Relatório II
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Relatório II


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Uni Bh
Belo Horizonte, 18 de Março de 2013
Aquecimento e Medida de Temperatura
Autores:
Danilo Gomes de Souza
Leandro Araújo Lucas
Luan Rafael Ferreira
Luiz Ricardo dos Santos
Ronaldo Adriano Costa Vicente
Sandro Henrique Portela de Matos
Vinicius Souza de Almeida
Introdução
Em muitos trabalhos científicos, haverá a necessidade de se aquecer materiais, e uma maneira simples de se conseguir isso em um laboratório é queimando gás de cozinha ou gás liquefeito de petróleo (GLP) através de uma ferramenta. Claro que existem ferramentas específicas para isso e alguns cuidados que devem ser tomados.
Objetivo 
O objetivo do presente relatório é citar alguns procedimentos que são necessários ao se aquecer um material, as ferramentas que devem ser usadas, e uma análise sobre um experimento de aquecimento de um líquido.
Parte Experimental
Materiais:
Bico de Bunsen (1), Termômetro (2), Becker (3), Suporte (4), Tela de Amianto (5), Pérolas de Vidro (6).
Água Destilada
Métodos:
Serão verificadas as medidas graduadas do termômetro, tais como a capacidade máxima e a menor medida especificada.
Serão verificadas as chamas do bico de Bunsen em relação ao oxigênio dosado para a queima.
Será medida com o termômetro a temperatura inicial da agua destilada. 
Será feito o aquecimento de agua destilada, e serão anotadas medidas de temperatura periodicamente ao longo do tempo.
(2) (3)
(1) 		
(4)			 (5) 		 (6) 
Bico de Bunsen: É um bico de gás vertical conectado a uma base. Essa base possui registro por onde é regulado o fluxo de gás. Um pouco acima desse registro existe uma passagem de ar que pode ser aberta ou fechada, essa abertura tem a função de dosar a quantidade de ar consumido na queima do gás.
Tela de Amianto: É colocada no suporte com a finalidade de distribuir uniformemente o calor das chamas do bico de Bunsen por toda a superfície do recipiente do material aquecido.
Pérolas de Vidro: São colocadas no interior do recipiente de um liquido a ser aquecido. No momento em que são formadas bolhas de vapor do liquido no interior do recipiente e essas bolhas se movimentam, elas movem as pérolas de vidro misturam as partes mais quentes do liquido com as partes frias, homogeneizando a temperatura em todas as partes do liquido evitando assim a projeção do material. 
Resultados
Inicialmente foram identificadas no termômetro as medidas de Capacidade, Menor unidade de medida, e o Desvio Avaliado. Os resultados seguem no quadro abaixo:
	Aparelho
	Capacidade
	Menor Unidade
	Desvio Avaliado
	Termômetro
	150 °C
	1 °C
	0.5 °C
Em seguida, foram seguidos os passos para ligar as chamas do bico de Bunsen.
Foram abertos o registro geral de gás da sala, os registros abaixo e acima da mesa e o registro do bico de Bunsen. Com a abertura de ar fechada, foi iniciada a combustão usando-se um palito de fósforo aceso.
Com bico de Bunsen ativo com chamas, foi verificado que na ausência ou deficiência de passagem de ar pela abertura, as chamas tem uma coloração amarelada, e liberam mais poluentes, como a fuligem (C(s) ). Além disso, as chamas amareladas tem temperatura menor gastando a mesma quantidade de combustível, logo elas têm eficiência menor.
Quando a abertura de ar foi totalmente aberta, as chamas passaram a ser azuladas, e a liberação de poluentes diminuiu. As chamas azuladas possuem temperatura maior gastando a mesma quantidade de combustível, sendo assim elas têm eficiência maior.
Posteriormente foi iniciado o processo de aquecimento de um Becker contendo 100 ml ± 25 ml de agua destilada e algumas pérolas de vidro. 
Primeiro foi montado o suporte com a tela de amianto e o Becker colocado sobre essa tela, depois foi instalado o termômetro no suporte com o seu bulbo mergulhado na agua destilada, após isso, foi medida a temperatura inicial da agua destilada:
Finalmente o bico de Bunsen ativo foi posicionado no suporte logo abaixo da tela de amianto, iniciando o aquecimento.
Durante o aquecimento foram feitas medições periódicas ao longo do tempo.
A tabela da Temperatura (°C) x Tempo (s) é mostrada abaixo:
Após algum tempo foi verificado que se formaram bolhas no interior do liquido, tais bolhas são vapor de agua (H2 O(g)) proveniente do superaquecimento das partes mais quentes do interior do liquido. No momento que a pressão do vapor superava a pressão atmosférica, ele emergia para a superfície. Com relação a este evento constatou-se a importância da tela de amianto e das perolas de vidro, que tinham a finalidade de aproximar o máximo possível a homogeneidade da temperatura em todos os pontos no liquido. O risco de projeção do material contido no recipiente é bem maior caso não se use esses dispositivos.
No momento em que a temperatura da agua destilada se aproximou de 96.0 °C ± 0.5 °C houve uma estabilização da temperatura e a manutenção de um processo constante de ebulição. A diferença que ocorreu entre o valor medido e o valor esperado, que era de 100.0 °C pode ser explicado através do fato de que a pressão atmosférica do lugar onde a medição foi feita influi diretamente na temperatura de ebulição do material.
Essa influencia é conceituada na seguinte afirmação:
\u201cQuanto maior for a pressão atmosférica, maior será a temperatura de ebulição, e quanto menor for a pressão atmosférica, menor será a temperatura de ebulição.\u201d
A temperatura de ebulição da agua a um local com 1atm de pressão atmosférica é 100.0 °C, e constatando que o local onde foi feita à medida esta a certa altitude acima do mar, foi verificado que este seria o motivo da diferença de temperaturas.
Após finalizadas as medições, foram desligados o bico de Bunsen, e os seus registros de segurança.
Conclusão 
Em um laboratório é necessário ter as ferramentas certas e seguir os procedimentos corretos para o aquecimento de um material e faze-lo com segurança. Conclui-se que a importância de se conhecer bem essas ferramentas e procedimentos é gigantesca, basta verificar que o aquecimento é uma atividade quase que corriqueira num laboratório e tal atividade envolve muitos riscos.
No relatório acima pode se concluir também que o local de um determinado tipo de medição pode influenciar os resultados obtidos, em um sentido mais amplo, pode-se verificar que muitos outros fatores, ambientais, climáticos, geográficos ou etc., podem modificar os resultados obtidos. Assim é importante, conhecer os fatores que podem causar interferência, tomar cautelas com objetivo de reduzir ao máximo as influencias, e sempre se utilizar de uma margem de erro.