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Planta medicinal: É qualquer espécie vegetal usada como recurso terapêutico, podendo ser utilizada fresca ou in natura, logo após a colheita ou coleta, sem passar por processos de secagem. Pode ser obtida da natureza ou pode ser cultivada.
Droga vegetal: É a planta medicinal seca, após processo de estabilização. Pode estar íntegra, rasurada ou pulverizada*.
*Pulverização é converter algo em pó, destruir algo.
Planta tóxica: É qualquer espécie vegetal que possa ser prejudicial ao organismo humano ou animal, podendo até matar. Uma planta medicinal pode tornar-se toxica dependendo da sua utilização, por exemplo, quantidade excessiva de doses, concentração excessiva, excesso no tempo de utilização ou administração incorreta.
** Outro fator que é prejudicial é a utilização de partes incorretas de plantas para preparo fitoterápico**
Chá medicinal: Droga vegetal com fins medicinais a ser preparada por meio de infusão pelo consumidor. 
Derivado vegetal: Produto da extração da planta medicinal fresca ou da droga vegetal que contenha as substâncias necessárias de ação terapêutica.
Fitocomplexo: Conjunto de todas as substancias, originadas no metabolismo primário ou secundário, responsáveis pelos efeitos biológicos de uma planta medicinal e seus derivados.
Fitoterápico: Produto obtido de matéria-prima ativa vegetal, exceto substâncias isoladas, com finalidade profilática, curativa ou paliativa, incluindo medicamento fitoterápico e produto tradicional fitoterápico, podendo ser simples, quando o ativo é proveniente de uma única espécie vegetal medicinal, ou composto, quando o ativo é proveniente de mais de uma espécie vegetal. 
Matéria prima vegetal: É a planta medicinal, a droga vegetal ou o derivado vegetal.
Medicamento fitoterápico: São aqueles “obtidos de matérias-primas ativas vegetais cuja segurança e eficácia sejam baseadas em evidências clínicas e que sejam caracterizados pela constância de sua qualidade”.
Produtos tradicionais fitoterápicos: São aqueles obtidos de matérias primas ativas vegetais cuja segurança e eficácia sejam baseadas em dados de uso seguro e efetivo publicados na literatura técnico-cientifica e que sejam feitos para utilização sem a vigilância de um médico para fins de diagnostico, prescrição ou monitorização.
- Política Nacional de Praticas Integrativas e Complementares (Portaria 971/2006) - Fitoterapia no SUS
- Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (Portaria 2960/ dez 2008)
- Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS – Renisus (mar 2009)
- Normas de execução e de financiamento da Assistência Farmacêutica na Atenção Básica (Portaria 2982/nov 2009)
– Padronização de bulas de medicamentos (RDC Anvisa 47/ set 2009)
– Rotulagem de medicamentos (RDC Anvisa 71/ dez 2009)
– Boas Práticas de Fabricação de Medicamentos (RDC Anvisa 17/ abr 2010).
– RENAME 2013 –12 fitoterápicos
– Registro de medicamentos fitoterápicos e registro e a notificação de produtos tradicionais fitoterápicos (RDC 26 de maio de 2014)
– Instrução Normativa nº 2 de maio de 2014
No Brasil, o acervo de plantas utilizadas no tratamento de doença tem três origens principais: indígena, europeia e africana. Na época em que o Brasil foi colonizado, os indígenas que aqui viviam já tinham a cultura de tratamento de enfermidades com a flora local.
Determinação de amostra:
A amostra é uma parcela representativa do total do material em análise.
A Farmacopeia Brasileira considera três aspectos na determinação da amostra:
Nº de embalagens que contêm a amostra;
Grau de divisão da amostra;
Quantidade de droga vegetal disponível.
Número de embalagens: Analisar a integridade da embalagem e a natureza da droga contida. Se for observada homogeneidade nos conteúdos das embalagens, as amostras devem ser retiradas conforme a tabela:
Grau de divisão e quantidade disponível da droga vegetal: Se a droga estiver íntegra ou em fragmentos maiores que 1 cm, a separação deve ser feita por quarteamento.
• dividir uma área em 4 quadrados iguais 
• distribuir a droga manualmente de modo homogêneo
• eliminar 2 quadrados opostos na diagonal 
• usar os quadrados opostos restantes na amostra
Se a droga vegetal estiver constituída de fragmentos inferiores a 1 cm ou pulverizada, a separação da droga vegetal deve ser feita com o auxílio de um aparelho de amostragem, fazendo retiradas horizontais e verticais. Caso a quantidade de material seja superior a 100 Kg, deve-se fazer o quarteamento para separação da amostra e não usar o aparelho, ainda que ela esteja pulverizada.
(QUARTEAMENTO)
- Precisa-se fazer a análise macroscópica (Tamanho, textura, cor, etc.), microscópica (epiderme, estômatos, etc.) e histoquímica (análise de infecciosidade).
Presença de matéria estranha: São consideradas 3 tipos de matéria estranha:
Partes da própria planta que não correspondem na monografia; além do limite estabelecido;
Partes de outros vegetais;
Impurezas minerais ou orgânicas, não inerentes à droga. 
*Para os itens 2 e 3 não há tolerância.
Teor de umidade: Cada droga tem seu teor de água máximo permitido. São 3 métodos para ser analisado o teor de umidade, que são: Gravimétrico (mais simples e mais fácil), Azeotrópico (destilação com tolueno) e volumétrico (Karl Fisher).
Como requisitos macroscópicos, deve-se analisar tamanho, características diagnósticas da morfologia, superfície, textura e fratura. Cor, odor e sabor são características organolépticas que também devem ser consideradas na análise. 
Elementos de sistemática filogenética de vegetais; regras de nomenclatura botânica; coleta de material botânico; herborização e preparação de exsicata 
Qualquer estudo ou pesquisa realizado com planta, seja ela medicinal ou não, necessita ter um material que sirva de referência, chamado material testemunho. Este material testemunho tem características bem definidas e deve ser obtido através de técnicas específicas de coleta, preparação e armazenamento. Amostras botânicas para estudo anatômico têm especificidades técnicas para coleta e preparação do material, para que ele se mantenha íntegro e conservado por muito tempo. Coletas de plantas para estudos fitoquímicos também têm cuidados e técnicas para se preservar os componentes químicos. A herborização é o processo de secagem das amostras botânicas que servem de material testemunho para os estudos botânicos. O objetivo da herborização é preparar as amostras coletadas com técnicas adequadas para que sejam conservadas para análises durante muito tempo em instituições fiéis depositárias do patrimônio genético chamadas herbário, ou em coleções didáticas. 
Coleta de raiz e caule: Sempre que coletadas, devem ser fixadas em FAA (formaldeído-álcool). As regiões de corpo secundário devem ser amolecidas antes de serem mantidas no conservante. 
Coleta de folhas: As folhas indicadas para estudos anatômicos são as que estão plenamente expandidas, obtidas entre o 4º e o 6º nó. Folhas que tenham um tamanho compatível com o frasco, podem ser fixadas inteiras. Não se deve dobrar as folhas inteiras, para não danificar. Folhas que sejam grandes ou maiores do que o frasco, podem ser cortadas transversalmente em 2, 3 ou 4 fragmentos, dependendo do tamanho da folha.
Coleta de flores e frutos: Os estudos anatômicos das flores para análise das peças florais, devem ser feitos em botões florais jovens. Da mesma forma, os frutos devem ser coletados ainda em início de desenvolvimento.
Filotaxia: Distribuição de folhas ao longo do eixo caulinar.
Sistemática vegetal: É o estudo da diversidade biológica, sua história de evolução e as relações de parentesco entre os organismos.
Classificação: É a sua categorização hierárquica.
Categoria taxonômica: É a posição hierárquica a que um táxon pertence.
Táxon: Grupo de organismos.
Taxonomia: É o trabalho de identificação, classificação, descrição e atribuição de nomes aos grupos de organismos (espécies, gêneros, famílias, ordens, etc.). Está intimamente ligada à sistemática.
Grupos vegetais: Briófitas,Plantas vasculares sem sementes, Gimnospermas e Angiospermas.
No grupo das briófitas, não há representante de importância medicinal; entretanto, entre as plantas vasculares sem sementes e as Gimnospermas, são encontrados alguns representantes medicinais. Angiospermas é o grupo fortemente representado entre as plantas de aplicação medicinal.
Brióphita: dependência da água para reprodução sexuada, fase gametofítica dominante; ausência de: lignina, grãos de pólen, flor, fruto, semente e sistema condutor. Geralmente tem o corpo bastante pequeno, pode apresentar-se como um talo ou com ramificações dicotômicas e não possuem raízes. Sem representantes de plantas medicinais.
Pteridophyta: dependência da água para reprodução sexuada, fase esporofítica dominante; ausência de: grão de pólen, flor, fruto e semente. Presença de: sistema condutor e lignina. Entre este grupo são encontradas plantas arbóreas, como os fetos arborescentes e plantas herbáceas com folhas das mais variadas formas e tamanhos, como as avencas, e diferentes tipos de samambaias. Com poucos representantes de plantas medicinais.
Gymnospermae: independência da água para reprodução sexuada, fase esporofítica dominante; ausência de: flor e fruto. Presença de: grão de pólen, semente “desprotegida”, lignina e sistema condutor desenvolvido. Neste grupo já se encontram caules bem ramificados e também folhas de diferentes formas e tamanhos. Com alguns representantes de plantas medicinais.
Angiospermae: independência da água para reprodução sexuada, fase esporofítica dominante; presença de grão de pólen, flor, fruto e semente; presença de lignina e sistema condutor bem desenvolvido. Com muitos representantes de plantas medicinais.
• Principal característica: Presença de flor 
• Importância evolutiva das flores 
- Proteção para as células reprodutivas 
- Proteção e nutrição para o embrião 
- Reprodução sexuada polinização 
• Polinização cruzada diversidade genética 
• Autopolinização 		padronização genética
Principais formas de polinização: VENTO, ÁGUA
São divididas em 3 grandes clados principais: Magnoliideas, Eudicotyledoneae e Monocotyledoneae.
Nomenclatura botânica: 
Quando conhecemos o gênero, mas não sabemos afirmar com certeza qual é a espécie, indicamos o nome do gênero seguido de “sp.”, para indicar, Ex.: Vernonia sp.
*O nome científico deve ter a sua grafia e autoria escritos de forma correta, porque assim ele é reconhecido em qualquer parte do mundo. Nas embalagens de fitoterápicos é possível inserir o nome vulgar, mas este não deve ser priorizado nos estudos, trabalhos ou produtos com plantas medicinais, pois podem variar de lugar para lugar. Os nomes vulgares, ou populares, quando usados, podem causar o emprego de uma espécie não autêntica, do ponto de vista medicinal. Isto pode ocorrer, porque espécies diferentes podem ter o mesmo nome vulgar, assim como a mesma espécie pode ter mais de um nome. Ex.: Melissa officinalis L. (nomes vulgares: melissa, cidreira, erva cidreira, capim cidreira). Cymbopogon citratus (capim cidreira, erva cidreira, capim cheiroso).
Coleta de material botânico
Célula vegetal: Particularmente nas células vegetais, as reações químicas que ocorrem permitem não só a sobrevivência do vegetal, mas de toda a vida na Terra. Como seres autotróficos, produzem seu próprio alimento através da fotossíntese, absorvendo gás carbônico (CO2) atmosférico e devolvendo ao ar oxigênio (O2).
A célula vegetal apresenta organização estrutural e características químicas relacionadas com as funções que a célula desempenha nos tecidos.
C, H, O, N, S, P 		99% de toda matéria viva 
H2O 		> 50% matéria viva 
90% peso da maioria dos tecidos vegetais 
4 tipos diferentes de moléculas orgânicas constituem a maior parte do peso seco dos organismos vivos: carboidratos, lipídios, proteínas e ácidos nucléicos. Estas moléculas são designadas como metabólitos primários nos vegetais.
Carboidratos: São as moléculas orgânicas mais abundantes na natureza e a mais importante reserva de energia na maioria dos organismos vivos. Nas plantas são importantes como reserva de energia e como componente estrutural da parede celular. Os carboidratos são constituídos de pequenas moléculas de açúcar (oses) de 3 a 7 átomos de carbono, sendo os de 5 e 6 átomos os mais comuns na natureza. São classificados em três tipos: monossacarídeos, dissacarídeos e polissacarídeos.
Monossacarídeos: São açúcares simples, constituídos de apenas 1 molécula, como a glicose e a frutose. Tem caráter hidrofílico, sendo facilmente solúveis em água. São monômeros, pois através deles pode ser formado dissacarídeos, polissacarídeos e outros carboidratos.
Dissacarídeos: Os dissacarídeos são compostos de dois açúcares ligados covalentemente, como a sacarose e a lactose. A síntese de sacarose ocorre pela ligação entre uma molécula de glicose e uma de frutose e a liberação de água, numa reação conhecida como síntese por desidratação ou reação por condensação. A sacarose é a forma como o açúcar é transportado na maioria das plantas, do órgão fotossintetizante, para todo o corpo da planta, especialmente para o órgão armazenador. Ao chegar no órgão armazenador, normalmente os açúcares sofrem polimerização, e formam grãos de amido.
Polissacarídeos: São moléculas de cadeias longas com muitos açúcares. Os principais encontrados na planta são o amido e a celulose, sendo o amido o polissacarídeo onde a energia é estocada, produzido pela própria planta e armazenado na forma de grãos em órgãos especiais na reserva, como caules, raízes e sementes.
 
Lipídios: São substancias hidrofóbicas formadas pela união de uma molécula de glicerol e três de ácido graxo. Armazenam energia na forma de gorduras ou óleos e compõem estruturas de membranas e parede celular. Nas plantas, as gorduras e óleos estão, geralmente, armazenados em sementes, enquanto os óleos representam reserva energética; os óleos essenciais são secretados e armazenados em estruturas secretoras da epiderme e as gorduras estruturais, como a cutina, a cera e a suberina estão associadas às paredes celulares, conferindo impermeabilização aos tecidos. Entre os lipídios produzidos por vegetais, os esteróis se destacam como componentes das membranas. O sitosterol é o esteroide mais abundante entre as plantas.
Proteínas: São polímeros complexos formados por aminoácidos, tem função estrutural e agem como catalizadores dentro das células (enzimas).
Ácidos nucleicos: São cadeias formadas por nucleotídeos e cada nucleotídeo é formado por três subunidades: um grupo fosfato (PO43-), um açúcar de cinco átomos de carbono (pode ser uma ribose ou uma desoxirribose) e uma base nitrogenada. Nas plantas, estas moléculas são denominadas metabólitos primários, pois são essenciais para a vida de qualquer planta e estão presentes em todas as células vegetais. Estão envolvidas com armazenamento de energia, transmissão de características hereditárias ou estrutura do corpo. Os vegetais, além dessas moléculas essenciais, sintetizam um conjunto de moléculas orgânicas que estão relacionadas com: resposta a pressões do ambiente, como forma de proteção; interação com outros organismos ou processo reprodutivo. Tais moléculas são denominadas metabólitos secundários ou metabólitos especiais ou fitocomplexos, e têm sido responsáveis pelos efeitos terapêuticos das plantas.
Todas as plantas produzem fitocomplexos, mas eles não são os mesmos em todas as plantas, nem ocorrem em todo o corpo da planta de forma igual.
Principais classes de fitocomplexos (metabólitos secundários):
Alcaloides: São compostos nitrogenados de sabor amargo, seus componentes estão associados a ações terapêuticas, intoxicações e efeitos psicoativos. A morfina é o alcaloide mais importante pela ação analgésica potente, porém também tem a cafeína (ação energética), a cocaína (inibir fome e cansaço), a nicotina (efeito estimulante) e a atropina (exames oftálmicos).
Terpenóides: São formados pelo encadeamento de isoprenos e classificado de acordo com o númerode isoprenos da cadeia. Terpenóides de cadeias curtas podem ser componentes de óleos essenciais ou óleos voláteis, que proporcionam odores característicos a diferentes espécies de plantas. Esses óleos essenciais podem ter efeito contra herbivoria, fungos ou bactérias, ou ainda serem alelopáticos. Nas flores, os óleos essenciais têm a função importante de atrair polinizadores.
Compostos fenólicos: Se caracterizam por apresentar em sua composição um grupo hidroxila (-OH) ligado a um anel aromático. 
O maior grupo de compostos fenólicos é o dos flavonoides. As antocianinas proporcionam coloração em partes da planta onde estejam armazenados, que vai do vermelho até a cor púrpura ou azul. Já as flavonas e flavonóis são pigmentos de cor amarela, marfim ou incolores, que podem formar complexos com as antocianinas e íons metálicos, resultando em coloração azul intenso em flores. Estes pigmentos são importantes na atração de polinizadores. Alguns flavonoides também conferem proteção às plantas contra a ação da radiação ultravioleta. Do ponto de vista terapêutico, os flavonoides têm sido bastante estudados e utilizados, devido à sua ação na redução do colesterol do sangue. 
Os taninos são importantes na proteção dos vegetais contra herbivoria de insetos, mamíferos, répteis e aves. Estão presentes em grandes concentrações nas folhas de diversas espécies de plantas. 
As ligninas ficam depositadas nas paredes celulares de diferentes células, conferindo rigidez, impermeabilização e suporte mecânico. Além disso desempenha um importante papel na proteção contra-ataques por fungos. 
O ácido salicílico promove a resistência sistêmica adquirida (SAR), quando produzido nos tecidos atacados por fungos, bactérias ou vírus, induzindo todo o corpo da planta a uma proteção duradoura contra o ataque desses patógenos. Durante a floração, pode promover aumento de temperatura nos tecidos que secretam óleos essenciais, fazendo a sua liberação para atração de polinizadores.
Estrutura da célula vegetal:
São eucarióticas, é feita de parede celular e protoplasto. No protoplasto existem organelas como RE, vacúolos, plastideos, mitocôndrias, etc.
Parede celular: Lamela média 			camada mais externa 
Parede primária 			presente em todas as células 
Parede secundária 		apenas em algumas células
 		Plasmodesmos 			comunicação célula – célula
A parede celular é rígida, delimitando o tamanho e a forma das células vegetais. Esta propriedade previne o rompimento da membrana plasmática quando a célula se enche de água.
A parece celular é a principal estrutura de distinção entre célula vegetal e célula animal.
*Lamela média une células adjacentes e é constituída basicamente de pectina. 
Composição química da parede primaria: Celulose, hemicelulose, pectina (polissacarídeo), glicoproteínas. 
Sua função é rigidez na célula, tamanho e forma da célula, proteção contra patógenos, absorção, transporte e secreção, atividade digestiva, etc.
A formação da parede primária é durante a divisão celular, maior rigidez é responsável pela lignina, impermeabilização responsável pela cutina, suberina e cera. Regiões com menor espessamento da parede primário ou ausência dela tem formação de plasmodesmos.
*As hemiceluloses variam muito de acordo com o tipo de célula ou de grupo vegetal. Xiloglucanas são as principais hemiceluloses da parede primária das Eudicotyledoneae e de metade das Monocotyledoneae. As hemiceluloses estão firmemente presas às microfibrilas de celulose, limitando a extensibilidade da parede.
*A pectina é responsável por 30 a 50% do peso seco das paredes primárias das Eudicotyledoneae e por apenas 2 a 3% do peso seco das paredes primárias das Monocotyledoneae. É um polissacarídeo altamente hidrofílico que forma um gel, em que está mergulhada a rede formada pelas microfibrilas de celulose e as hemiceluloses.
*As glicoproteínas são proteínas estruturais que representam 10% do peso seco das paredes primárias vegetais, cuja função biológica é pouco conhecida. Os estudos já realizados envolveram principalmente as paredes primárias de Eudicotyledoneae e mostraram seu envolvimento na interação célula a célula durante a diferenciação celular e na lignificação de células do xilema.
Plasmodesmos: são canais responsáveis pela conexão citoplasmática entre células vizinhas, possibilitando a troca de moléculas de informação, funcionais, estruturais ou ainda de xenobióticos entre as células pertencentes a um mesmo grupo. Células pertencentes ao mesmo conjunto (domínio) constituem-se numa unidade funcional, e substâncias podem se mover entre estas células com velocidade muito superior à observada no transporte através de membranas. Pelos plasmodesmos as células podem se comunicar através dos retículos endoplasmáticos.
Composição química da parede secundária: Celulose alta, hemicelulose, pectina baixa e glicoproteínas. 
Sua função é maior rigidez e sustentação da célula, tem origem na membrana plasmática, após o termino do crescimento celular. Fica entre a membrana plasmática e a parede primaria. Sua estrutura tem de 2 a 3 camadas. 
Nos campos de pontoações primários não há formação de parede secundária, originando as pontoações, que podem ser de 2 tipos: simples ou areoladas.
Pontoações simples: poros simples, onde há comunicação da célula com outra célula ou entre a célula e o meio externo. 
Pontoação areolada: poro, cuja parede secundária se expande parcialmente sobre a abertura do poro. Pode haver a formação de toros.
Toros: Expansão da parede primária para dar resistência às células quando ficam túrgidas. Presentes principalmente em Gymnospermas. 
*Maior rigidez da parede secundária responsável pela lignina e impermeabilização pela suberina. 
PROTOPLASTO: Constitui-se em todo o conteúdo a partir da membrana, inclusive o núcleo. As organelas ficam em constante movimento: corrente citoplasmática ou ciclose. Estão presentes diversas organelas importantes no metabolismo celular, entre elas: 
Retículo endoplasmático liso: Sítio de síntese de lipídios; 
Retículo endoplasmático rugoso: Sítio de síntese de proteínas de membrana e de exportação ou para irem para o vacúolo. 
Dictiossomos (Estrutura de Golgi): Sítio de síntese e secreção de polissacarídeos complexos e assimilação das cadeias laterais de oligossacarídeos. 
Há também no protoplasma microtúbulos, e pequenas organelas, como os peroxissomos e glioxissomos. 
As principais organelas do protoplasto que diferenciam células vegetais de células animais são os plastídios e o vacúolo.
Vacúolo: Organela grande, ocupa até 80-90% do volume total da célula madura. Envoltório é uma membrana vacuolar ou tonoplasto, tem origem no retículo endoplasmático e complexo de golgi. Suas funções são armazenamento (açúcares, proteínas, ácidos orgânicos), remoção de substâncias tóxicas (taninos e nicotina), acúmulo de pigmentos (antocianinas), quebra de macromoléculas (característica digestiva), controle osmótico (manutenção do volume e turgidez).
CÉLULA JOVEM 			vários vacúolos pequenos 
CÉLULA ADULTA		 	Vacúolo único grande
Plastídios: São organelas com dupla membrana. Sua função é fotossíntese e armazenamento. Em sua estrutura tem um envoltório de dupla membrana, sistemas de membrana interno denominado tilacóide, imerso num fluido chamado estroma.
Tilacóide 		fase luminosa da fotossíntese 
Estroma 			fase escura da fotossíntese 
CLOROPLASTOS: Responsáveis pela fotossíntese. São repletos de cloroplastos (coloração verde) aderidos às suas membranas tilacoides. 
CROMOPLASTOS: Armazenam pigmentos carotenoides (coloração amarela, alaranjada, vermelha). Podem ser aderidos a membranas tilacoides modificadas, ou dispersos dentro do cromoplasto. 
LEUCOPLASTOS: Têm um sistema tilacoides insipiente ou inexistente, sendo responsável por armazenamento (amido, óleos).
Substancias ergásticas: São componentes não protoplasmáticos, produtos de reserva ou simples metabólitos resultantes das atividades celulares (excreção), armazenados em vacúolos, plastídios ou em parede celular. Podemser classificadas em orgânicas e inorgânicas.
ORGÂNICAS 
Amido: É um polímero de glicose. É uma das substâncias ergásticas mais comuns e desenvolve-se em forma de grãos nos plastídios (amiloplastos). Apresentam formatos variados e frequentemente lamelação centralizada ao redor de um ponto, o hilo. Grãos de amido com 2 ou mais hilos estão presentes em arroz ou batata doce. Os grãos de amido servem de característica diagnóstica na identificação de farinhas.
O amido é obtido dos frutos, raízes e outras partes de diferentes vegetais. O amido de milho, amido de arroz, amido de trigo, amido de mandioca e amido de batata são considerados oficinais. Amidos obtidos de diferentes origens botânicas podem não ter propriedades idênticas quando usados para fins farmacêuticos. Quimicamente, o amido é uma mistura de polímeros que corresponde à fórmula (C6H10O5). O amido de milho contém cerca de 27% de amilose e 73% de amilopectina.
Os grãos de amido podem ser encontrados em tecidos parenquimáticos, especialmente em órgãos de armazenamento: tubérculos, rizomas, endosperma ou cotilédones. Os amidos comerciais são extraídos de diferentes partes das plantas, por exemplo: sagu-caule, batata inglesa-tubérculos, trigo, milho e arroz-sementes, tapioca e mandioca-raízes. Os amidos são muito utilizados na obtenção de formas farmacêuticas como comprimidos e pomadas, inclusive em homeopatia.
Inulina: É um polissacarídeo resultante da polimerização da frutose e encontra-se dissolvida no suco vacuolar. A inulina ocorre em várias plantas das famílias Asteraceae e Liliaceae. É uma substância que inibe a reabsorção ativa do sódio no túbulo proximal dos rins, sendo considerada como diurética, por aumentar a excreção de água e de sódio. É usada como excipiente na produção de formas farmacêuticas.
Grãos de Aleurona: São proteínas de reserva, com corpos definidos, como na batata, ou combinam formas amorfas e cristaloides (encontrados em muitas sementes, no endosperma e embrião). Têm origem vacuolar. Podem ser encontrados em sementes de abóbora, linho, mostarda e em frutos de erva-doce e funcho. A aleurona diminui a calciúria, sendo receitada nas hipercalciúrias e litíases renais.
Óleos e Gorduras: São substâncias quimicamente semelhantes, sendo chamadas de gorduras as sólidas e de óleos as líquidas. Estão amplamente distribuídas nas células vegetais, mais comumente em sementes. Ceras, cutina e suberina são exemplos de gordura e ocorrem dentro e sobre a parede celular. As gotículas líquidas encontram-se dispersas no citoplasma, ou em vacúolos. Podem ser formados em elaioplastos ou nos esferossomos, pequena organela delimitada por membrana única. Óleos essenciais ou voláteis são, geralmente, formados por tecidos secretores especiais. Os óleos fixos devem ser considerados como produtos de reserva e são utilizados tanto na alimentação (amendoim, soja, oliva) ou na fabricação de cosméticos e medicamentos.
INORGÂNICAS 
As substâncias inorgânicas estão presentes em diversas forma diferentes. Em geral são sais de cálcio, mais comumente oxalato de cálcio, cristais, podendo também haver carbonato de cálcio. Considera-se que se originam dentro dos vacúolos. Podem ocorrer de forma solitária ou agrupados. Os cristais de carbonato de cálcio estão presentes em depósitos especiais chamados cistólitos.
Os cristais podem apresentar formas variadas, porém originados de um único cristal. 
•Prisma – retangulares ou piramidais
 •Ráfides – cristais aciculares em feixes paralelos ou padrão coraloide 
•Drusas – agregados esféricosde cristais prismáticos 
Estiloides – cristais colunares alongados •Areias cristalinas–partículas finas.
• Cristais de oxalato e carbonato de cálcio - Em células epidérmicas aumentadas estes cistólitos recebem o nome de litocistos. Os cristais são mais comumente encontrados em células parenquimáticas, córtex e floema secundário, ou em células especiais que diferem de suas vizinhas pelo seu conteúdo, tamanho e função, chamadas idioblastos. 
• Sílica - Presente, principalmente em células epidérmicas de gramíneas. Têm caráter diagnóstico taxonômico.
Microtécnica vegetal: É o conjunto de procedimentos usados na preparação do material de origem vegetal para observação microscópica. 
Tipos: Corte à mão livre (mais simples, rápido e barato), corte em micrótmomo (mais complexo, demorado e caro), Diafanização (torna tecidos transparentes) e Dissociação de epiderme (solta a epiderme do corpo vegetal).
Desenvolvimento do vegetal – formação do embrião
- Primeira fase 		pró-meristema 	 	células indiferenciadas 
-Segunda fase 		meristemas apicais 		células pouco diferenciadas 
-Terceira fase 			meristemas apicais + tecidos primários
Plantas jovens 		Meristemas presentes em regiões de crescimento permanente. 
Logo, as plantas apresentam crescimento indeterminado. 
Crescimento primário 		crescimento em comprimento
 Crescimento secundário 			crescimento em espessura
*O crescimento primário está presente em todos os órgãos das plantas. Os meristemas primários são os responsáveis pelo crescimento primário e produção de tecidos que compõem o corpo primário da planta. 
A ocorrência de meristemas primários não se restringe aos ápices caulinar e radicular. Na região apical de caule, conforme as folhas vão sendo formadas, na sua base, região denominada axila foliar, permanecem porções de meristema apical, denominadas gemas axilares. Estas regiões são importantes para o desenvolvimento de ramos vegetativos e reprodutivos, num processo denominado brotação. No cultivo de plantas, é comum o uso da estratégia da brotação para a obtenção de novas plantas por estaquia.
*O crescimento secundário está presente em raízes, caules e eventualmente em pecíolos de algumas folhas. Os meristemas secundários são os responsáveis pelo crescimento secundário e produção de tecidos que compõem o corpo secundário da planta. 
O crescimento secundário ocorre pela atividade de dois meristemas secundários: câmbio vascular e câmbio da casca ou felogênio. Tem início a partir do surgimento destes dois meristemas secundários, que varia de espécie para espé- cie. Enquanto os meristemas primários formam-se a partir do embrião, o câmbio capítulo vascular e o felogênio desenvolvem-se a partir de tecidos já existentes no corpo maduro da planta. As células do câmbio vascular vão se originar do procâmbio já existente entre o xilema e o floema primários e, nos caules, também do parênquima interfascicular. Desta forma, tanto no caule, quanto na raiz, o câmbio vascular formará um cilindro. O felogênio pode se originar da epiderme, do parênquima cortical e a partir do câmbio vascular. A formação dos meristemas secundários se dá por desdiferenciação e rediferenciação de células de tecidos já existentes e maduros do corpo da planta.
Sistema dérmico: É constituído por epiderme (corpo primário) e periderme (corpo secundário).
Epiderme: Tem origem no meristema protoderme, função de revestimento, proteção, trocas gasosas e evapotranspiração. É constituída de células epidérmicas ou ordinárias, anexos (estômatos, tricomas e acúleos) e idioblastos (células diferentes).
Em muitas espécies de ambientes áridos, abaixo da epiderme são formadas algumas camadas que se originam no meristema fundamental, chamadas hipoderme. A epiderme múltipla tem função de retenção de água no órgão. A epiderme pode ser revestida por uma camada de cutícula ou cera. Estas gorduras têm função de proteção contra a perda de água ou ataque de microrganismos, fungos e insetos.
Estômatos: Função de trocas gasosas e evapotranspiração. São predominantes em folhas e caules jovens. Em controle de qualidade de drogas constituídas de folhas, usa-se os estômatos como um parâmetro, através da classificação e do índice. Os estômatos são classificados de acordo com a posição das células subsidiárias em relação às células guarda; os mais comuns são: • Anomocítico (sem cél. Subsid diferenciadas)
 • Anisocítico (3 céls. Subsid, sendouma menor do que as demais) 
• Paracítico (céls. subs. Paralelas às células guarda) 
• Diacítico (céls. subsidiárias formando ângulo de 90° com as céls guarda) 
Tricomas: Proteção mecânica, contra herbivoria, desidratação, secreção, etc. 
Características relacionadas à epiderme foliar podem indicar o tipo de ambiente originário da planta: 
-Presença de cutícula e/ou cera 
-Presença de hipoderme ou várias camadas 
-Presença de tricomas 
-Posição dos estômatos
Periderme: Tem função de revestimento do corpo secundário do caule e da raiz, proteção mecânica e contra a perda de água.
A periderme, apresenta aberturas na superfície, chamadas lenticelas, para permitir a aeração dos tecidos do córtex. Ela é formada, geralmente onde anteriormente havia um estômato, ocorrendo um afrouxamento das células do felogênio, do felema e das primeiras camadas do súber. A camada mais extrerna do súber se rompe, formando uma abertura. A periderme também constitui a casca e o ritidoma. 
O felogênio é o tecido meristemático secundário responsável pela produção de súber e feloderme, que compõem a periderme. Constitui-se de uma camada de células, que se dividem paralelamente à superfície do órgão. O felogênio tem duração variável, dependendo da espécie.
O felema é o tecido mais externo da periderme, responsável pela proteção do órgão que reveste. Suas células são mortas na maturidade e as paredes suberizadas variam de espessamento. As células se arranjam de forma compacta, sem espaços intercelulares, podendo conter resina ou compostos fenólicos. Entre as células suberizadas do felema, podem ocorrer células com parede lignificada.
A feloderme é constituída de células de característica parenquimática, vivas na maturidade e ativas, como as células do córtex. A feloderme é formada comumente por uma a duas camadas de células, podendo chegar mais raramente, até quatro camadas. É também chamado córtex secundário.
Parênquima: Tem origem no Meristema Fundamental, pró-câmbio ou câmbio vascular, sua localização é em todos os órgãos da planta, formando um tecido contínuo. Suas funções são Fotossíntese, Respiração, Digestão, armazenamento, cicatrização, regeneração e secreção. Tem como característica células poliédricas, de formas variadas e a presença de espaços intercelulares. Córtex e medula de caules e raízes, além do mesofilo das folhas são regiões completamente preenchidas por parênquima; parede celular primária ou secundária, pode ser lignificada, suberizada ou cutinizada. Células sempre vivas na maturidade. 
Tipos de parênquima: Parênquima paliçádico e Parênquima lacunoso, Presentes no mesofilo, com função fotossintetizante.
Colênquima: Origem no Meristema Fundamental Localizado na periferia (sob a epiderme), nos caules jovens em crescimento, em pecíolos ou associados às nervuras principais de folhas. Função Sustentação com flexibilidade do corpo primário da planta. Características das células: Geralmente alongadas (em vista longitudinal). Parede celular irregularmente espessada, apenas primária, não lignificada. Podem ter atividade fotossintetizante. Células vivas na maturidade .
•  Colênquima angular: As células dispõem-se agrupadas, encostadas umas nas outras, com o espessamento maior na região entre as células (a). 
•  Colênquima lamelar: As células se põem numa organização aproximadamente enfileiradas, encostadas umas nas outras lateralmente. O espessamento maior da parede ocorre na região tangencial entre as fileiras de células (b). 
•  Colênquima lacunar: Ocorre em espécies de Asteraceae. O espessamento é produzido em torno de um espaço intercelular (c). 
•  Colênquima anelar: Neste tipo de colênquima, a irregularidade do espessamento é bem sutil. As células dispõem-se de forma mais espalhada e ocorre espessamento da parede em torno de toda a célula (d). 
Esclerenquima: Origem no Meristema Fundamental, Tipos celulares são fibras e esclereídeos ou esclerócitos. É um tecido de sustentação com força. Suas células se caracterizam por apresentarem paredes secundárias regular e homogeneamente espessas, lignificadas ou não. Em geral, não apresentam o protoplasto vivo na maturidade.
Fibras: Geralmente bastante longas, parede primária e secundária espessada, freqüentemente morta na maturidade Esclereídeos: Forma variável, parede primária e secundária espessada, geralmente lignificada. Pode ser viva ou morta na maturidade 
Localização dos tipos celulares 
1) Fibras: algumas vezes no córtex dos caules, mais freqüentemente associado ao xilema e floema; nas folhas das Monocotyledoneae.
2) Esclereídeos: por toda a planta Funções do esclerênquima: sustentação e, eventualmente, armazenamento.
Fibras macias – extraídas de caules de Dicotyledoneae. 
Fibras duras –extraídas de folhas de Monocotyledoneae.
Sistema vascular OU condutor
O sistema condutor/vascular é constituído por dois tecidos: xilema e floema.
Xilema e floema também conduzem hormônios vegetais. No corpo primário da planta (exceto na raiz), xilema e floema são organizados em feixes vasculares e no corpo secundário, em cilindro vascular. Origem no corpo primário (Procâmbio) e corpo secundário (Câmbio vascular).
Xilema: Xilema é o tecido vascular da planta responsável pela condução de água e nutrientes minerais, além de armazenamento e suporte mecânico. É um tecido complexo, constituído de células condutoras, denominadas elementos traqueais; fibras e parênquima. No corpo primário, as primeiras células de xilema diferenciadas são chamadas protoxilema. As produzidas mais tardiamente são denominadas metaxilema. Em geral, as células de protoxilema são menores e menos numerosas, enquanto os elementos traqueais do metaxilema são maiores e mais numerosos. É efetivamente no metaxilema onde ocorre a condução da água. 
Elementos traqueais: Os elementos traqueais são responsáveis pelo transporte de substâncias desde a raiz até as folhas. São células alongadas com paredes espessas, lignificadas e mortas na maturidade, sem conteúdo protoplasmático. São encontrados 2 tipos de elementos traqueais entre as plantas vasculares: Traqueídeo e elementos de vaso.
Traqueídeo: São células condutoras do xilema de Pteridófitas, Gimnospermas, exceto da ordem Gnetales, e também das Angiospermas. São células desprovidas de perfurações, apresentando, porém, pares de pontoações ao longo da parede das suas células.
Elementos de vaso: São células condutoras do xilema das Angiospermas e das Gnetales. Apresentam perfurações: áreas onde não há parede primária nem secundária. A região da parede que apresenta uma ou mais perfurações é denominada placa de perfuração. Em geral, são células mais largas e mais curtas, em relação aos traqueídeos.
Parênquima: No corpo primário, o parênquima associado ao xilema é produzido pelo procâmbio, enquanto no corpo secundário é o câmbio vascular que produz o parênquima. É mais comum a presença de parênquima no caule do que na raiz. Quando presente suas células não estão organizadas, mas entremeadas com as demais células do xilema primário. As células parenquimáticas possuem parede primária e podem armazenar diferentes substâncias, inclusive cristais.
Esclerênquima: O esclerênquima está presente no xilema através das fibras, que têm função de sustentação no tecido. São células alongadas no sentido longitudinal do órgão, com extremidade afilada e parede secundária espessa e lignificada.
Floema: O floema é o tecido vascular responsável por transportar alimentos produzidos pela fotossíntese através do corpo da planta, mas também tem função importante na comunicação entre órgãos e na sinalização de longa distância, transportando hormônios e outras substâncias sinalizadoras. Assim como o xilema, o floema também é um tecido complexo, constituído de células condutoras: elementos crivados; esclerênquima e parênquima.
Elementos Crivados: São as células especializadas no transporte das substâncias. Na sua estrutura, os elementos crivados são célulaslongas com paredes terminais oblíquas, com parede primária não lignificada, que possuem protoplasto reduzido, vivo na maturidade e anucleadas. A principal característica dos elementos crivados é a presença de áreas crivadas nas suas paredes, que são poros modificados. Podem ser de dois tipos: as células crivadas e os elementos de tubos crivados.
Células crivadas: Estão associadas a células parenquimáticas denominadas células albuminosas, que mantêm o protoplasto da célula crivada vivo. As células crivadas são as células condutoras do floema de Pteridófitas e Gimnospermas. Não são encontradas entre as Angiospermas. Apresenta áreas crivadas com poros estreitos, nas paredes laterais e terminais.
Elementos de tubos crivados: Único tipo de célula condutora de substâncias orgânicas nas Angiospermae. Possuem áreas crivadas com poros grandes, denominadas placas crivadas, geralmente nas extremidades. Estão associadas às células companheiras.
Parênquima e esclerênquima do floema apresentam organização idêntica à do xilema, tanto no corpo primário, quanto no corpo secundário da planta.
Componentes de cascas medicinais: CASCA: Compreende todos os tecidos externos ao câmbio vascular, em corpo secundário de caules e raízes 
• Pode soltar-se espontaneamente de tempos em tempos 
• Primeira casca apresenta córtex
• Segunda casca em diante, ausência de córtex 
• Possui duas regiões: casca interna e casca externa
 • Pode conter o ritidoma
Estruturas Secretoras: Secreção É o fenômeno de separação das substâncias do protoplasto, depositadas em células não vivas, vacúolos de células vivas, cavidades ou canais. 
As estruturas secretoras podem ter origem epidérmica, sendo completamente externas. Outras compreendem tecidos epidérmicos e tecidos mais profundos. Outras aparecem em tecidos mais internos. Desta forma, dividem-se em: estruturas secretoras internas ou externas.
Estruturas Secretoras Externas: São encontrados 4 tipos distintos: tricomas e glândulas, nectários e hidatódios.
 A diferença entre glândulas e tricomas glandulares não é nítida.
• Glândulas – estruturas relativamente diferenciadas e complexas, formadas de muitas células. São um arranjo mais especializados de várias células, podem secretar diferentes tipos de substâncias, como as glândulas de sal, de resina, digestivas, de mucilagem.
• Tricomas glandulares – São estruturas secretoras menos complexas. Normalmente terminam na região apical em uma ou mais células globosas, onde a secreção fica armazenada. Podem secretar óleos essenciais e substância urticante.
Alguns tricomas ou glândulas secretam óleos ou resinas; 
Glândulas secretam sais em ambiente salino;
Plantas insetívoras secretam néctar, mucilagem ou sucos digestivos.
• Nectários – secretam líquido açucarado. Ocorrem nas flores (nectários florais): sépalas, pétalas, estames, ovários, receptáculo e nas partes vegetativas das plantas (nectários extraflorais) em caules, folhas, estípulas ou pedicelos. Podem ter diferentes formas. Podem ser chamados também de glândulas nectaríferas. O floema pode predominar no feixe vascular que está próximo ao nectário, podendo haver somente floema.
Hidatódios – Descarregam água na forma líquida do interior da folha para a sua superfície: GUTAÇÃO. Alguns têm tecido que secreta água (glândula). Outros são partes da folha com passagens por onde a água flui da terminação do xilema até aberturas na superfície da folha.
Estruturas Secretoras Internas: Podem ser células, tecidos ou cavidades. São reconhecidos três tipos: células secretoras, canais e cavidades secretoras e laticíferos.
Células secretoras: Apresentam uma diversidade de secreções: óleos, resinas, mucilagem, goma, taninos e cristais. Normalmente são células especializadas, de tamanho e forma diferentes das demais células do tecido. Por esta razão, são denominadas idioblastos, ou idioblastos secretores. Quando muito aumentadas, especialmente no comprimento, são chamadas de tubos ou sacos secretores.
Cavidades e canais secretores: São estruturas cuja substância é secretada nos espaços intercelulares. São regiões onde células são dissolvidas para abertura dos espaços (espaços lisígenos) ou onde ocorre o afastamento das células para abertura dos espaços (espaço esquizógeno). As cavidades secretoras são espaços pequenos, enquanto os canais são espaços amplos.
Mais comuns: 
Gymnospermae – ductos resiníferos esquizógenos.
Dicotyledoneae – ductos gomoresiníferos (lisígenos em manga) espaços lisígenos de óleo essencial em Cytrus e esquizógeno em eucalipto.
Laticíferos – São estruturas que contêm látex: um fluido de composição complexa. Pode conter terpenos ou resinas (excreções) ou ainda enzimas (secreções), alcalóides, mucilagem, e outras substâncias. São unidades ou séries conectadas que contêm látex.
Ambos os tipos podem ser ramificados ou não. Ocorrem em vários tecidos da planta. Os laticíferos possuem parede primária não lignificada, com espessamentos variados.
Exemplos de plantas produtoras de látex: 
Hevea brasiliensis – látex com terpenos em grande quantidade (borracha); 
Papaver somniferum (Papoula) – látex com muito alcalóide. 
Carica papaia (mamão) – possui enorme quantidade de enzima proteolítica – papaína.
Estudo da morfologia das angiospermae: Angiospermas são vegetais ditos completos, pois apresentam todos os órgãos vegetativos e reprodutivos constituindo o seu corpo. Estes apresentam morfologia variável e compatível com as suas respectivas funções. A morfologia representa a forma e a aparência da planta.
A morfologia representa a forma e a aparência da planta. Os caracteres morfológicos são facilmente observáveis e são práticos nas descrições dos táxons. O estudo da morfologia externa dos vegetais fornece os caracteres usados para uma identificação prática das plantas e foram, por muito tempo, usados como fontes de evidências taxonômicas no início dos estudos de sistemática vegetal. Antes de conhecer em detalhe os diferentes órgãos das Angiospermae, cabe mencionar a longevidade e o hábito das plantas. A longevidade ou duração é o tempo que um vegetal vive, característica geneticamente determinada. Está relacionado também com os episódios reprodutivos da planta.
Quanto à longevidade ou duração, um vegetal pode ser classificado em:
Raiz: É o órgão de fixação do vegetal ao substrato e de absorção e transporte de água e sais minerais do solo para as seções superiores da planta. Eventualmente também armazena água e carboidratos. Geralmente é encontrada sob o substrato. 
O colo ou coleto é a região de transição entre o caule e a raiz. Abaixo da região do colo encontra-se a zona de ramificação ou zona suberosa. Esta região é suberizada, de onde se formam as ramificações das raízes. Por não apresentarem gemas, as ramificações partem do interior da raiz, sendo, desta forma designada como endógena. A zona pilífera, ou zona de pelos absorventes, é a região onde ocorre a maior proporção de absorção em razão da presença dos pelos absorventes, que são prolongamentos das células epidérmicas da raiz. Isto faz com que haja maior área de contato da epiderme com o solo, proporcionando maior eficiência na absorção.
Abaixo da zona pilífera encontra-se a zona lisa ou zona de crescimento ou zona de distensão. É a região de divisão e crescimento celular, após a diferenciação na região meristemática. Próximo à zona pilífera, as células não mais se dividem, apenas crescem, enquanto na região da coifa encontra-se o meristema apical de raiz. A coifa é uma camada protetora contra o atrito para o meristema apical de raiz.
Tipos de raízes quanto à origem: 
• Pivotante (normal, primária, principal) – origem embrionária. 
• Adventícia – origem não embrionária (caule, folha). 
Tipos de raízes quanto à forma: 
• Axial - a raiz apresenta um eixo que se prolonga com o caule, em geral mais longo e mais largo do que as demais raízes. 
• Fasciculada ou em cabeleira – várias raízes com aproximadamente o mesmo comprimento e espessura.
Asraízes podem ser classificadas quanto ao ambiente em que se desenvolvem como:
Principais adaptações:
• Sugadora ou haustório – plantas parasitas 
• Grampiforme – fixação do vegetal, não absorve (2). 
• Suporte ou escora – adventícias, fixam e dão apoio (3). 
• Pneumatóforo–aeração, em vegetais de solo alagado(1). 
• Assimiladora – clorofiladas, possuem velame.
• Tuberosa–acumulo de reserva, principalmente amido(4) 
• Tabular – aumenta a superfície de apoio e fixação (5).
MORFOLOGIA INTERNA
Estrutura Primária 
Epiderme 
 Córtex 
 Exoderme 
 Endoderme 
 Cilindro vascular 
 Coifa
Epiderme 
• Especializada para absorção presença de pelos absorventes 
• Cutícula na região jovem e nos pelos 
• Velame epiderme pluriestratificada apenas nas raízes assimiladoras, ou fotossintetizantes.
Córtex 
• Constituído exclusivamente de Células parenquimáticas com espaços intercelulares 
• Ausência de cloroplastos, presença de amiloplastos 
• Armazenamento de amido é comum 
• Camada delimitadora mais externa: exoderme
• Camada delimitadora mais interna: endoderme
O córtex apresenta células interconectadas por plasmodesmos, bem como espaços intercelulares, por onde a água e minerais fluem em direção ao cilindro vascular, pelas vias simplástica e apoplástica, respectivamente. A exoderme tem a função de redução da perda de água pela raiz e proteção contra os ataques de microrganismos.
**O movimento de substâncias através dos plasmodesmos se denomina transporte simplástico. 
O movimento de substâncias no apoplasto é conhecido como transporte apoplástico. 
Exoderme 
• Camada abaixo da epiderme 
• Presença de estrias de Caspary 
• Pode apresentar lamela de suberina, que pode ser revestida por celulose 
Endoderme 
• Camada mais interna do córtex 
• Células com estria ou faixa de Caspary 
• Função reguladora do movimento de substâncias pelo protoplasto: movimento simplástico
Estria ou banda de Caspary é o espessamento que força a passagem da água para o cilindro vascular apenas pela via simplástica.
	
Periciclo 
Uma ou mais camadas de células não vasculares que envolve completamente os tecidos vasculares. Tem origem no procâmbio. Origina raízes secundárias na maioria das plantas com sementes. Em crescimento secundário, origina o câmbio vascular oposto ao protoxilema e dá origem ao primeiro felogênio em algumas raízes. 
Xilema primário Ocupa a região central do cilindro vascular de muitas raízes, emitindo projeções em direção ao periciclo. É dividido em protoxilema e metaxilema. O metaxilema compõe-se de células maiores, localizando –se na região central do cilindro. O protoxilema tem células menores, ocupando região mais periférica, formando projeções. 
Floema primário Ocupa posição intercalar com o xilema. 
Os arranjos de xilema e floema nas raizes primarias de Eudiicotyledoneae podem ser diarcas, triarcas ou tetrarcas, sendo diarcas e triarcas os mais comuns. As raizes poliarcas ocorrem em Monocotyledoneae (raizes adventicias). 
Nas raízes pivotantes das Eudicotiledôneas, o xilema forma 2, 3, 4 ou mais raios de protoxilema projetados em direção ao periciclo, enquanto o metaxilema preenche toda a região central do cilindro vascular. 
Nas raízes adventícias das Monocotiledôneas, a região central é preenchida por medula parenquimática, de onde partem vários raios de metaxilema, terminando com protoxilema projetando-se também em direção ao periciclo.
Estrutura Secundária 
Periderme 
Córtex 
Floema secundário 
Câmbio vascular 
Xilema secundário 
Periderme - Substitui a epiderme. Surge após o início de produção de xilema e floema secundários. 
Córtex - Região parenquimática, onde pode haver armazenamento. 
Câmbio vascular - Surge, inicialmente a partir do procâmbio entre floema e xilema primários. Posteriormente é formado pelo periciclo, na região oposta ao protoxilema, envolvendo completamente a massa central de xilema. Em sua atividade, produz xilema para a região central e floema para a periferia.
 
Morfologia externa do Caule
O caule é um órgão vegetal de crescimento indeterminado, que apresenta na sua estrutura básica nós e entrenós. Os nós são as regiões onde as folhas se inserem e onde também são formadas as gemas axilares. O espaço entre dois nós sucessivos denomina-se entrenó. Nos ápices dos caules é encontrada a gema apical responsável pela produção de novas folhas e pelo crescimento primário contínuo. Mais complexo do que a raiz.
O caule pode ser classificado de diferentes formas, considerando-se a consistência da sua estrutura, de acordo com a lenhosidade; de acordo com a ramificação; quanto ao ambiente associado ao padrão de desenvolvimento e quanto ao porte.
Quanto à consistência
A classificação quanto a consistência do caule leva em consideração a sua rigidez ou lenhosidade.
Quanto à ramificação
Considera o padrão de desenvolvimento das gemas apical e axilares em ramos vegetativos.
Quanto ao ambiente
Os caules podem se desenvolver no ambiente aéreo, aquático ou subterrâneo.
Caules aéreos
Os caules aéreos subdividem-se em diferentes tipos, dependendo de como eles se desenvolvam: projetando-se em direção ao sol, quase que verticalmente apoiando-se em um suporte; ou os que desenvolvem-se sobre a superfície do solo.
Um outro tipo de caule trepador, que não tem uma denominação própria é o caule que se apoia na planta suporte através das raízes grampiformes. Ex.: hera, jibóia.
Caules subterrâneos
Os caules subterrâneos desenvolvem-se abaixo da superfície do solo. São subdivididos em três tipos, dependendo da forma de desenvolvimento.
Especializações dos caules
As especializações dos caules dizem respeito a estruturas caulinares que terão funções específicas, diferentes daquelas atribuídas aos caules, como armazenamento e sustentação.
Morfologia interna do Caule
Internamente, o caule apresenta três regiões distintas anatomicamente: o ápice, onde se encontra o meristema apical; o nó, onde as folhas se inserem; e a região de entrenó. 
No meristema apical, encontram-se o promeristema, na região mais apical e periférica; os meristemas primários e os primórdios foliares e de gemas. 
Na região do nó, um ou mais cordões vasculares se dirigem para fora e se estendem para dentro da folha ou para dentro da gema, deixando lacunas no cilindro vascular do caule. Não existem lacunas no cilindro vascular de raiz. 
No entrenó é a região onde poderão ser vistos os tecidos que compõem o caule, em sua organização básica, tanto no corpo primário, como no corpo secundário.
O caule apresenta 2 tipos de crescimento: primário e secundário. O crescimento primário é determinado pelos meristemas primários e intercalares. O crescimento secundário é comandado pelos meristemas secundários. Daqui em diante consideraremos penas a região do entrenó para estudo da anatomia do caule.
Epiderme: Na maioria dos caules, é encontrada em camada única, coberta por cutícula. Raros ou nenhum estômato com exceção dos caules fotossintetizantes. Podem ocorrer tricomas.
Sistema fundamental:• Em Dicotyledoneae há delimitação de córtex e medula, porque os feixes vasculares se organizam em um cilindro ou anel. 
• Em Monocotyledoneae, os feixes vasculares ficam organizados em vários anéis ou dispersos em todo o tecido fundamental, não sendo considerada e delimitação de córtex e medula.
Córtex – colênquima + parênquima. Estes podem apresentar cloroplastos na maturidade. 
Medula – parênquima. Células volumosas, podendo haver espaços intercelulares grandes para aeração. Em caules de armazenamento, medula rica em leucoplastos. 
Região interfascicular – parênquima. Presente quando os feixes estão afastados entre si. Tem grande importância no crescimento secundário.
Sistema vascular: Floema primário – Localiza-se externamente. Pode apresentar fibras. 
Procâmbio – Fica entre floema e xilema, formando o cordão procambial. 
Xilema primário – Localiza-se internamente. Pode apresentar fibrase esclereídeos. 
Esta é a organização mais comum. Podem ser encontrados feixes bicolaterais anficrivais ou anfivasais também. 
Em Monocotyledoneae e em Dicotyledoneae herbáceas, que nunca entram em crescimento secundário, o procâmbio amadurece e não se diferencia em câmbio vascular. Os feixes destas plantas são chamados de feixes fechados. 
Em Dicotyledoneae os feixes vasculares se organizam em cilindro vascular, com região interfascicular inconspícua, ou com a região interfascicular bem marcada. No centro do cilindro localiza-se a medula.
 Em Monocotyledoneae os feixes se encontram dispersos.
Periderme: É constituída de súber espesso (várias camadas), felogênio e feloderme. Surge após o início de formação de floema e xilema secundários. Presença de lenticelas. Constitui a casca e o ritidoma. 
Casca – É designada como primeira casca e demais cascas, em plantas de ambientes temperados, onde a casca das plantas se soltam após o período de inverno. A primeira casca é constituída de periderme, córtex, floema primário e floema secundário. Da segunda casca em diante, a constituição é de periderme e floema secundário. A estrutrua da casca varia de acordo com o grupo taxonômico. 
Ritidoma - Mais de uma camada de periderme, produzidas por diferentes camadas de felogênio.
Cilindro Vascular: Floema secundário – mantém fibras do floema primário. É a região mais externa do cilindro vascular. É renovado cada vez que a casca se solta espontaneamente. 
Câmbio vascular – Origina células do sistema axial (condução, sustentação e armazenamento) e do sistema radial (passagem, armazenamento e síntese de metabólitos secundários). Fica posicionado entre floema e xilema. 
Xilema secundário – mantém o xilema primário em direção ao centro do caule. Fica organizado em fileiras axiais e radias de células. Em plantas que vivem em ambientes com períodos de temperaturas muito frias alternados com períodos de temperaturas quentes, a produção de células do xilema diminui (praticamente para) no período frio, retornando no período quente. Com isto, é possível observar a formação dos chamados anéis de crescimento nos caules secundários de muitas árvores. Esta é uma das maneiras de se diferenciar caule secundário de raiz secundária. 
Medula – Parênquima, onde ocorre armazenamento.
Lenho - Designação para o xilema secundário, que tem grande valor econômico, dependendo de algumas características, como dureza, textura, etc.
Morfologia externa da Folha
Folha: expansão laminar com crescimento determinado. A folha compreende três partes distintas: limbo, pecíolo e bainha.
Classificação das folhas
•  Completa: limbo + pecíolo + bainha presentes; 
•  Peciolada: limbo + pecíolo presentes; 
•  Invaginante: limbo + bainha presentes;
 •  Séssil: apenas o limbo presente.
Limbo: O padrão como as nervuras se distribuem no limbo foliar, denominado nervação ou venação. 
Formas de limbo – classifica-se a partir da observação da região mais alargada da folha. 
Folhas mais largas próximo à base. 
Lanceoladas – pouco alargadas, como as folhas do eucalipto (A)
Ovais ou ovadas – muito alargadas, como o manjericão (B)
Folhas mais largas próximo ao ápice. 
Oblanceoladas – pouco largas, como a espirradeira 
Obovais ou obovadas – mais largas, como a do boldo miúdo
Folhas largas próximo ao meio, com as margens arredondadas. 
Elípticas – mais estreitas, como as do café ou da canela
Folhas largas próximo ao meio, com as margens paralelas. 
Lineares – são bem estreitas, como das gramíneas (Figura)
Oblongas – são mais largas
Pecíolo: É o eixo de sustentação do limbo, que se prende ao caule. Pode estar associado a estípulas ou ócrea. 
Bainha: É uma dilatação na base da folha, que envolve o caule, para melhor fixação.
As folhas podem apresentar indumento, isto é, tricomas. A sua distribuição na folha é bastante variável nos táxons. Quando a folha possui tricomas, é designada como pilosa; quando é desprovida de tricomas, é denominada glabra. A superfí- cie do limbo pode ser lisa ou rugosa. O padrão de nervação das folhas também é bastante diversificado e pode auxiliar na identificação de alguns táxons, como as parelelinérveas e as reticuladas na distinção entre Monocotiledôneas e Eudicotoledôneas, respectivamente. 
As folhas também podem ser classificadas quanto a simetria, que pode ser simétrica, quando os dois lados são iguais, ou assimétrica, quando os dois lados são diferentes.
O limbo foliar tem ainda uma classificação quanto à sua divisão. Ele pode ser inteiro, mesmo sendo lobado, formando uma lâmina única, ou pode ser dividido em subunidades. Quanto à subdivisão do limbo, a folha pode ser classificada em:
Simples: quando o limbo é inteiro, mesmo que lobado (Figura A= Inteiro e B= Lobado)
Composta: quando o limbo é dividido em unidades denominadas folíolos. A folha possui uma raque central onde os folíolos se prendem, ou os folíolos podem estar presos no ápice do pecíolo.
Recomposta: quando o limbo é subdividido em unidades denominadas foliólolos. A folha possui uma raque central, de onde partem raques secundárias, onde os foliólolos estão presos.
Filotaxia da folha
São três os tipos de filotaxia: 
•  Alterna – quando há apenas uma folha por nó. Pode ser de dois tipos: dística (A) ou espiralada (B). Um tipo particular de alterna espiralada é a alterna rosulada (C), quando os entrenós são muito curtos, como nas bromélias; 
•  Oposta – quando há duas folhas inseridas no mesmo nó. Também pode ser de dois tipos: dística (A) ou cruzada (B);
 •  Verticilada – quando saem três folhas ou mais por nó.
Morfologia interna da folha
A morfologia interna das folhas está diretamente relacionada com as condições ambientais, especialmente a disponibilidade de água. 
Estrutura anatômica da folha
Epiderme 
É o tecido de revestimento. Confere proteção mecânica, contra perda de água, radiação além de possibilitar as trocas gasosas e a transpiração. 
Uma epiderme foliar pode ser diagnosticada pela presença de estômatos e tricomas e a sua distribuição na superfície permitem uma classificação das folhas. 
Estômatos - podem ocorrer em ambas as faces (folhas classificadas como anfiestomáticas) ou apenas em uma, comumente, a abaxial (folhas hipoestomáticas). As folhas que possuem estômatos na face adaxial são ditas epiestomáticas.
 Tricomas – presença facultativa, podendo ser secretores, tectores ou escamas. 
Cutícula, cera impermeabilização 
Células buliformes
Mesofilo: É o tecido fotossintetizante, constituído de tecido paliçádico e ou lacunoso. 
O paliçádico tem células alongadas (em corte transversal), cilíndricas, muitos cloroplastos, justapostas, formando uma ou mais camadas abaixo da epiderme. 
O tecido esponjoso ou lacunoso é constituído de células irregulares, podendo ser ramificadas (plicadas ou braciformes), com poucos cloroplastos e grandes espaços intercelulares. 
O mesofilo é classificado segundo a presença dos tecidos fotossintetizantes: 
Mesofilo homogêneo: que possui o tecido fotossintetizante sem diferenciação entre paliçádico e lacunoso, também chamado mesofilo indiferenciado. 
Mesofilo heterogêneo: apresenta diferença entre paliçádico e lacunoso.
De maneira geral, o parênquima paliçádico, quando diferenciado do lacunoso é o principal responsável pela fotossíntese. A distribuição entre parênquima paliçádico e lacunoso permite classificação do mesofilo: 
1) Mesofilo dorsiventral, bifacial ou assimétrico: presente somente em uma das faces (comum em folhas de ambientes mesofiticos). 
2) Mesofilo isobilateral, isolateral ou simétrico: Quando o paliçádico aparece em ambas as faces, com o lacunoso no centro (folhas de ambientes secos).
Tecidos vasculares: O sistema vascular das folhas maduras de Angiospermae é organizado em feixes vasculares. As Dicotyledoneae apresentam um feixe principal (geralmente central), na nervura principal, e uma rede de nervuras progressivamente menores. As Monocotyledoneae possuem um sistema de venação paralelo, com feixesmais ou menos iguais, ligados por nervuras menores. 
• Caracteristicamente, o feixe está organizado com o xilema voltado para a face adaxial e o floema para a face abaxial (feixe colateral), salvo quando o floema se desenvolve em ambos os lados do xilema (feixe bicolateral).
Morfologia externa da Flor
As flores tem a finalidade de promover a reprodução sexuada das plantas. São exclusivas de Angiospermae. Uma flor, apresenta verticilos protetores e reprodutores inseridos em uma base caulinar denominada receptáculo. 
Considerando os verticilos protetores e reprodutores, as flores podem ser classificadas quanto à simetria: assimétricas, quando não é possível traçar planos de simetria; simétricas, quando é possível traçar planos de simetria. Estas subdividem-se em zigomorfas (quando só há um plano de simetria) (A) e actinomorfas (quando há mais de um plano de simetria) (B).
A corola, em geral é branca ou colorida e se destaca. Embora seja caracterizada como verticilo protetor, tem função importante no atrativo de polinizadores. O cálice pode ser verde, fotossintetizante, ou colorido. Sua função é a de proteger as estruturas internas da flor. Ao conjunto cálice + corola denomina-se perianto (quando cálice for diferente da corola) ou perigônio (quando cálice e corola forem iguais). Quando não se distingue diferença entre cálice e corola, utiliza-se a denominação tépalas para referir-se aos verticilos. Quando a flor apresenta perianto, classifica-se como heteroclamídea; quando apresenta perigônio, classifica-se como homoclamídea.
Verticilos protetores: classificação das flores 
•  Diclamídeas - Possuem cálice e corola. Se ambos forem iguais, constituem o perianto; se forem diferentes, constituem o perigônio e denominam-se tépalas. 
•  Monoclamídeas - Possuem apenas um verticilo protetor, que convencionou-se considerar o cálice. 
•  Aclamídeas - Não possuem verticilos protetores
O cálice é o conjunto de sépalas e, normalmente, tem coloração verde, mas muitas flores, especialmente entre as Monocotiledôneas, as sépalas têm a mesma forma e coloração das pétalas, sendo denominadas de tépalas. A corola é o conjunto de pétalas, verticilo protetor interno ao cálice. Podem ser coloridas e vistosas ou brancas. Têm função de atração de polinizadores. As sépalas podem ser livres entre si (dialissépala) ou com algum grau de fusão entre elas (gamossépala). Do mesmo modo, as pétalas podem ser livres entre si (dialipétala) ou com algum grau de fusão entre elas (gamopétala).
Os verticilos reprodutores masculinos são constituídos por estames, que originam, armazenam e liberam os grãos de pólen para a reprodução sexuada. O gineceu ou pistilo é formado por folhas carpelares, simplesmente denominadas carpelos. Um pistilo pode ser constituído de um ou mais carpelos, que é formado por uma ampla denominada ovário, onde se formam e são armazenados os óvulos. No ápice do ovário fica o estigma, região que recebe os grãos de pólen.
Androceu e gineceu são os verticilos reprodutores masculino e feminino, respectivamente. As flores podem ser unissexuadas (também chamadas de imperfeitas) e apresentar somente as estruturas reprodutoras masculinas (flores masculinas ou estaminadas); ou somente estruturas reprodutoras femininas (flores femininas ou pistiladas ou carpeladas). As flores bissexuadas (chamadas perfeitas) são aquelas que possuem estruturas reprodutoras masculinas e femininas e são também denominadas flores andróginas.
Filete é o filamento que sustenta as anteras. Pode ou não estar presente. Quando o filete está ausente, diz-se que a antera é séssil. 
Anteras são as estruturas que abrigam os grãos de pólen. 
O conectivo é a estrutura que une as anteras ao filete.
O gineceu compreende todos os carpelos da flor. O carpelo é o local de polinização e fertilização das Angiospermae. Tipicamente, os carpelos são compostos de ovário, que é uma estrutura expandida, que abriga os óvulos presos a uma placenta. O ovário apresenta uma ou mais cavidades denominadas lóculo. Do ápice ou da base do ovário emerge uma estrutura filamentosa, denominada estilete, em cujo ápice se encontra o estigma. O estilete é a via de passagem dos tubos polínicos e o estigma é a estrutura que recebe e facilita a germinação do grão de pólen.
Classificação das flores quanto às características dos verticilos reprodutores: 
Quanto ao número de carpelos:
unicarpelar – constituído de um só carpelo 
bicarpelar – constituído por 2 carpelos 
tricarpelar – constituído por 3 carpelos 
Pluricarpelar – constituído por mais de 3 carpelos 
Quanto à concrescência (fusão) dos carpelos: 
gamocarpelar ou sincárpico – com carpelos unidos entre si 
dialicarpelar ou apocárpico – com carpelos livres entre si 
Quanto à presença de lóculos: 
unilocular – apresenta um só lóculo 
bilocular – apresenta 2 lóculos 
trilocular – apresenta 3 lóculos 
plurilocular – apresenta mais de 3 lóculos 
Quanto ao número de óvulos: 
No ovário podem estar presentes de 1 a milhares de óvulos. A quantidade de óvulos é determinada geneticamente. Da mesma forma, os óvulos se prendem a uma placenta, que se posiciona de maneiras variadas no ovário.
5) Quanto à inserção das partes florais (ovário, cálice, corola e estames) 
a) Hipógino, ovário súpero – quando todas as partes florais estão inseridas no receptáculo, na altura da base do ovário. 
b) Epígino, ovário ínfero - quando cálice, corola e estames estão inseridos em um hipanto ou hipancio, na altura do ápice do ovário; e este está totalmente mergulhado e aderido ao hipanto. 
c) Perígino, ovário súpero – quando cálice, corola e estames estão inseridos em um hipanto que ultrapasse a altura do ápice do ovário, e este está mergulhado, porém não aderido ao hipanto. 
d) Ovário semi-ínfero – quando o ovário está mergulhado e aderido mais ou menos pela metade de seu comprimento, em um hipanto. 
Quanto à posição do estilete em relação ao ovário: 
apical – quando se prolonga a partir do ápice do ovário 
basal – quando se prolonga a partir da base do ovário
6) Quanto ao número de estames, em relação ao número de pétalas ou sépalas: 
a) Oligostêmone – número de estames menor do que o número de pétalas ou sépalas.
 b) Isostêmone – número de estames igual ao número de pétalas ou sépalas 
c) Diplostêmone – número de estames 2 vezes o número de pétalas ou sépalas 
d) Polistêmone – número de estames muito maior do que o número de pétalas ou sépalas
7) Quanto ao tamanho dos estames entre si:
 a) homodínamos – todos os estames do mesmo tamanho 
b) didínamos – estames em dois tamanhos distintos 
c) heterodínamos – estames em diferentes tamanhos.
As anteras são as estruturas que produzem e armazenam os grãos de pólen. Cada antera é constituída de duas tecas, cada qual com dois sacos polínicos. As anteras podem estar presas aos filamentos pelo conectivo em diferentes posições, como podem estar presas diretamente a uma das partes florais, sem a presença dos filetes: anteras sésseis. Podem ser classificadas de acordo com a forma de abertura para liberação dos grãos de pólen e pelo ponto de inserção do filete.
Inflorescência
As flores podem estar dispostas uma a uma ao longo do eixo caulinar, ou no ápice deste; são chamadas flores solitárias, ou reunidas em poucas ou muitas flores ao longo de um eixo floral, chamado raque, escapo ou pedúnculo, formando um ramo reprodutivo: a inflorescência. Em uma inflorescência, as flores podem estar dispostas nas mais diferentes formas e podem ser classificadas em dois tipos, segundo a ramificação: 
a) Simples – As flores se prendem diretamente no eixo principal da inflorescência. Podem ser axilares ou terminais. 
b) Composta – As flores se prendem em eixos secundários e terciários da inflorescência. Podem ser homogêneas, heterogêneas ou mistas.
As inflorescências podem ser classificadas, segundo a seqüência de abertura das suas flores: 
Racemosas, monopodiais, indefinidas ou centrípetas - Quando as flores se abrem de maneira centrípeta, isto é, debaixo para cima ou da periferia para o centro. 
Cimosas, simpodiais, definidas ou centrífugas – Quando as flores se abrem de maneira centrífuga, isto é do ápice para a base da inflorescência e do centro para a periferia. 
Os dois principais tipos de inflorescências para estudos farmacognósticos são os capítulos e os glomérulos
Morfologia externa do fruto
Fruto é o ovário maduro, hipertrofiado e desenvolvido, formado após a fecundação dos óvulos. Pode estar ou não acompanhado de outras partes florais, como o perianto ou suas partes e o hipanto ou receptáculo (estruturas acessórias). 
O fruto, em geral contem sementes, mas estas podem estar ausentes (fruto partenocárpico). A morfologia do fruto guarda relação com a forma do ovário. 
Partenocarpia – Desenvolvimento do ovário em fruto sem que haja a fecundação dos óvulos. 
Função dos frutos - Assegurar a propagação e a perpetuação das espécies, ao mesmo tempo em que protege as sementes.
Epicarpo – Camada mais externa, proveniente da epiderme externa da parede ovariana. 
Mesocarpo – Camada intermediária, proveniente do mesofilo carpelar. 
Endocarpo- Camada mais interna, proveniente da epiderme interna da parede ovariana, que se encontra em contato com as sementes.
As características de cada região do pericarpo vão variar entre os frutos. Por exemplo: a melancia possui um epicarpo rígido e liso, mesocarpo carnoso, mas não suculento, e o endocarpo bastante carnoso e suculento. O pêssego, por sua vez, possui o epicarpo fino e piloso e o mesocarpo carnoso e suculento, porém o endocarpo é rígido como um osso e encerra a semente. Há frutos em que todo o pericarpo é comestível, como o tomate. O mesocarpo de frutos cítricos vêm sendo fontes de obtenção de pectina, assim como o mesocarpo de laranja da terra é empregado na produção de anorexígenos, pela presença de substância anorexígena.
Os sistemas de classificação de frutos lidam freqüentemente com diferentes dificuldades, especialmente a contínua variação na estrutura dos frutos, conferindo-lhes grande versatilidade. 
Os termos descritivos da classificação dos frutos estão fundamentados na classificação tradicional de Gray (1877), que foi amplamente trabalhada. Esta classificação baseia-se no número e concrescência dos carpelos, textura do pericarpo, no padrão de deiscência ou indeiscência, número de sementes e, menos freqüentemente, forma e tamanho do fruto.
•  De acordo com a quantidade de sementes, os frutos são classificados em: monospérmicos (uma semente), como o abacate; dispérmicos (duas sementes), como o café; trispérmico (três sementes), como a seringueira e polispérmico (mais de três sementes), como o tomate, o mamão, o limão. Os frutos partenocárpicos não possuem sementes.
•  Os frutos são classificados quanto á sua consistência. Se forem suculentos, são classificados como carnosos, como a manga; quando não possuem suculência ou pouca umidade, são denominados secos, como a noz.
•  A classificação quanto à deiscência, considera a abertura espontânea dos frutos para exposição das sementes. Assim, frutos que se abrem espontaneamente são classificados como deiscentes, como o melão de são Caetano; quando não se abrem para exposição das sementes, são classificados como indeiscentes, como a melancia.
•  A classificação quanto a composição do fruto leva em consideração número e fusão de carpelos e associação de outras partes florais na formação do fruto. Assim, frutos simples são aqueles formados por um ovário de uma só flor (Ex.: jiló, quiabo, laranja). Os frutos múltiplos ou agregados são formados pelos ovários (carpelos livres) de uma só flor (Ex.: framboesa, fruta de conde). Os frutos múltiplos ou infrutescências são frutos formados pelos ovários de várias flores de uma inflorescência, que se fundem (Ex.: abacaxi, amora). Os frutos complexos ou pseudofrutos são formados pela hipertrofia de partes da flor, além do ovário (Ex.: morango, maçã).
Anatomia dos frutos 
O estudo da anatomia do fruto deve ser feito no início de desenvolvimento, antes que o fruto alcance a maturidade. O desenvolvimento do fruto, a partir do ovário, envolve atividade. As características que terão cada componente do pericarpo surgirão ao longo do desenvolvimento do fruto. Assim, um fruto carnoso como o pêssego, desenvolverá um epicarpo epidérmico fino, enquanto o endocarpo será formado por células de paredes espessas e esclerificadas. Paralelamente ao desenvolvimento do pericarpo, as sementes também vão se desenvolvendo. As regiões carnosas e suculentas são formadas por tecido parenquimático.
Morfologia externa da semente
Definição → É o óvulo maduro que contém um embrião e geralmente tecidos nutritivos.
As sementes têm tamanhos, formas e texturas variados e podem apresentar expansões em forma de asa ou fibras e tricomas. Podem apresentar arilo (Ex.: maracujá) e carúncula (Ex.: mamona).
As sementes são classificadas de acordo com a constituição do tegumento: bitegumentadas possuem um tegumento formado por testa (externa) e tegma (interna) (Ex.: sementes de Angiospermas); unitegumentadas possuem tegumento simples (Ex.: sementes de Gimnospermas). As Loranthaceae possuem sementes ategumentadas, com a amêndoa protegida pelo pericarpo. Algumas sementes podem apresentar um tegumento suplementar que podem ser diagnósticos, como arilo, ariloide ou carúncula.
O embrião perfeito é formado por uma radícula (raiz rudimentar), gêmula ou plúmula (primórdios foliares), cotilédones (primeiras folhas das plantas com flores) e caulículo (região caulinar).

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