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direito constitucional 2° bimestre

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matérias de suas competências definidas, em regra pelos regimentos internos, a iniciativa é de qualquer membro do congresso, sendo que a discussão e votação ocorre na casa que pedir não á sanção.
Art. 51. Compete privativamente à Câmara dos Deputados:
I - autorizar, por dois terços de seus membros, a instauração de processo contra o Presidente e o Vice-Presidente da República e os Ministros de Estado;
II - proceder à tomada de contas do Presidente da República, quando não apresentadas ao Congresso Nacional dentro de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa;
III - elaborar seu regimento interno;
IV – dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, transformação ou extinção dos cargos, empregos e funções de seus serviços, e a iniciativa de lei para fixação da respectiva remuneração, observada os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias; 
V - eleger membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII.
Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal:
I - processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da República nos crimes de responsabilidade, bem como os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica nos crimes da mesma natureza conexos com aqueles;  .
II processar e julgar os Ministros do Supremo Tribunal Federal, os membros do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público, o Procurador-Geral da República e o Advogado-Geral da União nos crimes de responsabilidade; 
III - aprovar previamente, por voto secreto, após arguição pública, a escolha de:
a) Magistrados, nos casos estabelecidos nesta Constituição;
b) Ministros do Tribunal de Contas da União indicados pelo Presidente da República;
c) Governador de Território;
d) Presidente e diretores do banco central;
e) Procurador-Geral da República;
f) titulares de outros cargos que a lei determinar;
IV - aprovar previamente, por voto secreto, após arguição em sessão secreta, a escolha dos chefes de missão diplomática de caráter permanente;
V - autorizar operações externas de natureza financeira, de interesse da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios;
VI - fixar, por proposta do Presidente da República, limites globais para o montante da dívida consolidada da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
VII - dispor sobre limites globais e condições para as operações de crédito externo e interno da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, de suas autarquias e demais entidades controladas pelo Poder Público federal;
VIII - dispor sobre limites e condições para a concessão de garantia da União em operações de crédito externo e interno;
IX - estabelecer limites globais e condições para o montante da dívida mobiliária dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
X - suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal;
XI - aprovar, por maioria absoluta e por voto secreto, a exoneração, de ofício, do Procurador-Geral da República antes do término de seu mandato;
XII - elaborar seu regimento interno;
XIII - dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, transformação ou extinção dos cargos, empregos e funções de seus serviços, e a iniciativa de lei para fixação da respectiva remuneração, observada os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias; 
XIV - eleger membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII.
XV - avaliar periodicamente a funcionalidade do Sistema Tributário Nacional, em sua estrutura e seus componentes, e o desempenho das administrações tributárias da União, dos Estados e do Distrito Federal e dos Municípios.  .
Parágrafo único. Nos casos previstos nos incisos I e II, funcionará como Presidente o do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a condenação, que somente será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal, à perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis.
PROCEDIMENTO COMUM
Iniciativa
Casa iniciadora- comissões=> aprovam ou rejeitam- se não for consensual vai ao plenário, precisa 50% mais um para iniciar a cessão, se rejeitado vai para arquivo e se aprovado vai para a casa revisora. 
Na casa revisora ode se decidir se vai emendar o projeto, se vai aglutinar outros projetos juntos, e volta para a casa iniciadora que analisa e manda para a sanção ou veto. Dois tipos de vetos vetam jurídicos (viola a constituição-toda a parte do projeto, não somente uma palavra) veto politico quando o Presidente acha o projeto contra o interesse publico. O veto deve ser motivado. Se acontecer o veto o presidente manda para o congresso nacional analisar o veto e ver se concordam e possivelmente derrubar o veto.
PROCEDIMENTO SUMÁRIO – Quando um projeto do presidente demora mais de 45 dias, para todo o congresso para discutir o projeto.
Promulgação da lei e publicação do ato legislativo, fase iniciadora necessária.
LEI DELEGADA: a ultima foi na época do Collor. Foi inclui da no Ordenamento jurídico brasileiro na emenda 4/61 por Jânio Quadros era constituição de 46. Presidentes centralizadores por todo o mundo. Tal emenda instituiu o parlamentarismo e lei delegada, e na lei delegada se solicita no congresso nacional permissão para editar uma lei. O congresso escolhe o conteúdo da lei, por um tempo determinado. 
Art. 68. As leis delegadas serão elaboradas pelo Presidente da República, que deverá solicitar a delegação ao Congresso Nacional.
§ 1º Não serão objeto de delegação os atos de competência exclusiva do Congresso Nacional, os de competência privativa da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal, a matéria reservada à lei complementar, nem a legislação sobre:
I - organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a garantia de seus membros;
II - nacionalidade, cidadania, direitos individuais, políticos e eleitorais;
III - planos plurianuais, diretrizes orçamentárias e orçamentos.
§ 2º A delegação ao Presidente da República terá a forma de resolução do Congresso Nacional, que especificará seu conteúdo e os termos de seu exercício.
§ 3º Se a resolução determinar a apreciação do projeto pelo Congresso Nacional, este a fará em votação única, vedada qualquer emenda.
Isso se manteve n ordenamento jurídico até hoje no art. 68 CF. existem dois tipos de leis delegadas, a do § 1 e do § 3. Neste do § 3 o presidente escolhe o assunto da lei e solicita ao congresso e o congresso decide se vai aprovar o pedido ou não, esta lei não pode ser emendada. O quórum é maioria simples. 
A lei delegada é um ato normativo primário elaborado pelo presidente da republica após delegação externa corporis do Congresso nacional, uma exceção ao principio da indelegabilidade.
A elaboração da lei delegada tem inicio na iniciativa solicitadora exclusiva e discricionária do PR, devendo indicar o assunto a ser tratado, a solicitação deve ser submetida à votação em seção bicameral, sendo aprovado por maioria relativa, à delegação tem forma de resolução e deve especificar o conteúdo e os termos de seu exercício. O congresso pode estabelecer restrições como ex. período de vigência. O prazo máximo para a delegação é uma legislatura. O congresso pode disciplinar a esma matéria por meio de lei ordinária.
Interna corporis e externa corporis existia na CF 46. O plenário delegava a competência para determinada comissão para votar um projeto. Isso não existe mais.
Delegação típica: todo o restante do processo legislativo se esgota no interior do poder executivo. Após o retorno da resolução o presidente elabora o texto normativo, promulga e determina sua publicação.
Delegação atípica: o congresso nacional determinará o retorno do projeto ao legislativo para apreciação e votação única, é vedada qualquer emenda, ou o projeto é aprovado ou rejeitado e arquivado.
O congresso nacional pode sustar atos normativos que exorbitem os limites