Imunidades parlamentares - Resumo (parte 2)
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Imunidades parlamentares - Resumo (parte 2)


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Outras garantias
Renúncia da imunidade
Sigilo de fonte
§6º do artigo 53 da CRFB/88: “Os Deputados e Senadores não serão obrigados a tes-
temunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do exercício do man-
dato, nem sobre as pessoas que lhes conaram ou deles receberam informações.”
Os parlamentares não tem o dever de informar quem deu determinadas informa-
ções ou de maneira as informações foram obtidas.
Incorporação de Deputados e Senadores às Forças Armadas
§7º do artigo 53 da CRFB/88: “A incorporação às Forças Armadas de Deputados e
Senadores, embora militares e ainda que em tempo de guerra, dependerá de prévia
licença da Casa respectiva.”
Os Senadores e os Deputados precisam de licença prévia do Senado ou da Câmara
pra que se incorporem às Forças Armadas.
Imunidades durante a vigência de estado de sítio ou estado de defesa
§8º do artigo 53 da CRFB/88: “As imunidades de Deputados ou Senadores subsistirão
durante o estado de sítio, só podendo ser suspensas mediante o voto de dois terços
dos membros da Casa respectiva, nos casos de atos praticados fora do recinto do
Congresso Nacional, que sejam incompatíveis com a execução da medida”.
Os parlamentares não perdem suas imunidades durante o estado de sítio e o estado
de defesa. As imunidades podem ser suspensas mediante o voto de 2/3 dos mem-
bros da respectiva Casa, nos casos previstos na CRFB/88.
As imunidades parlamentares são irrenunciáveis. As imunidades decorrem da função
exercida e não da gura do parlamentar, por isso elas não podem ser renunciadas.
A imunidade parlamentar é uma condição e uma garantia de independência do Po-
der Legislativo, que é o real destinatário da imunidade. Essa imunidade se estende
ao parlamentar, mas não é um direito subjetivo desse parlamentar, é uma garantia
do Congresso Nacional.
Imunidades parlamentares - Parte 2
Direito Constitucional II
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As imunidades não se estendem aos suplentes. Elas não são garantias da pessoa,
elas são garantias do cargo. Então, elas não se estendem aos suplentes a não ser que
eles assumam o cargo.
Parlamentares estaduais
Parlamentares municipais
Incompatibilidades e impedimentos dos parlamentares federais
§1º do art. 27 da CRFB/88: “Será de quatro anos o mandato dos Deputados Estaduais,
aplicando- sê-lhes as regras desta Constituição sobre sistema eleitoral, inviolabilida-
de, imunidades, remuneração, perda de mandato, licença, impedimentos e incorpo-
ração às Forças Armadas.”
Exemplos de correspondência dessas “mesmas regras”:
No caso de prisão: a previsão para parlamentares federais está no §2º do artigo
53 da CRFB/88. Ele fala que os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro
horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resol-
va sobre a prisão. No caso dos deputados estaduais, a Casas respectiva vai ser a
Assembleia Legislativa
Prerrogativa de foro: a Constituição do Estado de São Paulo, por exemplo, indica
o Tribunal de Justiça.
Imunidade material: são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas
opiniões, palavras e votos, depois da diplomação.
Art. 29, VIII, CRFB/88: os municípios devem ser regidos por lei orgânica, que deve
obedecer, entre outras regras, a inviolabilidade dos Vereadores por suas opiniões,
palavras e votos no exercício do mandato e na circunscrição do Município.
O Vereador tem imunidade material desde que o ato seja motivado pelo desem-
penho do mandato (que a gente chama de prática in ocio) ou externado em razão
do mandato (o que a gente chama de propter ocium) e na circunscrição municipal.
O Vereador não tem imunidade formal ou processual.
Em razão da função que eles exercem, os parlamentares não podem exercer algu-
mas atividades, nem podem ter determinados comportamentos. Alguns dessas proi-
bições vem a partir da diplomação e outras a partir da posse.
Artigo 54, incisos I e II, CRFB/88.
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Perda de mandato
Artigo 55 da CRFB/88 determina as hipóteses de perda de mandato dos parlamentares.
A Cassação está nos incisos I, II e VI + o §2º.
A Extinção está nos incisos III, IV e V + o §3º.
Cassação de mandato:
Inciso I: o parlamentar perde o mandato se infringir qualquer uma das proibições
estabelecidas no art. 54, que a gente acabou de falar.
Inciso II: o parlamentar que tiver um procedimento declarado incompatível com
o decoro parlamentar perde o mandato.
Inciso VI: perde o mandato o parlamentar que sofrer condenação criminal em
sentença transitada em julgado.
§ Nos casos dos incisos I, II e VI, a perda do mandato será decidida pela Câmara
dos Deputados ou pelo Senado Federal, por maioria absoluta, mediante provoca-
ção da respectiva Mesa ou de partido político representado no Congresso Nacio-
nal, assegurada ampla defesa.
Extinção de mandato:
Inciso III: perde o mandato o parlamentar que não comparecer a um terço das
sessões ordinárias da respectiva Casa, salvo em caso de licença ou de missão au-
torizada pela Casa.
Inciso IV: perde o mandato o parlamentar que perder ou tiver suspensos os di-
reitos políticos.
Inciso V: o parlamentar perde o mandato quando a Justiça Eleitoral decretar, nos
casos previstos na CRFB/88
§ 3º - Nos casos previstos nos incisos III a V, a perda será declarada pela Mesa da
Casa respectiva, de ofício ou mediante provocação de qualquer de seus mem-
bros, ou de partido político representado no Congresso Nacional, assegurada am-
pla defesa.
§ 4º A renúncia de parlamentar submetido a processo que vise ou possa levar à
perda do mandato, nos termos deste artigo, terá seus efeitos suspensos até as
deliberações nais de que tratam os §§ 2º e 3º.