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UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA ESCOLA POLITÉCNICA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA ENG003 – ELETRICIDADE SEMESTRE 2016.1 Prof. André Valente PROJETO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE BAIXA TENSÃO ALUNOS: MARTH ERICK DE FREITAS CARVALHO SALYTA LIMA DE ARAÚJO SALVADOR – BAHIA OUTUBRO 2016 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO 2. MEMORIAL DESCRITIVO 2.1 PREVISÃO DE CARGAS 2.1.1 ILUMINAÇÃO 2.1.2 TOMADAS DE USO GERAL 2.1.3 TOMADAS DE USO ESPECÍFICO 2.2 DIVISÃO DA INSTALAÇÃO 2.3 DIMENSIONAMENTO DOS CONDUTORES 2.3.1 CAPACIDADE DE CONDUÇÃO DE CORRENTE 2.3.2 QUEDA DE TENSÃO 2.3.2.1 MÉTODO VOLT/AMPERE.KM 2.3.2.2 MÉTODO WATT.METRO 2.4 DIMENSIONAMENTO DOS ELETRODUTOS 2.5 DIMENSIONAMENTO DA PROTEÇÃO 2.6 QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO 2.7 PADRÃO DE ENTRADA 3. MEMORIAL DE CÁLCULO 3.1 PREVISÃO DE CARGAS 3.2 DIVISÃO DA INSTALAÇÃO 3.3 DIMENSIONAMENTO DOS CONDUTORES 3.3.1 SEÇÃO MÍNIMA 3.3.2 CAPACIDADE DE CONDUÇÃO DE CORRENTE 3.3.2.1 FATOR DE CORREÇÃO DEVIDO A TEMPERATURA AMBIENTE 3.3.2.2 FATOR DE CORREÇÃO DEVIDO AO AGRUPAMENTO DE CIRCUITOS 3.4 DIMENSIONAMENTO DOS ELETRODUTOS 3.5 DIMENSIONAMENTO DA PROTEÇÃO 4. LISTA DE MATERIAL 5. REFERÊNCIAS 6. ANEXO I: PLANTA ORIGINAL 7. ANEXO II: PLANTA COM DISTRIBUIÇÃO DE PONTOS DE ILUMINAÇÃO 8. ANEXO III: PLANTA COM O TRAÇADO DOS ELETRODUTOS 9. ANEXO IV: PLANTA DO PROJETO FINAL INTRODUÇÃO O objetivo deste projeto é permitir que uma instalação elétrica seja executada com economia e segurança, oferecendo conforto ao usuário utilizando o conhecimento adquirido em sala de aula utilizando as Normas da NBR5410: 2004 e as Normas da COELBA. Foram feitos os dimensionamentos do Condutores, dos Eletrodutos e dos Condutores de Proteção, desta forma, podemos ver na prática a aplicação da Norma e a utilização em Projeto de Instalações Elétricas. 2. MEMORIAL DESCRITIVO O projeto de instalação elétrica foi elaborado dentro das normas técnicas determinadas pela NBR 5410/2004 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão; 2.1 PREVISÃO DE CARGAS: ILUMINAÇÃO E TOMADAS (TUG E TUE) O objetivo da previsão de cargas é a definição da potência, quantidade e a localização de todos os pontos de consumo de energia elétrica da instalação. 2.1.1 ILUMINAÇÃO O item 9.5.2.1 da NBR 5410:2004 nos permite apurar os valores de potência que devem ser destinados à iluminação para efeito de dimensionamento dos circuitos. Para tanto, ela determina que em cada cômodo ou dependência de unidades residenciais deve ser previsto um ponto de luz no teto, com potência mínima de 100 VA, comandado por um interruptor na parede. Além disso, em cômodos ou dependências com área igual ou inferior a 6 m² deve ser prevista pelo menos uma carga de 100 VA, já cômodos com área superior a 6 m² deve ser prevista uma carga mínima de 100 VA para os primeiros 6 m², acrescida de 60 VA para cada 4 m² inteiros. 2.1.2 TOMADAS DE USO GERAL O item 9.5.2.2 dispõe sobre os critérios para a instalação de tomadas determinando a quantidade e a potência necessária para cada cômodo de acordo com sua dimensão e funcionalidade. Para banheiros, deve ser previsto pelo menos uma tomada próxima ao lavatório com uma distancia mínima de 60 cm do limite do Box. Nas cozinhas, copas, lavanderias, áreas de serviço e locais análogos, deve ser previsto no mínimo uma tomada para cada 3,5 m, ou fração de perímetro, sendo que, acima da bancada da pia devem ser previstas no mínimo duas tomadas de corrente, no mesmo ponto ou em pontos distintos. Nas varandas, pelo menos uma tomada. Já nas salas e dormitórios devem ser previstos pelo menos um ponto de tomada para cada 5 m, ou fração, de perímetro, devendo esses pontos ser espaçados tão uniformemente quanto possível. No que se refere às potências atribuíveis aos pontos de tomada, elas são determinadas em função dos equipamentos que ele poderá vir a alimentar e não deve ser inferior aos valores mínimos estabelecidos. Em banheiros, cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, lavanderias e locais análogos, no mínimo 600 VA por ponto de tomada, até três pontos, e 100 VA por ponto para os excedentes. Quando o total de tomadas no conjunto desses ambientes for superior a seis pontos, admite- se que o critério de atribuição de potências seja de no mínimo 600 VA por ponto de tomada, até dois pontos, e 100 VA por ponto para os excedentes. Nos demais cômodos ou dependências, no mínimo 100 VA por ponto de tomada. 2.1.3 TOMADAS DE USO ESPECÍFICO Já as TUE’s são normatizadas pelo item 4.2.1.2.3 alíneas ‘c’ e ‘d’ que indicam que as tomadas de uso específico devem ser instaladas no máximo a 1,5 m do local previsto para o equipamento a ser alimentado e ter uma potência igual à potência nominal do equipamento a ser alimentado, ou quando não for conhecida a potência do equipamento a ser alimentado, deve-se atribuir à tomada uma potência igual à potência nominal do equipamento mais potente com possibilidade de ser ligado, ou potência determinada a partir da corrente nominal da tomada e da tensão do respectivo circuito. 2.2 DIVISÃO DA INSTALAÇÃO A instalação elétrica de uma residência deve ser dividida em circuitos terminais, isso facilita a manutenção e diminui a interferência. Chama-se de circuito o conjunto de pontos de consumo, alimentados pelos mesmos condutores e ligados ao mesmo dispositivo de proteção (chave ou disjuntor). Os critérios estabelecidos pela NBR 5410 no item 9.5.3 indicam que deve-se prever preferencialmente circuitos separados para iluminação e tomadas. Porém, exceto em cozinhas e áreas de serviço, pontos de tomada e iluminação podem fazer parte do mesmo circuito desde que não sejam alimentados em sua totalidade por ele e a soma das correntes não deve ser maior que 16A. Além disso, todo ponto de utilização previsto para alimentar um equipamento com corrente maior que 10A deve constituir um circuito independente. 2.3 DIMENSIONAMENTO DOS CONDUTORES A seção dos condutores de fase, em circuitos de corrente alternada, e dos condutores vivos, em circuitos de corrente contínua, não deve ser inferior aos valores dados na tabela 47 da NBR 5410 no item 6.2.1.1 que leva em consideração tipo de instalação, o material utilizado e a utilização do circuito. Além de atender o critério da Seção mínima deve também atender outros critérios como: a Capacidade de Condução de Corrente, a Queda de Tensão, a Sobrecarga, o Curto-Circuito, e a Proteção Contra Choques Elétricos. 2.3.1 CAPACIDADE DE CONDUÇÃO DE CORRENTE No dimensionamento dos condutores pela capacidade de condução elétrica o fator preponderante é a temperatura, uma vez que a ultrapassagem das temperaturas indicadas pelo fabricante diminui a vida útil da isolação do condutor. Para a análise da capacidade de condução de corrente levamos em consideração o método de instalação, o tipo de isolação, a temperatura a que o condutor pode ser submetido e a corrente do circuito estudado. Essas grandezas se relacionam e resultam em tabelas com valores de referência para tais instalações. 2.3.2 QUEDA DE TENSÃO A operação adequada dos equipamentos elétricos é determinada pela tensão aplicada nos seus terminais. A NBR 5410 estabelece os limites máximos de queda de tensão permitidos nas instalações elétricas. Para instalações alimentadas por um ramal de Baixa Tensão a partir da rede de distribuição pública de baixa tensão a Queda de Tensão não pode ser superior a 4%, sendo que para os circuitos terminais para a iluminação a queda de tensão deve ser igual ou inferior a 2%. Para a obtenção do percentual da Queda de tensão trabalhamos com 2 métodos:o Volt/Ampere.Km e o Watt.Metros 2.3.2.1 MÉTODO VOLT/AMPERE.KM Esse processo é indicado em casos de circuitos que atendem uma única carga. Nele levamos em consideração o material do eletroduto, o tipo de circuito, corrente de projeto, o fator de potência médio, o comprimento do circuito, o tipo de isolação do condutor, a tensão do circuito, a queda de tensão admissível e a maneira como o circuito foi instalado. 2.3.2.2 MÉTODO WATT.METRO Este é um método simplificado para calcular a queda de tensão em circuito com pequenas cargas e distâncias. Este método utiliza-se somente das cargas ativas, sendo indicada para instalações residenciais. 2.4 DIMENSIONAMENTO DOS ELETRODUTOS Pela Norma, só são admitidos eletrodutos não-propagantes de chamas, além disso, eles devem suportar solicitações mecânicas, químicas, elétricas e térmicas a que forem submetidos nas condições de sua instalação. As dimensões internas dos eletrodutos e de suas conexões devem permitir que os condutores possam ser instalados e retirados com facilidade. Desta forma, estipula-se que a taxa máxima de ocupação em relação à área da seção transversal dos eletrodutos não seja superior a 53% no caso de um condutor ou cabo, 31% no caso de dois condutores ou cabos e 40% no caso de três ou mais condutores ou cabos. Além disso, não devem haver trechos contínuos retilíneos de tubulação maiores que 15m, sendo que, nos trechos com curvas essa distância deve ser reduzida em 3m para cada curva de 90°. 2.5 DIMENSIONAMENTO DA PROTEÇÃO Os Condutores de Proteção, também chamados de Fio Terra, têm a função de "desviar" os elétrons que querem fugir do interior dos condutores, a fim de evitar choques elétricos. Se o condutor de proteção for constituído do mesmo metal que os condutores de fase a seção mínima dele será igual a da fase para seção menor ou igual a 16, será 16 para seções entre 16 e 25, e será a metade para seções maiores do que 35. Pode-se utilizar um único fio terra por eletroduto, interligando vários aparelhos e tomadas, por norma, a cor do fio é obrigatoriamente verde/amarela ou somente verde. 2.6 QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO O quadro de distribuição é o centro de distribuição de toda instalação elétrica de uma residência, é ele que recebe os fios que vêm do medidor e é dele que partem os circuitos terminais que vão alimentar diretamente as lâmpadas, tomadas e aparelhos elétricos. Ele deve estar localizado em lugar de fácil acesso. 2.7 PADRÃO DE ENTRADA O padrão de entrada é o conjunto de condutores, equipamentos de medição e acessórios compreendidos entre a conexão com a rede da distribuidora e o circuito de distribuição após o dispositivo de proteção da unidade consumidora, eles devem estar instalados, atendendo às especificações da norma técnica da concessionária. O consumidor é responsável pela instalação e manutenção do padrão de entrada. 3 MEMORIAL DE CÁLCULO Para a elaboração de nosso projeto estipulamos uma área de 63,4186m² para um apartamento com Área de serviço, Cozinha, dois halls de circulação, sala, banheiro, dormitório e sacada. Além disso, estipulamos a utilização de alguns aparelhos de uso específico como: Máquina de lavar roupas, Geladeira, Micro-ondas, Chuveiro Elétrico e Ar-condicionado. 3.1 PREVISÃO DE CARGAS Para a previsão de cargas de iluminação e tomadas de uso geral e uso específico nos baseamos nas normas já apresentadas no memorial descritivo. PREVISÃO DE CARGAS DE ILUMINAÇÃO DEPENDÊNCIA ÁREA (m²) POTÊNCIA DE ILUMINAÇÃO (VA) ÁREA DE SERVIÇO 2,4 100 COZINHA 5,4 100 CIRCULAÇÃO 1 3,5475 100 CIRCULAÇÃO 2 3,15 100 SALA 21,3 (6+4+4+4+3,3) 280 BANHEIRO 2,94 100 DORMITÓRIO 14,2187 (6+4+4+0,2187) 220 SACADA 10,4624 (6+4+0,4624) 160 No momento de estabelecer o número de tomadas ao adotarmos perímetro dividido por distância estipulada pela norma fizemos as aproximações sempre para mais, garantindo que houvesse uma distribuição balanceada das tomadas. ESTABELECENDO QUANTIDADE DE TOMADAS DEPENDÊNCIA DIMENSÕES QUANTIDADES EQUIPAMENTOS DE USO ESPECÍFICO ÁREA (m²) PERÍMETRO (m) TUG'S TUE'S ÁREA DE SERVIÇO 2,4 6,4 2 1 MÁQUINA DE LAVAR ROUPA COZINHA 5,4 9,4 3 2 GELADEIRA E MICROONDAS CIRCULAÇÃO 1 3,5475 7,6 1 CIRCULAÇÃO 2 3,15 7,2 1 SALA 21,3 19,1 4 BANHEIRO 2,94 7 1 1 CHUVEIRO ELÉTRICO DORMITÓRIO 14,2187 16,9549 4 1 AR-CONDICIONADO SACADA 10,4624 18,1999 2 Para prever as cargas das tomadas de uso específico foi utilizada uma tabela de potências média dos aparelhos eletrônicos presente na Norma Fornecimento de Energia Elétrica em Tensão Secundária de Distribuição a Edificações Individuais da COELBA. PREVISÃO DE CARGAS DAS TOMADAS DEPENDÊNCIA DIMENSÕES QUANTIDADES PREVISÃO DE CARGAS ÁREA (m²) PERÍMETRO (m) TUG'S TUE'S TUG'S TUE'S ÁREA DE SERVIÇO 2,4 6,4 2 1 2X600VA 1X1500W (maq. de lavar) COZINHA 5,4 9,4 3 2 3X600VA 1X500W (geladeira) 1X1200W (microondas) CIRCULAÇÃO 1 3,5475 7,6 1 - 1X100VA - CIRCULAÇÃO 2 3,15 7,2 1 - 1X100VA - SALA 21,3 19,1 4 - 4X100VA - BANHEIRO 2,94 7 1 1 1X600VA 1X6000W (chuveiro elétrico) DORMITÓRIO 14,2187 16,9549 4 1 4X100VA 1X2000W (ar-condicionado) SACADA 10,4624 18,1999 2 - 2X100VA - Unindo os valores de Potência Instalada, temos: CARGAS DE POTÊNCIA INSTALADA DEPENDÊNCIA DIMENSÕES POTÊNCIA DE ILUMINAÇÃO (VA) TUG'S TUE'S ÁREA (m²) PERÍMETRO (m) QUANTIDADE POTÊNCIA (VA) DISCRIMINAÇÃO POTÊNCIA (W) ÁREA DE SERVIÇO 2,4 6,4 100 2 1200 máquina de lavar 1500 COZINHA 5,4 9,4 100 3 1800 geladeira microondas 500 1200 CIRCULAÇÃO 1 3,5475 7,6 100 1 100 - - CIRCULAÇÃO 2 3,15 7,2 100 1 100 - - SALA 21,3 19,1 280 4 400 - - BANHEIRO 2,94 7 100 1 600 chuveiro elétrico 6000 DORMITÓRIO 14,2187 16,9549 220 4 400 ar-condicionado 2000 SACADA 10,4624 18,1999 160 2 200 - - Somando as potências de iluminação, tomadas de uso geral e tomadas de uso específico chegamos à: Potência aparente = 1.160 (iluminação) + 4.800 (TUG’s) + 11.200 (TUE’s) = 17.160W Para o fator de potência de iluminação de 1 e de TUG’s de 0,8 temos: Potência Ativa = 1.160*1 + 4.800*0,8 + 11.200 = 16.200W Como a Potência Total Ativa é de 16.200W a Norma da Coelba para ligações de Baixa Tensão estipula que o sistema deve ser Bifásico (220/127V). 3.2 DIVISÃO DA INSTALAÇÃO Foram estabelecidos Circuitos de Iluminação e Tomadas independentes. Circuito 1 O circuito 1 é um circuito de iluminação que abastece as seguintes dependências: DORMITÓRIO: 220 VA BANHEIRO: 100 VA ÁREA DE SERVIÇO: 100 VA CIRCULAÇÃO 2: 100 VA TOTAL (POTÊNCIA APARENTE): 640 VA POTÊNCIA ATIVA: 640*1 = 640W Circuito 2 O circuito 2 é um circuito de iluminação que abastece as seguintes dependências: SALA: 280 VA COZINHA: 100 VA SACADA: 160 VA CIRCULAÇÃO 1: 100 VA TOTAL (POTÊNCIA APARENTE): 520 VA POTÊNCIA ATIVA: 520*1 = 520W Circuito 3 O circuito 3 é um circuito de força que abastece as tomadas de uso geral da Cozinha: 3 TOMADAS DE 600 VA TOTAL (POTÊNCIA APARENTE): 1800 VA POTÊNCIA ATIVA: 1800*0,8 = 1440W Circuito 4 O circuito 4 é um circuito de força que abastece as tomadas de uso geral da Área de Serviço: 2 TOMADAS DE 600 VA TOTAL (POTÊNCIA APARENTE): 1200 VA POTÊNCIA ATIVA: 1200*0,8 = 960W Circuito 5 O circuito 5 é um circuito de força que abastece as tomadas de uso geral das seguinte dependências: SALA: 4 TOMADAS DE 100 VA CIRCULAÇÃO 1: 1 TOMADA DE 100 VA SACADA: 2 TOMADAS DE 100 VA TOTAL (POTÊNCIA APARENTE): 700 VA POTÊNCIA ATIVA: 700*0,8 = 560W Circuito 6 O circuito 6 é um circuito de força queabastece as tomadas de uso geral das seguinte dependências: BANHEIRO: 1 TOMADA DE 600 VA CIRCULAÇÃO 2: 1 TOMADA DE 100 VA DORMITÓRIO: 4 TOMADAS DE 100 VA TOTAL (POTÊNCIA APARENTE): 1100 VA POTÊNCIA ATIVA: 1100*0,8 = 880W Circuito 7 O circuito 7 é um circuito de força que abastece uma tomada de uso específico no Banheiro: 1 TOMADA PARA O CHUVEIRO DE 6000 W TOTAL (POTÊNCIA APARENTE): 6000 W POTÊNCIA ATIVA: 6000*1,0 = 6000W Circuito 8 O circuito 8 é um circuito de força que abastece uma tomada de uso específico na Área de Serviço: 1 TOMADA PARA A MÁQUINA DE LAVAR DE 1500 W TOTAL (POTÊNCIA APARENTE): 1500 W POTÊNCIA ATIVA: 1500*1,0 = 1500W Circuito 9 O circuito 9 é um circuito de força que abastece uma tomada de uso específico na Cozinha: 1 TOMADA PARA O MICROONDAS DE 1200 W TOTAL (POTÊNCIA APARENTE): 1200 W POTÊNCIA ATIVA: 1500*1,0 = 1200W Circuito 10 O circuito 10 é um circuito de força que abastece uma tomada de uso específico no Quarto: 1 TOMADA PARA O AR-CONDICIONADO DE 2000 W TOTAL (POTÊNCIA APARENTE): 2000 W POTÊNCIA ATIVA: 1500*1,0 = 2000W Circuito 11 O circuito 11 é um circuito de força que abastece uma tomada de uso específico na Cozinha: 1 TOMADA PARA A GELADEIRA DE 500 W TOTAL (POTÊNCIA APARENTE): 500 W POTÊNCIA ATIVA: 1500*1,0 = 500W 3.3 DIMENSIONAMENTO DOS CONDUTORES O condutor a ser utilizado é o de cobre com isolamento em PVC instalados em eletrodutos embutidos em alvenaria. 3.3.1 SEÇÃO MÍNIMA O cabos são de cobre, isolados e instalados de forma fixa. Olhando na tabela fornecida pela NBR 5410 apresentada no Memorial Descritivo podemos obter as seções mínimas para cada circuito. TIPO DE CIRCUITO SEÇÃO MÍNIMA (mm²) ILUMINAÇÃO FORÇA CIRCUITO 1 1,5 CIRCUITO 2 1,5 CIRCUITO 3 2,5 CIRCUITO 4 2,5 CIRCUITO 5 2,5 CIRCUITO 6 2,5 CIRCUITO 7 2,5 CIRCUITO 8 2,5 CIRCUITO 9 2,5 CIRCUITO 10 2,5 CIRCUITO 11 2,5 3.3.2 CAPACIDADE DE CONDUÇÃO DE CORRENTE Para a maneira de instalação estipulada o método de referência é o B2, em posse dessa informação calculamos a corrente para o número de condutores carregados de cada circuito. CIRCUITO TIPO DE ALIMENTAÇÃO TENSÃO POTÊNCIA (W) FATOR DE POTÊNCIA Nº DE CONDUTORES CARREGADOS CORRENTE SEÇÃO NOMINAL (mm²) 1 MONOFÁSICO 127 640 1 2 5,04 0,5 2 MONOFÁSICO 127 520 1 2 4,09 0,5 3 MONOFÁSICO 127 1800 0,8 2 17,72 1,5 4 MONOFÁSICO 127 1200 0,8 2 11,81 0,5 5 MONOFÁSICO 127 700 0,8 2 6,89 0,5 6 MONOFÁSICO 127 1100 0,8 2 10,83 0,5 7 BIFÁSICO 220 6000 1 2 27,27 2,5 8 MONOFÁSICO 127 1500 1 2 11,81 0,5 9 MONOFÁSICO 127 1200 1 2 9,45 0,5 10 BIFÁSICO 220 2000 1 2 9,09 0,5 11 MONOFÁSICO 127 500 1 2 3,94 0,5 3.3.2.1 FATOR DE CORREÇÃO DEVIDO A TEMPERATURA AMBIENTE Foi considerada uma temperatura ambiente de 35°, isolação de PVC, o que nos dá um Fator de Correção de 0,94. 3.3.2.2 FATOR DE CORREÇÃO DEVIDO AO AGRUPAMENTO DE CIRCUITOS Com a disposição dos cabos já estabelecida e limitando o número de 3 circuitos passando no mesmo eletroduto obtemos um Fator de Correção de 0,70. Desta forma, obtemos o Fator de Correção visando aumentar a Corrente anteriormente obtida no valor de 1,52. CIRCUITO CORRENTE CALCULADA FATOR DE CORREÇÃO CORRENTE CORRIGIDA SEÇÃO NOMINAL CORRIGIDA (mm²) 1 5,04 1,52 7,66 0,5 2 4,09 1,52 6,22 0,5 3 17,72 1,52 26,93 2,5 4 11,81 1,52 17,95 1,5 5 6,89 1,52 10,47 0,5 6 10,83 1,52 16,46 1 7 27,27 1,52 41,45 6 8 11,81 1,52 17,95 1,5 9 9,45 1,52 14,36 0,75 10 9,09 1,52 13,82 0,75 11 3,94 1,52 5,99 0,5 Unindo as seções encontradas com as seções mínimas estabelecida pela NBR, temos: CIRCUITO SEÇÃO DO CONDUTOR (mm²) 1 1,5 2 1,5 3 2,5 4 2,5 5 2,5 6 2,5 7 6 8 2,5 9 2,5 10 2,5 11 2,5 3.4 DIMENSIONAMENTO DOS ELETRODUTOS Estipulamos que em cada eletroduto seriam passados no máximo 3 circuitos, sendo os eletrodutos feitos de PVC com proteção contra propagação de chamas. Numeramos os eletrodutos e para fins de dimensionamento, consideramos a maior seção dentre os condutores dos circuitos que passaram por eles. TRECHO QUANTIDADE DE CONDUTORES MAIOR SEÇÃO SEÇÃO DO ELETRODUTO 1 5 2,5 20 2 2 1,5 16 3 3 2,5 16 4 3 2,5 16 5 3 2,5 16 6 8 2,5 20 7 3 2,5 16 8 2 1,5 16 9 3 2,5 16 10 3 2,5 16 11 3 2,5 16 12 3 2,5 16 13 5 2,5 20 14 2 1,5 16 15 5 2,5 20 16 3 2,5 16 17 2 1,5 16 18 3 2,5 16 19 5 2,5 20 20 3 2,5 16 21 3 2,5 16 22 2 1,5 16 23 3 2,5 16 24 7 2,5 20 25 5 2,5 20 26 3 2,5 16 27 7 2,5 20 28 3 2,5 16 29 3 2,5 16 30 2 1,5 16 31 3 2,5 16 32 3 2,5 16 33 5 2,5 20 34 2 1,5 16 35 2 1,5 16 36 3 2,5 16 37 5 2,5 20 38 3 6 20 39 3 2,5 16 40 5 2,5 20 41 7 2,5 20 3.5 DIMENSIONAMENTO DE PROTEÇÃO Como as seções dos nossos condutores foram todos menores que 16 mm² os fios terra e os neutros terão as mesmas seções das fases. 4. LISTA DE MATERIAL ITENS QUANTIDADE UNIDADE TOMADAS DE USO GERAL 21 unidades TOMADAS DE USO ESPECÍFICO 5 unidades LÂMPADAS 11 unidades INTERRUPTOR SIMPLES 8 unidades QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO 1 unidades PADRÃO DE ENTRADA 1 unidades CONDUTORES DE FASE DE 1,5mm² 35,02 metros CONDUTORES DE FASE DE 2,5mm² 64,41 metros CONDUTORES DE FASE DE 6mm² 2,2 metros CONDUTORES NEUTRO DE 1,5mm² 25,42 metros CONDUTORES NEUTRO DE 2,5mm² 52,01 metros CONDUTORES PROTEÇÃO DE 2,5mm² 58,21 metros CONDUTORES DE PROTEÇÃO DE 6mm² 1,1 metros CONDUTORES DE RETORNO 1,5mm² 9,6 metros ELETRODUTO DE 16mm² 40 metros ELETRODUTO DE 20mm² 30 metros REFERÊNCIAS ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, NBR 5410 – Instalações elétricas de baixa tensão, Rio de Janeiro: 2004 Norma Fornecimento de Energia Elétrica em Tensão Secundária de Distribuição a Edificações Individuais COELBA