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‘’ Decidir empreender: Por que esse é o primeiro passo da caminhada empreendedora? O que leva um indivíduo a empreender? Se alguém for questionado sobre isso, possivelmente dará como resposta que é para ganhar dinheiro, poder se casar, oferecer aos filhos mais comodidade, poder viajar, comprar uma casa etc. Se continuarmos perguntando por que a pessoa quer isso ou aquilo, no final, possivelmente a resposta apontará a causa real do empreender: o desejo de ser feliz. Portanto, a finalidade última e de raiz da ação empreendedora é a felicidade. A missão de vida das pessoas é a felicidade. Então, o ser humano empreende pela felicidade, talvez não pensando nela como um alvo, mas sim como uma empreitada, durante a qual vai colhendo momentos de felicidade, enquanto busca a realização de seus sonhos. ’’ Outro ponto importante que o livro mostra é a desconstrução do funcionário exemplar, mostrando como a maioria das empresas tem exigências contraditórias e até a nossa formação não nos ensina para sermos criativos. "criatividade é característica da espécie humana: o homem criativo não é o homem comum ao qual se acrescentou algo; o homem criativo é o homem comum do qual nada se tirou." ‘‘... Ao mesmo tempo em que se fala, repetidamente, que as pessoas precisam ser empreendedoras, cobram-se delas posturas e comportamentos adversos aos exigidos de um empreendedor. Um exemplo disso são escolas e famílias que incentivam a formação de bons "empregados", ou seja, aqueles que se habilitam para um emprego, que se resignam a cumprir uma rotina em busca de segurança e tranquilidade. Mas o mercado quer empreendedores até mesmo para ocuparem cargos menos representativos e decisórios em empresas. Por outro lado, as organizações tendem a "formatar" as pessoas para se enquadrarem no perfil de profissionais de que precisam. Nisso, acabam formando exércitos de "seguidores de regras", que as aceitam sem questionamento e que se orientam por elas, perdendo iniciativa, criatividade e adesão à mudança. Tais profissionais, assim, tornam-se rígidos, pouco criativos e acomodados, características totalmente contrárias ao perfil empreendedor. Apesar disso, vale dizer que já existem empresas trabalhando diferentemente sua relação com o espírito empreendedor e criativo de seus colaboradores. Vejamos o exemplo da empresa Google, um dos casos de sucesso da atualidade... O exemplo serve para compreender que os graus de inovação da organização e o de satisfação dos funcionários crescem em ordem direta. ‘’ BLOQUEIOS À CRIATIVIDADE O livro também nos mostra uma lista de coisas que nos fazem bloquear e diz que podemos trabalhar nelas se tivermos consciência que isso nos prejudica. A lista é baseada em outro autor Roger von Oech. 1. "A resposta certa". 2. "Isso não tem lógica". 3. "Siga as normas". 4. "Seja prático". 5. "Evite ambiguidades". 6. "É proibido errar". 7. "Brincar é falta de seriedade". 8. "Isso não é da minha área". 9. "Não seja bobo". 10. "Eu não sou criativo". ‘’Ao explicar os referidos bloqueios, o autor diz que as pessoas são viciadas em achar uma resposta certa e param de procurar outras alternativas. E questiona: a primeira resposta certa é a melhor? Pode ser que a segunda, a terceira, a quarta sejam muito melhores. Mas como elas vão surgir se a busca acaba na primeira resposta certa?’’ SER CRIATIVO E pra encerrar o post de hoje, eu deixo uma lista de coisas que ajudam a aumentar a nossa criatividade. - Brinque (com crianças, com a comida). - Busque diferentes pontos de vista (coloque-se no lugar do outro ou de algo). - Busque muitas ideias (brainstorming). - Conte histórias (se possível, invente-as). - Desenhe de forma simples e rápida (mesmo que não seja um bom desenhista). - Faça novas combinações e arrumações (no armário, no vestir, na cozinha). - Inverta as coisas (mude caminho, horários, hábitos). - Relacione coisas rapidamente. - Use os dois lados do corpo (faça malabarismos; use a mão menos habilidosa para comer, escrever). - Veja e ouça mais atentamente. - Anote tudo (tenha um bloco sempre à mão). - Aprenda a contar piadas. - Aprenda a fazer coisas novas (música, artes, mecânica, ioga, xadrez, línguas, desenho). - Pense rápido (estude como o cérebro funciona e exercite os dois hemisférios). - Permita-se sonhar (sair do real, lógico, racional). - Use melhor o tempo para poder criar mais (organize-se para ser mais criativo). - Aumente seu vocabulário (conheça mais palavras, saiba sua origem, significado). - Busque melhorar o potencial criativo de um local (ambiente). - Busque mais momentos "lentos" e relaxantes (caminhadas, pôr do sol). - Invente brincadeiras novas com seus amigos e familiares. - Conheça lugares diferentes (sebos, asilos, ferros-velhos, lojas de usados, bibliotecas). - Ensine alguém a ser criativo. - Escolha mentores (gênios criativos) e converse - e se inspire com eles (tenha papos fictícios com Leonardo da Vinci, Einstein, Thomas Edison). - Faça pesquisas sobre coisas, pessoas, lugares. - Dê uma "pirada" (exagere, encolha, adapte e substitua coisas; saia do óbvio, do comum). - Invente histórias (infantis, ficção, humor). - Pergunte como uma criança, seja curioso (O quê? Por quê? Quem? Onde? Quando?). Eu já aplico algumas delas e sei que por mais simples que pareçam, fazem uma diferença enorme. A parte de anotar tudo é mais do que para incentivar a criatividade, é a forma de guardar e organizar todas as coisas que vão surgir na sua mente nos momentos em que estiver fazendo todos os outros itens da lista. Por fim, eu deixo um link para o caso de alguém se interessar em comprar o livro, procurei na livraria cultura por ser a mais conhecida (e segura), mas sei que tem em outras e até em versão digital.