A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
188 pág.
Manual de Orientacao da ECD

Pré-visualização | Página 4 de 50

Digital Página 6 de 188 
 
ECD – Escrituração Contábil Digital (Sped Contábil) 
 
Capítulo 1 – Informações Gerais 
 
Seção 1.1. Introdução 
 
O Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) foi instituído pelo Decreto no 6.022, de 22 de janeiro de 2007, 
que o definiu da seguinte maneira: 
 
“Instrumento que unifica as atividades de recepção, validação, armazenamento e autenticação de livros e 
documentos que integram a escrituração comercial e fiscal dos empresários e das sociedades empresárias, 
mediante fluxo único, computadorizado, de informações.” 
 
O projeto SPED tem como objetivos principais: 
 
- promover a integração dos fiscos, mediante a padronização e compartilhamento das informações 
contábeis e fiscais, respeitadas as restrições legais de acesso; 
 
- racionalizar e uniformizar as obrigações acessórias para os contribuintes, com o estabelecimento de 
transmissão única de distintas obrigações acessórias de diferentes órgãos fiscalizadores; e 
 
- tornar mais célere a identificação de ilícitos tributários, com a melhoria do controle dos processos, a 
rapidez no acesso às informações e a fiscalização mais efetiva das operações com o cruzamento de 
dados e auditoria eletrônica. 
 
São vários os benefícios propiciados pelo SPED, entre eles: 
- diminuição do consumo de papel, com redução de custos e preservação do meio ambiente; 
 
- redução de custos com a racionalização e simplificação das obrigações acessórias; 
 
- uniformização das informações que o contribuinte presta aos diversos entes governamentais; 
 
- redução do envolvimento involuntário em práticas fraudulentas; 
 
 - redução do tempo despendido com a presença de auditores fiscais nas instalações do contribuinte; 
 
- simplificação e agilização dos procedimentos sujeitos ao controle da administração tributária; 
 
- fortalecimento do controle e da fiscalização por meio de intercâmbio de informações entre as 
administrações tributárias; 
 
- rapidez no acesso às informações; 
 
- aumento da produtividade do auditor através da eliminação dos passos para coleta dos arquivos; 
 
- possibilidade de troca de informações entre os próprios contribuintes a partir de um leiaute padrão; 
 
- redução de custos administrativos; 
 
- melhoria da qualidade da informação; 
 
- possibilidade de cruzamento entre os dados contábeis e os fiscais; 
 
- disponibilidade de cópias autênticas e válidas da escrituração para usos distintos e concomitantes; 
 
- redução do "Custo Brasil"; e 
 
- aperfeiçoamento do combate à sonegação. 
 
Anexo ao Ato Declaratório Executivo Cofis no 103/2013 Manual de Orientação do Leiaute da ECD 
Atualização: Dezembro de 2013 
 
RFB/Subsecretaria de Fiscalização/Coordenação Geral de Fiscalização/Div. de Escrituração Digital Página 7 de 188 
 
A Escrituração Contábil Digital (ECD) é parte integrante do projeto SPED e tem por objetivo a substituição da 
escrituração em papel pela escrituração transmitida via arquivo, ou seja, corresponde à obrigação de transmitir, em versão 
digital, os seguintes livros: 
 
I - livro Diário e seus auxiliares, se houver; 
 
II - livro Razão e seus auxiliares, se houver; 
 
III - livro Balancetes Diários, Balanços e fichas de lançamento comprobatórias dos assentamentos neles 
transcritos. 
 
O Departamento Nacional de Registro do Comércio (DNRC) adota a terminologia “Livro Digital”, a Receita 
Federal do Brasil (RFB) utiliza “Escrituração Contábil Digital” e o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) utiliza 
“Escrituração Contábil em Forma Eletrônica”. 
 
Finalmente, Sped Contábil seria uma forma “coloquial” de nomear os termos acima. 
 
Seção 1.2. Legislação 
 
- Decreto no 6.022, de 22 de janeiro de 2007 – Instituiu o Sistema Público de Escrituração Digital - SPED. 
 
- Instrução Normativa DREI no 111, de 9 de dezembro de 2013 – Dispõe sobre procedimentos para a validade e eficácia 
dos instrumentos de escrituração dos empresários individuais, das empresas individuais de responsabilidade Ltda – Eireli, 
das sociedades empresárias das cooperativas, dos consórcios, dos grupos de sociedades, dos leiloeiros, dos tradutores 
públicos e intérpretes comerciais. 
 
- Resolução CFC no 1.299/2010 – Aprova o Comunicado Técnico CT 04 que define as formalidades da escrituração 
contábil em forma digital para fins de atendimento ao Sistema Público de Escrituração Digital (SPED). 
 
- Instrução Normativa RFB no 787, de 19 de novembro de 2007 (com as alterações das Instruções Normativas RFB nos 
825/2008, 926/2009, 1.056/2010, 1.139/2011 e 1.352/2013) – Institui a Escrituração Contábil Digital. 
 
- Instrução Normativa RFB no 1.420, de 19 de dezembro de 2013 – Dispõe sobre a Escrituração Contábil Digital 
 
Seção 1.3. Pessoas Jurídicas Obrigadas a Entregar o Sped Contábil 
 
Segundo o art. 3o da Instrução Normativa RFB no 1.420/2013, estão obrigadas a adotar a ECD, em relação aos 
fatos contábeis ocorridos a partir de 1º de janeiro de 2014: 
 
I - as pessoas jurídicas sujeitas à tributação do Imposto sobre a Renda com base no lucro real; 
 
II - as pessoas jurídicas tributadas com base no lucro presumido, que distribuírem, a título de lucros, sem 
incidência do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (IRRF), parcela dos lucros ou dividendos superior ao valor 
da base de cálculo do Imposto, diminuída de todos os impostos e contribuições a que estiver sujeita; e 
 
III - as pessoas jurídicas imunes e isentas. 
 
Para as outras sociedades empresárias a ECD é facultativa. 
 
As sociedades simples e as microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional estão 
dispensadas desta obrigação. 
 
As regras de obrigatoriedade não levam em consideração se a sociedade empresária teve ou não movimento no 
período. Sem movimento não quer dizer sem fato contábil. Normalmente ocorrem eventos como depreciação, incidência 
de tributos, pagamento de aluguel, pagamento do contador, pagamento de luz, custo com o cumprimento de obrigações 
acessórias, entre outras. 
 
 
Anexo ao Ato Declaratório Executivo Cofis no 103/2013 Manual de Orientação do Leiaute da ECD 
Atualização: Dezembro de 2013 
 
RFB/Subsecretaria de Fiscalização/Coordenação Geral de Fiscalização/Div. de Escrituração Digital Página 8 de 188 
 
Seção 1.4. Obrigações Acessórias Dispensadas no Caso de Transmissão da Escrituração Via Sped Contábil 
 
No caso de transmissão da escrituração via Sped Contábil, há uma dispensa implícita: a impressão dos livros. 
 
De acordo com o art. 6o da Instrução Normativa RFB no 1.420/2013: 
 
Art. 6º A apresentação dos livros digitais, nos termos desta Instrução Normativa e em relação aos períodos 
posteriores a 31 de dezembro de 2007, supre: 
 
I - em relação às mesmas informações, a exigência contida na Instrução Normativa SRF nº 86, de 22 
de outubro de 2001, e na Instrução Normativa MPS/SRP nº 12, de 20 de junho de 2006. 
 
II - a obrigatoriedade de escriturar o Livro Razão ou fichas utilizados para resumir e totalizar, por 
conta ou subconta, os lançamentos efetuados no Diário, prevista no art. 14 da Lei nº 8.218, de 29 de 
agosto de 1991. 
 
III - a obrigatoriedade de transcrever no Livro Diário o Balancete ou Balanço de Suspensão ou 
Redução do Imposto, de que trata o art. 35 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995, disciplinada na 
alínea "b" do § 5º do art. 12 da Instrução Normativa SRF nº 93, de 24 de dezembro de 1997. 
 
Seção 1.5. Prazos para Apresentação dos Livros Digitais 
 
Para a RFB, o prazo foi fixado pelo art. 5o da Instrução Normativa no 1.420/2013, reproduzido abaixo: 
 
Art. 5º A ECD será transmitida anualmente ao Sped até o último dia útil do mês de junho do ano seguinte ao 
ano-calendário a que se refira a escrituração. 
 
§ 1º Nos casos de

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.