MINHA APOSTILA PMMG  PDF FINAL
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MINHA APOSTILA PMMG PDF FINAL

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Elabora através de conteúdo obtido de apostila de cursos e cartilhas de instituições em geral, os conteúdos estão na
integra, pois o objetivo da apostila não é a venda, mas a divulgação de informação, ao final da matéria segue
referência bibliográfica dos livros e/ou vídeos utilizados.

 APOSTILA CONCURSO PMMG 2017

Esta apostila tem como objetivo, juntar as matérias

pertinentes ao edital referente ao concurso da PMMG 2017.

O conteúdo da mesma é um resumo ou conteúdo na íntegra

de varias outras apostilas e sites referenciados na

bibliografia. Apostila contém conteúdo de vários autores na

integra, pois não foi criada para venda, e sim para

divulgação de informação para todos.

CONTAGEM, 25 DE AGOSTO DE 2016.

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INDICE

NOÇÕES DE DIREITO PENAL ............................................................................ 03

NOÇÕES DE DIREITO PENAL MILITAR.............................................................. 85

NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL.......................................................... 171

NOÇÕES DE DIREITO HUMANOS ...................................................................... 269

LEGISLAÇÃO EXTRAVAGANTE .....................................................................466

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 NOÇÕES DE DIREITO PENAL

Matérias exigidas no edital:

1. Princípios Constitucionais do Direito Penal

2. A lei Penal do tempo

2.1 A lei penal no espaço

3. Interpretação da lei penal

3.1 Infração penal: espécie

4. Sujeito ativo e sujeito passivo da infração penal

5. Tipicidade, ilicitude, culpabilidade, punibilidade

5.1 Excludentes de ilicitude e da culpabilidade

6. Imputabilidade penal.

7. Concurso de pessoas.

8. Das Penas.

9. Crimes contra a pessoa.

 10. Crimes contra o patrimônio.

 11. Crimes contra a administração pública

1. PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO DIREITO PENAL.

Os princípios constitucionais podem ser definidos como normas de conteúdo genérico que

estão inseridas no corpo da Constituição Federal e que servem de pilar para todo o Sistema

Jurídico Brasileiro. São eles: Princípio da Legalidade (com seus subprincípios da Reserva

Legal, da Taxatividade, da Irretroatividade), Inafastabilidade do Controle Jurisdicional,

Devido Processo Legal, Contraditório e da Ampla Defesa, Razoável Duração do Processo,

Princípio da Intervenção Mínima, Princípio da Humanidade, Pessoalidade e Individualização

da Pena, entre outros que estão espalhados pela doutrina brasileira.

Já os princípios infraconstitucionais do direito penal encontram-se abaixo do corpo

constitucional, isto é, não estão inseridos na Constituição Federal, mas fazem parte do sistema

jurídico brasileiro. Podemos citar como exemplo o princípio da bagatela, da adequação social,

proibição da analogia “in malam partem", ofensividade, da proporcionalidade da pena, entre

outros...

A seguir, elencamos alguns princípios constitucionais relacionados com o direito penal.

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- Princípio da Legalidade

O princípio da legalidade é base do ordenamento do nosso Direito Penal. É

vislumbrado como um verdadeiro amparo às liberdades individuais. A lei penal deve ser clara,

exata e precisa, deve poder-se interpretá-la desde um executivo em São Paulo à um morador

dos ribeirinhos do Amazonas, não podendo ser influenciada por diferenças sociais ou

culturais, só existindo crime se houver um fato lesivo a um bem jurídico. A propósito, o

mestre Nelson Hungria depreende a seguinte lição:

O princípio da legalidade, segundo a doutrina mais contemporânea, se desdobra em três

postulados. Um quanto às fontes das normas penais incriminadoras. Outro concernente a

enunciação dessas normas. E um terceiro relativo à validade das disposições penais no tempo.

O primeiro dos postulados é o da reserva legal. O segundo é o da determinação taxativa. E o

último é o da irretroatividade.

a) O subprincípio da Reserva Legal

O Princípio da Reserva Legal manifesta-se no artigo 5º, XXXIX da Constituição Federal

vigente, nestes termos: “não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia

cominação legal”. Segundo o princípio da reserva legal somente a lei em sentido estrito pode

definir crimes e suas respectivas penalidades.

A norma penal deve ser precisa, deve guardar perfeita correspondência entre ela e a

norma que descreve. Somente será aceita a lei que delimitar a conduta lesiva, apta a pôr em

perigo um bem jurídico de relevância, prescrevendo uma consequência punitiva, sendo

vedado a extensão a uma conduta que se mostre aproximada ou semelhante. Existe uma

divergência doutrinária acerca daquilo que seria o liame diferencial entre o princípio da

reserva legal e o da legalidade. Neste diapasão, repousamos no entendimento que a diferença

reside no fato de que, quando se fala tão somente no princípio da legalidade estaria se

permitindo a adoção de todos os diplomas elencados pelo artigo 59 da Constituição Federal,

quando na verdade a reserva da lei esta prevê tão somente a criação de normas penais por atos

do Poder Legislativo.

b) O subprincípio da Taxatividade

O segundo corolário lógico do princípio da legalidade é o postulado da taxatividade. O

postulado in óbice, expressa a exigência de que as leis penais, especialmente as de natureza

incriminadora, sejam claras e precisas. Alguns doutrinadores têm bifurcado o fundamento do

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princípio da taxatividade na própria estrutura da norma penal, enquanto ordena ou proíbe

determinado comportamento, posto que a obediência ao comando nela vetado ou determinado

tem como inarredável pressuposto que o destinatário possa compreender o seu conteúdo.

Maurício Antônio Ribeiro Lopes assinala:

A lei penal que comina pena e descreve conduta punível não deve ser generalista, mas

sim, precisa, taxativa e determinada, sem qualquer indeterminação com a prefixação a

respeito dos dados que permitem a qualificação e assimilação das figuras típicas. Luiz Regis

Prado aponta as peculiaridades e funções da taxatividade:

Em suma, o princípio supramencionado tem por maior finalidade evitar que o direito penal se

transforme em uma arma infalível nas mãos de um Estado arbitrário.

c) O subprincípio da Irretroatividade

O inciso XL do art. 5º da Constituição Federal, diz que a lei penal não retroagirá, salvo para

beneficiar o réu. A regra
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