História do Direito Penal
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História do Direito Penal


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HISTÓRIA DO DIREITO PENAL
HISTORIA DO DIREITO PENAL
1. Evolução das Vinganças 
Vingança Privada
 Cometido um crime, ocorria a reação da vítima, dos parentes e até do grupo social (tribo), que agiam sem proporção à ofensa, atingindo não só o ofensor, como também todo o seu grupo. \u201cOlho por olho, dente por dente\u201d. 
Vingança Divina 
Nesta fase começa-se a esboçar um poder de coesão social capaz de estabelecer condutas sob pena de castigos. A diferença é que aqui quem é ofendido pelas atividades delituosas são os deuses.
· Vingança Pública
 A pena deixa de ter o caráter religioso e passa a ser uma sanção imposta por uma autoridade pública, ou seja, seu agente de punição não mais é o próprio ofendido ou mesmo o sacerdote, e sim o monarca (rei, príncipe, regente). 
 A PENA É SIMPLESMENTE VINGANÇA.
2.Período Humanitário ( sec. XVIII)
3.Período Científico ( meados sec. XIX até os dias atuais)
Justiça Privada
Surge o talião, que limita a reação à ofensa a um mal idêntico ao praticado. 
Século XXII aC. Hammurabi \u2013Babilônia
Consagra o princípio do talião. Considerada a legislação mais antiga da humanidade. Delimita o castigo, impedindo que a vingança seja desproporcional. Maior Conquista no terreno repressivo. A vingança não será arbitrária e desproporcional. Há a reparação pecuniária
As leis de manu \u2013 séc. XII a V aC( Índia)
Leis das XII tábuas . séc. V aC (Roma)
Direito Hebreu
Alcorão \u2013 sec. XI (livro sagrado do islamismo)
História do Direito Penal
Vingança Pública
Vingança Pública
        A pena transformar-se em um sanção imposta em nome de uma autoridade pública, representativa dos interesses da comunidade.
 Não era mais o ofendido ou mesmo os sacredotes os agentes responsáveis pela punição, mas o soberano (rei, príncipe)
Exercia sua autoridade em nome de Deus e cometia inúmeras arbitrariedades.
 A pena de morte era uma sanção largamente difundida.
 A mutilação do condenado, a confiscação de bens e penas para os familiares do infrator eram comuns.
 Embora o ser humano vivesse aterrorizado nessa época, devido à falta de segurança jurídica, verifica-se avanço no fato de a pena não ser mais aplicada por terceiros, e sim pelo Estado.
Tempo de desespero, noite de trevas para a humanidade, idade média do Direito Penal... Vai raiar o sol do Humanismo.       
Ideias Penais
Direito Romano, Germânico, Canônico, Direito Penal Comum  
        Direito Romano : O direito romano conheceu a Lei de Talião e a Composição. Na época da realeza tinha caráter religioso; na república, por volta de 509 a.C, separou o direito e a religião. De início existiam crimes privados (a vítima é quem pune ) e públicos; quando finalmente passou a ser pública. O Direito Romano revelou caracteres sociais. 
        Direito Germânico: Também conheceram a Lei de Talião e a Composição. Consideraram o crime como a quebra da paz; a preocupação maior do Direito Germânico era com o dano causado pelo crime e não com a culpa. Revelou, portanto, um caráter individual. 
       Direito Canônico: ( Originário do Cristianismo ). Proclamava a igualdade de todos os homens; destacava o elemento subjetivo do crime, isto é, a culpa. Contra a vingança privada, o Direito Canônico criou o Direito de Asilo e as Tréguas de Deus. Foi aqui que apareceu a estrutura das penitenciárias ( direito de asilo ). Revelou princípios religiosos. 
        Estes três direitos, o Romano com características sociais, o Germânico com características individuais e o Canônico com características religiosas, deram origem ao chamado Direito Penal Comum que predominou durante toda a Idade Média. 
        Direito Penal Comum ( predominou em toda idade média): A maior influência do Direito Penal Comum foi do Direito Penal Romano Canônico, principalmente com o surgimento dos PRAXISTAS ( práticos ) que foram os chamados Glosadores ( 1100 - 1250 ) e Pós-Glosadores ( 1250 - 1450 
 A preocupação maior do Direito penal era a defesa e a proteção dos soberanos e seus favorecidos. Predominava neste direito, o arbítrio judicial, a desigualdade de classes, a tortura, o sigilo do processo, os meios inquisitoriais para obter confissão, a existência de leis imprecisas, a desumanidade das penas e principalmente a existência de pena de morte em profusão. ( profusão = abundância )  Tudo isto mostrou o lado mais negro do Direito Penal, a "Inquisição" que cometia as mais bárbaras atrocidades em nome de Deus. 
HISTORIA DO DIREITO PENAL
Período Humanitário
 Meados do séc. XVIII . O iluminismo encontra-se a noção de que razão que deve guiar a sociedade e não os costumes fundados em tradições, muitas vezes até de cunho religioso. 
	Reação de alguns pensadores, agrupados em torno de um movimento de idéias, que têm como fundamento a razão e a humanidade.
Iluminismo - A razão sobre a Ignorância e o Fanatismo.
Absolutismo
O Absolutismo foi o regime da centralização: os soberanos passaram a concentrar todos os poderes, ficando os cidadãos excluídos de qualquer participação e controle na vida pública.
O rei, além de deter o poder executivo, o governo político propriamente dito, detinha o poder de fazer as leis e a justiça. O poder emanava do rei e era por ele exercido. Não havia justiça nem política autônomas. 
Absolutismo
Antigo Regime - a caricatura mostra o terceiro estado miserável, a nobreza robusta e livre e o clero com uma coruja no chapéu, símbolo da ambição.
Torturas 
ESPETÁCULOS PÚBLICOS
TORTURAS 
Torturas
Torturas
TORTURA
HISTORIA DO DIREITO PENAL
Fase Jurídica ou Política- Em 1764, imbuído dos princípios iluministas, Cesar Bonesana, Marquês de Beccaria, faz publicar a obra \u201cDei Delitti e Delle Pene\u201d. 
Os princípios básicos pregados por Becaria firmaram o alicerce do Direito Penal Moderno. Embora de forma incipiente, sua obra procura sistematizar os princípios do Direito Penal.
DOS DELITOS E DAS PENAS
Dos Delitos e das Penas
Marquês de Beccaria 
livro: \u201cDos Delitos e Das Penas\u201d
Deixou avançadíssimos ensinamentos de penologia:
\u2022 o objetivo da pena não é atormentar o
acusado e sim impedir que ele reincida e servir de exemplo para que outros não venham a delinqüir.
CESARE BECCARIA (1738-1794)
O Rigor e a Duração do Castigo 
O rigor do castigo causa menos efeito sobre o espírito humano do que a duração da pena, porque a nossa sensibilidade é mais fácil e mais constantemente afetada por uma impressão ligeira, mas frequente, do que por um abalo violento, mas passageiro.
O espetáculo atroz, mas momentâneo, da morte de um criminoso, é para o crime um freio menos poderoso do que o longo e contínuo exemplo de um homem privado da sua liberdade, tornado até certo ponto uma besta de carga e que repara com trabalhos penosos o dano que causou à sociedade.
Dos delitos e das Penas
Os cidadãos , por viverem em sociedade,cedem apenas uma parcela de sua liberdade e direitos. Por essa razão, não se podem aplicar penas que atinjam direitos não cedidos, como acontece nos casos de pena de morte e das sanções cruéis .
Só existe crime se houver uma lei que o defina.
Cabe ao Estado o jus puniendi .
Leis claras, certas e precisas. 
Proporcionalidade das penas de acordo com a gravidade.
A prisão preventiva somente se justifica diante de prova da existência do crime e de sua autoria.
 O fim da pena é prevenir o delito e restabelecer a ordem social.
As penas devem ser utilizadas com moderação.
A pena não deve passar da pessoa do acusado.
Reconhecimento da presunção da inocência. 
Juiz natural \u2013 o réu deve ser julgado por um tribunal imparcial.
Não se justificam as penas de confisco, que atingem herdeiros do condenado.
Devem ser admitidas em Juízo todas as provas, inclusive a palavra dos condenados.
Só as leis podem fixar as penas, não se permitindo ao juiz interpretá-las ou aplicar sanções arbitrariamente. Não se deve permitir o testemunho secreto, a tortura para o interrogatório.
 
HISTORIA DO DIREITO PENAL
Escola Clássica- século XVII.
Nasceu como reação