6    CURSO SEP TÉCNICAS DE ANÁLISES DE RISCOS   6 páginas
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6 CURSO SEP TÉCNICAS DE ANÁLISES DE RISCOS 6 páginas

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competentes que fossem estes profissionais não poderiam estar em todos os
lugares o tempo todo fazendo prevenção. Quem pode fazer a prevenção dos acidentes é
o gerente e sua equipe de profissionais que conhecem os procedimentos operacionais, de
manutenção, de inspeção, etc., ou seja, a responsabilidade pela Segurança tem de ser do
Gerente e de toda a escala hierárquica de uma empresa, tendo dos profissionais de
segurança, o apoio em termos de assessoria e de consultoria para assuntos específicos
de Segurança Industrial.

Para se gerenciar o Risco é necessário conhecê-los, analisá-los, tomar ações

para reduzi-los e controlá-los.

1. 5 . ANÁLISE DE RISCOS

A Análise de Riscos procura identificar antecipadamente os riscos nas
instalações, processos, produtos e serviços, qualificar os Riscos associados para o
homem, o meio ambiente e a propriedade, propondo medidas para o seu controle.

Os passos para a avaliação dos Riscos são:
• identificar riscos;
• estimar o Risco de cada risco – probabilidade e gravidade do dano;
• decidir se o Risco é tolerável.
A seguir, precisamos entender o que nós chamamos de Risco e o que chamamos

de Risco.
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Risco é a capacidade de uma grandeza com potencial para cansar lesões ou

danos à saúde das pessoas.
Exemplificando, a gasolina é um Risco Porém o Risco vai depender da forma

como este produto inflamável – gasolina – pode afetar as pessoas, ou seja, a
probabilidade que ele cause dano às pessoas estando, por exemplo, armazenado em um
recipiente hermeticamente fechado. Neste caso o Risco é baixo, mais se o mesmo
produto – gasolina – for armazenado em um recipiente aberto para a atmosfera a
probabilidade que os seus vapores saiam do recipiente e encontrem uma fonte de ignição
é alta, daí o Risco ser alto. Resumindo o Risco = Riscos / Salvaguardas.

A avaliação dos Riscos consiste em se identificar como estamos lidando com os
riscos nas nossas instalações, verificando os danos (conseqüências) e a freqüência
(probabilidade) de ocorrência dos mesmos.

Em outras palavras avaliar Riscos é responder a três perguntas:

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1. O que pode dar errado?
2. Qual a freqüência?
3. Quais os impactos?

6 . CONCEITUAÇÃO DOS EFEITOS FÍSICOS

O manuseio de substâncias perigosas (tóxicas, inflamáveis ou reativas) ou de
grandes quantidades de energia, seja em instalações de processo, estocagem ou
transporte, está sujeito à ocorrência de liberações acidentais destas substâncias ou de
energia, de forma descontrolada.

Estas liberações descontroladas geram os efeitos físicos dos acidentes

(sobrepressões, fluxos térmicos e nuvens de gases tóxicos) os quais podem ocasionar
danos às pessoas e/ou instalações presentes na região atingida. A extensão dos
possíveis danos é proporcional à intensidade do efeito físico causador do dano.

Os tipos de efeitos físicos causados por liberações acidentais de produtos

perigosos podem ser os seguintes:
• radiação térmica devido a incêndio em nuvem, incêndio em poça, bola de fogo

ou tocha;
• impulso e sobrepressão devido à explosão;
• exposição a concentrações de gás tóxico por períodos de tempo especificados.
Tais efeitos são normalmente, os objetos dos estudos de Riscos.

6.1 TERMOS UTILIZADOS NA AVALIAÇÃO DOS EFEITOS FÍSICOS

• Incêndio em Poça – liberação de líquido inflamável, formando uma poça e
posterior ignição desta poça.

• Incêndio em Jato – formação de jato de material inflamável, devido a furo em
linha pressurizada, com posterior ignição.

• Nuvem Inflamável – liberação de líquido ou gás inflamável com formação de
nuvem.

• Incêndio em Nuvem – para a maioria dos gases inflamáveis, a velocidade de
queima é muito baixa e a velocidade de expansão não é elevada.

• Explosão em Nuvem - a turbulência devido a obstáculos na área da região de
combustão aumenta a velocidade de frente da chama e leva a explosão por deflagração.

• Bleve – “Boiling Liquid Expanding Vapour Explosion” ou Explosão por expansão
do Vapor de Líquido em Ebulição ocorre quando um recipiente contendo gases liquefeitos
inflamáveis sofre aquecimento levando ao aumento interno da pressão do recipiente e a
perda de resistência do material do mesmo.

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• Bola de Fogo – ocorre em decorrência de um BLEVE de líquido inflamável. Uma
bola de gás liquefeito por pressurização liberada repentinamente em virtude de um
BLEVE, entrando imediatamente em ignição.

• Boilover – explosão devido à evaporação súbita da água residual em tanques de
petróleo após incêndio prolongado.

7 . ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCOS - APR

A Análise Preliminar de Riscos (APR) é uma metodologia estruturada para
identificar “a priori” os Riscos decorrentes da instalação de novas unidades/sistemas ou
da operação de unidades/sistemas existentes.

Esta metodologia procura examinar as maneiras pelas quais a energia ou o
material de processo pode ser liberado de forma descontrolada, levantando, para cada
um dos riscos identificados, as suas causas, os métodos de detecção disponíveis e os
efeitos sobre os trabalhadores, a população circunvizinha e sobre o meio ambiente. Após,
é feita uma Avaliação Qualitativa desses Riscos identificando-se, desta forma, aqueles
que requerem priorização. Além disso, são sugeridas medidas preventivas e/ou
mitigadoras dos Riscos a fim de eliminar as causas ou reduzir as conseqüências dos
cenários de acidente identificados.

O escopo da APR abrange os eventos perigosos cujas causas tenham origem na
instalação analisada, englobando tanto as falhas de componentes ou sistemas, como
eventuais erros operacionais ou de manutenção (falhas humanas).

INCORPORAR A TABELA DE CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS

7.1 Aplicação

Esta metodologia pode ser empregada para sistemas em início de
desenvolvimento ou na fase inicial do projeto, quando apenas os elementos básicos do
sistema e os materiais estão definidos. Pode também ser usada como revisão geral de
segurança de sistemas/instalações já em operação.

O uso da APR ajuda a selecionar as áreas da instalação nas quais outras
técnicas mais detalhadas de análise de Riscos ou de confiabilidade devam ser usadas
posteriormente. A APR é precursora de outras análises.

7.2 Dados Necessários

APLICAÇÃO

ANEXOS...(FURNAS, COPEL LIGHT) EMPRESAS....

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	ITEM 6 - TÉCNICAS DE ANÁLISES DE RISCOS
	3 . EVOLUÇÃO HISTÓRICA
	INCORPORAR A TABELA DE CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS