AULA_3_SAEP
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FACULDADE ESTÁCIO DE SÁ - SC
ENSINO CLINICO V TEÓRICO-CIRÚRGICO 
ENSINO CLÍNICO V PRÁTICO 
Prof.ª MSc.Erika Boller
SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PERIOPERATÓRIA (SAEP)
1. Conceito: é a realização da prática de enfermagem de modo sistemático (organizado e planejado), com o objetivo de formular princípios, que quando aplicados às atividades de enfermagem, possam ser efetivos na ajuda ao paciente e na melhoria da assistência de enfermagem a este paciente.
Cabe ao enfermeiro, com exclusividade, a implantação, a execução me a avaliação do processo de Enfermagem, composto pelas seguintes etapas: consulta de enfermagem; histórico de enfermagem (realização da anamnese), exame físico, diagnóstico de enfermagem, prescrição de enfermagem e evolução de enfermagem.
1.1 Os principais objetivos da SAEP são:
Ajudar o paciente e a família a compreenderem e se preparar para o tratamento anestésico-cirúrgico proposto; 
Diminuir o máximo os riscos decorrentes da utilização dos materiais e equipamentos necessários para o desenvolvimento desses procedimentos;
Prever, prover e controlar recursos humanos;
Diminuir ao máximo os riscos inerentes ao ambiente específico do CC e da sala de recuperação pós-anestésica.
1.2 Recomendações para a viabilização do processo 
Implementar a assistência de enfermagem integral, individualizada e documentada nos períodos pré, trans e pós-operatório;
Levantar e analisar as necessidades individuais do paciente que será submetido ao procedimento anestésico-cirúrgico;
Realizar planejamento da assistência de enfermagem;
Ajudar o paciente e a família a compreenderem o problema de saúde, preparando-os para o procedimento anestésico-cirúrgico;
Diminuir o máximo os riscos inerentes ao ambiente cirúrgico;
Diminuir a inquietação e a ansiedade do paciente e de sua família, contribuindo para a recuperação do cliente cirúrgico.
1.3. FASES DA SAEP - A SAEP compreende cinco fases:
 1a fase \u2013 Visita pré\u2013operatória de enfermagem;
 2a fase \u2013 Planejamento da assistência perioperatória; 
 3a fase - Implementação da assistência; 
 4a fase \u2013 Avaliação da assistência - Visita pós-operatória de enfermagem;
 5a fase \u2013 Reformulação da assistência a ser planejada \u2013 segundo resultados obtidos e solução de situações não desejadas ou ocorrência de eventos adversos.
2. PERÍODOS CIRÚRGICOS
2.1 PERÍODO PRÉ OPERATORIO IMEDIATO
É o período que compreende as 24 horas que antecedem o procedimento anestésico-cirúrgico e se estende até o encaminhamento do paciente para o CC. 
No quarto de internação do paciente, pesquisar doenças associadas, as alergias, uso de medicamentos, fumo, álcool, drogas, estado civil, a religião, o nível de instrução, ocupação e doenças ocupacionais;
 Fazer um levantamento dos exames laboratoriais e diagnósticos como: RX, US, TC, RM, ECG e outros;
 Verificar as dúvidas e necessidades do paciente e familiares em relação à cirurgia;
 Avaliação pré-operatória: exame físico, entrevista;
 Orientar quanto ao jejum oral, retirada de prótese dentarias retirada de adornos, higiene corporal e oral previa, esvaziamento vesical e intestinal, recepção no CC, procedimentos anestésico-cirúrgicos, recuperação anestésica e pós-operatório imediato, desconfortos pela dor, posição e permanência no leito, deambulação precoce e outros; 
 Estimular o auto-cuidado desde a fase do pré-operatório imediato; 
 Diagnósticos de enfermagem (NANDA);
 Prescrição de enfermagem para o período transoperatório e Serviço de Recuperação Anestésica (SRA). 
Nesta etapa deve-se elaborar o histórico de enfermagem, o exame físico, os diagnósticos e as prescrições de enfermagem para os períodos pré-operatórios e transoperatórios.
2.1.1 O QUE É DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM?
 Um instrumento a ser utilizado no gerenciamento da assistência, uma vez que delimita as necessidades de assistência de uma clientela, contribuindo na delimitação de recursos assistenciais (Rossi et al, 2000);
 É uma etapa que promove integração da coleta de dados ao planejamento das ações, envolvendo julgamento, avaliação crítica e tomada de decisão (Marin et al, 2004);
 Possibilita a melhoria da qualidade da assistência de enfermagem;
 Uniformização da linguagem entre enfermeiros e a contribuição para o desenvolvimento do conhecimento;
 Direcionamento da assistência de enfermagem;
 Possibilita uma visão ampliada da assistência;
 Melhora a interação enfermeiro/paciente;
 Facilita a avaliação;
 Possibilita o planejamento de recursos materiais e humanos;
 A competência para diagnosticar inclui a habilidade de interpretar, analisar dados clínicos e a habilidade para agrupar dados em formulações de problemas, além disso, reforça a deficiência na habilidade de inferir (Marin et al, 2004) => necessidade de um complexo raciocínio clínico.
2.1.2 PRINCIPAIS DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM EM CENTRO CIRÚRGICO (NANDA)
 Ansiedade relacionada à... caracterizado por... --> trabalhar todas as intervenções (pré, trans e pós) que contribuam para o alívio da ansiedade.
 Medo relacionado à... Caracterizado por... --> trabalhar todas as intervenções (pré, trans e pós) que contribuam para o alívio da ansiedade.
Risco para infecção relacionado à... (normalmente aos procedimentos invasivos) --> Trabalhar com intervenções que contribuam para a diminuição dos riscos de infecção ao qual o paciente possa estar submetido.
Risco para lesão perioperatória de posicionamento cirúrgico relacionado à... --> Trabalhar todas as intervenções relacionadas ao posicionamento cirúrgico ao qual o paciente será submetido.
Risco para injúria relacionado à... --> Trabalhar todas as intervenções relacionadas ao ato anestésico (desde o posicionamento para a anestesia até os cuidados na recuperação anestésica).
Dor relacionada à... Caracterizada por... --> Usar este diagnóstico para o paciente que apresentar dor no momento da visita pré operatória ou depois da cirurgia na recuperação anestésica.
Risco para aspiração relacionado à... --> Usar este diagnóstico quando o paciente estiver inconsciente ou na recuperação anestésica e houver o risco de aspiração.
Risco para integridade da pele prejudicada relacionado à... -->Trabalhar as intervenções relacionadas ao uso do bisturi elétrico e principalmente não esquecer de prescrever o local a ser posicionada a placa do bisturi elétrico.
Risco para temperatura corporal alterada relacionado à... -->Trabalhar as intervenções para o aquecimento do paciente na SO e também na recuperação anestésica.
Hipotermia relacionada à... Caracterizada por... --> Somente utilizar este diagnóstico quando o paciente estiver com hipotermia instalada e intervir de forma que promova o aquecimento do paciente.
Integridade tissular prejudicada relacionada à... Caracterizada por... --> Utilizar este diagnóstico quando o paciente apresentar algum tipo de lesão de pele. 
Risco para déficit de volume de líquido relacionado à... --> Utilizar este diagnóstico quando o paciente está com déficit de líquidos.
Permeabilidade ineficaz de vias aéreas relacionada à... Caracterizada por... --> Utilizar quando o paciente apresentar secreções em vias aéreas. 
Impossibilidade de manter respiração espontânea relacionada à... Caracterizada por... --> Utilizar quando o paciente está com dificuldade de respirar espontâneamente.
Troca gasosa prejudicada relacionada à... Caracterizada por... --> Utilizar quando a gasometria do paciente estiver alterada. 
2.2 PERÍODO TRANSOPERATÓRIO
Compreende desde que o paciente é recebido no CC até sua saída da sala de cirurgia. O período intra operatório vai do inicio ao término do procedimento anestésico-cirúrgico e, portanto está inserido no período transoperatório.
Nesta fase há dois momentos distintos: 
- 10 momento: compreende a recepção do paciente no CC, realizado pelo enfermeiro, onde há confirmação dos dados gerias do paciente, preparos, exames, verificação do prontuário e verificação de sinais vitais;
- 20 momento: tem-se o intraoperatório que se inicia com o procedimento
Dayse
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