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Objetivos:
 Adquirir conhecimentos fundamentais sobre as pessoas naturais e jurídicas, como sujeitos da relação jurídica.
 Conteúdo:
 I – DO NOME.
 Noções preliminares. A identificação da pessoa interessa ao próprio sujeito, ao Estado e a terceiros, e tem como objetivo dar maior segurança às relações sociais (negócios, convivência familiar e social). Já versou o mestre CARLOS ROBERTO GONÇALVES: “É essencial que os sujeitos das diversas relações sejam individualizados, perfeitamente identiicados como titulares de direitos e deveres na ordem civil. Essa identiicação interessa não só a eles mas também ao Estado e a terceiros, para maior segurança dos negócios e da convivência  familiar e  social. Os principais elementos individualizadores da pessoa natural são: Nome, designação que  a distingue das demais  e  a  identiica no  seio da sociedade; Estado, que indica a sua posição na família e na sociedade política;  Domicílio, que é a sua sede jurídica.”
Nome (CC, art. 16). É a referência exterior pela qual a pessoa identifica-se perante a família e a sociedade. Integra a personalidade, individualizando a pessoa durante a vida e após a morte, bem como define a sua procedência familiar, merecendo, inclusive, a proteção do Estado (CC, art. 17 e 18). O pseudônimo. Adotadoo em atividades lícitas também goza da proteção conferida ao nome (CC, arts. 19 e 74). O nome é inalienável e imprescritível da individualidade da pessoa (inexiste pessoa sem nome).
CARLOS ROBERTO GONÇALVES VERSA: “O vocábulo “nome”, como elemento individualizador da pessoa natural, é empregado  em  sentido  amplo,  indicando o nome  completo.  Integra  a personalidade,  individualiza a pessoa, não só durante a sua vida como também após a sua morte, e  indica a sua procedência familiar.”
(...)
Nome é a designação ou sinal exterior pelo qual a pessoa identiica-se no seio da  família e da sociedade. Destacam-se, no estudo do nome, um aspecto público e um  aspecto individual.  O aspecto público decorre do fato de o Estado ter interesse em que as pessoas  sejam perfeita e corretamente identiicadas na sociedade pelo nome e, por essa  razão, disciplina o seu uso na Lei dos Registros Públicos (Lei n. 6.015/73). O aspecto individual consiste no direito ao nome, no poder reconhecido ao seu  possuidor de por ele designar-se e de reprimir abusos cometidos por terceiros.”
Natureza Jurídica. Diversas são as teorias a respeito da natureza jurídica do nome (a da propriedade, a da propriedade sui generis, a negativista, a do sinal distintivo revelador da personalidade, etc.). Todavia, a mais contemplada na doutrina é a que considera o nome um ‘direito da personalidade’, ao lado do direito à vida, à honra, à liberdade, etc. (Ferrara, Ruggiero, Fadda, Bensa, Caio Mário, Silvio Rodrigues, Limongi França, etc).
Elementos do nome (CC, art. 16). O nome completo constitui-se de 02 (dois) elementos: (i) Prenome: é o nome próprio de cada pessoa, distinguindo membros da mesma família. Pode ser simples (José, Maria, Pedro) ou composto (Roberto Carlos, Ana Maria Carolina, etc.). Os irmãos não podem ter o mesmo prenome, exceto se composto com distinção (José João, José Maria, etc.-Lei 6.015/73, art. 63, parágrafo único). Livre escolha dos pais/Exposição ao ridículo (Lei 6.015/73, art. 55, parágrafo único): o prenome é de livre escolha dos pais, mas os oficiais de cartório não registrarão nomes suscetíveis de expor ao ridículo os seus portadores. Obs.: essa recusa se estende, também, aos apelidos populares (Lei 6.015/73, art. 58) que possam substituir o nome. Ex.: Edson (Pelé) Arantes do Nascimento. Retificação do prenome (Lei  6015/73, art. 55, 56 58, 109 e 110) – Em regra, o  prenome será definitivo, podendo ser alterado por sentença, após manifestação do MP: a) para evitar a exposição a ridículo os seus portadores; b) para substituição, ou mesmo inclusão, por apelidos públicos notórios (Pelé, Xuxa, etc.); c) em razão de fundada coação ou ameaça decorrente da colaboração com apuração de crime; d) adoção (CC, art. 1627); e) para tradução de nomes de estrangeiros (Lei 6.815/80, art. 43). Obs.: a jurisprudência, sempre que presentes a necessidade e relevância, tem permitido a mudança do prenome; (ii) Sobrenome. É o referencial que identifica a procedência da pessoa, definindo a sua filiação ou estirpe. Também denominado ‘patronímico’ ou ‘apelido familiar’ (Lei 6.015/73, art. 56), é na verdade o característico familiar, transmissível por sucessão. Em regra, as pessoas já nascem com o apelido familiar herdado dos pais, uma vez que a lei autoriza o Oficial de cartório lançá-lo de ofício, se conhecido, podendo ser o do pai, da mãe ou de ambos (Lei 6.015, art. 55 e CF-art. 226, §5º). Ex: Robersivaldo Roberto de OLIVEIRA CORREIA, Joanilda Paula BRAGANÇA, etc. Registro de filhos fora do casamento (Lei 6.015/73, arts. 59/60) – somente poderá ser lançado o nome do pai, se expressamente por este autorizado. Todavia, a Lei 8.560/92 obriga os oficiais de Registro Civil a enviar ao Juiz os dados do suposto pai, que será intimado para reconhecimento voluntário, sendo irrevogável tal reconhecimento e pode ser feito na forma prevista em lei (CC, art. 1609). Caso seja negado o reconhecimento, os dados do suposto pai serão enviados pelo juiz ao Ministério Público, que poderá ajuizar ação de investigação de paternidade. Retificação no sobrenome. Por força do princípio da estabilidade do nome, de ordem pública, o patronímico ou apelido familiar, que evidencia a pessoa como membro de um grupo familiar perante a sociedade, somente deve ser alterado em casos excepcionais. Ex.: exclusão do nome do pai que abandonou a família, o pretendente era conhecido pelo apelido da mãe (RSTJ, 104/341); inclusão do nome do padrasto da autora da ação, por ele criada desde criança (RSTJ, 125/255), etc. Outras Hipóteses de alteração no nome: a) casamento, separação judicial ou divórcio (CC, art. 1565, §1º, 1571, §2º e 1578) – permite aos nubentes, o acréscimo do sobrenome do outro (CC, art. 1565, §1º), no casamento, bem como a conservação do nome de casado ao cônjuge culpado, mesmo na separação judicial/divórcio, se evidenciadas as situações previstas no CC, art. 1578. Obs: No casamento putativo/contraído de boa fé (CC, art. 1561), o cônjuge inocente poderá conservar o nome do consorte (STF-RTJ, 89/495, por maioria); b) Adoção (CC, art. 1623, 1626 e 1627) – não só adotar o sobrenome do adotante, como também a possibilidade de modificação de seu prenome; c) Reconhecimento de filho(voluntário ou judicial) – conferindo direito de acréscimo do apelido familiar; d) Transexualismo. É aquele indivíduo anatomicamente de um sexo, que acredita ser do sexo oposto. A psiquiatria tem papel fundamental no caso. A jurisprudência tem admitido a mudança do nome do transexual, que se submeteu à cirurgia para mudança de sexo, para evitar exposição ao ridículo (Lei 6.015/73, art. 55, par. Único, c/c art. 109), bem como atender ao principio da dignidade da pessoa humana, conforme arrestos do Superior Tribunal de Justiça (STJ):
REGISTRO PÚBLICO. MUDANÇA DE SEXO. EXAME DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE DE EXAME NA VIA DO RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SUMULA N. 211/STJ. REGISTRO CIVIL. ALTERAÇÃO DO PRENOME E DO SEXO. DECISÃO JUDICIAL. AVERBAÇÃO. LIVRO CARTORÁRIO.
1. Refoge da competência outorgada ao Superior Tribunal de Justiça apreciar, em sede de recurso especial, a interpretação de normas e princípios de natureza constitucional.
2. Aplica-se o óbice previsto na Súmula n. 211/STJ quando a questão suscitada no recurso especial, não obstante a oposição de embargos declaratórios, não foi apreciada pela Corte a quo.
3. O acesso à via excepcional, nos casos em que o Tribunal a quo, a despeito da oposição de embargos de declaração, não regulariza a omissão apontada, depende da veiculação, nas razões do recurso especial, de ofensa ao art. 535 do CPC.
4. A interpretação conjugada dos arts. 55 e 58 da Lei n. 6.015/73 confere  amparo legal para que transexual operado obtenha autorização judicialpara a alteração de seu prenome, substituindo-o por apelido público e notório pelo qual é conhecido no meio em que vive.
5. Não entender juridicamente possível o pedido formulado na exordial significa postergar o exercício do direito à identidade pessoal e subtrair do indivíduo a prerrogativa de adequar o registro do sexo à sua nova condição física, impedindo, assim, a sua integração na sociedade.
6. No livro cartorário, deve ficar averbado, à margem do registro de prenome e de sexo, que as modificações procedidas decorreram de decisão judicial.
7. Recurso especial conhecido em parte e provido. (STJ - REsp 737993 / MG)
 
 
Direito civil. Recurso especial. Transexual submetido à cirurgia de redesignação sexual. Alteração do prenome e designativo de sexo. Princípio da dignidade da pessoa humana.
- Sob a perspectiva dos princípios da Bioética – de beneficência, autonomia e justiça –, a dignidade da pessoa humana deve ser resguardada, em um âmbito de tolerância, para que a mitigação do sofrimento humano possa ser o sustentáculo de decisões judiciais, no sentido de salvaguardar o bem supremo e foco principal do Direito: o ser humano em sua integridade física, psicológica, socioambiental e ético-espiritual.
- A afirmação da identidade sexual, compreendida pela identidade humana, encerra a realização da dignidade, no que tange à possibilidade de expressar todos os atributos e características do gênero imanente a cada pessoa. Para o transexual, ter uma vida digna importa em ver reconhecida a sua identidade sexual, sob a ótica -psicossocial, a refletir a verdade real por ele vivenciada e que se reflete na sociedade.
- A falta de fôlego do Direito em acompanhar o fato social exige, pois, a invocação dos princípios que funcionam como fontes de oxigenação do ordenamento jurídico, marcadamente a dignidade da
pessoa humana – cláusula geral que permite a tutela integral e unitária da pessoa, na solução das questões de interesse existencial humano.
- Em última análise, afirmar a dignidade humana significa para cada um manifestar sua verdadeira identidade, o que inclui o reconhecimento da real identidade sexual, em respeito à pessoa humana como valor absoluto.
- Somos todos filhos agraciados da liberdade do ser, tendo em perspectiva a transformação estrutural por que passa a família, que hoje apresenta molde eudemonista, cujo alvo é a promoção de cada um de seus componentes, em especial da prole, com o insigne propósito instrumental de torná-los aptos de realizar os atributos de sua personalidade e afirmar a sua dignidade como pessoa humana.
- A situação fática experimentada pelo recorrente tem origem em idêntica problemática pela qual passam os transexuais em sua maioria: um ser humano aprisionado à anatomia de homem, com o sexo psicossocial feminino, que, após ser submetido à cirurgia de redesignação sexual, com a adequação dos genitais à imagem que tem de si e perante a sociedade, encontra obstáculos na vida civil, porque sua aparência morfológica não condiz com o registro de nascimento, quanto ao nome e designativo de sexo.
- Conservar o “sexo masculino” no assento de nascimento do recorrente, em favor da realidade biológica e em detrimento das realidades psicológica e social, bem como morfológica, pois a aparência do transexual redesignado, em tudo se assemelha ao sexo feminino, equivaleria a manter o recorrente em estado de anomalia, deixando de reconhecer seu direito de viver dignamente.
- Assim, tendo o recorrente se submetido à cirurgia de redesignação sexual, nos termos do acórdão recorrido, existindo, portanto, motivo apto a ensejar a alteração para a mudança de sexo no registro civil, e a fim de que os assentos sejam capazes de cumprir sua verdadeira função, qual seja, a de dar publicidade aos fatos relevantes da vida social do indivíduo, forçosa se mostra a admissibilidade da pretensão do recorrente, devendo ser alterado seu assento de nascimento a fim de que nele conste o sexo feminino, pelo qual é socialmente reconhecido.
- Vetar a alteração do prenome do transexual redesignado corresponderia a mantê-lo em uma insustentável posição de angústia, incerteza e conflitos, que inegavelmente atinge a dignidade da pessoa humana assegurada pela Constituição Federal. No caso, a possibilidade de uma vida digna para o recorrente depende da alteração solicitada. E, tendo em vista que o autor vem utilizando o prenome feminino constante da inicial, para se identificar, razoável a sua adoção no assento de nascimento, seguido do sobrenome familiar, conforme dispõe o art. 58 da Lei n.º 6.015/73.
- Deve, pois, ser facilitada a alteração do estado sexual, de quem já enfrentou tantas dificuldades ao longo da vida, vencendo-se a barreira do preconceito e da intolerância. O Direito não pode fechar os olhos para a realidade social estabelecida, notadamente no que concerne à identidade sexual, cuja realização afeta o mais íntimo aspecto da vida privada da pessoa. E a alteração do designativo de sexo, no registro civil, bem como do prenome do operado, é tão importante quanto a adequação cirúrgica, porquanto é desta um desdobramento, uma decorrência lógica que o Direito deve assegurar.
- Assegurar ao transexual o exercício pleno de sua verdadeira identidade sexual consolida, sobretudo, o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana, cuja tutela consiste em promover o desenvolvimento do ser humano sob todos os aspectos, garantindo que ele não seja desrespeitado tampouco violentado em sua integridade psicofísica. Poderá, dessa forma, o redesignado exercer, em amplitude, seus direitos civis, sem restrições de cunho discriminatório ou de intolerância, alçando sua autonomia privada em patamar de igualdade para com os demais integrantes da vida civil. A liberdade se refletirá na seara doméstica, profissional e social do recorrente, que terá, após longos anos de sofrimentos, constrangimentos, frustrações e dissabores, enfim, uma vida plena e digna.
- De posicionamentos herméticos, no sentido de não se tolerar “imperfeições” como a esterilidade ou uma genitália que não se conforma exatamente com os referenciais científicos, e, consequentemente, negar a pretensão do transexual de ter alterado o designativo de sexo e nome, subjaz o perigo de estímulo a uma nova prática de eugenia social, objeto de combate da Bioética, que deve ser igualmente combatida pelo Direito, não se olvidando os horrores provocados pelo holocausto no século passado. Recurso especial provido.( STJ - REsp 1008398 / SP)
 
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Obs.: A União Estável não pode ser argumento para o acréscimo do sobrenome do outro, uma vez que a lei já disponibiliza meios para a regularização de eventual obstáculo à realização do casamento entre eles, sendo letra morta o art. 57, da Lei 6015/73, por força do art. 226§§3º e 6º da CF.                
OBS:  Procedimento administrativo x processo judicial – Art. 56 da LRP  - no primeiro ano após atingida a maioridade civil, pode o titular alterar o nome por via administrativa(art. 110 LRP), sem qualquer motivação.  Após este prazo decadencial, somente por meio de ação judicial. 
 
II-  DO ESTADO:
 
Estado – é a soma das qualificações da pessoa na sociedade, hábeis a produzir efeitos jurídicos.  É o seu modo particular de existir.
Aspectos – o estado apresenta três aspectos:
                                                              i.      Estado individual – é o modo de ser da pessoa quanto a idade, sexo, cor, altura, saúde (são ou insano e incapaz), etc.
                                                            ii.      Estado familiar – é o que indica a sua situação na família, em relação ao matrimônio (solteiro, casado, etc.) e ao parentesco (pai, filho, etc.).
                                                          iii.      Estado político – é a qualidade jurídica que advém da posição do indivíduo na sociedade política, podendo ser nacional (nato ou naturalizado) e estrangeiro.
Características – as principais características ou atributos do estado são:iv.      Indivisibilidade – ninguém pode ser, simultaneamente, casado e solteiro, maior e menor, etc.  O estado é uno e indivisível, regulamentado por normas de ordem pública.  OBS: Dupla nacionalidade – é uma exceção à regra da indivisibilidade do estado.
                                                             v.      Indisponibilidade – trata-se de bem fora do comércio, sendo inalienável e irrenunciável.  Isso não impede a sua mutação, diante de determinados fatos e preenchidos os requisitos legais: solteiro pode passar a casado, este pode tornar-se viúvo, etc.
                                                           vi.      Imprescritibilidade – não se perde nem se adquire o estado pela prescrição.  É elemento integrante da personalidade e, assim, nasce com a pessoa e com ela desaparece
 
 
III - DO DOMICÍLIO (ARTS. 70 A 78).
 
Noções preliminares. A idéia de domicílio é de vital relevância no direito, por força das relações jurídicas que se formam entre as pessoas naturais ou jurídicas. Há, em razão disso, a necessidade de o sujeito de direito ter um lugar certo e determinado, para que possa exercer as suas atividades jurídicas. O domicilio gera SEGURANÇA JURÍDICA, pois sabe-se onde a pessoa será encontrada para cumprir suas obrigações legais Esse ponto de referência é o seu ‘domicílio’, do latim domus (casa, morada). O ‘domicílio’ serve de referência em todos os ramos do direito: Direito Processual Penal (CPP, art. 72), Direito Tributário (CTN, art. 127), Direito Eleitoral (CE, art. 42, parágrafo único), Direito do Trabalho (CLT, art. 469), Direito Processual do Trabalho (CLT, art. 651, §1º), LICC, art. 7º, etc.; e especialmente no Direito Processual Civil (CPC, art. 94, 96, 100, I e II) e Direito Civil (CC, art. 327, 1527,). Vários tipos de ações judiciais somente podem ser propostas em foro de uma das partes, tais como as ações de família, de alimentos, entre outras.
 
SILVIO RODRIGUES (Direito Civil)  versa: “Vivendo o homem em sociedade, mantendo relações jurídicas com outros homens, é necessário que haja um lugar onde possa ele oficialmente ser encontrado, para responder pelas obrigações que assumiu. Todos os sujeitos de direito devem ter, por livre escolha ou por determinação da lei, um lugar certo, no espaço, de onde irradiem sua atividade jurídica". Esse lugar é o seu domicílio.”
 
CRISTIANO CHAVES (Direito Civil – Teoria Geral) conceitua: “ As relações sociais são dinâmicas e os fatos sociais estão em constante alteração. Interessa, pois, ao Direito fixar um local onde, presumivelmente, serão encontradas as pessoas. Este lugar é o que se denomina domicilio ou foro, correspondendo, portanto, à sede jurídica da pessoa, ao local onde ela se presume presente, praticando atos da vida civil.”
 
SILVIO VENOSA (Curso D. civil):  “A pessoa tanto jurídica como natural possuem um local onde gira seu centro de interesses, seus negócios, seu centro familiar, seu centro social. Assim como a vida da pessoa tem determinado limite de tempo, possui também limite de espaço. A atividade jurídica e social da pessoa manifesta-se no tempo e num espaço definido.”
 
CARLOS GONÇALVES (D. CIVIL –Pte. Geral): “Domicílio é a sede jurídica da pessoa, onde ela se presume presente para efeitos de direito. Onde pratica habitualmente seus atos e negócios jurídicos. É o local onde responde por sua sobrigações. É conceito jurídico (CC, arts. 327 e 1.785; CPC, art. 94).”
 
Domicílio da pessoa natural (Art. 70). Conceito. É o lugar onde a pessoa natural estabelece a sua residência, com animus definitivo. Exprime a idéia de habitualidade, estabilidade, permanência um pouco prolongada, o lugar onde o homem se recolhe para o convívio familiar, ao lar, para o seu repouso, sua vida íntima, etc. Dois são, portanto, os elementos que compõem o domicílio civil: (i) Objetivo – é a residência, simples estado de fato material, sendo o domicílio a situação jurídica; (ii) subjetivo – que é o animus definitivo, de natureza psicológica, a intenção de estabelecer-se em caráter permanente em determinado lugar;  SILVIO RODRIGUES (Direito Civil): “Poder-se-ia pensar, tendo em vista a locução ânimo definitivo, que o legislador lançou mão de um elemento subjetivo ao definir domicilio, porquanto de difícil prova e custosa demonstração. De fato, como descobrir a intenção do agente? Como inquirir seu ânimo íntimo? Entretanto, do exame dos artigos subseqüentes vê-se que a idéia de ânimo definitivo vai decorrer daquelas circunstâncias externas reveladoras da intenção do indivíduo, isto é, do seu propósito de fazer daquele local o centro de suas atividades.”
Residência X Domicilio:  “O conceito de domicílio se distingue do de residência. Este representa uma relação de fato entre uma pessoa e um lugar, envolvendo a idéia de habitação, enquanto o de domicilio compreende o de residência, acrescido do ânimo de aí fazer o centro de sua atividade jurídica"'.(SILVIO RODRIGUES)
Precisamos diferenciar domicílio de residência e morada:
a)         Morada: é o lugar em que a pessoa se fixa temporariamente (no direito italiano a morada é uma espécie de estadia). A morada não desloca o seu domicílio!
b)         Residência: é o lugar em que a pessoa física é encontrada com habitualidade (a pessoa pode ter mais de uma residência, inclusive). Ex: uma pessoa que tem domicílio e residência em Salvador, mas passa todos os finais de semana em uma casa de praia (residência) próxima à cidade.
c)         Domicílio: para ser domicílio é preciso algo mais: o domicílio abrange a noção de residência, porque no domicílio também há o aspecto da habitualidade. Mas, para ser domicílio, além da habitualidade, é preciso que haja a intenção de permanência (alguns autores chamam de animus manendi), transformando aquele local em centro da vida jurídica daquela pessoa. Então, domicílio é o lugar onde a pessoa física fixa residência com ânimo definitivo, transformando-o em centro de sua vida jurídica (conceito). Vejamos o art. 70 do CC:
Art. 70. O domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a sua residência com ânimo definitivo (conceito legal de domicílio).
 
Pluralidade de domicílios (CC, art. 71) - Pode haver pluralidade de domicílios? Sim, o sistema brasileiro, seguindo o direito alemão, admite pluralidade de domicílios, nos termos do art. 71 do CC:
“Art. 71. Se, porém, a pessoa natural tiver diversas residências, onde, alternadamente, viva, considerar-se-á domicílio seu qualquer delas.” Tendo a pessoa diversas residências, onde viva, alternadamente, cada uma delas será considerada domicílio, conforme CCB/02. Domicílio Civil Subsidiário (CC, art. 72) - A lei considera, também, o domicílio profissional da pessoa natural como seu domicílio civil, de forma subsidiária. Pluralidade de domicílios profissionais (CC, art. 72, parágrafo único) - Da mesma forma, qualquer desses domicílios profissionais será considerado domicílio civil. Obs.: caso a pessoa tenha residência em Vitória (ES), e escritórios profissionais em são Mateus (ES) e Linhares (ES), qualquer desses lugares poderá ser acionado (CPC, art. 94, §1º);  Domicílio profissional-  Seguindo a linha do art. 83 do Código de Portugal, o art. 72 do CC considera, APENAS PARA EFEITOS PROFISSIONAIS, como domicílio o lugar onde a atividade é desenvolvida.: “Art. 72. É também domicílio da pessoa natural, quanto às relações concernentes à profissão, o lugar onde esta é exercida. Parágrafo único. Se a pessoa exercitar profissão em lugares diversos, cada um deles constituirá domicílio para as relações que lhe corresponderem”. Domicílio aparente (CC, art. 73) – O Código traz ainda a noção de domicilio aparente ou ocasional (trata-se de uma aplicação da teoria da aparência): para pessoas que não têm domicílio certo, por ficção legal, é considerado o seu domicílio o lugar em que for encontrada: “Art. 73. Ter-se-á por domicílio da pessoa natural, que não tenha residência habitual, o lugar onde for encontrada.”  Logo, não tendo a pessoa natural residência habitual, será considerado seu domicílio civilo lugar onde for encontrado. Ex.: os andarilhos, ciganos, caixeiros viajantes, artistas de Circo etc; Mudança de domicílio (CC, art. 74) – para que se caracterize, há a necessidade de a pessoa ter a ‘intenção manifesta de mudar’. “Art. 74. Muda-se o domicílio, transferindo a residência, com a intenção manifesta de o mudar.
Parágrafo único. A prova da intenção resultará do que declarar a pessoa às municipalidades dos lugares, que deixa, e para onde vai, ou, se tais declarações não fizer, da própria mudança, com as circunstâncias que a acompanharem.” (para o campo da pessoa física, essa norma é desprovida de importância prática). Ex.: matrícula dos filhos em colégio do novo lugar, linha telefônica, posse em cargo público, etc; Espécies: (i) domicílio voluntário geral ou comum  (CC, art. 74)  é o que depende exclusivamente da vontade do sujeito de direito, ou seja, quando ele tem a faculdade de escolher, livremente, o lugar onde fixará a sua residência, com animus definitivo, bem como alterá-lo, quando melhor lhe aprouver; (ii) domicílio voluntário especial (CC, art. 78 e CPC, art. 111) – é o que foi estabelecido pelas partes em contrato, chamado foro contratual (CC, art. 78), ou o que foi escolhido pelas partes para o ajuizamento de ações objetivando dirimir conflitos originários das obrigações contraídas, denominado foro de eleição(CPC, art. 111); (iii) Domicílio necessário ou legal – é o domicílio fixado pela lei a determinadas pessoas, em razão de sua condição ou situação jurídica (CC, arts. 76, 77, 1569,). É o caso do incapaz, do servidor público, do militar, o do marítimo (mercante), etc.. OBS: Servidor público de função temporária ou comissionada não tem domicílio legal!!!!
OBS: Nos contratos de adesão, especialmente de consumo, a cláusula de foro de eleição prejudicial ao consumidor ou aderente é NULA DE PLENO DIREITO. Inclusive, o juiz pode declinar de ofício de sua competência (mesmo sem haver exceção de incompetência relativa), quando verificar o prejuízo ao consumidor (RESP 201195/SP). Isso está expresso no art. 112 do CPC: “Art. 112. Argúi-se, por meio de exceção, a incompetência relativa. Parágrafo único. A nulidade da cláusula de eleição de foro, em contrato de adesão, pode ser declarada de ofício pelo juiz, que declinará de competência para o juízo de domicílio do réu” (Incluído pela Lei nº 11.280, de 2006).
Domicílio da pessoa jurídica. (i) de direito privado (CC, art. 75, IV) – é o domicílio especial definido livremente no estatuto ou atos constitutivos, como sendo a sua sede ou estabelecimento ou o lugar onde funcionarem as respectivas diretorias e administrações. Diversas filiais (CC, art. 75, §1º e CPC, art. 100, IV, ‘a’ e ‘b’) – se a sociedade tiver várias filiais, cada um desses lugares será o domicílio para os atos nele praticados. Sede em outro pais (CC, art. 75, §2º) – se a sede da pessoa jurídica for no exterior, o domicílio será o lugar do estabelecimento, sito no Brasil, onde as obrigações foram contraídas; (ii) de direito público interno (CC, art. 75). O domicílio será o lugar onde estiver instalada a sede de seu governo. A União, o Distrito Federal; Os Estados, as respectivas capitais; e o Município, o lugar onde localizada a administração municipal; Obs.: nas ações judiciais envolvendo a União, o foro competente será definido de acordo com a sistemática prevista na norma processual e Constituição Federal (CPC, art. 99, I e CF, art. 109, §§1º a 4º).                   
         
DOMICILIO:
 
01) Art. 70 - O__________ da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a sua residência  com _____________ _____________.
 
02) Art. 71 - Se, porém, a pessoa natural tiver _________ _________ onde, alternadamente, viva, considerar-se-á domicílio seu qualquer delas.
 
03) Art.72 - É também domicílio da pessoa natural,, quando às relações concernentes à  ____________, o lugar onde esta é _________.
 
04) Parágrafo único - Se a pessoa exercitar profissão em ________ ________, cada um  deles constituirá domicílio para as relações que lhe corresponderem.
 
05) Art. 73 - Ter-se-á por domicílio da pessoa natural, que não tenha residência habitual, o  ___________ onde for ___________.
 
06) Art. 74 - Muda-se o domicílio, transferindo a residência, com a _________ manifesta de o mudar.
 
07) Parágrafo único - A prova da __________ resultará do que declarar a pessoa às  ___________ dos lugares, que deixa, e para onde vai, ou, se tais declarações não fizer, da  própria __________, com as circunstâncias que a acompanharem.
 
08) Quanto às pessoas jurídicas, o domicílio é:
 
a) Da união, o ___________ ___________.
b) Dos ___________ e ____________, as respectivas ___________.
c) Do _____________, o lugar onde funcione a ___________ ___________.
d) Das demais pessoas jurídicas, o lugar onde funcionarem as respectivas ___________ e  _____________, ou onde elegerem _____________ ____________ no seu  _____________ ou ____________ constitutivos.
 
09) Parágrafo 1º - Tendo a _________ _________ diversos estabelecimentos em lugares  diferentes, cada um deles será considerado domicílio para os __________ nele praticados.
 
 
10) Parágrafo 2º - Se a __________, ou __________, tiver a sede no estrangeiro, haver-se- á por domicílio da pessoa jurídica, no tocante às obrigações contraídas por cada uma das suas  agências, o lugar do estabelecimento, _________ no __________, a que ela corresponder.
 
11) Art. 76 - Têm _______ _________ o incapaz, o servidor público, o _________, o  _________ e o ___________.
 
12) Parágrafo único - O domicílio do incapaz é o do seu ___________ ou  _____________; o do servidor público, o lugar em que exercer ___________ suas funções; o do militar, onde __________, e, sendo da Marinha ou da Aeronáutica, a ____________ do  comando a que se encontrar imediatamente subordinado; o do _____________, onde o navio  estiver matriculado; e o do ____________, o lugar em que cumprir a __________.
 
13) Art. 77 - O Agente ___________ do Brasil, que, citado no estrangeiro, alegar ___________ sem designar onde tem, no país, o seu ___________, poderá ser ___________ no Distrito Federal ou no Último ponto do território brasileiro onde o teve.
 
14) Art. 78 - Nos contratos _________, poderão os __________ especificar domicílio onde se exercitem e cumpram os __________ e __________ deles resultantes.
 
 
15 - É correto afirmar, quanto ao domicílio:
 
a) o domicílio civil da pessoa natural que não tem residência habitual é o lugar onde for encontrada
b) o domicílio da pessoa jurídica de direito privado é o de seu representante legal
c) o domicílio do incapaz é o de seu nascimento
d) se a pessoa natural tiver diversas residências, considera-se seu domicílio, obrigatoriamente, o
da residência mais antiga.
 
 
16 - Analise as afirmativas abaixo e assinale a correta.
 
a) O domicilio da pessoa jurídica é sempre o lugar indicado como o da sua sede no ato constitutivo.
b) A pessoa natural, que viva em diversos locais de residência habitual, terá considerado como seu domicílio o lugar onde se encontre.
c) A sociedade comercial, independente do lugar onde realize negócios, terá por domicílio o lugar indicado no ato constitutivo da sociedade como de sua sede.
d) O domicílio convencional poderá ser estabelecido pelas partes, contratualmente, especificando-se onde se exercem ou se cumprem as obrigações contratadas.
e) O domicílio dos militares da ativa é o lugar onde servem atualmente e o dos militares reserva é o último lugar em que serviram na ativa.
 
 
17 - (TRT-9ª. REGIÃO-ANALISTA JUDICIÁRIO) Em relação ao domicílio civil da pessoa natural pode-se
afirmar que: 
 
a) se a pessoa possui várias residências, nenhuma será considerada seu domicílio;
b) muda-se o domicílio com a simples intenção de transferir a residência;
c) se a pessoa possui várias residências, todas serão consideradas seus domicílios;
d) quando a pessoa não tiver domicílio, considera-se domiciliada na zona eleitoral em que esteja registrada;
 
 
18 - (PROCURADOR MUNICIPAL-RECIFE-2003)O advogado A, que reside permanentemente em Olinda,
mas mantém escritórios, onde exerce sua profissão, em Recife e Petrolina, tem por domicílio, 
A) apenas Recife, por ser a Capital do Estado.
B) apenas Olinda, onde mantém residência com ânimo definitivo.
C) quanto às relações concernentes à profissão neles praticadas, os Municípios de Recife e Petrolina.
D) Olinda, Petrolina e Recife para quaisquer relações jurídicas, indistintamente.
E) o lugar em que for encontrado, pois se trata de um itinerante.
 
19 - (CÂMARA MUNICIPAL DE GUARULHOS-SP-PROCURADOR- 2002-VUNESP) Quanto ao domicílio, em nosso sistema legal,     
 
(A) uma pessoa pode ter domicílio sem ter residência.
(B) o domicílio é todo lugar que a pessoa estabelece sua residência.
(C) as mulheres casadas possuem o mesmo domicílio do marido.
(D) a pessoa natural tem um único domicílio pela nossa legislação.
(E) o funcionário público, no exercício de sua função, não possui domicílio voluntário.
 
 
20 - (IPEM-AP) A pessoa abaixo tem domicílio necessário, exceto:  
(A) o incapaz.
(B) a pessoa que exercita a profissão em lugares diferentes.
(C) o marítimo.
(D) o preso.
(E) o funcionário público.
 
21 - (OAB/SP/125º/20050 O domicílio, como consagrado pelo Código Civil,             
A) é único e consiste no local em que a pessoa estabelece residência com ânimo definitivo.
B) é único e consiste no centro de ocupação habitual da pessoa natural.
C) é considerado o local onde a pessoa exerce sua profissão. Se a pessoa exercer a profissão em locais diversos, deverá indicar um local específico para todas as relações correspondentes.
D) pode ser plural, desde que a pessoa tenha diversas residências onde alternadamente viva.
 
22. Assinale a única resposta certa: 1- Quanto ao domicílio civil da pessoa natural podemos dizer que:
 
(a) Não há qualquer distinção jurídica entre domicílio e residência. (b) Domicílio é o lugar do trabalho, portanto diferente de residência. (c) É o lugar onde a pessoa estabelece a sua residência com ânimo definitivo. (d) É o lugar onde a pessoa reside temporariamente.
 
23 - (OAB-RO-36º CONCURSO) 30. Marque a alternativa INCORRETA. Quanto às pessoas jurídicas, o domicílio é:
 
a) Da União, o Distrito Federal; b) Dos Estados e Territórios, a sede da Procuradoria; c) Do município, o lugar onde funcione a administração municipal; e, d) Das demais pessoas jurídicas, o lugar onde funcionarem as respectivas diretorias e administrações, ou onde elegerem domicílio especial no seu estatuto ou atos constitutivos.
 
24 - . Considera-se domicílio da pessoa natural o:
a) lugar onde ela estabelece a sua residência com ânimo definitivo.
b) local onde for encontrada.
c) lugar onde exerce atividade profissional.
d) lugar onde habitualmente é encontrada
 
 
25. Possuindo uma pessoa duas residências regulares, considera-se seu domicílio
a) aquela onde reside mais tempo.
b) aquela que por último passou a ocupar.
c) qualquer delas .
d) aquela que for de sua propriedade.
 
26. (PROCURADOR MUNICIPAL-RECIFE-2003)    O  advogado  A,  que  reside  permanentemente  em  Olinda, 
mas mantém escritórios, onde exerce sua profissão, em Recife  e Petrolina, tem por domicílio, 
 
A) apenas Recife, por ser a Capital do Estado. 
B) apenas Olinda, onde mantém residência com ânimo definitivo. 
C) quanto às relaçes concernentes à profissão neles praticadas, os 
Municípios de Recife e Petrolina. 
D)  Olinda,  Petrolina  e  Recife  para  quaisquer  relações  jurídicas, 
indistintamente. 
E) o lugar em que for encontrado, pois se trata de um itinerante. 
 
27. (IPEM-AP)  A pessoa abaixo tem domicílio necessário, exceto: 
 
(A) o incapaz. 
(B) a pessoa que exercita a profissão em lugares diferentes. 
(C) o marítimo. 
(D) o preso. 
(E) o funcionário público
 
28 - CESPE - 2011 - TCU - Auditor Federal de Controle Externo - Auditoria GO) A sede jurídica de uma pessoa é denominada domicílio, entendendo-se como tal o lugar onde a pessoa pode ser encontrada para responder por suas obrigações. Juridicamente, domicílio equivale a residência, morada ou habitação.
(   )Certo (  ) Errado
 
 
RESPOSTAS
 
01) Domicílio, ânimo, definitivo; 02) Diversas, residências; 03) Profissão, exercida;  04) Lugares diversos.; 05) Lugar, encontrada.; 06) intenção; 07) intenção, municipalidade, mudança; 08) a)Distrito Federal; b) Estados, territórios, capitais.; c)  Município, administração municipal.; d) Diretorias, administrações, domicílio especial, estatuto, atos.; 09 ) Pessoa jurídica, atos; 10) Administração, diretoria, sito, Brasil; 11) Domicílio, necessário, militar, marítimo, preso. 12) Representante, assistente, permanentemente servir, sede, marítimo, preso, sentença; 13) Diplomático, extraterritorialidade, domicílio, demandado; 14 ) Escritos, contratantes, direitos, obrigações; 15) A; 16) D; 17) C; 18) C; 19) A; 20) B; 21) D; 22) C; 23) B; 24) A; 25) C; 26) C; 27) B; 28) E
 
 
DISCURSIVAS – FAÇA DE FORMA FUNDAMENTADA, JUSTIFICANDO COM LEGISLAÇÃO E DOUTRINA SUA RESPOSTA!!!!!
 
 
 
01) O que é domicílio civil da pessoa natural?
02) Onde é o domicílio das pessoas jurídicas de Direito Civil?
03) Onde é o domicílio legal da União, dos Estados e dos Municípios?
04) Quais os tipos de domicílios existentes?
05) Onde é o domicílio da pessoa natural se ela tiver diversas residências ou vários centros de ocupação?
 06) Qual o domicílio da pessoa que não tem residência habitual ou ganha a vida sempre viajando, sem ponto central de negócios?
 07) Qual o domicílio dos incapazes?
08) Tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes, cada um deles será considerado domicílio para os atos nele praticados. Já para a pessoa natural domicílio é o lugar onde está estabelecida a sua residência com ânimo definitivo. Se a pessoa não tiver residência habitual, ter-se-á por domicílio o lugar onde for encontrada? Justifique
09) O agente diplomático do Brasil, que, citado no estrangeiro, alegar extraterritorialidade sem designar onde tem, no país, o seu domicílio, poderá ser demandado no Distrito Federal ou no último ponto do território brasileiro onde o teve? Justifique.
10)       Segundo as normas preconizadas no Código Civil Brasileiro, com relação ao domicílio é INCORRETO afirmar que tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes, cada um deles será considerado domicílio para os atos nele praticados. Justifique.
11)       Núbia é funcionária pública da Prefeitura Municipal da Cidade A, onde exerce suas atividades inerentes ao cargo público que ocupa. Reside com seus filhos na cidade vizinha B, mas como seu marido, em razão de trabalho, reside na cidade vizinha C, Núbia passa parte da semana dormindo nesta cidade. De acordo com o Código Civil brasileiro, o Domicílio Civil de Núbia é qual cidade?? Justifique
 
 
 
EXERCÍCIOS NOME:
 
01) O que é nome?
 02) Qual a natureza jurídica do nome?
 03) Quais os elementos que compõem o nome?
 04) Em que casos se admite a alteração do nome?
 05) . O registro civil das pessoas naturais é indispensável para:
A) documentar a existência da pessoa natural;
B) dar capacidade à pessoa natural;
C) assinalar o início da existência de pessoa jurídica
D) atribuir personalidade jurídica à pessoa natural;
E) dar existência à pessoa natural.
 
 
 
06 – ( CESPE - 2012 - TJ-RR - A respeito da pessoa natural, julgue os itens a seguir.
 Por ser o estado civil indivisível, a ação processual relacionada à investigação de paternidade da pessoa natural é imprescritível. 
 ( ) Certo      ( ) Errado
 
07- (CESPE - 2012 - TJ-RR - Entre os componentes do nome de uma pessoa, somente o nome próprio e o agnome são protegidos por lei. 
 ( ) Certo      ( ) Errado
 
08 – (CESPE - 2012 - MPE-PI - Promotor de Justiça - O nome é um dos atributos da personalidade, mediante o qual é reconhecido o seu portador, tanto em sua intimidade quanto nos desdobramentos de suas relações sociais, ou seja, é por meio do nome que se personifica, se individuae se identifica exteriormente uma pessoa, de forma a impor-lhe direitos e obrigações. A partir desse conceito jurídico, assinale a opção correta. 
 
a) A viuvez e a mudança de sexo pela via cirúrgica não são motivos suficientes para se autorizar a mudança no nome de pessoa.
 
b) Em razão do princípio da imutabilidade, não se mostra possível a adição do patronímico de família do padrasto.
 
c) Para o caso de filho que não conheça e nunca tenha visto a figura do pai e deste não tenha recebido nenhuma assistência moral ou econômica, será lícita a exclusão do patronímico paterno.
 
d) O pseudônimo não goza de proteção jurídica, mesmo que utilizado para fins lícitos.
 
e) Dissolvido o casamento pelo divórcio litigioso, é obrigação do juiz, na sentença, decidir se o cônjuge mantém, ou não, o nome de casado.
 
 
09 – (CESPE - 2011 - TCU - Auditor Federal de Controle Externo - Auditoria GO)  O nome é a designação que distingue a pessoa das demais e a individualiza no seio da sociedade. O Código Civil brasileiro tutela o nome, em razão do seu aspecto público, mas não o sobrenome, que se refere à ancestralidade, aspecto irrelevante para o direito.
(  )Certo       (    )Errado
 
GABARITO
 
5) A; 6) C; 7)E; 8)C; 9) E
Resumo Personalidade
Das Pessoas.
 
01 - Sujeitos de Direito. O Direito regula e ordena a sociedade, um não existe se o outro. As pessoa s que compõem a sociedade são sujeitos de direitos; os animais e as coisas podem ser apenas objeto de direito(por isso não podem receber herança), mas jamais sujeitos de direito, atributo exclusivo da Pessoa. O homem é a destinação de todas as coisas no campo do direito, o direito só existe para ele.
02 - Personalidade Jurídica (CC, art. 1º). A palavra pessoa é proveniente do latim Persona, e significava primitivamente ‘mascara’ de teatro, depois passou a representar o papel que o ator representava e, por fim, o próprio personagem de teatro. Atualmente, pessoa significa o sujeito de direito ou sujeito da relação jurídica. A personalidade era considerada privilégio que exigia certas condições. No direito romano, o Escravo era tratado como coisa (objeto de direito) e não como sujeito de direito. A personalidade jurídica, assim, é a ‘aptidão, reconhecida pela ordem jurídica a alguém, para exercer direitos e contrair obrigações’ (Clóvis Beviláqua, jurista). Para VENOSA (D. Civil): Assim, ao conjunto de poderes conferidos ao homem para figurar nas relações jurídicas dá-se o nome de personalidade. A capacidade é elemento desse conceito; ela confere o limite da personalidade. Se a capacidade é plena, o indivíduo conjuga tanto a capacidade de direito como a capacidade de fato; se é limitada, o indivíduo tem capacidade de direito, como todo ser humano, mas sua capacidade de exercício está mitigada; nesse caso, a lei lhe restringe alguns ou todos os atos da vida civil. Quem não é plenamente capaz necessita de outra pessoa, isto é, de outra vontade que substitua ou complete sua própria vontade no campo jurídico.” É a potencialidade para adquirir direitos ou contrair obrigações (conceito absoluto). O direito também atribui personalidade às pessoas jurídicas, que são integradas por pessoas naturais com o objetivo de alcançar objetivos econômicos e sociais (associações, sociedades, fundações,).
Capacidade Jurídica (CC, art. 1º). Confere o limite da personalidade; representa a medida desta. Se a capacidade é plena, tem-se a capacidade de direito e de fato; se ela é limitada, tem o indivíduo capacidade de direito, mas não de fato. Capacidade de direito. Aptidão genérica para adquirir direitos e contrair obrigações, inerente a todo aquele que nasce com vida. No direito brasileiro não existe incapacidade de direito, mas apenas de fato. Ex.: herdar bens deixados pelos seus pais, receber doações, etc.; Capacidade de fato ou de exercício. Aptidão para exercer pessoalmente os atos da vida civil. Ex.: maior de 18 anos, com plena capacidade mental, possui capacidade de direito e de fato (plena). Já o alienado mental, assim como o infante, possui capacidade de direito, mas não de fato (limitada).
OBS:  Capacidade de DIREITO + Capacidade de FATO  =  CAPACIDADE CIVIL PLENA
 
Pessoa natural. É o ser humano considerado como sujeito de direitos e obrigações (Maria Helena Diniz), o ser humano tal como ele é, bastando para tanto nascer com vida para adquirir personalidade. Começo da personalidade natural (CC, art. 2º).  A personalidade civil da pessoa começa com o nascimento com vida, mas a lei põe a salvo os direitos do nascituro. Respirou, nasceu com vida, adquire personalidade. Se nascer com vida e logo após morrer é sujeito de direitos, com direito a registro de nascimento e de óbito (LRP, art. 53, §2º), influenciando diretamente no direito das sucessões. Nascituro é o que foi concebido, mas não nascido, não tendo, ainda, todos os requisitos da personalidade, pois não é considerado pessoa (quase personalidade), embora tenha a proteção legal de seus direitos, sob condição suspensiva (expectativa de direito). Correntes doutrinárias: a) natalista -  necessário o nascimento com vida para adquirir personalidade; b) concepcionista - a personalidade inicia-se antes do nascimento, uma vez que já na concepção a lei protege os interesses do nascituro. Sistema de proteção ao nascituro: reconhecimento voluntário (CC, art. 1609, parágrafo único); Curador Especial ou Curator ventris (CC, art. 1779; beneficiado por doação (CC, art. 542); alimentos gravídicos (Lei 11804, de 05.11.2008); contemplado em testamento (CC, art. 1798); titular de direito eventual (CPC, art. 130); posse em nome do nascituro (CPC, art. 877). Obs.: No Projeto de Lei nº 276/2007, em trâmite no congresso, existe proposta e alterar o art. 2º do Código Civil, para incluir no texto a proteção aos direitos do ‘embrião’.
 Das Incapacidades (de fato). Conceito. É a censura legal ao exercício dos atos da vida civil, imposta pela lei, em caráter excepcional, a determinadas pessoas que necessitam de proteção. A lei reconhece nessas pessoas a ausência de requisitos indispensáveis para tocar pessoalmente os atos da vida civil, determinando que sejam representadas ou assistidas, dependendo do grau de incapacidade. I - Incapacidade absoluta (CC, art. 3º). Elimina por completo o direito de exercer pessoalmente os atos da vida civil, ou seja, a pessoa não exerce a sua capacidade de fato (não pode comprar, vender, estar em juízo pessoalmente, etc.); Regra geral: qualquer ato praticado por absolutamente incapaz é NULO (CC, art. 166, I): a) Os Menores de 16 anos – devem ser representados legalmente pelo pai/mãe (CC, art. 1634, V, e 1690) ou tutor (CC, art. 1747, I); b) Enfermidade ou Deficiência Mental – não tiverem o discernimento, permanente e duradouro, para a prática dos atos da vida civil. A deficiência mental é qualquer distúrbio que possa afetar a vida civil do indivíduo, tornando incapaz para os atos da vida civil. O papel do magistrado, com o auxílio da psiquiatria, é muito importante nesses casos. A enfermidade é o acometimento de alguma doença grave: Oligofrenia (retardo mental), esquizofrenia, até o surdo-mudo, dependendo do desenvolvimento mental. etc.. Nesses casos, devem ser representados por curador nomeado pelo juiz (CC, art. 1774 c/c art.  1747, I); c) Incapacidade transitória – são os que, por causa momentânea, não puderem exprimir a sua vontade, sendo nulo o ato praticado nessas condições. Ex.: Pessoa embriagada, em estado etílico tal que não possa compreender o ato praticado, ou que tenha utilizado drogas alucinógenas que interfiram na compreensão, geram a incapacidade absoluta, Internada em CTI de Hospital. Obs.: se o estado dessas pessoas for permanente (o ébrio habitual, o viciado em drogas, etc.), o caso é de incapacidade relativa (art. 4°, II).  A incapacidade absoluta transitória (momentânea) depende da avaliação do caso concreto (Perícia Médica), exame no ato, sob pena de torná-la não conclusiva em razão do tempo. A psicologia e a psiquiatria têm papel fundamental (casos de hipnose, transemediúnico, etc.). Considerações finais. O novo Código Civil definiu a responsabilidade subsidiária e mitigada dos incapazes pelos prejuízos que causar (CC, art. 928 c/c 932-I); II - Incapacidade relativa (CC, art. 4º). Conceito: permite a pratica por si de atos da vida civil, desde que assistidos por pessoa legalmente autorizada, sob pena de anulabilidade (CC, art. 171, I). A incapacidade relativa não afeta a aptidão para o gozo de direitos, uma vez que o exercício sempre será possível com a assistência de outrem; a) Maior de 16 e menor de 18 anos – em regra, devem ser assistidos pelo pai ou mãe. Obs.: todavia, podem praticar alguns atos sem a assistência de seu representante legal, tais como ser testemunha (CC, art. 228, I), aceitar mandato (CC, art. 666), fazer testamento (CC, art. 1860, parágrafo único), exercer empregos públicos compatível com a idade (CC, art. 5º, parágrafo único, III), casar (CC, art. 1517), ser eleitor, etc. Também, equipara-se ao maior no que toca às obrigações por atos ilícitos (art. 927), e não pode se eximir das obrigações que contrair, quando dolosamente oculta sua idade (Art. 179); b) Ébrios habituais, viciados em tóxicos, deficiência mental (Discernimento reduzido) – A decisão caberá ao Juiz, na análise do caso concreto, inclusive interrogando o interditando, podendo, ao declarar a interdição, definir o estagio ou o desenvolvimento mental do interdito, bem assim os limites da curatela (CC, art. 1772 e 1782); c) Os excepcionais. Possuem discernimento reduzido para a prática de certos atos (Perícia Médica). Exemplos: Síndrome de Down, o surdo-mudo, dependendo do desenvolvimento mental. Da mesma forma, incidem as regras dos artigos 1772 e 1782, do Código Civil; d) O pródigo. Aquele que destrói o seu patrimônio, com risco de reduzir-se à miséria. Enquanto não declarado tal pela justiça, é capaz para todos os atos da vida civil. (Incapacidade restrita). Normalmente o pródigo está associado à prática de jogo e alcoolismo (dipsomania). Todavia, evoluindo o quadro para enfermidade ou deficiência mental, poderá ser considerado pelo juiz até mesmo como absolutamente incapaz (CC, art. 3º, II). A legitimidade para a curatela do pródigo tem previsão legal (CC, art. 1767, V, 1768 e 1769, CF, art. 226, §3º). A interdição inibe apenas os atos de disposição e alienação do patrimônio (CC, art. 1782), podendo o interdito votar, ser testemunha, jurado, etc. A capacidade dos índios (CC, art. 4º, parágrafo único) - Será regulada por lei especial. O Estatuto do Índio (Lei n° 6.001, de 19.12.73) regulamenta o regime jurídico (de tutela) dos Índios, definindo que ficarão sujeitos à proteção da União, enquanto não integrados à civilização. Legislação indígena: Compete privativamente à UNIÃO (CF, art. 22, XIV e arts. 231/232)). A FUNAI (Lei nº 371, de 05.12.67) tem poderes de representação ou assistência jurídica tutelar do índio, podendo manter um cadastro de toda a população indígena. O Ministério Público Federal atuará em todos os processos em que haja interesse dos índios (CF, art. 129, V). Pelo Estatuto, os índios são considerados absolutamente incapazes, sendo nulos os negócios firmados entre uma pessoa estranha à comunidade indígena e um índio, sem a presença da FUNAI. O negócio só não será declarado nulo se, analisado caso a caso: a) o índio demonstrar consciência e conhecimento do ato por ele praticado; b) o ato não o prejudicar. Classificação dos índios: (i) Isolados – os que vivem em grupos não integrados à civilização. É considerado incapaz desde o nascimento, até integrarem-se à civilização; (ii) em vias de integração – o que mantém contato eventual ou permanente com grupos estranhos, assimilando algumas práticas e modos de existência destes, embora ainda conservem condições de vida nativa; (iii) integrado – o que se integrou à comunidade nacional, e em pleno exercício dos direitos civis. Requisitos para integração do índio à civilização: Deverá ser reconhecida por ato judicial, ou por decisão da FUNAI homologada pela autoridade judicial, quando preenchidos os requisitos exigidos no Estatuto do Índio (Lei 6.001/73, art. 9º), a saber: Idade mínima de 21 anos; conhecimento da língua portuguesa; habilitação para o exercício de atividade útil à comunidade nacional, razoável compreensão dos usos e costumes da comunhão nacional. Uma vez integrado, o índio será considerado um cidadão comum, com direitos e deveres na ordem jurídica. Obs.: os índios, enquanto não integrados, não se sujeitam à inscrição obrigatória do registro de nascimento (Lei 6.015/73, art. 50, §2º).
 
Sistema de proteção aos incapazes. Há no sistema jurídico brasileiro uma gama de normas de proteção ao menor: a) CC, art. 198, I – não prescrição contra os absolutamente incapazes; b) CC, art. 588 – o empréstimo feito a menor não pode ser reavido, exceto nos casos do art. 589; c) art. 814, parte final – é facultado ao menor ou o interdito recobrar dívida de jogo; d) CC, art. 181 – impossibilidade de reclamar, por obrigação anulada, o que pagou a um menor, exceto se provar que o valor pago a ele beneficiou; e) CC, art. 2015 – impossibilidade de partilha amigável, quando há interesse de incapaz; f) CC, art. 1692 – direito a curador especial, em caso de conflito de interesses entre o menor e os pais; g) CC, art. 119 – anulável negócio concluído pelo representante em conflito de interesses com o representado, se tal fato era de conhecimento, ou deveria ser, do terceiro contratante.  Obs.: o menor perde o direito a essa proteção quando agir de forma ilegal (CC, art. 180 e 928).
 
Cessação da incapacidade (CC, art. 5º). A menoridade cessa aos 18 anos completos, estando o cidadão apto para exercer todos os atos de natureza civil, que não exijam limite de idade. Emancipação: é antecipação da maioridade, ou seja, a aquisição da capacidade civil antes da idade legal. Essas regras que definem a capacidade civil são de caráter geral, não afetando o disposto em leis especiais (CNT exige 18 anos para obtenção de carteira, Código Eleitoral exige 16 anos para obtenção do título de eleitor, etc.). Pode ocorrer a emancipação por: I-Primeira parte – Concessão dos pais (Emancipação voluntária). É uma faculdade conferida pela lei aos pais no exercício do poder familiar de reconhecer no filho, que tenha completado 16 anos, a maturidade necessária para os atos da vida civil, que deve ser feita por instrumento público. A concessão tem que ser dada em conjunto (por ambos os pais) sempre objetivando o interesse do menor (benefício), sob pena de anulabilidade. Ausência justificada de um dos pais - Poderá o outro poderá concedê-la isoladamente. Divergência entre os pais - a dúvida de vontade será dirimida pelo juiz. Irrevogabilidade - a emancipação voluntária é irrevogável; I-Parte final - Pelo Juiz, ouvido o tutor (emancipação judicial) e o ‘parquet’, caso o menor já tenha completado 16 anos. A intenção do legislador foi proibir o tutor de emancipar o menor, pela via administrativa, no intuito de livrar-se do encargo, e que possam causar prejuízos ao menor. Observação: para produzir efeitos, a emancipação, quer voluntária quer judicial, deverá ser levada a registro em livro próprio no 1º Ofício de Registro Civil da Comarca de Domicílio do menor (CC, art. 9º, II e LRP, art. 107, §1º e art. 91, parágrafo único); II – Casamento.  O homem e a mulher emancipam-se pelo casamento válido, sendo ato perfeito e acabado, de forma que a viuvez ou a separação judicial não tem o condão de afetar a emancipação adquirida. Casamento nulo - não produz efeitos (CC, art. 1563), retornando o emancipado à condição de incapaz, exceto se o contraiu de boa-fé (CC, art. 1561). Idade núbil (CC, art. 1517) – homem 18 anos e mulher 16 anos. Obs.: Por força do artigo 1520, CC, excepcionalmente, será permitido o casamento de quem ainda não alcançou a idade núbil, para evitar imposição ou cumprimento de pena criminal ou em caso de gravidez da mulher; III – Pelo exercício de emprego público. Função pública, em nível federal, estadual e municipal, em caráter efetivo, não alcançandoos mensalistas, contratados, diaristas, interinos ou temporários, etc. Todavia, já há julgados entendendo que a simples condição de ‘servidor público’, seja qual for o serviço, a função administrativa ou a forma de investidura, já seria suficiente para alcançar a emancipação. Na prática, essa emancipação torna-se inviável, já que o ingresso como servidor público dar-se aos 18 anos, quando a pessoa já alcança tal condição naturalmente. De qualquer forma, uma vez regularmente concedida, a emancipação torna-se irreversível; IV – Pela Colação em grau em curso de nível superior. Situação, da mesma forma, quase impossível de ocorrer, pois dificilmente o cidadão comum atinge o nível superior antes dos 18 anos. V – Estabilidade civil ou comercial ou existência de relação de emprego. Desde que o menor com 16 anos tenha economia própria. Requisitos: estabilidade civil ou comercial ou relação de emprego; idade mínima de 16 anos; sobrevivência e manutenção com recursos próprios.
 
Extinção da personalidade Natural. (CC, Art. 6º). Modos de extinção: I – Morte real – é a responsável pelo fim da existência da pessoa natural, não sendo mais o falecido sujeito de direito e obrigações (extinção do poder familiar, dissolução do vínculo matrimonial, abertura de inventário, extinção de obrigação de pagar alimentos, etc.). Prova da morte: atestado de óbito, sentença em ação declaratória de morte presumida, sem decretação de ausência (art. 7º) ou por justificação de óbito definida no art. 88, da LRP (Lei 6.015/73), nos casos de catástrofe. Exceções: no caso de testamento, em que prevalece a vontade expressada antes de falecer; respeito ao cadáver do morto (CP, art. 209/212); condecorações post mortem, no caso de servidores públicos e militares, etc.; II – Morte simultânea ou comoriência (CC, art. 8º). Verifica-se quando dois ou mais indivíduos falecem no mesmo momento, presumindo-se simultaneamente mortos. Tal fato é de capital importância para o direito das sucessões, que deve ser apreciada por todos os meios de provas, especialmente a pericial, através de médico legista; III – Morte civil. Não é aplicada em nosso país.  Significa a privação dos direitos civis da pessoa, considerada morta aos olhos do mundo, como o caso de condenados a penas perpétuas. No Código Civil, há apenas um resquício de morte civil, que é o caso do herdeiro afastado da herança (CC, 1816), como se morto fosse antes da abertura da sucessão, mas somente para esse fim. Também na legislação militar pode ocorrer a hipótese de a família do indigno do oficialato, que perde o seu posto e respectiva patente, perceber pensões, como se ele houvesse falecido.
IV – Morte presumida (CC, art. 6º, parte final, e art. 7º) – Pode ser com ou sem decretação de ausência: (i) Com decretação de ausência (CC, art. 6º, parte final). Ocorre quando a lei autoriza a abertura de sucessão definitiva e o levantamento das cauções prestadas (CC, art. 37 e 38), presumindo, assim, morto o ausente, ou seja, aquele que desapareceu sem dar notícia de seu paradeiro (CC, art. 26). A sucessão definitiva constitui causa de dissolução da sociedade conjugal(CC, art. 1571, §1º), podendo o cônjuge do ausente contrair novo matrimônio. Exceção: A lei da anistia (Lei 6683/79) autorizou aos familiares dos desaparecidos durante a Revolução de 1964, e que não foram encontrados seus corpos, requererem em juízo a declaração de ausência; (ii) Sem decretação de ausência(CC, art. 7º). Nesse caso, a lei reconhece a morte presumida da pessoa quando, após esgotadas as buscas(Parágrafo Único), houver: a) Estado de perigo - for extremamente provável a sua morte; b) desaparecido em campanha ou feito prisioneiro – não for encontrado até dois anos após o término da guerra. Registro Público (CC, art. 9º, IV) - A sentença declaratória de ausência e a de morte presumida deve ser levada a registro público. Obs.: Justificação para suprir a falta de atestado de óbito das pessoas em estado de perigo ou em campanha (Lei 6.015/73, art. 88)           
 
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO:
 
1. (TCU/2006) Aponte a opção FALSA:
  a) A capacidade de fato é a aptidão de exercer por si só os atos da vida civil.
  b) O portador de doença neurológica degenerativa progressiva, por não ter discernimento, é tido como absolutamente incapaz.
  c)  A capacidade dos índios, pela sua gradativa assimilação à civilização, deverá ser regida por leis especiais.
  d) Admite-se a morte presumida sem decretação de ausência, em casos excepcionais (p. ex., naufrágio), para viabilizar o registro de óbito, resolver problemas jurídicos gerados com o desaparecimento e regular a sucessão causa mortis.
 e) A curatela é um instituto de interesse público, ou melhor, é um munus público, cometido por lei a alguém somente para administrar os bens de pessoa maior que, por si só, não está em condições de fazê-lo, em razão de enfermidade mental ou de prodigalidade.
Resposta: “e”.
 
2. (TJSP/Juiz de Direito/2006/178º Concurso/VUNESP) Assinale a declaração FALSA:
  a) O excepcional, sem desenvolvimento mental completo, é relativamente incapaz.
  b) O recém-nascido é capaz de direitos e deveres na órbita civil.
  c)  O menor de dezesseis anos é incapaz de exercer pessoalmente os atos da vida civil.
  d) A personalidade civil da pessoa natural cessa com a declaração de ausência.
Resposta: “d”.
 
3. (MP/SP/Promotor de Justiça/2003/83º Concurso) A personalidade civil inicia-se com o nascimento com vida, colocando-se a salvo os direitos do nascituro, sendo necessário, todavia, que a criança:
  a)  se livre totalmente do ventre materno mantendo-se ligada ao cordão umbilical, mesmo que não apresentando de  imediato  sinais de  respiração ou viabilidade de  sobreviver,  ostente forma humana.
  b)  consiga separar-se por inteiro ou parcialmente do ventre materno respirando, mediante parto natural ou intervenção cirúrgica, pouco importando que o cordão umbilical não seja rompido, que seja viável ou não, e que não tenha necessariamente forma humana.
  c)  se separe por inteiro, ou mesmo que parcialmente do ventre materno, e desligada necessariamente do cordão umbilical, o parto seja efetuado normalmente, ou por meio de cesariana, e que respire e tenha forma humana.
  d) venha à luz, ainda que se mantendo ligada ao cordão umbilical, mesmo que o parto se concretize através de cesariana ou pelo meio natural, e evidencie possibilidade de poder vir a respirar.
 e)  necessariamente venha à luz, com o rompimento do cordão umbilical, por meio de parto cesariano ou natural, e que apresente aptidão vital.
Resposta: “b”.
 
4. (TJSP/Juiz de Direito/2008/181º Concurso/VUNESP) Assinale a alternativa CORRETA:
  a) Os atos da vida civil praticados isoladamente, sem seu representante, por pessoa absolutamente incapaz, devido a moléstias, antes da interdição, sempre são considerados válidos.
  b) Aqueles que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade, não podem ter seus atos considerados válidos.
  c)  O negócio jurídico anterior à interdição sempre pode ser anulado, ainda que celebrado com terceiro de boa-fé, que ignorava a condição de psicopata da parte com quem contratava e não contava com elementos para verificar que se tratava de um alienado.
  d) A pretensão a que, em determinados casos, a sentença de interdição retroaja, de modo a ser  julgado nulo o negócio  jurídico praticado antes dela, por  incapacidade  já então manifestada do agente, não pode ser acolhida.
Resposta: “b”.
 
5. (TRT/15ª Reg./Juiz do Trabalho/2006) Assinale a alternativa CORRETA:
  a)  São absolutamente incapazes os ébrios habituais que tenham o discernimento reduzido;
  b) Cessa a  incapacidade pela existência de relação de emprego, desde que o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria;
  c)  Os direitos da personalidade são transmissíveis e renunciáveis, podendo o seu exercício sofrer limitação;
  d) É válida a disposição onerosa do próprio corpo para depois da morte, desde que com objetivo altruístico;
  e) O pseudônimo adotado para atividadeilícita goza da proteção que se dá ao nome.
Resposta: “b”.
 
6. (DEL/POL/SP/2003/Acadepol/SP) Com relação às pessoas naturais, é CORRETO afirmar que:
  a) Os menores de dezoito anos são absolutamente incapazes, para exercer pessoalmente os atos da vida civil;
  b) Os pródigos, assim como os viciados em tóxicos, são absolutamente incapazes, para exercer pessoalmente os atos da vida civil;
  c)  Aqueles que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade, são considerados incapazes, relativamente a certos atos, ou à maneira de os exercer;
  d) Os excepcionais,  sem desenvolvimento mental  completo,  são  considerados  incapazes, relativamente a certos atos, ou à maneira de os exercer.
Resposta: “d”.
 
7. (Procurador do Trabalho/2008/XV Concurso) Assinale a alternativa INCORRETA:
  a) Os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo, são incapazes, relativamente a  certos atos, ou à maneira de os exercer;
  b) Presume-se o término da existência do ausente nos casos em que a lei autoriza a abertura da sucessão definitiva;
  c)  Pode ser declarada a morte presumida, se alguém desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois anos após o término da guerra, decretando-se sua ausência;
  d) A comoriência é a morte de duas ou mais pessoas na mesma ocasião e, geralmente, em razão de um mesmo acontecimento;
  e)  Todas as alternativas estão corretas.
Resposta: “c”.
 
8. (Defensor Público/MA/2003) Cessará para os menores a incapacidade:
  a)  por concessão de pai, ou da mãe, se esta tiver a guarda do filho, quando o menor completar catorze anos de idade;
  b) pela existência de relação de emprego, se em função dele o menor com dezesseis anos completos tiver economia própria;
  c)  pela conclusão de curso técnico profissionalizante;
  d) pela união estável com pessoa capaz;
  e)  pela nomeação para o cargo público de provimento em comissão.
Resposta: “b”.
 
9. (DEL/POL/Paraíba/2003) A emancipação é a cessação da incapacidade. Da emancipação podemos dizer ainda:
  a)  Toda emancipação é revogável;
  b) A emancipação parental (voluntária) é dada, na ausência dos pais, pelos parentes mais próximos do incapaz (avós, irmãos, tios);
  c)  A emancipação tutelar é a concedida pelo tutor;
  d) A emancipação legal deverá ser requerida ao juiz;
  e)  Pode ser parental (voluntária), judicial e legal.
Resposta: “e”.
 
10. (TJSC/Juiz de Direito/2003) Considerando as disposições do CC/2002, assinale a alternativa CORRETA:
  a) A menoridade cessa aos 21 (vinte e um) anos completos;
  b) O menor que, com 16 (dezesseis) anos completos, mantenha relação de emprego e, em função dela, tenha economia própria, tem capacidade plena;
  c)  A colação de grau em curso de ensino superior apenas converte a incapacidade total em incapacidade relativa;
  d) É admitida a emancipação de menor com 16 anos completos, por instrumento particular, desde que autenticadas as firmas dos pais e homologada judicialmente;
  e) A emancipação do menor com 16 anos completos, ainda que feita por escritura pública, depende, para a sua validade, de homologação judicial.
Resposta: “b”.
 
11. (TJSP-SP/Juiz de Direito/2008/181º Concurso/VUNESP) Cônjuges com vida em comum vêm a falecer em lamentável acidente de veículo, na mesma ocasião e em razão do mesmo acontecimento, sem que  tenha sido possível se determinar quem morreu primeiro, conforme o laudo pericial realizado. Deixaram apenas parentes colaterais de terceiro grau, notoriamente conhecidos. Nesse caso,
  a)  há que  se presumir que  foi o varão quem morreu primeiro, porque era pessoa  já um tanto alquebrada pelo peso da idade e, assim, somente os parentes da mulher deverão  ser os destinatários dos bens deixados pelas vítimas.
  b) o juiz não pode admitir a comoriência no próprio inventário, embora contar com dados de fato disponíveis e seguros para tanto, porque a matéria deve ser definida nas vias  ordinárias, sem limitações.
  c)  não tendo sido possível se determinar qual das vítimas faleceu antes da outra, caberá, simplesmente, no tempo oportuno, declaração judicial de herança jacente.
 d) o juiz deverá declarar que, nas circunstâncias, não tendo sido possível se determinar qual dentre os comorientes precedeu ao outro, não ocorrerá transferência de direitos entre eles, de modo que cada falecido deixará a herança aos próprios parentes.
Resposta: “d”.
 
12. (Procurador da República/2008/24º Concurso) Considerando as seguintes assertivas:
 I.  Na comoriência existe presunção legal do momento da morte, que admite prova contrária de premoriência, sendo o onus probandi interessado que pretende provar que a morte não foi simultânea.
  II.  Pelo princípio do consenso afirmativo, toda a pessoa capaz deve manifestar sua vontade de submeter-se a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica, quando haja risco de vida.
  III. Poderá ser requerida pelos interessados a abertura da sucessão provisória do ausente, se ele deixou representante ou procurador, em se passando três anos da arrecadação de  seus bens.
  Pode-se afirmar que:
  a)  Todas estão corretas;
  b) Apenas I não está correta;
  c)  Apenas II não está correta;
  d) Apenas III não está correta.
Resposta: “c”.
 
13. (TJSP/Juiz de Direito/2009/182º Concurso/VUNESP) Comoriência é
  a)  presunção de morte simultânea de duas ou mais pessoas, na mesma ocasião, em razão do mesmo evento, sendo elas reciprocamente herdeiras.
  b) morte de duas ou mais pessoas, na mesma ocasião, em razão do mesmo evento, sendo elas reciprocamente herdeiras.
  c)  morte  simultânea de duas ou mais pessoas, na mesma ocasião,  em  razão do mesmo evento, independentemente da existência de vínculo sucessório entre elas.
  d) morte simultânea de duas ou mais pessoas, na mesma ocasião.
Resposta: “a”.
 
14.  (Prova: MPE-PR - 2011 -- Promotor de Justiça ) Assinale a alternativa correta: 
a)      a capacidade de direito não é atribuída àqueles que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para os atos da vida civil.
b)      a incapacidade de exercício não afeta a capacidade de direito, que é atributo de todo aquele dotado de personalidade jurídica.
c)      a antecipação da maioridade derivada do casamento gera a atribuição de plena capacidade de direito àquele menor de 18 anos que contrai núpcias, embora nada afete a sua capacidade de fato.
d)       o reconhecimento da personalidade jurídica da pessoa natural a partir do nascimento com vida significa afirmar que, antes do nascimento, a pessoa é dotada de capacidade de fato, mas não tem capacidade de direito.
e)      A interdição derivada de incapacidade absoluta enseja a suspensão da personalidade jurídica da pessoa natural, uma vez que a capacidade é a medida da personalidade.
Resposta: “b”.
 
15.-  (CESPE - 2011 - TJ-ES - Analista Judiciário)  Parte superior do formulário
Apesar de não reconhecer a personalidade do nascituro, o Código Civil põe a salvo os seus direitos desde a concepção. Nesse sentido, na hipótese de interdição de mulher grávida, o curador desta será também o curador do nascituro.  
(   ) Certo   (   ) Errado   - Justifique
Resposta: “c”.
16. ( EJEF - 2008 - TJ-MG - Juiz) Em relação à menoridade, a incapacidade cessará quando o menor completar dezoito anos, segundo nossa legislação civil. Ainda, de acordo com o Código Civil, é CORRETO dizer que, para os menores, cessará a incapacidade por: 
a) concessão dos pais, no exercício do poder familiar, mediante declaração de vontade por instrumento público ou particular.
b) concessão de qualquer um dos pais, na falta de um deles, mediante homologação judicial.
c) concessão dos pais, mediante instrumento público, dependente da intervenção de curador especial.
d) sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos.
Resposta: “d”.
Parte inferior do formulário
 
17.(EJEF - 2006 - TJ-MG - Juiz) Conforme dispõe o Código Civil, são absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vidacivil, EXCETO:
a) os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo;
b) os que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para a prática de atos da vida civil;
c) os menores de 16 (dezesseis) anos;
d) os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade.
Resposta: “a”.
 
18. (CESPE - 2010 - TRT - 21ª Região (RN) - Analista Judiciário - Execução de Mandados) De acordo com o que dispõe o Código Civil, um indivíduo maior de 18 anos de idade que faz uso eventual de entorpecente é considerado relativamente incapaz. 
(   )Certo      (   )Errado
Resposta: “e”.
 
19. (CESPE - 2011 - STM - Analista Judiciário - Execução de Mandados) Com a maioridade civil, adquire-se a personalidade jurídica, ou capacidade de direito, que consiste na aptidão para ser sujeito de direito na ordem civil.
 (  ) Certo     ( ) Errado
Resposta: “e”.
 
20. (TRT 2R (SP) - 2010 - TRT - 2ª REGIÃO (SP) - Juiz - prova 2) onsiderando as regras do Código Civil, analise os seguintes enunciados:
I. A personalidade jurídica civil começa do nascimento com vida, sendo assegurados direitos do nascituro, salvo os relacionados à filiação e à doação.
II. Cessará a incapacidade para os menores por concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos.
III. O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes, sendo que a indenização não terá lugar se privar do necessário o incapaz.
IV. Constitui-se em causa da emancipação legal a existência de relação de emprego, ainda que o menor com dezesseis anos completos não tenha economia própria.
Da análise das sentenças acima, é de se concluir que:
a) Nenhuma assertiva está incorreta.
b) Somente a assertiva I está incorreta.
c) Somente as assertivas II e III estão corretas.
d) Somente as assertivas I e IV estão corretas.
e) Somente as assertivas II e IV estão incorretas. Parte inferior do formulário
 
Resposta: “c”.
 
21) (FCC - 2007 - TRF - 1ª REGIÃO - Técnico Judiciário - Área Administrativa) A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil. De acordo com o Código Civil Brasileiro, cessará, para os menores, a incapacidade 
a) pelo exercício de emprego público temporário.
b) pela concessão dos pais, se o menor tiver quatorze anos completos.
c) pelo casamento.
d) pela colação de grau em curso de ensino médio.
e) pela aquisição de imóvel.
Resposta: “c”.
 
22) (FCC - 2010 - MPE-RS - Secretário de Diligências )  Alfredo, brasileiro, solteiro, com 17 anos de idade, que vive com os pais, estabelece-se comercialmente e com isso adquire independência econômico-financeira. De acordo com o Código Civil, a sua incapacidade cessará,
a) se, apesar da sua situação, contrair casamento.
b) apenas por concessão dos pais.
c) em razão dessa situação.
d) somente quando completar vinte e um anos.
e) por decisão judicial que reconheça a sua independência
Resposta: “c”.
 
23 (FAURGS - 2010 - TJ-RS - Oficial Escrevente ) Sobre a personalidade civil, a capacidade e o seu exercício, considere as afirmações abaixo, tendo em vista o Código Civil.
I - São absolutamente incapazes os que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para a prática dos atos da vida civil, os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo, os pródigos e os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade, dentre outras causas. 
II - Cessará a incapacidade dos maiores de 16 (dezesseis) e menores de 18 (dezoito) anos, dentre outras hipóteses, pela constituição de estabelecimento civil ou comercial ou pela existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o menor tenha economia própria.
III - Cessará a capacidade e a personalidade com a morte, que não pode ser presumida, configurando, neste caso, a ausência, declarada de ofício pelo juiz, sempre que a pessoa não deixe representante ou procurador incumbido de administrar-lhe os bens, que nomeia curador, declarando-se a morte após 05 (cinco) anos. 
Quais estão corretas? 
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II.
e) Apenas I e III.
Resposta: “b”.
 
24. (CESPE - 2010 - TRE-BA - Analista Judiciário - Taquigrafia)  Os relativamente incapazes podem praticar pessoalmente os atos da vida civil, desde que assistidos por pessoa definida no ordenamento jurídico, em razão de parentesco, relação de ordem civil ou de designação judicial.
(   )Certo      (   )Errado
Resposta: “c”.
 
25. (CESPE – 2007). Pessoa é todo ente físico ou moral suscetível de direitos e obrigações, sendo, portanto, sujeito de direitos. Tendo o fragmento de texto acima como referência e considerando os dispositivos do Código Civil relativos às pessoas natural e jurídica, assinale a opção correta.
(A) A capacidade de exercício da pessoa natural corresponde à sua inaptidão para ser sujeito de direito.
(B) A capacidade de exercício ou de fato da pessoa natural pressupõe a de gozo ou de direito, mas esta pode subsistir sem aquela.
(C) A incapacidade relativa da pessoa natural não pode ser suprida.
(D) O estado político da pessoa natural indica a sua situação em relação ao matrimônio e ao parentesco consangüíneo ou por afinidade.
 
 
26. (178º Concurso - Magistratura/SP - 2006) Assinale a declaração falsa:
A) o excepcional, sem desenvolvimento mental completo, é relativamente incapaz.
B) o recém-nascido é capaz de direitos e deveres na órbita civil.
C) o menor de dezesseis anos é incapaz de exercer pessoalmente os atos da vida civil.
D) a personalidade civil da pessoa natural cessa com a declaração de ausência.
 
Resposta: “d”.
 
 
27. (Defensoria Pública – SP – 2006) Com relação à capacidade civil, é hipótese correta:
A) um viúvo, pai de dois filhos menores, é interditado. Com a incapacidade do pai e sua conseqüente interdição, os filhos menores serão representados pelo Curador do pai, automaticamente.
B) menor, entre 16 e 18 anos, por ser relativamente incapaz, não pode ser interditado.
C) menor com 16 anos fez testamento, por instrumento público, deixando todos os seus bens para a mãe. Faleceu aos 25 anos, solteiro, sem filhos, deixando vivos pai e mãe. Em razão do testamento, com sua morte, todos os seus bens irão para a mãe, após o regular processo do testamento.
D) São relativamente incapazes os ébrios eventuais e os pródigos.
 
Resposta: “d”.
 
28. (OAB/SP – 134º Exame) A personalidade civil da pessoa natural surge e desaparece, respectivamente, com:
A) o nascimento e a morte.
B) a concepção e a morte.
C) a maioridade e a morte.
D) a concepção e a senilidade.
Resposta: “a”.
 
 
 
29. (Magistratura – MG – 2008) Em relação à menoridade, a incapacidade cessará quando o menor completar dezoito anos, segundo nossa legislação civil. Ainda, de acordo com o Código Civil, é CORRETO dizer que, para os menores cessará a incapacidade por:
A) concessão dos pais, no exercício do poder familiar, mediante declaração de vontade por instrumento público ou particular.
B) concessão de qualquer um dos pais, na falta de um deles, mediante homologação judicial.
C) concessão dos pais, mediante instrumento público, dependente da intervenção de curados especial.
D) sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos.
Resposta: “d”.
 
30. Leia atentamente os três casos e responda. Numa maternidade nasceram, simultaneamente, três crianças: Sérgio, Cláudio e Simão. Sérgio nasceu com hidrocefalia e faleceu 03 (três) horas depois; Cláudio nasceu morto, em virtude de complicação antes do parto; Simão nasceu sem complicação.
A) apenas Simão adquiriu personalidade civil.
B) Sérgio não adquiriu personalidade civil, uma vez que sua vida era inviável e certamente logo morreria, tanto éque, apenas três horas após o parto, faleceu.
C) Cláudio adquiriu personalidade civil, quando na concepção, mas perdeu quando nasceu morto.
D) apenas Sérgio e Simão adquiriram personalidade civil.
E) todos adquiriram personalidade civil, só que Cláudio perdeu-a quando morreu
Resposta: “d”.
 
 
31. O registro civil das pessoas naturais é indispensável para:
A) documentar a existência da pessoa natural;
B) dar capacidade à pessoa natural;
C) assinalar o início da existência de pessoa jurídica
D) atribuir personalidade jurídica à pessoa natural;
E) dar existência à pessoa natural.
Resposta: “a”.
 
32. Assinale a alternativa correta:
A) toda pessoa tem personalidade, mas nem todas têm capacidade de direito.
B) aos 17 anos, casando-se a moça, torna-se agente capaz, respondendo civil e penalmente por seus atos.
C) direitos personalíssimos são direitos que garantem o agente antes de nascer e o acompanham até após a sua morte.
D) o nome da pessoa jurídica é direito patrimonial.
Resposta: “a”.
 
QUESTÕES DISCURSIVAS:
 
 
1)       Que matérias são reguladas pelo Código Civil (CC)?
2)       Que é pessoa natural?
3)       Quando começa a personalidade civil Da pessoa natural e qual a teoria adotada pelo CCB/02.
4)       Que é nascituro? O nascituro possui direitos?
5)       A lei protege as expectativas de direito do nascituro? Como são defendidos em juízo os direitos do nascituro?
6)       Que é capacidade civil?
7)       Que pessoas são consideradas por lei como absolutamente incapazes para exercer os atos da vida civil? Explique cada uma delas.
8)       Quem são considerados pela lei civil como relativamente incapazes para realizar certos atos ou à maneira de exercê-los?
9)       Com que idade cessa a menoridade civil? Há outras formas de fazer cessar a menoridade, antes de completar 18 anos?
10)   Como se dá a emancipação?
11)   Como praticam os atos da vida civil os menores de 16 anos e os que têm entre16 e 18 anos?
12)   Que é pródigo e a que se limita sua interdição?
13)   As doenças, as deficiências físicas ou a idade avançada são causa de incapacidade civil?
14)   Como os índios praticam atos da vida civil? Quais os requisitos para a emancipação do índio?
15)   Quais as hipótese que extinguem a incapacidade.
16)   João tem 75 anos de idade. Seus filhos, desejosos da administração de seu patrimônio, entraram em juízo com pedido de interdição, alegando que a sua avançada idade acarreta obrigatoriamente sua incapacidade absoluta. A respeito da situação hipotética apresentada, dê sua opinião sobre a questão, dizendo se os filhos terão êxito na ação de interdição ? Explique a resposta.
Resumo - Introdução D. Civil
Conteúdo:
 
Introdução: Como sabemos, o homem é um ser totalmente social, poucos vivem sozinhos, como os ermitões, ou seja, o homem vive em grupos, se relaciona diariamente com outras pessoas, sendo que esta convivência entre os homens impõe uma certa ordem, determinada por regras de conduta, que limitam a própria atuação do homem consigo mesmo e com o meio em que vive. Como versado pelo mestre CRISTIANO CHAVES DE FARIAS (Direito Civil, teoria Geral, 9 ed., 2011): o homem adapta-se ao direito, que organiza e disciplina sua vida em sociedade, enquanto o direito retrata as necessidades humanas dentro da sociedade.Não há, pois, como entender o fenômeno jurídico dissociado da sociedade. o mestre CARLOS ROBERTO GONÇALVES (Direito Civil Brasileiro I) versa:O direito nasceu junto com o homem, que, por natureza, é um ser social. As normas de direito, como visto, asseguram condições de equilíbrio da coexistência dos seres humanos, da vida em sociedade.” O mestre SILVIO VENOSA (Direito Civil – parte Geral) versa:Daí dizer-se que no Direito existe o fenômeno da alteridade, isto é, da relação jurídica. Só pode haver direito onde o homem, além de viver, convive. Um homem que vive só, em uma ilha deserta, não é alcançado, em princípio, pelo Direito, embora esse aspecto modernamente também possa ser colocado em dúvida. Há, portanto, particularidades que distinguem a ciência do Direito das demais.     O mestre CESAR FIÚSA (DIREITO Civil – Curso completo) elenca: “Para o indivíduo e para a sociedade, o Direito não constitui fim em si mesmo, mas apenas meio para tornar possível a convivência e o progresso social. Nesse sentido, o Direito deve estar sempre se refazendo, de acordo com a mobilidade social, pois só assim será instrumento eficaz na garantia do equilíbrio e da harmonia social.”  O Prof. SILVIO RODRIGUES (Direito Civil – Parte Geral) versa: “O direito, ciência social que é, só pode ser imaginado em função do homem vivendo em sociedade. Por outro lado, não se pode conceber a vida social sem se pressupor a existência de certo número de normas reguladoras das relações entre os homens, por estes mesmos julgadas obrigatórias. Tais normas determinam, de modo mais ou menos intenso, o comportamento do homem no grupo social.” Conforme vimos, a convivência entre os homens faz surgir a necessidade de uma ordem superior, de uma ordenação em suas própria condutas e em suas relações, para que exista paz social, ordem coletiva, bem comum e segurança jurídica.
Direito. Noção elementar. Na visão do homem comum, é a lei e ordem, do legalista, é a norma jurídica, do Idealista, é justiça; os sociólogos enfatizam o elemento social, já os historicistas, o caráter evolutivo do direito. Nenhuma sociedade poderia subsistir sem um instante de ordem, direção, solidariedade: ‘onde está a sociedade está o direito’ (antigo brocardo). Até mesmo nas sociedades primitivas existia um mínimo de ordem, visando a existência de vida em sociedade. O direito é um fato ou fenômeno social, não existe senão na sociedade, e não pode ser concebido fora dela. Exemplo. A relação da pessoa consigo mesma (proibição de vender seus órgãos), as relações em família, a relação entre vizinhos, a relação entre o médico e o paciente, etc., há o manto protetor do direito em tais situações sociais.  A palavra ‘direito tem origem no latim ‘directum’ (reto, de acordo com a lei). Segundo o mestre CARLOS ROBERTO GONÇALVES (Direito Civil Brasileiro I): “Os jurisconsultos romanos já relacionavam o direito com o que é justo. Da necessidade da justiça nas relações humanas é que nasce o direito, De outra parte, a criação do direito não tem outro objetivo senão a realização da justiça”.  Lei refere-se à ligação, liame, laço, relação. Jus é o sentido nuclear, invoca a idéia de jungir, unir, ordenar, coordenar. Os jurisconsultos romanos já interligavam o direito ao justo. O direito tem como norte a realização da justiça. ‘A justiça é a pérpetua vontade de dar a cada um o que é seu, segundo uma igualdade’ (Aristóteles/filosofia escolástica). O mestre SILVIO VENOSA (Direito Civil – parte Geral) versa:  O Direito disciplina condutas, impondo-se como princípio da vida social. Leva as pessoas a relacionarem-se por meio de liames de várias naturezas, comprometendo-se entre si. Já acenamos aí, portanto, com a existência da obrigação jurídica. Para que haja essa disciplina social, para que as condutas não tornem a convivência inviável, surge o conceito de norma jurídica. O mestre CESAR FIÚSA (DIREITO Civil – Curso completo) elenca: Se o Direito é fator de adaptação social, surgido da necessidade de ordem, justiça e segurança, caso a natureza humana atingisse nível supremo de perfeição, sem dúvida alguma o Direito tenderia a desaparecer.  Em poucas palavras, o Direito não corresponde às necessidades individuais de cada pessoa. Corresponde sim a uma carência da coletividade de paz, ordem e bem comum.
Direito. Conceito. É um conjunto de regras obrigatórias que garante a convivência social graças ao estabelecimento de limites à ação de cada um de seus membros. ‘É o conjunto das normas gerais e positivas, que regulam a vida social’ (Washington de Barros Monteiro); ‘É a realização de convivência ordenada’ (Santi Romano); ‘É a exigência essencial e indeclinável de uma convivência ordenada’ (Miguel Reale); "É um conjunto de normas de condutasocial, imposto coercitivamente pelo Estado, para a realização da segurança, segundo os critérios de Justiça". (Paulo Nader – Introdução ao Estudo do Direito).
 
O Direito como Instrumento de Controle Social. A religião, a moral, as regras de Trato Social, regras de etiqueta e Direito são instrumentos de controle social. Todavia, o direito tem maior pretensão de efetividade. A coação é a força a serviço do Estado, elemento do direito ausente nos demais instrumentos de controle social. A norma jurídica é a limitação à liberdade individual (imprescindível a demarcação do território do Direito), grande grande controle social, pois todos tem que cumpri-lo, sob pena de sofrerem punição. A diferença ë que o direito conta com força de coerção, é obrigatório, e os outros instrumentos não são. Segundo MARIA HELENA DINIZ (Curso de Direito Brasileiro – 1º Volume): “Portanto, é mediante normas que o direito pretende obter o equilíbrio social, impedindo a desordem e os delitos, procurando proteger a saúde e a moral pública, resguardando os direitos e a liberdade das pessoas.” Ex: vc não é obrigado a freqüentar uma igreja, ou a ser educado em uma festa, mas é obrigado a respeitar as leis de transito ao dirigir veículo.    
 
Direito e moral. Distinção. As normas jurídicas e morais são regras de comportamento, compreendidas dentro da ética, tendo, na sanção, o elemento de diferenciação.  No direito, a sanção é imposta pelo Estado para constranger os indivíduos a cumprir os preceitos legais; na moral, a sanção limita-se à consciência do homem (remorso, arrependimento, porém, sem coerção), e pelo campo de ação, que na moral é mais amplo, segundo o Autor CARLOS ROBERTO GONÇALVES (obra citada). Segundo o autor PABLO STOLZE GAGLIANO (Novo Curso de direito Civil – Parte Geral,  11º edição) versa: Todavia não há como negar que a moral tem uma preocupação expressiva com o foro íntima, enquanto o direito se relaciona, evidentemente, com a ação exterior do homem. Por isso mesmo, cabe ao último o estabelecimento de sanções concretas, enquanto, daquela somente podem se exigir sancionamentos difusos, não institucionalizados.” O campo de atuação da moral é mais abrangente que o do direito. Nem todas as relações sociais interessam ao direito, mas apenas aquelas que possam interferir na paz social. Se proibidas ou impostas, as relações sociais encontram sanção no ordenamento jurídico (não matar, não roubar, etc.). Em caso contrário, a sanção terá amparo apenas no foro da consciência. A moral atual no foro íntimo das pessoas, o direito atua no foro exterior, com  medidas repressivas do Estado, quando violado.
 
Direito e Poder: direito e poder são intimamente ligados, ou seja, o direito somente funciona se tiver um poder constituído para lhe criar e aplicar suas disposições, impelindo punições aos que descumprirem o direito posto. Conforme versa PABLO STOLZE GAGLIANO (Novo Curso de direito Civil – Parte Geral,  11º edição) : Assim, a impositividade ë uma característica vital do direito, mas que esta relacionada, em verdade, com o poder político da qual emana”.
 
Direito positivo e direito natural. Segundo o mestre CARLOS ROBERTO GONÇALVES (Direito Civil Brasileiro I):  O Direito positivo é o ordenamento jurídico em vigor em determinado pais e numa determinada  época(jus in civitate positum). Direito natural é a ideia abstrata do direito, o ordenamento ideal, correspondente a uma justiça superior e suprema”. É o conjunto de princípios que pautam a vida social de determinado povo em determinada época (direito romano, inglês, alemão, brasileiro, etc.). A sua existência pressupõe ou está ligado ao conceito de vigência. Como versado pelo mestre CRISTIANO CHAVES DE FARIAS (Direito Civil, teoria Geral, 9 ed., 2011): “o sistema de direito positivo traz como pano de fundo uma inescondível busca  por maior segurança social, estabelecendo verdadeiros quadros de comportamentos humanos em tipos legais.” O direito natural é a ‘idéia abstrata do direito, o ordenamento ideal, referente a uma justiça superior e suprema’ (Andrea Torrente), ‘expressão de princípios superiores ligados à natureza racional e social do homem’ (C. Massimo Bianca, Diritto Cíville, v. 1, p. 19). O jusnaturalismo (Direito Natural) foi defendido por Santo Agostinho, São Tomás de Aquino, doutores e pensadores dos séculos XVII e XVIII. A escola história e a escola positivista negaram o jusnaturalismo, pautando-se à realidade concreta do direito positivo. Todavia, é aceitável a existência de leis anteriores e inspiradores do direito positivo, que se encontram na consciência dos povos, ainda que não escritas. Na verdade, o direito natural é fonte de inspiração do direito positivo, para que este se aproxime da perfeição. Assim, a ordem natural das coisas é a convergência ideológica entre ambos.
 
Sistemas jurídicos: civil law e common Law : a primeira, chamada civil law, é aquela em que o direito está basicamente todo positivado, por normas e princípios. Por meio dessa positivação o ordenamento jurídico se estabelece de uma forma em que há a Constituição como norma fundamental da qual todas as demais devem decorrer e se adequarem. Vale dizer também que nessa forma de organização jurídica não há, via de regra, uma vinculação obrigatória à decisões judiciais em relação às decisões das cortes superiores. (sistema romano-germânico).  A outra forma é a commom law, em que o Direito é construído, basicamente por meio das decisões judiciais em precedentes são aqueles vigentes na Inglaterra e nos Estados Unidos. O mestre SILVIO VENOSA (Direito Civil – parte Geral) versa:”É importante fixar de plano que no universo jurídico atual coexistem duas grandes famílias jurídicas (sistemas). O sistema denominado romano-germânico, em que tem cabal proeminência a lei escrita, e o sistema do Common Law, dos países de língua inglesa ou de colonização inglesa, em geral, que é um sistema, basicamente, de direito não escrito, vazado em normas costumeiras e precedentes.”
 
 
Direito objetivo e direito subjetivo. O objetivo é o conjunto de normas impostas pelo Estado, de caráter geral, que devem ser observadas pelos indivíduos. É a norma agendi”, o conjunto de normas jurídicas comportamentais; o direito posto à disposição da sociedade. Exemplo: Lei de locação, Código Civil, etc. Já o direito subjetivo é a faculdade de o indivíduo exercer o direito posto, é a facultas agendi. Trata-se de faculdade conferida ao indivíduo de invocar em seu favor a norma agendi. ‘É o poder que a ordem jurídica confere a alguém de agir e de exigir de outrem determinado comportamento’ (Francisco Amaral). Em síntese, podemos afirmar que o direito subjetivo é um poder atribuído à vontade do indivíduo, para a satisfação dos seus próprios interesses protegidos pelo direito objetivo. Exemplo: com a inadimplência do locatário, o locador tem o direito subjetivo de exigir em juízo o despacho do locatário (ação de despejo), que está previsto na lei de locação (direito objetivo). Com o direito objetivo de propriedade do imóvel, me assegura o direito subjetivo de usá-lo, alugá-lo e vende-lo, quando e se quiser.
 
Direito Público e Direito privado. São subdivisões do direito objetivo. Remonta ao direito romano, não havendo, até hoje, consenso sobre os traços diferenciadores.Registre-se que o direito deve ser visto como um todo. A sua divisão em público ou privado deve ter a sua importância restrita ao campo didático, pois a ligação de suas normas são imensas, ou seja, regaras de direito público podem ser aplicadas no direito particular, e vice-versa. O professor SILVIO VENOSA (Direito Civil – parte Geral) versa:  “Em que pesem às dificuldades em dividir os dois grandes compartimentos, é preciso optar por um critério. Melhor será considerar como direito público o direito que tem por finalidade regular as relações do Estado, dos Estados entre si, do Estado com relação a seus súditos, quando procede com seu poder de soberania, isto é, poder de império. Direito privado é o que regula as relações entre particulares naquilo queé de seu peculiar interesse. Modernamente, há compartimentos de direito e os chamados microssistemas, como o Código de Defesa e Proteção do Consumidor, que muitos defendem como um terceiro gênero denominado direito social, cujos princípios são concomitantemente de direito privado e de direito público.” Nesta linha, resta claro que o direito público relaciona-se predominantemente com as questões de Estado, relação deste com os seus habitantes, e o direito privado, rege a relação entre os particulares. Podem ser citados exemplos de a) direito público: constitucional, ambiental, Penal, processo penal, Processo Civil, Tributário, internacional público, entre outros; b) direito privado: Direito Civil, Comercial, consumidor, trabalho, entre outros. Por envolver interesses públicos,as normas do direito público, em regra, não podem ser afastadas pelas partes, EX: Cobrança de impostos, regras de trânsito ou seja, o cidadão não tem como não cumprir as leis de transito, nem deixar de pagar imposto.  Conforme versa mestre CARLOS ROBERTO GONÇALVES (Direito Civil Brasileiro I): “Normas de ordem pública são cogentes, de aplicação obrigatória. São as que se impõem de modo absoluto, não sendo possível a sua derrogação pelas vontades das partes. Normas de ordem privada são as que vigoram enquanto a vontade dos interessados não convencionar de forma diversa, tendo, pois, caráter supletivo.” 
 
Direito Civil – conceito. É o direito comum, que rege as relações entre os particulares, disciplinando o modo de ser e de agir das pessoas. É a constituição do homem comum, regulando os direitos os direitos e deveres das pessoas (esposo ou esposa, pai ou filho, credor ou devedor, alienante ou adquirente, proprietário ou possuidor, condômino ou vizinho, testador ou herdeiro, etc.), enfim, regendo as relações pessoais (poder familiar, casamento) e patrimoniais (regime de bens no casamento, herança, ...) dos cidadãos, regula a vida dos seres humanos desde sua concepção e ate depois de sua morte.  Em razão da complexidade, o direito civil vai além do código, estando contextualizado em leis extravagantes (Lei do inquilinato, Lei bem de família...) e até na Constituição Federal (Usucapião, casamento, ...). Nele situam-se, também, normas gerais (hermenêutica, prova, defeitos dos negócios jurídicos, prescrição, decadência,...), que são comuns a todos os ramos do direito. SILVIO VENOSA (Direito Civil – parte Geral)  conceitua: “O Direito Civil trata do conjunto de normas reguladoras das relações jurídicas dos particulares. O interesse de suas regras é eminentemente individual. Nele estão os princípios da personalidade, o conjunto de atributos que situam o homem na sociedade. É a matéria fundamental, sem a qual todas as outras disciplinas não podem ser convenientemente compreendidas.”   PABLO STOLZE GAGLIANO (Novo Curso de direito Civil – Parte Geral,  11º edição) conceitua: “Etimologicamente, “civil” refere-se ao cidadão. (...)Posto isso, conceituamos o direito civil como o ramo do Direito que disciplina todas as relações jurídicas da pessoa, seja uma com as outras (físicas e jurídicas), envolvendo relações familiares e obrigacionais, seja com as coisas(propriedade e posse)”
Nesta linha, com base nos autores, chegamos a conclusão que direito civil é o principal direito do ramo direito privado, sendo que é instrumento essencial de regulação da vida dos seres humanos, regulando os direitos antes mesmo de nascermos (direito nascituro) e ate depois da nossa morte (herança), sendo direito aplicável quase diariamente, pois sempre estamos tendo relações jurídicas, comprando produtos, nos relacionando com pessoas, logo, o direto civil estará sempre presente regulando estas situações, nos acompanhando desde o nosso nascimento a ate depois da nossa morte.  
 
Direito Civil – Princípios:  Como sabemos, princípios são a base de qualquer direito, os mandamentos que informam o direito, que dão sustentabilidade ao direito, o trilho no qual o direito deve caminhar, sendo que todo o direito deve ser interpretado a luz dos princípios, sendo eles, segundo os profs. CHRISTIANO CHAVES e MARIA HELENA DINIZ: a) personalidade – todo ser humano é sujeito de direito e obrigações, pelo simples fato de ser humano, independente de qualquer situação; b) autonomia da vontade – reconhecimento que a capacidade jurídica das pessoas a possibilitam praticar ou se abster-se de determinados atos que lhe aprouver; c) Liberdade de Estipulação negocial – permissão de outorgar direitos e de aceitar deveres, escolher o conteúdo e categorias dos atos jurídicos,  nos limites legais, dando origem a negócios jurídicos; d) propriedade individual – idéia de que o homem pode exteriorizar a sua personalidade em bens moveis ou imóveis que passam a constituir seu patrimônio; e) intangibilidade e pluralidade familiar – significando o equilíbrio entre a proteção família e a dignidade da pessoa humana, constituindo os diferentes tipos de família a base da sociedade e expressão imediata do ser; f) legitimidade da herança e direito de testar -  decorrente dos poderes das pessoas sobre os seus bens, onde as pessoas podem transmiti-los, total ou parcialmente, a seus herdeiros; g) solidariedade social – com base na função social da propriedade e dos negócios jurídicos, a fim de conciliar interesses  e exigências da coletividade com os interesses particulare.
 
 
Direito Civil – histórico: I - A idade antiga. A idéia de direito civil como direito privado tem origem no direito romano. Um conjunto de normas, sem distinção, disciplinava a relação entre os partiulares. Posteriormente, o direito romano fez a divisão: (i) jus civile (aplicado aos súditos romanos) e o (ii) jus gentium (direito das gentes, aplicado aos estrangeiros e às relações entre estes e romanos). Na época de Justiniano, essa divisão passou a ser tripartida: (i) jus civile (direito privado comum, vigente dentro das fronteiras do Império Romanol); (ii) jus gentium (aplicável às nações estrangeiras); e o (iii) jus naturale (o direito natural, ideal jurídico a ser alcançado pelos demais). O direito civil, então, eram o direito privado comum, disciplinando a vida dos cidadãos romanos independentes. II - A idade média. O direito civil identificou-se com o direito romano individualista (Corpus Juris Civilis), em concorrência do direito germânico (preponderância do bem estar social sobre o interesse individual) e do direito canônico (preocupações éticas e idealistas/espiritualização do direito); III – Idade moderna. A criação do Estado moderno e a racionalização do pensamento e da cultura influenciaram a construção da ciência jurídica (conceitos abstratos e caráter sistemático da ordem jurídica): Primeiro, o Estado Absoluto (até fins do século XVII-ascensão da burguesia e idolatria à vontade do rei como lei); Depois, o Estado Liberal (liberalismo econômico-Revolução Francesa, o Bill of Rights inglês de 1689, a Declaração dos Direitos de Virgínia-EUA de 1776 e a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão-1789). As características fundamentais são a primazia da lei e a sua subordinação à constituição. Nos sistemas jurídicos de ideologia romana, o direito civil apresentou significação especializada, como um dos mais importantes ramos do direito privado, em oposição ao direito público. a partir do século XIX, passou a referir-se somente às normas contextualizadas no Código Civil. Em 1807, houve o desmembramento dessa norma especializada, com a publicação do Código Comercial Francês, influenciando outros países (em 1850, Brasil, Código Comercial). Hoje, o direito civil está disciplinado, não só código civil, mas também em outras leis extravagantes (Lei do Divórcio, do Inquilinato, dos Registros Públicos, Estatuto da Criança e do Adolescente, CDC, dentre outros, e na própria Constituição Federal (direito de família, direito das coisas, ...).
O Código Civil de 1916. Datado de 1899, pelo Jurista Clovis Bevilaqua, somente aprovado em 1916 - Disciplinado em 1807 artigos, sofreu forte influência dos códigos Francês de 1804 e alemão de1896, cibho individualista. Era composto de: (i) uma parte geral, envolvendo conceitos, categorias e princípios básicos aplicáveis a todos os livros da Parte Especial, com reflexo em todo o ordenamento jurídico. Cuidava das pessoas (naturais e jurídicas), como sujeitos de direitos; dos bens, como objeto do direito; e dos fatos jurídicos, regulando a forma de criação, modificação e extinção de direitos;  e (ii) uma Parte Especial, contemplando 04 livros: Direito de Família, Direito das Coisas, Direito das Obrigações e Direito das Sucessões. Esse Código, destacado por sua técnica jurídica, clareza e precisão dos conceitos, refletia as concepções dominantes no século XIX e início do século XX, com base no individualismo reinante, principalmente ao tratar do direito de propriedade e da liberdade de contratar. Todavia, em razão da evolução social, progresso cultural e o desenvolvimento científico verificados na sociedade brasileira, inúmeras leis especiais foram criadas (Estatuto da Mulher Casada, da Criança e do Adolescente, lei de Registros Públicos, Lei do Divórcio, Leis de Locação, CDC, Código das Águas, Código de Minas, dentre outros), aliado às inovações trazidas pela Constituição Federal de 1988 (direito de família e direito das coisas), praticamente esvaziaram o Código Civil de 1916, que passou a ter função residual supletiva, deixando de ser o centro de referência das relações privadas;
O Código Civil de 2002. Em 1967, uma comissão de juristas, sob a supervisão de Miguel Reale, foi encarregada pelo governo de elaborar o novo Código Civil. Em 1972, dita Comissão apresentou um Anteprojeto, que foi enviado ao Congresso Nacional, transformando-se na Lei nº 634/75, aprovado, constituindo-se o novo Código Civil Brasileiro. Todavia, a longa tramitação no Congresso Nacional levou o novo código a entrar em vigor, relativamente a algumas matérias, especialmente no Direito de família, já vencido por algumas leis especiais modernas e pela carta Maior. Por isso, ainda no período de vacatio legis, foi enviado ao Congresso o Projeto de Lei nº 6.960/2002 (atual Projeto de Lei nº 276/2007), com proposta de alteração de 160 artigos, objetivando a atualização do Código. Estrutura. O novo código civil preservou a estrutura do anterior de 1916, seguindo o sistema germânico destacado por Savigny, com as matérias em ordem metódica, estabelecidas em uma Parte Geral e uma Parte Especial, com 2046 artigos no total: (i) Parte Geral – cuida das pessoas, dos bens e dos fatos jurídicos; (ii) Parte Especial – Direito das Obrigações, Direito de Empresa, Direito das Coisas, Direito de Família e Direito das Sucessões. Obs.: o direito de empresa é inovação original do Código brasileiro, não existindo em nenhuma outra codificação civil contemporânea. Conteúdo. O direito civil é, assim, o conjunto de direitos, relações e instituições que compõem o seu ordenamento jurídico. O seu objeto é a tutela da personalidade humana, regulando a personalidade jurídica, a família, o patrimônio e a sua transmissão. Princípios básicos. (i) Socialidade – o sentido social é a marca do novo Código, evidenciando os valores coletivos sobre os individuais, sem, no entanto, perder de vista o valor fundamental da pessoa humana. Houve uma revisão dos direitos e deveres dos personagens principais do direito privado tradicional (o proprietário, o contratante, o empresário, o pai de família e o testador), de acordo com a realidade contemporânea (poder familiar, posse-trabalho, etc.); (ii) Eticidade – tem a sua base no valor da pessoa humana como fonte de todos os demais valores. Evidencia a eqüidade, a boa-fé, a justa causa e demais critérios éticos, facultando ao juiz maior poder na busca pela solução mais justa e equitativa. Assim, o princípio do equilíbrio econômico dos contratos, por exemplo, passa a ser a base ética do direito obrigacional (iii) Operabilidade – o novo código optou pela efetividade do direito, pela concretude, disciplinando a matéria de forma clara e concisa, evitando as situações imprevisíveis, complexas, complicadas. Ex.: distinção clara entre prescrição e decadência, definição clara do poder familiar, etc.                                                      
 
 
Direito civil – Constitucional – Os novos doutrinadores do direito civil vem abordando tal tema, sendo que o direito constitucional é ramo de direito público, e direito civil e ramo de direito privado por excelência, no entanto o direito constitucional tem aplicado as suas disposições no direito civil, regulando o direito civil e as  relações jurídicas realizadas com base no direito civil. O direito civil e as relações celebradas sobre seus dispositivos, devem obediência as disposições básicas da Constituição Federal  de 88, onde os princípios informadores da República Federativa do Brasil, como dignidade da pessoa humana , solidariedade social, igualdade substancial, erradicação da pobreza e redução desigualdades sociais, promovendo o bem de todos, direito do consumidor, valor da família, entre outros, devem ser considerados na aplicação das disposições do Código Civil e nas relações geridas pelo código civil. O Supremo Tribunal Federal (STF) já vem entendendo obrigatória a aplicação dos princípios básicos da CF/88 nas relações jurídicas reguladas pelo Código Civil, como a necessidade de associação ao excluir seus membros observar os princípios da ampla defesa e contraditório(RE201.819-RJ), considerou ilegal a revista em fabrica de lingerie (RE 158.215-4), entre outros precedentes judiciais.
 
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO:
 
01)  ( CESPE - 2013 - DPE-TO - Defensor Público)  Acerca do Direito Civil, assinale a opção correta.
a) O princípio da eticidade, paradigma do atual direito civil constitucional, funda-se no valor da pessoa humana como fonte de todos os demais valores, tendo por base a equidade, boa-fé, justa causa e demais critérios éticos, o que possibilita, por exemplo, a relativização do princípio do pacta sunt servanda, quando o contrato estabelecer vantagens exageradas para um contratante em detrimento do outro.
b) Cláusulas gerais, princípios e conceitos jurídicos indeterminados são expressões que designam o mesmo instituto jurídico.
c) A operacionalidade do direito civil está relacionada à solução de problemas abstratamente previstos, independentemente de sua expressão concreta e simplificada.
d) Na elaboração do Código Civil de 2002, o legislador adotou os paradigmas da socialidade, eticidade e operacionalidade, repudiando a adoção de cláusulas gerais, princípios e conceitos jurídicos indeterminados.
e) No Código Civil de 2002, o princípio da socialidade reflete a prevalência dos valores coletivos sobre os individuais, razão pela qual o direito de propriedade individual, de matriz liberal, deve ceder lugar ao direito de propriedade coletiva, tal como preconizado no socialismo real.
Resposta “a”
02) (FUMARC - 2011 - PC-MG - Escrivão de Polícia Civil) Em relação ao Direito Objetivo, é CORRETO afrmar que
a) trata-se da faculdade que toda pessoa tem de postular seu direito, visando à realização de seus interesses.
b) corresponde a toda sanção que visa reger as relações jurídicas para a convivência entre as pessoas.
c) diz respeito ao complexo de normas, que são impostas às pessoas, com caráter de universalidade, para regular suas relações.
d) caracteriza-se como toda e qualquer decisão proferida pelo magistrado, no exercício de suas funções jurisdicionais, de forma a regrar a conduta dos indivíduos.
Resposta “c”
 
03) (Prova: FCC - 2012 - DPE-PR - Defensor Público) Acerca das diretrizes regentes e estruturantes do processo de codificação do Código Civil de 2002, fundadas no pensamento culturalista de Miguel Reale, é INCORRETO afirmar:
a) A sistematicidade norteou a concepção de inseparabilidade do Código Civil com as demais normas do ordenamento jurídico, o que se verifica na forma de definição dos juros legais.
b) A operabilidade determinou a adoção de soluções normativas para a facilitação da interpretação, aplicação e adaptação do Direito, oque se verifica na adoção das normas abertas como técnica legislativa.
c) A socialidade implicou na funcionalização dos modelos jurídicos, fazendo prevalecer os valores coletivos sobre os individuais, sem que sejam desconsiderados os valores inerentes à pessoa, o que se verifica na previsão do instituto do abuso de direito.
d) A eticidade provocou a opção antropocêntrica da codificação civil, implicando na prevalência de critérios éticos sobre os de natureza formal, o que se verifica nos institutos da lesão e do estado de perigo.
e) A igualdade formal determinou o tratamento igualitário dos sujeitos de direitos e o afastamento de regimes tutelares, o que se verifica no afastamento de um regime de proteção dos incapazes, presentes na anterior codificação civil.
04)  (CEPERJ - 2012 - PROCON-RJ - Advogado) o moderno Direito Civil, devem ser aplicados os novos princípios que podem ser extraídos do atual Código Civil editado em 2002. Assim, deve ser considerado o princípio da:
a) autonomia da vontade
b) prevalência do credor
c) solidariedade
d) complexidade
e) ofensibilidade
Resposta “c”
 
05) (MP do Trabalho/2004) Em relação ao Novo Código Civil, pode-se dizer que:
  I.  Rege todas as relações jurídicas de direito privado, desde que envolvam as pessoas naturais e as pessoas jurídicas entre si;
 II.  Se aplica subsidiariamente, quando a norma invocada for compatível com o sistema de lei especial, desde que regule as relações jurídicas de direito privado;
 III. Ao tratar dos Direitos das Obrigações unifica, parcialmente, as normas de Direito Civil e de Direito Comercial;
IV.  Respeita os princípios gerais de direito que se constituem em regras de conduta que norteiam o juiz na interpretação da relação jurídica discutida em juízo, quando se refere ao ato ou ao negócio jurídico.
a)  apenas as alternativas II e IV estão corretas;
b) apenas as alternativas II, III e IV estão corretas;
c)  apenas a alternativa I está correta;
 d)  todas as alternativas estão corretas;
 e)  não respondida.
Resposta: “b”.
06) (OAB/SC/2003) O advento do Código Civil:
  I.  Determina a revogação de todo o Código Comercial;
  II.  Determina a revogação da primeira parte do Código Comercial (comércio em geral), permanecendo em vigor a segunda parte (comércio marítimo);
  III. Mantém integralmente em vigor o Código Comercial, regendo este as relações mercantis e, aquele, as relações civis;
  IV. Não revoga a legislação falimentar (Decreto-lei n. 7.661/45).
  a)  somente as afirmativas I e IV estão corretas;
  b)  somente as afirmativas II e IV estão corretas;
  c)  somente a afirmativa II está correta;
  d)  somente as afirmativas III e IV estão corretas.
Resposta: “b”.
07) (MP/GO/Promotor de Justiça/2005) O atual Código Civil optou “muitas vezes, por normas  genéricas ou cláusulas gerais, sem a preocupação de excessivo rigorismo conceitual, a fim de  possibilitar a criação de modelos jurídicos hermenêuticos, quer pelos advogados quer pelos  juízes, para a contínua atualização dos preceitos legais” (trecho extraído do livro História do  novo Código Civil, de Miguel Reale e Judith Martins-Costa). Considerando o texto, é correto  afirmar que:
 a)  Cláusulas gerais são normas orientadoras sob a forma de diretrizes, dirigidas precipuamente ao  juiz, vinculando-o ao mesmo tempo em que  lhe dão  liberdade para decidir,sendo que tais cláusulas restringem-se à Parte Geral do Código Civil;
  b) Aplicando a mesma cláusula geral, o juiz não poderá dar uma solução em um determinado caso, e solução diferente em outro;
  c)  São exemplos de cláusulas gerais: a função social do contrato como limite à autonomia privada e que no contrato devem as partes observar a boa-fé objetiva e a probidade;
  d) As cláusulas gerais afrontam o princípio da eticidade, que é um dos regramentos básicos que sustentam a codificação privada.
Resposta: “c”.
08) (TJPR/Juiz de Direito/2007) Sobre a constitucionalização do direito civil, é correto afirmar:
  a) As normas constitucionais que possuem estrutura de princípio se destinam exclusivamente ao legislador, que não pode contrariá-las ao criar as normas próprias do direito civil, não sendo possível, todavia, ao aplicador do direito, empregar os princípios constitucionais na interpretação dessas normas de direito civil;
b) A constitucionalização do direito civil se restringe à migração, para o texto constitucional, de matérias outrora próprias do direito civil;
 c)  A doutrina que sustenta a constitucionalização do direito civil afirma a irrelevância das normas infraconstitucionais na disciplina das relações interprivadas;
  d) A eficácia dos direitos fundamentais nas relações entre particulares, seja de forma indireta e mediata, seja de forma direta e imediata, é defendida pela doutrina que sustenta a constitucionalização do direito civil.
Resposta: “d”.
09) (PGE/PR/Procurador do Estado/2007) Qual a característica do  regime dos direitos  fundamentais em foco, quando se decide que um indivíduo não pode ser sumária e arbitrariamente excluído dos quadros associativos de entidade não estatal a que estava associado (STF, RE 158.215/RS; RE 210.819/RJ)?
  a)  impossibilidade de restrição;
  b)  irrenunciabilidade;
  c)  universalidade;
  d) economicidade;
  e)  eficácia irradiante ou horizontal.
Resposta: “e”.
10) (Procurador Municipal/DIADEMA-SP/2008) Quanto à teoria da aplicação horizontal dos direitos fundamentais, analise os itens:
  I.  A  teoria da aplicação horizontal dos direitos  fundamentais analisa a possibilidade do particular, não somente o Poder Público, ser o destinatário direto das obrigações decorrentes desses direitos fundamentais;
  II.  O Brasil adotou, como discurso majoritário e influenciado pelo direito constitucional português, a não incidência dos direitos fundamentais no âmbito das relações privadas;
  III. O indivíduo que é expulso de cooperativa sem a observância da ampla defesa, visto que esse direito não está garantido pelo estatuto, sendo respeitado todo o normativo interno da entidade, não pode pleitear a anulação do ato perante o Poder Judiciário, visto que o  indivíduo pactuou com o estatuto quando se filiou à cooperativa, sabendo que esse direito fundamental não era garantido;
  IV. Aplicação direta e imediata do efeito externo dos direitos fundamentais tem por objetivo impedir que o indivíduo saia de uma condição de liberdades frente ao Estado e caia em uma relação de servidão com os entes privados.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) assertiva(s):
  a)  I e II;
  b)  I e III;
  c)  I e IV;
  d)  II;
  e)  III.
Resposta: “c”
11) Prova da Magistratura Estadual de São Paulo - 2007 - 2ª fase – Direito Civil – Dissertação - Princípios basilares do Código Civil brasileiro (Lei Nº 10.406, De 10.01.2002)
12) Conceitue direito, bem como elabore um raciocínio de como o direito serve como instrumento de controle social.
13) efetue a distinção, de forma precisa, do direito de moral, discorrendo sobre o assunto.
14) discorra sobre  o direito positivo e direito natural.
15) discorra sobre os sistemas jurídicos: civil law e common Law.
16) discorra sobre Direito objetivo e direito subjetivo.
17)  Conceitue direito civil, explicando seus principais princípios.
18) discorra sobre o Código Civil de 2002 indicando seus principais princípios.
19) discorra sobre o direito civil constitucional.

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