Lei de Uso e Ocupação do Solo (Porto Velho)
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Lei de Uso e Ocupação do Solo (Porto Velho)


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PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE PORTO VELHO 
 
LEI COMPLEMENTAR Nº 097 DE 29 DE DEZEMBRO DE 1999 
 
 
 \u201cDispõe sobre o Parcelamento, uso e 
ocupação do solo do município de 
Porto Velho\u201d. 
 
 
 O PREFEITO DO MUNICÍPIO DE PORTO VELHO, no uso das atribuições 
que lhe confere o inciso VI do art. 67 da Lei Orgânica do Município de Porto Velho, 
 
 
 FAÇO SABER QUE A CÂMARA MUNICIPAL DE PORTO VELHO 
Aprovou e eu sanciono a seguinte 
 
 
 LEI COMPLEMENTAR: 
 
TÍTULO I 
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 
 
 Art. 1º - Esta Lei tem por objetivo estabelecer normas relativas ao parcelamento, uso e 
ocupação do solo do Município de Porto Velho. 
 
 Parágrafo único - Fazem parte integrante desta Lei os seguintes Anexos, com os 
respectivos conteúdos: 
 
Anexo 1 - planta referente ao uso do solo; 
 
Anexo 2 - planta referente à hierarquização do sistema viário; 
 
Anexo 3 - planta referente às áreas e equipamentos especiais; 
 
Anexo 4 - quadro referente ao regime urbanístico; 
 
Anexo 5 - quadros referentes ao sistema viário; 
 
Anexo 6 - descrição dos perímetros das zonas de uso; 
 
Anexo 7 - descrição do perímetro urbano; 
 
Anexo 8 - descrição das categorias de uso; 
 
Art. 2º - Ficam sujeitas às disposições desta Lei a execução de loteamentos, de 
desmembramentos, de arruamentos e de edificações públicas e particulares, bem como a 
realização de quaisquer planos, projetos, obras e serviços públicos e particulares, que 
afetem, por qualquer meio, direta ou indiretamente, a organização físico-territorial da 
cidade. 
 
Art. 3º - Para os fins fiscais, urbanísticos e de planejamento, o território do Município de 
Porto Velho divide-se em área urbana e área rural. 
 
Parágrafo único - Para os fins administrativos, o Município divide-se em Distritos. 
 
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PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE PORTO VELHO 
 
Art. 4º - A área urbana abrange: 
 
I. o Distrito sede do Município de Porto Velho, definido pelo perímetro urbano, conforme 
descrição e planta constantes do Anexo 4. 
 
II. os demais Distritos existentes à época da promulgação desta Lei ou que, porventura, 
venham a ser criados. 
 
Art. 5º - A área rural abrange a porção do território compreendido entre os limites da área 
urbana do Município, descrita no Anexo 4 e as suas divisas municipais. 
 
Art. 6º - Para os efeitos de atender os objetivos e diretrizes do Plano Diretor, a zona urbana 
da cidade de Porto Velho fica dividida em Área Urbana de Ocupação Concentrada (AOC) e 
Área Urbana de Ocupação Média (AOM). 
 
Parágrafo 1º - A Área Urbana de Ocupação Concentrada (AOC) é limitada pelo Rio 
Madeira , Av. Costa e Silva, Av. Rio Madeira e BR 364, Prudente de Moraes e Rio de 
Janeiro até Rio Madeira. 
 
Parágrafo 2º - Na Área Urbana de Ocupação Concentrada (AOC), o Poder Público 
Municipal deverá incentivar a realização de uma maior densidade de ocupação e 
diversificação de usos urbanos, em função da existência de equipamentos e serviços 
urbanos. 
 
Parágrafo 3º - A Área Urbana de Ocupação Média (AOM) abrange a porção da área 
urbana, compreendida entre os limites do perímetro urbano e os da Área Urbana de 
Ocupação Concentrada (AOC), descritos no parágrafo 1º deste artigo. 
 
Parágrafo 4º - Na Área Urbana de Ocupação Média (AOM), o Poder Público deverá 
promover um controle maior do uso do solo, mediante uma ocupação mais rarefeita, com 
uniformidade de usos, devido à inexistência de equipamentos e serviços urbanos. 
 
Parágrafo 5º - São áreas de expansão urbana as contidas fora do perímetro urbano até 
5.000,00m (cinco mil metros), e outras áreas legalmente reconhecidas pelo Poder Público, 
a estas áreas aplicam-se o regime urbanístico da ZR1. 
 
Parágrafo 6º - As Áreas, referidas no \u201ccaput\u201d deste artigo, aplicam-se as restrições 
administrativas, relativas ao uso e ocupação do solo, contidas no Título IV desta Lei. 
 
 
CAPÍTULO I 
DAS DEFINIÇÕES 
 
Art. 7º - Para o efeito de aplicação das normas de parcelamento, uso e ocupação do solo, 
constantes desta Lei, as seguintes expressões ficam assim definidas: 
 
I. gleba é a porção de terra, que ainda não foi objeto de parcelamento do solo; 
 
II. loteamento é a subdivisão de gleba em lotes, destinados à edificação, com abertura 
de novas vias de circulação, de logradouros públicos, ou prolongamento, modificação 
ou ampliação das vias existentes; 
 
III. desmembramento é a subdivisão de gleba em lotes, destinados à edificação, com 
aproveitamento do sistema viário existente, desde que não implique na abertura de 
novas vias ou logradouros públicos, nem no prolongamento, modificação ou 
ampliação dos já existentes; 
 
 
 
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IV. quadra é a área resultante da execução de loteamento, delimitada por vias de 
circulação de veículos e logradouros públicos; 
 
V. lote é a área resultante de loteamento, desmembramento ou desdobro, contida em 
uma quadra, com, pelo menos, uma divisa lindeira à via oficial de circulação de 
veículos; 
 
VI. desdobro é a subdivisão da área de um lote, integrante de loteamento ou 
desmembramento aprovado, para a formação de novo ou novos lotes; 
 
VII. via de circulação é o espaço destinado à circulação de veículos ou pedestres, sendo 
que: 
 
a) via particular é aquela que se constitui em propriedade privada, ainda que aberta ao uso 
público, e 
 
b) via oficial é a que se destina ao uso público, sendo reconhecida, oficialmente, como bem 
municipal de uso comum do povo; 
 
VIII. servidão consiste em restrições impostas à faculdade de uso e gozo do proprietário, 
em benefício de outrem; 
 
IX. alinhamento é a linha divisória existente entre o terreno de propriedade particular ou 
pública e o logradouro público; 
 
X. eixo de via é a linha que, passando pelo seu centro, é equidistante dos alinhamentos; 
 
XI. frente de lote é a divisa lindeira à via oficial de circulação de veículos; 
 
XII. fundo de lote é a divisa oposta à frente; 
 
XIII. recuo é a distância medida entre o limite externo da projeção horizontal da edificação 
e a divisa do lote, sendo que o recuo de frente é medido com relação ao alinhamento 
ou, quando se tratar de lote lindeiro a mais de um logradouro público, a todos 
alinhamentos; 
 
XIV. taxa de ocupação é a relação entre a área de projeção de uma edificação sobre um 
terreno e a área deste terreno; 
 
XV. coeficiente de aproveitamento é a relação entre a área total construída de uma 
edificação e a área total da gleba ou lote; 
 
XVI. estacionamento é a área coberta ou descoberta, destinada à guarda de veículos, de 
uso privado ou coletivo; 
 
XVII. conservação é a realização de todo e qualquer serviço ou obra, destinado à 
manutenção de edificações, sem que ocorram alterações em suas características 
físicas; 
 
XVIII. reforma é a execução de obras e serviços em edificações, que impliquem em 
quaisquer alterações de suas características físicas, na ampliação ou supressão de 
área construída, ou que tenha como resultado qualquer transformação do meio 
ambiente natural; 
 
XIX. uso misto é a incidência em um mesmo lote ou edificação de mais de uma categoria 
de uso; 
 
XX. pavimento térreo ou primeiro pavimento é aquele cujo piso se situa a até 1,50 m (um 
metro e meio) acima do nível médio do trecho de eixo da via, para a qual o lote tem 
frente; 
 
XXI. segundo pavimento é aquele que sucede, imediatamente, ao térreo; 
 
 
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XXII. mezanino é o piso intermediário entre dois pavimentos consecutivos e que não 
excede 1/3 (um terço) da área do piso que lhe dá acesso; 
 
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