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CONTEXTUALIZAÇÃO: Freud escreveu suas obras no momento posterior a segunda guerra mundial, de governos autoritários, com muita característica pessimista, vendo uma situação caótica da humanidade. Todo o pensamento iluminista e o otimismo foram exprimidos pela guerra, e a ciência estava sendo usada para destruição. OBS (mal estar): não seria um mal estar na cultura contemporânea, ou em qualquer sociedade. Mas sim uma característica da natureza humana Para Hobbes e outros filosofos contratualista o ser humano vive em conflito e devido essa essência tornar suas relações conflituosas, teria que viver em repressão. Dessa maneira, Freud adere tal pensamento patriarcal e sai do antigo paradigma dualista de corpo e objeto . Em seu livro totem e tabu Freud explica que a partir da constituição da humanidade, analisando seu primeiro estagio, cuja horda não existe, existia sim uma lei arbritaria. Esta que só o pai possuía, e determinava que somente ele tivesse o domínio sexual de todas as femeas do grupo. Revoltados com essa lei, os filhos matam o pai, devido ao que Freud chama de ambivalência afetiva, um sentimento de sexualidade x sobrevivência e amor x ódio. Logo depois do ódio, o sentimento de culpa nasce e renasce o amor. Os filhos então com remorso, forma uma lei para todos de que ninguém mais poderia ter as mulheres do grupo para si, internalizando a antiga lei do pai. Nasce então, a relgião a partir da figura do pai ancestral que transferem para imagem de um totem. Este que poderia ser representado por um animal ou vegetal, cujo quais todos são filhos do totem e ele é passado de geração em geração. Assim como a questão do tabu, pois a sociedade vai reproduzindo a regra criada de não ter nenhuma mulher do próprio totem (somento do outro), sem saber sua origem ao certo. Dando o nome futuramente de incesto. + COMPLEXO DE EDIPO: pai é um rival pois existia um desejo sexual reprimido pela mae Primeira teoria pulsional (mais relacionado sobre homem e tabu): Dessa maneira, Freud afirma que o conflito entre sobrevivência (de serem expulsos) versus sexualidade (desejo de todas as mulheres), determina uma impossibilidade. Quando se satisfaz o desejo sexual,vem em seguida a culpa e você se torna infeliz. Segunda teoria pulsional (mais relacionada com mal estar): resignifica o conflito de pulsão e morte x vida. A vida seria a sbrevivencia x sexualidade, com o sentimento erótico de viver em sociedade, foça poderosa empurrando sempre o ser humano em viver em sociedade . O de morte seria uma foça (nível individual e coletivo) de morte pessoal do individuo e desintegração do coletivo. Associada a questão do patriarcado, o ser humano conflituoso e o movimento de agressão. O livro mal estar na sociedade diz que o problema pra ser feliz seria a relação com os seres humanos , pois eu teria que controlar essa agressividade. Conceito do inconsciente: nosso psiquismo não se limita a consciência racional e a teoria pulsional não é percebida no consciente tópica: - consciente: tudo que esta na minha mente, sei o que estou pensando - pre consciente: algo que não pensamos de primeira instancia, mas se alguém nos pergunta nos remete a algo - inconsciente: conteúdo não consciente, desejos e pulsões reprimidos por uma censura interna tópica: uma releitura da primeira idi: primeiro consciente, quando nos nascemos ego: vai se formando o “eu”, nos separando do mundo e é onde fica nossos desejos ilimitados superego: fica dentro do ego. Significa uma instancia de contenção dos desejos (ou a internalização da lei do pai no totem e tabu). Para estar na cultura ele vai se diminuir obs: o superego nasce no totem e tabu depois de matar o pai, pois eles transformam uma lei autoritária que vai virar direito, e em seguida internalizam as imposições da sociedade que vai controlar os desejos do ego. Surgimento do direito: Primeiramente se existia a lei autoritária do pai, e depois que eles matam-no, internalizam essa lei arbitraria. Afirmando que ninguém do totem poderia ter relações sexuais e afetivas com pessoas do mesmo totem, o incesto então vira um tabu e essa lei que era arbitraria vira um direito para todos. Porque sofremos¿ natureza (exterior): o hiperpoder da natureza é tao terrivelmente forte que toda a nossa capacidade de previsão se desfaz (terremoto, tsunami). Qualquer seja o processo que nós façamos a natureza pode mostrar sua força (imprevisibilidade) corpo humano: porque quando nascemos temos uma saúde boa, ao envelhecer vem a doença e a morte relações sociais (PRINCIPAL):membora deveria ver o contrario, porque a solidão é algo ruim, e nós somos seres sociais por constituição, não por vontade. PORQUE ESSA CARACTERISTICA NATURAL ENTAO NOS FAZ SOFRER¿ porque no psiquismo de cada um, os seres humanos seriam movidos por duas pulsões, que nos tornam ambivalentes. A convivência é inevitável das duas pulsões e garantiria um sentimento também inevitável chamado culpa. Porque nos somos naturalmente essa ambivalência pulsional, que tenhamos para uma mesma pessoa sentimentos opostos Sentimento oceânico: noção de eternidade, pertencimento ao todo mundo exterior, “fato puramente subjetivo”, não de fé, “fonte da energia religiosa” Nada nos é mais certo do eu o sentimento de nos mesmo, do eu, um eu independente, unitário, distinto de todo o resto O eu esta sujeito a perturbações. O bebe separa então o seu eu da mae por estímulos variados, (1) sensação de desejo do seio materno + choro para conseguir, (2) sensações de dor e desprazer Portanto o nosso sentido do eu é apenas um resíduo minguado de um sentimento de abrangência. Desse modo nasceu a sociedade, ou seja, uma vida em grupo que se caracteriza por apresentar relações sociais complexas, na qual o interesse coletivo impõe regras às condutas individuais. O homem não é livre para fazer o que quer, pois a civilização impõe limites, sendo que quando o individuo não obedece as leis da sociedade, este é punido ou excluído da mesma, sendo assim o homem tem que ter um pleno controle diante dos seus instintos e impulsos para manter um equilíbrio social. Em relação ao funcionamento psíquico, Freud pensou o psiquismo dividido em sistemas não localizáveis anatomicamente, denominados por ele de: Ego (eu), Id (isso) e Super-Ego (super-eu). Estes sistemas são formações subjetivas, em que as manifestações psíquicas possuem sempre um sentido, uma intenção, um lugar na vida do sujeito. O Id possui uma atividade inconsciente, ou seja, é regido pelo princípio do prazer e impulsionado pela busca de satisfação. É uma instância psíquica menos acessível ao sujeito. O Ego esta relacionado à consciência. Sua existência esta conectada ao sistema perceptivo, recebe influência do mundo externo e das forças provenientes do Id. Uma parte do Ego é consciente e outra é movida pela influência inconsciente. O Super-Ego funciona como instância crítica controlando conteúdos provenientes do Id, não aceitáveis no plano da consciência. Emerge do eu, não é consciente e surge em virtude da introjeção de normas e valores existentes na família e na cultura nas quais pertence o sujeito. Tenta regular o conflito de forças entre o Id e o Ego. “Normalmente, não há nada do que possamos estar mais certos do que do sentimento do nosso eu, do nosso próprio Ego. O Ego nos parece como algo autônomo e unitário, distintamente demarcado de tudo o mais”. No sentido do exterior, o Ego parece manter linhas de demarcação bem claras e nítidas, mas somente um estado pode manter estas linhas, ou seja, no auge do sentimento de amor, a fronteira entre Ego e objeto ameaça desaparecer. O homem que estar amando declara que “eu e tu” são um só. O sentimento do Ego do adulto não pode ter sido o mesmo desde o início, uma vez que passou por um processo de desenvolvimento. Uma criança recém-nascida ainda não destinge o seu Ego do mundo externo como fonte das sensações que fluem sobre elas. Outro incentivo para o desengajamento do Ego com relação para o reconhecimento de mundo externo é proporcionadopelas inevitáveis sensações de sofrimento e desprazer, cujo afastamento é imposto pelo princípio do prazer. Dessa forma Freud afirma: Surge, então, uma tendência a isolar do Ego tudo que pode torna-se fonte de tal desprazer, a lançá-lo para fora e a criar um puro Ego em busca de prazer, que sofre o confronto de um “exterior” estranho e ameaçador (FREUD, 1978, p.134) Por meio de uma direção deliberada das próprias atividades sensórias e de uma ação muscular apropriada, se pode diferenciar o que é interno (pertencente ao Ego) e o que é externo (pertencente ao mundo externo). Sendo assim: