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* Luana Bernadete Dariva (Orientadora), Engenheira Civil e Professora MSc. Especialista do Centro Universitário do Sul de Minas (UNIS/MG). E-mail: luana.dariva@unis.edu.br ** Jaqueslei Delfino de Oliveira, Acadêmico do 8º Período do Curso de Graduação em Engenharia Civil do Centro Universitário do Sul de Minas (UNIS/MG). E-mail: Jakesley@gmail.com. 1 ELABORAÇÃO DE UM PROJETO DE COMBATE A INCÊNDIO E PÂNICO A UMA EMPRESA DE TELEMARKETING Luana Bernadete Dariva , Engenheira Civil * Jaqueslei Delfino de Oliveira, Acadêmico em Engenharia Civil ** RESUMO Este trabalho é um Projeto Interdisciplinar de Curso (PIC) apresentado com o intuito de relatar a atividade desenvolvida no Estágio Supervisionado I, do Curso de Engenharia Civil - GEAD do Centro Universitário do Sul de Minas - UNIS/MG, através da elaboração de um plano de PSCIP (Projeto de Segurança Contra Incêndio e Pânico), a fim de adequar a legislação do Estado de Minas Gerais. O objeto em estudo, trata-se de uma edificação comercial, situado na cidade de Varginha MG. Que a mesma ainda não possui um PSCIP, fazendo necessário sua elaboração. É de necessidade a criação de um projeto de combate a incêndio e pânico para qualquer tipo de edificação que por ser utilizada comercial ou acesso ao público, sua elaboração é de total responsabilidade do projetista, que devem seguir a risca as normas e legislação de seu estado. O trabalho inicia com uma revisão bibliográfica sobre o tema em estudo, em seguida a metodologia, com a descrição da edificação e as normas e legislação utilizadas, e encerando com a apresentação dos resultados e discussões. Palavras-chaves: Incêndio. PSCIP. Edificação. Segurança. 1. INTRODUÇÃO A empresa Thayse Pereira presta serviços de engenharia civil para diversas empresas e clientes na cidade de Varginha e região que é coordenada pela Engenheira Civil Thayse Pereira, que projeta, dimensiona e calcula, acompanha as obras de execução e faz o acompanhamento dos estagiários. O objetivo do projeto de Projeto de Combate a Incêndio e Pânico é adequar uma edificação segundo os critérios de segurança contra incêndio estipulados em normas do órgão responsável, atendendo as normas previstas no Decreto Estadual, no caso deste trabalho 46595/14. Qualquer edificação que apresente área de risco, seja ele de qual nível for, deve possuir um Projeto Técnico Contra Incêndio com o intuito de conseguir o AVCB (auto de vistoria do Corpo de Bombeiros). O presente artigo trata-se da apresentação de um projeto de combate a incêndio e pânico, que foi desenvolvida ao longo da disciplina de Estágio Supervisionado I, para empresa Telemarketing Sul de Minas LTDA, localizada na cidade de Varginha. 1.2. JUSTIFICATIVA A elaboração do plano de prevenção contra incêndio se faz de extrema impor- tância para qualquer tipo de edificação, seja ela comercial, residencial ou industrial, bem como a documentação necessária no encaminhamento aos órgãos fiscalizadores. Visto que a edificação residencial a qual será descrita neste trabalho ainda não possui o seu PPCI, faz-se necessário a elaboração do mesmo, observando e respeitando as Normas, Leis e Decretos, visando a adequação desta edificação e a proteção e segurança 1.3. EMBASAMENTO TEÓRICO Muitos são os problemas que acompanham os trabalhadores desde a revolução industrial onde a população deslocou-se da área rural para os centros urbanos. Com esses acontecimentos o crescimento econômico e social ocorreu de forma desordenada. As indústrias precisavam de mão de obra e não existiam treinamentos, nem normas de segurança, como também os patrões não se preocupavam com a segurança dos funcionários e muitas vidas foram perdidas, por imprudência e despreparo dos empregados e empregadores. Quando perceberam o risco que estavam correndo os trabalhadores começam a pedir mais proteção durante as jornadas de trabalho. E foi após uma grande tragédia que começou a se perceber que mudanças precisam ser feitas. A tragédia foi um dos maiores incêndios que aconteceu no Triangle Shirtwaist em Nova Iorque no dia 25 de Março de 1911, aonde centenas de costureiras morreram. Essas mulheres da tragédia em Nova Iorque quando vivas lutavam pelos direitos e mudanças que deveriam ser feitas, após a tragédia serviram de símbolo de luta para que fossem feitas as mudanças nas jornadas de trabalho e as condições em que os trabalhadores atuavam. Entre as décadas de 70 e 80 no Brasil, grandes incêndios em edifícios altos chocaram e paralisaram o Brasil, tais como o Edifício Joelma, Edifício Andraus, as torres da CESPI, entre outros. Infelizmente estes incêndio marcaram o país devido as grandes perdas de vidas de pessoas, documentos importante, geraram danos materiais incalculáveis e uma fobia coletiva do fogo em grandes edificações. E seu real motivo dessas grandes tragédias ocorridas, foi a falta de preocupação sobre instalação de incêndio naquela época, pois não acontecia grandes incêndios nas décadas anteriores . Coincidentemente neste mesmo período, as edificações começaram a ter alturas mais elevadas, excesso de vidros nas fachadas, utilização de estrutura de concreto armado, divisórias leves e matérias não resistente a fogo, ou seja, não se pensava em técnicas construtivas, materiais ou soluções arquitetônicas adequadas para cada tipo de edificação para evitar a propagação do fogo. Por esses motivos foi levantado uma grande preocupação nacional com a segurança contra incêndio nas edificações, com isso surgindo á necessidade da elaboração de normas técnicas e legislação a serem seguidas. Infelizmente tragédias aconteceram para que os empregadores e as autoridades da época percebessem que mudanças eram necessárias. E aos poucos, esse cenário onde vidas eram perdidas por falta de proteção foi mudando. O homem foi se adaptando e criando novos métodos para segurança dos trabalhadores. E uma das formas de prevenção é o Plano de Segurança Contra Incêndio e Pânico - PSCIP que toda empresa pública ou privada deve ter 2. OBJETIVOS GERAL E ESPECÍFICOS 2.1. OBJETIVO GERAL Este trabalho apresenta como objetivo geral aplicar os conhecimentos já obtidos no curso de graduação de Engenharia Civil e em paralelo com a disciplina de estágio supervisionado I, através da elaboração de um plano de prevenção contra incêndio para uma edificação comercial, a fim de adequar a mesma à legislação vigente do Estado de Minas Gerais. 2.2. OBJETIVO ESPECÍFICOS Dimensionar o sistema móvel necessário para proteção da empresa de telemarketing Sinalizar no Plano de Segurança Contra Incêndio e Pânico - PSCIP as rotas de fuga necessárias para evacuação da empresa em caso de sinistro. Prever a quantidade necessária e o local de blocos de iluminação de emergência a fim de garantir visibilidade necessária em caso de evacuação. Adequar a edificação em estudo a esta legislação, através da elaboração do PSCIP 3. METODOLOGIA DA PESQUISA 3.1. DESCRIÇÃO DO ESTUDO O trabalho proposto consiste em aprofundar os conhecimentos adquiridos no Curso de Engenharia Civil e em paralelo com a disciplina de estágio supervisionado I, dando ênfase ao Plano de Prevenção e Combate a Incêndios e Pânico (PSCIP). A pesquisa realizada foi através do estudo de um caso, analisando-se uma edificação comercial. Este método envolve o estudo do objeto, de maneira a se obter o seu conhecimento Logo,fez-se necessário a revisão bibliográfica das normas, legislação e artigos que abordam o tema sobre a proteção contra incêndios nas edificações. 3.2. DESCRIÇÃO DO OBJETO EM ESTUDO O objeto em estudo, trata-se de uma empresa de telemarketing, situada na cidade de Varginha. Em que a mesma ainda não possui um PSCIP, fazendo necessário sua elaboração. O local em questão, possui uma área de 825,81 m² construídos, dividido entre os seus 2 pavimentos sendo o pavimento térreo de 422,70 m² e o subsolo com 403.11 m², com uma altura total de 6 m, sendo a sua utilização exclusivamente comercial 3.3. LEGISLAÇÃO E NORMAS UTILIZADAS Durante muitos anos os estados brasileiros não tinham uma legislação de segurança contra incêndio. As leis e normas eram estipuladas através de tarifas de seguro contra incêndio (SCI). Somente após alguns grandes incêndios que houve mudanças significativas na área da SCI. Para a elaboração de um PSCIP é importante ter conhecimento das exigências das normas técnicas utilizadas na proteção contra incêndios em edificações, referentes à sua ocupação, o grau de risco, o armazenamento e o manuseio dos produtos combustíveis, os critérios para a determinação dos tipos de equipamentos que devem ser instalados, as medidas preventivas, as medidas ativas de combate, entre outros. 4. DESENVOLVIMENTO DO PROJETO 4.1. CLASSIFICAÇÃO DA EDIFICAÇÃO QUANTO A SUA OCUPAÇÃO O primeiro passo para formulação do PSCIP é determinar o grupo ao qual a empresa pertence. Essa classificação é necessária para um correto dimensionamento do PSCIP, sendo seus parâmetros importante para verificarmos a proteção necessária na elaboração do projeto. Para classificação do projeto foi utilizado a Tabela 1 da NBR 9077/2001, que classifica a edificação quanto a sua ocupação. Tabela 1 – Parte da tabela de classificação das edificação quanto á sua ocupação Fonte: NBR 9077/2001 4.2. CLASSIFICAÇÃO DA EDIFICAÇÃO QUANTO À ALTURA A altura é um fator importante no correto dimensionamento do PSCIP, pois com edificações cada vez mais altas, precisamos verificar os sistemas adequados para cada empreendimento. Para tal classificação utilizamos a Tabela 2 da NBR 9077/2001, que classifica a mesma como sendo uma edificação baixa. Tabela 2 – Classificação das edificações quanto á altura Fonte: NBR 9077/2001 4.3. CLASSIFICAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO QUANTO À CARGA DE INCÊNDIO Carga de incêndio consiste na soma das energias caloríficas possíveis de serem liberadas pela combustão completa de todos os materiais combustíveis em um espaço, inclusive o revestimento das paredes, divisórias, pisos e tetos (IT-09 CBMG; pag 3). Conforme a Tabela 3, essa carga será importante para classificar a “Classe de Risco” da edificação e também para dimensionamento de sistemas de combate a incêndio. Para determinação da carga de incêndio especifica das edificações é usado a tabela do Anexo A, através da classificação de ocupação da edificação, pode se então determinar a carga de incêndio da edificação. Para edificação destinada a depósito, explosivos e ocupação especiais a carga de incêndio específica é determinado pela seguinte expressão abaixo: qfl = ∑ Mi Hi Af Onde: qinc = Valor da carga de incêndio específico. (MJ/m 2); Mi = Massa total de cada componente i do material combustível. (Kg); Hi = Potencial calórico específico de cada componente i do material, conforme o Anexo B. (MJ/Kg); Tabela 3 – Classificação das edificações e áreas de risco quanto á carga de incêndio Fonte: IT – 09 4.4. CÁLCULO DA POPULAÇÃO A função do cálculo da população de uma edificação é fornecer dados para o dimensionamento das saídas de emergências, independente da quantidade de pessoa que ocupa a edificação Segundo Brentano (2010), o cálculo da população é determinado pela sua ocupação, área do pavimento ou da edificação, obtida pelo projeto arquitetônico e pela sua densidade ocupacional, obtida pela Anexo B. Para que possa ser calculado a população de pessoas, é utilizado a seguinte expressão: P = A × Do Onde: P = População em número de pessoa; A = Área do ambiente, pavimento ou edificação em m²; Do = Densidade ocupacional, em n° de pessoas/m² 4.5.CLASSIFICAÇÃO DA EDIFICAÇÃO QUANTO ÀS SUAS CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS De acordo com a NBR 9077/2001, podemos classificar uma edificação como menor e maior chances de propagação de fogo, para que possa ser feito essa classificação, deve-se levar em contra a concepção arquitetônica, estrutural, e os materiais utilizado na edificação conforme a Tabela 4. Tabela 4 - Classificação da edificação quanto às suas características construtivas Fonte: NBR 9077/2001 4.6. CLASSIFICAÇÃO DA EDIFICAÇÃO QUANTO A SUA ÁREA OU DIMENSÕES EM PLANTA A classificação do tamanho da área em que a edificação ocupa é um fator determinante para a escolha do tipo de proteção contra fogo. Segundo Brentano (2010), as edificações são classificadas em dois grandes grupos, para todas as ocupações com área: Inferior ou igual a 750 m². Superior a 750 m². Portanto as edificações são classificadas quanto às sua área ou dimensões em planta de acordo com a Tabela 5 Tabela 5 – Classificação da edificação quanto a sua área ou dimensões em planta Fonte: NBR 9077/2001 Como o pavimento do objeto de estudo não ultrapassou 750m² e seu risco de incêndio é pequeno ou médio, usou-se o Plano Simplificado de Prevenção e Proteção contra incêndio, o qual exigiu dimensionar os seguintes itens, saídas de emergências, iluminação de emergência, sinalização de emergência e extintores. 4.6.1. Saídas de emergências As saídas de emergências são formadas por portas, corredores, rampas ou até mesmo a combinação destes elementos, criando então saídas seguras das pessoas de uma edificação. Como parte da rota de fuga, a saída de emergência deve ter um caminho devidamente protegido, para que em caso de incêndio o usuário possa percorrer até atingir a via pública ou um espaço aberto e protegido. Segundo a NBR 9077/2001, determina que seja apresentado em planta e também no memorial descritivo do PSCIP, larguras das saídas de emergência, distâncias máximas a serem percorridas em caso de incêndios (rotas de fuga), número de saídas e de escadas e definição do tipo de escadas que uma edificação requer. 4.6.2. Sinalização de emergência A sinalização de emergência tem como objetivo orientar os ocupantes da edificação, de modo que possa identificar e alertar pontos de riscos potenciais de incêndio, como também a finalidade de orientar e localizar os equipamentos de combate a incêndio e indicar as saídas de emergências. A sinalização de emergência dispõe de quatro categorias diferentes, que podem ser denominadas como, sinalização de orientação e salvamento, alerta, proibição, e de indicação de equipamento de combate a incêndio. Segundo Brentano (2010), diferenciamos as sinalizações de emergências pela cor de cada placa de identificação dentro de um sistema de prevenção e proteção contra incêndio, sendo determinadas assim: Vermelho: placas de proibição ou de identificação de equipamentos de combate a incêndio e alarme Verde: placas de orientação e salvamento Amarelo: placas de alertase sinal perigoso As imagem ou símbolos das placas de sinalização podem ser: Preta: utilizadas nas placas de proibição e alerta Branca: utilizadas nas placas de identificação dos equipamentos de combate a incêndio e de orientação e salvamento e deveram ser fotoluminescente Verde: Utilizadas para orientação e salvamento. Segundo a IT – 15 do CBMG (Corpo de Bombeiro de Minas Gerais), os diversos tipos de sinalização de emergência devem ser implantados em função de características específicas de uso e dos riscos, bem como em função de necessidades básicas para a garantia da segurança contra incêndio na edificação. Para a fixação das placas de sinalização nas paredes, deve ser atendido os seguintes critérios: Sinalização de proibição e alerta: deverá ser instalada em local visível e a uma altura de 1,80 m do piso acabado até a base da sinalização e com uma distância máxima de 15 m Sinalização de orientação e salvamento: deverá ser instalada acimas das portas , no máximo 10 cm da verga ou diretamente na folha da porta, centralizada a uma altura de 1,80 m, medindo do piso acabado até a base da sinalização, a sinalização de orientação das rotas de saídas deverá ser localizada de modo que a distância percorrida de percurso de qualquer ponto da rota de saída até a sinalização seja de no máximo 15 m. Sinalização de combate a incêndio: deverá ser instalada em local visível e a uma altura de 1,80 m do piso acabado até a base da sinalização Figura 1 – Placas de sinalização de emergência Fonte: Google imagem 4.6.3. Iluminação de emergência Os sistemas de iluminação de emergência têm como objetivo proporcionar iluminação suficiente e adequada, a fim de permitir a saída fácil e segura das pessoas em caso de interrupção da alimentação normal, bem como proporcionar a intervenção de equipes de socorro (UMINSKI, 2003, p.38). De acordo com a NBR 10898/2000 no item 3.14, dois métodos de iluminação de emergência são possíveis, iluminação permanente e não permanente. Iluminação permanente: São as lâmpadas de iluminação de emergência que são alimentadas pela rede elétrica, sendo comutadas automaticamente para fonte de alimentação de energia alternativa em caso de falha e/ ou falha normal, já para ilumina Iluminação não-permanente: São lâmpadas de iluminação de emergência que não são alimentadas pela rede elétrica, só em caso de falta desta fonte normal, são alimentadas automaticamente pela fonte de energia alternativa. No mercado podem ser encontrados dois tipos de iluminação de segurança contra incêndios que são: Iluminação de aclaramento: Destina-se a iluminar as rotas de saídas de tal forma que os ocupantes não tenham dificuldades de evacuar a edificação. Iluminação de balizamento: Destina-se a iluminar os obstáculos e a sinalização, e que indicam as rotas de saída, orientando a direção e o sentido a ser tomado pelos ocupantes da edificação em caso de emergência. As luminárias para iluminação de emergência, além de satisfazer os requisitos da Norma 10898/2000, devem ainda obedecer os seguintes requisitos: Resistência a calor: em que os aparelhos devem ser construído de forma que, no ensaio de temperatura a 70°, a iluminaria funcione no mínimo por 1 hr Ausência de ofuscamento: quando ponto de luz for ofuscante, deve ser utilizado um anteparo translúcido de forma a evitar o ofuscamento nas pessoas durante seu deslocamento. Em função de visibilidade causada pelo ofuscamento, devem ser observados os valores de intensidade luminosa mostrada na tabela 5 Tabela 5 – Intencidade máxima para evitar o ofuscamento Fonte: NBR 10898/2000 4.6.4. Extintores de incêndio A NBR 12693/2013 estabelece os requisitos exigíveis para projeto, seleção e instalação de extintores de incêndio portáteis e sobre rodas, em edificações e áreas de risco, para combate a princípio de incêndio. Cada pavimento deve possuir no mínimo duas unidades extintoras, sendo que uma para incêndio de classe A e outra para incêndio de classe B e classe C. Os extintores portáteis, devem ser instalados de maneira em que, sua alça deve estar a uma altura máxima de 1,60 m do piso acabado, em local com fácil visibilidade e desobstruído, não se recomenda intercalar diferentes tipos de extintores, a sinalização do extintor deve ser feita por placas com setas visíveis de qualquer ponto da edificação nas cores vermelho e amarelo, 5. RESULTADO E DISCUÇÕES 5.1. CLASSIFICAÇÃO DA EDIFICAÇÃO 5.1.1. Classificação da edificação quanto a sua ocupação Conforme a Tabela1 apresentada neste artigo, a edificação está enquadrada quanto a sua ocupação em serviços profissionais, pessoais e técnicos, em geral descrito no grupo D-1 - locais para de prestação de serviços profissionais ou condução de serviços. 5.1.2. Classificação da edificação quanto à altura A edificação possui uma altura de 6 m e conforme a Tabela 2 deste artigo, a edificação está classificada com código L, edificações baixas – H ≤ 6,00 m 5.1.3. Classificação das edificações e áreas de risco quanto à carga de incêndio A edificação pode ser classificada com risco médio, conforme a Tabela 3 deste artigo, sendo a sua ocupação descrita como comercial e com carga específica de 700 MJ/m². 5.1.4. Classificação da edificação quanto às suas características construtivas Conforme a tabela 4 apresentada neste artigo, a edificação está classificada com o código Y, tendo a seguinte especificação: Edificação com estrutura resistente a fogo mas com fácil propagação de fogo entre pavimentos. 5.1.5. Classificação da edificação quanto a sua área ou dimensões em planta A edificação em estudo possui dois pavimentos, sendo o pavimento térreo de 422,70 m² e o subsolo de 403.11m², dando uma área total de 825,81 m². Conforme a tabela 5 apresentada neste artigo, a edificação está classificada com o código P – De pequeno pavimento. Sp < 750 m². 5.1.6. Sinalização de emergência Para edificação em questão, foram utilizadas as seguintes placas de saídas de emergência que está descrito no Anexo C, 13 placas de S12 sendo 8 placas para pavimento térreo e 5 no subsolo, 7 placas S1, sendo 4 placas para subsolo e 3 para térreo, uma placa S7 para pavimento térreo, uma S4 para subsolo, uma placa S8 para subsolo e uma para térreo, uma S10, para subsolo. Para sinalização dos extintores foi usado a seguinte placa que consta no anexo D, para pavimento térreo foram usados 2 placas de sinalização de código E5, o mesmo código também usado no subsolo, só que contendo 3 placas. 5.1.7. Iluminação de emergência Foram instaladas luminária de emergência nas escadas e na porta de cada cômodo, visando a identificação de cada rota de saída. O sistema de iluminação é do tipo de aclaramento e o método é de iluminação permanente. O total de luminárias foi de14 unidades, sendo 6 luminária no térreo e 8 no subsolo, cada luminária tem o tipo fluorescente de 16w e totalizando uma potência de 160W. 5.1.8. Extintores de incêndio Conforme a NBR 12693/1993, foram instalados 5 unidades de extintores na edificação, sendo 2 no térreo e 3 no subsolo e do tipo Pó ABC 3A 30BC – 6Kg e Pó ABC 4ªA 40BC – 8 Kg 6. CONCLUSÃO O presente artigo teve como, objetivo apresentar e relator a elaboração de um Projeto de Combate a Incêndio e Pânico de uma empresa de telemarketing, localizado na cidadede Varginha MG O presente artigo teve como objetivo de elaboração de um Projeto de Combate a Incêndio e Pânico em paralelo com a disciplina de Estágio Supervisionado I que, teve como objeto de estudo uma edificação comercial voltada para uso de televendas, situada na cidade de Varginha MG. Como o objeto de estudo ainda não possuía o seu PSCIP, faz então necessário a criação e implantação do mesmo, conforme os levantamentos realizados neste artigo. É muito importante ressaltar que para o planejamento PSCIP tornar eficaz, os ocupantes da edificação devem ter um preparo para sua utilização. Na ocorrência de um incêndio a importância dos conhecimentos sobre os risco O conhecimento sobre os risco e os procedimento adequados quando a ocorrência deum incêndio, são tão importantes quanto a instalação dos equipamento visto durante a elaboração desse artigo. Muitas empresa não leva em consideração o treinamento de seus ocupantes na situação de um incêndio ou pânico e com as inspeções periódicas de seus equipamentos, vale ressaltar que o tempo necessário para colocar em operação o sistema de segurança contra incêndios, é um dos fatores extremamente fundamentais para controlar ou extinguir o foco do incêndio, portanto o treinamento das pessoas e equipamentos sempre prontos para a sua operação provém ações práticas, eficazes e seguras. Assim com a elaboração desse estudo, foi possível verificar a importância de prevenir para se evitar que tragédias aconteçam, é muito mais fácil a prevenção do que tentar “remediar” depois do mal ocorrido. E por fim, após estudos acerca dos métodos de prevenção e proteção de incêndio e pânico adotados, concluo que o projeto de PSCIP elaborado atende as normas técnicas regulamentadoras da ABNT e as exigências legais do Estado de Minas Gerais. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14100: Proteção contra incêndio - Símbolos gráficos para projeto. Rio de Janeiro, 1998. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10898: Sistema de iluminação de emergência. Rio de Janeiro, 1999. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 12693: Sistemas de proteção por extintor de incêndio. Rio de Janeiro, 2013. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9077: Saídas de Emergências em Edifícios. Rio de Janeiro, 2001. CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE MINAS GERAIS. Instruções técnicas. Disponível em < http://www.bombeiros.mg.gov.br/component/content/article/471- instrucoes-tecnicas.html> Ultimo acesso em: 12 de Outubro de 2017. TONELLI, Ramon Maffioletti. Segurança contra incêndio em edificações históricas. Curso de Formação de Soldados. Biblioteca CEBM/SC, Florianópolis, 2011. Disponível em < https://biblioteca.cbm.sc.gov.br/biblioteca/index.php/component/docman/cat_view/47- trabalhos-de-conclusao-de-curso/44-curso-de-formacao-de-soldados/57-cfsd-20113> Ultimo acesso em: 12 de Outubro de 2017. FAGUNDES, Fábio. Plano de prevenção e combate a incêndio: Estudo de caso de uma edificação residencial multipavimentada. Monografia do curso de Pós graduação. Universidade Regional do Nordeste do Estado do Rio Grande do Sul. Santa Rosa, RS. 2013 GOMES, Taís. Projeto de prevenção e combate á incêndio. Trabalho de conclusão de curso. Universidade Federal de Santa Maria. Santa Maria, RS. 2014 ANEXO A Cargas de incêndio específicas por ocupação Ocupação/Uso Descrição Divisão Carga de incêndio (qfi) em MJ/m2 Residencial Alojamentos estudantis A-3 300 Apartamentos A-2 300 Casas térreas ou sobrados A-1 300 Pensionatos A-3 300 Serviço de Hospedagem Hotéis B-1 500 Motéis B-1 500 Apart-hotéis B-2 300 Comercial varejista, Loja Açougue C –1 40 Antigüidades C –2 700 Aparelhos domésticos C –1 300 Armarinhos C -1 300 Armas C -1 300 Artigos de bijouteria, metal ou vidro. C –1 300 Artigos de cera C -2 2100 Artigos de couro, borracha, esportivos. C –2 800 Automóveis C –1 200 Bebidas destiladas C –2 700 Brinquedos C –2 500 Calçados C –2 500 Drogarias (incluindo depósitos) C –2 1000 Ferragens C –1 300 Floricultura C –1 80 Galeria de quadros C –1 200 Livrarias C –2 1000 Lojas de departamento ou centro de compras (Shoppings) C –2/ C –3 800 Máquinas de costura ou de escritório C –1 300 Materiais fotográficos C –1 300 Móveis C –2 400 Papelarias C –2 700 Perfumarias C –2 400 Produtos têxteis C –2 600 Relojoarias C –2 600 Supermercados C –2 400 Tapetes C –2 800 Tintas e vernizes C –2 1000 Verduras frescas C –1 200 Vinhos C –1 200 Vulcanização C –2 1000 Serviços profissionais, pessoais e técnicos Agências bancárias D -2 300 Agências de correios D -1 400 Centrais telefônicas D -1 100 Cabeleireiros D -1 200 Copiadora D -1 400 Encadernadoras D -1 1000 Escritórios D -1 700 Estúdios de rádio ou de televisão ou de fotografia D -1 300 Laboratórios químicos D -4 500 Laboratórios (outros) D -4 300 Lavanderias D -3 300 Oficinas elétricas D -3 600 Oficinas hidráulicas ou mecânicas D -3 200 Pinturas D -3 500 Processamentos de dados D -1 400 Educacional e cultura física Academias de ginástica e similares E-3 300 Pré-escolas e similares E-5 300 Creches e similares E-5 300 Escolas em geral E-1/E2/E4/E6 300 Locais de reunião de público Bibliotecas F-1 2000 Cinemas, teatros e similares F-5 600 Circos e assemelhados F -7 500 Centros esportivos e de exibição F-3 150 Clubes sociais, boates e similares. F-6 600 Estações e terminais de passageiros F-4 200 Exposições F -10 Adotar Anexo B Igrejas e templos F-2 200 Museus F-1 300 Restaurantes F-8 300 Estacionamentos G-1/G-2 200 Serviços automotivos e assemelhados Oficinas de conserto de veículos e manutenção G-4 300 Postos de abastecimentos (tanque enterrado) G-3 300 Hangares G -5 200 Serviços de saúde e Institucionais Asilos H -2 350 Clínicas e consultórios médicos ou odontológicos. H -6 200 Hospitais em geral H-1/H-3 300 Presídios e similares H-5 100 Quartéis e similares H-4 450 Industrial Aparelhos eletroeletrônicos, fotográficos, ópticos. I - 2 400 Acessórios para automóveis I – 1 300 Acetileno I - 2 700 Alimentação I - 2 800 Artigos de borracha, cortiça, couro, feltro, espuma. I – 2 600 Artigos de argila, cerâmica ou porcelanas. I – 1 200 Artigos de bijuteria I – 1 200 Artigos de cera I – 2 1000 Artigos de gesso I – 1 80 Artigos de mármore I – 1 40 Artigos de peles I – 2 500 Artigos de plásticos em geral I – 2 1000 Artigos de tabaco I – 1 200 Artigos de vidro I – 1 80 Automotiva e autopeças (exceto pintura) I – 1 300 Automotiva e autopeças (pintura) I – 2 500 Aviões I – 2 600 Balanças I – 1 300 Baterias I – 2 800 Bebidas destilada I – 2 500 Bebidas não alcoólicas I – 1 80 Bicicletas I – 1 200 Brinquedos I – 2 500 Café (inclusive torrefação) I – 2 400 Caixotes barris ou pallets de madeira I – 2 1000 Calçados I – 2 600 Carpintarias e marcenarias I – 2 800 Cera de polimento I – 3 2000 Cerâmica I – 1 200 CereaisI – 3 1700 Cervejarias I – 1 80 Chapas de aglomerado ou compensado I – 1 300 Chocolate I – 2 400 Cimento I – 1 40 Cobertores, tapetes. I – 2 600 Colas I – 2 800 Colchões (exceto espuma) I – 2 500 Condimentos, conservas. I – 1 40 Confeitarias I – 2 400 Congelados I – 2 800 Couro sintético I – 2 1000 Defumados I – 1 200 Discos de música I – 2 600 Doces I – 2 800 Espumas I – 3 3000 Farinhas I – 3 2000 Feltros I – 2 600 Fermentos I – 2 800 Fiações I – 2 600 Fibras sintéticas I – 1 300 Fios elétricos I – 1 300 Flores artificiais I – 1 300 Fornos de secagem com grade de madeira I – 2 1000 Forragem I - 3 2000 Fundições de metal I – 1 40 Galpões de secagem com grade de madeira I – 2 400 Industrial Geladeiras I – 2 1000 Gelatinas I – 2 800 Gesso I – 1 80 Gorduras comestíveis I – 2 1000 Gráficas (empacotamento) I – 3 2000 Gráficas (produção) I – 2 400 Guarda-chuvas I – 1 300 Instrumentos musicais I – 2 600 Janelas e portas de madeira I – 2 800 Jóias I – 1 200 Laboratórios farmacêuticos I – 1 300 industrial Laboratórios químicos I – 2 500 Lápis I – 2 600 Lâmpadas I – 1 40 Laticínios I – 1 200 Malharias I – 1 300 Máquinas de lavar de costura ou de escritório I – 1 300 Massas alimentícias I – 2 1000 Mastiques I – 2 1000 Materiais sintéticos ou plásticos I – 3 2000 Metalúrgica I – 1 200 Montagens de automóveis I – 1 300 Motocicletas I – 1 300 Motores elétricos I – 1 300 Móveis I – 2 600 Óleos comestíveis I – 2 1000 Padarias I – 2 1000 Papéis (acabamento) I – 2 500 Papéis (preparo de celulose) I – 1 80 Papéis (procedimento) I – 2 800 Papelões betuminados I – 3 2000 Papelões ondulados I – 2 800 Pedras I – 1 40 Perfumes I – 1 300 Pneus I – 2 700 Produtos adesivos I – 2 1000 Produtos de adubo químico I – 1 200 Produtos alimentícios (expedição) I – 2 1000 Produtos com ácido acético I – 1 200 Produtos com ácido carbônico I – 1 40 Produtos com ácido inorgânico I – 1 80 Produtos com albumina I – 3 2000 Produtos com alcatrão I – 2 800 Produtos com amido I – 3 2000 Produtos com soda I – 1 40 Produtos de limpeza I – 3 2000 Produtos graxos I – 1 1000 Produtos refratários I – 1 200 Rações I – 3 2000 Relógios I – 1 300 Resinas I – 3 3000 Roupas I – 2 500 Sabões I – 1 300 Sacos de papel I – 2 800 industrial Sacos de juta I – 2 500 Sorvetes I – 1 80 Sucos de fruta I – 1 200 Tapetes I – 2 600 Têxteis em geral I – 2 700 Tintas e solventes I – 3 4000 Tintas látex I – 2 800 Tintas não-inflámaveis I – 1 200 Transformadores I – 1 200 Tratamento de madeira I – 3 3000 Tratores I – 1 300 Vagões I – 1 200 Vassouras ou escovas I – 2 700 Velas de cera I – 3 1300 Vidros ou espelhos I – 1 200 Vinagres I – 1 80 Demais usos Demais atividades não enquadradas acima levantamento da carga de incêndio conforme Anexo B ANEXO B Tabelapara calculo da população ANEXO C Simbologia para sinalização de emergência ANEXO D Simbologia para sinalização de emergência ANEXO E – PROJETO