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Ciência Política e Teoria Geral do Estado

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de proteção à propriedade privada, a manutenção dos cárceres e a defesa das fronteiras. Propunha um governo formado por um conselho superior, constituído por cidadãos do sexo masculino, todos com mais de 40 anos. Tal conselho salvaguardaria os princípios de proteção do livre mercado. Seria eleito de 15 em 15 anos. Assim, seria protegido de pressões políticas”.
ZYGMUNT BAUMANN
“A sociedade deixou de ser tolerante e de se preocupar com o “próximo”; o Estado se preocupa com o fluxo econômico financeiro e não com as pessoas e seus dramas. Como consequência da globalização, o número dos sem teto e sem Estado aumenta; a desregulamentação das guerras provoca miséria, cria milhões de pessoas desesperadas, desabrigas em fuga, com medo, fugindo para um lugar “seguro”, em busca de segurança que dificilmente encontram. Num planeta negativamente globalizado, todos os principais problemas – os meta-problemas que condicionam o enfrentamento de todos os outros – são globais e, sendo assim, não admitem soluções locais”.
O ESTADO COMO INSTITUIÇÃO POLÍTICA E SOCIAL – DADOS DE HISTORICIDADE
Entre 1914 e 1918 ocorre um choque de Imperialismo (disputam a hegemonia).
Império Britânico X Império Germânico – nasce a 1ª Guerra Mundial.
Império Britânico alia-se a França e a Rússia (Império Germânico alia-se ao Austro-húngaro, Alemanha e Turquia (Tríplice aliança)
ESTADOS UNIDOS
Partido Republicano: liberalismo ortodoxo
Partido Democrata: liberalismo heterodoxo
Surge o Liberalismo: estado mínimo
Em tempo de fartura: Partido Republicano ganha eleição
Em tempo de crise: Partido Democrata ganha eleição
O capitalismo está sujeito a crise cíclicas.
TEORIAS SOBRE A ORIGEM DO ESTADO ENQUANTO FORMA DE ORGANIZAÇÃO SOCIAL
A teoria da origem familial – matriarcal ou patriarcal – parte do princípio de que o Estado é uma extensão da família. As relações de endogamia*, responsáveis pela expansão do núcleo familiar, teriam ampliado o poder do líder (mãe ou pai) dando origem às primeiras áreas de ocupação, que, aglomerando-se umas às outras, originaram os primeiros povoamentos.
A teoria da origem violenta do Estado – parte da premissa de que as guerras de conquista forjaram toda a evolução da humanidade e estão no cerne da criação e consolidação das primeiras formas de Estado.
*é o nome dado ao ato da relação entre dois indivíduos que tenham parentesco, ou seja, possuem genes relacionados.
A teoria da formação natural – o Estado surge quando os homens atingem o estágio da civilização, ou seja, quando o homem abandona o nomadismo e se estabelece definitivamente em dado território.
A teoria contratual – o Estado surge de um acordo de vontades entre os membros da sociedade, por meio de um contrato subjetivo.
Hobbes: o contrato não resultou da aquiescência (consentimento) dos indivíduos, mas da necessidade de manter-se vivo; o homem, ao viver em estado de natureza, precisava criar condições mínimas para o convívio em sociedade.
Rosseau: o contrato é um acordo de vontades, é um acordo livre; cada indivíduo decide ceder parte de sua autonomia em prol do bem comum.
TEORIAS SOBRE A ORIGEM DO ESTADO ENQUANTO FORMA DE ORGANIZAÇÃO POLÍTICA
A teoria da formação histórica
Formação originária: quando um Estado surge sem derivar de outro; quando uma comunidade se torna uma polis.
Formação secundária: união de vários Estados (Estados Unidos) ou na divisão de um Estado anterior (Brasil).
Formação derivada: quando forças exteriores atuam na constituição de um novo Estado (Israel).
A teoria da formação jurídica: os doutrinadores se dividem entre
 Identificam o Estado a partir do momento em que ele é dotado de constituição
Brasil: 1924
 Identificam o Estado através do seu reconhecimento na comunidade internacional
Brasil: 1922
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO ESTADO
Na antiguidade, o Estado foi forjado dentro da religião e a religião forjada dentro do Estado.
O monarca se apresentava como a personificação do Estado, dotado de prerrogativas temporais e espirituais, tornando-se o representante direto da divindade na Terra, quando não o próprio Deus.
ESTADO ANTIGO, TEOCRÁTICO E ABSOLUTO
Produz o trabalhador escravo
Vínculo com a divindade
Polis ou cidades-estado – Grécia
As cidades eram como centros econômicos, comunitário.
Isonomia: igualdade entre todos os cidadãos perante a lei;
Isotimia: ausência de títulos e funções hereditárias, possibilitando o livre acesso dos cidadãos às funções públicas;
Isegoria: direito à livre expressão, à palavra, à argumentação pública.
Civitas ou cidades-estado – Roma 
Só tinham direito à cidadania aqueles que possuíam as melhores terras.
O ESTADO MEDIEVAL – descentralização do poder
Inexistência de coesão do poder estatal
Concepção patrimonialista e fragmentária do poder
Autonomia dos senhores feudais
O cristianismo como poder ideológico
O ESTADO MODERNO – centralização do poder
Absolutista (séc. XV a XVIII): o monarca passou a exercer autoridade suprema nos seus domínios territoriais (se colocava, inclusive, acima do ordenamento jurídico)
Mercantilismo (séc. XVIII): concessão de monopólio sobre as atividades econômicas à iniciativa da burguesia
O ESTADO MODERNO E SUAS MUTAÇÕES
ESTADO ABSOLUTISTA: presença da monarquia absoluta e as regras sociais pautadas pelo Direito Natural;
A superação do Estado Absolutista aconteceu devido a um conjunto de modificações políticas, econômicas e sociais ocorridas ao longo dos séculos XVII e XVIII. A reação antiabsolutista, desencadeada pelas Revoluções Liberais, que desestabilizaram o antigo regime, deixou marcas profundas na sociedade ocidental. Nesse contexto foi criado o Estado Liberal.
ESTADO DE DIREITO: nasce a ideia de soberania popular e as constituições escritas, com o reconhecimento dos direitos fundamentais e da separação dos poderes.
1ª GERAÇÃO – ESTADO LIBERAL DE DIREITO:
Limitação do poder pessoal do rei, por meio de uma Constituição, expressão da vontade geral representada no Parlamento, bem como o estabelecimento de garantias individuais frente ao poder estatal, a criação de mecanismos econômicos assentados na liberdade contratual e no livre desenvolvimento do mercado. Princípio da legalidade do povo no poder.
Observa-se no início do século XX, o surgimento de vários projetos alternativos e antagônicos (contrário) ao modelo liberal: o socialismo e o totalitário. 
Liberal: Ideias de individualismo, autonomia e livre iniciativa.
Socialismo: Construção do bem comum, pela via do poder estatal, visando mitigar as desigualdades existentes no mundo real. Lembrando que, o Estado socialista não é necessariamente anticapitalista.
*Governar para aqueles que não possuíam direito, mas para isso, quem possuía deixaria de possuir alguns.*
Regimes Totalitários: Constituem regimes autocráticos, que se apresentam sobre as mais variadas formas, ideologia de direita (capitalista) e de esquerda (usam o Estado para defender o proletariado), porém, ambos utilizam da violência. Possuem como característica comum a elevação do Estado à condição de protagonista na vida da sociedade.
O cidadão deixa de ser servido pelo Estado, passando a servi-lo. Tudo pelo Estado, por meio do Estado e para o Estado. Podem ser de base capitalista (Nazismo, na Alemanha e Fascismo na Itália) ou socialista (Stalinismo, na URSS e Maoísmo na China). 
No cenário caracterizado pela crise do regime liberal-democrático, surge o Estado Social de Direito.
2ª GERAÇÃO – ESTADO SOCIAL DE DIREITO: Objetiva a promoção do bem-estar social, sem, contudo, comprometer as liberdades individuais ou contestar as bases do sistema liberal. Tomou para si a obrigação de atender às pressões sociais, prestar serviços de toda ordem, interferir na realidade social a fim de distribuir ou atingir a justiça social. A lei passa a ser utilizada não mais, apenas, como ordem geral e abstrata, mas como instrumento de ação com caráter, muitas vezes, específico e concreto de intervenção na questão social.
Tira dos ricos para dar aos pobres, mas se mantém