 da 
CF/88). 
A letra “b” é incorreta, eis que os empréstimos compulsórios 
só podem ser instituídos por lei complementar. 
A letra “c” é verdadeira, uma vez que somente a Constituição 
Federal pode estabelecer situações de cabimento para instituição de 
empréstimo compulsório. 
A letra “d” é verdadeira, porque o empréstimo compulsório 
vinculado à calamidade pública é excepcionado do princípio da 
anterioridade (art. 148, I, da CF/88). 
A letra “e” é verdadeira, pois só podem ser instituídos 
empréstimos compulsórios no caso de guerra externa, ou sua 
iminência, calamidade pública e investimento público de caráter 
urgente e relevante interesse nacional (art. 148, I e II, da CF/88). 
12. (FGV/MPE/TC/RJ/2008) Segundo a Constituição, o 
empréstimo compulsório tem os seguintes fatos geradores: 
guerra externa, ou sua iminência, calamidade pública que 
exija auxílio federal impossível de atender com os recursos 
orçamentários disponíveis e a conjuntura que exija a 
absorção temporária de poder aquisitivo. 
É falsa, porque a União somente pode instituir empréstimo 
compulsório conforme os pressupostos constitucionais, que são: (i) 
calamidade pública; (ii) a guerra externa ou sua iminência e o (iii) 
investimento público de caráter urgente e de relevante interesse 
nacional. 
13. (FGV/JUIZ DE DIREITO/PA/2007) A adoção da 
teoria do “pentapartite” pelo STF implica a adoção de cinco 
modalidades de tributos previstos na Constituição Federal. 
Em conseqüência, a Súmula 418 do STF, que dispõe que “o 
empréstimo compulsório não é tributo, e sua arrecadação 
 
 
 
 
 
 
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não está sujeita à exigência constitucional de prévia 
autorização orçamentária”, perdeu sua eficácia. 
É verdadeira, de acordo com entendimento prevalecente 
atualmente na doutrina e no STF. 
14. (FGV/JUIZ DE DIREITO/PA/2007) A conjuntura que 
exija a absorção temporária de poder aquisitivo não pode 
ensejara cobrança de empréstimo compulsório pela União, 
tendo em vista que esse dispositivo do CTN não foi 
recepcionado pela Constituição Federal. 
É verdadeira, de acordo com entendimento prevalecente na 
doutrina e no STF, pois somente a Constituição Federal pode 
estabelecer os pressupostos necessários para instituição de 
empréstimo compulsório. 
15. (FCC/Auditor/TCE/SP/2008) Os empréstimos 
compulsórios 
(A) são tributos instituídos pela União, pelos Estados e 
pelo Distrito Federal. 
(B) podem ser criados por lei complementar com a 
finalidade de enxugamento da moeda em circulação na 
economia, desde que sejam restituídos no prazo de 
dois anos. 
(C) são instituídos por Decreto, para atender a 
despesas extraordinárias decorrentes de calamidade 
pública ou guerra externa ou sua iminência. 
(D) podem ser cobrados no mesmo exercício financeiro 
em que haja sido publicada a lei que os houver 
instituído em casos de despesas extraordinárias, 
decorrentes de calamidade pública ou guerra externa. 
(E) são tributos instituídos pela União, por meio de lei 
ordinária, observando-se o princípio da anterioridade. 
LETRA A 
Os empréstimos compulsórios são tributos instituídos somente 
pela União, conforme o art. 148, caput, da CF/88. 
Portanto, incorreta. 
LETRA B 
Conforme o art. 148 da CF/88, a União, mediante lei 
 
 
 
 
 
 
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complementar, poderá instituir empréstimos compulsórios apenas 
nas seguintes hipóteses: (i) Para atender a despesas extraordinárias, 
decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou sua 
iminência; (ii) No caso de investimento público de caráter urgente e 
de relevante interesse nacional, observados os princípios da 
anterioridade anual e o da anterioridade nonagesimal (noventena). 
No que se refere ao CTN, o art. 15 dispõe que apenas a União 
pode instituir empréstimos compulsórios, nos seguintes casos 
excepcionais: a) guerra externa, ou sua iminência; b) calamidade 
pública que exija auxílio federal impossível de atender com os 
recursos orçamentários disponíveis e c) conjuntura que exija a 
absorção temporária de poder aquisitivo. 
Destacamos que não pode ser mais considerado como 
pressuposto para a criação de empréstimo compulsório a conjuntura 
que exija a absorção temporária de poder aquisitivo (art. 15, 
III, do CTN), uma vez que tal pressuposto não foi recepcionado pela 
CF/88. 
Ou seja, não pode existir a criação de empréstimo compulsório 
para atender a hipótese de conjuntura que exija a absorção 
temporária de poder aquisitivo, mas somente nos casos 
constitucionalmente especificados de calamidade pública, ou de 
guerra externa (ou sua iminência) ou de investimento público de 
caráter urgente e de relevante interesse nacional. 
Portanto, incorreta. 
LETRA C 
Os empréstimos compulsórios são tributos instituídos somente 
por lei complementar. 
Portanto, incorreta. 
LETRA D 
Os empréstimos compulsórios podem ser cobrados no mesmo 
exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os houver 
instituído em casos de despesas extraordinárias, decorrentes de 
calamidade pública ou guerra externa, uma vez que, nesta hipótese, 
o art. 148, I, da CF/88, não exige observância ao princípio da 
anterioridade anual ou nonagesimal. 
 
 
 
 
 
 
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Portanto, correta. 
LETRA E 
Os empréstimos compulsórios são tributos instituídos pela 
União, por meio de lei complementar, observando-se os 
princípios da anterioridade anual e a anterioridade 
nonagesimal apenas no caso do art. 148, II, da CF/88, que é a 
hipótese de investimento público de caráter urgente e de relevante 
interesse nacional. 
Portanto, incorreta. Vamos detalhar o princípio da 
anterioridade na aula 3. 
16. (FCC/Advogado/Santos/2006) Os tributos 
consistentes na coleta de recursos para certas áreas de 
interesse do poder público, na Administração direta ou 
indireta, ou na atividade dos entes que colaboram com 
a Administração, tendo destinação certa e finalidade 
predeterminada; e aqueles instituídos no caso de 
investimento público de caráter urgente e de relevante 
interesse nacional, sendo qualificados pela promessa de 
restituição relacionam-se, respectivamente, 
(A) aos impostos gerais e às taxas. 
(B) às contribuições extrafiscais e às contribuições de 
melhoria. 
(C) aos empréstimos compulsórios e às contribuições 
especiais. 
(D) às contribuições sociais e aos empréstimos 
compulsórios. 
(E) às contribuições de movimentação financeira e às 
contribuições parafiscais. 
A resposta correta é a letra “d”, eis que às contribuições 
sociais são tributos consistentes na coleta de recursos para certas 
áreas de interesse do poder público, na Administração direta ou 
indireta, ou na atividade dos entes que colaboram com a 
Administração, tendo destinação certa e finalidade predeterminada. 
E os empréstimos compulsórios, de acordo com o art. 148, da 
CF/88, são de competência exclusiva da União, que, mediante lei 
complementar, poderá instituí-lo nas seguintes hipóteses: (a) Para 
atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade 
pública, de guerra externa ou sua iminência; (b) No caso de 
investimento público de caráter urgente e de relevante interesse 
 
 
 
 
 
 
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nacional, observados os princípios da anterioridade anual e o da 
anterioridade nonagesimal (noventena). 
Outra característica dos empréstimos compulsórios é que o 
Estado deve restituir ao particular, ao cabo de determinado período 
especificado na lei complementar, o montante que foi por ele 
recolhido ao erário (cofres públicos), a título de empréstimo 
compulsório. A restituição deverá ser feita em moeda corrente, 
quando esta for o objeto do empréstimo. 
17. (FCC/Procurador de Contas/TCE/RR/2008) 
São características comuns aos empréstimos 
compulsórios e às contribuições especiais: 
(A) sempre são de competência da União. 
(B) só podem ser instituídos por lei complementar. 
(C) não são considerados tributos e não estão inseridos 
no Sistema Tributário Nacional. 
(D) possuem vinculação de receita. 
(E) são restituíveis, os primeiros em prazo e forma 
fixado em lei ou depois de um período de carência de 
contribuição. 
LETRA A 
As contribuições especiais não são sempre de competência da 
União. 
Segundo o art. 149, §1º, da CF/88, os Estados, o Distrito 
Federal e os Municípios instituirão contribuição previdenciária, 
cobrada de seus servidores, para o custeio, em beneficio destes, do 
sistema previdenciário respectivo, cuja alíquota não será inferior à 
da contribuição previdenciária dos servidores titulares de cargos 
efetivos da União. 
Existe também a contribuição para custeio do serviço de 
iluminação pública (COSIP ou CIP) de competência do Distrito 
Federal e dos Municípios, sendo facultada (não é obrigatório) a 
cobrança na fatura de consumo de energia elétrica, de acordo 
com o art. 149-A, da CF/88. 
Portanto, incorreta. 
LETRA B 
 
 
 
 
 
 
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As contribuições especiais podem ser instituídas por lei 
ordinária. 
Por exemplo, em relação a observância das normas gerais de 
direito tributário, o STF entende que as contribuições sociais, de 
intervenção no domínio econômico e de interesse de categorias 
profissionais ou econômicas deverão observar à lei complementar que 
dispõe sobre normas gerais de direito tributário (Código Tributário 
Nacional), mas isto não quer dizer que deverão ser instituídas 
por lei complementar, isto é, a lei ordinária pode criar tais 
espéciestributárias. 
Com efeito, este tipo de contribuição não é espécie tributária 
imposto, portanto não se exige que a lei complementar estabeleça a 
sua hipótese de incidência, a base de cálculo e contribuintes. 
Por exemplo, assim já se pronunciou o STF em importante 
precedente: 
 “As contribuições do art. 149, CF — contribuições sociais, 
de intervenção no domínio econômico e de interesse de 
categorias profissionais ou econômicas — posto estarem 
sujeitas à lei complementar do art. 146, III, CF, isto não 
quer dizer que deverão ser instituídas por lei 
complementar. (...) A contribuição não é imposto. Por 
isso, não se exige que a lei complementar defina a 
sua hipótese de incidência, a base imponível e 
contribuintes.” 
Portanto, incorreta. 
LETRA C 
Os empréstimos compulsórios e as contribuições especiais são 
considerados tributos e estão inseridos no Sistema Tributário 
Nacional. 
Lembre da seguinte jurisprudência do STF: “As diversas 
espécies tributárias são as seguintes: a) os impostos (CF, art. 145, 
I, arts. 153, 154, 155 e 156), b) as taxas (CF, art. 145, II), c) as 
contribuições, que podem ser assim classificadas: c.l) de melhoria 
(CF, art. 145, III); c.2) parafiscais (CF, art. 149), que são: c.2.1) 
sociais, c.2.1.1) de seguridade social (CF, art. 195, I, II, III), 
c.2.1.2) outras de seguridade social (CF, art. 195, §4º), c.2.1.3) 
sociais gerais (salário educação, CF, art. 212, § 5º, contribuições 
 
 
 
 
 
 
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para o SESI, SENAI, SENAC, CF, art. 240); c.3) especiais: c.3.1.) de 
intervenção no domínio econômico (CF, art. 149) e c.3.2) 
corporativas (CF, art. 149). Constituem, ainda, espécie tributária, d) 
os empréstimos compulsórios (CF, art. 148).” 
Também você deve lembrar novamente que duas novas 
Emendas Constitucionais (EC) criaram três novas subespécies de 
tributos, quais sejam: 
(a) o art. 149-A, com redação determinada pela EC n. 
39/2002, autorizou apenas o Distrito Federal e os Municípios a 
instituírem a contribuição para o custeio do serviço de 
iluminação pública (COSIP ou CIP), sendo facultada (não é 
obrigatório) a cobrança na fatura de consumo de energia elétrica; 
(b) o art. 149, § 1º, com redação determinada pela EC nº 
41/2003, autorizou os Estados, o Distrito Federal e os Municípios a 
instituição da contribuição previdenciária, cobrada de seus 
servidores, para o custeio, em beneficio destes, do sistema 
previdenciário respectivo, cuja alíquota não será inferior à da 
contribuição previdenciária dos servidores titulares de cargos efetivos 
da União; 
(c) o art. 195, IV, com redação determinada pela EC nº 
41/2003, autorizou a cobrança pela União de contribuição de 
seguridade social sobre o importador de bens ou serviços do 
exterior, ou de quem a lei infraconstitucional a ele equiparar. 
Portanto, incorreta. 
LETRA D 
Segundo entendimento dominante, os empréstimos 
compulsórios e as contribuições especiais são considerados tributos 
que possuem vinculação de receita. 
Portanto, correta. 
LETRA E 
Os empréstimos compulsórios devem ser restituíveis, em 
determinado prazo e forma fixada em lei. Segundo parágrafo único 
do art. 15 do CTN, a “lei fixará obrigatoriamente o prazo do 
empréstimo e as condições de seu resgate, observando, no que for 
aplicável, o disposto nesta Lei”. 
 
 
 
 
 
 
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Entretanto, as contribuições especiais não possuem a 
característica da restituição. 
Portanto, incorreta. 
18. (FCC/SEFAZ /SP/2009) Os Empréstimos 
Compulsórios 
(A) poderão ser instituídos para atender às despesas 
extraordinárias decorrentes de calamidade pública, de 
guerra externa ou sua iminência, não sendo necessária, 
nesses casos, a observância ao princípio da anterioridade. 
(B) poderão ser instituídos no caso de investimento 
público de caráter urgente e de relevante interesse 
nacional, não sendo necessária, nesse caso, a observância 
ao princípio da anterioridade. 
(C) são de competência comum da União, dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios, observando-se a 
competência material de cada um desses entes políticos. 
(D) têm sua cobrança suprimida, gradativamente, quando 
cessadas as causas de sua criação. 
(E) têm, em decorrência das razões de urgência e de 
relevância para sua instituição, a aplicação dos recursos 
provenientes do Empréstimo Compulsório desvinculada da 
despesa que fundamentou sua instituição. 
LETRA A 
O empréstimo compulsório pode ser cobrado no mesmo 
exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os houver 
instituído em casos de despesas extraordinárias, decorrentes de 
calamidade pública ou guerra externa ou sua iminência, uma vez que, 
nesta hipótese, o art. 148, I, da CF/88, não exige observância ao 
princípio da anterioridade anual ou nonagesimal. 
Portanto, correta. 
LETRA B 
Conforme o art. 148 da CF/88, II, a União, mediante lei 
complementar, poderá instituir empréstimos compulsórios no caso de 
investimento público de caráter urgente e de relevante interesse 
nacional, observados os princípios da anterioridade anual e o 
da anterioridade nonagesimal (noventena). 
 
 
 
 
 
 
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Portanto, incorreta. 
LETRA C 
Os empréstimos compulsórios são tributos de competência 
apenas da União. Isto é, o empréstimo compulsório é tributo 
instituído somente pela União, conforme o art. 148, caput, da CF/88. 
Portanto, incorreta. 
LETRA D 
Segundo o art. 76 do CTN, o imposto extraordinário de 
guerra (IEG), e não o empréstimo compulsório, têm sua cobrança 
suprimida, gradativamente, no prazo máximo de 5 anos, quando 
cessadas as causas de sua criação (celebração da paz). 
Portanto, incorreta. Estudaremos com mais detalhes o imposto 
extraordinário de guerra na aula 3. 
LETRA E 
Segundo o art. 148, parágrafo único, da CF/88, os 
recursos advindos de empréstimos compulsórios têm 
obrigatoriamente vinculação à despesa que fundamentou sua 
instituição. 
Ou seja, a aplicação dos recursos provenientes do empréstimo 
compulsório será vinculada ao custeio das despesas extraordinárias 
que autorizaram a sua instituição (arrecadação vinculada). 
 
Portanto, incorreta. 
19. (ESAF/AFRFB/2010) Em relação aos empréstimos 
compulsórios, é correto afirmar que: 
a) é um tributo, pois atende às cláusulas que integram o 
art. 3° do Código Tributário Nacional. 
b) é espécie de confisco, como ocorreu com a retenção dos 
saldos de depósitos a vista, cadernetas de poupança e 
outros ativos financeiros, por ocasião do chamado “Plano 
Collor” (Lei n. 8.024/90). 
c) o conceito de ‘despesa extraordinária’ a que alude o art. 
148, inciso I, da Constituição Federal, pode abranger 
inclusive aquelas incorridas sem que tenham sido esgotados 
todos os fundos públicos de contingência. 
 
 
 
 
 
 
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d) se conceitua como um contrato de direito público, com a 
característica da obrigatoriedade de sua devolução ao final 
do prazo estipulado na lei de sua criação. 
e) se subordina, em todos os casos, ao princípio da 
anterioridade da lei que o houver instituído. 
Letra (A). O empréstimo compulsório é tributo, segundo 
doutrina majoritária e jurisprudência do STF. Ou seja, o empréstimo 
compulsório não se enquadra no art. 4° do CTN, mas se encaixa 
perfeitamente no art. 3° do CTN. Logo, correta. 
Letra (B). O empréstimo compulsório é espécie de tributo e não 
de confisco. Logo, incorreta. 
Letra (C). Conforme doutrina dominante, o conceito de ‘despesa 
extraordinária’ abrange apenas despesasquando tenham sido 
esgotados todos os fundos públicos de contingência. Logo, incorreta. 
Letra (D). O empréstimo compulsório é espécie de tributo e não 
contrato de direito público. Logo, incorreta. 
Letra (E). Conforme interpretação dos arts. 148, I, e 150, § 1°, 
da CF, o empréstimo compulsório para atender a despesas 
extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de guerra 
externa ou sua iminência, não se subordina ao princípio da 
anterioridade. Logo, incorreta. 
20. (FEPESE/2009/ Prefeitura Municipal de 
Brusque/Advogado) Com base na Constituição Federal de 
1988, é correto afirmar: 
(A) Cabe à lei complementar estabelecer normas a. gerais 
sobre obrigação, lançamento, crédito, compensação e 
isenção tributários. 
(B) Qualquer subsídio ou isenção, referente a impostos, 
taxas ou contribuições, somente poderá ser concedido 
mediante lei específica, federal, estadual ou municipal. 
(C) As taxas e contribuições de melhoria não poderão ter 
base de cálculo própria de impostos. 
(D) É vedado aos entes federativos instituir impostos sobre 
livros, jornais, periódicos, bem como o papel e a tinta 
destinados a sua impressão. 
(E) É proibida a cobrança de empréstimos compulsórios 
instituídos para atender despesas decorrentes de 
calamidade pública no mesmo exercício financeiro em que 
haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou. 
 
 
 
 
 
 
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A letra “a” é falsa, pois cabe à lei complementar estabelecer 
normas gerais sobre obrigação, lançamento, crédito, prescrição e 
decadência tributários, mas não sobre compensação e isenção 
tributária. 
A letra “b” é verdadeira, pois, em regra, qualquer subsídio ou 
isenção, referente a impostos, taxas ou contribuições, somente 
poderá ser concedido mediante lei específica, federal, estadual ou 
municipal (art. 150, §6°). A única exceção são os convênios 
interestaduais do CONFAZ. 
A letra “c” é falsa, pois, segundo o art. 145, §2°, da CF, as 
taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos. 
A letra “d” é falsa, porque é vedado aos entes federativos 
instituir impostos sobre livros, jornais, periódicos, bem como o papel 
destinado a sua impressão. A imunidade cultural explícita na CF (art. 
150, VI, “d”) não abrange as tintas. 
A letra “e” é falsa, pois a cobrança de empréstimos com-
pulsórios instituídos para atender despesas decorrentes de 
calamidade pública é exceção aos princípios da anterioridade anual e 
nonagesimal (arts. 148, I e 150, §1°, todos da CF). 
SÍNTESE FUNDAMENTAL DA AULA 
(I) São cinco espécies tributárias, de acordo com o sistema tributário 
nacional, a saber: impostos, taxas, contribuições de melhoria, 
empréstimo compulsório e as contribuições especiais. 
(II) O Distrito Federal e os Municípios podem instituir a contribuição 
para o custeio do serviço de iluminação pública (COSIP ou CIP), 
sendo facultada a cobrança na fatura de consumo de energia elétrica. 
(III) Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão 
contribuição previdenciária, cobrada de seus servidores, para o 
custeio, em beneficio destes, do sistema de previdenciário respectivo, 
cuja alíquota não será inferior à da contribuição previdenciária dos 
servidores titulares de cargos efetivos da União. 
(IV) A natureza jurídica específica do tributo é verificada pelo fato 
gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-la 
a denominação e demais características formais adotadas pela lei e a 
destinação legal do produto da sua arrecadação. 
 
 
 
 
 
 
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(V) Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma 
situação independente de qualquer atividade estatal específica, 
relativa ao contribuinte. 
(VI) A taxa é um tributo que pode ser cobrado pela União, pelos 
Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas 
respectivas atribuições, tendo como fato gerador o exercício regular 
do poder de polícia, ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço 
público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua 
disposição. 
(VII) Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando 
desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável, 
com observância do processo legal e, tratando-se de atividade que a 
lei tenha como discricionária, sem abuso ou desvio de poder. 
(VIII) Utilização efetiva de serviços públicos significa serviços 
públicos usufruídos a qualquer título pelo contribuinte. 
(IX) Utilização potencial de serviços públicos ocorre, quando, sendo 
de utilização compulsória pelo contribuinte, sejam postos à sua 
disposição mediante atividade administrativa em efetivo 
funcionamento. 
(X) Os serviços públicos são considerados específicos quando possam 
ser destacados em unidades autônomas de intervenção, de unidade, 
ou de necessidades públicas. 
(XI) Os serviços públicos são divisíveis quando suscetíveis de 
utilização, separadamente, por parte de cada um dos seus usuários. 
(XII) A taxa não pode ter base de cálculo ou fato gerador idênticos 
aos que correspondam a imposto e nem ser calculada em função do 
capital das empresas. 
(XIII) A contribuição de melhoria pode ser instituída pela União, 
pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de 
suas respectivas atribuições. 
(XIV) A contribuição de melhoria é instituída para fazer face ao custo 
de obras públicas de que decorra valorização imobiliária, tendo como 
limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo 
de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado, conforme 
dispõe o art. 81, do CTN. 
 
 
 
 
 
 
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(XV) O fato gerador da contribuição de melhoria consiste em obter 
valorização imobiliária, decorrente de obra pública. A base de cálculo 
é exatamente o valor (quantum debeatur) que acresceu ao imóvel do 
contribuinte em razão da obra pública. 
(XVI) O empréstimo compulsório é tributo de competência exclusiva 
da União. 
(XVII) A União, mediante lei complementar, poderá instituir 
empréstimos compulsórios nas seguintes hipóteses: a) para atender 
a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de 
guerra externa ou sua iminência; ou b) no caso de investimento 
público de caráter urgente e de relevante interesse nacional, 
observando, neste caso, o princípio da anterioridade. 
(XVIII) Deve existir restituição do empréstimo compulsório pago 
pelo contribuinte. A restituição deverá ser feita em moeda corrente, 
quando esta for o objeto do empréstimo. 
(XIX) As espécies tributárias se distinguem, originariamente, a partir 
do seu fato gerador. Todavia, com o advento das contribuições de 
mesmo fato gerador do imposto sobre a renda e proventos de 
qualquer natureza, o texto constitucional inaugurou novo critério de 
distinção, de natureza específica para os impostos e as contribuições 
sociais. Assim sendo, de acordo com o CTN, a natureza jurídica 
específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva 
obrigação, sendo irrelevantes, para qualificá-la, tanto a denominação 
e demais características formais adotadas pela lei quanto a 
destinação legal do produto da sua arrecadação. Todavia, com o 
advento da Constituição de 1988, os empréstimos compulsórios e as 
contribuições sociais assumiram o status de espécies tributárias. 
Algumas dessas exações, todavia, têm fato gerador idêntico ao dos 
impostos, o que torna inaplicável a citada regra do CTN. 
(XX) Para fins de simplificação para concursos entenda o seguinte: 
(a) A destinação legal do produto da arrecadação (art. 4°, inc. II, do 
CTN) é irrelevantepara qualificar o tributo como espécie de 
imposto, taxa ou contribuição de melhoria, bastando-se, aqui, o fato 
gerador (hipótese de incidência) e a base de cálculo; (b) O fato 
gerador da obrigação tributária (art. 4°, caput, do CTN) não é critério 
suficiente para identificar a natureza jurídica das contribuições 
especiais e dos empréstimos compulsórios; (c) Parte da doutrina 
entende acertadamente que a CF/88 estabeleceu a relevância da 
destinação legal do produto da arrecadação (vinculação da receita) 
para identificação das contribuições especiais e dos empréstimos 
 
 
 
 
 
 
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compulsórios, não se aplicando, neste caso, a regra do art. 4°, inc. II, 
do CTN. 
QUESTÕES TRATADAS EM AULA
1. (ESAF/GESTOR MG/2005) “A prestação do tributo não é 
obrigatória” 
2. (ESAF/MPC/TCE/GO/2007) “Excepcionalmente é admitido no 
direito brasileiro o tributo in labore nas contribuições de melhoria 
quando a obra pública for realizada pelo próprio sujeito passivo 
tributário”. 
3. (ESAF/TRF/2000) “A prestação de serviço militar é compulsória e 
não constitui sanção a ato ilícito, porém não tem a natureza de 
tributo porque não é prestação pecuniária”. 
 
4. (ESAF/AFTM/Natal/2008) “A Lei Complementar n. 104/2001, 
ao permitir a dação em pagamento de bens imóveis, como forma de 
extinção do crédito tributário, promoveu a derrogação do art. 3º do 
CTN, que confere ao tributo uma prestação pecuniária em moeda ou 
cujo valor nela se possa exprimir”. 
 
5. (ESAF/AFTM/Natal/2008) “Tendo em vista que o tributo não 
pode constituir uma sanção de ato ilícito, não se faz possível a 
incidência de tributos sobre atividades criminosas, pois assim agindo 
o Estado estaria obtendo recursos de uma atividade por ele proibida”. 
 
6. (TJDFT/2000) “As multas são espécies de tributos cujo fato 
gerador é a infração de uma norma jurídica”. 
 
7. (ESAF/TTN/1998) “A multa pode ser considerada espécie do 
gênero tributo, já que está abrangida, pelo Código Tributário 
Nacional, no conceito de obrigação tributária principal”. 
8. (Procurador/BACEN/2001) “Em matéria de direito tributário, 
podemos afirmar que o tributo é uma prestação pecuniária 
compulsória que não se constituiu em sanção de ato ilícito, da mesma 
forma que as multas e os preços públicos”. 
9. (ESAF/AFPS/2002) “Tributo é a prestação pecuniária compulsória, 
em moeda, ou cujo valor nela se possa exprimir, instituída em lei e 
cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada, 
que não constitua sanção de ato ilícito, ressalvado o caso de ato ilícito 
que requeira reparação em virtude de guerra”. 
 
 
 
 
 
 
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10. (ESAF/GESTOR MG/2005) “O tributo se caracteriza também 
pelo fato de não resultar da aplicação de uma sanção por um ato 
ilícito”. 
11. (CESPE/INSS/1997) “No vigente regime político brasileiro, é 
correto afirmar ao menos do ponto de vista teórico, que os cidadãos 
suportam tão-somente os tributos que aceitaram pagar”. 
12. (ESAF/GESTOR MG/2005) “Não é preciso lei para exigir um 
tributo”. 
13. (ESAF/AFTM/Natal/2008) “Tributo é toda prestação 
pecuniária compulsória instituída em lei. Todavia, não há restrição 
para que o Município majore alíquotas de tributos, sob sua 
competência, por meio de decreto”. 
14. (CESPE/TCU/2006) “Os empréstimos compulsórios deverão ser 
instituídos, sempre, por meio de lei complementar”. 
15. (ESAF/AFPS/2002) “A instituição de empréstimos compulsórios 
requer lei complementar da União, dos Estados ou do Distrito 
Federal, conforme competência que a Constituição confere a cada um 
desses entes da Federação”. 
16. (CESPE/DPF/1997) “O empréstimo compulsório não poderá, sem 
exceção, ser instituído por estado federado ou por município”. 
17. (ESAF/TTN/1997) “O empréstimo compulsório é considerado 
tributo, pelo regime jurídico a que está submetido”. 
18. (FCC/Fiscal de Rendas/SP/2006) Segundo a Constituição 
Federal, os tributos que devem ser instituídos mediante lei 
complementar e nos termos de lei complementar são, 
respectivamente: 
(A) o imposto extraordinário em caso de guerra e a contribuição de 
interesse das categorias profissionais ou econômica. 
(B) o empréstimo compulsório e o imposto sobre grandes fortunas. 
(C) as contribuições sociais e as contribuições de melhoria. 
(D) a contribuição de intervenção no domínio econômico e as 
contribuições sociais. 
(E) a contribuição de melhoria e o empréstimo compulsório. 
 
 
 
 
 
 
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19. (ESAF/AFRF/2005) Ainda que atendidas as condições e os 
limites estabelecidos em lei, é vedado ao Poder Executivo alterar as 
alíquotas do imposto sobre: 
a) importação de produtos estrangeiros (II). 
b) exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou 
nacionalizados (IE). 
c) propriedade territorial rural (ITR). 
d) operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a 
títulos ou valores mobiliários (IOF). 
e) produtos industrializados (IPI). 
20. (ESAF/Analista/CE/2006) O princípio constitucional da 
legalidade preceitua que a instituição ou a majoração de tributos 
deverá ser estabelecida por lei. Com relação à majoração de 
alíquotas, porém, a própria Constituição Federal prevê que alguns 
tributos poderão tê-la por meio de decreto presidencial. Entre estes, 
não se inclui: 
a) Imposto de Importação (II). 
b) Imposto Territorial Rural (ITR). 
c) Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). 
d) Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico Sobre 
Combustíveis (CIDE – Combustíveis). 
e) Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI). 
21. (FGV/Procurador de Contas/RJ/2008) Nenhum imposto 
pode ser exigido sem que lei o estabeleça, salvo o II (Imposto sobre 
Importação), o IE (Imposto sobre Exportação), o IPI (Imposto sobre 
Produtos Industrializados), o CIDE combustíveis, o IPTU e o IOF 
(Imposto sobre Operações Financeiras), que podem ter suas alíquotas 
alteradas por ato do Poder Executivo. 
22. (ESAF/GESTOR MG/2005) “Na atividade de cobrança do 
tributo a autoridade administrativa pode, em determinadas 
circunstâncias, deixar de aplicar a lei”. 
23. “Tributo é prestação pecuniária compulsória, instituída em lei e 
cobrada mediante atividade administrativa discricionária”. 
24. (ESAF/AFPS/2002) “Tributo é um gravame cuja obrigação tem 
por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade 
estatal específica, relativa ao contribuinte”. 
25. “As disposições do Código Tributário Nacional não se aplicam às 
contribuições para o FGTS”. 
 
 
 
 
 
 
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26. (CESPE/DPF/2002) “Consoante entendimento do STF, os 
emolumentos judiciais são tributos da espécie taxa”. 
27. (ESAF/PFN/1998) “Os impostos são chamados de tributos “não 
vinculados” porque sua cobrança independe de uma atividade estatal 
específica em relação ao contribuinte”. 
28. (ESAF/AFTM/Natal/2008) A cobrança de impostos decorre de 
uma atividade administrativa não-vinculada, haja vista os recursos 
poderem ser utilizados com quaisquer despesas previstas no 
orçamento. 
29. (CESPE/DPF/1997) “No atual direito constitucional tributário 
positivo brasileiro, o empréstimo compulsório tem o produto da sua 
arrecadação vinculado à despesa que fundamentou a sua instituição”. 
30. (ESAF/AFPS/2002) “Tributo é toda prestação pecuniária 
compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que 
não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada 
mediante atividade administrativa plenamente vinculada”. 
31. (ESAF/IRB/2006) “A aplicação dos recursos provenientes deempréstimos compulsórios será preferencialmente vinculada à 
despesa que fundamentou sua instituição”. 
32. (ESAF/MDIC/2002) O tributo cuja obrigação tem por fato gerador 
uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, 
relativa ao contribuinte, denomina-se: 
a) taxa. 
b) contribuição de melhoria. 
c) imposto. 
d) empréstimo compulsório. 
e) preço público. 
33. (FCC/ICMS/SP/2009). Conforme o art. 3o do CTN, Tributo é 
toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela 
se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída 
em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente 
vinculada. Partindo da premissa de que o conceito de tributo previsto 
no Código Tributário Nacional foi recepcionado pela Constituição 
Federal de 1988 e fazendo uma interpretação sistemática do Código 
Tributário Nacional inserido na ordem constitucional vigente, é 
correto afirmar que no conceito legal de tributo é possível identificar 
alguns dos denominados “princípios constitucionais tributários”. São 
identificáveis no conceito legal de tributo os princípios 
 
 
 
 
 
 
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(A) da capacidade contributiva e da uniformidade geográfica. 
(B) da isonomia e da liberdade de tráfego. 
(C) da capacidade contributiva e da anterioridade. 
(D) da anterioridade e da irretroatividade. 
(E) da legalidade e da vedação ao efeito de confisco. 
34. (FCC/Auditor/TCE/AL/2008) Sobre o conceito legal de 
tributo, descrito no art. 3° do Código Tributário Nacional, é correto 
afirmar: 
(A) Pode ser considerado sanção por ato ilícito, como na hipótese de 
exigência de imposto de importação em razão de crime de 
contrabando. 
(B) Na hipótese de lançamento por homologação, como é o caso do 
imposto sobre propriedade territorial urbana, não é a autoridade 
administrativa plenamente vinculada quem realiza o lançamento 
tributário. 
(C) Admite como forma de pagamento a entrega de coisa, como, por 
exemplo, parte da produção de uma indústria para pagamento de 
imposto sobre produto industrializado. 
(D) Via de regra é instituído mediante lei, mas a Constituição Federal 
prevê exceções. 
(E) É prestação pecuniária voluntária prestada pelo contribuinte, nas 
hipóteses de tributos com lançamento por homologação. 
35. (UFRS/ICMS/RS/2006) Conforme o Código Tributário 
Nacional, é correto afirmar que o tributo pode, excepcionalmente, 
constituir-se de uma prestação não pecuniária. 
36. (ESAF-Adaptada) Assinale a opção correta. 
a) As taxas poderão ser instituídas em razão do exercício do poder de 
polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos 
específicos e divisíveis, prestados ou postos à disposição do 
contribuinte. 
b) Território Federal pode instituir taxa. 
c) É permitido que o serviço de iluminação pública seja remunerado 
mediante taxa. 
d) É permitido instituir e cobrar taxa de conservação de estradas de 
rodagem cuja base de cálculo seja idêntica à do imposto sobre 
propriedade territorial rural. 
e) É inconstitucional a taxa de fiscalização dos mercados de títulos e 
valores mobiliários instituída pela Lei n. 7.940, de 1989, haja vista 
não ser conferido, pelo ordenamento jurídico positivado, poder de 
polícia à Comissão de Valores Mobiliários. 
37. (ESAF-Adaptada) Assinale a opção incorreta. 
 
 
 
 
 
 
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a) Os serviços gerais prestados por órgãos de Segurança Pública não 
podem ser sustentados por taxas. Essa atividade pública, por sua 
natureza, deve ser retribuída, genericamente, por impostos. 
b) As bases de cálculo dos impostos e das taxas não podem ser 
idênticas. 
c) As bases de cálculo dos impostos devem estar relacionadas com o 
serviço público prestado aos contribuintes. 
d) O texto constitucional (art. 145, III) deixou de se referir 
expressamente à valorização imobiliária, ao cogitar de contribuição 
de melhoria. Com isso, o acréscimo do valor do imóvel localizado nas 
áreas beneficiadas direta ou indiretamente por obras públicas ainda 
figura como fato gerador da contribuição. 
e) A instituição de empréstimos compulsórios requer lei 
complementar da União, conforme competência que a Constituição 
confere a este ente da Federação. 
38. (ESAF-Adaptada) Assinale a opção correta. 
a) No caso de investimento público de caráter urgente e de relevante 
interesse nacional, a União está autorizada a instituir empréstimo 
compulsório e cobrá-lo a partir do ano em que for publicada a lei 
complementar que o criar. 
b) É inconstitucional lei estadual que cria taxa destinando a 
arrecadação de seu produto aos serviços de fiscalização da atividade 
notarial e de registro a órgão público. 
c) A União pode instituir empréstimo compulsório para resgatar sua 
dívida interna. 
d) A aplicação dos recursos provenientes de empréstimos 
compulsórios será preferencialmente vinculada à despesa que 
fundamentou sua instituição. 
e) A aplicação dos recursos provenientes de empréstimo compulsório 
será vinculada à despesa que fundamentou sua instituição. 
39. (ESAF/Analista/SP/2009) Constituem modalidade de receita 
derivada, exceto: 
a) tributos. 
b) penalidades pecuniárias. 
c) multas administrativas. 
d) taxas. 
e) preços públicos. 
40. (ESAF/Analista/SP/2009) Assinale a opção que representa 
uma taxa pública. 
a) Serviço de água. 
b) Serviço de energia. 
c) Serviço de esgoto. 
 
 
 
 
 
 
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d) Pedágio explorado diretamente ou por concessão. 
e) Serviço postal. 
41. (ESAF/AFTE/MS/2001) Em matéria tributária, é correto afirmar-
se que: 
a) Somente a União pode instituir impostos com fundamento no 
exercício regular do poder de polícia. 
b) Os Estados e o Distrito Federal têm competência para instituir 
empréstimo compulsório. 
c) A contribuição de melhoria é devida em função da prestação de 
serviços públicos divisíveis. 
d) As taxas têm que ter bases de cálculo diferentes das dos impostos. 
e) As contribuições sociais decorrem da realização de obras públicas 
que promovam a valorização imobiliária privada. 
 
42. (ESAF/AFTE/MS/2001) As receitas compulsórias, cuja 
arrecadação e utilização são conferidas, pelo Poder Público 
competente, a uma entidade paraestatal dotada de autonomia 
administrativa e financeira, são chamadas: 
a) Acessórias 
b) Complementares 
c) Extraordinárias 
d) Extrafiscais 
e) Parafiscais 
43. (FCC/Procurador/2005-adaptada) Considere as seguintes 
características: 
I. O fato gerador independe de qualquer atividade estatal específica, 
relativa ao contribuinte. 
II. A materialidade do seu fato gerador consiste na atuação estatal 
diretamente referida ao contribuinte, em forma de contraprestação de 
serviço. 
III. A materialidade do fato gerador é a atuação do Estado em forma 
de obras públicas que decorra valorização imobiliária. 
No que tange aos tributos, I, II e III referem-se, seqüencialmente, a 
(A) tributo vinculado (taxa), tributo não-vinculado (imposto) e 
contribuição de melhoria. 
(B) tributo vinculado (imposto), contribuição de melhoria e tributo 
não-vinculado (taxa). 
(C) contribuição de melhoria, tributo vinculado (taxa) e tributo não-
vinculado (imposto). 
(D)) tributo não-vinculado (imposto), tributo vinculado (taxa) e 
contribuição de melhoria. 
(E) tributo não-vinculado (taxa), contribuição de melhoria, e tributo 
vinculado (imposto). 
 
 
 
 
 
 
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44. (FCC/Procurador/2007) Considere: 
I. Tributos que resultam de uma imposição estatal visando à restrição 
ou ao desenvolvimento de determinadas atividades ou setoresespecíficos, de acordo com determinada linha política de ação, a 
exemplo de uma tributação maior sobre bens supérfluos e menor 
para bens necessários. 
II. Tributos que decorrem da atribuição, pela lei, da capacidade de 
serem sujeito ativo desses tributos – que arrecadam em benefício de 
suas próprias finalidades − pessoas diversas da União, Estados e 
Municípios. 
Esses tributos são conhecidos, respectivamente, como 
(A) contribuições e extrafiscais. 
(B) parafiscais e especiais. 
(C))extrafiscais e parafiscais. 
(D) especiais e extraordinários. 
(E) fiscais e empréstimos compulsórios. 
45. (ESAF - adaptada) Assinale a opção correta. 
(a) A prestação de serviço militar é compulsória e constitui sanção a 
ato ilícito, porém não tem a natureza de tributo porque não é 
prestação pecuniária. 
(b) Excepcionalmente é admitido no direito brasileiro o tributo in 
labore nas contribuições de melhoria quando a obra pública for 
realizada pelo próprio sujeito passivo tributário. 
(c) A Lei Complementar n. 104/2001, ao permitir a dação em 
pagamento de bens imóveis, como forma de extinção do crédito 
tributário, promoveu a derrogação do art. 3º do CTN, que confere ao 
tributo uma prestação pecuniária em moeda ou cujo valor nela se 
possa exprimir. 
(d) No vigente regime político brasileiro, é correto afirmar ao menos 
do ponto de vista teórico, que os cidadãos suportam tão-somente os 
tributos que aceitaram pagar. 
(e) As multas são espécies de tributos cujo fato gerador é a infração 
de uma norma jurídica. 
46. (ESAF - adaptada) Assinale a opção correta. 
a) Tributo é um gravame cuja obrigação tem por fato gerador uma 
situação independente de qualquer atividade estatal específica, 
relativa ao contribuinte. 
b) Tributo é a prestação pecuniária compulsória, em moeda, ou cujo 
valor nela se possa exprimir, instituída em lei e cobrada mediante 
atividade administrativa plenamente vinculada, que não constitua 
sanção de ato ilícito, ressalvado o caso de ato ilícito que requeira 
reparação em virtude de guerra. 
 
 
 
 
 
 
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c) Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda, ou 
cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato 
ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa 
plenamente vinculada. 
d) Em matéria de direito tributário, podemos afirmar que o tributo é 
uma prestação pecuniária compulsória que não se constituiu em 
sanção de ato ilícito, da mesma forma que as multas e os preços 
públicos. 
 e) Tendo em vista que o tributo não pode constituir uma sanção de 
ato ilícito, não se faz possível a incidência de tributos sobre atividades 
criminosas, pois assim agindo o Estado estaria obtendo recursos de 
uma atividade por ele proibida. 
 
47. (ESAF - adaptada) Assinale a opção correta. 
(a) A multa pode ser considerada espécie do gênero tributo, já que 
está abrangida, pelo Código Tributário Nacional, no conceito de 
obrigação tributária principal. 
(b) Na atividade de cobrança do tributo a autoridade administrativa 
pode, em determinadas circunstâncias, deixar de aplicar a lei. 
(c) Não é preciso lei para exigir um tributo. 
(d) O tributo se caracteriza também pelo fato de não resultar da 
aplicação de uma sanção por um ato ilícito. 
(e) A prestação do tributo não é obrigatória. 
48. (ESAF - adaptada) Assinale a opção correta. 
(a) Excepcionalmente é admitido no direito brasileiro o tributo in 
labore nas contribuições de melhoria quando a obra pública for 
realizada pelo próprio sujeito passivo tributário. 
(b) Tributo é prestação pecuniária compulsória, instituída em lei e 
cobrada mediante atividade administrativa discricionária. 
(c) Tributo é toda prestação pecuniária compulsória instituída em lei. 
Todavia, não há restrição para que o Município majore alíquotas de 
tributos, sob sua competência, por meio de decreto. 
(d) Os impostos são chamados de tributos “não vinculados” porque 
sua cobrança independe de uma atividade estatal específica em 
relação ao contribuinte. 
(e) As disposições do Código tributário Nacional se aplicam às 
contribuições para o FGTS. 
49. (ESAF - adaptada) Assinale a opção correta. 
(a) Os empréstimos compulsórios deverão ser instituídos, sempre, 
por meio de lei complementar. 
(b) A instituição de empréstimos compulsórios requer lei 
complementar da União, dos Estados ou do Distrito Federal, conforme 
competência que a Constituição confere a cada um desses entes da 
Federação. 
 
 
 
 
 
 
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(c) O empréstimo compulsório poderá ser instituído por estado 
federado ou por município. 
(d) Consoante entendimento do STF, os emolumentos judiciais não 
são tributos. 
(e) No atual direito constitucional tributário positivo brasileiro, o 
empréstimo compulsório não tem o produto da sua arrecadação 
vinculado à despesa que fundamentou a sua instituição. 
50. (ESAF/MDIC/2002) O tributo cuja obrigação tem por fato gerador 
uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, 
relativa ao contribuinte, denomina-se: 
a) taxa 
b) contribuição de melhoria 
c) preço público 
d) empréstimo compulsório 
e) imposto 
51. (ESAF/ARFB/2005) Ainda que atendidas as condições e os limites 
estabelecidos em lei, é vedado ao Poder Executivo alterar as 
alíquotas do imposto sobre: 
a) importação de produtos estrangeiros (II). 
b) exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou 
nacionalizados (IE). 
c) propriedade territorial rural (ITR). 
d) operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou 
valores mobiliários (IOF). 
e) produtos industrializados (IPI). 
52. (ESAF/Analista-CE/2006) O princípio constitucional da legalidade 
preceitua que a instituição ou a majoração de tributos deverá ser 
estabelecida por lei. Com relação à majoração de alíquotas, porém, a 
própria Constituição Federal prevê que alguns tributos poderão tê-la 
por meio de decreto presidencial. Entre estes, não se inclui: 
a) Imposto de Importação (II). 
b) Imposto Territorial Rural (ITR). 
c) Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). 
d) Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico Sobre 
Combustíveis (CIDE – Combustíveis). 
e) Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI). 
53. (FCC/Fiscal de Rendas/SP 2006) Segundo a Constituição Federal, 
os tributos que devem ser instituídos mediante lei complementar e 
nos termos de lei complementar são, respectivamente: 
(A) o imposto extraordinário em caso de guerra e a contribuição de 
interesse das categorias profissionais ou econômica. 
(B)) o empréstimo compulsório e o imposto sobre grandes fortunas. 
 
 
 
 
 
 
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(C) as contribuições sociais e as contribuições de melhoria. 
(D) a contribuição de intervenção no domínio econômico e as 
contribuições sociais. 
(E) a contribuição de melhoria e o empréstimo compulsório. 
54. (FGV/Procurador de Contas/RJ/2008) Nenhum imposto pode ser 
exigido sem que lei o estabeleça, salvo o II (Imposto sobre 
Importação), o IE (Imposto sobre Exportação), o IPI (Imposto sobre 
Produtos Industrializados), o CIDE combustíveis, o IPTU e o IOF 
(Imposto sobre Operações Financeiras), que podem ter suas alíquotas 
alteradas por ato do Poder Executivo. 
55. (FGV/Fiscal de Rendas/RJ/2007). O art. 5º do Código Tributário 
Nacional determina que os tributos se dividem em: 
(A) impostos, taxas e contribuições de melhoria. 
(B) impostos, taxas, contribuições sociais e contribuições de 
melhoria. 
(C) impostos, taxas, contribuições sociais, contribuições 
de melhoria e empréstimos compulsórios. 
(D) impostos, taxas, contribuições sociais e empréstimos 
compulsórios. 
(E)impostos, contribuições sociais, contribuições de melhoria e 
empréstimos compulsórios. 
56. As espécies tributárias se distinguem, originariamente, a partir 
do seu fato gerador. Todavia, com o advento das contribuições de 
mesmo fato gerador do imposto sobre a renda e proventos de 
qualquer natureza, o texto constitucional inaugurou novo critério de 
distinção, de natureza específica para os impostos e as contribuições 
sociais (CESPE/Auditor TCU/2007). 
57. Consoante o CTN, a natureza jurídica específica do tributo é 
determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo 
irrelevantes, para qualificá-la, tanto a denominação e demais 
características formais adotadas pela lei quanto a destinação legal do 
produto da sua arrecadação. Todavia, com o advento da Constituição 
de 1988, os empréstimos compulsórios e as contribuições sociais 
assumiram o status de espécies tributárias. Algumas dessas exações, 
todavia, têm fato gerador idêntico ao dos impostos, o que torna 
inaplicável a citada regra do CTN (CESPE/JUIZ FEDERAL/TRF5/2006). 
58. (OAB/SP/119°) A destinação do produto da arrecadação, à luz da 
Carta Magna de 1988, é 
(A) irrelevante. 
(B) relevante para todos os tributos. 
 
 
 
 
 
 
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(C) relevante, em se tratando de empréstimo compulsório. 
(D) relevante, em se tratando de impostos, taxas e contribuição de 
melhoria. 
59. (OAB/SP – 131°) O Código Tributário Nacional – CTN – 
estabelece que a natureza jurídica específica do tributo é 
determinada 
(A) pela destinação legal do produto da sua arrecadação. 
(B) pela denominação e demais características formais adotadas 
pela lei. 
(C) pelo fato gerador da respectiva obrigação. 
(D) pelo órgão fiscalizador. 
60. (CESPE/UNB/OAB/2007) Na história da legislação tributária 
brasileira, freqüentemente ocorreu de entes da Federação criarem 
verdadeiros impostos, dando-lhes, entretanto, o nome de taxa. Isso 
ocorria para se evitar que fosse declarada inconstitucional a lei 
instituidora, por falta de competência tributária. Considerando essa 
afirmação, assinale a opção correta, relativamente à natureza jurídica 
do tributo. 
(A) Não procede a preocupação do ente federado, pois um tributo 
será considerado taxa desde que seja criado com esta denominação. 
(B) Para a definição da natureza jurídica, é relevante levar-se em 
consideração a destinação do produto da arrecadação. 
(C) Todas as características formais do tributo estabelecidas na lei de 
criação devem ser consideradas na definição da espécie tributária. 
(D) O fato gerador é critério de exame da natureza jurídica específica 
do tributo. 
61. (FCC/Fiscal de Rendas/SP/2006) As taxas têm como fato gerador 
a utilização efetiva ou potencial do poder de polícia ou o exercício 
regular do serviço público específico e indivisível. 
62. (FCC/Fiscal de Rendas/SP/2006) As taxas poderão ter base de 
cálculo própria de impostos. 
63. (FCC/Fiscal de Rendas/SP/2006) A União, os Municípios e o 
Distrito Federal poderão instituir taxa para o custeio do serviço de 
iluminação pública. 
64. (FGV/Advogado/2008/Senado Federal) É tributo 
contraprestacional: 
(A) a CSLL. 
(B) o IRPJ. 
(C) a COFINS. 
 
 
 
 
 
 
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(D) a contribuição para o CREA. 
(E) a taxa judiciária. 
65. (FGV/Fiscal de Rendas/RJ/2008) O Estado do Rio de Janeiro 
decidiu instituir tributo relativo à construção de rede de esgotos, com 
lançamento ao mar por emissário submarino construído com dotação 
orçamentária específica. O tributo aludido: 
(A) só poderá ser uma contribuição de melhoria. 
(B) não poderá ser instituído, por ser devida, no caso, apenas a 
cobrança de tarifa. 
(C) é de competência privativa conforme classificação doutrinária. 
(D) deve ser imposto, uma vez que tal serviço não é específico nem 
divisível. 
(E) só poderá ser uma taxa, por vinculado à prestação de serviço 
específico e divisível. 
66. (FCC/Procurador municipal/Recife/2008) NÃO se inclui entre as 
características do tributo contribuição de melhoria: 
(A) ter competência comum para instituição. 
(B) ser vinculada a uma atividade estatal. 
(C) ter por fato gerador a obra pública de que decorre valorização 
imobiliária. 
(D) ser instituída para fazer frente à obra pública a ser iniciada após 
sua arrecadação. 
(E) ter por base de cálculo o quantum da valorização dos imóveis 
adjacentes à obra. 
67. (FGV/Procurador de Contas/RJ/2008) Segundo a Constituição, o 
empréstimo compulsório tem os seguintes fatos geradores: guerra 
externa, ou sua iminência, calamidade pública que exija auxílio 
federal impossível de atender com os recursos orçamentários 
disponíveis e a conjuntura que exija a absorção temporária de poder 
aquisitivo. 
68. (Procurador/RS/97) São impostos indiretos: 
a) sobre a renda e proventos de qualquer natureza (IR) e sobre 
produtos industrializados (IPI). 
b) sobre produtos industrializados (IPI) e sobre operações financeiras 
(IOF). 
c) sobre a propriedade predial e territorial urbana (IPTU) e sobre 
circulação de mercadorias e serviços (ICMS). 
d) sobre a propriedade territorial rural (ITR) e sobre a produtos 
industrializados (IPI). 
e) sobre a circulação de mercadorias (ICMS) e sobre produtos 
industrializados (IPI). 
 
 
 
 
 
 
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69. (FGV/Procurador de Contas/RJ/2008) Segundo a jurisprudência 
do Supremo Tribunal Federal, a progressividade do IPTU em razão do 
descumprimento da função social da propriedade urbana é 
inconstitucional. 
70. (FCC/Procurador municipal/Recife/2008) São consideradas 
receitas originárias: 
(A) as taxas e os impostos. 
(B) as taxas e os preços públicos. 
(C) os preços públicos e as tarifas. 
(D) as tarifas e as taxas. 
(E) os impostos e as tarifas 
71. (FGV/FISCAL DE RENDAS/RJ/2009) As taxas, cobradas em 
razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou 
potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao 
contribuinte ou postos a sua disposição, não poderão ter base de 
cálculo própria de impostos. 
72. (FGV/JUIZ DE DIREITO/PA/2009) A taxa e o preço público 
se caracterizam por: 
(A) o preço público ser receita derivada do Estado e a taxa ser receita 
originária. 
(B) a cobrança da taxa obedecer ao princípio da proporcionalidade do 
uso e a do preço público não. 
(C) o preço público poder ser cobrado pela utilização potencial do 
serviço, enquanto e a taxa não poder. 
(D) a taxa ter como sujeito ativo pessoa jurídica de direito público e o 
preço público poder ser exigido por pessoa jurídica de direito privado. 
(E) o regime jurídico da taxa ser sui generis, já o dos preços públicos 
ser, sobretudo, contratual. 
73. (FGV/FISCAL DE RENDAS/RJ/2009) A contribuição de 
melhoria é instituída para fazer face ao custo de obras públicas de 
que decorra valorização imobiliária, tendo como limite total a despesa 
realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra 
resultar para cada imóvel beneficiado. 
74. (FGV/FISCAL DE RENDAS/RJ/2008) O Estado do Rio de 
Janeiro decidiu instituir tributo relativo à construção de rede de 
esgotos, com lançamento ao mar por emissário submarino construído 
com dotação orçamentária específica. O tributo aludido: 
(A) só poderá ser uma contribuição de melhoria. 
 
 
 
 
 
 
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(B) não poderá ser instituído, por ser devida, no caso, apenas a 
cobrança de tarifa. 
(C) é de competência privativa conforme classificação doutrinária. 
(D) deve ser imposto, uma vez que tal serviço não é específico nem 
divisível. 
(E)só poderá ser uma taxa, por vinculado à prestação de serviço 
específico e divisível. 
75. (FGV/FISCAL DE RENDAS/RJ/2008) A respeito dos 
empréstimos compulsórios, assinale a afirmativa incorreta. 
(A) A competência para a instituição de empréstimo compulsório é 
exclusiva da União Federal. 
(B) Os empréstimos compulsórios podem ser instituídos por medida 
provisória, desde que haja relevância e urgência. 
(C) Lei complementar não pode estabelecer situações de cabimento 
para instituição de empréstimo compulsório. 
(D) O empréstimo compulsório vinculado à calamidade pública é 
excepcionado do princípio da anterioridade. 
(E) Só podem ser instituídos empréstimos compulsórios no caso de 
guerra externa, ou sua iminência, calamidade pública e investimento 
público de caráter urgente e relevante interesse nacional. 
76. (FGV/MPE/TC/RJ/2008) Segundo a Constituição, o 
empréstimo compulsório tem os seguintes fatos geradores: guerra 
externa, ou sua iminência, calamidade pública que exija auxílio 
federal impossível 
de atender com os recursos orçamentários disponíveis e a conjuntura 
que exija a absorção temporária de poder aquisitivo. 
77. (FGV/JUIZ DE DIREITO/PA/2007) A adoção da teoria do 
“pentapartite” pelo STF implica a adoção de cinco modalidades de 
tributos previstos na Constituição Federal. Em conseqüência, a 
Súmula 418 do STF, que dispõe que “o empréstimo compulsório não 
é tributo, e sua arrecadação não está sujeita à exigência 
constitucional de prévia autorização orçamentária”, perdeu sua 
eficácia. 
78. (FGV/JUIZ DE DIREITO/PA/2007) A conjuntura que exija a 
absorção temporária de poder aquisitivo não pode ensejar a cobrança 
de empréstimo compulsório pela União, tendo em vista que esse 
dispositivo do CTN não foi recepcionado pela Constituição Federal. 
79. (FCC/Defensoria Pública/Pará/2010) Pode ser definido como 
hipótese de incidência de imposto e taxa, respectivamente, 
 
 
 
 
 
 
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(A) serviços de qualquer natureza e exercício regular do poder de 
polícia. 
(B) transmissão de bem imóvel e serviço público específico e 
indivisível. 
(C) propriedade e serviço de comunicação. 
(D) serviço público específico e divisível e serviço de pavimentação. 
(E) serviço de comunicação e serviços de qualquer natureza. 
80. (FCC/Analista Judiciário/TRF-2°Região/2008) No que diz 
respeito às taxas é certo que, 
(A) é facultativa e também leva em conta a realização de obra ou 
serviço público, de que decorra valorização imobiliária. 
(B) seu fato gerador poderá ser uma situação independente de 
qualquer atividade estatal específica. 
(C) podem, em certos casos, ter base de cálculos idêntica a dos 
impostos, e ser calculadas em função do capital das empresas. 
(D) tem como fato gerador, além de outros elementos, o exercício 
regular do Poder de Polícia. 
(E) sua hipótese de incidência não é vinculada, salvo quando criada 
no caso de investimento público urgente e de relevante interesse 
estatal. 
81. (FCC/Fiscal de Rendas/SP/2006/adaptada) Em relação às 
taxas, o nosso ordenamento jurídico, expressamente, dispõe: 
(A) As taxas têm como fato gerador a utilização efetiva ou potencial 
do poder de polícia ou o exercício regular do serviço público específico 
e indivisível. 
(B) Ao se referir à imunidade recíproca, a Constituição Federal veda à 
União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios instituir taxas 
e impostos uns dos outros. 
(C) As taxas poderão ter base de cálculo própria de impostos. 
(D) A União, os Municípios e o Distrito Federal poderão instituir taxa 
para o custeio do serviço de iluminação pública. 
(E) As taxas têm como fato gerador fato gerador o exercício regular 
do poder de polícia, ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço 
público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua 
disposição. 
82. (FCC/Analista/Agência reguladora/CE/2007) Taxa e preço 
público são institutos distintos. A taxa 
(A) é um tributo decorrente de atividade prestada de forma direta 
pelo Poder Público; enquanto o preço público ou tarifa remunera o 
concessionário de serviço público. 
(B) é classificada como receita originária; enquanto o preço público 
como receita derivada. 
 
 
 
 
 
 
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(C) e o preço público podem ser cobrados por pessoas jurídicas de 
direito privado mesmo quando estas não sejam delegadas de serviço 
público. 
(D) remunera exercício de serviço outorgado a particular; enquanto o 
preço público decorre de exercício de atividade prestada 
exclusivamente pelo Poder Público. 
(E) não depende de lei para ser instituída ou majorada, ao contrário 
do preço público, que se submete ao princípio da legalidade. 
83. (FCC/Técnico em Direito/Assembléia Legislativa de São 
Paulo/2010). Segundo Geraldo Ataliba, “Não há possibilidade 
jurídica de confusão entre taxa e preço. Nem há, como muitos 
supõem, liberdade do legislador em converter uma na outra e vice-
versa. Juridicamente, são coisas reciprocamente repelentes e 
excludentes”. Partindo deste pressuposto, é traço distintivo entre 
taxa e preço público o fato da taxa 
(A) remunerar obra pública e o preço remunerar serviço público 
prestado pelo Poder Público sem exclusividade. 
(B) ser fixada contratualmente e o preço ser fixado por decreto. 
(C) ser receita originária de natureza tributária e o preço ser receita 
derivada de natureza não tributária. 
(D) remunerar serviço público prestado pelo Poder Público e o preço 
remunerar serviço público delegado a particular. 
(E) remunerar poder de polícia e o preço remunerar serviço público 
indivisível. 
84. (FCC/APOF/SP/2010). Um tributo que remunera o exercício 
regular do poder de polícia consistente na concessão de alvará de 
construção é da espécie 
(A) imposto. 
(B) contribuição de interesse de categoria econômica. 
(C) taxa. 
(D) tarifa. 
(E) contribuição de segurança pública. 
85. (FCC/Procurador municipal/Recife/2008) NÃO se inclui 
entre as características do tributo contribuição de melhoria: 
(A) ter competência comum para instituição. 
(B) ser vinculada a uma atividade estatal. 
(C) ter por fato gerador a obra pública de que decorre valorização 
imobiliária. 
(D) ser instituída para fazer frente à obra pública a ser iniciada após 
sua arrecadação. 
(E) ter por base de cálculo o quantum da valorização dos imóveis 
adjacentes à obra. 
 
 
 
 
 
 
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86. (FCC/Defensoria Pública/Pará/2010) Município institui 
contribuição de melhoria no valor de trezentos reais, para todos os 
contribuintes, em razão de obra pública de calçamento de vias 
públicas municipais realizada no exercício de 2008. Esta contribuição 
de melhoria é 
(A) devida, por ter por fato gerador obra pública. 
(B) devida, porque o Município tem direito a se reembolsar das obras 
públicas que beneficiam os moradores, sob pena de enriquecimento 
sem causa destes. 
(C) indevida, porque deveria ter sido cobrada antes da realização da 
obra. 
(D) indevida, porque obra de calçamento público não pode ser 
cobrada dos moradores. 
(E) indevida, porque não está sendo cobrada de maneira 
individualizada em razão da valorização imobiliária, deixando de 
considerar o quantum que cada imóvel teve de valorização em razão 
da obra pública. 
87. (FCC/Auditor/TCE/AM/2007) Um dos atributos que 
diferenciam as taxas das contribuições de melhoria é o fato de que as 
taxas 
(A) são facultativas, enquanto que as contribuições de melhoria 
remuneram serviços públicos específicos e indivisíveis, ainda que 
somente postos à disposição do usuário. 
(B) não dizem respeito a nenhuma atividade estatal específica, ao 
passo que ascontribuições de melhoria apresentam o atributo da 
referibilidade. 
(C) remuneram serviços públicos específicos e indivisíveis, ao passo 
que as contribuições de melhoria remuneram serviços públicos 
específicos e divisíveis. 
(D) são cobradas pela prestação de serviços públicos, ainda que 
somente postos à disposição do usuário, ao passo que o pagamento 
das contribuições de melhoria é facultativo. 
(E) remuneram serviços públicos, ao passo que as contribuições de 
melhoria têm como contrapartida a valorização imobiliária em 
decorrência da realização de obras públicas. 
88. (FCC/Auditor/TCE/SP/2008) Os empréstimos compulsórios 
(A) são tributos instituídos pela União, pelos Estados e pelo Distrito 
Federal. 
(B) podem ser criados por lei complementar com a finalidade de 
enxugamento da moeda em circulação na economia, desde que 
sejam restituídos no prazo de dois anos. 
 
 
 
 
 
 
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(C) são instituídos por Decreto, para atender a despesas 
extraordinárias decorrentes de calamidade pública ou guerra externa 
ou sua iminência. 
(D) podem ser cobrados no mesmo exercício financeiro em que haja 
sido publicada a lei que os houver instituído em casos de despesas 
extraordinárias, decorrentes de calamidade pública ou guerra 
externa. 
(E) são tributos instituídos pela União, por meio de lei ordinária, 
observando-se o princípio da anterioridade. 
89. (FCC/Advogado/Santos/2006) Os tributos consistentes na 
coleta de recursos para certas áreas de interesse do poder público, na 
Administração direta ou indireta, ou na atividade dos entes que 
colaboram com a Administração, tendo destinação certa e finalidade 
predeterminada; e aqueles instituídos no caso de investimento 
público de caráter urgente e de relevante interesse nacional, sendo 
qualificados pela promessa de restituição relacionam-se, 
respectivamente, 
(A) aos impostos gerais e às taxas. 
(B) às contribuições extrafiscais e às contribuições de melhoria. 
(C) aos empréstimos compulsórios e às contribuições especiais. 
(D) às contribuições sociais e aos empréstimos compulsórios. 
(E) às contribuições de movimentação financeira e às contribuições 
parafiscais. 
90. (FCC/Procurador de Contas/TCE/RR/2008) São 
características comuns aos empréstimos compulsórios e às 
contribuições especiais: 
(A) sempre são de competência da União. 
(B) só podem ser instituídos por lei complementar. 
(C) não são considerados tributos e não estão inseridos no Sistema 
Tributário Nacional. 
(D) possuem vinculação de receita. 
(E) são restituíveis, os primeiros em prazo e forma fixado em lei ou 
depois de um período de carência de contribuição. 
91. (FCC/SEFAZ /SP/2009) Os Empréstimos Compulsórios 
(A) poderão ser instituídos para atender às despesas extraordinárias 
decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou sua 
iminência, não sendo necessária, nesses casos, a observância ao 
princípio da anterioridade. 
(B) poderão ser instituídos no caso de investimento público de caráter 
urgente e de relevante interesse nacional, não sendo necessária, 
nesse caso, a observância ao princípio da anterioridade. 
 
 
 
 
 
 
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(C) são de competência comum da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios, observando-se a competência material de 
cada um desses entes políticos. 
(D) têm sua cobrança suprimida, gradativamente, quando cessadas 
as causas de sua criação. 
(E) têm, em decorrência das razões de urgência e de relevância para 
sua instituição, a aplicação dos recursos provenientes do Empréstimo 
Compulsório desvinculada da despesa que fundamentou sua 
instituição. 
92. (ESAF/APO/União/2010) A extrafiscalidade é característica 
que possuem alguns tributos de permitirem, além da pura e simples 
forma de ingresso de receitas nos cofres públicos, também de 
intervirem na economia, incentivando ou não determinada atividade 
ou conduta do contribuinte. Assinale, entre os tributos listados 
abaixo, aquele que não possui caráter extrafiscal. 
a) Imposto sobre produtos industrializados. 
b) Imposto sobre importação. 
c) Contribuição de intervenção no domínio econômico sobre 
combustíveis. 
d) Imposto sobre produtos industrializados. 
e) Taxa de iluminação pública. 
93. (ESAF/ATRFB/2010) “A redução do Imposto sobre Produtos 
Industrializados − IPI para geladeiras, fogões, máquinas de lavar e 
tanquinhos, produtos da linha branca, que encerraria no próximo dia 
31, foi prorrogada por mais três meses. A partir de 10 de novembro 
entra em vigor uma nova tabela cujas alíquotas passam a ser 
estabelecidas com base na eficiência energética dos produtos, de 
acordo com a classificação do Programa Brasileiro de Etiquetagem, 
coordenado pelo Inmetro. O anúncio foi feito nesta quinta-feira pelo 
ministro da Fazenda Guido Mantega. “Nós estamos desonerando mais 
os produtos que consomem menos energia”, explicou. A medida vale 
até 31 de janeiro de 2010. Segundo ele, as geladeiras, que antes do 
IPI baixo tinham uma alíquota de 15%, e recuou para 5%, poderão 
manter essa mesma alíquota reduzida, mas somente para os 
produtos da chamada classe “A”, ou seja, com menor consumo de 
energia. As geladeiras da classe “B” passarão a ter uma alíquota de 
10% e o restante voltará a ter um IPI de 15%.” (Extraído do site 
www.fazenda.gov.br, notícia de 29.10.2009). Na notícia acima, 
identificamos um importante aspecto do IPI – Imposto sobre 
Produtos Industrializados. Assinale, entre as opções que se seguem, 
aquela que explica e justifica tal aspecto, isto é, somente aquele que 
a notícia mencionada destacou. 
 
 
 
 
 
 
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a) Por meio da seletividade, pode-se tributar com alíquotas 
diferenciadas produtos de acordo com o seu grau de essencialidade. 
b) A notícia demonstra a aplicabilidade do princípio constitucional da 
capacidade tributária, pois estabelece alíquotas diferenciadas para as 
diversas categorias de geladeiras existentes no mercado. 
c) O IPI constitui uma exceção à regra geral da legalidade, já que o 
Poder Executivo pode, a qualquer momento, baixar ou restabelecer 
as suas alíquotas. 
d) A não-cumulatividade, outra característica do IPI, visa impedir que 
as incidências sucessivas nas diversas operações da cadeia 
econômica de um produto impliquem um ônus tributário muito 
elevado, decorrente da múltipla tributação da mesma base 
econômica. 
e) A extrafiscalidade consiste na possibilidade de, por meio de 
alíquotas diferenciadas, estimular-se determinado comportamento 
por parte da indústria e, consequentemente, dos consumidores. 
94. (ESAF/AFRFB/2010) Sobre as taxas, podemos afirmar, exceto, 
que: 
a) o fato gerador da taxa não é um fato do contribuinte, mas um fato 
do Estado; este exerce determinada atividade, e por isso cobra a taxa 
das pessoas que dela se aproveitam. 
b) a atuação estatal referível, que pode ensejar a cobrança de taxa, 
pode consistir no exercício regular do poder de polícia. 
c) a atuação estatal referível, que pode ensejar a cobrança de taxa, 
pode consistir na prestação ao contribuinte, ou na colocação à 
disposição deste, de serviço público específico, divisível ou não. 
d) as atividades gerais do Estado devem ser financiadas com os 
impostos, e não com as taxas. 
e) o poder de polícia, que enseja a cobrança de taxa, considera-se 
regular quando desempenhado pelo órgão competente e nos limites 
da lei aplicável, com observância do processo legal e, tratando-se de 
atividade que a lei tenha como discricionária, sem abuso ou desvio de 
poder. 
95. (ESAF/AFRFB/2010) Em relação aos empréstimos 
compulsórios, é correto afirmar que: 
a) é um tributo, pois atendeàs cláusulas que integram o art. 3° do 
Código Tributário Nacional. 
b) é espécie de confisco, como ocorreu com a retenção dos saldos de 
depósitos a vista, cadernetas de poupança e outros ativos financeiros, 
por ocasião do chamado “Plano Collor” (Lei n. 8.024/90). 
c) o conceito de ‘despesa extraordinária’ a que alude o art. 148, 
inciso I, da Constituição Federal, pode abranger inclusive aquelas 
 
 
 
 
 
 
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incorridas sem que tenham sido esgotados todos os fundos públicos 
de contingência. 
d) se conceitua como um contrato de direito público, com a 
característica da obrigatoriedade de sua devolução ao final do prazo 
estipulado na lei de sua criação. 
e) se subordina, em todos os casos, ao princípio da anterioridade da 
lei que o houver instituído. 
96. (FEPESE/2008/Prefeitura Municipal de Balneário 
Camboriú/Fiscal da Fazenda) Sobre os princípios gerais 
constitucionais do sistema tributário nacional, assinale a alternativa 
incorreta: 
(A) As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos. 
(B) Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão 
graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte. 
(C) As contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico 
não incidirão também sobre a importação de produtos estrangeiros 
ou serviços. 
(D) A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão 
instituir taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou pela 
utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e 
divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição. 
(E) Lei complementar poderá estabelecer critérios especiais de 
tributação, com o objetivo de prevenir desequilíbrios da concorrência, 
sem prejuízo da competência de a União, por lei, estabelecer normas 
de igual objetivo. 
97. (FEPESE/2008/Prefeitura Municipal de 
Florianópolis/Consultor Jurídico) O tributo cuja obrigação tem 
por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade 
estatal específica, relativa ao contribuinte, denomina-se: 
(A) Taxa. 
(B) Tarifa. 
(C) Imposto. 
(D) Contribuição social. 
(E) Contribuição de melhoria. 
98. (FEPESE/2008/Prefeitura Municipal de 
Florianópolis/Consultor Jurídico) Considere Falsas ( F ) ou 
Verdadeiras ( V ) as seguintes afirmações: 
I. A contribuição de melhoria cobrada pelo Município tem como fato 
gerador o exercício regular do poder de polícia, ou a utilização, 
efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado 
ao contribuinte ou posto à sua disposição. 
 
 
 
 
 
 
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II. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública 
que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula 
a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de interesse público. 
III. Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando 
desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável, 
com observância do processo legal e, tratando-se de atividade que a 
lei tenha como discricionária, sem abuso ou desvio de poder. 
IV. As taxas cobradas pelo Município são instituídas para fazer face 
ao custo de obras públicas de que decorra valorização imobiliária. 
V. Por ocasião do lançamento do imposto, cada contribuinte deverá 
ser notificado do seu montante, da forma e dos prazos de seu 
pagamento e dos elementos que integram o respectivo cálculo. 
Assinale a seqüência correta: 
(A) V – V – F – V – F. 
(B) V – F – V – F – V. 
(C) F – F – F – V – V. 
(D) F – F – V – F – V. 
(E) F – V – V – F – F. 
99. (FEPESE/2009/ Prefeitura Municipal de 
Brusque/Advogado) Com base na Constituição Federal de 1988, é 
correto afirmar: 
(A) Cabe à lei complementar estabelecer normas a. gerais sobre 
obrigação, lançamento, crédito, compensação e isenção tributários. 
(B) Qualquer subsídio ou isenção, referente a impostos, taxas ou 
contribuições, somente poderá ser concedido mediante lei específica, 
federal, estadual ou municipal. 
(C) As taxas e contribuições de melhoria não poderão ter base de 
cálculo própria de impostos. 
(D) É vedado aos entes federativos instituir impostos sobre livros, 
jornais, periódicos, bem como o papel e a tinta destinados a sua 
impressão. 
(E) É proibida a cobrança de empréstimos compulsórios instituídos 
para atender despesas decorrentes de calamidade pública no mesmo 
exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu 
ou aumentou. 
GABARITO 
1. Falso. 2. Falso. 3. Verdadeiro. 4. Falso. 5. Falso. 6. Falso. 
7. Falso. 8. Falso. 9. Falso. 10. Verdadeiro. 11. Verdadeiro. 
12. Falso. 13. Falso. 14. Verdadeiro. 15. Falso. 16. Verdadeiro. 
 
 
 
 
 
 
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17. Verdadeiro. 18. B 19. C 20. B 21. Falso. 22. Falso. 
23. Falso. 24. Falso. 25. Verdadeiro. 26. Verdadeiro. 27. Verdadeiro. 
28. Falso. 29. Verdadeiro. 30. Verdadeiro. 31. Falso. 32. C 33. E 
34. D 35. Falso. 36. A 37. C 38. E 39. E 40. E 41. D 42. E 
43. D 44. C 45. D 46. C 47. D 48. D 49. A 
50. E 51. C 52. B 53. B 54. Falso. 55. A 56. Verdadeiro. 
57. Verdadeiro. 58. C 59. C 60. D 61. Falso. 62. Falso. 63. Falso. 
64. E 65. A 66. D 67. Falso. 68. E 69. Falso. 70. C 71. V 72. D 
73. V 74. A 75. B 76. F 77. V 78. V 79. A 80. D 81. E 82. A 
83. D 84. C 85. D 86. E 87. E 88. D 89. D 90. D 91. A 92. E 93. E 
94. C 95. A 96. C 97. C 98. E 99. B

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