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UNIVERSIDADE FEDERAL DO SUL E SUDESTE DO PARÁ
INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS E ENGENHARIA
FACULDADE DE ENGENHARIA DE MINAS E MEIO AMBIENTE
CURSO DE ENGENHARIA DE MINAS
FILOSSILICATOS
Élyla Christal Barbosa Martins
Ester de Oliveira Silva
João Pedro Junior Miranda dos Reis
Léo Richard da Silva Freitas
Marabá/PA
Outubro/2015
Élyla Christal Barbosa Martins (Mat.: 201443020007)
Ester de Oliveira Silva (Mat.: 201443020008)
João Pedro Junior Miranda dos Reis (Mat.: 201443020013)
Léo Richard da Silva Freitas (Mat.: 201443020018)
Filossilicatos
Trabalho apresentado
no Curso de
Engenharia de Minas
e Meio Ambiente da
Universidade Federal
do Sul e Sudeste do
Pará, como requisito
da disciplina de
Mineralogia
Macroscópica.
Marabá/PA
Outubro 2015
1. Objetivo
Compreender as características e propriedades dos filossilicatos,
bem como os seus sistemas cristalinos e minerais, além de suas aplicações na
indústria.
2. Introdução
Os filossilicatos constituem um grupo de minerais com grande
importância para a geologia, pedologia e para a indústria. São constituintes
essenciais de muitas rochas metamórficas, magmáticas, sedimentares e dos
solos. Resultam de processos metamórficos, magmáticos, hidrotermais,
diageneticos e intempéricos, sendo usada na indústria como carga, matéria-
prima para cerâmica, desodorizantes etc.
A palavra filossilicato deriva do grego phylon, que significa folha,
uma vez que todos os membros desse grupo possuem hábito achatado ou em
escama e clivagem basal perfeita a proeminente e as lamelas de clivagem
(placas) são flexíveis elásticas ou plásticas, mais raramente quebradiças. De
um modo geral, os filossilicatos exibem dureza baixa, normalmente inferior a
3,5, na escala Mohs, e densidade relativamente baixa em relação a outros
silicatos.
As peculiaridades mais marcantes dos filossilicatos representada
principalmente pela divisibilidade, dureza e hábito, residem na estruturação
desse grupo de minerais, que é bastante numeroso. A estrutura constituída por
tetraedros de silício compartilhados, em duas dimensões, formando uma folha,
onde três dos quatro oxigênios dos tetraedros SiO4 são compartilhados com os
tetraedros vizinhos, levando a uma relação Si:O=2:5, que é denominada de
"folha siloxama" ou simplesmente folha tetraédrica (T). Para a constituição dos
minerais dessa classe as folhas tetraédricas são unidas a folhas octaédricas,
constituídas por brucita [Mg(OH)2] ou gibbsita [Al(OH)3], originando duas
famílias ou clãs, denominados respectivamente de trioctaédrica e dioctaédrica.
São divididos em: Micas, Cloritas, Serpentinas e Argilas.
3. Desenvolvimento
3.1 Micas
Mica, do latim micare (brilho), é um termo genérico aplicado ao
grupo dos minerais constituído por silicatos hidratados de alumínio, potássio,
sódio, ferro, magnésio e, por vezes, lítio, cristalizado no sistema monoclínico,
com diferentes composições químicas e propriedades físicas. Dentre outras,
podem ser citadas: clivagem fácil, que permite a separação em lâminas muito
finas; flexibilidade; baixa condutividade térmica e elétrica; resistência a
mudanças abruptas de temperaturas. Tais características conferem aos
minerais desse grupo múltiplas aplicações industriais. Os principais minerais
do grupo das micas, de importância comercial são a muscovita (sericita), a
flogopita (biotita) e também a vermiculita.
Figura 3.1: Mica
As micas ocorrem em rochas magmáticas, metamórficas e
sedimentares, em concentrações muito variáveis, mas sua exploração
industrial é feita, predominantemente nos pegmatitos.
Seus usos são vários, tais como em: filtros ópticos, fornos, micro-
ondas, janelas de alto-forno, placas de retardo em lasers de hélio-neon, vidro
de proteção em vaporizadores de alta pressão, condensadores,
transformadores, reostatos, fusíveis, bulbos incandescentes, placas de gesso,
à prova de fogo, painéis pré-fabricados, tintas de emulsão, pintura de
revestimento, tintas texturizadas e tintas anti-corrosivas, termoplásticos, partes
automotivas de polipropileno, compostos para moldes de metais e lama de
perfuração. Em quantidades entre 20% e 40% a mica age como reforço para
prevenir contra escorrimento e como uma barreira contra raios UV e calor.
Além dos usos para micas citados acima, elas ainda são usadas em compostos
para hastes de solda, revestimento de papel de parede, telhas, neve artificial,
explosivos e desinfetantes.
Os principais estados responsáveis pela produção de mica no país
segundo o anuário DNPM 2005 são: Paraná, Minas Gerais, Santa Catarina,
Tocantins, São Paulo, Rio Grande do Norte.
Levando em conta a irregularidade da maioria dos depósitos de
mica, os métodos aplicados nos trabalhos de lavra são vários. O mais fácil de
trabalhar e que requer o mínimo de preparação sistemática é mina (ou
pedreira) a céu aberto, onde vários depósitos ou bolsões são lavrados
simultaneamente até a rocha in situ não apresentar mais qualquer teor de mica.
As desvantagens desse método são: em alguns lugares o clima pode não
colaborar para esse tipo de lavra ou, ainda, como ocorre em vários casos, a
relação estéril/minério é muito alta, tornando a lavra inviável.
Alguns minerais deste grupo são:
Mineral Fórmula Química
Sistema
Cristalino
Dureza
(Mohs)
Biotita
�����, ��
�
��
���
� , ��, ��
��� ����������������, �
Monoclínico
2,5 -
3,0
Muscovita
���������������, �
�
Monoclínico
2,0 -
2,5
Lepidolita
�����, ��
�������������������, �
Monoclínico
2,5 -
3,0
Flogopita
����, ���
������������, �
�
Monoclínico
2,5 -
3,0
Margarita
�����
���
��
���
���
Monoclínico
3,5 -
4,0
Figura 3.1.2: Biotita
Figura 3.1.3: Muscovita
Figura 3.1.4: Lepidolita
Figura 3.1.5: Flogopita
Figura 3.1.6: Margarita
3.2 Cloritas
As cloritas constituem um grupo de minerais filossilicatos. O termo
vem do cloro, “clorito” grego, significando “verde”, referindo-se à cor
predominante em todos os minerais deste grupo. Eles são minerais de origem
metamórfica que cristalizam no sistema monoclínico e que se encontram sob a
forma de folhas flexíveis. São formados por conversão e alteração de augita,
biotita e hornblenda.
A grande variação nas composições resulta em variações
consideráveis das propriedades físicas, ópticas e de difração de raios X. De
igual modo, a variação nas composições químicas permite aos minerais do
grupo da clorita existirem sob uma grande variedade de condições de pressão
e temperatura. Por esta razão, os minerais cloríticos são ubíquos em rochas
metamórficas de baixa e média temperatura, algumas rochas ígneas, rochas
hidrotermais e sedimentos enterrados a grandes profundidades.
Abaixo se apresentam os principais minerais do grupo e suas
características:
• Clorita
� Fórmula Química - (Mg,Al,Fe)12(Si, Al)8 O20(OH)16
� Composição - Grupo de minerais, com diversos representantes,
tais como turingita (Fe2+,Fe3+,Al,Mg)6(Al,Si)4O10(OH)8,
pennantita (Mn,Al)6(Al,Si)4O10(OH)8 e a proclorita
(Mg,Fe,Al)(Si2,5Al1,5)O10(OH)8
� Sistema Cristalino – Monoclínico
� Classe – Prismática
� Propriedades Ópticas - Biaxial negativo ou positivo
� Hábito – Micáceo
� Clivagem - Perfeita em {001}
� Dureza - 1,5 - 2,5
�Densidade relativa - 2,6 - 3
� Brilho - Vítreo a nacarado
� Cor - Verde
� Associação - Pode estar associada à olivina, piroxênio e
anfibólios.
� Propriedades Diagnósticas - Pode ser identificada pelo hábito e
cor e brilho.
� Ocorrência - Gerada por processos secundários, hidrotermais ou
metamórficos.
� Usos -Pode ser usada na fabricação de papel
• Peninita
� Fórmula Química - (Mg,Fe2+,Al)6(Si,Al)4O10(OH)8
� Composição - 25,39 % MgO, 17,13 % Al2O3, 15,09 % FeO,
30,28 % SiO2, 12,11 % H2O
� Sistema Cristalino - Monoclínico
� Classe - Prismática
� Propriedades Ópticas - Biaxial negativo ou positivo
� Hábito - Micáceo
� Clivagem - Perfeita em {001}
� Dureza - 2 - 2,5
� Densidade relativa - 2,6 - 3
� Brilho - Vítreo a nacarado
� Cor - Branco, rosado ou violeta
� Associação - Normalmente associada a biotita, sericita e talco.
� Propriedades Diagnósticas - Identifica-se pela propriedade
ópticas, como baixo 2V e baixa birrefringência.
� Ocorrência - Mineral de origem metamórfica.
� Usos - Pode ser usada na fabricação de papel.
• Prehnita
� Fórmula Química - (Si3O10)Ca2Al2(OH)2
� Composição - 28,37 % CaO, 25,79 % Al2O3, 45,59 % SiO2,
2,28 % H2O
� Sistema Cristalino - Ortorrômbico
� Classe - Prismática
� Propriedades Ópticas - Biaxial positivo
� Hábito - Agregados cristalinos de estrutura botrioidal, mamelonar
ou radiada
� Clivagem - Basal perfeita
� Dureza - 6 - 6,5
� Densidade relativa - 2,8 - 2,9
� Brilho - Vítreo
� Cor - Verde claro, marrom amarelado ou branco
� Associação - Normamente associado a epidoto, albita, adulária,
carbonatito e diopsídio em rochas calcio-silicáticas.
� Propriedades Diagnósticas - Identifica-se pela cor e a forma dos
agregados cristalinos.
� Ocorrência - Produto de alteração hidrotermal.
� Usos - Gema
• Talco
� Fórmula Química - Mg6(Si8O20)(OH)4
� Composição - Silicato de magnésio
� Cristalografia - Pseudo-hexagonal
� Classe - Prismática
� Propriedades Ópticas - Biaxial negativo
� Hábito - Micáceo
� Clivagem - Perfeita
� Dureza - 1
� Densidade relativa - 2,7 - 2,8
� Brilho - Perláceo
� Cor - Verde pálido, amarelo ou cinza-esverdeado
� Associação - Geralmente associada a biotita, clorita, serpentina e
carbonatos.
� Propriedades Diagnósticas - Pode ser identificada pela sua baixa
dureza, e sedosidade.
� Ocorrência - Gerada em processos de alteração hidrotermal de
minerais magnesianos, especialmente olivina e ortopiroxênio e
metamorfismo regional ou de contato sobre calcários
magnesianos ou rochas ultrabásicas.
� Usos - Indústria de papel, sabões e cerâmica, moldes refratários,
bicos de lâmpadas de acetileno, isoladores de alta tensão,
aparelhos de calefação elétrica, cargas para artigos de borracha,
inerte para veículos de inseticidas, polimento de arroz,
branqueador para algodão, velas para automóveis, produtos
medicinais etc.
• Zinwaldita
� Fórmula Química - K2(Fe+22,Li2Al2)(Si6Al2O20)(F,OH)4
� Composição - 10,78 % K2O, 3,42 % Li2O, 23,33 % Al2O3, 16,44
% FeO, 41,24 % SiO2, 1,03 % H2O
� Sistema Cristalino- Monoclínico
� Classe - Prismática
� Propriedades Ópticas - Biaxial negativo
� Hábito - Micáceo
� Clivagem - Perfeita em (001)
� Dureza - 3,5 - 4
� Densidade relativa - 2,9 - 3,02
� Cor - Marrom esverdeado, amarelo ou violeta pálido
� Associação - Mineral típico de greisen.
� Propriedades Diagnósticas - A zinwaldita é muito semelhante à
biotita, mas pode ser identificada pela sua cor e associação
mineralógica.
� Ocorrência - Mineral hidrotermal ou pneumatolítico, encontrado
em albititos, pegmatitos litíferos e greisen.
� Usos - Minério de lítio.
3.3 Serpentinas
O termo “serpentina” foi dado em 1564 pelo alemão Georgius
Agricola. Vem do latim “serpens”= serpente, em alusão à aparência verde-
malhada do mineral, sugerindo a semelhança com algumas cobras. O grupo
das serpentinas engloba minerais filossilicatos hidratados de magnésio e ferro,
sendo, principalmente, olivina, piroxênio e anfibólio. Podem conter, também, a
presença de cromo, manganês, cobalto e níquel. O termo pode se referir a
qualquer uma das 20 variações pertencentes ao grupo. Entretanto, há três
minerais polimorfos que se cristalizam no sistema monoclínico, são eles:
antigorita, crisotila e lizardita, (representados na tabela abaixo) sendo os
principais deste grupo. A ocorrência dos minerais deste grupo é dada por
processos hidrotermais, secundários ou metamórficos.
Minerais Sistema Cristalino Fórmula Química
Antigorita Monoclínico (Mg,Fe)3Si2O5(OH)4
Crisotila Monoclínico Mg3Si2O5(OH)4
Lizardita Monoclínico (Mg,Fe)3Si2O5(OH)4
Antigorita: Recebe este nome por ter sido descoberta no Valle Antigorio/Itália,
cristaliza-se no sistema monoclínico. Encontra-se em rochas ultrabásicas,
como o serpentinito. A antigorita é um mineral comum, geralmente produto da
alteração de certos silicatos (olivina, piroxênio e anfibólio), não sendo raro
encontra-la juntamente com magnetita e cromita. É encontrada numa
profundidade de cerca de 60km, principalmente em rochas ígneas e
metamórficas. Em geral é encontrada em partículas, mas, em alguns casos,
pode formar a massa inteira da rocha. É utilizada em materiais refratários,
cerâmicas, objetos ornamentais (substituindo, inclusive, o jade), além de poder
desempenhar um importante papel no transporte de água em zonas de
subducções. No Brasil, encontra-se na Mina São Félix do Amianto, Bom Jesus
da Serra, Bahia.
Dureza: 3,5-4,0
Densidade: 2,5
Cor: Amarelo-esverdeado, cinza-
esverdeado
Brilho: Sedoso ou Graxo
Crisótilo ou crisotila: Descrito em 1834, seu nome deriva dos termos gregos
“crisos” e “tilos”, respectivamente “ouro” e “fibra”, fazendo menção ao seu
hábito fibroso. Existem três polimorfos do crisótilo também fibrosos, são eles:
Clinocrisótilo: crisótilo mais comum e genuíno. Possui o prefixo “clino” em
alusão ao sistema cristalino no qual cristaliza, sendo ele o monoclínico.
Ortocrisótilo: Polimorfo do sistema ortorrômbico.
Paracrisótilo: Polimorfo do sistema ortorrômbico.
O crisótilo possui origem secundária, sendo produto da descomposição de
outros silicatos de magnésio presentes em rochas ígneas ou metamórficas.
Também tem origem hidrotermal, resultado da ação de águas progundas em
rochas básicas como peridotita. Ele também aparece associado a minerais
como cromita, olivina, biotita e talco. É encontrado em países como Canadá,
Itália, Rússia, Espanha, Colômbia (reserva de cerca de 2.085.000 t). As
primeiras jazidas de crisotila no Brasil começaram a ser pesquisadas ainda na
década de 1940, em Pontalina, no sul de Goiás, e na mina São Félix, no
Figura 3.3: Mineral de Antigorita
município de Poções, na Bahia. Atualmente, apenas a Mina de Cana Brava,
localizada no município de Minaçu, nordeste de Goiás, é autorizada a explorar
o mineral e está em atividade, sendo operada pela SAMA Minerações
Associadas. Com produção anual de mais de 300 mil toneladas, a mineradora
pertencente ao grupo ETERNIT. Por ser um mineral fibroso, o crisótilo é usado
para a obtenção de amianto (asbesto) para produção de peças automobilísticas
(5%) e, principalmente, para a fabricação de cimento-amianto (95%).
Dureza: 2,5
Densidade: 2,53
Cor: Verde
Brilho: Sedoso
Lizardita: Nomeado em 1955 por Eric James William Whittaker e Jack
Zussman, em referência a Lizard, Inglaterra. Normalmente a Lizardita é um
produto do metamorfismo retrógrado, substituição de olivina, ortopiroxênio ou
outros minerais em rochas ígneas ultrabásicas. Pode estar associada a
magnetita, crisotila e brucita. No Brasilpode ser encontrada em Campo
Formoso, Bahia. Utilizada em peças ornamentais e em cerâmicas.
Figura 3.3.1: Mineral Crisótilo
Dureza: 2,5
Densidade: 2,5
Cor: Verde, verde-azulado
Brilho: Sedoso ou Graxo
Figura 3.3.2: Mineral de Lizardita
3.4 Argilas
Argilominerais são minerais constituídos por silicatos hidratados de
alumínio e ferro, podendo conter elementos alcalinos – sódio, potássio – e
alcalinos terrosos – cálcio, magnésio. Material de grão fino (partículas de
dimensão inferior a 0.002 – 0.004 mm), terrígeno, faz-se plástico ao ser
misturado com a água; encontrados em solos e sedimentos de fundo de
igarapés, rios, lagos, mares e oceanos. Quimicamente, os aluminossilicatos
hidratados são mais conhecidos como argilominerais, podendo conter também
impurezas em sua estrutura cristalina como calcita, dolomita, quartzo, pirita,
matéria orgânica, entre outras Argilas o importante grupo das montmorillonitas
ou esmectitas, pode ser derivado da estrutura da pirofilita, mediante a inserção
de folhas de água molecular contendo cátions livres, entre as camadas triplas
T-O-T da pirofilita. Como as folhas de pirofilita, normalmente estão desprovidas
de carga, elas podem expandir-se muito, apresentando capacidades extremas
de intumescência pela umidade e grande capacidade de troca catiônica. De
maneira idêntica a da esmectita, as vermiculitas derivam do talco pela inserção
de água molecular entre as folhas triplas do clã trioctaédrico. Tanto os minerais
do grupo da montmorillonita como da vermiculita, por terem a folha T-O-T, ou
seja, duas camadas de tetraedros por uma de octaedro, são denominadas de 2
para 1 (2:1).Cerca de 4,2% das rochas da crosta terrestre são argilas, as quais
estão formadas por minerais argilosos. Os principais argilominerais são:
Alefano, Apofilita, Caulinita, Halloysita, Montmorillonita, Nontronita, Saponita,
Sepiolita,vermiculita.
Mineral Fórmula Química Sistema Cristalino
Alofano Al2O5SiO2.nH2O Amorfo
Apofilita Ca4K(Si2O5)F2.8H2O Monoclínico
Caulinita Al2Si2O5(OH)4
Hallosyta Al2Si2O5(OH)4.2H2O Monoclínico
Montmorillonita (Mg,Ca)O.Al2O3Si5O10.nH2O Monoclínico
Nontronita Fe2
3+
,Al,Mg,Fe)2(AlSi)4O10(OH)2.nH2O Monoclínico
Saponita (MgFe)3(Si,Al)4O10(OH)2.4H2O Monoclínico
Sepiolita Mg4(Si2O5)3(OH)26H2O Ortorrômbico
Vermiculita (Mg,Ca)0.7(Mg,Fe,Al)6.0[(Al,Si)8O20)](OH)4.8H2O Monoclínico
Alofano (Al2O5SiO2.nH2O)
• Composição -
45,29 % Al2O3, 34,70 % SiO2,
20,01 % H2O
• Sistema cristalino: Amorfo
• Hábito - Mamilolar,
estactítico, pulverulento
• Clivagem – Ausente
• Dureza - 2 – 3
• Densidade relativa - 1,9
• Brilho - Lustroso, vítreo a
subresinoso.
• Cor - Azul, verde, amarelo
a incolor
• Ocorrência - Presente em
veios ou cavidades de depósitos
minerais de ferro ou zinco,
formado pela alteração de
silicatos de alumínio.
• Usos - Não apresenta.
Apofilita (Ca4K(Si2O5)F2.8H2O)
• Composição - 5,19 % K2O,
24,73 % CaO, 52,98 % SiO2, 15,89 % H2O
• Sistema cristalino: Monoclínico
• Hábito - Granular ou prismático
• Clivagem - Basal perfeita em (001)
• Dureza - 4,5 - 5
• Densidade relativa - 2,33 - 2,37
• Brilho - Vítreo a nacarado
• Cor - Branco, rosa, amarelo ou verde
• Ocorrência - Final da cristalização
magmática e hidrotermalismo sendo
encontrada em cavidades de rochas
magmáticas.
• Usos - Fonte, com pouca importância,
de potássio
Caulinita (Al2Si2O5(OH)4)
• Composição - Silicato de
alumíniohidratado, com 39,5% Al2O3 - 46,5% SiO2 -
14,0% H2O.
• Hábito – Micáceo
• Clivagem - Perfeita em {001}
• Dureza - 2 - 2,5
• Densidade relativa - 2,6 - 2,63
• Brilho – Terroso
• Cor - Geralmente branco, variando
conforme grau de impureza
• Ocorrência - Alteração de feldspatos e outros silicatos, durante o
intemperismo químico e também hidrotermal. Pode formar-se também
por processos diagenéticos em bacias sedimentares.
• Usos - É matéria prima-básica da indústria cerâmica, para a fabricação
da porcelana, louça sanitária etc., em mistura com outros produtos
minerais; é também empregada na preparação de pigmentos à base de
anilina, veículo inerte para inseticidas, abrasivos suaves, endurecedor
na indústria têxtil, carga na fabricação de papel, carga e revestimento de
linóleos e oleados, em sabões e pós dentifrícios, carga para gesso para
parede, constituinte do cimento Portland branco, em tintas, e outros. Em
medicina, como absorvente de toxinas do aparelho digestivo e como
base para muitos desinfetantes. Na fabricação de borracha de alta
qualidade, empregada a confecção de luvas para fins médicos e de
revestimentos de fusíveis. Em cosméticos e certos plásticos.
Substâncias inertes, como barita e talco, podem ser substituídas pelo
caulim, em muitos casos. No futuro poderá ser empregado, em escala
comercial, como fonte de alumina, na produção de alumínio metálico.
Halloysita (Al2Si2O5(OH)4.2H2O
• Composição -
Silicato de alumíniohidratado,
com 39,5% Al2O3 - 46,5% SiO2 -
14,0% H2O.
• Sistema cristalino:
Monoclínico
• Hábito – Micáceo
• Clivagem - Perfeita
em {001}
• Dureza - 2 - 2,5
• Densidade relativa -
2,6 - 2,63
• Brilho – Terroso
• Cor- Geralmente
branco, variando conforme grau de
impureza
• Ocorrência - Ocorre em veios ou camadas, pela decomposição de
minerais aluminosos. Presente em granitos e outras rochas.
Montmorillonita (Mg,Ca)O.Al2O3Si5O10.nH2O
• Composição - Silicato de
alumínio, magnésio e cálcio
hidratado
• Sistema cristalino:
Monoclínico
• Hábito - Massas micro e
criptocristalino.
• Clivagem - Perfeita {001}
• Dureza - 1 – 2
• Densidade relativa - 2 -
2,7
• Brilho - Lustroso (no
agregado)
• Cor - Branco, cinza, rosa,
azul
• Ocorrência - Produto de
alteração de rochas ígneas
efusivas, metamórficas e
sedimentares em ambiente mal
drenado.
• Usos - Desodorante,
descolante, inseticida, etc.
Nontronita Fe23+,Al,Mg,Fe)2(AlSi)4O10(OH)2.nH2O
• Composição - 1,87 % Na2O, 10,28 % Al2O3,
32,20 % Fe2O3, 36,35 % SiO2, 18,16 % H2O
• Sistema cristalino: Monoclínico
• Hábito - Maciço, compacto, terroso
• Clivagem - Perfeita {001}
• Dureza - 1,5 - 2
• Densidade relativa - 2,3
• Brilho - Ceroso (no agregado)
• Cor - Verde a amarelo
• Ocorrência - Presente em veios, formada pela alteração de vidros
vulcânicos e rochas magmáticas básicas –intermediárias.
• Usos - Não apresenta
Saponita (MgFe)3(Si,Al)4O10(OH)2.4H2O
• Composição - 0,65 % Na2O,
1,17 % CaO, 18,89 % MgO,
10,62 % Al2O3, 11,22 % FeO,
37,54 % SiO2, 18,76 % H2O
• Sistema cristalino: Monoclínico
• Hábito - Maciço, nodular
• Clivagem - Perfeita {001}
• Dureza - 1 - 2
• Densidade relativa - 2,2 - 2,3
• Brilho - Lustroso, graxo
• Cor - Branco, amarelo, cinza, azul, vermelho.
• Ocorrência - Presente em cavidades de rochas basálticas, pela
alteração de minerais de magnésio.
Sepiolita Mg4(Si2O5)3(OH)26H2O
• Composição - Silicato de magnésio
hidratado. 27,1% Mg - 60,8% SiO2 - 12,1%
H2O
• Sistema cristalino: Ortorrômbico
• Hábito - Compacto, globular ou fibroso
• Dureza - 2 - 2,5
• Densidade relativa - 2
• Cor - Branco, cinza-claro ou amarelo-
claro
• Ocorrência - Ocorre em veios e em aluviões.
• Usos - Usado em caximbo, objetos ornamentais e cerâmica.
Vermiculita (Mg,Ca)0.7(Mg,Fe,Al)6.0[(Al,Si)8O20)](OH)4.8H2O
• Composição - 14,39 % MgO,
43,48 % Al2O3, 12,82 % FeO,
11,92 % SiO2, 17,87 % H2O
• Sistema cristalino: Monoclínico
• Hábito - Micáceo
• Clivagem - Perfeita {001}
• Dureza - 1,5 - 2
• Densidade relativa - 2 - 3
• Brilho - Sedososa perláceo
• Cor - Branco, amarelo, marrom
• Ocorrência - Ocorre em contato de rochas intrusivas ácidas, básicas e
ultrabásicas. Formado pela alteração de biotita, flogopita e clorita.
• Usos - Utilizado para absorção de líquidos, isolante acústico, térmico,
embalagens na agricultura etc.
4. Conclusão
O subgrupo dos filossilicatos, do grego phylon, que significa folha,
como se pôde observar, recebe esse nome pela característica principal do
grupo: possuem hábito achatado ou em escama e clivagem basal perfeita .
Além disso, possuem em sua maioria, baixa dureza e sistema cristalino
monoclínico. São divididos em: Micas, Cloritas, Serpentinas e Argilas.
Tais peculiaridades atribuem aos minerais desse grupo diversos
usos na indústria, como na construção civil, revestimento de materiais elétricos,
peças automotivas, produtos de limpeza e higiene pessoal, obtenção de
asbesto, lítio, potássio, magnésio, fabricação de papel, além de usos
ornamentais.
5. Referências Bibliográficas
MACHADO, B., F. Museu DPM UNESP Banco Silicatos Filossilicatos. São
Paulo. Disponível em:
<http://www.rc.unesp.br/museudpm/banco/silicatos/filossilicatos/filossilicatos.ht
ml >. Acesso em 10 de Outubro de 2015.
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