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Aula 5 (Café I)

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Formação Econômica Brasileira
Prof.: Marcelo Colomer
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ECONOMIA CAFEEIRA
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Transformações Ocorridas no Início do Século XIX 
Lento crescimento vegetativo da população;
Instalação de um rudimentar sistema administrativo;
Criação de um Banco Nacional; 
Preservação da unidade territorial;
Lenta e limitada incorporação dos avanço tecnológicos -> setores de bens de consumo;
Limitada oferta de mão de obra -> fim do tráfico negreiro (1850);
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Retomada do Crescimento
Necessidade de reinserção da economia brasileira no comércio internacional;
Ausência de uma base produtiva interna;
Queda dos preços internacionais do açúcar, algodão, couro e fumo 
Reduzido mercado consumidor;
Dependência tecnológica;
Reduzida capacidade do Estado em financiar o desenvolvimento;
Elevado risco de crédito.
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Perda permanente do dinamismo das exportações tradicionais
Desenvolvimento da produção de açúcar de beterraba na Europa;
Expansão da produção de açúcar nas Antilhas inglesas;
Desenvolvimento da produção de açúcar na Luisiana;
Expansão da produção de açúcar em Cuba;
Reorganização da produção escravista de algodão nos EUA;
Expansão da produção de couro no rio da Prata;
 
Necessidade de desenvolver uma atividade econômica cujo o principal fator de produção fosse a Terra 
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Mercado Internacional de Café
Produção comercial tem início na Península Arábica;
1475 -> Primeiro “Café” aberto na cidade de Kiva Han na Turquia;
1615 -> Expansão do café na Europa pelo comércio de especiaria de Veneza;
Sob controle da Holanda (1616 – 1718) as plantações de café se espalham pelo mundo;
A corte francesa adere ao hábito de beber café por volta de 1700;
Início da produção de café nas colônias francesas (principalmente nas Antilhas) 
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Início da Produção de Café
É introduzido no Brasil no início do século XVIII;
Espalha-se pelas terras brasileira junto com a economia de subsistência;
A produção comercial tem início na segunda metade do século XIX com a desorganização da produção de café no Haiti;
Expansão do mercado de café na Europa e nos EUA; 
Expansão da produção do Rio de Janeiro; 
Menor grau de capitalização;
Entre 1822 e 1832 o café representa 18% das exportações brasileiras; 1850 o café representa 40% das exportações.
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1ª Fase: Áreas Produtoras
Maciço da Tijuca;
Vassouras; Barra da Piraí; Resende; Valença; Nova Friburgo; São Fidélis; Barra Mansa; 
Portos: Estrela(café do Médio Paraíba e da Zona da Mata Mineira); Magé (café de Cantagalo); Mangaratiba (cafés de São João Marcos, Resende, Piraí e Barra Mansa); Parati (Café de São José do Barreiro e Bananal); Angra dos Reis; Baía de Guanabara; Piedade; Iguaçu; e Porto de Caxias.
 
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Reprodução da obra feita a nanquim por José de Christo Moreira
Reprodução da obra feita a nanquim por José de Christo Moreira
Praia de Botafogo
Pão de Açúcar e Morro da Urca
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Origem Social 
Antigos Lavradores de Açúcar
Comerciantes
Antigos Mineradores
Cultura do Café
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Gestão da Economia Cafeeira Fluminense (I)
Fatores de Atração:
Recursos ociosos da região mineradora: mão de obra, transporte e Capital;
Intensiva no fator terra e reduzida necessidade de K (engenhos de açúcar serviam para o beneficiamento do café);
Organizada inicialmente com base na mão de obra escrava;
A partir da metade do século XIX, a redução do preço do açúcar e a elevação do preço do café estimula a migração de mão de obra do nordeste para o sudeste brasileiro;
Surgimento de uma nova classe empresária formadas por homens da região com vocação comercial;
Entrelaçamento dos interesses produtivos e comerciais;
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Empresários comerciais locais
Vinda da Família Real para o Rio de Janeiro
Mudanças nos hábitos de consumo
Consolidação da área urbana do Rio de Janeiro
Crescimento da população urbana
Crescimento do mercado consumidor interno na região
Desenvolvimento de áreas de produção de alimentos e animais no Sul de Minas Gerais
Surgimento de uma classe empresarial local voltada para o abastecimento da Cidade do Rio de Janeiro
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O que vai diferenciar a classe dos cafeicultores das demais classes sociais é a consciência clara de seus interesses e objetivos; 
O espaço político deixado pela classe de produtores de açúcar foi facilmente preenchido pelos grandes produtores/comercializadores de café;
Entrelaçamento dos interesses produtivos e comerciais;
Gestão da Economia Cafeeira Fluminense (III)
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Atuação da nova classe empresarial:
Aquisição de Terras;
Recrutamento de mão de obra;
Organização e direção da produção;
Transporte interno;
Comercialização nos portos (principal diferença em relação a atividade do açúcar);
Contatos oficiais;
Interferência na política.
Utilização do aparato Estatal como instrumento de ação econômica -> Com a proclamação da república e a descentralização política os interesses dos cafeicultores passaram a ser melhor atendidos. 
Gestão da Economia Cafeeira Fluminense (II)
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MERCADO DO CAFÉ SEM INTERVENÇÃO ESTATAL
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Preço de Importação do Café
Gráf1
		7.4
		7.7
		8.9
		9.7
		9.1
		9.1
		9.6
		9.4
		10.8
		11.1
		11.3
		12.5
		12
		11.5
		11.2
		10.9
		10.1
		9.7
		10.3
		9.8
		12.7
		15
		19.3
		15.8
		16.7
		16.2
		16.8
		12.5
		13.5
		12.5
		10
		8.2
		9.3
		8.2
		7.6
		10.7
		14
		13
		16
		19
		20
		14
		16.4
		14.7
		14.6
		11.1
		7.5
		6.5
		6.7
		7.4
		6.4
		6.6
		7
		8.1
		8.6
		7.9
Cents/libra peso
Plan1
		Ano		Cents/libra peso
		1851		7.4
		1852		7.7
		1853		8.9
		1854		9.7
		1855		9.1
		1856		9.1
		1857		9.6
		1858		9.4
		1859		10.8
		1860		11.1
		1861		11.3
		1862		12.5
		1863		12
		1864		11.5
		1865		11.2
		1866		10.9
		1867		10.1
		1868		9.7
		1869		10.3
		1870		9.8
		1871		12.7
		1872		15
		1873		19.3
		1874		15.8
		1875		16.7
		1876		16.2
		1877		16.8
		1878		12.5
		1879		13.5
		1880		12.5
		1881		10
		1882		8.2
		1883		9.3
		1884		8.2
		1885		7.6
		1886		10.7
		1887		14
		1888		13
		1889		16
		1890		19
		1891		20
		1892		14
		1893		16.4
		1894		14.7
		1895		14.6
		1896		11.1
		1897		7.5
		1898		6.5
		1899		6.7
		1900		7.4
		1901		6.4
		1902		6.6
		1903		7
		1904		8.1
		1905		8.6
		1906		7.9
Plan1
		
Cents/libra peso
Plan2
		
Plan3
		
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Primeiro Ciclo do Café 1857-68 (I)
Recuperação da Economia Européia
Redução da Produção Brasileira (Pragas)
Extinção do comércio inter-atlântico de escravos (1850)
Elevação do preço do café em 1857
Preço da Saca: 18 mil réis em 1857 para 27 mil réis em 1863
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A partir de 1864 há uma reversão da trajetória de crescimento dos preços do café:
Maturação dos investimentos em novos cafezais realizados em 1958/59 e
Queda da demanda norte americana (guerra da secessão) 
Em 1868 a expansão da produção de café ocorrida durante a década de 1860 pressionou os preços para o nível de 1857;
Apesar da baixa nos preços, as plantações de café continuaram se expandindo para o interior de São Paulo (facilidades das novas ferrovias)
A expansão das exportações de café permitiu ao Brasil financiar a guerra do Paraguai sem pressões sobre o câmbio 
Primeiro Ciclo do Café 1857-68 (II)
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Segundo Ciclo do Café 1869-85 (I)
Quebra das Safras Brasileiras e da América Central
Crescimento do Consumo
Novo ciclo de elevação dos preços que dura até 1874
1868
A elevação dos preços internacionais do café permitiu uma forte valorização do cambio que atingiu seu ponto mínimo em 1868
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A partir de 1874 a taxa de câmbio começa um lento mas gradual processo de desvalorização em