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Ciência Política e Teoria Geral do Estado

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a riqueza. Portanto, a base é o capitalismo e não o socialismo.
Na segunda metade do século XX, no pós II Guerra Mundial, aconteceu a Guerra Fria (divisão do mundo entre capitalistas e socialistas). De um lado, o Estado liberal burguês, representado pelos Estados Unidos da América (EUA), e de outro, o modelo estatal socialista capitalista capitaneado pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).
EUA – propugnava o Estado mínimo, com base na propriedade privada sobre os meios da produção e na livre iniciativa (capitalismo).
URSS – pregava a intervenção do Estado na economia, por meio de um projeto desenvolvimentista, que tinha como eixo o intervencionismo estatal com vistas a planificação da economia.
Com a expansão da globalização, a desagregação da União Soviética, a reunificação da Alemanha, a falência do socialismo real no leste europeu e o predomínio no mundo da ideologia liberal capitalista, houve uma tendência de acreditar na configuração de um mundo multipolar.
A elevação dos Estados Unidos a categoria de única superpotência mundial (“one best way”) e o avanço tecnológico advindo da revolução telemática contribuíram para a mundialização da economia e das finanças mundiais.
Frente a crise do Estado Social de Direito setores progressistas da sociedade articulam a criação do Estado Democrático de Direito.
ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO: conjuga o ideal democrático ao do Direito e incorpora elementos do Estado Liberal
Nasce o Estado Nacional Moderno – século 15 ao 18 (absolutista)
Estado Nacional Liberal – século 18 a crise de 1929
Estado Nacional Social – século 20 (liberal e socialista)
Estado Nacional Democrático – século 21
ORGANIZAÇÃO DO PODER NO ESTADO
FORMAS DE ESTADO: É o modo como se reparte, territorialmente, o poder político.
Estado Unitário: É formado por 1 só Estado. Caracteriza-se pela unidade do sistema jurídico e da autoridade política: um só direito, uma só lei, um só governo. A ideia força é a centralização.
A centralização do poder pode ser:
Concentrada: quando há um só centro de decisão e um instrumento único de execução.
Desconcentrada: quando, em nível regional, os agentes do Estado possuem alguma parcela de competência para tomar e fazer executar decisões de interesse local; revogáveis, porém, pela autoridade superior.
Os agentes do poder local atuam como meros instrumentos de execução e controle, em obediência estrita às ordens recebidas do poder central. Porém, por conveniência administrativa facultam-se às autoridades secundárias decisões e execuções por delegação e não por autonomia.
Estado Federativo: Indica a união política de Estados autônomos. 
A União tem, com exclusividade, o direito à soberania. As Unidades Federativas possuem autonomia, mas não a soberania. 
O poder político é compartilhado pela União e pelas Unidades Federativas, por meio de distintas instâncias de poder político-administrativo. 
FORMAS DE GOVERNO: Indica a maneira como, numa sociedade política, é institucionalmente designado o Chefe de Estado.
Monarquia: O Chefe de Estado é o monarca. Há os princípios básicos da hereditariedade – o monarca governa até a sua morte e em seguida seu sucessor assume – e vitaliciedade – quando o monarca abdica do poder ou possui alguma incapacidade, seja ela física ou mental.
Liderança absoluta.
O Monarca aparece como garantia de unidade do Estado, assegurando a estabilidade das instituições, pois está acima das disputas políticas e pode intervir nos momentos de crise.
Os críticos da Monarquia consideram perigoso atrelar o destino do povo e do Estado à vontade pessoal.
República: O Chefe de Estado é o Presidente. Um representante é escolhido pelo povo para ser Chefe de Estado, podendo ou não acumular com a função de Chefe de Governo.
A eleição é normalmente realizada por voto livre e secreto, (direta ou indireta) em intervalos regulares, variando conforme o país. Os cargos políticos da administração são eletivos e temporários. Estimula a participação (direta ou indireta) do povo no poder do Estado.
Disputas políticas provocam, muitas vezes, descontinuidades e reforçam interesses individuais de grupos e fragilizam as instituições. Há risco de manipulação da opinião pública.
SISTEMAS DE GOVERNO: É o modo como se divide, funcionalmente, os poderes por meios dos quais o Estado exerce a soberania.
Parlamentarismo: Caracteriza-se pela distinção entre o ocupante da função de Chefe de Estado (estável) e do de Chefe de Governo (instável). Ou seja, o poder é exercido por duas pessoas.
Chefe de Estado – exerce função político-diplomática: representa o Estado, vende a imagem.
Chefe de Governo – exerce função político-administrativa: administra o Estado, fecha os negócios.
O Chefe de Estado possui poder estável no período em que foi eleito, porém, o Chefe de Governo possui poder instável pois o Parlamento o indica ao cargo e o partido elabora um Programa de Governo que, se caso, ele não o cumpra, os parlamentares lhe dão voto de desconfiança que, por regra, deve renunciar. E assim, o Parlamento indicará outro para o ocupar o seu lugar.
Presidencialismo: Os poderes de chefia de Estado e de Governo se concentram no Presidente da República. O Presidente governa auxiliado por seus ministros. O seu programa de governo pode ser completamente diferente das concepções compartilhadas pela maioria parlamentar.
O Presidente tem a possibilidade de intervir no processo legislativo por meio do poder de veto.
 O fato de ter sido o próprio povo que o escolheu torna-o mais habilitado a tomar decisões polêmicas. Portanto, o presidencialismo seria um sistema mais aberto a permitir transformações profundas na sociedade. Além disso, garantiria maior estabilidade administrativa, por conta de os mandatos serem exercidos durante um período pré-determinado. O povo pode tomar a decisão de alterar os rumos da vida nacional. No entanto, a centralização do poder numa só figura pode potencializar o risco de autoritarismo.
REGIMES POLÍTICOS: Indica como se define as relações de poder entre o Estado e a sociedade.
Democracia: É o povo quem detém o poder soberano sobre os poderes Legislativo e o Executivo. O Estado está a serviço da sociedade.
É um regime político no qual o poder e a responsabilidade cívica são exercidos por todos os cidadãos, diretamente ou por meio dos seus representantes livremente eleitos. 
Respeita a vontade da maioria e protege escrupulosamente os direitos fundamentais dos indivíduos e das minorias. A democracia sujeita os governos ao Estado de Direito e assegura que todos os cidadãos recebam a mesma proteção legal, ou seja, que os seus direitos sejam protegidos pelo sistema jurídico.
Os cidadãos democráticos reconhecem que não possuem apenas direitos, mas também deveres.
A soberania popular se dá por meio de:
Plebiscito: é uma consulta popular que visa decidir previamente uma questão política ou institucional, antes de sua formulação legislativa.
Acontece uma eleição, há propaganda e campanha política, há votação.
Referendum: são projetos de lei ou emenda constitucional, aprovados pelo legislativo, anterior à sanção do executivo, devem ser submetidos à vontade popular, desde que atendidas certas exigências.
O projeto de lei ou emenda já está tramitado e os parlamentares para não criar “contrários”, “joga” a decisão à população. 
Iniciativa Legislativa: o povo apresenta projetos de lei ao legislativo, desde que subscritos por certo número de eleitores (1% do eleitorado nacional, no caso brasileiro, distribuídos em pelo menos 5 Estados, com não menos de 0,3% dos eleitores de cada um deles. 
É realizado por abaixo-assinado. Pode ser projeto de lei, emenda, alteração em lei já existente.
Ação Popular: qualquer cidadão pode propor ação popular que vise anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural.
Processo Eleitoral: através do voto direto e secreto
Autocracia: o Estado manda e a sociedade