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UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA 
ESCOLA POLITÉCNICA 
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA 
 
 
 
ENG003 – ELETRICIDADE 
SEMESTRE 2016.1 
Prof. André Valente 
 
 
 
 
PROJETO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE BAIXA TENSÃO 
 
 
 
 
 
 
ALUNOS: MARTH ERICK DE FREITAS CARVALHO 
SALYTA LIMA DE ARAÚJO 
 
 
 
SALVADOR – BAHIA 
OUTUBRO 2016 
SUMÁRIO 
1. INTRODUÇÃO 
2. MEMORIAL DESCRITIVO 
2.1 PREVISÃO DE CARGAS 
2.1.1 ILUMINAÇÃO 
2.1.2 TOMADAS DE USO GERAL 
2.1.3 TOMADAS DE USO ESPECÍFICO 
2.2 DIVISÃO DA INSTALAÇÃO 
2.3 DIMENSIONAMENTO DOS CONDUTORES 
2.3.1 CAPACIDADE DE CONDUÇÃO DE CORRENTE 
2.3.2 QUEDA DE TENSÃO 
2.3.2.1 MÉTODO VOLT/AMPERE.KM 
2.3.2.2 MÉTODO WATT.METRO 
2.4 DIMENSIONAMENTO DOS ELETRODUTOS 
2.5 DIMENSIONAMENTO DA PROTEÇÃO 
2.6 QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO 
2.7 PADRÃO DE ENTRADA 
3. MEMORIAL DE CÁLCULO 
3.1 PREVISÃO DE CARGAS 
3.2 DIVISÃO DA INSTALAÇÃO 
3.3 DIMENSIONAMENTO DOS CONDUTORES 
 3.3.1 SEÇÃO MÍNIMA 
 3.3.2 CAPACIDADE DE CONDUÇÃO DE CORRENTE 
 3.3.2.1 FATOR DE CORREÇÃO DEVIDO A TEMPERATURA AMBIENTE 
 3.3.2.2 FATOR DE CORREÇÃO DEVIDO AO AGRUPAMENTO DE CIRCUITOS 
3.4 DIMENSIONAMENTO DOS ELETRODUTOS 
3.5 DIMENSIONAMENTO DA PROTEÇÃO 
4. LISTA DE MATERIAL 
5. REFERÊNCIAS 
6. ANEXO I: PLANTA ORIGINAL 
7. ANEXO II: PLANTA COM DISTRIBUIÇÃO DE PONTOS DE ILUMINAÇÃO 
8. ANEXO III: PLANTA COM O TRAÇADO DOS ELETRODUTOS 
9. ANEXO IV: PLANTA DO PROJETO FINAL 
INTRODUÇÃO 
O objetivo deste projeto é permitir que uma instalação elétrica seja executada com economia 
e segurança, oferecendo conforto ao usuário utilizando o conhecimento adquirido em sala de 
aula utilizando as Normas da NBR5410: 2004 e as Normas da COELBA. 
Foram feitos os dimensionamentos do Condutores, dos Eletrodutos e dos Condutores de 
Proteção, desta forma, podemos ver na prática a aplicação da Norma e a utilização em Projeto 
de Instalações Elétricas. 
 
 
 
2. MEMORIAL DESCRITIVO 
O projeto de instalação elétrica foi elaborado dentro das normas técnicas determinadas pela 
NBR 5410/2004 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão; 
2.1 PREVISÃO DE CARGAS: ILUMINAÇÃO E TOMADAS (TUG E TUE) 
O objetivo da previsão de cargas é a definição da potência, quantidade e a localização de todos 
os pontos de consumo de energia elétrica da instalação. 
 
2.1.1 ILUMINAÇÃO 
 
O item 9.5.2.1 da NBR 5410:2004 nos permite apurar os valores de potência que devem ser 
destinados à iluminação para efeito de dimensionamento dos circuitos. Para tanto, ela 
determina que em cada cômodo ou dependência de unidades residenciais deve ser previsto 
um ponto de luz no teto, com potência mínima de 100 VA, comandado por um interruptor na 
parede. 
Além disso, em cômodos ou dependências com área igual ou inferior a 6 m² deve ser prevista 
pelo menos uma carga de 100 VA, já cômodos com área superior a 6 m² deve ser prevista uma 
carga mínima de 100 VA para os primeiros 6 m², acrescida de 60 VA para cada 4 m² inteiros. 
 
2.1.2 TOMADAS DE USO GERAL 
 
O item 9.5.2.2 dispõe sobre os critérios para a instalação de tomadas determinando a 
quantidade e a potência necessária para cada cômodo de acordo com sua dimensão e 
funcionalidade. 
Para banheiros, deve ser previsto pelo menos uma tomada próxima ao lavatório com uma 
distancia mínima de 60 cm do limite do Box. 
Nas cozinhas, copas, lavanderias, áreas de serviço e locais análogos, deve ser previsto no 
mínimo uma tomada para cada 3,5 m, ou fração de perímetro, sendo que, acima da bancada 
da pia devem ser previstas no mínimo duas tomadas de corrente, no mesmo ponto ou em 
pontos distintos. 
Nas varandas, pelo menos uma tomada. Já nas salas e dormitórios devem ser previstos pelo 
menos um ponto de tomada para cada 5 m, ou fração, de perímetro, devendo esses pontos ser 
espaçados tão uniformemente quanto possível. 
No que se refere às potências atribuíveis aos pontos de tomada, elas são determinadas em 
função dos equipamentos que ele poderá vir a alimentar e não deve ser inferior aos valores 
mínimos estabelecidos. 
Em banheiros, cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, lavanderias e locais análogos, 
no mínimo 600 VA por ponto de tomada, até três pontos, e 100 VA por ponto para os 
excedentes. 
Quando o total de tomadas no conjunto desses ambientes for superior a seis pontos, admite-
se que o critério de atribuição de potências seja de no mínimo 600 VA por ponto de tomada, 
até dois pontos, e 100 VA por ponto para os excedentes. 
Nos demais cômodos ou dependências, no mínimo 100 VA por ponto de tomada. 
 
 
2.1.3 TOMADAS DE USO ESPECÍFICO 
 
Já as TUE’s são normatizadas pelo item 4.2.1.2.3 alíneas ‘c’ e ‘d’ que indicam que as tomadas 
de uso específico devem ser instaladas no máximo a 1,5 m do local previsto para o 
equipamento a ser alimentado e ter uma potência igual à potência nominal do equipamento a 
ser alimentado, ou quando não for conhecida a potência do equipamento a ser alimentado, 
deve-se atribuir à tomada uma potência igual à potência nominal do equipamento mais 
potente com possibilidade de ser ligado, ou potência determinada a partir da corrente nominal 
da tomada e da tensão do respectivo circuito. 
2.2 DIVISÃO DA INSTALAÇÃO 
A instalação elétrica de uma residência deve ser dividida em circuitos terminais, isso facilita a 
manutenção e diminui a interferência. Chama-se de circuito o conjunto de pontos de 
consumo, alimentados pelos mesmos condutores e ligados ao mesmo dispositivo de proteção 
(chave ou disjuntor). 
Os critérios estabelecidos pela NBR 5410 no item 9.5.3 indicam que deve-se prever 
preferencialmente circuitos separados para iluminação e tomadas. Porém, exceto em cozinhas 
e áreas de serviço, pontos de tomada e iluminação podem fazer parte do mesmo circuito 
desde que não sejam alimentados em sua totalidade por ele e a soma das correntes não deve 
ser maior que 16A. Além disso, todo ponto de utilização previsto para alimentar um 
equipamento com corrente maior que 10A deve constituir um circuito independente. 
 
2.3 DIMENSIONAMENTO DOS CONDUTORES 
A seção dos condutores de fase, em circuitos de corrente alternada, e dos condutores vivos, 
em circuitos de corrente contínua, não deve ser inferior aos valores dados na tabela 47 da NBR 
5410 no item 6.2.1.1 que leva em consideração tipo de instalação, o material utilizado e a 
utilização do circuito. 
 
 
Além de atender o critério da Seção mínima deve também atender outros critérios como: a 
Capacidade de Condução de Corrente, a Queda de Tensão, a Sobrecarga, o Curto-Circuito, e a 
Proteção Contra Choques Elétricos. 
2.3.1 CAPACIDADE DE CONDUÇÃO DE CORRENTE 
No dimensionamento dos condutores pela capacidade de condução elétrica o fator 
preponderante é a temperatura, uma vez que a ultrapassagem das temperaturas indicadas 
pelo fabricante diminui a vida útil da isolação do condutor. 
Para a análise da capacidade de condução de corrente levamos em consideração o método de 
instalação, o tipo de isolação, a temperatura a que o condutor pode ser submetido e a 
corrente do circuito estudado. Essas grandezas se relacionam e resultam em tabelas com 
valores de referência para tais instalações. 
 
2.3.2 QUEDA DE TENSÃO 
A operação adequada dos equipamentos elétricos é determinada pela tensão aplicada nos 
seus terminais. A NBR 5410 estabelece os limites máximos de queda de tensão permitidos nas 
instalações elétricas. 
Para instalações alimentadas por um ramal de Baixa Tensão a partir da rede de distribuição 
pública de baixa tensão a Queda de Tensão não pode ser superior a 4%, sendo que para os 
circuitos terminais para a iluminação a queda de tensão deve ser igual ou inferior a 2%. 
Para a obtenção do percentual da Queda de tensão trabalhamos com 2 métodos:o 
Volt/Ampere.Km e o Watt.Metros 
 
2.3.2.1 MÉTODO VOLT/AMPERE.KM 
Esse processo é indicado em casos de circuitos que atendem uma única carga. Nele levamos 
em consideração o material do eletroduto, o tipo de circuito, corrente de projeto, o fator de 
potência médio, o comprimento do circuito, o tipo de isolação do condutor, a tensão do 
circuito, a queda de tensão admissível e a maneira como o circuito foi instalado. 
2.3.2.2 MÉTODO WATT.METRO 
Este é um método simplificado para calcular a queda de tensão em circuito com pequenas 
cargas e distâncias. Este método utiliza-se somente das cargas ativas, sendo indicada para 
instalações residenciais. 
2.4 DIMENSIONAMENTO DOS ELETRODUTOS 
Pela Norma, só são admitidos eletrodutos não-propagantes de chamas, além disso, eles devem 
suportar solicitações mecânicas, químicas, elétricas e térmicas a que forem submetidos nas 
condições de sua instalação. As dimensões internas dos eletrodutos e de suas conexões devem 
permitir que os condutores possam ser instalados e retirados com facilidade. Desta forma, 
estipula-se que a taxa máxima de ocupação em relação à área da seção transversal dos 
eletrodutos não seja superior a 53% no caso de um condutor ou cabo, 31% no caso de dois 
condutores ou cabos e 40% no caso de três ou mais condutores ou cabos. 
Além disso, não devem haver trechos contínuos retilíneos de tubulação maiores que 15m, 
sendo que, nos trechos com curvas essa distância deve ser reduzida em 3m para cada curva de 
90°. 
2.5 DIMENSIONAMENTO DA PROTEÇÃO 
Os Condutores de Proteção, também chamados de Fio Terra, têm a função de "desviar" os 
elétrons que querem fugir do interior dos condutores, a fim de evitar choques elétricos. 
Se o condutor de proteção for constituído do mesmo metal que os condutores de fase a seção 
mínima dele será igual a da fase para seção menor ou igual a 16, será 16 para seções entre 16 
e 25, e será a metade para seções maiores do que 35. 
Pode-se utilizar um único fio terra por eletroduto, interligando vários aparelhos e tomadas, por 
norma, a cor do fio é obrigatoriamente verde/amarela ou somente verde. 
2.6 QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO 
O quadro de distribuição é o centro de distribuição de toda instalação elétrica de uma 
residência, é ele que recebe os fios que vêm do medidor e é dele que partem os circuitos 
terminais que vão alimentar diretamente as lâmpadas, tomadas e aparelhos elétricos. Ele deve 
estar localizado em lugar de fácil acesso. 
2.7 PADRÃO DE ENTRADA 
O padrão de entrada é o conjunto de condutores, equipamentos de medição e acessórios 
compreendidos entre a conexão com a rede da distribuidora e o circuito de distribuição após 
o dispositivo de proteção da unidade consumidora, eles devem estar instalados, atendendo às 
especificações da norma técnica da concessionária. O consumidor é responsável pela 
instalação e manutenção do padrão de entrada. 
3 MEMORIAL DE CÁLCULO 
Para a elaboração de nosso projeto estipulamos uma área de 63,4186m² para um apartamento 
com Área de serviço, Cozinha, dois halls de circulação, sala, banheiro, dormitório e sacada. 
Além disso, estipulamos a utilização de alguns aparelhos de uso específico como: Máquina de 
lavar roupas, Geladeira, Micro-ondas, Chuveiro Elétrico e Ar-condicionado. 
 
3.1 PREVISÃO DE CARGAS 
Para a previsão de cargas de iluminação e tomadas de uso geral e uso específico nos baseamos 
nas normas já apresentadas no memorial descritivo. 
PREVISÃO DE CARGAS DE ILUMINAÇÃO 
DEPENDÊNCIA ÁREA (m²) POTÊNCIA DE ILUMINAÇÃO (VA) 
ÁREA DE SERVIÇO 2,4 100 
COZINHA 5,4 100 
CIRCULAÇÃO 1 3,5475 100 
CIRCULAÇÃO 2 3,15 100 
SALA 21,3 (6+4+4+4+3,3) 280 
BANHEIRO 2,94 100 
DORMITÓRIO 14,2187 (6+4+4+0,2187) 220 
SACADA 10,4624 (6+4+0,4624) 160 
 
No momento de estabelecer o número de tomadas ao adotarmos perímetro dividido por 
distância estipulada pela norma fizemos as aproximações sempre para mais, garantindo que 
houvesse uma distribuição balanceada das tomadas. 
ESTABELECENDO QUANTIDADE DE TOMADAS 
DEPENDÊNCIA 
DIMENSÕES QUANTIDADES 
EQUIPAMENTOS DE USO ESPECÍFICO ÁREA (m²) PERÍMETRO (m) TUG'S TUE'S 
ÁREA DE SERVIÇO 2,4 6,4 2 1 MÁQUINA DE LAVAR ROUPA 
COZINHA 5,4 9,4 3 2 GELADEIRA E MICROONDAS 
CIRCULAÇÃO 1 3,5475 7,6 1 
CIRCULAÇÃO 2 3,15 7,2 1 
SALA 21,3 19,1 4 
BANHEIRO 2,94 7 1 1 CHUVEIRO ELÉTRICO 
DORMITÓRIO 14,2187 16,9549 4 1 AR-CONDICIONADO 
SACADA 10,4624 18,1999 2 
 
 
Para prever as cargas das tomadas de uso específico foi utilizada uma tabela de potências 
média dos aparelhos eletrônicos presente na Norma Fornecimento de Energia Elétrica em 
Tensão Secundária de Distribuição a Edificações Individuais da COELBA. 
PREVISÃO DE CARGAS DAS TOMADAS 
DEPENDÊNCIA 
DIMENSÕES QUANTIDADES PREVISÃO DE CARGAS 
ÁREA (m²) PERÍMETRO (m) TUG'S TUE'S TUG'S TUE'S 
ÁREA DE SERVIÇO 2,4 6,4 2 1 2X600VA 1X1500W (maq. de lavar) 
COZINHA 5,4 9,4 3 2 3X600VA 
1X500W (geladeira) 
 1X1200W (microondas) 
CIRCULAÇÃO 1 3,5475 7,6 1 - 1X100VA - 
CIRCULAÇÃO 2 3,15 7,2 1 - 1X100VA - 
SALA 21,3 19,1 4 - 4X100VA - 
BANHEIRO 2,94 7 1 1 1X600VA 1X6000W (chuveiro elétrico) 
DORMITÓRIO 14,2187 16,9549 4 1 4X100VA 1X2000W (ar-condicionado) 
SACADA 10,4624 18,1999 2 - 2X100VA - 
 
Unindo os valores de Potência Instalada, temos: 
CARGAS DE POTÊNCIA INSTALADA 
DEPENDÊNCIA 
DIMENSÕES POTÊNCIA DE 
ILUMINAÇÃO 
(VA) 
TUG'S TUE'S 
ÁREA 
(m²) 
PERÍMETRO (m) QUANTIDADE POTÊNCIA (VA) 
DISCRIMINAÇÃO POTÊNCIA (W) 
ÁREA DE SERVIÇO 2,4 6,4 100 2 1200 máquina de lavar 1500 
COZINHA 5,4 9,4 100 3 1800 geladeira 
 microondas 
500 
1200 
CIRCULAÇÃO 1 3,5475 7,6 100 1 100 - - 
CIRCULAÇÃO 2 3,15 7,2 100 1 100 - - 
SALA 21,3 19,1 280 4 400 - - 
BANHEIRO 2,94 7 100 1 600 chuveiro elétrico 6000 
DORMITÓRIO 14,2187 16,9549 220 4 400 ar-condicionado 2000 
SACADA 10,4624 18,1999 160 2 200 - - 
 
Somando as potências de iluminação, tomadas de uso geral e tomadas de uso específico 
chegamos à: 
 Potência aparente = 1.160 (iluminação) + 4.800 (TUG’s) + 11.200 (TUE’s) = 17.160W 
Para o fator de potência de iluminação de 1 e de TUG’s de 0,8 temos: 
 Potência Ativa = 1.160*1 + 4.800*0,8 + 11.200 = 16.200W 
Como a Potência Total Ativa é de 16.200W a Norma da Coelba para ligações de Baixa Tensão 
estipula que o sistema deve ser Bifásico (220/127V). 
 
3.2 DIVISÃO DA INSTALAÇÃO 
Foram estabelecidos Circuitos de Iluminação e Tomadas independentes. 
 Circuito 1 
O circuito 1 é um circuito de iluminação que abastece as seguintes dependências: 
DORMITÓRIO: 220 VA 
BANHEIRO: 100 VA 
ÁREA DE SERVIÇO: 100 VA 
CIRCULAÇÃO 2: 100 VA 
TOTAL (POTÊNCIA APARENTE): 640 VA 
POTÊNCIA ATIVA: 640*1 = 640W 
 Circuito 2 
O circuito 2 é um circuito de iluminação que abastece as seguintes dependências: 
SALA: 280 VA 
COZINHA: 100 VA 
SACADA: 160 VA 
CIRCULAÇÃO 1: 100 VA 
TOTAL (POTÊNCIA APARENTE): 520 VA 
POTÊNCIA ATIVA: 520*1 = 520W 
 Circuito 3 
O circuito 3 é um circuito de força que abastece as tomadas de uso geral da Cozinha: 
3 TOMADAS DE 600 VA 
TOTAL (POTÊNCIA APARENTE): 1800 VA 
POTÊNCIA ATIVA: 1800*0,8 = 1440W 
 
 
 
 
 Circuito 4 
O circuito 4 é um circuito de força que abastece as tomadas de uso geral da Área de Serviço: 
2 TOMADAS DE 600 VA 
TOTAL (POTÊNCIA APARENTE): 1200 VA 
POTÊNCIA ATIVA: 1200*0,8 = 960W 
 Circuito 5 
O circuito 5 é um circuito de força que abastece as tomadas de uso geral das seguinte 
dependências: 
SALA: 4 TOMADAS DE 100 VA 
CIRCULAÇÃO 1: 1 TOMADA DE 100 VA 
SACADA: 2 TOMADAS DE 100 VA 
TOTAL (POTÊNCIA APARENTE): 700 VA 
POTÊNCIA ATIVA: 700*0,8 = 560W 
 Circuito 6 
O circuito 6 é um circuito de força queabastece as tomadas de uso geral das seguinte 
dependências: 
BANHEIRO: 1 TOMADA DE 600 VA 
CIRCULAÇÃO 2: 1 TOMADA DE 100 VA 
DORMITÓRIO: 4 TOMADAS DE 100 VA 
TOTAL (POTÊNCIA APARENTE): 1100 VA 
POTÊNCIA ATIVA: 1100*0,8 = 880W 
 Circuito 7 
O circuito 7 é um circuito de força que abastece uma tomada de uso específico no Banheiro: 
1 TOMADA PARA O CHUVEIRO DE 6000 W 
TOTAL (POTÊNCIA APARENTE): 6000 W 
POTÊNCIA ATIVA: 6000*1,0 = 6000W 
 
 
 Circuito 8 
O circuito 8 é um circuito de força que abastece uma tomada de uso específico na Área de 
Serviço: 
1 TOMADA PARA A MÁQUINA DE LAVAR DE 1500 W 
TOTAL (POTÊNCIA APARENTE): 1500 W 
POTÊNCIA ATIVA: 1500*1,0 = 1500W 
 Circuito 9 
O circuito 9 é um circuito de força que abastece uma tomada de uso específico na Cozinha: 
1 TOMADA PARA O MICROONDAS DE 1200 W 
TOTAL (POTÊNCIA APARENTE): 1200 W 
POTÊNCIA ATIVA: 1500*1,0 = 1200W 
 Circuito 10 
O circuito 10 é um circuito de força que abastece uma tomada de uso específico no Quarto: 
1 TOMADA PARA O AR-CONDICIONADO DE 2000 W 
TOTAL (POTÊNCIA APARENTE): 2000 W 
POTÊNCIA ATIVA: 1500*1,0 = 2000W 
 Circuito 11 
O circuito 11 é um circuito de força que abastece uma tomada de uso específico na Cozinha: 
1 TOMADA PARA A GELADEIRA DE 500 W 
TOTAL (POTÊNCIA APARENTE): 500 W 
POTÊNCIA ATIVA: 1500*1,0 = 500W 
3.3 DIMENSIONAMENTO DOS CONDUTORES 
O condutor a ser utilizado é o de cobre com isolamento em PVC instalados em eletrodutos 
embutidos em alvenaria. 
 
3.3.1 SEÇÃO MÍNIMA 
O cabos são de cobre, isolados e instalados de forma fixa. Olhando na tabela fornecida pela 
NBR 5410 apresentada no Memorial Descritivo podemos obter as seções mínimas para cada 
circuito. 
TIPO DE CIRCUITO 
SEÇÃO MÍNIMA (mm²) 
ILUMINAÇÃO FORÇA 
CIRCUITO 1 1,5 
CIRCUITO 2 1,5 
 CIRCUITO 3 2,5 
 CIRCUITO 4 2,5 
 CIRCUITO 5 2,5 
 CIRCUITO 6 2,5 
 CIRCUITO 7 2,5 
 CIRCUITO 8 2,5 
 CIRCUITO 9 2,5 
 CIRCUITO 10 2,5 
 CIRCUITO 11 2,5 
 
3.3.2 CAPACIDADE DE CONDUÇÃO DE CORRENTE 
Para a maneira de instalação estipulada o método de referência é o B2, em posse dessa 
informação calculamos a corrente para o número de condutores carregados de cada circuito. 
 
 
CIRCUITO TIPO DE 
ALIMENTAÇÃO 
TENSÃO 
POTÊNCIA 
(W) 
FATOR DE 
POTÊNCIA 
Nº DE CONDUTORES 
CARREGADOS 
CORRENTE SEÇÃO NOMINAL 
(mm²) 
1 MONOFÁSICO 127 640 1 2 5,04 0,5 
2 MONOFÁSICO 127 520 1 2 4,09 0,5 
3 MONOFÁSICO 127 1800 0,8 2 17,72 1,5 
4 MONOFÁSICO 127 1200 0,8 2 11,81 0,5 
5 MONOFÁSICO 127 700 0,8 2 6,89 0,5 
6 MONOFÁSICO 127 1100 0,8 2 10,83 0,5 
7 BIFÁSICO 220 6000 1 2 27,27 2,5 
8 MONOFÁSICO 127 1500 1 2 11,81 0,5 
9 MONOFÁSICO 127 1200 1 2 9,45 0,5 
10 BIFÁSICO 220 2000 1 2 9,09 0,5 
11 MONOFÁSICO 127 500 1 2 3,94 0,5 
 
3.3.2.1 FATOR DE CORREÇÃO DEVIDO A TEMPERATURA AMBIENTE 
Foi considerada uma temperatura ambiente de 35°, isolação de PVC, o que nos dá um Fator de 
Correção de 0,94. 
3.3.2.2 FATOR DE CORREÇÃO DEVIDO AO AGRUPAMENTO DE CIRCUITOS 
Com a disposição dos cabos já estabelecida e limitando o número de 3 circuitos passando no 
mesmo eletroduto obtemos um Fator de Correção de 0,70. 
Desta forma, obtemos o Fator de Correção visando aumentar a Corrente anteriormente obtida 
no valor de 1,52. 
CIRCUITO 
CORRENTE 
CALCULADA 
FATOR DE 
CORREÇÃO 
CORRENTE 
CORRIGIDA 
SEÇÃO 
NOMINAL 
CORRIGIDA 
(mm²) 
1 5,04 1,52 7,66 0,5 
2 4,09 1,52 6,22 0,5 
3 17,72 1,52 26,93 2,5 
4 11,81 1,52 17,95 1,5 
5 6,89 1,52 10,47 0,5 
6 10,83 1,52 16,46 1 
7 27,27 1,52 41,45 6 
8 11,81 1,52 17,95 1,5 
9 9,45 1,52 14,36 0,75 
10 9,09 1,52 13,82 0,75 
11 3,94 1,52 5,99 0,5 
 
 
Unindo as seções encontradas com as seções mínimas estabelecida pela NBR, temos: 
CIRCUITO 
SEÇÃO DO 
CONDUTOR 
(mm²) 
1 1,5 
2 1,5 
3 2,5 
4 2,5 
5 2,5 
6 2,5 
7 6 
8 2,5 
9 2,5 
10 2,5 
11 2,5 
 
3.4 DIMENSIONAMENTO DOS ELETRODUTOS 
Estipulamos que em cada eletroduto seriam passados no máximo 3 circuitos, sendo os 
eletrodutos feitos de PVC com proteção contra propagação de chamas. 
Numeramos os eletrodutos e para fins de dimensionamento, consideramos a maior seção 
dentre os condutores dos circuitos que passaram por eles. 
TRECHO 
QUANTIDADE DE 
CONDUTORES 
MAIOR SEÇÃO 
SEÇÃO DO 
ELETRODUTO 
1 5 2,5 20 
2 2 1,5 16 
3 3 2,5 16 
4 3 2,5 16 
5 3 2,5 16 
6 8 2,5 20 
7 3 2,5 16 
8 2 1,5 16 
9 3 2,5 16 
10 3 2,5 16 
11 3 2,5 16 
12 3 2,5 16 
13 5 2,5 20 
14 2 1,5 16 
15 5 2,5 20 
16 3 2,5 16 
17 2 1,5 16 
18 3 2,5 16 
19 5 2,5 20 
20 3 2,5 16 
21 3 2,5 16 
22 2 1,5 16 
23 3 2,5 16 
24 7 2,5 20 
25 5 2,5 20 
26 3 2,5 16 
27 7 2,5 20 
28 3 2,5 16 
29 3 2,5 16 
30 2 1,5 16 
31 3 2,5 16 
32 3 2,5 16 
33 5 2,5 20 
34 2 1,5 16 
35 2 1,5 16 
36 3 2,5 16 
37 5 2,5 20 
38 3 6 20 
39 3 2,5 16 
40 5 2,5 20 
41 7 2,5 20 
 
3.5 DIMENSIONAMENTO DE PROTEÇÃO 
Como as seções dos nossos condutores foram todos menores que 16 mm² os fios terra e os 
neutros terão as mesmas seções das fases. 
 
4. LISTA DE MATERIAL 
ITENS QUANTIDADE UNIDADE 
TOMADAS DE USO GERAL 21 unidades 
TOMADAS DE USO ESPECÍFICO 5 unidades 
LÂMPADAS 11 unidades 
INTERRUPTOR SIMPLES 8 unidades 
QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO 1 unidades 
PADRÃO DE ENTRADA 1 unidades 
CONDUTORES DE FASE DE 1,5mm² 35,02 metros 
CONDUTORES DE FASE DE 2,5mm² 64,41 metros 
CONDUTORES DE FASE DE 6mm² 2,2 metros 
CONDUTORES NEUTRO DE 1,5mm² 25,42 metros 
CONDUTORES NEUTRO DE 2,5mm² 52,01 metros 
CONDUTORES PROTEÇÃO DE 2,5mm² 58,21 metros 
CONDUTORES DE PROTEÇÃO DE 6mm² 1,1 metros 
CONDUTORES DE RETORNO 1,5mm² 9,6 metros 
ELETRODUTO DE 16mm² 40 metros 
ELETRODUTO DE 20mm² 30 metros 
 
 
REFERÊNCIAS 
ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, NBR 5410 – 
Instalações elétricas de baixa tensão, Rio de Janeiro: 2004 
Norma Fornecimento de Energia Elétrica em Tensão Secundária de Distribuição a Edificações 
Individuais COELBA

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