Pietro Ubaldi   Evolução e Evangelho
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Pietro Ubaldi Evolução e Evangelho


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Evolução e Evangelho Pietro Ubaldi 
 
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EVOLUÇÃO E EVANGELHO 
Autor: Pietro Ubaldi 
Tradução: Carlos Torres Pastorino 
 
 
ÍNDICE 
 
 
Prefácio 
 
I \u2014 Do PASSADO AO FUTURO 
A revolução evangélica, do involuído ao evoluído, do passado ao futuro. Conhece-se o biótipo por sua 
reação. Sem merecimento, não há Providência. Cada um está no lugar que lhe compete. Não se condena 
ninguém, mas urge civilizar-se 
 
II \u2014 O EVANGELHO E O MUNDO 
O Evangelho e os bens materiais. Cristo ignorava a realidade da vida? Quem tem razão, Cristo ou o 
mundo? Como entender o Evangelho? Os pobres de espírito. Os deveres de quem possui. As 
acomodações. O Evangelho tira-nos a preocupação do trabalho, mas não o trabalho. Ócio é desonestidade. 
Os colaboradores de Deus. A psicologia do dinheiro. O fator espiritual na construção e o peso do 
imponderável. Utilitarismo inteligente 
 
III \u2014 MATERIALIZAÇAO OU ESPIRITUALIZAÇAO 
O materialismo religioso. Espiritualizar a matéria e não materializar o espírito. O Evangelho afirma e 
expande, em vez de negar a vida. A rebelião dos instintos atávicos. O passado revive. Crucificação. A 
reabsorção do mal. A eliminatória. A míope psicologia do involuído. Suas duras experiências. Os novos 
horizontes do Evangelho. O método da não-resistência. A defesa do justo. A evolução caminha para 
Deus, que é a vida. Mas o egocentrismo a contrai, no limite. A fustigação da dor nos impele a subir; as 
diversas reações 
 
IV \u2014 AS RELIGIÕES E A VERDADE 
O Catolicismo na grande batalha. A involução das massas e sua incapacidade de autodirigir-se. O 
princípio da autoridade. Disciplina e obediência. Fé e ortodoxia. Pode dar-se liberdade aos imaturos? As 
adaptações da Igreja e as escapatórias 
do mundo. 
 
V \u2014 A IGREJA 
Exigências ideais e exigências práticas da Igreja. Na Terra, ela venceu, ou foi vencida? O inferno, triunfo 
definitivo das potências do mal, e a lógica da salvação. O Comunismo, perigo externo. A justiça social, 
não realizada em dois mil anos, ponto vulnerável em que o inimigo ataca. O Maquiavelismo, perigo 
interno. Os dois padrões e as duas lógicas. Simbioses com o inimigo. Os perigos do jogo duplo. A 
gravidade da hora. Perder a batalha da Terra, para vencer a do céu. A dura operação do salvamento 
forçoso. 
 
VI \u2014 DINAMICA DA EVOLUÇAO 
O telefinalismo da evolução. Não mais materialismo evolucionista, mas evolucionismo espiritualista. 
Da matéria à vida. A técnica construtiva da evolução. Uma inteligência dirige o fenômeno, que é regresso 
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à perfeição perdida, meta preestabelecida e fatal. Objeções. A técnica da tentativa prova e não desmente o 
telefinalismo. A entropia. Dinamismo cósmico e dinamismo biológico. A vida na conquista do 
movimento para o domínio da dimensão espaço. 
 
VII \u2014 O FUTURO DO HOMEM 
Comprova-se que a evolução caminha para a espiritualização. O espirito não é criação da vida, mas 
revelação através da vida. Tudo caminha para Deus que é Espírito. A escada de Jacó. As construções 
psíquico-espirituais da biologia do futuro. Do inferno ao paraíso (passado e futuro). A moral e a evolução 
A vida dirigida pela Providência. O esforço do homem e a ajuda de Deus. A evolução, por uma atração 
íntima caminha para Ele, como o rio para o mar. O futuro do homem e da vida. Os sistemas planetários, 
seu apoio. Matéria, energia, vida, para o mesmo telefinalismo. A vida desmaterializada, sem mais susten-
to planetário 
 
VIII \u2014 O PROBLEMA DA MORAL - I 
A moral biológica positiva. Convicção e não terror. Andar a favor, e não contra a vida. Moral positiva 
de construção. Se surge um conflito entre a ética e a vida, é esta que vence Moral mais livre, mas 
consciente e responsável. Moral é tudo o que faz evoluir para Deus, e ao contrário. Utilitarismo superior. 
Definição da moral. Na evolução, ela é relativa. Conceito de ética progressiva, a várias dimensões. 
Respeitar os direitos da vida. Suas três exigências fundamentais, os três maiores instintos humanos e as 
obrigações da ética. A atual, é moral de guerra, não de justiça. Garantir: 1) a conservação do indivíduo 
(bens e propriedades); 2) a conservação da espécie (amor e família); 3) a evolução (defesa do evoluído). 
A dor é desarmonia. Renúncia e castidade. As virtudes positivas. Triste sorte do gênio 
 
IX \u2014 O PROBLEMA DA MORAL - II 
Como age a nova moral? Mundo de luta. Evolução por ação e reação entre dirigentes e súditos, por 
comum abrandamento de costumes. Progressiva eliminação da luta, como da dureza das leis. Em direção 
a uma moral sempre mais amiga. A vida, estado de guerra. A ética que se vive nos fatos, e suas 
conseqüências. A função biológica da mentira. A virtude como astúcia. A liquidação do simples honesto. 
Ética emborcada. A psicologia do selvagem e do civilizado. Inteligência prática, para a luta, e não 
especulativa, para o conhecimento. A moral da nova civilização do espírito. 
 
X \u2014 REUNIFICAÇAO UNIVERSAL 
O trabalho realizado. Controle e confirmação dos escritos precedentes. Completa-se a visão. Ela 
satisfaz à mente e ao coração, explicando tudo, e apresenta nova finalidade para a vida. A grande marcha 
da evolução. A reconstrução da ordem elimina a luta e a dor. A evolução faz, do caos, um sistema 
orgânico. Paraíso pela rearmonização. Reunificação universal. A vida em expansão. Tantas verdades 
relativas, aspectos de uma só verdade. A visão que domina tudo. Termina a grande viagem no seio de 
Deus. 
 
 
 
 
PREFÁCIO 
 
 
O presente livro é o 6.º da II Obra. Ele segue o 5º
 
volume: A Grande Batalha,
 
do qual é uma 
continuação e ampliação, junto com ele constituindo o 1.º termo da 2ª trilogia da II Obra. 
 
Como expliquei no prefácio de A Grande Batalha, no qual o leitor pode melhor conhecer o sentido 
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da minha produção intelectual neste período, encontrará mais pormenorizadas explicações, estes dois 
volumes representam uma fase de descida no terreno das grandes visões orientadoras, dura realidade da 
vida, na prática, feita de lutas e dificuldades, num mundo que deseja e quer realizar coisas bem longe de 
um ideal superior. No desenvolvimento da Obra estamos então numa fase de atuação, porque os 
princípios gerais são agora levados em contato com os fatos concretos, isto é, não como o mundo deveria 
ou poderia ser, mas como ele é na realidade. 
 
Disso nasceu um choque que,
 
em A Grande Batalha, foi analisado sob um ponto de vista individual, 
como conseqüência de experiências pessoais; neste volume, Evolução e Evangelho,
 
é observado sob um 
ponto de vista coletivo, isto é, como um choque entre os superiores princípios ideais do Evangelho e o 
nosso mundo que, na realidade, vive seguindo princípios opostos. É assim que, no presente livro, o 
assunto de A Grande Batalha é transferido para além dos limites do caso particular, situando-se no mais 
vasto terreno social e religioso, ético e biol6gico. Assim a visão desenvolvida neste 2.º volume, completa 
a do volume anterior, e o fenômeno fica estudado nos seus dois aspectos: o da luta individual entre o 
evoluído e o involuído, e o outro universal da luta entre os ideais e a realidade da vida humana. Assim de 
ambos os pontos de vista, nos dois volumes, foi analisado o problema da possibilidade da realização do 
programa