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Aula 2 - Ideologia

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estabilidade social e cultural das sociedade burguesas contemporâneas. Nestes estudos, os filósofos põem em questão a capacidade das classes trabalhadoras em levar a cabo transformações sociais importantes.
Esta desconfiança, que afasta-os progressivamente do marxismo "operário", se consuma na Dialética do Esclarecimento de 1947, publicado em Amsterdã onde o termo marxismo já se encontra quase ausente. Em 1949-1950 publicam os Estudos sobre o Preconceito que representa uma inovação significativa nas metodologias de pesquisa social, embora de pouca significação teórica.
Com Erich Fromm e Herbert Marcuse se inicia uma frente de trabalho que associa a Teoria Crítica da Sociedade à psicanálise. Fromm, precursor desta frente de trabalho, logo se distancia do núcleo da Escola, e este perde o interesse pela Psicanálise até o início dos trabalho de Marcuse.
Marcuse, que permanece nos EUA após o retorno do Instituto para a Alemanha em 1948, foi o mais significativo dos frankfurtianos, do ponto de vista das repercussões práticas de seu trabalho teórico, já que teve influência notável nas insurreições anti-bélicas e nas revoltas estudantis de 1968 e 1969.
Adorno continuará o trabalho iniciado na Dialética do Esclarecimento, de reformulação dialética da razão ocidental, em sua Dialética Negativa, sendo considerado ainda hoje, o mais importante dos filósofos da Escola. Com a sua morte, começa o que alguns chamam de segundo período da Escola de Frankfurt, tendo como principal articulador, o antes assistente de Adorno e depois, seu crítico mais ferrenho, Habermas.
A ideologia na escola
As teorias reprodutivistas
A escola como aparelho ideológico do Estado (Althusser)
O poder simbólico
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A IDEOLOGIA NA ESCOLA
- TEORIAS REPORDUTIVISTAS (ALTHUSSER)
	- PROCURAM ENTENDER A EDUCAÇÃO POR ELA MESMA
	- DÉCADA DE 70 NA FRANÇA
	- A ESCOLA NÃO É EQUALIZADORA
	- ESCOLA NOVA 1920-1930
	- O PODER SIMBÓLICO (O poder simbólico surge como todo o poder que consegue impor significações e impô-las como legítimas. Os símbolos afirmam-se, assim, como os instrumentos por excelência de integração social, tornando possível a reprodução da ordem estabelecida. O campo surge como uma configuração de relações socialmente distribuídas. Através da distribuição das diversas formas de capital - no caso da cultura, o capital simbólico - os agentes participantes em cada campo são munidos com as capacidades adequadas ao desempenho das funções e à prática das lutas que o atravessam. As relações existentes no interior de cada campo definem-se objetivamente, independentemente da consciência humana. Na estrutura objetiva do campo (hierarquia de posições, tradições, instituições e história) os indivíduos adquirem um corpo de disposições, que Ihes permite agir de acordo com as possibilidades existentes no interior dessa estrutura objetiva: o habitus. Desta forma, o habitus funciona como uma força conservadora no interior da ordem social.)
António de Oliveira Salazar (Vimieiro, Santa Comba Dão, 28 de Abril de 1889 — Lisboa, 27 de Julho de 1970) foi um professor universitário, político e governante português. Foi líder da mais longa ditadura da história do país. Foi ministro das Finanças entre 1928 e 1932. Entre 1932 e 1968, foi o político que dirigiu os destinos de Portugal, como Presidente do Conselho de Ministros. Foi fundador e chefe da União Nacional - partido único durante o Estado Novo - a partir de 1931. Salazar foi o fundador e principal mentor do Estado Novo (1933-1974), substituindo a ditadura militar (1926-1933).
Na seqüência da morte de Óscar Carmona, exerceu, interinamente, o cargo de Presidente da República (1951).
Poder simbólico: Esse poder que, na grande maioria das sociedades, era distinto do poder político ou econômico, hoje está concentrado nas mãos das mesmas pessoas que detêm o controle dos grandes grupos de comunicação, quer dizer, que controlam o conjunto dos instrumentos de produção e de difusão dos bens culturais.
O poder simbólico surge como todo o poder que consegue impor significações e impô-las como legítimas. Os símbolos afirmam-se, assim, como os instrumentos por excelência de integração social, tornando possível a reprodução da ordem estabelecida. O campo surge como uma configuração de relações socialmente distribuídas. Através da distribuição das diversas formas de capital - no caso da cultura, o capital simbólico - os agentes participantes em cada campo são munidos com as capacidades adequadas ao desempenho das funções e à prática das lutas que o atravessam. As relações existentes no interior de cada campo definem-se objetivamente, independentemente da consciência humana. Na estrutura objetiva do campo (hierarquia de posições, tradições, instituições e história) os indivíduos adquirem um corpo de disposições, que lhes permite agir de acordo com as possibilidades existentes no interior dessa estrutura objetiva: o habitus. Desta forma, o habitus funciona como uma força conservadora no interior da ordem social. 
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Capa de 'Getúlio Vargas, o amigo das crianças', publicado pelo DIP em novembro de 1940.
REV.30 16 f / CPDOC
Cartilha " Getúlio Vargas para crianças", 1942. Rio de Janeiro(RJ). (CPDOC/ CDA Rev.30)
‘É PRECISO PLASMAR NA CERA VIRGEM, QUE É A ALMA DA CRIANÇA, A ALMA DA PRÓRPIA PÁTRIA”
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“Mãe (...). é acolhedora, tranqüila, segura, presa firmemente ao solo. Mãe é repouso e sossego. Quando a gente está cansada, ou triste, ou desiludida, ou desanimada, ela nos conforta”.
“Lúcia trabalha comigo há vinte anos. Faz parte da família (...). Lúcia sabe que vovó Lica e Beto gostam dela. Por isso, Lúcia é uma preta feliz”.
“este Brasil que eu amo. Brasil enfeitado de verde-amarelo/ no campo, no mato, no rio/ no mar e lá na montanha/ Brasil namorado chamando outras raças/ para amar e criar a raça mais linda de todo este mundo”.
“Era uma vez um marceneiro que trabalhava desde manhã até à noite. Aplainava a madeira e cantava”.
“O operário mostra suas mãos cheias de calo; durante toda a vida tocaram a terra, os fogos, os metais, estão vazias de riquezas, estão negras, cansadas, pesadas. Diz o senhor: que beleza! Assim são as mãos dos santos!”.
“O camponês sempre espera e a esperança é a melhor e mais verdadeira alegria humana”.
“Debaixo de chuva / o papai vai trabalhar / para dar todo o conforto / ao nosso querido lar. Papai trabalha para sustentar a casa e mamãe trata do lar, do marido e dos filhos.”
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Extraídos de As belas mentiras, de  Maria de Lourdes Chagas Deiró Nosella e ECO, U.; BONAZZI, M. Mentiras que parecem verdade. São Paulo: Summus, 1980. 
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Teoria e prática
Ciça, O Pato, Rio de Janeiro, Codecri, 1978, Col. Humor, v. 1. 
A dicotomia pensar x agir
A praxis
a) Qual é a reação da "formiga-chefe" diante de cada queixa da operária? 
b) Você acha que as queixas da operária são justas? Por quê? 
c) Você considera justo o comportamento da "formiga-chefe" com relação às reclamações da "formiga-operária"? Por quê? 
d) O que você acha que seria mais lucrativo para a formiga-chefe: dar um maior salário para sua subordinada e esperar uma produção maior ou manter-se com uma produção menor, porém com uma despesa também mais baixa? Discuta em grupo e escreva um texto argumentando a favor de um dos dois pontos de vista. 
Como é possível estabelecer a relação entre individualidade, diversidade e liberdade no sistema educacional dentro do contexto de uma sociedade globalizada?
Questão
ANDERSON, Perry. As Antinomias de Gramsci. São Paulo: Joruês,1986. 
ARANHA, Maria Lúcia Arruda & MARTINS, Maria Helena Pires Martins. Filosofando, introdução à filosofia. Moderna, São Paulo, 1993.
MARX, Karl e ENGELS, Friedrich. A Ideologia Alemã (Feuerbach). São Paulo: Hucitec, 2002. 
MANNHEIN, K. Ideologia e Utopia. Rio de Janeiro: Guanabara. 
CHAUÍ, M. O Que é Ideologia. São Paulo: Brasiliense, 1981. 
EAGLETON, Terry. Ideologia. São Paulo: Ed. da Unesp, 1997. 
VIANA, Nildo. Introdução à Sociologia. Belo Horizonte, Autêntica, 2006. 
GRAMSCI, Antonio. Cadernos do cárcere. 6 v.

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