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FACULDADE ATENEU
Curso de Fisioterapia
CARLA BIANCA
IVANA VIANA
JEFFERSON SANTOS
JOSÉ JUNIOR
LIZANDRA VASCONCELOS
VICTORIA MENEZES
WLADIA THISA
FARMACOLOGIA DOS ANTICONCEPCIONAIS
FORTALEZA - CE
2016
SUMÁRIO
HISTÓRICO ...........................................................................................................02
FARMACOCINÉTICA DOS ANTICONCEPCIONAIS.....................................03
FARMACODINÂMCA E MECANISMO DE AÇÃO.........................................05
FATORES DE ESCOLHA DO ANTICONCEPCIONAL....................................06
PRINCIPAIS MÉTODOS CONTRACEPTIVOS DE CURTA DURAÇÃO.......06
PRINCIPAIS MÉTODOS CONTRACEPTIVOS DE LONGA DURAÇÃO......07
DOSES E INDICAÇÕES ......................................................................................08
CONTRAINDICAÇÕES........................................................................................09
PATOLOGIAS RELACIONADAS.......................................................................09
CONCLUSÃO ........................................................................................................13
REFERÊNCIAS .....................................................................................................14
HISTÓRICO
O preservativo, que surgiu por volta do século XVII, era feito inicialmente de uma tira do intestino de um animal. Ele não era popular, nem tão eficaz quanto os preservativos modernos de látex, mas foi empregado como meio e contracepção e na esperança de evitar a sífilis, que era extremamente temida e devastadora antes da descoberta dos medicamentos antibióticos. 
Os primeiros dispositivos interuterinos (contidos na vagina e no útero) foram introduzidos no mercado inicialmente em torno de 1900. O primeiro dispositivo intrauterino moderno (contido inteiramente no útero) foi descrito em uma publicação alemã em 1909. O método rítmico, mais conhecido como o método da tabelinha, foi desenvolvido no início do século XX, quando os pesquisadores descobriram que a ovulação de uma mulher ocorre somente uma vez no ciclo menstrual 
O anticoncepcional hormonal combinado oral (AHCO) ou pílula anticoncepcional é um comprimido que tem em sua base a utilização de uma combinação de hormônios, geralmente estrogênio e progesterona sintéticos, que inibe a ovulação. O anticoncepcional oral também modifica o muco cervical, tornando-o hostil ao espermatozoide.São métodos muito eficazes quando usados correta e consistentemente, podendo sua taxa de falha ser da ordem de 0,1%, no primeiro ano de uso. Em uso habitual, atinge valores de 6 a 8%. O uso desse método contraceptivo deve ser indicado pelo médico ginecologista, pois somente após análise é possível indicar qual a pílula adequada ao seu organismo.
Recentemente, com o avanço científico, surgiram pílulas com hormônios bioidênticos. Os hormônios bioidênticos são substâncias que têm estrutura química e molecular igual à dos gerados pelo organismo humano. Produzidos em laboratório, a partir de diversas matérias-primas, servem para desempenhar as funções dos hormônios do corpo – desde o controle do ciclo menstrual e do metabolismo até o tratamento da menopausa – e como anticoncepcional.
As combinadas dividem-se ainda em monofásicas, bifásicas e trifásicas. Nas monofásicas, a dose dos esteróides é constante nos 21 ou 22 comprimidos da cartela. As bifásicas contêm dois contêm três tipos de comprimidos com os mesmos hormônios em proporções diferentes.
O hormônio sintético é uma substância processada e manipulada em laboratório e pode gerar mais efeitos colaterais que o hormônio natural ou bioidêntico. O anticoncepcional hormonal combinado oral (AHCO) é considerado um medicamento eficiente na prevenção da gravidez e seu índice de falha é de 0,1%. Tendo como foco principal o controle de natalidade é o regime de uma ou mais ações, dispositivos ou medicamentos de modo a prevenir ou reduzir são fundamentais hoje em dia para o planejamento familiar.
A distribuição de anticoncepcionais hoje no Brasil é feita pelo governo brasileiro através da Farmácia Popular e Farmácia de postos de saúde da família (PSF). Mediante a apresentação da prescrição e documentação pessoal, o paciente tem acesso aos medicamentos com até noventa por cento de desconto nas farmácias populares. Os medicamentos disponíveis são: CONCEPNOR, GESTRELAN, CICLOFEMME, CICLO 21, NORDETTE, LEVOGEN, NOCICLIN, MICROVLAR MICRONOR, NORESTIN, LINATIS, MESIGYNA INSTAJECT, ENANTATO DE NORETISTERONA +, VALERATO DE ESTRADIOL, NOREGYNA, CONTRACEP, DEPO PROVERA. 
FARMACOCINÉTICA DOS ANTICONCEPCIONAIS
Para optar por um método contraceptivo de forma livre e informada,as mulheres precisam conhecer e ter acesso a todos os métodos anticoncepcionais (MAC) cientificamente aprovados e disponíveis. Existem diversos métodos contraceptivos, como por exemplo:
• Anticoncepcionais orais combinados: são comprimidos que contêm estrogênio e progesterona associados. Todos os comprimidos têm a mesma dosagem.
• Anticoncepcionais orais trifásicos: estrogênios e progesterona associados, porém em doses que variam com a sequência de uso dos comprimidos (comprimidos de cores diferentes). Esta variação tenta imitar as variações hormonais do ciclo normal.
• Anticoncepcional Injetável: É uma injeção de hormônios que protege contra gravidez por até seis meses, dependendo do tipo de injeção.
• Pílula do dia seguinte: Contém grande quantidade de progesterona(Levonorgestrel), que criam um ambiente desfavorável aos espermatozoides além de evitar a ovulação e a implantação quando é o caso.
• Adesivo anticoncepcional: contém os mesmos hormônios que a maioria das pílulas anticoncepcionais e deve ser colado na pele, permanecendo nessa posição durante uma semana.
• Espermicida: é qualquer substância química que mata espermatozoides. São encontrados na forma de espuma, gel, creme ou película que é colocada no interior da vagina antes do ato sexual. Alguns tipos de espermicidas devem ser aplicados 30 minutos antes.
• Implante Subdérmico: tem o tamanho de um palito de fósforo, e é colocado sob a pele do braço. Ele libera o mesmo hormônio que o anticoncepcional injetável, mas o implante consegue evitar a gravidez durante 3 a 5 anos. A taxa de falha é de menos de 1%.
Os métodos anticoncepcionais que se encontram com maior facilidade no mercado e consequentemente os mais usados pela população são os injetáveis, pílulas e pílula do dia seguinte.
Injetáveis: dentre vários benefícios, os anticoncepcionais injetáveis são normalmente escolhidos pelas mulheres pela não obrigação em ter que se prender a horários, pois este, normalmente é utilizado de 3 em 3 meses ou de mês em mês.
Os anticoncepcionais injetáveis combinam uma eficácia quase completa com uma reversibilidade confiável. Na maior parte dos testes clínicos realizados, ocorreram menos do que 1 gravidez por cada grupo de 100 mulheres, durante o primeiro ano de uso.
Pílulas: os benefícios variam entre a eficácia, com percentual de 99,8%, elas são feitas com hormônios parecidos com os que são produzidos pelo próprio corpo: o estrogênio e a progesterona. Age impedindo a ovulação e dificultando a passagem dos espermatozoides para o interior do útero. É utilizado sem dor, mais facilmente encontrada, grande variedade de preços, além de poder ser obtido em postos de saúde e em farmácias populares.
Pílula do dia seguinte: o maior benefício é porque, a pílula do dia seguinte previne uma possível gravidez não planejada na maioria dos casos, mas não é 100% eficaz. Quando usado corretamente após o coito único, a pílula do dia seguinte evita aproximadamente 95% da possível gravidez, quando se toma no primeiro dia; 85% no segundo e 58% no terceiro. Porém, se uma mulher com vida sexual regular usa a pílula do dia seguinte como único anticoncepcional, após cada relação, sua chance de engravidar será bem maior da que teria uma mulher usando anticoncepcionais orais regulares. Por esse motivo, a contracepção de emergênciacom pílula do dia seguinte não deve substituir os métodos anticoncepcionais de uso regular (ANVISA).
É bom insistir no fato de que a eficácia da pílula do dia seguinte é maior quanto mais precocemente for tomada a primeira dose (95% nas primeiras 24 horas, 85% entre 25 e 48 horas e 58% entre 49 e 72 horas).
FARMACODINÂMICA E MECANISMO DE AÇÃO
A maturidade sexual da mulher caracteriza-se pela atividade cíclica dos órgãos específicos da reprodução. Sendo o processo de ovulação dependente de fenômenos biológicos, aonde o mais importante é a liberação de hormônios pelo eixo hipotálamo-hipófise.
O desenvolvimento da capacidade reprodutiva se instala logo após a menarca (início da função menstrual) manifestando – se por ciclos menstruais que convertem em ovulatórios. Aonde ocorre a liberação de fatores hipotalâmicos que sensibilizam a adeno-hipófise, liberando FSH (folículo- estimulante) e LH (folículo-luteinizante) hormônios glicoproteicos. O ciclo menstrual também sofre influencias hormonais dos níveis de estrógeno e progesterona circulantes no organismo. 
Os contraceptivos são esteroides semissintéticos ou sintéticos, administrados isoladamente ou associados, possuindo efeitos na regulação endócrina dos órgãos controladores da reprodução. Esses fármacos exercem efeitos contraceptivos principalmente por feedback negativo sobre a hipófise anterior, como resultado inibem a liberação de FSH e LH.
A administração de pequenas doses de estrógenos ou progesterona estimula a secreção de LH, entretanto quando administrados em doses regulares inibem a ovulação. E ao ser administrado estrógenos associados a progestínicos pode existir o impedimento do crescimento dos folículos ovarianos, decorrentes da supressão dos fatores hipotalâmicos de liberação das gonadorrelinas (RH-FSH, RH-LH), levando a secreções deficientes de FSH e LH, consequentemente não há crescimento dos folículos. 
O mecanismo de ação deste grupo de fármacos pode ser dividido em 6 (seis) momentos. 
Primeiramente o hormônio esteroide penetra na célula.
Assim o próprio esteroide ou o seu metabolito ativo fixa-se na proteína receptora. 
Dessa maneira há a formação do complexo hormônio-receptor
Este é ativado e transportado para o núcleo celular. 
Há a fixação do complexo hormônio-receptor à cromatina nuclear.
Depois, outros mecanismos regulados pelo RNA introduzem modificações no funcionamento celular, levando a resposta hormonal.
Quando se usa somente contraceptivos progestínicos, os níveis de gonadotrofina e progesterona preservam a ovulação durante alguns ciclos, sendo a anticoncepção assegurada pelas alterações fisiológicas. Por exemplo, alteração na secreção do muco e endométrio. Tornando o ambiente improprio para o blastocisto e os espermatozoides.
FATORES DE ESCOLHA DO ANTICONCEPCIONAL
Escolher o método contraceptivo certo para você é fundamental na prevenção da gravidez. O anticoncepcional pode ser a pílula, mais conhecida e usada pela maioria das mulheres, ou pode ser aplicado também como injeção ou adesivo.
As desvantagens e vantagens de cada um dos métodos, de acordo com a ginecologista, dependem da escolha da paciente juntamente ao médico ginecologista e variam de acordo com questões individuais, como melhorar a qualidade de vida, diminuir os sintomas da TPM, ou apenas como método contraceptivo. “O método mais eficaz é aquele que garantirá à paciente os melhores benefícios, garantindo, então, melhor adesão”, afirma.
Para entender um pouco mais as diferenças entre cada um deles, confira abaixo as explicações da ginecologista:
Principais métodos contraceptivos de curta duração
Pílulas: no primeiro mês, o primeiro comprimido deve ser tomado no primeiro dia do ciclo menstrual e, em seguida, um por dia, de preferência no mesmo horário, até o fim da cartela, fazendo então um intervalo que varia de acordo com o número de comprimidos da cartela. Em caso de esquecimento, deve ser tomada até mesmo doze horas antes da próxima. Se esquecer duas ou mais, pode interromper a cartela até a próxima menstruação.
Monofásico : também chamada de combinada,consiste na combinação de um estrogênio e um progestínico, em cada drágea ,chamada de pílula ,administrada no 1° dia da menstruação.Essa terapêutica, além de ser anovulatório, oferece a proteção adicional pela interferência periférica e marcante sobre os órgãos da reprodução.
Bifásico : método cuja dose de progestínico varia em concentração, ao longo do ciclo, tentando dessa maneira, imitar o ciclo menstrual fisiológico.
Trifásico : varia-se a dose de progestínico em 3 períodos da administração, e o estrogênio tem a dose modificada, isto é, elevada apenas uma vez ao correr do ciclo, tentando, dessa maneira, imitar o ciclo menstrual fisiológico.
Microdose (minipílula ): é um tipo de anticoncepcional ,embora não iniba a ovulação. Resumi-se á administração diária e interrupta de um progestínico de baixa dosagem (norestisterona), começando no 1° dia do ciclo menstrual (uso interrupto) durante todo o tempo em que se deseja controlar a fertilidade.
Injeções: Devem ser aplicadas mensalmente ou trimestralmente na região glútea ou nádegas, sem massagear o local depois da aplicação.
Adesivos: O primeiro deve ser colocado no primeiro dia da menstruação e trocado a cada semana. São três adesivos no total. Após o terceiro, é recomendável uma pausa de uma semana, quando, geralmente, acontece a menstruação e então recomeça uma nova cartela. O adesivo pode ser colado na pele limpa e seca, em locais onde haja depósitos de gordura, como parte posterior do braço, abdômen, costas ou nádegas. No banho, é preciso ficar atento para não descolar. Se isso ocorrer, deverá ser trocado.
Principais métodos contraceptivos de longa duração
Implante subcutâneo: É um microbastão de hormônio sintético similar à progesterona, que deve ser implantado no antebraço com anestesia local através de uma microcirurgia, agindo na inibição da ovulação e impedindo a gravidez. Pode durar até 3 anos.
DIU de cobre: pequena peça de plástico inserida no útero da mulher, que tem efeito espermicida, destruindo os espermatozoides e, por meio da ação dos fios de cobre, impedindo que eles cheguem a ser fecundados. Dependendo do modelo, pode durar de 3 a 10 anos.
SIU hormonal: similar ao DIU em seu formato, mas é feito de material plástico e possui um dispositivo que contém 52 mg do hormônio sintético levonorgestrel, liberado em pequenas doses ao longo de cinco anos diretamente na região uterina. Além da alta eficácia, existe a vantagem da praticidade posológica e a menstruação tende a diminuir muito, podendo até desaparecer.
Embora haja diversos tipos de contraceptivos, é crescente a busca das mulheres por métodos de longa duração, principalmente pelas que não planejam engravidar nos próximos anos ou que não desejam ter filhos, mas não querem se submeter a processos irreversíveis.
DOSE E INDICAÇÕES
Além de prevenirem a gravidez, as pílulas também podem regularizar o ciclo menstrual, diminuir o fluxo e a ocorrência de cólicas menstruais, melhora a acne leve e hirsutismo (pelos em quantidade aumentada em locais não habituais como queixo) e proteger contra alguns tipos de cânceres por exemplo de ovário e endométrio 
O Diana 35 é comumente utilizado para o tratamento de distúrbios andrógeno-dependentes na mulher, tais como a acne, principalmente nas formas pronunciadas e naquelas acompanhadas de seborréia, inflamações ou formações de nódulos casos leves de hirsutismo; e a síndrome de ovários policísticos (SOP).
O Ciclo 21 está indicado como contraceptivo oral e para o controle de irregularidades menstruais. Embora tendo eficácia bem estabelecida, há casos de gravidez em mulheres utilizando contraceptivos orais.
A Dose regular para tomar o anticoncepcional pela primeira vez, deve-se ingerir o 1º comprimido da cartela no 1º dia da menstruação e continuar a tomar 1 pílula por dia no mesmo horário até o fim da cartela, seguindo as instruções da bula.
 Tabela 1. Fármacos: informações sobre composição, nome comerciale apresentação. 
CONTRAINDICAÇÕES
Fármacos anticoncepcionais não devem ser utilizado em mulheres que apresentam: tromboflebite ou distúrbios tromboembólicos, ou antecedentes de tromboflebite; doença vascular cerebral ou coronariana; carcinoma mamário ou dos genitais confirmado ou suspeito; neoplasia estrogênio- dependente; sangramento genital anormal de causa indeterminada; gravidez confirmada ou suspeita; antecedente de tumor hepático benigno ou maligno; distúrbios da função hepática intensos; distúrbio do metabolismo lipídico; antecedente; da herpes gestacional; diabetes com alterações vasculares; otosclerose agravada durante a gravidez; e anemia falciforme. 
O uso do CICLO 21 deve ser interrompido imediatamente quando ocorrerem: Instalação de enxaqueca ou agravamento das cefaleias já preexistentes; distúrbios agudos da visão, audição ou outras disfunções perceptivas; primeiros sintomas de tromboflebite ou tromboembolismo; desenvolvimento de icterícia (colestase), hepatite ou prurido generalizado; aumento de frequência da ataques epiléticos; elevação significativa da pressão arterial; gravidez.
A pílula anticoncepcional pode influenciar a coagulação, elevar o risco de trombose venosa, embolia pulmonar, AVC e ataque cardíaco. Pílulas anticoncepcionais são contraindicadas com doenças cardiovasculares, tendência a formar coágulos, obesidade severa, altos níveis de colesterol e fumantes com mais de 35 anos de idade. 
Algumas desvantagens são observadas tais como: a eficácia é considerada baixa; exigem orientação do casal e dependem da sua capacidade de aprendizagem e cooperação; alteram o comportamento sexual do casal; podem provocar repercussões negativas sobre a sexualidade; e não conferem proteção contra as DST / AIDS.
PATOLOGIAS RELACIONADAS
Com os chamados contraceptivos de baixas doses a terapia contraceptiva pode ser prescrita, tornando-se indispensáveis apurado conhecimento científico, tirocínio clínico e bom senso. Baseado nesta premissa, sabe-se que o uso de anticoncepcionais vai além de evitar uma gravidez indesejada, podendo ser indicada para tratar patologias benignas que se deterioram com o uso desse medicamento. LIVRO Como patologias benignas que podemos citar a endometriose, dismenorreia e síndrome do ovário policístico (SOP), cuja característica frequente é a hiperandrogenismo que pode se manifestar por: hirsutismo, acne, alopecia, entre outros (FRARE, et al. 2014).
A endometriose, cuja condição ginecológica é crônica, dependente de estrógeno, caracterizada pela presença de tecido endometrial em sítios extra-uterino. Sua prevalência varia de 5 a 15% nas mulheres no período reprodutivo e em torno de 3% na pós-menopausa (MARQUIL, 2014)
O tratamento clínico da endometriose sendo associada a dor pélvica tem como terapia medicamentosa baseado no fato de que a endometriose responde a hormônios. Duas condições fisiológicas, gravidez e menopausa, estão frequentemente associadas à resolução da dor provocada pela endometriose. Os análogos farmacológicos destas condições são os progestágenos e contraceptivos orais combinados, que levam a condições hormonais semelhantes à vista durante a gravidez, e os androgênios e GNRHa, que promovem supressão do estrogênio endógeno (NAVARRO, et al. 2006)
Dismenorreia,derivada do grego e com o significado de menstruação difícil a dismenorreia se caracteriza por dor na região abdominopélvica, crônica e cíclica, associada à menstruação, comumente chamada de cólica menstrual. Cerca de 50 a 90% das mulheres experimentam este quadro em alguma fase da vida1, constituindo uma das queixas ginecológicas mais comuns entre elas (FRARE, et al. 2014). Vários tratamentos são propostos para a dismenorreia e isso inclui o uso de anticoncepcionais orais (ARAUJO, 2012)
Mulheres que apresentam esta patologia produzem um aumento de prostalgina no ciclo menstrual causando uma contração uterina anômala dolorosa. Além da prostalgina há um aumento de vasopresina e leucotrienos que causa uma dor isquêmica como consequência da vasoconstrição. Estes hormônios em níveis elevados aumentam a atividade muscular e contrações desrítmicas (GALVÃO, 2009). 
A Síndrome do ovário policístico (SOP) descrita por Stein e Leventhal, originalmente nos anos 30, a SOP, é uma das endocrinopatias mais comuns na mulher em idade reprodutiva. Apresenta complicações reprodutivas e metabólicas que devem ser diagnosticadas e tratadas precocemente devido ao risco de infertilidade, neoplasia endometrial e síndrome plurimetabólica (MOURA, et al. 2011).É de extrema importância o conhecimento dos mecanismos fisiopatogênicos desta síndrome para uma abordagem terapêutica adequada. Portanto, seguem algumas manfestações clinicas relacionadas à SOP (MOURA, et al. 2011).
A alopecia androgenética na mulher é caracterizada pela perda de cabelo na região central do couro cabeludo, com repercussão psico-social importante. Na presença de andrógenos, níveis elevados de 5-alfa-redutase, maior concentração dereceptores androgênicos e níveis mais baixos da enzima citocromo p450, a fase anágena é encurtada e os folículos terminais sofrem miniaturização, transformando-se em pelos vellus (MOURA, et al. 2011).
Caracterizada por lesões na face, pescoço, dorso e região peitoral a acne é uma desordenada unidade pilo-sebácea. A importância dos andrógenos na etiopatogenia da acne é bem documentada. No entanto, como na acne vulgar os níveis de andrógenos costumam ser normais acredita-se que a conversão local esteja aumentada por maior sensibilidade dos receptores para andrógenos nos pacientes com acne em relação à população normal, talvez representando o fator mais importante no desencadeamento da doença (MOURA, et al. 2011).
No que se trata à acantose nigricante esta patologia é caracterizada por placa acastanhada e aveludada com acentuação dos sulcos da pele. É mais comumente observada no pescoço e áreas intertriginosas como axilas, virilhas e região inframamária. É relatada em 5% das pacientes com SOP (MOURA, et al. 2011).A ligação excessiva da insulina sérica aos receptores de IGF-1 nos tecidos periféricos determina a proliferação de queratinócitos e fibroblastos e assim a acantose nigricante é manifestação cutânea da hiperinsulinemia, e não somente de obesidade. Histologicamente há papilomatose hiperceratose e acantose com mínima ou nenhuma hiperpigmentação da camada basal (MOURA, et al. 2011).
Em áreas anatômicas características de distribuição masculina, o hirsutismo é definido como a presença de pelos terminais na mulher, pode ser manifestado como queixa isolada ou se acompanhar de outros sinais de hi-perandrogenismo (acne, seborreia, alopécia), virilização (hipertrofia do clitóris, aumento da massa muscular, modificação do tom de voz), distúrbios menstruais e/ou infertilidade ou ainda alterações metabólicas (SPRITZER, 2009).
Como principal opção de tratamento do hirsutismo incluem os anticoncepcionais orais (ACo) e os antiandro -gênios. Nos casos leves, a monoterapia com ACo pode ser suficiente. Os ACos tem ação antigonadotrófica, inibindo a secreção de androgênios ovarianos15, e aumentando a síntese hepática de SHBG, reduzindo as concentrações circulantes da testosterona bioativa (livre). Nas pacientes com PCOS, portanto, esta é a primeira linha de tratamento, sendo também um agente de proteção endometrial (SPRITZER, 2009).
O tratamento da SOP visa reduzir os sinais do hiperandrogenismo, restaurar os ciclos ovulatórios regulares e controlar traços da síndrome metabólica. A escolha do tratamento dependerá da gravidade dos sintomas e dos objetivos específicos, considerando sempre as possíveis conseqüências em longo prazo (MOURA, et al. 2011).
A composição dos anticoncepcionais orais (ACO) é formada por compostos de etinil-estradiol e um progestágeno. O estrógeno suprime o LH, diminuindo a produção dos andrógenos pelos ovários e aumenta a produção da SHBG, reduzindo a testosterona livre. A maioria dos progestágenos são derivados da testosterona e possuem atividade androgênica. A drospirenona e o acetatode ciproterona (ACP) não são estruturalmente relacionados à testosterona e funcionam como antagonistas do receptor de andrógenos. O ACP além de agir nos receptores androgênicos, tem pequeno efeito inibitório sobre a 5a-redutase e diminui a secreção de andrógeno através de ação anti-gonadotrofina. Pode ser usado como monoterapia em alguns casos. A drospirenona é um análogo da espironolactona, com efeito equivalente à dose de 25mg. Atua como anti-mineralocorticóide, mas tem ação anti-androgênica mais fraca (MOURA, et al. 2011).
Como tratamento para as patologias já relacionadas, a terapia combinada estrógeno-progesterona continua sendo a principal opção para o tratamento do hiperandrogenismo para as mulheres que não desejam engravidar. Pode ser efetivo para o hirsutismo, acne e alopecia androgenética, além de prevenir a hiperplasia endometrial e suas complicações (MOURA, et al. 2011).
No que diz respeito ao tratamento do hirsutismo, o principal ACO usado para o tratamento desta patologia contém ACP associado ao estrógeno. Alguns estudos comprovam sua eficácia, com redução mais rápida no crescimento dos pelos quando comparado com outros anti-andrógenos. Eficácia semelhante tem sido observada com as ACO compostos por drospirenona. O uso do ACO deve ser mantido até a maturidade reprodutiva, aproximadamente 5 anos após a menarca ou até que seja alcançado o peso ideal. A normalização dos ciclos menstruais, a melhora da acne e do hirsutismo ocorrem, em geral, 3 meses após do início do tratamento. Alguns estudos demonstraram que a supressão dos andrógenos séricos permanece por pelo menos 2 anos após a suspensão do ACO, embora a maioria das pacientes apresente piora 3 meses após o final do tratamento (MOURA, et al. 2011).
CONCLUSÃO
Ao terminar este trabalho concluímos que a utilização de fármacos contraceptivossão importantes para a prevenção da gravidez, e além disso podem regularizar o ciclo menstrual,melhorar o hirsutismo e os acnes leves, diminuir o fluxo e a ocorrência de cólicas menstruais e ainda proteger contra alguns tipos de cânceres, por exemplo de ovário e endométrio.
Contudo, existem vários tipos de fármacos contraceptivos basta escolher o que é mais seguro e acessível para utilização e não causar efeitos indesejados com o seu uso. 
REFERÊNCIAS
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA, Mesisyna, Disponível em: < http://www4.anvisa.gov.br/base/visadoc/BM/BM[26263-1-0].PDF>, Acesso em: 20 maio 2012.
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA, Pílula do dia seguinte tem venda suspensa, Disponível em: < http://www.anvisa.gov.br/divulga/noticias/2002/040102_3.htm>, Acesso em: 20 maio 2012
ARAÚJO, LM; SILVA, JMN; BASTOS, WT; VENTURA, PL. Diminuição da dor em mulheres com dismenorreia primária, tratadas pelo método Pilates. Rev. dor v.13 n.2 São Paulo Abril/Junho 2012. 
FRARE, JC; TOMADON, A; SILVA, JR. Prevalência Da Dismenorreia E Seu Efeito. Revista Brasileira de Ciências da Saúde, v. 12, n. 39, jan/mar 2014 
GALVÃO, AA. Dismenorréia Primária Diagnóstico e Tratamento. Revista Digital Medicina Integrativa, 2009. Disponível em: http://www.medicinaintegra tiva.com.pt/blog/. Acesso em: 23 de maio de 2016.
KATHRYN A MARTIN, MD et al. Overview of the use of estrogen-progestin contraceptives” Last literature review version. Maio, 2011 
MARQUI, ABT. Tratamento da endometriose. Rev Enferm Atenção Saúde [Online]. v.3, n.2, p. 97-105 jul/dez 2014
MINISTÉRIO DA SAÚDE, Programa Farmácia Popular do Brasil. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/farmacia_popular_manual_sistema_copagamento_2ed.pdf>, Acesso em: 22 maio 2016
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Métodos anticoncepcionais, Disponível em: < http://www.brasil.gov.br/sobre/saude/saude-da-mulher/metodos-anticoncepcionais>, Acesso em: 22 maio 2016
MOURA HHG; COSTA, DLM; BAGATIN, E; SODRÉ, CT; AZULAY,MM; Síndrome do ovário policístico: abordagem dermatológica. An Bras Dermatol. v. 86, n.1, p.111-119, 2011
NAVARRO, PAAS; BARCELOS, IDS; ROSA E SILVA, JC. Dismenorreia. Rev Bras Ginecol Obstet. v28, n.10, p. 612-23, 2006
RIBEIRO, L. C. A história dos contraceptivos. Disponível em: <http://www.caestamosnos.org/Pesquisas_Carlos_Leite_Ribeiro/A_Historia_dos_Contraceptivos.html>, Acesso em: 23 maio 2016.
SPRITZER, PM. Revista Brasileira De Ginecologia E Obstetricia, v. 31, n.1, p. 41-47, 2009

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