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1 RENATO DO NASCIMENTO VIANA RODRIGO DE SOUZA BARBOSA RELATÓRIO DE PRÁTICAS LABORATORIAIS COPO FORD Telêmaco Borba - PR 2016 2 RENATO DO NASCIMENTO VIANA RODRIGO DE SOUZA BARBOSA RELATÓRIO DE PRÁTICAS LABORATORIAIS COPO FORD Relatório apresentado ao Curso de Engenharia Química, da Faculdade de Telêmaco Borba, como requisito parcial para aprovação da disciplina de Laboratório I. Prof. Larissa do Espirito Santo Telêmaco Borba - PR 2016 3 RESUMO A viscosidade é uma das variáveis que caracteriza uma substância, a viscosidade nos líquidos vem do atrito interno, isto é, das forças de coesão entre moléculas relativamente juntas. O objetivo do experimento é fazer a determinação da viscosidade do fluído cedido (detergente), através do método do Copo Ford. O detergente é mais viscoso do que a água, por exemplo, portanto, leva um tempo maior para o escoamento. A viscosidade do fluido determina o perfil da velocidade da vazão dentro da tubulação, afetando seriamente o desempenho do medidor de vazão. 4 SUMÁRIO INTRODUÇÃO ................................................................................................. 06 1 OBJETIVOS .................................................................................................... 07 1.1 Objetivo geral ................................................................................................... 07 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ...................................................................... 08 2.1 Viscosidade...................................................................................................... 08 2.1.1 Viscosidade nos Líquidos ............................................................................... 10 2.1.2 Viscosidade nos gases .................................................................................... 10 2.3 Copo de Ford .................................................................................................. 10 2.3.1Equação para cálculo da viscosidade para cada copo Ford ............................ 11 3. MATERIAIS E MÉTODOS ............................................................................... 12 3.1 Materiais .......................................................................................................... 12 3.2 Métodos .......................................................................................................... 12 4 RESULTADOS E DISCUSSÕES .................................................................... 13 CONSIDERAÇÕES FINAIS............................................................................. 15 REFERÊNCIAS ............................................................................................... 16 5 LISTA DE FIGURAS Figura 01- Copo Ford ............................................................................................ 10 Figura 02- Materiais Usados .................................................................................. 12 Figura 03- Gráfico ................................................................................................... 13 6 INTRODUÇÃO A viscosidade é o atrito interno em um fluido. As forças viscosas se opõem ao movimento de uma do fluido em relação à outra. A viscosidade é a razão pela qual você realiza um esforço para remar em uma canoa se deslocando em águas calmas, porém se não existisse viscosidade você também não poderia remar. Os efeitos da viscosidade são importantes para o escoamento através de tubos, para o escoamento do sangue, para a lubrificação de diversas partes das máquinas e para muitas outras situações. A lava é um exemplo de escoamento de um fluido com viscosidade. A viscosidade diminui com o aumento da temperatura: quando mais quente a lava, mais facilmente ela pode se escoar. Os fluidos que se escoam velozmente, como a água e a gasolina, possuem viscosidades menores do que as viscosidades dos fluidos “pegajosos”, tais como a detergente. A viscosidade da água é comparativamente muito menor e a viscosidade dos gases é ainda muito menor que a da água. O princípio do Copo Ford consiste em utilizar a força da gravidade como força que criará a tensão de cisalhamento, e que a taxa de fluxo – tempo de escoamento – é proporcional à viscosidade cinemática que está relacionada com a massa específica pela equação: O diâmetro do orifício a ser utilizado no Copo Ford deve estar de acordo com o intervalo de tempo de escoamento que ele é capaz de conferir a viscosidade cinemática da amostra por uma equação linear própria. Desta forma se em uma análise, utilizar-se um orifício cujo tempo de escoamento for menor/maior que o intervalo de fluxo próprio, deve-se selecionar um orifício menor/maior que o anterior (Bécker,2012). É importante que a temperatura do Copo Ford e da amostra estejam dentro da temperatura especificada pelo viscosímetro. O tempo teve ser parado de cronometrar quando ocorrer a primeira interrupção do fluxo do escoamento. 7 1.OBJETIVOS DO EXPERIMENTO: 1.1 OBJETIVO GERAL Definir o procedimento para a determinação da viscosidade de líquidos, através da determinação do tempo de escoamento no copo Ford, possibilitando a avaliação e o controle de qualidade de produto com a mesma composição. 8 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2.1. Viscosidade A viscosidade é a medida da resistência para fluir. Quanto maior a viscosidade de um produto, maior a sua resistência para fluir. Para um sólido, as tensões são desenvolvidas quando um material é deformado ou cisalhado elasticamente: para um fluido, as tensões de cisalhamento aparecem devido ao escoamento viscoso. Deste modo dizemos que os sólidos são elásticos e os fluídos são viscosos. (Fox, 2006). Considerando o comportamento de um fluído entre duas placas infinitas, considerando que a placa superior se move a velocidade constante, 𝛿𝑢, sob a influência de uma força constante aplicada, 𝛿𝑓𝑥. A tensão de cisalhamento, 𝜏𝑦𝑥, aplicada ao elemento fluído é dada por: Equação 1 𝜏𝑦𝑥 = lim 𝛿𝐴𝑦 li →0 𝛿𝐹𝑥 𝛿𝐴𝑦 = 𝑑𝐹𝑥 𝑑𝐴𝑦 Onde 𝛿𝐴𝑦, é a área de contato do elemento fluido com a placa e 𝛿𝐹𝑥 é a força aplicada pela placa aquele elemento. Durante o intervalo de tempo 𝛿𝑡, o elemento é deformado da posição MNOP para a posição M’NOP’. A taxa de 9 deformação de um fluido é dada por Equação 2 𝒕𝒂𝒙𝒂 𝒅𝒆 𝒅𝒆𝒇𝒐𝒓𝒎𝒂ÇÃ𝒐 = 𝐥𝐢𝐦 𝜹𝒕→𝟎 𝜹𝜶 𝜹𝜶 = 𝒅𝜶 𝒅𝒕 Os fluidos nos quais a tensão de cisalhamento é diretamente proporcional a taxa de deformação são chamados de fluidos newtonianos. Para um fluido newtoniano expressamos a seguinte equação (Fox, 2006): Equação 3 𝜏𝑥𝑦 ∝ 𝑑𝑢 𝑑𝑦 A constante de proporcionalidade 𝛼 na equação 1, é a viscosidade absoluta (ou dinâmica) 𝜇. Deste modo, em termos de coordenadas, a lei de NEWTON da viscosidade para o escoamento unidimensional é dada por: Equação 4 𝜏𝑥𝑦 = 𝜇 𝑑𝑢 𝑑𝑦 Na mecânica dos fluidos, a razão entre a viscosidade absoluta 𝜇, e a massa específica 𝜌 , é chamada de viscosidade cinemática 𝜗. Os dados de viscosidades são apresentados para diversos fluidos newtonianos comuns. Nota-se que, para gases, a viscosidade aumenta com a temperatura, enquanto, para liquido, a viscosidade diminui com o aumento da temperatura (Fox, 2006). 102.1.1. Viscosidade nos Líquidos A viscosidade dos fluidos vem do atrito interno. Nos líquidos, isto significa que a viscosidade vem das forças de atração entre moléculas relativamente juntas. Por outro lado, com o aumento da temperatura, maior se torna a energia cinética média das moléculas e em consequência, menores se torna o intervalo de tempo médio durante o qual as moléculas passam umas nas proximidades das outras. Desse modo, as forças intermoleculares se tornam menos efetivas e a viscosidade diminui com o aumento da temperatura. 2.1.2. Viscosidade nos Gases Em um gás, as moléculas estão muito longes umas das outras. Desse modo, as forças de atração entre moléculas não são efetivas e, por isso, a viscosidade do gás não pode se originar dessas forças. A viscosidade de um gás vem da transferência de momentum, isto é, da transferência de quantidade de movimento entre camadas adjacentes que se movem com velocidades de módulos diferentes. 2.3. Copo Ford Figura 1- Copo Ford 11 É um viscosímetro de fácil manuseio, no qual a viscosidade está relacionada com o tempo de esvaziamento de um copo de volume conhecido que tem um orifício calibrado na sua base. O corpo Ford é fornecido em inox, alumínio aniodizado ou plástico com um conjunto de orifícios padrões feito de latão ou bronze polido. O orifício de número 2,3 e 4 é utilizado para medir líquidos de baixa viscosidade, na faixa de 20 a 30 cst; os de números 5,6,7 e 8 para líquidos de viscosidade superior a 310 cst. O Copo Ford é um equipamento desenvolvido para atender indústrias petroquímicas, químicas e fins didáticos caracterizados pela produção e manipulação de fluidos, onde se desejam obter resultados referentes à viscosidade em relação ao tempo de escoamento de um determinado fluído. Com a obtenção do tempo de escoamento (s) é possível obter a viscosidade cinemática em centistokes, equações correspondente ao número do copo Ford. Tabela 1- Tabela de referência para escolha do copo Ford adequado em função do tempo de escoamento Copo Ford Diâmetro do orifício (mm) Tempo de Efluxo(s) Tempo de escoamento (s) 1 1,90 10 to 35 55-100 2 2,53 25 to 120 40-100 3 3,40 48 to 220 20-100 4 4,12 70 to 370 20-100 5 5,20 200 to 1200 20-100 2.3.1. Equação para o cálculo de viscosidade para cada copo Ford. V = 0,49. (T - 35) T = tempo de escoamento V = viscosidade (CST) 12 3.MATERIAIS E MÉTODOS 3.1. Materiais Os materiais utilizados para a realizar a prática: 4 Copo Ford (de vazões diferentes); 2 Becker de 100 ml; Água; Termômetro; Tripé; Placa de pvc ; Paquímetro ; Cronômetro. Figura 2- Materiais Utilizados 3.2. MÉTODO Primeiramente foram separados 4 viscosímetros com diâmetros diferentes do tipo copo Ford para realizar o experimento. Separaram-se duas amostras em um copo Becker de 100 ml, contendo detergente e mediu-se a temperatura em cada amostra. O tripé já estava nivelado para o procedimento. Preencheu-se o copo com a amostra de água a 25°C± 0,2°C. Fechou-se o orifício do copo Ford com o dedo e encheu até o nível máximo com amostra, removeu-se o excesso do produto com a placa de pvc plana e liberou-se o orifício e acionou-se simultaneamente o cronômetro. Parou-se o cronômetro quando a primeira interrupção do efluxo e anotou-se o tempo em segundos. 13 4.RESULTADOS E DISCUSSÕES A tabela abaixo mostra os resultados obtidos para o tempo de escoamento do detergente em quatro copos de Ford com orifícios de medidas diferentes. A partir dos dados, verificou-se que o viscosímetro adequado para o detergente é o viscosímetro 4, que equivale o copo Ford número 5. Tabela 1- Amostra do Detergente Amostra do Detergente Viscosímetro Diâmetro orifício (mm) Tempo de escoamento (s) 1 2,70 692 2 3,75 218 3 5,00 93 4 5,55 52 Cálculo da viscosidade cinemática (cst) utilizando gráfico: Figura 3 - Gráfico Para calcular a viscosidade cinemática (cSt) através do gráfico, deve se correlacionar o tempo de escoamento encontrado na abscissa com a 14 viscosidade na ordenada. Com valores de tempo de escoamento obtidos foi possível a realização dos resultados através de cálculos pelas equações do cálculo de viscosidade. Tabela 3 - Resultados obtidos através de cálculos. Viscosidades Amostra de Detergente** Viscosidade cinemática (cst) 653,4 Viscosidade absoluta (cP.) 712,068 **Utilizado copo Ford 5 Para o cálculo da viscosidade absoluta, foi convertido a viscosidade cinemática para a viscosidade absoluta utilizando a densidade das amostras nas seguinte equação: Viscosidade cinemática (cst) * Densidade (g/cm³) = Viscosidade absoluta (cps) 15 CONCLUSÃO Podemos conclui que através da prática realizada, encontramos uma média de tempo de escoamento aproximado de 264 s, tal valor ficou fora do valor especificado do Copo Ford, o tempo máximo de fluxo é de 100 s para cada orifício utilizado. O que dificultou encontrar um valor de viscosidade preciso do detergente. Se na análise tivéssemos um copo Ford com orifício maior, e que atendesse as especificações do fabricante. E assim poderíamos comparar com os valores obtidos. A massa especifica do detergente é de 1,029 g/cm³, forma a viscosidade cinemática do detergente a 25º C é de: 692 1,029 ~ 712,068 centistokes Com a medida de 712,068 centistokes poderíamos conhecer o orifício do copo Ford correto para analise, através da aproximação do valor. 16 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ATKINS, P. D. (2003). Físico-química. 7.ed. v.1. Rio de Janeiro: Editora Livros Técnicos e Científicos: Editora Livros Técnicos e Científicos. Borsato, D., Moreira, I., & Galão, O. F. (2004). Detergentes Naturais e Sintéticos: um guia . Editora da Universidade Estadual de Londrina. Brown, T. L., LeMay, Jr, H. E., & Burdge, J. R. (2005). Química a ciência central. São Paulo: Pearson. CASTELLAN, G. ( 1978.). Fundamentos de Físico-química. Editora LTC. D., A. B., & R., M. N. (2004). MANUAL DE OPERAÇÕES UNITÁRIAS. SAO PAULO, SP - BRASIL: HEMUS. Gomide, R. (1991). Manual de Operações Unitárias. São Paulo: CENPRO. http://200.17.141.35/egsantana/fluidos/tension/introduccion/introduccion.htm. (s.d.). Macedo, M. U., & Carvalho, A. (1996). Química. São Paulo - Brasil: IBEP. Moreira, R. P. (2014). Acesso em 10 de 09 de 2016, disponível em Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos UFSC: http://www.enq.ufsc.br/disci/eqa5313/Filtracao.htm NETZ, P. A., & ORTEGA, G. G.-q. (2002). Fundamentos de Físico-química. Editora Artmed. Becker. Ana Paula (2012). Determinação da viscosidade de óleos e solventes. Universidade Católica de Petrópolis Centro de Ciências da Saúde Química Orgânica e Experimental.