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Possui graduação em História pela Universidade de São Paulo(1975), doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo(1981) e pós-doutorado pela University of London(1990). Atualmente é professor titular da Universidade de São Paulo e Membro de corpo editorial da Brasil Brazil. Tem experiência na área de História, com ênfase em História Moderna e Contemporânea. Atuando principalmente nos seguintes temas:anos 20, cultura, São Paulo.
Formação acadêmica/titulação
1992
Livre-docência. 
Universidade de São Paulo, USP, Brasil. 
Título: orfeu extático na Metrópole: São Paulo nos frementes anos 20, Ano de obtenção: 1992.
Palavras-chave: anos 20; cultura; São Paulo.
Grande área: Ciências Humanas / Área: História / Subárea: História do Brasil / Especialidade: História do Brasil República. 
Setores de atividade: Educação.
1986 - 1990
Pós-Doutorado. 
University of London. 
Grande área: Ciências Humanas / Área: História / Subárea: História da Cultura / Especialidade: Sociedade.
1976 - 1981
Doutorado em História Social (Conceito CAPES 7). 
Universidade de São Paulo, USP, Brasil. 
Título: Literatura como Missão: tensões sociais e criação cultural na Primeira República, Ano de obtenção: 1981. 
Orientador: Maria Odila Leite da Silva Dias. 
Bolsista do(a): Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, FAPESP, Brasil. 
Palavras-chave: república; literatura; Lima Barreto; Euclides da Cunha.
Grande área: Ciências Humanas / Área: História / Subárea: História Moderna e Contemporânea. 
Setores de atividade: Educação.
1972 - 1975
Graduação em História. 
Universidade de São Paulo, USP, Brasil.
Idiomas
Alemão Compreende Razoavelmente, Fala Pouco, Lê Razoavelmente, Escreve Pouco.
Inglês Compreende Bem, Fala Bem, Lê Bem, Escreve Bem.
Espanhol Compreende Bem, Fala Bem, Lê Bem, Escreve Razoavelmente.
Francês Compreende Bem, Fala Bem, Lê Bem, Escreve Razoavelmente.
Italiano Compreende Bem, Fala Razoavelmente, Lê Bem, Escreve Razoavelmente.
Russo Compreende Razoavelmente, Fala Razoavelmente, Lê Razoavelmente, Escreve Pouco.
Prêmios e títulos
2010 Prêmio FNLIJ Monteiro Lobato - Melhor tradução para criança - Alice no Pais das Maravilhas, Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.
2000 Prêmio Oliveira Martins, União Brasileira de Escritores.
1999 Prêmio Clio de História, Academia Paulistana de História.
1998 Prêmio Manoel Bonfim, Governo do Distrito Federal.
1998 Prêmio Jabuti, Câmara Brasileira do Livro.
1995 Ranking dos 200 nomes capitais do Brasil, Carta Editorial.
1985 Ranking Abril Cultural de Novos Talentos - Educação, Editora Abril.
1983 Prêmio Moinho Santista Juventude - História do Brasil, Fundação Moinho Santista.
Bibliografia Web:
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?metodo=apresentar&id=K4783996E4 06/10/2013 às 17h e 30min.
Nicolau Sevcenko nasceu em São Vicente,  litoral paulista, em 1952 e cresceu na cidade de São Paulo.  Podemos afirmar que certamente ele é um dos historiadores brasileiros mais influentes da atualidade. Ligado às grandes questões do mundo contemporâneo, mantém uma colaboração ativa com jornais, revistas e publicações independentes do Brasil e do mundo.
Possui graduação em História pela Universidade de São Paulo (1975), doutorado em História Social pela mesma instituição (1981) e pós-doutorado pela Universityof London (1990). Atualmente é professor titular da USP e membro de corpo editorial da Brasil Brazil. Suas pesquisas são com ênfase em História Moderna e Contemporânea. Atua principalmente nos seguintes temas: anos 20, cultura, São Paulo.
Filho de imigrantes russos, da região da Ucrânia Sevcenko foi criado em uma colônia eslava existente na cidade de São Paulo.  Sua criação se deu em um ambiente muito marcado, sobretudo, por uma espécie de ambiência comunitária muito fechada, que o impediu de ter um contato maior com a realidade brasileira, algo que só foi acontecendo paulatinamente  através da escola elementar e depois do segundo grau.
Sua família possui um grande histórico de perseguições. Seu avô era um funcionário do Império Russo, que teve participação na Primeira Grande Guerra e na guerra civil. Por isso sua família foi incluída em uma espécie de lista negra e teve de fugir, com os acordos internacionais do entre - guerras, a Ucrânia ficou com o Stalin e ele tratou de perseguir as pessoas que estavam na tal lista. Assim, eles se puseram a circular por diferentes partes do mundo, pulando de nação em nação.  Conviviam com o terror permanente de serem perseguidos. Segundo o próprio Sevcenko, sua família era “absolutamente paranoica, e no processo de fuga se romperam os laços com os que ficaram para trás e foram engolfados pelo regime de repressão. Foi uma coisa terrível e até hoje é um tabu falar desse passado.*” Sua família convivia com um estado de pânico e alerta permanente, e isso teria sido transmitido para ele com muita força durante a infância.
Pelo fato de sua criação ter sido um pouco restrita a um núcleo de imigrantes do leste europeu, Sevcenko sofreu com muitas  limitações de sociabilidade com o restante das crianças e famílias da sua localidade. Ele não falava bem o português e tinha assim muitas dificuldades de comunicação, principalmente na escola.  As dificuldades econômicas também eram enormes. Seu pai faleceu quando ele tinha apenas 5 anos e sua mãe era tecelã. Dividiu a infância entre o trabalho, o esporte e o estudo. Ele e seu irmão passaram a infância atravessando a área industrial do ABC paulista, puxando carrinho cheio de metal, catado nas sucatas ou comprado de outros rapazes que faziam a mesma coisa, e vendendo-os nos centros de reciclagem. Sobre essa parte sua vida, Sevcenko diz que ”Isso tem uma contrapartida. Porque você vê o mundo diferente; vê o mundo puxando um carrinho de metal sucateado no meio da rua. Você é visto diferente e vê diferente.  Isso ajuda muito a sacar quantas angulações diferentes existem na sociedade e quão dramática é a diferença de cada um desses ângulos.”* De coletor de metais usados para reciclagem, a office boy e escritor, fez um pouco de tudo pelos quatro cantos da cidade.
Dada as circunstâncias Nicolau Sevcenko certamente podia ter sido engolido por esse clima hostil e duro. Todavia a família e a escola foram importantíssimas para ele e fizeram toda a diferença. Mas o ambiente familiar era mais de pressão do que de estimulo.
Apesar de desde sempre ter uma boa relação com a Ciência Exata, acontecimentos históricos da década de 60 e 70 mudou a sua cabeça completamente, aonde ele pode enxergar o outro lado da história, foi o que fez ele se interessar pela Ciência Humana, pela História. 
Entrou em 1972 na USP aonde se formou, após de ingressar na universidade Nicolau Sevcenko passou a dar aulas de Inglês e História para escolas públicas e privadas posteriormente deu aulas para a Faculdade de Moema, PUC-SP, Unicamp e depois na USP. Fez a sua pós-graduação em 1977 quando a sua orientadora professora Maria Odila chegou dos EUA. A sua tese foi publicada pela editora Brasiliense, o livro Literatura como missão, livro no qual o tornou mais criticado ainda pelos colegas e alguns professores, sendo taxado por “omisso”, “alienado”.
Poucos têm uma história de vida como a do historiador Nicolau Sevcenko. É professor titular na USP desde 1999. Hoje, circula entre São Paulo e Londres, e é membro do Centre for Latin American Cultural Studies, da Universityof London. É também editor-associado de The JournalofLatin-American Cultural Studies, importante publicação da Universidade de Cambridge nos Estados Unidos.
Acredita que devemos mudar nosso pensamento político, saindo do âmbito nacional, e passar a visualizar de um modo internacional. Os problemas com relação à globalização, estão em um nível internacional e deve ser entendido de maneira mais crítica e racional. Não mais em escalas nacionais, mas sim por meio de grupos e instâncias internacionais, organismos independentes, ONGs ou projetos à serem criados.Cita ele, que ainda não existem órgãos que sejam suficientes para tratar das soluções destes problemas relativos à globalização.
	O período de domínio conservador, destruiu a força de sindicatos, ou qualquer mecanismo que pudesse oferecer uma compensação às diferencias estabelecidas pelos grupos de intervenção estatal. Este quadro, deve ser revertido para a adoção de práticas que ampliem o fundamento político democrático que foi apostado. À partir daí, criar estas instâncias a nível internacional. Precisa-se que haja um pensamento político com esta visão extraterritorial e que os prejudicados políticos atuais, se unam para pressionar os beneficiários da situação. Falta vontade política.
	Saindo do âmbito político, Sevcenco coloca, quando questionado sobre o título de um de seus livros, Orfeu extático na metrópole, costuma-se trocar o extático por estático. Quanto à isso, ele diz que a poesia é algo genial, e deve ser usado na construção das obras relacionada também à História. Diz que essa é uma característica das obras nacionais e que é uma de suas maiores qualidades. Nesta obra, mais especificamente no título em questão, ele busca a magia de Manoel Bandeira. Segundo ele um dos personagens essenciais na construção da obra.
	Sevcenco, mostra em sua linha de estudos, grande dedicação à história de São Paulo. E foi por meio destes estudos que recebeu o convite do Professor Luciano Martins, para participar de um projeto para a microfilmagem de documentos relativos ao Brasil, realizada pelos ministérios de relações exteriores dos EUA e da Grã-Bretenha. Com isso teve a possibilidade de ir à Inglaterra, para realizar este trabalho. Assim teve contato com o Instituto de Estudos Latino-Americano, dirigido por John Lynch. A oportunidade surgiu de ingressar ao instituto como professor associado, e ajudou a realizar suas pesquisas. Assim acabou por ingressar na Universidade de Londres, onde conta que, com muita honra, participou de um momento muito especial com a celebração do aniversário de 150 anos da Universidade. Esta experiência no exterior, com novas culturas, conteúdos e métodos, fizeram com que Sevcenco se renovasse com relação à sua pesquisa, e no âmbito geral os seus estudos. Coloca como positiva esta mudança, pois ela trouxe novos horizontes, principalmente com relação a cena política vivída no Brasil, com o fim da ditadura militar. Com a queda da ditadura, formou-se um enorme vazio, já que as reclamações eram direcionadas a um único centro de poder. E com a nova situação política colocada, e com a enormidade de opções e demanda de poderes, agora divididos, ficava um conceito muito perdido. Ele usa então esta experiência europeia, para reformular e arejar sua maneira política de pensar. Teve certa influência ao conhecer Rorty, figura importantissima na Universidade de Londres, que agitava e ajudava a formar novas maneiras de pensar dentro e fora da universidade.
	Seu trabalho foi contestado por usar muitas fontes de estrangeiros ao falar sobre o Brasil. Porém, ele acredita que isso foi fator fundamental para que sua obre tivesse o resultado esperado, por crer que estas influências dos “além mar” formaram um novo conceito em sua maneira de pensar. Uma concepção mais atual do que a que era discutida em solos brasileiros. Este motivo também é apontado por Sevcenco, sendo um dos obstáculos encontrados por ele em toda crítica sofrida.
	Ainda na Universidade de Londres, foi dado o primeiro encontro com Erik Hobsbawm, cujo dito por Sevcenco, ser um grande homem intelectual e de generosidade fantástica. Ajudando sempre que era solicitado, com consultas e enorme competência.
	A passagem pela Universidade de Londres, rendeu ainda um convite para ingressar no King’s College, onde seu amigo, o Professor William Rowe, havia criado um Centro de Estudos de Cultura Latino-Americana, com ênfase agora em aspectos culturais. Rowe queria ter um nexo com as fontes populares na sua maior espontaneidade, a oralidade.
	Sevcenco teve grandes participações em contato direto com a mídia. Isso entre as décadas de 1980 à 1990, e creditava à esta ferramenta uma importante participação nos modos de dessiminar a cultura e o fazer pensante na sociedade. Logo ele discorre sobre o termino desta forma de aproximação da cultura e do conhecimento ao grande público, indicando o enorme aumento do ramo mercadológico que alí havia se instalado. O merchandising geral criado em torno de mídias como rádio e TV, logo se propagou às revistas e jornais, minando assim as possibilidades de serem continuados os espaços de debates filosóficos, politicos e intelectuais em geral. Houve o período em que Sevcenco participou ativamente de revistas, como a Veja, por exemplo, depois pulando para o jornal Folha de São Paulo, onde ainda em Londres, foi como uma espécie de cerrespondente. Ele participou destas atividades escrevendo sobre política e cultura principalmente. Ainda no ramo das mídias, participou o projeto da História da Vida Privada no Brasil. Inicialmente seria um projeto editorial, que com o tempo e organização, acabou se tornando um projeto intelectua e com estrutura própria. Seu intuito de ser anexado ao projeto original francês, acabou sendo consciliado com a peculiaridade da leitura no contexto brasileiro, compleatamente diferente da européia. Este contesto nacional apresentdo, expõe as mazelas da nossa formação. A sociedade herda a singularidade da cultura escravagista e colonial, que até hoje é mal resolvida.
	Ao ser questionado sobre qual a determinação atual do histoiador, e se sua função ainda é existente e precisa nos dias de hoje, que devido ao alto número de dados encontrados para a construção da história, Sevcenco é direto. O historiador é importante sim! Tal como os domográfos, sociologos, geógraos e economistas. Hoje temos que ter uma visão multidissiplinar para refletirmos sobre o mundo ontemporâneo. É diferente estudar a históra antiga e as suas referências, e estudar o hoje. Por conta destas mudanças, o papel do historiador nunca foi tão importante. É preciso ter claro a noção dos pontos de referência de tempo e espaço, pois cada vez mais eles estão se dissolvendo. 
	A função dos historiadores é manter vivo o debate, exercendo sua vocação crítica e preservando o vínculo entre gerações. Zelar pela coesão social usando as diferenças como ferramenta de construção para o futuro. Nossa comunidade, vivendo a possibilidade de compreender a dinâmica do sistema pós colônia do Brasil, tem condição de perceber com uma visão mais crítica, que não podem dispensar se quiserem manter o conteúdo da integridade da legitimidade da nossa profissão.

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