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PROCESSO PENAL 2° BIMESTRE

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ou não pluralidade de agentes (não existe conexão quando o crime é único)
Art. 76.  A competência será determinada pela conexão:
        I - se, ocorrendo duas ou mais infrações, houverem sido praticadas, ao mesmo tempo, por várias pessoas reunidas, ou por várias pessoas em concurso, embora diverso o tempo e o lugar, ou por várias pessoas, umas contra as outras;
        II - se, no mesmo caso, houverem sido umas praticadas para facilitar ou ocultar as outras, ou para conseguir impunidade ou vantagem em relação a qualquer delas;
        III - quando a prova de uma infração ou de qualquer de suas circunstâncias elementares influir na prova de outra infração.
2.1 INTERSUBJETIVA OCASIONAL situação na qual, duas ou mais ações forem praticadas ao mesmo tempo, por varias pessoas reunidas. Vários crimes são cometidos em um mesmo contexto fático, mas sem que as pessoas tenham previamente combinado. Art.76 – ex. saque a caminhão tombado. Manifestação onde ocorrem depredações.
2.2 INTERSUBJETIVA CONCURSAL: quando duas ou mais infrações forem praticadas por varias pessoas em concurso, ainda que em diversos tempo e lugar. A conexão se estabelece a partir da pluralidade de crimes praticados por um grupo de pessoas previamente ajustadas, (neste caso existe o concurso de pessoas) os crimes não precisam ter sido cometidos no mesmo contexto fático, mas é necessário que tenha previamente combinado de cometer crimes. Liame subjetivo, ligação subjetiva com as pessoas. Racha, associação criminosa, três ou mais pessoas combinam vários crimes. Pretensão de cometer vários crimes.
2.3 POR RECIPROCIDADE: quando duas ou ais infrações forem paticadas por varias pessoas, umas contra as outras. (mas precisa de duas ou mais infrações- duas lesões corporais) os crimes são cometidos uns contra os outros, pessoas cometem crimes contra outras pessoas. Briga de bar, de torcida
2.4 OBJETIVA : vários crimes, ou mais de um crime foi cometido existindo uma relação direta entre eles, existe uma relação direta entre dois crimes. Exemplo clássico de conexão lavagem de dinheiro e o crime antecedente.
3- CONTINENCIA: une as pessoas acusadas em uma mesma infração, para julgamento simultâneo, (não há pluralidade de crimes, mas de pessoas) o que define é a pluralidade de pessoas, pode ter mais de um crime, mas o que define é a pluralidade de pessoas. Art 77. Várias pessoas que se juntam para cometer um mesmo crime. Vai ter um processo só pois existe continência. Ocorrerá a reunião de todas as pessoas envilvidas no mesmo processo. Se alguém tiver prerrogativa de função serão todos julgados nno tribunal competente do detentor do cargo. Fica a ressalva do tribunal do júri.
Sumula 704 STF diz que não há qualquer problema do juiz natural do fato de uma pessoa sem foro privilegiado ser julgado junto no STF. Pessoa sem foro cometer crime junto com deputado federal. (mensalão, todos foram julgados no STF).
Art. 77.  A competência será determinada pela continência quando:
        I - duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração;
        II - no caso de infração cometida nas condições previstas nos arts. 51, § 1o, 53, segunda parte, e 54 do Código Penal.
REGRAS PARA DEFINIÇÃO DE COMPETÊNCIA NOS CASOS DE CONEXÃO OU CONTINENCIA: problemas em casos de crimes em diferentes cidade ou prerrogativa de forro 
Art. 78. Na determinação da competência por conexão ou continência, serão observadas as seguintes regras:       
       I - no concurso entre a competência do júri e a de outro órgão da jurisdição comum, prevalecerá a competência do júri;        
        Il - no concurso de jurisdições da mesma categoria:        
        a) preponderará a do lugar da infração, à qual for cominada a pena mais grave;       
        b) prevalecerá a do lugar em que houver ocorrido o maior número de infrações, se as respectivas penas forem de igual gravidade;           
        c) firmar-se-á a competência pela prevenção, nos outros casos;         
        III - no concurso de jurisdições de diversas categorias, predominará a de maior graduação;         
IV - no concurso entre a jurisdição comum e a especial, prevalecerá esta.        
Art 78 § primeiro: se existir conexão ou continência entre um crime cometido na justiça comum e o tribunal do júri, o caso vai ser julgado no tribunal do júri, a pegadinha, o tribunal do júri tem competência pra julgar crimes dolosos contra a vida porém, julga todos os demais crimes por conexão.
-No concurso de jurisdição de uma mesma categoria preponderará o lugar da infração ao qual for cominado a pena mais grave.
-Dois crimes com penas diferentes, em um crime a pena mínima é de um ano e a pena máxima é 5 anos, e no ouro crime a pena mínima é de dois anos mais a máxima é 4 anos. -A jurisprudência entende que a pena mínima mais alta é o crime mais grave. A pena tende a se aproximar do mínimo.
-Se tiverem jurisdições diferentes (crime na justiça comum e um na justiça eleitoral) o critério é o mais especial. 
-Sumula 122 STJ compete a justiça federal o processamento a conexão vai para a federal pois é a mais especializada, não que seja superior.
-prevalecerá o lugar em que ocorrer o maior numero de infrações caso as penas sejam iguais.
Antes de aplicar as regras do art. 78, deve-se ver se não é caso de crime continuado.
Se for, será competente o juiz prevento. Contudo, problemas concretos nessa matéria podem surgir quando estivermos diante de vários crimes praticados em várias cidades. Eventual continuidade delitiva reconhecida após o processo já ter sido reunido e instaurado em outra cidade, segundo a posição majoritária, não acarretará a nulidade.
Seus incisos devem ser lidos nessa ordem:
Art. 78.
IV. Primeiro deve-se verificar se há crime eleitoral, pois a competência da justiça especial eleitoral
prevalece sobre as demais. Se houver crime militar, incide o art. 79, I, ocorrendo a cisão processual.
III. Não sendo caso de crime eleitoral ou militar, analisa-se o inciso III. Aqui, a jurisdição federal prevalece sobre a estadual (Súmula n. 122 do STJ). Se algum dos agentes tiver prerrogativa de foro, prevalece a jurisdição de segundo grau (tribunais) sobre as de primeiro grau (juiz, júri, juizado especial), com as ressalvas feitas anteriormente.
I. Não sendo resolvida a questão com as regras anteriores, deve-se perguntar: algum dos crimes é de competência do júri? Caso afirmativo, todos os crimes e todas as pessoas serão julgados no Tribunal do
Júri (vis atractiva e prevalente).
II. Se nenhum dos incisos anteriores resolver a questão, é porque estamos diante de vários juízes, de mesmo nível de jurisdição, igualmente competentes. Então passemos para os critérios definidos nesse último inciso, necessariamente nessa ordem:
a) Prepondera o lugar da infração mais grave: para tanto, analisa-se a pena em abstrato, mínima e máxima. Mas, e se um crime tiver uma pena de 1 a 6 anos e o outro de 2 a 4 anos, qual é a mais grave? Aquele cuja pena mínima é mais elevada. Se esse critério não resolver, comparam-se os regimes de cumprimento da pena, em que os delitos apenados com reclusão são mais graves que os apenados com detenção. Outro ponto a ser comparado é a existência ou não de pena de multa, pois pena + multa é mais grave.
b) Havendo empate na letra “a”, prevalece o lugar onde for praticado o maior número de infrações.
Logo, o juiz, em cuja cidade tiver sido praticado o maior número de delitos, será competente para o julgamento.
c) Se houver empate em todos os critérios anteriores, prevalecerá a competência do juiz prevento. Ou seja, aquele que primeiro receber a denúncia ou que, na fase “pré-processual”, tiver antecedido os demais na prática de algum ato decisório será finalmente o competente.
4-CASOS DE CISÃO OBRIGATÓRIA E FACULTATIVA: o juiz é obrigado a separar o processo no art 79.  Art. 79.  A conexão e a continência importarão unidade de processo e julgamento, salvo:
        I - no concurso entre a jurisdição comum e a militar;A JUSTIÇA MILITAR NÃO PREVALESCE, ELA CINDE, SE É CRIME MILITAR