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FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE CARATINGA – FUNEC
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA – UNEC
CURSO DE ENGENHARIA AMBIENTAL E SANITÁRIA
FRANCIELLY DANTAS DE OLIVEIRA
PLANO MUNICÍPAL DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS
CARATINGA - MG
SETEMBRO DE 2014
	
FRANCIELLY DANTAS DE OLIVEIRA
	
PLANO MUNICÍPAL DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS
Trabalho apresentado como requisito parcial para obtenção de aprovação na disciplina Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos do 8º período, no Curso de Engenharia Ambiental e Sanitária, no Centro Universitário de Caratinga – UNEC.
Professor Orientador: D. Sc. Marcos Alves Magalhães
CARATINGA - MG
SETEMBRO DE 2014
SÚMARIO
APRESENTAÇÃO	
INTRODUÇÃO	01
OBJETIVOS	02
OBJETIVO GERAL	02
Objetivos Específicos	02
DIAGNÓSTICO	
CAPÍTULO I – ASPECTOS GERAIS	
I.1. Localização	
I.2. Aspectos Históricos	
I.3. Aspectos Socioeconômicos	
I.3.1. Densidade Demográfica	
I.3.2. Economia Municipal	
I.4. Saneamento Básico	
I.5. Resíduos Sólidos	
I.6. Legislação Local em Vigor	
I.7. Estrutura Operacional, Fiscalização e Gerencial	
I.8. Iniciativas e capacidade de Educação Ambiental	
CAPÍTULO II – SITUAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS	
II.1. Dados gerais e caracterização	
II.1.1. Normatização	
II.1.2. Classificação dos resíduos quanto a Natureza Origem	
II.1.2.1. Resíduos Sólidos Domiciliares	
II.1.2.2. Resíduos Sólidos Domiciliares Especiais	
II.1.2.3. Resíduos Sólidos Volumosos	
II.1.2.4. Resíduos Recicláveis	
II.1.2.5. Resíduos de Varrição	
II.1.2.6. Resíduos de Feiras Livres	
II.1.2.7. Resíduos de Raspagem, Capinação e Roçagem	
II.1.2.8. Resíduos de Serviços de Saúde	
II.1.2.9. Resíduos de Construção Civil	
II.1.2.10. Resíduos da Arborização pública de Áreas Verdes	
II.1.2.11. Resíduos Industriais	
II.1.2.12. Resíduos Agrossilvopastoris	
II.2. Geração	
II.3. Coleta e Transporte	
II.4. Destinação e Disposição Final	
II.5. Custos	
II.6. Competências e Responsabilidades	
II.7. Carências e Deficiências	
II.8. Iniciativas Relevantes	
II.9. Legislação e Normas Brasileiras Aplicáveis	
II.9.1. Lei da União Federativa	
II.9.2. Normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, Referentes a resíduos	
II.9.3. Leis do Estado de Minas Gerais	
PLANEJAMENTO DAS AÇÕES	
CAPÍTULO III – ASPECTOS GERAIS	
III.1. Perspectivas para a Gestão associada com Municípios da Região	
III.2. Definição das Responsabilidades Públicas e Privadas	
CAPÍTULO IV – DIRETRIZES, ESTRATÉGIAS, PROGRAMAS, AÇÕES E METAS PARA O MANEJO DIFERENCIADO DOS RESÍDUOS	
IV.1. Diretrizes Específicas	
IV.1.1. Modelo de Gestão	
IV.1.2. Segmentos Operacionais	
IV.2. Estratégias de Implementação e Redes de Áreas de manejo Local e Regional	
IV.3. Metas Quantitativas e Prazos	
IV.3.1. Resíduos Domiciliares	
IV.3.2. Resíduos de Limpeza Urbana	
IV.3.3. Resíduos Recicláveis – Coleta Seletiva	
IV.3.4. Resíduos Sólidos Volumosos	
IV.3.5. Resíduos Indústrias	
IV.3.6. Resíduos de Serviços de Saúde	
IV.3.7. Resíduos da Construção Civil	
IV.3.8. Resíduos Agrossilvopastoris	
IV.3.9. Aspectos Financeiros	
IV.3.10. Disposição Final	
IV.4. Programa e Ações – Agentes Envolvidos e Parcerias	
CAPÍTULO V – DIRETRIZES, ESTRATÉGIAS, PROGRAMAS, AÇÕES E METAS PARA OUTROS ASPECTOS DO PLANO	
V.1. Definição de Áreas para Disposição Final	
V.2. Regramento dos Planos de Gerenciamento Obrigatórios	
V.3. Ações Relativas aos Resíduos com Logística Reversa	
V.4. Indicadores de Desempenho para os Serviços Públicos	
V.5. Ações Específicas nos Órgãos da Administração Pública	
V.5.1. Ações Preventivas para Contingências	
V.5.2. Ações Corretivas para Emergências	
V.6. Iniciativas para a Educação Ambiental e Comunicação	
V.7. Definição de Nova Estrutura Gerencial	
V.8. Sistema de Cálculo dos Custos Operacionais e Investimentos	
V.9. Forma de Cobrança dos Custos dos Serviços Públicos	
V.10. Iniciativas para Controle Social	
V.11. Sistemática de Organização das Informações Locais ou Regionais	
V.12. Ajustes na Legislação Geral e Específica	
V.13. Programas Especiais para as questões e Resíduos mais Relevantes	
V.13.1. Programa Prioritário para o Gerenciamento de Resíduos de Construção eDemolição	
V.13.2. Programa Prioritário para o Gerenciamento de Resíduos Domiciliares Secos	
V.13.3. Programa Prioritário para o Gerenciamento de Resíduos Domiciliares Úmidos	
V.14. Ações para Mitigação das Emissões dos Gases de Efeito Estufa	
V.15. Agendas de Implementação	
V.16. Monitoramento e Verificação de Resultados	
REFERÊNCIAS
ÍNDICE DE FIGURAS
Figura 1 – Localização do Município de Caratinga no Estado de Minas Gerais	
Figura 2 – Produto Interno Bruto (Valor Adicionado)	
Figura 3 – Descarte Inadequado de Lixo feito pela População	
ÍNDICE DE TABELAS
Tabela 1 – População Total, por Gênero, Rural/Urbana	
Tabela 2 – Produção do Setor Primário	
Tabela 3 – Pecuária – Principais Efetivos	
Tabela 4 – Horária de Atendimento da Coleta Seletiva em Caratinga	
Tabela 5 – Comparativo – Resíduos dos Setores Público e Privado	
Tabela () – Competências e Responsabilidades pelo Manejo dos Resíduos Sólidos de Município	
Tabela () – Projeto de Curto Prazo de Educação Ambiental	
APRESENTAÇÃO
Este trabalho foi elaborado com base em requisitos teóricos estudados pela disciplina de Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos, e a partir dos dados levantados por estudantes do curso de Engenharia Ambiental do Centro Universitário de Caratinga (UNEC) referindo-se a uma simulação do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos do Município de Caratinga-MG.
O Plano em questão apresenta inicialmente um diagnóstico da situação atual, e em seguida indicar soluções e um planejamento para os próximos anos, de todos os serviços de gerenciamento de resíduos sólidos urbanos.
O Plano Municipal de Saneamento Básico para a gestão dos resíduos sólidos urbanos vai oferecer condições de implantar sistemas de tratamento de resíduos, além de melhoria no saneamento e na qualidade de vida da população do município.
A problemática dos resíduos sólidos urbanos da Cidade de Caratinga apresenta um nível de complexidade considerado elevado, porém as questões avançam de forma favorável devendo ser equacionadas através de procedimentos técnicos e administrativos factíveis de serem viabilizado a curto, médio e longo prazo, conforme metas e planejamentos relatados neste documento denominado. 
As demais informações contidas neste documento poderão ainda, serem utilizadas nas tomadas de decisões futuras, uma vez que acreditamos que a estatística das informações setorizadas será fundamental na opção tecnológica escolhida, tornando o processo mais sustentável; sobretudo quando o assunto se fundamenta em questões econômicas financeiras visando a adequabilidade ambiental de toda a gestão de resíduos sólidos urbanos.
O levantamento dos dados elaborados pelos estudantes do UNEC, se deu através de pesquisas em fontes como IBGE, SNIS, Portal de Caratinga e etc.
INTRODUÇÃO
A maioria dos municípios brasileiros dispõe seus resíduos sólidos domiciliares sem nenhum controle, uma prática de graves consequências: contaminação do ar, do solo, das águas superficiais e subterrâneas, criação de focos de organismos patogênicos, vetores de transmissão de doenças, com sérios impactos na saúde pública. O quadro vem se agravando com a presença de resíduos industriais e de serviços de saúde em muitos depósitos de resíduos domiciliares, e, não raramente, com pontos de descargas clandestinas.
Deste modo, o gerenciamento dos resíduos sólidos é hoje um dos principais desafios para atender plenamente às diretrizes atuais de proteção ambiental e responsabilidade social, pois permite o conhecimento quali-quantitativo e as peculiaridades dos diferentes resíduos gerados por uma população e exige a participação e o envolvimento de todos num processo de gestão participativa integrada de resíduos sólidosurbanos (OLIVEIRA et al., 2007). 
O manejo inadequado de resíduos sólidos de qualquer origem gera desperdícios, contribui de forma importante à manutenção das desigualdades sociais, constitui ameaça constante à saúde pública e agrava a degradação ambiental, comprometendo a qualidade de vida das populações, especialmente nos centros urbanos de médio e grande portes.
Para minimizar este problema, uma das alternativas é a implantação de um Plano de GerenciamentoIntegrado de Resíduos Sólidos, o qual aponta à administração integrada dos resíduos por meio de um conjunto de ações normativas, operacionais, financeiras e de planejamento. O PGRS leva em consideração aspectos referentes à geração, segregação, acondicionamento, coleta, armazenamento, transporte, tratamento e disposição final dos resíduos, priorizando atender requisitos ambientais e de saúde pública. Além da administração integrada dos resíduos, o PGIRS tem como base a redução, reutilização e reciclagem dos resíduos gerados no município.
Contudo, para bem atuar sobre os problemas dos resíduos sólidos é necessário que seja implantada uma política municipal de resíduos sólidos, que esteja alicerçada num programa de abordagem sistêmica, que contemplem ações que possibilitem a sua efetiva implementação no contexto da realidade do Município.
A política municipal para a gestão de resíduos sólidos possibilitará a participação e intervenção dasociedade no processo de gerenciamento desses resíduos. Para que este gerenciamento seja realmente participativo e que promova mudanças de questões culturais como o desperdício, é necessáriaamobilização dos diversos setores da sociedade.
No entanto, dentro do contexto do gerenciamento integrado de resíduossólidos, há que se destacar as unidadesde disposição final de resíduos sólidos, aqui entendida como aterro sanitário, que é umatécnica disposição de resíduos sólidos urbanos no solo, sem causar danos ou riscos à saúde pública e àsegurança, minimizando os impactos ambientais, método este que utiliza os princípios de engenhariapara confinar os resíduos sólidos ao menor volume permissível, cobrindo-os com uma camada de terra na conclusão de cada jornada de trabalho ou a intervalos menores se for necessário (ABNT 10.004/2004).
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei n° 12.305/2010) reafirma a definição da Lei n° 11.145/2007, da obrigatoriedade de elaboração de Planos de Resíduos Sólidos para todos os municípios brasileiros.
Portanto, o Presente trabalho se refere a uma simulação do Plano deGestão Integrada de ResíduosSólidos do Município de Caratinga/MG visando usar como base todos os requisitos teóricos estudados pela disciplina de Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos.
OBJETIVOS
Objetivo Geral
A partir do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos pretende-se promover o Plano de Gerenciamento para minimizar os impactos dos resíduos sólidos de forma eficaz, através de ações planejadas que busquem priorizar a não geração, o repensar, a redução, a reutilização, a reciclagem, o tratamento apropriado e, por fim, na falta da tecnologia a disposição ambientalmente adequada dos rejeitos.
Objetivos Específicos
Como forma de atingir o objetivo geral, foram colocados os seguintes objetivos específicos:
Levantar dados da situação atual dos resíduos gerados no município, quanto à origem, volume, características, formas de destinação e deposição final adotada;
Definir estratégias, iniciativas e soluções para gerenciamentodos resíduos sólidos gerados no Município;
Disciplinar a gestão, reduzir a quantidade e a nocividade dos resíduos sólidos;
Apresentar diagnóstico dos serviços públicos de limpeza urbana do Município;
Tratamento dos resíduos sólidos urbanos por meio de tecnologias adequadas;
Preservara saúde pública, proteger e melhorar a qualidade do meio ambiente, eliminando os prejuízos causados pela geração ou disposição inadequada de resíduos sólidos;
Supervisionar e fiscalizar o gerenciamento, dos resíduos sólidos, executado pelos diversosresponsáveis, de acordo com as competências e obrigações estabelecidas;
Implementar ações de licenciamento ambiental.
DIAGNÓSTICO
CAPÍTULO I -ASPECTOS GERAIS
I.1. Localização
O município de Caratinga situa-se nas coordenadas 19º37'30" de Latitude Sul e a 42º09'00" de Longitude Oeste, a Leste do Estado de Minas Gerais a 320 km de Belo Horizonte, epertence a microrregião do Vale do Rio Doce.Situa-se na região da encosta do Planalto Brasileiro ou Atlântico no trecho ocupado pelo sistema denominado Serra da Mantiqueiracomo mostra a figura 1.
Figura 1: Localização do município de Caratinga no Estado de Minas Gerais
 Fonte: SIMAS (2006)
Segundo IBGE (2010) apresenta uma área da unidade territorial de 1.258.778 km2, estando sua sede a 578 metros de altitude do nível do mar, e as altitudes máximas e mínimas são respectivamente, 1.520m na Serra do Rio Preto e 330m na foz do córrego Boachá, e além dessa sede municipal existem 10 distritos.
I.2. Aspectos históricos
Caratinga possui uma geografia típica dos Mares de Morros mineiros, isto é, uma área acidentada dos planaltos dissecados e cobertas por florestas estacionais semi-deciduais. Este ambiente geográfico é cortado pelo Rio Caratinga, que foi, como afirma Lázaro Denizart do Val, por onde, em 1841, chegou aqui Domingos Fernandes Lana, a procura de Poaia, um planta de grande valor medicinal:Com a influencia resultante do bom preço da poaia e em procura da mesma, partindo das proximidades da atual cidade de Abre Campo, com alguns índios, deliberou penetrar os serões nas regiões dos rios Matipó e Sacramento Grande, alcançou as nascentes do rio Caratinga, prosseguiu por onde é hoje a atual cidade desse nome, dobrou pelas aguadas do rio Manuassu , chegando até o local denominado Cuieté. 
Esta citação é uma das mais antigas sobre o início de nossa história. Foi feita por Antônio Caetano do Nascimento, filho daquele que é considerado o fundador de Caratinga. Teria sido Domingos Fernandes Lana que, impressionado com a enorme quantidade de “um tubérculo alimentício chamado caratinga (cará branco), deram aos montes que a esta dominam o nome de serra da Caratinga”. Surgia, assim, o nome de nossa cidade, provavelmente já chamada dessa forma pelos nativos que aqui residiam.
De fato, antes da chegada destes desbravadores, aqui residiam dois grandes grupos de nativos. Um nômade, que seguia as águas do rio Caratinga até o rio Doce, e voltavam sempre que os alimentos ou o tempo os obrigasse - eram os bravos Botocudos, que foram aquartelados e praticamente dizimados. O outro grupo era de nativos, os chamados Purís, ou Bugres, que habitavam esta região, se alimentado do próprio cará branco, da caça e da pesca. Foram de grande importância na localização de nossa cidade.
A data de 24 de junho de 1848, a que a tradição se refere Dia da Cidade, tem como base o mesmo relato de Antônio Caetano do Nascimento:
Em 1848, entrou João Caetano do Nascimento, em Caratinga, com seus filhos maiores, muito patriota e de relação com Domingos Fernandes de Lana... (de quem requereu) Bugres, e com seus companheiros, João da Cunha, João José e João Antonio de Oliveira, fez picada até Sapucaia... chegando à localidade que é a atual cidade deste nome em 23 de junho de 1848. Festejaram o dia de São João com uma grande fogueira e, nesse mesmo dia ofereceram uma posse para patrimônio desse santo, que é a atual cidade. 
Nossa cidade, desde os anos de sua fundação até quando foi elevada a cidade, teve um crescimento incipiente e irregular. A construção da Capela de São Batista e a vinda do primeiro religioso, o Padre Maximiano João da Cruz, forma destaques neste período. Lazadro do Val, afirma que “era a pequena capela, inacabada e tosca, o único sinal de civilização da terra, que permanecia segregada e inóspita”.
Esta situação somente viria a mudar após a nossa emancipação política de Manhuaçu, a quem pertencíamos, em 1890. Com a Proclamação da República, sobressaiam emnossa cidade o trabalho de vários “republicanos históricos”, dentre os quais é preciso destacar José Cristino da Silveira, Tobias Manassés Viana e Symphrônio Fernandes. Segundo Lázaro do Val, esta tríade e mais alguns outros republicanos organizaram um comício no alto do Itaúna e, no dia 30 de setembro de 1889, “saudaram com enorme foguetório” a futura República do Brasil. Quando ele esteve em nossa cidade, em campanha pelo regime republicano, João Pinheiro havia prometido que se a mesma fosse implantada conseguiríamos nossa emancipação. E de fato, três meses após a implantação da República, isto ocorreu.
Aliás, este foi um dos primeiros atos de Cesário Alvim, a saber, a criação do município de Caratinga em 06 de fevereiro de 1890. Esta é a data que nossa cidade deveria comemorar seu aniversário. Este novo município já nascia com números estatísticos consideráveis, pois, segundo dados da época, Caratinga possuía 10.572 Km e uma população de cerca de 25.000 habitantes.
Nosso primeiro poder constituído, a Câmara Municipal, pois na época não havia ainda a figura do prefeito, foi empossada em 7 de março de 1892, permanecendo até 1894, e tendo como presidente Symphrônio Fernandes.
Até 1930, nossa história foi marcada pelo domínio do que se convencionou chamar, na história do Brasil, de coronelismo. De fato, aglutinados em duas denominações partidárias chamadas de “caranguejo” e “bacurau”, eles se alternaram no poder até o fim da República Velha na década de 1930. Alguns grandes nomes e grandes acontecimentos marcaram este período, tais como os “Silva Araujo”, notadamente Antônio e Raphael, líderes dos caranguejos, e Joaquim Monteiro de Abreu (nosso primeiro deputado) e José Antônio Ferreira Santos (Santos Mestre). 
A principal realização foi, sem dúvida, a restauração da Comarca, em dois de dezembro de 1917, com a maior festa popular desde a fundação de nosso município. A comarca havia sido suprimida em 1912, voltando a pertencer a Manhuaçu.
Outro grande nome da política da época foi Agenor Ludgero Alves. Líder maior de nossa política de 1919 até 1930. Foi responsável por inúmeras conquistas, dentre elas: Inauguração dos serviços de produção de energia elétrica da cidade, de propriedade da Empresa Industrial de Caratinga. Em 1927 Ludgero conseguiu a assinatura do contrato entre o município, a Estrada de Ferro Leopoldina e o estado de Minas Gerais, com a inclusão de Caratinga entre as cidades beneficiadas. Em 14 de julho de 1928 tiveram fim os estudos para a instalação da Estrada de Ferro, o que ocorreu em 1930, em meio a enormes festividades.
O início da década de 1930 ficou marcado em nossa história como uma época de “demência coletiva”, tantos foram os assassinatos e barbaridades cometidos em nome da “Revolução de 1930”. O caso da “Chacina do Imbé” foi apenas um deles, com a morte do líder local, Joaquim Candido. Mas também foi a época que, em nossa cidade, se deu a divisão dos poderes Legislativo (a Câmara Municipal, neste momento foi suprimida, sendo que, entre 1930 e 1947, só funcionou entre 1936 e 1941) e Executivo, surgindo assim a figura do prefeito municipal.
O primeiro prefeito de nossa cidade foi Jorge Coura Filho, que ficou até 1932. Dessa época até hoje nossa cidade ficou sendo dirigida pelo prefeito municipal. Neste período, vários deles se destacaram tais como Omar Coutinho, que realizou grandes obras de construção de estradas e saneou as contas públicas, e José Augusto Ferreira Filho (1943 a 1946), que foi também deputado estadual, federal e senador da República, iniciando um domínio político em nossa cidade que se estenderia por décadas. Foi ele o responsável por iniciar o domínio do PSD (Partido Social Democrático).
Outro prefeito de grande importância política para a cidade foi Moacyr de Mattos, da UDN (União democrática Nacional), que conseguiu, em 1973, romper com o domínio do PSD. Foi ele o responsável por aumentar nossa zona urbana em direção ao Limoeiro. Hoje esta avenida leva seu nome.
Também devem ser citados os nomes de Anselmo Bonifácio (Dr. Fabinho) 1983/1988, que levou ao poder o PMDB, além de criar os líderes distritais, que ainda hoje estão na política; e Dário da Anunciação Grossi (1993/1996), que também aumentou nossa zona urbana, desta vez em direção a Unidade II do Centro Universitário de Caratinga. Atualmente a cidade é dirigida pelo prefeito Marco Antônio Junqueira. 
Caratinga é conhecida nacionalmente por suas intervenções culturais, através de grandes nomes em diversas áreas. A reserva ecológica chamada Reserva Particular do Particular do Patrimônio Natural Feliciano Miguel Abdala (RPPN-FMA), abriga o Muriqui, o maior mamífero endêmico da América Latina. Esta reserva recebe pesquisadores de todo o mundo, dentre eles a cientista Karen Strier, que pesquisa estes mamíferos há exatos trinta anos e cujas pesquisas mudaram o rumo da primatologia mundial.
Conhecida como “Cidade das Palmeiras”, possui em sua praça um coreto de Oscar Niemayer, que junto com vários outros monumentos históricos, tais como o Palácio do Bispo, a Catedral de São João Batista, da década de 1930, e o Colégio Princesa Isabel, fazem dela um conjunto arquitetônico e paisagístico (pois tem ao fundo a Pedra Itaúna), de grande valor histórico e cultural. (Adaptado Portal Caratinga).
I.3.Aspectos Socioeconômicos
I.3.1. Densidade Demográfica
O censo realizado pelo IBGE em 2010, indicou uma população de 85.239 habitantes em Caratinga, dos quais cerca de 83% residiam na área urbana e 17% residiam na área rural, sendo a densidade demográfica de 67,72 hab/km2. O referido censo estima que em 2014, a população seja de 90.192 habitantes.
Tabela 1: População Total, por Gênero, Rural/Urbana e Taxa de Urbanização – Caratinga -MG
	População
	População
(1991)
	% do Total (1991)
	População
(2000)
	% do Total (2000)
	População
(2010)
	% do Total (2010)
	População total
	74.363
	100.00
	77.789
	100.00
	85.239
	100.00
	População residente masculina
	36.736
	49.40
	38.339
	49.29
	41.671
	48.89
	População residente feminina
	37.628
	50.60
	39.450
	50.71
	43.568
	51.11
	População urbana
	50.773
	68.28
	62.338
	80.14
	70.474
	82.68
	População rural
	23.590
	31.72
	15.451
	19.86
	14.765
	17.32
	Taxa de Urbanização
	-
	68.28
	-
	80.14
	-
	82.68
Fonte: IBGE 2010
O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de Caratinga é considerado médio pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Seu valor é de 0,754, sendo o 251° maior de todo estado de Minas Gerais (em 853 municípios); 829° de toda Região Sudeste do Brasil (em 1666) e o 1744° de todo país (entre 5.507). A cidade possui a maioria dos indicadores médios e parecidos com os da média nacional segundo o PNUD.
O coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social, é de 0,41, sendo que 1,00 é o pior número e 0,00 é o melhor. No ano de 2003, a incidência da pobreza, medida pelo IBGE, é de 28,26%, o limite inferior da incidência de pobreza é de 21,21%, o superior é de 35,31% e a incidência da pobreza subjetiva é de 25,27%.
I.3.2. Economia Municipal
A força da economia do município apóia-se na produção do café.hortifrutigranjeiros e da agropecuária. Com um parque cafeeiro de 66 milhões de covas plantadas em uma área de mais de 16 mil hectares. O período da safra ocorre de abril a setembro, movimentando consideravelmente o comércio local. Já a comercialização de hortifrutigranjeiros, que chega a, aproximadamente, 3.000 tonelada/mês, movimentando 2,5 milhões de reais, é realizada por uma unidade da CEASA (Centrais de Abastecimento de Minas Gerais) instalada no município. A Central atende 50 outros municípios vizinhos e comercializa uma safra de, aproximadamente, 1.000 produtores rurais da nossa região.
O município cresceu economicamente no início do século com a economia baseada na cultura do café. A localização do município de Caratinga influenciou em sua vocação cafeicultora, devido a sua proximidade da Zona da Mata, embora se encontre na do Mesorregiãodo Vale do Rio Doce.
O Produto Interno Bruto - PIB - de Caratinga é o maior de sua microrregião, destacando-se na área de prestação de serviços. De acordo com dados do IBGE, relativos a 2008, o PIB do município era de R$ 612 295,984 mil.49 116 mil são de impostos sobre produtos líquidos de subsídios a preços correntes. O PIB per capita é de R$ 7 218,34 e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de renda é de 0,689, sendo que o do Brasil é de 0,723, como mostra a figura 2.
Figura 2: Produto Interno Bruto (Valor Adicionado)
Fonte: IBGE 2008.
No entanto, o setor da agricultura é o setor menos relevante da economia de Caratinga. De todo o PIB da cidade 41.777 mil reais é o valor adicionado bruto da agropecuária.
Tabela 2– Produção do Setor Primário 
	Produto
	Área colhida (ha)
	Produção (t)
	Cana-de-açúcar
	195
	12.675
	Milho
	1.500
	3.750
	Mandioca
	200
	2.400
Fonte: IBGE 2007
Tabela 3 – Pecuária – Principais Efetivos
	Especificação
	Número de cabeças
	Bovinos
	29.478
	Equinos
	669
	Suínos
	1.226
	Caprinos
	50
	Asininos
	6
	Muares
	635
	Aves
	114.174
	Ovinos
	441
Fonte: IBGE 2008
Em 2009 a cidade produziu 10.962 mil litros de leite de 10.440 vacas. Foram produzidos 197 mil dúzias de ovos de galinha e 10.258 quilos de mel-de-abelha. Na lavoura temporária são produzidos principalmente a cana-de-açúcar, o milho e a mandioca. Em Caratinga também se destaca o cultivo do café, que sempre foi uma das principais fontes de renda do município, sendo considerado como um polo regional da cafeicultura.
O setor secundário, atualmente, é o segundo setor mais relevante para a economia do município. A cidade conta com um distrito industrial, criado pela Lei nº 2332 de 5 de setembro de 1996, contando então com área de 120.144,00m² e localizado na região conhecida como Córrego do Calixto, cujo local foi desapropriado para este fim conforme Decretos 328 e 329 de 20 de janeiro de 1988. Atualmente ocorre, na cidade, a implantação de um grande projeto imobiliário que inclui parque tecnológico, distrito industrial, centro comercial e condomínios residenciais para as classes A, B e C. As obras tiveram início em julho de 2010 e deverão ser concluídas até 2028.
O setor terciário atualmente é a maior fonte geradora do PIB caratinguense. De acordo com o IBGE, a cidade possuía, no ano de 2008, 2.484 unidades locais, 2.428 empresas e estabelecimentos comerciais. Assim como em grande parte do Brasil o maior período de vendas é o Natal.
I.4. Saneamento Básico
O abastecimento público de água potável é fornecido pela COPASA, com atendimento de 98% da população da sede municipal, através de 40.000 ligações, sendo o Ribeirão do Lage o principal manancial; de acordo com o IBGE 2008, na sede municipal 21.004 domicílios são atendidos por rede de esgotos, possuem fossas sépticas e 225 não possuem nenhum tipo de instalação sanitária. Todos os esgotos domésticos gerados são lançados sem nenhum tratamento nos cursos d’água do município (córrego São João, rio Caratinga, e outros).
I.5. Resíduos Sólidos
Dentro da realidade socioeconômica caratinguense, o gerenciamento dos resíduos sólidos é um dos problemas que vem sendo historicamente enfrentados pelas sucessivas administrações públicas municipais, sendo que na atualidade o município apresenta um sistema de gerenciamento de resíduos sólidos estável, quadro esse que não se constituiu em pouco tempo. 
Foram necessários planejamento e aprendizado constante, da análise dos erros cometidos durante tentativas de organizar a logística administrativa e o adequado encaminhamento de resíduos gerados no território do município. 
Muito embora o gerenciamento do circuito dos resíduos sólidos apresente características extremamente semelhantes dentro dos municípios, envolvendo apenas as atividades de coleta regular, transporte e disposição final; Caratinga se encontra dentre os municípios que já adota procedimento diferenciado como coleta seletiva, embora ainda tenha muito que avançar nos programas de Educação Ambiental. 
Cabe, nessa nova fase de planejamento institucional, a busca por novos procedimentos que promovam a melhoria contínua do sistema de gerenciamento dos resíduos sólidos urbanos, bem como dos demais resíduos presentes no município. Conforme os objetivos da Política Nacional de Resíduos, a busca de novos procedimentos deverá ser materializada em metas de redução, reutilização, coleta seletiva e reciclagem, entre outras, com vistas a reduzir a quantidade de rejeitos encaminhados para a disposição final.
Ressalta-se que o manejo inadequado dos resíduos sólidos, não importando a origem dos mesmos, gera desperdícios, contribuindo para manutenção de desigualdades sociais, piora da qualidade ambiental e ampliação dos riscos sanitários no município, contribuindo para a piora da qualidade de vida das populações.
I.6. Legislação Local em Vigor
Não fora identificados os instrumentos legais editados pelo Município. A legislação local relacionada à gestão dos resíduos precisa ser inserida no diagnóstico geral. O PGIRS deve demandar, ao final, a realização de ajustes na legislação existente. Para cada município devem ser registradas as leis em vigor e aquelas em processo de elaboração ou em tramitação: Plano Diretor, Código de Posturas, Regulamento de Limpeza Urbana ou leis específicas, a data da sanção, sua ementa e a carência ou não de regulamentação por decreto.
I.7. Estrutura operacional, fiscalizatória e gerencial
I.7.1. Sistema de Coleta e Manejo de Resíduos Sólidos de Caratinga
O sistema de coleta e manejo de resíduos sólidos é um conjunto de atividades, infraestrutura, e plano de operações, sobre a responsabilidade da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos – SMSU. Os serviços de limpeza pública e manejo de resíduos sólidos urbano são terceirizados para a empresa COSTRUBAN. E para outros resíduos sólidos, atividades para a destinação e fiscalização são desenvolvidas pela SMSU.
A Prefeitura de Caratinga tem a Secretario Municipal de Serviços Urbanos com as atribuições de executar as atividades relativas aos serviços de limpeza pública e de sua respectiva fiscalização.
A Secretária do Meio Ambiente tem como atribuição a promoção da ampla divulgação e conscientização da população sobre a correta disposição dos resíduos sólidos e Coleta Seletiva.
I.7.2. Serviços de coleta dos Resíduos Domiciliares e comerciais
A coleta é executada em todas as vias públicas oficias abertas à circulação ou que venham a ser abertas. Nas vias onde há impossibilidade de acesso do veículo coletor, a coleta é feita manualmente. A coleta é executada pela empresa CONSTRURBAN, sendo atendida toda a população do município. . A tabela 4 mostra os horários em que é realizada a coleta.
ADICIONAR TABELA
No entanto, o Complexo de Santa Cruz, Bairro Esperança, Anápolis, Morro da Antena, Complexo Habitacional e a Comunidade Santa Isabel, não são atendida pela empresa CONSTRURBAM. Nessas localidades, apenas a coleta de resíduos e feita pela SMSU.
Nos Distritos de Caratinga, a SMSU é a responsável pela coleta dos resíduos, sendo esses atendidos como mostra a tabela 5.
Tabela 5: Horário de Atendimento de Coleta aos Distritos de Caratinga
	Horário de atendimento de Coleta de Resíduos nos Distritos de Caratinga
	Dia da Semana
	Distritos
	Segunda- feira
	Patrocínio
	
	São João
	
	Santo Antônio
	
	Santa Luzia
	
	Alto da Biquinha
	
	Condomínio 1 e 2
	
	Presídio
	
	APAC
	
	Rio Doce
	
	Moto Pista
	
	Com. São Miguel
	Terça- feira
	Cordeiro
	Horário de atendimento de Coleta de Resíduos nos Distritos de Caratinga
	Dia da Semana
	Distritos
	Terça- feira
	São Cândido
	
	São Pedro
	
	Baxadão
	
	Igrejinha
	
	Santinha
	
	BR116
	Quarta- feira
	Dom Modesto
	
	Santa Efigênia
	
	Dom Lara
	
	Sapucaia
	
	Córrego Jovem
	
	Pé Serra
	
	Água Santa
	
	Córrego Bertoldo
	Quinta- feira
	Patrocínio
	
	São João
	
	Santo AntônioSanta Luzia
	
	Alto da Biquinha
	
	Condomínio 1 e 2
	
	Presídio
	
	APAC
	
	Rio Doce
	
	Moto Pista
	
	Com. São Miguel
	Sexta- feira
	Vale Verde
	
	Porto Seguro
	
	Chácara Bertoldo
	
	Clube do Cavalo
	
	Ponto Caipira
	
	Posto Faisão
	
	Fábrica da LCM
	
	Lagoa do PIAU
	
	Ilha do Rio Doce
	Sábado 
	São Cândido
Fonte: Secretária de Serviços Urbanos de Caratinga
I.7.3. Serviços para coleta seletiva
Para esse serviços, é utilizado um caminhão com carroceria tipo baú, adaptado e adesivadopara a coleta de recicláveis com dispositivos sonoro que servem como alerta a população quanto à passagem do caminhão coletor. Os serviços são coordenados pelos encarregados da SMSU de Caratinga.
Os serviços são de recolhimento dos resíduos recicláveis de porta em porta em residências, empresas e escolas, esses resíduos serão separados e vendidos pela Associação de Catadores. Todos os custos desse serviço, e por conta da Prefeitura, que o faz como um incentivo à Associação dos antigos catadores, do antigo lixão de Caratinga.
Os horário de atendimento desse serviço é disposto na tabela 5.
Tabela 6 – Horário de atendimento da Coleta Seletiva em Caratinga
	Horário de atendimento- Coleta Seletiva na Cidade de Caratinga
	Dia da Semana
	Bairro/Localidade
	Horário (a partir)
	Segunda- feira
	Sto. Antônio/ Monte Líbano
	08:30
	
	Nª Sª Aparecida/Bela Vista
	09:00
	
	Nª Sª Aparecida II
	09:30
	
	Morro Caratinga
	10:00
	
	Limoeiro
	13:00
	
	Floresta
	14:00
	
	BR-116( os dois lados)
	15:00
	Terça- feira
	Comunidade Sta Izabel
	08:30
	
	Anápolis
	09:00
	
	Bom Pastor
	09:30
	
	Dr. Eduardo
	10:00
	
	Santa Cruz
	13:00
	
	Conjunto Habitacional
	14:00
	
	Esperança
	15:00
	Quinta- feira
	Morro do Escorpião
	08:00
	
	Santa Zita
	09:00
	
	Centro
	13:00
	Sexta- feira
	Salatiel
	08:00
	
	Av. Dário Grossi
	09:00
	
	Zacarias
	10:00
	
	Seminário
	13:00
	
	Bairro das Graças
	13:30
	
	Esplanada
	14:30
	
	Vale do Sol
	15:30
	
	Belvedere
	16:00
Fonte: Secretária de Transportes Urbanos de Caratinga
Os serviços de coleta seletiva do Município de Caratinga atende toda a sua população Urbana. De seus Distritos, somente Santa Luzia é atendida por esse serviço.
I.7.4. Serviços de varrição das vias Pública do Município
Os serviços de varrição são realizados pela empresa CONSTRURBAM, que conta com equipes treinadas para prestação de seus serviços. São disponibilizados para os servidores uniformes e EPIs, embora o uso desses equipamentos não serem feitos regularmente por todos os servidores.
O trabalho de fiscalização desses serviços são realizados por Fiscais da SMSU do município.
Os serviços de variação prestados pelos servidores municipais em termos de qualidade atende ao munícipio, visto o número de reclamações/ano. Em termos de frequência dos serviços prestados, a quantidade de servidores não atende à extensão dos setores.
I.7.5. Serviços de Limpeza nas Feiras Livres
O serviço de limpeza de feiras consiste em varrer toda a área utilizada para a feira, recolher o lixo logo após a varrição com equipamento adequado e proceder a lavagem do local, deixandoos resíduos em condições de coleta. 
Esses serviços no município de Caratinga são feito pela Secretária de Agricultura.
I.7.6. Serviços de Limpeza de bueiros e bocas de lobo
O serviço de desobstrução é retirar materiais como areia, pedaços de tijolos e madeira, garrafas pet e sacolas plásticas, dos bueiros e bocas de lobo.
A limpeza de bueiros é realizada pela SMSU, que conta com 2 funcionários, para essas atividades, que são realizadas periodicamente.
I.7.7. Serviços de Limpeza e manutenção das praças
São realizados serviços como: varrição, jardinagem e podas. Os resíduos provenientes de jardinagem e podas são coletados por caminhão específico e destinados a um terreno da Prefeitura. Os demais são coletados pela coleta regular. Esses serviços são realizados diariamente.
I.7.8. Serviços de Roçagem
São serviços realizados pela SMSU, de capina de lotes da prefeitura, córregos e rios. Os resíduos gerados por essas atividades são destinados a um terreno da prefeitura para que tenha seu ciclo natural de decomposição. Esses serviços são realizados duas vezes ao ano.
I.7.9. Serviços de coleta de animais mortos
A coleta de animais mortos são realizada por veículo caminhoneta, da SMSU. Todo o resíduo coletado e levado para um terreno da Prefeitura e aterrado em valas.
I.7.10. Serviços de coleta de resíduos verdes
Os resíduos verde de origem capina e roçagem são levados para um terreno da Prefeitura. Esse serviço e prestado pela SMSU.
I.7.11. Serviços da Seção de Fiscalização de Limpeza Urbana
A competência de fiscalização fica sob a responsabilidade da SMSU do munícipio. Tendo um fiscal para cada tipo de serviços prestado.
I.8. Iniciativas e capacidade de Educação ambiental
O município desenvolve a Educação ambiental através de projetos como o Projeto “Caratinga de Cara Limpa”. Caratinga de Cara Limpa é uma grande mobilização social, especialmente preparada para a cidade, diante do problema crescente sobre o destino dos resíduos sólidos e do lixo reciclável, que são produzidos diariamente no município. Ações conjuntas entre os Departamentos da Secretaria de Serviços Urbanos, Transportes e Meio Ambiente (Educação Ambiental, Fiscalização, Meio Ambiente e Limpeza Urbana), com a Empresa Santo Pio Serviços (SPS), são efetivadas durante toda a campanha. Em contrapartida, a Prefeitura espera a adesão de toda a comunidade, de forma que a campanha obtenha os resultados desejados e de forma continuada. Foram realizadas palestra e passeatas em prol do projeto como mostra a figura 3.
Secretária de Meio Ambiente, trabalha também com a conscientização da população sobre o descarte adequado do lixo, distribuindo panfletos sobre o descarte adequado e horários da coleta de lixo.
No entanto, tais ações não são o suficiente, havendo a necessidade de se intensificar as suas atividades e implantar novos projetos. 
Figura 3: Projeto Caratinga de Cara Limpa
Fonte: Portal Caratinga (2014)
CAPÍTULO II – SITUAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS
II.1. Dados gerais e caracterização
II.1.1.Normatização
Conforme a ABNT NBR 10.004, define-se resíduos sólidos como: Resíduos nos estados sólido e semi-sólido (teor de umidade inferior a 85%), que resultam de atividades de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição. Ficam incluídos nesta definição os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água, aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como determinados líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpos de água, ou exijam para isso soluções técnica e economicamente inviáveis em face à melhor tecnologia disponível.
Na Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, que Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, no artigo 3º, entende-se no itens abaixo, como:
(...)
X - geradores de resíduos sólidos: pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado, que geram resíduos sólidos por meio de suas atividades, nelas incluído o consumo;
XIV - reciclagem: processo de transformação dos resíduos sólidos que envolvem a alteração de suas propriedades físicas, físico-químicas ou biológicas, com vistas à transformação em insumos ou novos produtos, observadas as condições e os padrões estabelecidos pelos órgãos competentes do Sisnama e, se couber, do SNVS e do Suasa;
XV - rejeitos: resíduos sólidos que, depois de esgotadas todas as possibilidades de tratamento e recuperação por processos tecnológicos disponíveis e economicamente viáveis, não apresentem outra possibilidade que não a disposição final ambientalmente adequada;
XVI - resíduos sólidos: material, substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanasem sociedade, a cuja destinação final se procede, se propõe proceder ou se está obrigado a proceder, nos estados sólido ou semissólido, bem como gases contidos em recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos d’água, ou exijam para isso soluções técnica ou economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia disponível;
XVIII - reutilização: processo de aproveitamento dos resíduos sólidos sem sua transformação biológica, física ou físico-química, observadas as condições e os padrões estabelecidos pelos órgãos competentes do Sisnama e, se couber, do SNVS e do Suasa;
A padronização dos resíduos domiciliar é questionável, atualmente pelo o dinamismo econômico e social da população urbana, ocorrem atividades diversas em meio as residências e fundo de quintais. Tornando fontes descaracterizadas como familiar, com tendências de comercial e industrial. Logo os resíduos domésticos poderão apresentar conteúdos discutíveis na sua classificação. Como não há uma exigência especifica na coleta e disposição, e consequentemente pelo alto volume operado, não se consegue segregar a níveis seguros de identificação. Em consequência existe um grande risco de recepção de resíduos de classe I domiciliar sendo depositado no aterro sanitário.
São várias as maneiras de se classificar os resíduos sólidos. As mais comuns são quanto aos riscos potenciais de contaminação do meio ambiente e quanto à natureza ou origem. Conforme a referida Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, no seu artigo 13º os resíduos sólidos têm a seguinte classificação:
I - quanto à origem:
a) resíduos domiciliares: os originários de atividades domésticas em residências urbanas;
b) resíduos de limpeza urbana: os originários da varrição, limpeza de logradouros e vias públicas e outros serviços de limpeza urbana;
c) resíduos sólidos urbanos: os englobados nas alíneas “a” e “b”;
d) resíduos de estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços: os gerados nessas atividades, excetuados os referidos nas alíneas “b”, “e”, “g”, “h” e “j”;
e) resíduos dos serviços públicos de saneamento básico: os gerados nessas atividades, excetuados os referidos na alínea “c”;
f) resíduos industriais: os gerados nos processos produtivos e instalações industriais;
g) resíduos de serviços de saúde: os gerados nos serviços de saúde, conforme definido em regulamento ou em normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama e do SNVS;
h) resíduos da construção civil: os gerados nas construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, incluídos os resultantes da preparação e escavação de terrenos para obras civis;
i) resíduos agrossilvopastoris: os gerados nas atividades agropecuárias e silviculturais, incluídos os relacionados a insumos utilizados nessas atividades;
j) resíduos de serviços de transportes: os originários de portos, aeroportos, terminais alfandegários, rodoviários e ferroviários e passagens de fronteira;
k) resíduos de mineração: os gerados na atividade de pesquisa, extração ou beneficiamento de minérios;
II - quanto à periculosidade:
a) resíduos perigosos: aqueles que, em razão de suas características deinflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade, patogenicidade,carcinogenicidade, teratogenicidade e mutagenicidade, apresentam significativo risco àsaúde pública ou à qualidade ambiental, de acordo com lei, regulamento ou normatécnica;
b) resíduos não perigosos: aqueles não enquadrados na alínea “a”.
Parágrafo único. Respeitado o disposto no art. 20, os resíduos referidos na alínea “d” doinciso I do caput, se caracterizados como não perigosos, podem, em razão de sua natureza,composição ou volume, ser equiparados aos resíduos domiciliares pelo poder públicomunicipal.
A ABNT NBR 10004:2004, classifica os resíduos pelas propriedades físicas e químicas:
Resíduos classe I - perigosos
Aqueles que apresentam periculosidade com característica nas suas propriedades físicas, químicas ou infecto-contagiosas, que podem apresentar: a) risco à saúde pública, provocando mortalidade, incidência de doenças ou acentuando seus índices; b) riscos ao meio ambiente, quando o resíduo for gerenciado de forma inadequada. Com características descritas:
1) De Inflamabilidade
Um resíduo sólido é caracterizado como inflamável se uma amostra representativa dele apresentar qualquer uma das seguintes propriedades:
a) ser líquida e ter ponto de fulgor inferior a 60°C, determinado conforme ABNT NBR 14598 ou equivalente, excetuando-se as soluções aquosas com menos de 24% de álcool em volume;
b) não ser líquida e ser capaz de, sob condições de temperatura e pressão de 25°C e 0,1 MPa (1 atm), produzir fogo por fricção, absorção de umidade ou por alterações químicas espontâneas e, quando inflamada, queimar vigorosa e persistentemente, dificultando a extinção do fogo;
c) ser um oxidante definido como substância que pode liberar oxigênio e, como resultado, estimular a combustão e aumentar a intensidade do fogo em outro material;
d) ser um gás comprimido inflamável, conforme a Legislação Federal sobre transporte de produtos perigosos (Portaria nº 204/1997 do Ministério dos Transportes).
2) De Corrosividade
Um resíduo é caracterizado como corrosivo se uma amostra representativa dele, obtida segundo a ABNT NBR 10007, apresentar uma das seguintes propriedades:
a) ser aquosa e apresentar pH inferior ou igual a 2, ou, superior ou igual a 12,5, ou sua mistura com água, na proporção de 1:1 em peso, produzir uma solução que apresente pH inferior a 2 ou superior ou igual a 12,5;
b) ser líquida ou, quando misturada em peso equivalente de água, produzir um líquido e corroer o aço (COPANT 1020) a uma razão maior que 6,35 mm ao ano, a uma temperatura de 55°C, de acordo com USEPA SW 846 ou equivalente.
3) De Reatividade
Um resíduo é caracterizado como reativo se uma amostra representativa dele, obtida segundo
a ABNT NBR 10007, apresentar uma das seguintes propriedades:
a) ser normalmente instável e reagir de forma violenta e imediata, sem detonar;
b) reagir violentamente com a água;
c) formar misturas potencialmente explosivas com a água;
d) gerar gases, vapores e fumos tóxicos em quantidades suficientes para provocar danos à saúde pública ou ao meio ambiente, quando misturados com a água;
e) possuir em sua constituição os íons CN ou S2- em concentrações que ultrapassem os limites de de 250 mg de HCN liberável por quilograma de resíduo ou 500 mg de H2S liberável por quilograma de resíduo, de acordo com ensaio estabelecido no USEPA - SW 846;
f) ser capaz de produzir reação explosiva ou detonante sob a ação de forte estímulo, ação catalítica ou temperatura em ambientes confinados;
g) ser capaz de produzir, prontamente, reação ou decomposição detonante ou explosiva a 25°C e 0,1 MPa (1 atm.);
h) ser explosivo, definido como uma substância fabricada para produzir um resultado prático, através de explosão ou efeito pirotécnico, esteja ou não esta substância contida em dispositivo preparado para este fim.
4) De Toxicidade
Um resíduo é caracterizado como tóxico se uma amostra representativa dele, obtida segundo a ABNT NBR 10007, apresentar uma das seguintes propriedades:
a) quando o extrato obtido desta amostra, segundo a ABNT NBR 10005, contiver qualquer um dos contaminantes em concentrações superiores aos valores constantes no anexo F da ABNT NBR 10004.
b) possuir uma ou mais substâncias constantes no anexo C da ABNT NBR 10004, e apresentar toxicidade.
c) ser constituída por restos de embalagens contaminadas com substâncias constantes nos anexos D ou E da ABNT NBR 10004.
d) resultar de derramamentos ou de produtos fora de especificação ou do prazo de
validade que contenham quaisquer substâncias constantes nos anexos D ou E daABNT NBR 10004.
e) ser comprovadamente letal ao homem.
f) possuir substância em concentração comprovadamente letal ao homem ou estudosdo resíduo que demonstrem uma DL50 oral para ratos menor que 50 mg/kg ou CL50inalação para ratos menor que 2 mg/L ou umaDL50 dérmica para coelhos menor que200 mg/kg.
5) De Patogenicidade
Um resíduo é caracterizado como patogênico se uma amostra representativa dele, obtida segundo a ABNT NBR 10007, contiver ou se houver suspeita de conter, microorganismos patogênicos, proteínas virais, ácido desoxiribonucléico (ADN) ou ácido ribonucléico (ARN) recombinantes, organismos geneticamente modificados, plasmídios, cloroplastos, mitocôndrias ou toxinas capazes de produzir doenças em homens, animais ou vegetais.
Resíduos classe II A - não perigosos, não inertes
Aqueles que não se enquadram nas classificações de resíduos classe I - Perigosos ou deresíduos classe II B - Inertes. Possuem propriedades de biodegradabilidade, combustibilidadeou solubilidade em água.
Resíduos classe II B - não perigosos, inertes
Quaisquer resíduos que, quando amostrados de uma forma representativa, segundo a ABNTNBR 10007, e submetidos a um contato dinâmico e estático com água destilada oudesionizada, à temperatura ambiente, conforme ABNT NBR 10006, não tiverem nenhum deseus constituintes solubilizados a concentrações superiores aos padrões de potabilidade deágua, excetuando-se aspecto, cor, turbidez, dureza e sabor.
II.1.2.Classificação dos resíduos quanto a natureza e origem
Segundo IBAM (2001) a origem é o principal elemento para a caracterização dos resíduos sólidos. Segundo este critério, os diferentes tipos de resíduos sólidos presentes em Caratinga são agrupados a seguir.
II.1.2.1. Resíduos Sólidos Domiciliares
Os resíduos sólidos domiciliares são aqueles gerados pelas atividades domiciliares rotineiras, especificamente em residências urbanas, caracterizados tipicamente pela forte presença de orgânicos e materiais recicláveis. Usualmente a coleta dos resíduos sólidos domiciliares pode ser subdividida em coleta regular e seletiva ou em sistema de coleta único (IBAM, 2001).
Dependendo do sistema adotado pelo município, os resíduos podem ser direcionados diretamente para aterro sanitário ou, de forma alternativa, ser direcionados a sistemas de tratamento prévio, destacando-se dentre esses segregação para reciclagem, compostagem, incineração, dentre outros, tendo seus rejeitos direcionados ao aterro sanitário. Importante salientar que a destinação final dos rejeitos deverá ser em aterro sanitário.
Em Caratinga a coleta domiciliar e realizada de segunda a sábado, sendo determinado horário e dia específico para cada localidade.
II.1.2.2. Resíduos Sólidos Domiciliares Especiais
São as pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes, atuais resíduos passíveis de regulamentação, e desconhecido controle de destinação, estão classificados como resíduos perigosos. Comotambém os pneus inservíveis e os entulhos de construção civil residencial, enquadrados nestacategoria pela grande quantidade de sua geração, e pela importância do reuso energético ereciclagem (IBAM, 2001).
No município de caratinga, esses resíduos são coletados e dispostos juntamente com os resíduos domiciliares orgânicos e recicláveis.
II.1.2.3. Resíduos Sólidos Volumosos
Outro sistema existente no município, mediante agendamento, trabalha com acoleta de resíduo volumosa, buscando uma premissa de prevenção de deposições irregulares em vias públicas ou outros locais.
Consiste na coleta sistemática dos objetos classificados como resíduos volumosos e não passíveis de remoção pela coleta regular de resíduo em razão de suasdimensões excessivas, compreendendo galhos de árvores, restos de móveis,sofás, colchões, geladeiras, fogões e outros objetos de grande volume, julgadosinservíveis pelo seu gerador, além de resíduos da construção civil, em pequenaescala (IBAM, 2001).
Em Caratinga, o funcionamento de tal sistema de coleta não foi informado.
II.1.2.4. Resíduos Recicláveis
Consiste na coleta de material reciclável (metais, plásticos, vidros e papéis) separados previamente do resíduo doméstico pelos munícipes e comerciantes. A coleta seletiva ocorre de segunda a sexta, uma vez por semana, em cada bairro da área de Caratinga, em horário diferenciado da coleta domiciliar. Os resíduos devem ser dispostos junto às calçadas, bem acondicionados e limpos, próximo do horário da coleta (IBAM, 2001).
Em Caratinga esse serviço e feito em parceira com a Associação de Catadores de Caratinga.
II.1.2.5.Resíduos de Varrição
Os serviços de varrição se referem à limpeza executada em praças,logradouros e áreas públicas, locais de eventos, etc. O serviço é gerenciado pela Secretaria de Serviços Públicos.
Além de manter os níveis adequados de higiene pública o serviço impede o acúmulo de resíduos no sistema de captação de águas pluviais evitando a diminuição da seção das manilhas.
Quanto à origem os resíduos coletados pela varrição podem ser gerados de forma natural (folhas, flores, excremento de animais, etc.) ou descartados pela população.
A limpeza e manutenção dos passeios são, de acordo com a legislação municipal, de responsabilidade de seus proprietários e, dessa forma, a varrição pública é realizada com maior intensidade junto à sarjeta para evitar obstáculos no escoamento das águas pluviais.
No âmbito da coleta, a empresa terceirizada contratada faz a coleta dos resíduos da varrição manual com veículo coletor, de segunda-feira a sábado.
O resíduo, após a varrição é ensacolado e colocados em local de coleta, e posteriormente encaminhados ao Aterro Sanitário.
II.1.2.6.Resíduos de Feirar Livres
Na cidade de Caratinga ocorre uma feira livre todo sábado. Os trabalhos consistem na limpeza da feira livre a operação de varrição, ajuntamento e coleta dos resíduos descartados no decorrer da feira, tais como cascas de frutas, verduras e frutas inservíveis, papéis e demais resíduos, e posterior lavagem dos locais críticos.
Para diminuir os problemas gerados pela atividade, deve ser estabelecido um horário rígido para término da feira livre e os feirantes devem manter, em seus pontos de venda, recipientes para resíduo. Depois de coletados os resíduos da feira ele é encaminhado para o aterro sanitário.
II.1.2.7.Resíduos de raspagem, capinação e roçagem
O município realizará o sistema de capina das vias públicase lotes baldios de forma manual ou com tratamento químico, os lotes baldios o município fará a limpeza podendo a cobrança ser anexada no IPTU ou na divida ativa.
Os serviços de capina e limpeza de vias públicas e terrenos baldios serão realizados pelos funcionários do próprio setor ao qual esta prestando serviços.
Sabendo-se que a capina requer cuidados especiais para tal, devera ser realizada por profissional qualificado e seguindo a legislação além de ter acompanhamento de um engenheiro agrônomo. Para evitar a sobre carga de serviços aos funcionários do setor, o município devera quando necessário remover funcionários de outro setor ou até mesmo contratar funcionários para essa atividade ou até mesmo terceirizar o serviço.
Quando e como á roçada deve ser feita, deve-se observar tais circunstancias:
Quando em locais de declividades acima de 30% manterem a vegetação rasteira, para evitar deslizamento de materiais particulados;
Deverá ser realizada no período das secas;
Poderá ser com foices, microtratores ou roçadeiras.
Devemos ressaltar que a limpeza e capina dos terrenos particulares e passeios em frente á testada de cada lote ou residência devem ser conservados por seus proprietários, cabendo a fiscalização notificar os infratores.
II.1.2.8.Resíduos de Serviços de Saúde
Segundo IBAM (2001) Resíduos de Serviços de Saúde são aqueles gerados nas atividades típicas da manutenção da saúde, em conformidade com regulamentos e normas do Sisnama e Anvisa, incluindo-se aqui os gerados em hospitais (humanos ou veterinários), pronto socorros, clínicas médicas (humanas e veterinárias), incluindo carcaças de animais, odontológicas, centros de pesquisa, desenvolvimento ou experimentação na área de farmacologia e saúde; medicamentos e imunoterápicos vencidos ou deteriorados; de necrotérios, funerárias, de serviços de medicina legal, os provenientes debarreiras sanitárias, dentre outros serviços específicos.
Caracterizados, especialmente, pela sua periculosidade intrínseca (patogenicidade), esses resíduos devem sofrer procedimentos específicos, tanto de segregação quanto de coleta. Com coleta segregada dos demais resíduos, os resíduos de serviços de saúde têm sistema de gestão específico, sendo direcionados a sistemas de tratamento que eliminem a periculosidade inerente aos mesmos, tais como autoclavagem ou incineração, e, uma vez descontaminados e atendendo legislação específica, podem ser direcionados à disposição final.
Na cidade de Caratinga os resíduos de serviços de saúde são coletados por empresa terceirizada, que utiliza veículos adaptados para a realização desse serviço havendo isenção de cobrança da taxa de coleta, tratamento e destinação final para consultórios de profissionais da área de saúde, farmácias e drogarias, conforme Lei Complementar nº 454/2.002, bem como aos estabelecimentos que gerem quantidades por coleta menores que dois litros de volume por coleta e não mais que um quilograma de peso. Tal taxa é calculada conforme Lei Complementar nº 322/1.998.
Após a coleta, os resíduos são encaminhados para incineração que é realizada pela empresa em Ipatinga. O gerenciamento do contrato de coleta e destinação é de responsabilidade da Secretaria de Serviços Públicos.
II.1.2.9.Resíduos de Construção Civil
Os resíduos da construção civil – RCC são aqueles gerados em construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, incluídos os resultantes da preparação e escavação de terrenos para obras civis, sendo caracterizados genericamente como constituídos por pedaços de concreto, tijolos, blocos, metais, solos, bem como embalagens e outros gerados nas obras.
A Resolução Conama 307, de 05 de julho de 2.002, dispõe sobre a gestão dos resíduos da construção civil e estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil.
De acordo com a resolução são adotadas as seguintes definições:
Resíduos da Construção Civil – São os provenientes de construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, e os resultantes da preparação e da escavação de terrenos, tais como: tijolos, blocos cerâmicos, concreto em geral, solos, rochas, metais, resinas, colas, tintas, madeiras e compensados, forros, argamassa, gesso, telhas, pavimento asfáltico, vidros, plásticos, tubulações, fiação elétrica etc., comumente chamados de entulhos de obras, caliça ou metralha;
Geradores – São pessoas, físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, responsáveis por atividades ou empreendimentos que gerem os resíduos definidos nesta Resolução;
Transportadores – São as pessoas, físicas ou jurídicas, encarregadas da coleta e do transporte dos resíduos entre as fontes geradoras e as áreas de destinação;
Agregado reciclado – É o material granular proveniente do beneficiamento de resíduos de construção que apresentem características técnicas para a aplicação em obras de edificação, de infra-estrutura, em aterros sanitários ou outras obras de engenharia;
Gerenciamento de resíduos – É o sistema de gestão que visa reduzir, reutilizar ou reciclar resíduos, incluindo planejamento, responsabilidades, práticas, procedimentos e recursos para desenvolver e implementar as ações necessárias ao cumprimento das etapas previstas em programas e planos;
Reutilização – É o processo de reaplicação de um resíduo, sem transformação do mesmo;
Reciclagem – É o processo de reaproveitamento de um resíduo, após ter sido submetido à transformação;
Beneficiamento – É o ato de submeter um resíduo a operações e/ou processos que tenham por objetivo dotá-los de condições que permitam que sejam utilizados como matéria-prima ou produto;
Aterro de resíduos da construção civil – É a área onde serão empregadas técnicas de disposição de resíduos da construção civil Classe "A" no solo, visando a reservação de materiais segregados de forma a possibilitar seu uso futuro e/ou futura utilização da área, utilizando princípios de engenharia para confiná-los ao menor volume possível, sem causar danos à saúde pública e ao meio ambiente;
Áreas de destinação de resíduos – São áreas destinadas ao beneficiamento ou à disposição final de resíduos.
Os resíduos da construção civil deverão ser classificados da seguinte forma:
CLASSE A – São os resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados,tais como:
a) de construção, demolição, reformas e reparos de pavimentação e de outras obras de infraestrutura, inclusive solos provenientes de terraplanagem;
b) de construção, demolição, reformas e reparos de edificações: componentes cerâmicos (tijolos, blocos, telhas, placas de revestimento etc.), argamassa e concreto;
c) de processo de fabricação e/ou demolição de peças pré-moldadas em concreto (blocos, tubos, meiosfios etc.) produzidas nos canteiros de obras;
CLASSE B – São os resíduos recicláveis para outras destinações, tais como:plásticos, papel/papelão, metais, vidros, madeiras e outros;
CLASSE C – São os resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam a sua reciclagem/recuperação, tais como os produtos oriundos do gesso;
CLASSE D – São os resíduos perigosos oriundos do processo de construção, tais como: tintas, solventes, óleos e outros, ou aqueles contaminados oriundos de demolições, reformas e reparos de clínicas radiológicas, instalações industriais e outros.
Os resíduos da construção civil deverão ser destinados das seguintes formas:
CLASSE A – Deverão ser reutilizados ou reciclados na forma de agregados, ou encaminhados a áreas de aterro de resíduos da construção civil, sendo dispostos de modo a permitir a sua utilização ou reciclagem futura;
CLASSE B – Deverão ser reutilizados, reciclados ou encaminhados a áreas de armazenamento temporário, sendo dispostos de modo a permitir a sua utilização ou reciclagem futura;
CLASSE C – Deverão ser armazenados, transportados e destinados em conformidade com as normas técnicas especificas.
CLASSE D – Deverão ser armazenados, transportados, reutilizados e destinados em conformidade com as normas técnicas especificas.
De forma inequívoca, e atendendo aos preceitos da política nacional de resíduos sólidos, todo gerador deve, em seus procedimentos, estabelecer políticas de redução na geração, bem como de triagem e segregação, seguida do adequado acondicionamento, conforme classificação já apresentada neste documento.
Em se tratando dos grandes geradores, os planos de gerenciamento estabelecidos pelos mesmos deverão prever soluções condizentes com a legislação ambientalvigente, bem como a identificação dos métodos e sistemasdotados. Paratransporte do RCC, deverão ser utilizados equipamentos adequados, bem comoser evitada a queda de material em vias públicas.
Para dar suporte ao gerenciamento do RCC, em especial o gerado pelos pequenos geradores, énecessária a implantação de rede de equipamentos desuporte, tais como PEVs, área de triagem e transbordo (ATT) e aterro específicode RCC.
A coleta do RCC é de responsabilidade do próprio empreendedor, sendo que, emcasos dessa geração ser de pequena monta, podem ser aplicadas soluções quepossibilitem a entrega dos mesmos em pontos específicos, ou ainda, a coleta será efetuada pela municipalidade. Seu destino mais adequado é a reciclagem, parareaproveitamento na própriaindústria da construção civil, sendo que conformelegislação específica, o armazenamento do material deve ser efetuado em aterrosde inertes, específicos para tal finalidade. Dessa forma, sua disposição final seriaem aterros de inertes ou, idealmente, o reprocessamento do material e reutilização na própria indústria.
O serviço de coleta de RCC é realizado, em sua maioria, por empresas que prestam serviço de aluguel de caçambas diretamente pelos munícipes, devendoserdirecionado a destinações devidamente licenciadas para esse fim ou paraaterro sanitário.
A geração de resíduos de construção civil não foimapeada, ou estudada, em termos do município de Caratinga, exigindo alguns documentos gerais referente ao tema.
O município enfrenta um grande problema quanto ao serviço de coleta de entulhos, diariamente são recolhidos vários montes de resíduos que são deixados em vias publicas por boa parte da população. Em sua maioria são resíduos depositados de forma clandestina, em lotes baldios, calçadas, vias de trafego dificultando a passagem de veículos e pessoas, tudo isso acontece em horários em que á fiscalização não esta funcionando, ou seja, durante a noite.
Para solucionar esse problema esta sendo elaborado um projeto de gerenciamento dos resíduos da construção civil, também é necessária uma campanha educativa, licenciar bota fora para que a população possa levar os resíduos e manter plantões de fiscalização durante a noite para coibir tais ações.
Assim sendo poderia ocorrer algumas propostas para tentar ajudar na solução de tais problemas como:
Cadastramento e identificação de todos os caminhões que fazem serviços de terraplenagem e transporte de entulho.
Cadastramento de todas as empresas que trabalham com terraplenagem.
A coleta de entulho será realizada por meio de ordem de serviço, quando o serviço for prestado pela prefeitura.
O entulho devera ser depositado de forma correta seguindo a legislação ambiental e em bota-fora licenciado.
Adotar mutirões de limpeza de entulho nos bairros, informando o dia da coleta.
Demarcar áreas para que o gerador dos resíduos possa deposita-los para que o serviço de limpeza pública possa realizar a coleta.
Coletar os resíduos particulares mediante solicitação e pagamento ao município como rege a lei 1449/85, Código de Postura Municipal.
II.1.2.10.Resíduos da arborização pública de áreas verdes
O município de Caratinga apresenta uma grande cobertura vegetal, com uma grande diversidade de espécies de árvores e de plantas ornamentais, que requer manutenção periódica.
Os resíduos como galhos, terra, flores, folhas provenientes do manejo de árvores e jardins realizado pela Secretaria de Meio Ambiente, sendo sua disposição final no aterro sanitário, o município ainda não trabalha com o processo de compostagem.
II.1.2.11.Resíduos industriais
A Cidade de Caratinga não apresenta sistema de coleta específico para esse tipo de resíduo, ficando o mesmo por conta dos próprios geradores. 
Facilmente definíveis, são os resíduos gerados nos processos e instalações industriais, podendo ser caracterizados de forma variada, desde os originados nas atividades administrativas e operacionais aos resultantes dos processos produtivos em si. Existem em composições que permeiam ambas as classificações, perigosos (Classe I) e não perigosos (Classe II).
A destinação desse material, pode se dar de formas variadas, sendo comum o direcionamento à reciclagem, recuperação, incineração, coprocessamento, ou ainda, seu direcionamento à disposição final adequada, em aterros industriais devidamente licenciados.
A Tabela 5 apresenta um comparativo entre os aspectos referentes aos resíduos dos setores público, ou resíduos sólidos urbanos, e os resíduos do setor produtivo, ou resíduos industriais.
Tabela 7 – Comparativo - Resíduos dos setores público e privado
	RESÍDUOS DO SETOR PÚBLICO
(resíduos municipais)
	RESÍDUOS DO SETOR 
PRODUTIVO
(resíduos industriais)
	Obrigação do Poder Público municipal
	Obrigação do gerador
	Contratante não é o gerador (munícipes), é o município (prefeitura).
	Contratante é o gerador (empresas)
	Envolve interesses públicos diretos: usuários, saúde pública, meio ambiente.
	Envolve interesses privados diretos, einteresses públicos indiretamente.
	Investimentos públicoseventualmente
privados (concessões).
	Investimentos 100% privados
	Contratos multilaterais, envolvendo agentes públicos diversos e empresas.
	Contratos bilaterais, entre agentes
Privados.
	Foco na atividade: serviços de coleta, tratamento e disposição.
	Foco nos resultados da atividade: proteção ambiental
	Padrão de qualidade individualizado, ditado por cada município e seu orçamento.
	Padrão de qualidade geral: ditado pelo mercado (há bons e há ruins).
Fonte: Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos do Município de Santos
Não existe nenhum levantamento efetuado, até o momento, referente aos resíduosindustriaisgeradosno município, sendo tal condição inerente ao adequando planejamento	global	dos	processos.	Entende-se	que,	para	a adequada manutenção da qualidade ambiental, é condição mínima o atendimento às normas e legislações pertinentes.
Conformea legislaçãofederal recente, tais geradores devem elaborar seuspróprios Planos de Gerenciamento e Resíduos Sólidos, os quais devem cobrir, de forma integral, todos os resíduos gerados dentro de suas instalações e promover, de forma adequada, minimização, segregação, tratamento e disposição final aos mesmos.
II.1.2.12.Resíduos Agrossilvopastoris
São resíduos provenientes das atividades desenvolvidasem instalações deprodução agrícola, pecuária ou de silvicultura, são caracterizados tipicamente por embalagens de medicamentos veterinários vencidos ou vazias, bem como por produtos agropecuários diversos ou por restos de culturas.
A coleta desse material é de responsabilidade do próprio gerador, podendo será efetuada de forma individual ou coletiva, sendo regida por legislação específica. A destinação adequada também deve ser providenciada pelo próprio gerador, sendo osprocedimentos regidos,também, por legislação específica, bem como suadisposição final adequada ou, ainda, reciclagem.
Nãoexiste, nomunicípio, levantamento específico referente à geração ougerenciamento dos resíduos Agrossilvopastoris.
II.2. Geração
A geração de resíduos sólidos em Caratinga se dá através de atividades domiciliares, indústrias, de serviços públicos (podas, capinação, varrição de vias públicas, saneamento e etc.), atividades da construção civil (entulho de obras), feiras livres, serviços de saúde e atividades agrossilvopastoris. 
No entanto, não há no munícipio de Caratinga, conhecimento da composição gravimétrica, dos resíduos gerados. Portanto, é indicado que dentro das metas, planos, ações, e novas definições de destinação final dos resíduos sólidos, propostas por esse plano, que seja feita uma avalição da composição gravimétrica dos resíduos gerados no município.
II.3. Coleta e transporte
A coleta de lixo foi terceirizada pela Prefeitura Municipal desde julho de 2007, sendo responsável por este serviço a empresa COSTRUBAN. Esta empresa dispõe de uma estrutura composta por 11 veículos, sendo 7 caminhões compactadores, 1 caminhoneta para o lixo hospitalar, caminhoneta para o pessoal administrativo, 1 pá-carregadeira e 1 trator (jerico).
A equipe é formada por 350 funcionários que trabalham diariamente de 06:00 às 18:00 horas nos dia úteis, sendo o material coletado disposto no Aterro Sanitário do município.
II.4. Destinação e disposição final
Os resíduos coletados em Caratinga são disposto em um Aterro Sanitário. O aterro sanitário de Caratinga, localizado no córrego São Silvestre,na estrada para Bom Jesus do Galho, situado na região Leste do Estado de Minas Gerais, micro-região do Vale do Rio Doce, distante 320 Km de Belo Horizonte, e junto à Rod. BR-116. 
Possui 19 hectaresde área onde são depositados os resíduos coletados em Caratinga, incluindo os distritos. Em média, 35 toneladas de lixo são ali compactadas diariamente. Com a implantação da Coleta Seletiva, houve uma redução de 10% do lixo. Com isso, aumentou a vida útil dessas células, sendo dado a destinação correta ao lixo, atendendo as exigências ambientais, garantindo tranquilidade à população e até com a geração de renda, já que o lixo seletivo é destinado à Associação de Seletores de Materiais Recicláveis da cidade.
O Aterro Sanitário de Caratinga começou a operar em junho de 2008, e hoje já se encontra com sua segunda célula de depósito de resíduos sólidos já esgotados.Agora, a prefeitura está aterrando toda a célula para que uma nova seja utilizada. O aterro Sanitário foi projetado para um volume de coleta diário de 43,4 toneladas em final de plano, em atendimento a uma população prevista de 86.000 habitantes.
O estudo feito para viabilização do Aterro Sanitário de Caratinga é de extrema deficiência sendo, portanto indicado que se faça um novo estudo, levando em consideração as metas, planos e ações aqui propostas por esse plano.
II.5. Custos
As despesas e orçamentos do manejo de resíduos sólidos não foram disponibilizados. Mas é preciso investigar as diversas despesas que incidem sobre o conjunto de resíduos abordados. É necessário organizar os dados sobre os custos diretos de operações de coleta e transporte, de destinação de disposição, inclusive os custos de limpeza corretiva em pontos viciados de deposição irregular; as informações sobre custos indiretos, tais como os de fiscalização, combate a vetores, administrativos, os relativos à amortização e depreciação de investimentos e outros. Tendo as despesas todas compiladas, é importante definir um indicador que relacione as “despesas com manejo dos resíduos sólidos urbanos” e as “despesas correntes municipais”.
II.6. Competências e responsabilidades
Para a visualização geral das competências e responsabilidades pelo manejo de cada um dos resíduos sólidos gerados no Município, a tabela abaixo destaca os agentes responsáveis.
Tabela 8: Competências e Responsabilidades pelo Manejo dos Resíduos Sólidos do
Município
	Tipos de Resíduos
	Responsabilidades Públicas
	Responsabilidades Privadas
	
	Principal
	Complementar
	Gerador
	Transportador
	Receptor
	Domiciliares de coleta convencional
	X
	X
	
	X
	X
	Domiciliares secos
	X
	X
	X
	X
	X
	Domiciliares úmidos
	X
	X
	
	X
	X
	Limpeza pública
	X
	X
	
	X
	X
	Construção civil - Volumosos
	X
	X
	X
	X
	X
	Volumosos 
	X
	X
	X
	
	X
	Verdes
	X
	
	X
	X
	X
	Serviços de saúde
	
	X
	X
	X
	X
	Equipamentos eletroeletrônicos
	
	
	X
	X
	X
	Pilhas e baterias
	
	
	X
	X
	X
	Lâmpadas 
	X
	
	X
	X
	X
	Pneus 
	X
	
	X
	X
	X
	Óleos lubrificantes e embalagens
	
	
	X
	X
	X
	Agrotóxicos
	
	
	X
	X
	X
	Industriais
	X
	X
	X
	X
	X
	Agrossilvopastoris
	
	X
	X
	X
	X
Fonte: Planos de gestão de resíduos sólidos: Manual de orientação (2012)
II.7. Carências e deficiências
Com a nova Lei 12.305 de 2 de agosto 2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, conduziu as prefeituras brasileiras a uma reestruturação nas atividades de suassecretarias, trazendo a observância de novas responsabilidades na gestão pública. Chamando aatenção para o insignificante “lixo”, a importância, e nova terminologia a ser tratada pelosservidores como resíduo sólido. Atualmente, o grande desafio é institucionalizar uma novacultura, e transpor antigos hábitos, em uma nova gestão socioambiental nas atividadesrotineiras. 
O município de Caratinga enfrenta esse grande desafio, uma vez que seu serviço de gerenciamento de resíduos sólidos ainda apresenta grandes deficiências, principalmente no que se refere aos hábitos da população, nos serviços de coleta do lixo e na sua disposição final.As figuras 3 e 4ilustram tais problemas, onde a população jogam lixos em lugares inapropriados e fora do horário de coleta, gerando transtorno a morados próximos ao local, como incômodo visual, cães rasgam as sacolas espalhando todo o lixo. Além de entupir as bocas de lobo.
Figura 4: Descarte inadequado de lixo feito pela população
Fonte: Autor
Portanto, faz necessário instrumentar as intenções teóricas, e criar compromissos daadministração pública com o meio ambiente, de forma a concretizar exemplos mínimos deminimização dos impactos sociais e ambientais, eincorporar princípios e critérios que promovam a sensibilização e a educação ambiental de toda a população.
Segue abaixo sugestão de algumas medidas a serem tomadas, para se possa atenuar tais problemas.
Utilizar os equipamentos sociais para ampliar o desenvolvimento da educação ambiental emescolas, praças, espaços da saúde, UAIs e PSF intensificando os projetos já existentes;
Trabalhar a educação ambiental em todas as faixas etárias;
Estabelecer Ecopontos, com contêineres, para que a população possa dispor seus resíduos em horários previamente determinadospara a coleta;
Em cada Ecopontos, colocar avisos e alertas sobre os horários e possíveis multas para aqueles que colocarem seus resíduos fora de horários estabelecidos;
Trabalhar a educação ambiental na perspectiva de redução do consumismo e reaproveitamento dos materiais recicláveis, desenvolvendo oficinas educativas práticas comcriação de objetos para serem utilizados no dia a dia;
Desenvolver campanha permanente, na mídia local sobre coleta seletiva nas área urbana,rural;
Capacitar pessoas que são gestoras de grandes condomínios e proprietários de grandesrestaurantes, a fim de evitar que os resíduos orgânicos sejam misturados, podendo o mesmoseguir para a reciclagem;
Investir na implantação das leis ambientais no Município por intermédio da educação esaúde (Lei Federal 9.795 e Lei Estadual MG 15.441);
Implantação de um programa permanente de educação ambiental para coletores de resíduosda construção civil, visando sua separação seletiva e destinação correta;
Criar uma divisão de fiscalização unificando os fiscais de várias secretarias;
Implantar usina de reciclagem de resíduos da construção civil em parceria com asinstituições afins, formando cooperativas;
O Município deverá criar mecanismos de fiscalização e punição para quem jogar resíduosem locais inadequados;
Definir o correto armazenamento/acondicionamento e descarte final de pneus e sucatas emáreas rurais e urbanas;
II.8. Iniciativas relevantes
Aspecto de relevante importância para a manutenção da adequada prestação dos serviços de gerenciamento dos resíduos sólidos, e a questão financeira, que se faz presente na legislação federal de referência, no tocante à sustentabilidade dos processos e sistemas adotados.
Em Caratinga, a cobrança dos serviços de gerenciamento de resíduos sólidos urbanos se dá através da taxa de remoção de resíduo séptico e de taxa de remoção de resíduo domiciliar, embutido na cobrança do Imposto Predial e Territorial urbano (IPTU).
II.9. Legislação e normas brasileiras aplicáveis
Neste tópico são identificados segundo IBAM (2001) os instrumentos legais correlatos aos assuntos editados em âmbito federal e estadual hoje em vigência e os respectivos temas abordados.
II.9.1. Lei da União Federativa
Lei Federal nº 4.320, de 17 de março de 1964 e suas alterações - normas gerais de direito financeiro, para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal.
Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981- Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências.
Lei nº 7.347, de 24 de julho de 1985 - Disciplina a ação civil pública de responsabilidade por danos causados ao meio-ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico (vetado) e dá outras providências.
Lei nº 7.735, de 22 de fevereiro de 1989 - Dispõe sobre a extinção de órgão e de entidade autárquica, cria o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e dá outras providências.
Lei nº 7.802, de 11 de julho de 1989 e alterações posteriores - Pesquisa, a experimentação, a produção, a embalagem e rotulagem, o transporte, o armazenamento, a comercialização, a propaganda comercial, a utilização, a importação, a exportação, o destino final dos resíduos e embalagens, o registro, a classificação, o controle, a inspeção e a fiscalização de agrotóxicos, seus componentes e afins, e dá outras providências.
Lei Federal nº 8.666, de 21 de junho de 1993 e alterações posteriores – normas paralicitações e contratos da Administração Pública.
Lei nº 9.433, de 8 de janeiro de 1997 - Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos,cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, regulamenta o inciso XIX do art. 21 da Constituição Federal, e altera o art. 1º da Lei nº 8.001, de 13 de março de 1990, que modificou a Lei nº 7.990, de 28 de dezembro de 1989.
Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998 - Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências.
Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999 - Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências.
Lei no 9.974, de 6 de junho de 2000 - Altera a Lei no 7.802, de 11 de julho de 1989, que dispõe sobre a pesquisa, a experimentação, a produção, a embalagem e rotulagem, o transporte, o armazenamento, a comercialização, a propaganda comercial, a utilização, a importação, a exportação, o destino final dos resíduos e embalagens, o registro, a classificação, o controle, a inspeção e a fiscalização de agrotóxicos, seus componentes e afins, e dá outras providências.
Decreto Federal nº 4.074, de 04 de janeiro de 2002 - Regulamenta a Lei no 7.802, de 11 de julho de 1989.
Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2004 e suas alterações - Normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal.
Lei Federal nº 11.107, de 6 de abril de 2005 – Lei dos Consórcios Públicos.
Lei Federal nº 11.445 de 05 de janeiro de 2007- Diretrizes Nacionais para o Saneamento Básico.
Lei Federal nº 12.305 de 02 de agosto de 2010 – Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Decreto Federal nº 7.404 de 23 de dezembro de 2010 – Regulamenta a Lei Federal nº 12.305/2012.
Decreto Federal nº 7.619, de 21 de novembro de 2011 – concessão de crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI na aquisição de resíduos sólidos.
Resolução CONAMA nº 237, de 19 de dezembro de 1997- Procedimentos e critérios utilizados no licenciamento ambiental.
Resolução CONAMA nº 307, de 05 de julho de 2002 e alterações posteriores - Diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil.
Resolução ANVISA RDC nº 306, de 07 de dezembro de 2004 – Regulamento Técnico para o Gerenciamento de Resíduo de Serviços de Saúde (RSS).
Resolução CONAMA nº 358, de 29 de abril de 2005 – Dispõe sobre o tratamento e a disposição final dos resíduos de serviços de saúde (RSS) e dá outras providências.
II.9.2. Normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, referentes a resíduos
ABNT NBR 16156:2013 - Resíduos de equipamentos eletroeletrônicos — Requisitos para atividade de manufatura reversa.
ABNT NBR 12809:2013 - Resíduos de serviços de saúde — Gerenciamento de resíduos de serviços de saúde intraestabelecimento.
ABNT NBR 12807:2013 - Resíduos de serviços de saúde — Terminologia.
ABNT NBR 11342:2012 - Hidrocarbonetos líquidos e resíduos de destilação — Determinação qualitativa de acidez ou de basicidade.
ABNT NBR 15911-2:2010 Errata 1:2011 - Contentor móvel de plástico - Parte 2: Contentor de duas rodas, com capacidade de 120 L, 240 L e 360 L, destinado à coleta de resíduos sólidos urbanos (RSU) e de saúde (RSS) por coletor compactador.
ABNT NBR 15911-3:2010 Errata 1:2011 - Contentor móvel de plástico - Parte 3: Contentor de quatro rodas com capacidade de 660 L, 770 L e 1 000 L, destinado à coleta de resíduos sólidos urbanos (RSU) e de saúde (RSS) por coletor compactador.
ABNT NBR 14879:2011 - Implementos rodoviários — Coletor-compactador de resíduos sólidos — Definição do volume.
ABNT NBR 16725:2011 - Resíduo químico — Informações sobre segurança, saúde e meio ambiente — Ficha com dados de segurança de resíduos químicos (FDSR) e rotulagem.
ABNT NBR 15911-2:2010 Versão Corrigida:2011 - Contentor móvel de plástico - Parte 2: Contentor de duas rodas, com capacidade de 120 L, 240 L e 360 L, destinado à coleta de resíduos sólidos urbanos (RSU) e de saúde (RSS) por coletor compactador.
ABNT NBR 15911-3:2010 Versão Corrigida:2011 - Contentor móvel de plástico - Parte 3: Contentor de quatro rodas com capacidade de 660 L, 770 L e 1 000 L, destinado à coleta de resíduos sólidos urbanos (RSU) e de saúde (RSS) por coletor compactador.
ABNT NBR 13332:2010 - Implementos rodoviários — Coletor-compactador de resíduos sólidos e seus principais componentes — Terminologia.
ABNT NBR 15849:2010 - Resíduos sólidos urbanos – Aterros sanitários de pequeno porte – Diretrizes para localização, projeto, implantação, operação e encerramento.
ABNT NBR 13221:2010 - Transporte terrestre de resíduos.
ABNT NBR 13842:2008 - Artigo têxteis hospitalares - Determinação de pureza (resíduos de incineração, corantes corretivos, substâncias gordurosas e de substâncias solúveis em água).
ABNT NBR 13334:2007 - Contentor metálico de 0,80 m³, 1,2 m³ e 1,6 m³ para coleta de resíduos sólidos por coletorescompactadores de carregamento traseiro – Requisitos.
ABNT NBR ISO 14952-3:2006 - Sistemas espaciais - Limpeza de superfície de sistemas de fluido - Parte 3: Procedimentos analíticos para a determinação de resíduos não voláteis e contaminação de partícula.
ABNT NBR 15116:2004 - Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil - Utilização em pavimentação e preparo de concreto sem função estrutural – Requisitos.
ABNT NBR 15112:2004 - Resíduos da construção civil e resíduos volumosos - Áreas de transbordo e triagem - Diretrizes para projeto, implantação e operação.
ABNT NBR 15113:2004 - Resíduos sólidos da construção civil e resíduos inertes - Aterros - Diretrizes para projeto, implantação e operação.
ABNT NBR 15114:2004 - Resíduos sólidos da Construção civil - Áreas de reciclagem - Diretrizes para projeto, implantação e operação.
ABNT NBR 15115:2004 - Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil - Execução de camadas de pavimentação – Procedimentos.
ABNT NBR 10004:2004 - Resíduos sólidos – Classificação.
ABNT NBR 10005:2004 - Procedimento para obtenção de extrato lixiviado de resíduos sólido.
ABNT NBR 10006:2004 - Procedimento para obtenção de extrato solubilizado de resíduos sólidos.
ABNT NBR 10007:2004 - Amostragem de resíduos sólidos.
ABNT NBR 15051:2004 - Laboratórios clínico - Gerenciamento de resíduos.
ABNT NBR 14652:2001 - Coletor-transportador rodoviário de resíduos de serviços de saúde - Requisitos de construção e inspeção - Resíduos do grupo A.
ABNT NBR 14283:1999 - Resíduos em solos - Determinação da biodegradação pelo método respirométrico.
ABNT NBR 13896:1997 - Aterros de resíduos não perigosos - Critérios para projeto, implantação e operação.
ABNT NBR 13853:1997 - Coletores para resíduos de serviços de saúde perfurantes ou cortantes - Requisitos e métodos de ensaio.
ABNT NBR 12808:1993 - classifica os resíduos de serviços de saúde quanto aos riscos potenciais ao meio ambiente e à saúde pública, para que tenham gerenciamento adequado.
ABNT NBR 12810:1993 - procedimentos exigíveis para coleta interna e externa dos resíduos de serviços de saúde, sob condições de higiene e segurança.
II.9.3. Leis do Estado de Minas Gerais
Lei Estadual nº 13.766, de 30 de novembro de 2000 – política estadual de apoio incentivo à coleta de lixo.
Lei Estadual nº 14.086, de 06 de dezembro de 2001 – cria o Fundo Estadual de Defesa de Direitos Difusos e o Conselho Estadual de Direitos Difusos.
Deliberação Normativa COPAM (DN) nº 74, de 2004 – regulamenta o licenciamento ambiental.
Lei nº 15.441, de 11 de janeiro de 2005 - Regulamenta o inciso I do § 1º do art. 214 da Constituição do Estado (Educação Ambiental).
Lei Estadual nº 18.030, 12 de janeiro de 2009 – Distribuição da parcela da receita do produto da Arrecadação do ICMS pertencente aos Municípios (ICMS Ecológico).
Lei Estadual nº 18.031 de 12 de janeiro de 2009 – Política Estadual de Resíduos Sólidos.
Decreto nº 45.181 de 25 de setembro de 2009 – Regulamenta a Lei nº 18.031/2009.
Lei Estadual nº 19.823 de 22 de novembrode 2011 – Concessão de incentivo financeiro a catadores de materiais recicláveis – Bolsa-reciclagem.
Decreto Estadual nº 45.975, de 2012 – normas para concessão de incentivo financeiro a catadores de materiais recicláveis – Bolsa-reciclagem.
PLANEJAMENTO DAS AÇÕES
CAPÍTULO III- ASPECTOS GERAIS
III.1. Perspectivas para a gestão associada com municípios da região
Como a população do Município acima de 86.000 habitantes e com elevado volume dosresíduos sólidos gerados, ainda não se previu uma gestão integrada intermunicipal através de consórcios públicos. Entretanto, não se descarta a possibilidade de parcerias com outros municípios da região, na troca de boas práticas de gerenciamento de resíduos e tecnologias adotadas, tais como os resíduos de grandes volumes gerados e os de impacto relevantes na saúde da população.
A princípio, poderiam ocorrer contribuições técnicas nas elaborações dos planejamentos demanejo de resíduos sólidos, a partir da formação de grupos de comitê locais apoiados por grupos de sustentação representados por técnicos de cada município parceiro. De forma conjunta, elaborar propostas e decisões sobre temas peculiares de cada município, eestabelecer projetos estratégicos para cada realidade. Seguindo em uma plataforma base dedesenvolvimento, com recursos e contribuições mínimas nos objetivos:
Desenvolver ações participativas visando o fortalecimento do saneamento ambiental nos Municípios;
 Zelar pela efetivação da municipalização do saneamento ambiental, através deum processo que garanta recursos financeiros aos Municípios para que estes possam,de forma efetiva, executar ações que beneficie a toda população;
Levantar e transmitir aos Municípios o máximo de informações quepossibilitem a obtenção de recursos financeiros e técnicos, buscando a ampliação derepasse de recursos para o setor de saneamento ambiental dos Municípios.
III.2. Definição das responsabilidades públicas e privadas
A definição das responsabilidades públicas e privadas está vinculada aos tipos de resíduosgerados e seus geradores, e ainda podendo haver variação quanto à função de cada agente na cadeia de produção. A responsabilidade pelos resíduos gerados no Município deve ser compartilhada com todos os atores envolvidos, passando pelos setores primário, secundário e terciário, o setor de consumo e o poder público.
Basicamente, sem prejuízo da responsabilidade compartilhada, estas responsabilidades são as seguintes:
Serviços públicos de limpeza urbana e manejo dos resíduos domiciliares – órgão público competente (autarquia intermunicipal na forma de Consórcio Público ou órgão municipal, isoladamente);
Resíduos gerados em próprios público – gestor específico (RSS gerado em hospitais públicos, RCC gerado em obras públicas, resíduos de prédios administrativos, etc.);
Resíduos gerados em ambientes privados – gerador privado (atividades em geral);
Resíduos definidos como de logística reversa – fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes;
Resíduos com Plano de Gerenciamento obrigatório – gerador privado (instalações de saneamento, indústrias, serviços de saúde, construtores, terminais de transporte e outros);
Acondicionamento adequado e diferenciado, e pela disponibilização adequada para coleta ou devolução – consumidor/gerador domiciliar (municipal em geral).
CAPÍTULO IV – DIRETRIZES, ESTRATÉGIAS, PROGRAMAS, AÇÕES E METAS PARA O MANEJO DIFERENCIADO DOS RESÍDUOS
IV.1. Diretrizes específicas
O plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos – PGIRS do município de Caratinga deverá contemplar:
IV.1.1. Modelo de Gestão
As premissas do modelo de gestão se caracteriza, por contemplar todas as exigências da lei, em e especial as questões de responsabilidade compartilhada, sustentabilidade econômica dasoperações, preservação do meio ambiente e logística reversa, além de intensificar as questõessocioambientais, contribuindo com a qualidade de vida da população e uma cidade mais limpae organizada, utilizando para tanto, as atribuições da Educação Ambiental.
IV.1.2. Segmentos Operacionais
Escolher alternativas tecnológicas mais adequadas para o meio ambiente e para a saúde da população (inclusão social e mais qualidade de vida);
Articular entre as diferentes esferas do poder público, e destas com o setorempresarial, com vistas à cooperação técnica e financeira para gestão integrada de resíduos sólidos;
Adotar mecanismos gerenciais e econômicos que assegurem a recuperação dos custos dos serviços prestados, como forma de garantir sua sustentabilidade operacional e financeira. 
IV.2. Estratégias de implementação e redes de áreas de manejo local ou regional
Tendo como base a Lei Federal nº 12.305/2010 Plano Nacional de Gestão dos Resíduos Sólidos, e a Lei Estadual nº 18.031/2009, Política Estadual de Resíduos Sólidos, deverá:
O poder público e a sociedade deverão supervisionar e fiscalizar a gestão dos resíduossólidos efetuada pelos diversos responsáveis, de acordo com as competências eobrigações estabelecidas na legislação;
Fomentar dispositivos legais relacionados ao Plano de Gerenciamento de todos osresíduos sólidos do Município;
Constituir sistemas de aprovisionamento de recursos financeiros que garantam acontinuidade de atendimento dos serviços de limpeza pública e a adequada destinaçãofinal dos resíduos sólidos;
Incentivar e apoiar novos processos de educação ambiental (formal e Informal);
Apoiar programas de capacitação técnica contínua de gestores na área degerenciamento e manejo de resíduos sólidos;
Incentivar programas periódicos de gerenciamento integrado de resíduos sólidos, com acriação e a articulação de fóruns e de conselhos municipais e regionais paraparticipação de todos os setores afins;
Ampliar e aperfeiçoar o sistema de coleta seletiva na área urbana e rural;
Monitorar as entradas e saídas nos processos de tratamentos dos resíduos;
Promover a instalação dePEVs (Pontos de Entregas Voluntárias) ou sistemas deestocagem temporários de materiais recicláveis através de Ecopontos, visandoincentivar a reciclagem;
Intensificar a participação das cooperativas e associações dos agentes recicladores nosistema de manejo dos resíduos sólidos;
Promover unidades de compostagem e biodigestão de resíduos orgânicos nas áreasurbanas e rurais;
Apoiar e incentivar as instalações de indústrias de reciclagem ou processos produtivosque utilizam resíduos sólidos para outras finalidades, sem sua transformação biológica,física ou química.
IV.3. Metas quantitativas e prazos e ações
Serão apresentadas a seguir as diretrizes específicas para atendimento ao novo sistema de gestão dos resíduos sólidos no Município de Caratinga. Definindo a projeção de um horizonte de 20 anos (vinte anos).
A seguir são apresentadas metas para gestão dos diferentes tipos de resíduos produzidos no município, considerando-se aspectos ambientais e financeiros.
IV. 3.1. Resíduos Sólidos Domiciliares
Os serviços de coleta pública dos resíduos sólidos domiciliares e comerciais são realizados de segunda a sábado no município de Caratinga. Considera-se que o atendimento regular neste serviço, podendo melhorar com programas relacionados a gestão dos resíduos e ações de sensibilização da população.
A Prefeitura Municipal de Caratinga dispões de todos os resíduos sólidos coletados no Aterro Sanitário, e a logística do transporte e as distâncias percorridas, nos diferentes pontos da cidade deverão ser mantidas em referência ao perímetro urbano que não se entenderá além da zona de expansão urbana prevista por lei.
Metas:
As metas a seguir deverão ser atingidas em um prazo de 1 a 4 anos.
Elaboração de inventário e diagnóstico detalhado referente aos resíduos sólidos urbanos;
Criação de indicadores do desenvolvimento do sistema de gerenciamento de resíduos sólidos urbanos;
Estabelecimento de rede de pontos de entrega voluntária (ecopontos) para resíduos recicláveis;
Criação de indicadores do desenvolvimento do sistema de coleta seletiva.
Viabilizarincentivos para ampliaçãoda participação da comunidade na coleta seletiva;
Ampliação da frequência da coleta seletiva;
Diminuição da frequência da coleta domiciliar, permanecendo diária somente nas áreas comerciais e turísticas.
Ampliaçãodos índices de coleta seletiva e redução da quantidade derejeitos na separação.
Desenvolvimento de programa de inclusão de catadores(cooperativas, associações, organizações) no sistema de coleta seletiva;
Avaliação da adoção de novos sistemas de tratamento e disposição final dos resíduos sólidos.
Avaliação do desempenho do projeto piloto de utilização de contentores para acondicionamento temporário de resíduos para coleta.
IV.3.2. Resíduos de limpeza urbana
Os resíduos gerados provenientes e limpeza urbana no município de Caratinga, são separados para disposição. Os resíduos que são recicláveis são dispostos para a coleta seletiva, os resíduos verdes são levados para um terreno da Prefeitura, e os demais são destinados ao Aterro Sanitário.
Metas
As metas a seguir deverão ser atingidas em um prazo de 1 a 4 anos.
Elaboração de inventário e diagnóstico detalhado referente aos resíduos sólidos urbanos;
Ampliação do desempenho do sistema de limpeza urbana;
Ampliação da disponibilidade de lixeiras nos logradouros públicos.
IV.3.3. Resíduos recicláveis – Coleta Seletiva
Os resíduos recicláveis são coletados pela coleta seletiva, são destinado a Associação de Catadores de Caratinga, onde são separados e vendidos.
Metas:
Instalar uma Usina de Triagem e compostagem;
Estender a coleta seletiva para que todos os distritos do município sejam atendidos;
Promover a autonomia e auto sustentabilidade das associações e cooperativas dos agentes recicladores;
Intensificar a divulgação do programa de Coleta Seletiva continuada e mobilizadora por todos os meios de comunicação.
IV.3.4. Resíduos sólidos volumosos
A coleta dos resíduos é realizada em Caratinga de segunda a sábado.
Metas:
Aprimorar o sistema de coleta de resíduos em todo o município;
Monitorar os móveis e eletrodomésticos descartados para doação ou destinação correta;
Implantar uma Unidade de triagem e reciclagem de resíduos Volumosos e Especiais, com uma estrutura adequada de segregação e trituração.
IV.3.5. Resíduos Industriais
O município de Caratinga não apresenta nenhum estudo, ou separação dos resíduos industriais.
Metas:
Promoção de inventário e diagnóstico detalhado dos resíduos gerados no território do município de Caratinga (perigoso e não perigoso);
Implantar um Aterro Sanitário Industrial Classe I e EE;
Implantar um sistema de monitoramento e fiscalização da rede de produção do setor industrial;
Constituir Cadastro único das empresas que geram resíduos industriais, em Caratinga.
IV.3.6. Serviços de saúde
Os resíduos do serviço de saúde são coletados e levados para incineração pela empresa CONSTRURBAM. 
Metas:
Elaboração de inventário e diagnóstico detalhado referente aos resíduos sólidos urbanos;
Revisão da legislação municipal concernente ao tema;
Inserção de informações de geração de resíduos de serviços de saúde no cadastro municipal de estabelecimentos de serviços de saúde;
Atualização do cadastro municipal de estabelecimento de serviços de saúde.
IV.3.7. Resíduos da Construção Civil
O município de Caratinga enfrenta um grande problema quanto ao serviço de coleta de entulhos, diariamente são recolhidos vários montes de resíduos que são deixados em vias publicas por boa parte da população. Em sua maioria são resíduos depositados de forma clandestina, em lotes baldios, calçadas, vias de trafego dificultando a passagem de veículos e pessoas, tudo isso acontece em horários em que á fiscalização não esta funcionando, ou seja, durante a noite.
Os resíduos de construção civil coletado no município são destinados ao Aterro Sanitário da cidade. Portanto tal serviço precisa de muitas melhorias. Para isso são definidas metas que deverão ser cumpridas e um prazo de 4 a 8 anos.
Metas:
Regulamentar os Projetos de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil no Municípiopara os geradores se adequarem a nova Política Nacional de Resíduos Sólidos e a ResoluçãoCONAMA 307/2002.
Elaboração de inventário e diagnóstico detalhado dos resíduos gerados pela construção civil em Caratinga.
Aperfeiçoar o processo de fiscalização e monitoramento de todas as etapas deformação dos resíduos da construção civil.
Criação de legislação específica para o tema dos resíduos da construção civil, com penalização por infração do nãocumprimento do Programa Municipal de Gerenciamento de Resíduos da ConstruçãoCivil.
Oficializar a capacitação e a responsabilidade legal dos agentes envolvidos quanto aosresíduos da construção civil e demolição.
Disponibilizar um sistema público de informação dos responsáveis das obras, dosresponsáveis das destinações dos resíduos e atividades correlatas.
 Elaborar estudo de implementação de uma Unidade de reciclagem de materiais daconstrução civil.
Implantar um sistema de gerenciamento de movimentação das caçambas na área urbana e rural.
Promover o convênio com poder Público e o setor privado para a viabilidade deprogramas e processos de reciclagem e reuso dos resíduos da construção civil emobras públicas e particulares.
Promover educação ambiental específico aos setores da construção civil com osconhecimentos do Plano Gerenciamento de RCC e a logística reversa.
IV.3.8. Resíduo Agrossilvopastoris 
No município de Caratinga não consta levantamento sobre a geração de resíduos Agrossilvopastoris. Mas tais resíduos são de responsabilidades do gerador. No entanto tal serviço no município é muito defasado, havendo necessidades de aprimoramento e regulamentação.
Metas:
As metas aqui propostas deverão ser cumpridas em um prazo de 4 a 8 anos.
Estabelecimento deinventário e diagnóstico completo dos resíduos sólidos agrossilvopastoris;
Estabelecimento de contato com o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (INPEV), para análise de sistemas de gerenciamento para o município e ampliação da logística reversa;
Criação de legislação específica para o tema dos resíduos de agrossilvopastoris, com penalização por infração do não cumprimento da legislação;
IV.3.9.Aspectos Financeiro
Para cumprimento das metas propostas para cada resíduo faz necessário estabelecimento de política de redução de custos per capita de gerenciamento de resíduos urbanos, sem incorres em risco de perda de qualidade dos serviços prestados. Tal meta deverá ser alcançada em prazo de 4 a 8 anos.
IV. 3.10.Disposição Final
Para que se tenha eficácia na prestação de serviços de gerenciamento de resíduos sólidos, e necessária adequada disposição desses resíduos. 
Metas:
Promoção de inventário e diagnóstico referentes á destinação final dos resíduos sólidos gerados no território do município de Caratinga;
Avaliação de novas opções de tratamento e/ou disposição final de resíduos, considerando-se preceitos estabelecidos pela Política Nacional de Resíduos sólidos e pela Política Nacional de Mudanças Climáticas.
As metas propostas deverão ser cumpridas em um prazo de 4 a 8 anos.
IV.4. Programas e ações – agentes envolvidos e parcerias
As ações indicadas a seguir refletirão no gerenciamento de todos os resíduos sólidos:
Disciplinar as atividades de geradores, transportadores e receptores de resíduos sólidos, para eficiência dos seus processos e relatar o desempenho no Plano de Gerenciamento de seus resíduos gerados;
Promover recursos e ferramentas para emancipação dos catadores autônomos e os agentes recicladores com adaptações adequadas para cada realidade;
Formalizar parcerias nas prestações de serviços ambientais e inclusão social no processo de manejo dos resíduos sólidos do município;
Evoluir procedimentos internos alinhados à Agenda Ambiental na Administração Pública – A3P, para constituir o conceito ambiental em todas as instalações públicas para a sua plena sustentabilidade;
Executar a plena legislação municipal da educação ambiental;
Ações emergenciaise contingências no tratamento dos resíduos sólidos por ocorrência atípica que possam extrapolar a capacidade de atendimento da população. Para que a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos obtenha recursos e infraestrutura de apoio para as demandas emergenciais. Mantendo um plano mínimo estratégico na área de gestão operacional, de suporte com a comunicação, suprimentos e tecnologia de informações, dentre outras. De forma a buscar um grau de segurança nos processos e instalações operacionais evitando descontinuidade dos serviços programados;
Todas as metas pontuadas no Plano de Gestão Integrada de Resíduos sólidos deverão ser contempladas conforme a suas responsabilidades no respectivo plano;
Para o cenário futuro de Caratinga o seu modelo de gestão de resíduos sólidos urbanos será adequado à Política Nacional de resíduos Sólidos (PNRS), com sustentabilidade operacional e financeira de longo prazo, respaldado em pro do arcabouço lega:
Ter acesso a recursos da União, ou por ela controlados, destinados a empreendimentos e serviços relacionados à limpeza urbana e ao manejo de resíduos sólidos, ou
Ser benefício por incentivos ou financiamentos de entidades federais de crédito ou para fomento de tal atividade.
Valorizar a educação ambiental como ação prioritária.
CAPÍTULO V – DIRETRIZES, ESTRATÉGIAS, PROGRMAS, AÇÕES E METAS PARA OUTROS ASPECTOS DO PLANO
V.1. Definição de áreas para disposição final
A disposição final dos resíduos deve obedecer a critérios técnicos e ambientais aceitáveis, objetivando redução dos custos associados e ainda garantindo que os impactos negativos ao meio ambiente sejam minimizados, conforme previsto no
Plano Municipal Integrado de Saneamento Básico.
		É importante relembrar que sejam quais forem as ações e tecnologias implantadas para diminuir a geração ou para reciclagem (valorização de reciclagem da matéria orgânica ou térmica) sempre haverá uma quantidade de resíduos que deverá ser destinada a aterros.
		Além das ações de redução na geração, é importante buscar outras tecnologias queajudema reduzir a quantidade de resíduos a serem dispostos em aterro sanitário.
		Conformeatendência mundial, não existe uma solução única e o modelo degestão empregado deve utilizar diferentes alternativas integradas e ao mesmo tempo, como por exemplo, a utilização da compostagem para redução da matéria orgânica, seguida da valorização térmica, que implica em uma grande redução de quantidade final de resíduos que terá como fim a destinação em aterros classificados.
		Entre as alternativas ambientalmente aceitáveis de destinação final dos resíduos se destacam:
Reciclagem;
A biodigestão anaeróbia;
A compostagem; e
A valorização térmica.
Outras alternativas viáveis de destinação de resíduos sólidos são proposta a seguir.
Conteinerização
		Autilizaçãode contêineres traz benefícios aos serviços de limpeza, à conscientização da população e à eficiência da segregação na fonte, além de melhorar a eficiência de coleta. Entreoutrasvantagens da conteinrização podemos citar:
•	aproteçãodos sacos com resíduos contra a ação de cães, gatos e roedores;
•	a proteção dos sacos contra as intempéries até a coleta;
•	a diminuição do desenvolvimento de vetores como moscas, ratos, baratas e outros insetos;
•	aproteçãoda saúde dos trabalhadores da coleta em razão do acondicionamento adequado dos resíduos;
•	a diminuição do entupimento de bueiros com sacos com resíduos quando da ocorrência de fortes chuvas;
•	a melhoria do visual estético das ruas e calçadas com a deposição de sacos dentro dos contentores ao invés da disposição no piso das calçadas.
Coleta de medicamentos vencidos
	A destinação final dos resíduos de origem farmacêutica é tema relevante para a saúde	pública,	devido	às	diferentes	propriedades	farmacológica dos medicamentos que inevitavelmente se tornarão resíduo. Dessaforma,não poderão mais ser utilizados e deverão receber um tratamento específico. 
	No Brasil, ocorretodescarte dos resíduos sólidos farmacêuticos é normatizado pelo Ministério da Saúde e pelo do Meio Ambiente, que devem fornecer instrumentos para que atividades que geram resíduos desta natureza possam lhes dar a disposição final adequada. No entanto, existem dificuldades que apenas poderão ser superadas com a integração de todos os envolvidos nesta questão.
	Aresponsabilidadeda sociedade diz respeito à vigilância da qualidade dos medicamentos, o que inclui data de vencimento, aspecto do medicamento e integridade da embalagem. Os medicamentos em suas formas intactas podem ser usadosindevidamenteou, ao serem dispersos no ambiente, podem se tornardisponíveis ao homem através da água, do solo, e do ar e causar impactos sobre a natureza e a saúde pública.
	Deacordocom a legislação brasileira, as farmácias não têm a obrigação de receber remédios que não serão mais usados, enquanto os postos de saúde não podem aceitar os medicamentos, mesmo dentro da data de validade, pela falta de informação sobre seu armazenamento.
	Segundo a Anvisa as normas existentes estão relacionadas aos estabelecimentos de serviços de saúde, não sendo direcionadas ao consumidor final em relação ao descarte. Os estados e municípios têm autonomia para criar suas próprias leis que estabeleçam a forma correta de descarte de remédios.
Coleta de pneus usados
	APolítica Nacional de Meio Ambiente, em seu artigo 94, Subseção X – dos Pneumáticos, bem como o artigo 2º da Resolução Conama 258/99, obrigam as empresas fabricantes e as importadoras de pneumáticos e veículos a coletar e a dar destinação final, ambientalmente adequada, aos pneus inservíveis existentes no território nacional.
	A Resolução considera como pneu ou pneumático inservível aquele que não mais se presta a processo de reforma que permita condição de rodagem adicional e estabeleceumaproporção de coleta relativa às quantidades fabricadas e (ou) importadas.
	Atualmente para cada 04 (quatro) pneus novos fabricados no País ou pneus novos importados,inclusive aqueles que acompanham os veículos importados, as empresas fabricantes e as importadoras deverão dar destinação final a 05 (cinco) pneus inservíveis, e para cada 03 (três) pneus reformados importados, de qualquer tipo, as empresas importadoras deverão dar destinação final a 04 (quatro) pneus inservíveis.
	No Brasil, cerca de 100 milhões de pneus inservíveis estão dispostos em aterros, terrenosbaldios,rios e lagos, segundo estimativa da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP). E, a cada ano, 45 milhões de pneus novos sãofabricados no País. Sua principal matéria prima, a borracha vulcanizada, não se degrada facilmente e, quando queimada a céu aberto, contamina o meio ambiente com carbono, enxofre e outros gases. Muitos deles são gases de efeito estufa, que contribuemparao aquecimento do planeta e possuem como componentes substâncias tóxicas ou cancerígenas, como as dioxinas e furanos. Esses pneus abandonados são também um problema de saúde pública. Além de servirem como ninhos para ratos e cobras, eles acumulam água das chuvas e criam ambientes propícios à formação de focos e disseminação de doenças como a dengue e febre amarela.
	Como alternativa, o munícipio de Caratinga poderáfirmarparceria com uma empresa recicladora a qual receberá o material inservível e promoverá a destinaçãoadequada dos mesmos. 
Coleta de lâmpadas florescentes
As lâmpadas fluorescentes são, seguramente, uma solução alternativa e eficaz emrelação às incandescentes por consumirem menos energia, e apresentarem menor rendimento. Porém, o que se tornou uma solução econômica para a sociedade, apresenta-secomo um problema para o meio ambiente, pois no interior dessas lâmpadas existe uma pequena quantidade de mercúrio (Hg), um metal pesado extremamente tóxico e bastante volátil.Quando não são destinadas adequadamente, as lâmpadas fluorescentes são fontede contaminação do meio ambiente e dos seres vivos, incluindo o homem.
Nostemposatuais, o custo de produção e a proteção ao meio ambiente eecossistemas devem ser considerados para definir a iluminação artificial como eficiente.
O mercúrio é considerado o elemento potencialmente mais perigoso em relevânciaambientalentreos constituintes das lâmpadas, encontrando-se em estado e composição volátil em condições normais de pressão e temperatura. Seu efeito biocumulativo faz com que ele persista na natureza, sem jamais tornar-seinerteou inofensivo.Asoutras substâncias presentes estão em condições estáveis, como os sais de sódio nas lâmpadas de halógenos metálicos ou o chumbo encontrado na forma de óxido dentro da composição do vidro. Nos Estados Unidos, as lâmpadas foram consideradas pela EPA americana como a segunda maior fonte de mercúrio em resíduos sólidos urbanos, logo a seguir às pilhas.
Ao final de sua vida útil as lâmpadas contendo mercúrio são, na maioria das vezes,destinadas aos aterros sanitários contaminando o solo e, mais tarde, os cursos d’água. Apresençade mercúrio nas águas, mesmo que em pequenas quantidades,	representa	um	grande	problema	ecológico	devido	à	sua bioconcentração, ou seja, a concentração de mercúrio aumenta nos organismos animais com a passagem através da cadeia alimentar, devido ao depósito do metal em vários tecidos vivos.
Segundo o CEMPRE (Compromisso Empresarial para a Reciclagem), mais de 30milhões de lâmpadas fluorescentes são descartadas anualmente como resíduos.Devidoànecessidade de destinação adequada de lâmpadas fluorescentesqueimadas, a Prefeitura de Caratinga, poderá promover, em uma primeira etapa, o recolhimento de lâmpadas para sua descontaminação juntamente com algumas empresa do setor.
Coleta de resíduos eletrônicos
Oavançodas tecnologias, a modernidade dos equipamentos eletrônicosexistentes no mercado e o aumento da preocupação ambiental em geral, provocou a necessidade de se pensar em uma destinação ambientalmente correta para esses aparelhos.
O município de Caratinga poderá firmarumaparceria com a uma Empresa a fim de coletar estes equipamentos.
Coleta de óleo usado
A coleta de óleo pode ser incentivada em condomínios utilizando seus própriosfuncionários na conscientização dos moradores e a verba revertida aos mesmos como forma de incentivo.
Poderáaindaser determinados osecopontos que são locais cadastrados voluntariamente emparceria com os projetos de conscientização ambiental.
O óleo coletado pode ser destinado para reciclagem cujo reaproveitamento se dána fabricação de tintas, ração animal, indústrias de sabão e refino para biodiesel.
Coleta de pilhas e baterias
Para regulamentar o descarte correto de pilhas e baterias o Conselho Nacional deMeioAmbiente (Conama) elaborou a Resolução n° 401, de 4 de novembro de 2.008. As disposições contidas na referida Resolução se aplicam tanto às pilhas e baterias que contenham em suas composições: chumbo, cádmio, mercúrio e seus compostos (definidas em seu art. 2º), assim como aos produtos eletroeletrônicos que as contenham integradas em sua estrutura de forma não substituível.
Estes materiais possuem regras para o gerenciamento ambientalmente correto dosresíduosgeradosapós o consumo destes produtos. Depoisdeutilizado deve retornar ao fabricante ou importador para que este proceda seu armazenamento adequado de forma segregada até o tratamento e disposição final adequada, obedecendo as normas ambientais e de saúde pública.
Osmunícipesdevem devolver as pilhas e baterias aos fabricantes, ou então entregá-las em campanhas de coleta seletiva organizadas em empresas,prefeituras, associações etc. E neste sentido poderá ser desenvolvidas em Caratinga, aspolíticas referentes à educação ambiental e campanhas referentes à entregavoluntária de pilhas e baterias.
Atualmente osreferidosresíduos podem ser descartados nas agências dos correios que disponham de postos de arrecadação
V.2. Regramento dos planos de gerenciamento obrigatórios
O Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos de atividades industriais, agrossilvopastoris,estabelecimentos de saúde, serviços públicos de saneamento básico, empresas e terminais de transporte, construtoras e grandes estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços deverá ser apresentado periodicamente à Prefeitura Municipal para controle e fiscalização de acordo com o tipo de resíduo:
Objetivos Específicos
1. Atividades obrigadas pela PNRS à elaboração de Planos de Gerenciamento: mobilização dos geradores, públicos ou privados, sujeitos à elaboração de Planos de Gerenciamento visando estabelecer uma simetria de informações entre os gestores públicos da política de resíduos e os geradores, fator de ajuste das expectativas quanto a prazos, responsabilidade compartilhada e demais exigências da Política Nacional de Resíduos sólidos;
2. Estruturar e publicar conjunto de regras para o gerenciamento dos resíduos produzidos por grandes geradores; diretrizes para transporte e destinação adequados;
Metas
1. Implantação do Acervo Municipal dos Cadastros Federais e Estaduais de AtividadesGeradoras no município de Caratinga, sujeitas a comporem seus Planos de Gerenciamento;
2. Elaborar um sistema de cadastro online de PGRS das indústrias, onde as mesmas informarão os dados mensalmente, possibilitando o cruzamento dos dados entre os geradores e os recebedores dos resíduos, com assinatura eletrônica do responsável técnico;
3. Elaborar banco de dados com informações precisas e relevantes, a partir de dados matemáticos, sociais, culturais, econômicos e ambientais: quantidade de resíduos, quantidade de empresas recicladoras, infraestrutura para logística reversa, quantidade e condição social dos trabalhadores que participam da cadeia produtiva desses resíduos, pontos críticos entre outros;
3.1 Tornar acessível a toda população essas informações para uma ação conjunta;
3.2 Mapeamento de toda cadeia produtiva dos resíduos sólidos dentro do Município de Caratinga.
Agentes Envolvidos
1. Órgãos municipais: Secretaria de Serviços Urbanos, Secretaria de Meio Ambiente, Secretaria de Saúde
2. Sistema Nacional de Meio Ambiente – SISNAMA: Considerando a implantação de umSistema Municipal de Informações integrado ao Sistema Nacional de Informações sobre aGestão dos Resíduos Sólidos – SINIR; com o Sistema Nacional de Informação sobre MeioAmbiente – SINIMA; no âmbito do Sistema Nacional de Meio Ambiente;
3. SEMAD – Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, édesejável que o Município de Caratinga promova esforços no sentido de estabelecerparcerias com os mesmos, visando consolidar-se como o braço executivo local para omonitoramento e controle dos resíduos sólidos em seu território;
4. Polícia Militar Ambiental é desejável que o Município de Caratinga promova esforços nosentido de estabelecer parcerias com os mesmos, visando consolidar-se como o braçoexecutivo local para o monitoramento e controle dos resíduos sólidos em seu território.
Instrumentos de Gestão
1. Legais
O município deverá liberar o alvará de funcionamento dos empreendimentos para atividades sujeitas à elaboração de Plano de Gerenciamento de Resíduos, somente perante a apresentação do Plano e sujeita à ação de fiscalização que certifique a implantação e observância do mesmo;
Aplicação da legislação sanitária aos serviços de saúde para a elaboração dos planos de gerenciamento de resíduos, conforme previsto na Resolução ANVISA RDC 306 de 12/07/2004 e Resolução CONAMA 358 de 29/04/2005.
2. Instalações Físicas
Cadastrar todas as instalações, edificações e sistemas de tratamento de resíduos, com georeferenciamento dos locais, visando a elaboração de um Plano Estratégico de Prevenção de Riscos;3. Equipamentos
Prover a municipalidade de instrumentos e equipes aptas ao manejo de equipamentos de contenção de produtos perigosos em eventos ou acidentes no território municipal;
4. Monitoramento e Controle
Atividades regradas pela Lei 12.305/2010 – Política Nacional de Resíduos Sólidos–, responsáveis pela elaboração de Planos de Gerenciamento de resíduos sólidos, deverão disponibilizar à Prefeitura Municipal de Uberlândia seus respectivos números de cadastro e sua atualização nos órgãos Federais e Estaduais competentes.
Os responsáveis pela elaboração de Planos de Gerenciamento de resíduos sólidos, deverãoapresentar a planilha de resíduos gerados periodicamente, conforme determinado pelo órgãofiscalizador.
V.3. Ações relativas aos resíduos com logística reversa
A logística reversa é um dos assuntos contemplados na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) instituída pela lei 12.305, de 2 de agosto de 2010, e regulamentada pelo Decreto nº 7.404, de 23 de Dezembro de 2010, onde estabelece que a indústria, os estados, os comerciante e os consumidores terão responsabilidades compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, ou seja, o engajamento da sociedade diante deste novo modelo de preservação e respeito ao meio-ambiente evidencia que todos nós somos responsáveis.
Os resíduos especiais, tais como produtos eletroeletrônicos, pilhas e baterias, lâmpadas fluorescentes, pneus, agrotóxicos e embalagens, óleos lubrificantes e embalagens, são passíveis de logística reversa. Para isso faz necessária a elaboração e celebração de acordos setoriais com as empresas fabricantes e toda a cadeia de distribuição e consumo, para garantia da logística reversa; tratando e destinando de forma ambientalmente adequada e socialmente justa todos os resíduos.
As ações relativas aos resíduos especiais devem garantir a destinação ambientalmente adequada, pelos acordos setoriais locais e através da responsabilização compartilhada que permita implantar todo manejo de logística reversa.
V.4. Indicadores de desempenho para os serviços públicos
A medição de desempenho na gestão pública está entre os principais instrumentos parasubsidiar os gestores e os dirigentes em suas decisões e escolhas. Atualmente, há a exigência cada vez maior em aperfeiçoar os níveis de esforços e resultados das organizações, bem como gerar e fortalecer os mecanismos de transparência e responsabilização para os cidadãos epartes interessadas, estes fundamentos básicos impulsionarão o desenvolvimento e asustentabilidade de todo o processo.
Deve-se observar os seguintes critérios estratégicos para avaliação dos serviços:
A universalidade: os serviços devem atender toda a população, sem exceção;
A eficiência e a sustentabilidade econômica;
A articulação com as políticas de inclusão social, de desenvolvimento urbano e regional e outras de interesse relevante;
O grau de satisfação do usuário;
Auto-suficiência financeira da prefeitura com o manejo de resíduos sólidos;
Cobertura do serviço de coleta em relação à população total atendida;
Taxa de cobertura do serviço de coleta de resíduos domiciliares em relação à população urbana;
Taxa de material recolhido pela coleta seletiva de matéria orgânica em relação à quantidade total coletada de resíduos sólidos domiciliares;
Massa de matéria orgânica estabilizada por biodigestão em relação à massa total de matéria orgânica;
Massa de resíduos dos serviços de saúde (RSS) coletada per capita (apenas por coletores públicos) em relação à população urbana;
Massa de resíduos da construção civil (RCC) coletada per capita (apenas por coletores públicos) em relação à população urbana;
Número de deposições irregulares por mil habitantes;
Taxa de resíduos recuperados em relação ao volume;
Total removido na limpeza corretiva de deposições irregulares;
Número de catadores organizadores em relação ao número total de catadores (autônomos e organizados).
V.5. Ações específicas nos órgãos da administração pública
O Poder Público deve cumprir as responsabilidades ambientais como exemplo para a sociedade. Com diretrizespara sensibilizar os servidores públicos para as questões socioambientais, estimulando-os a incorporar princípios e critérios de gestão ambiental nas atividades administrativas, por meio da adoção de ações que promovam o uso racional dos recursos naturais e dos bens públicos, o manejo adequado e a diminuição do volume de resíduos gerados, ações de licitação sustentável e compras verdes. Com processo de formação continuada para todos os servidores públicos.
Os planos de emergência e contingência estabelecem o rol de medidas a serem adotadas, em uma determinada sequência, visando manter o controle e minimizar os impactos ambientais e/ou patrimoniais decorrentes de eventos não previstos.
Conforme esse entendimento pode-se definir os planos de emergência e contingência como um encadeamento de ações que visam estabelecer, em função do surgimento de uma situação, a organização dos recursos necessários à remediação, a identificação dos responsáveis pelos procedimentos, o acionamento de uma rede de informações mútuas e as providências operacionais e administrativas a serem adotadas para o caso.
Neste sentido, o ponto fundamental é o conjunto de decisões que deverão ser tomadas de forma clara, eficiente e objetiva, evitando a ocorrência de distorções que elevem o fator tempo durante a tomada de decisões.
Ao ser identificado o cenário da ocorrência, uma rede de informações e comunicação mútua é ativada envolvendo os órgãos e setores previamente organizados que decidem quais os recursos humanos e materiais serão disponibilizados para o equacionamento do problema. A rede em um primeiro momento é acionada pela empresa responsável pelos serviços referentes aos resíduos sólidos.
Nesta fase de decisões também são estabelecidas as competências e responsabilidades das equipes escaladas e as providências a serem adotadas desde a contenção do raio de ação do dano até a destinação provisória e final dos resíduos gerados.
O acionamento dos setores é definido em função da situação que se apresenta a ser controlada. Geralmente, o telefone e as mensagens eletrônicas são os meios de contato mais eficazes em casos de emergência e os documentos que seguem tramitações administrativas são voltados à adequações de longo prazo e de menor impacto.
Desta forma os planos contingência e emergência se fazem presentes desde o primeiro atendimento onde as medidas de controle são adotadas com o objetivo de isolar o cenário impactante e evoluem até os procedimentos adequados para o acondicionamento, tratamento e disposição ambientalmente adequada dos resíduos gerados durante o processo emergencial.
No caso de ocorrências nos terminais e áreas portuárias, são acionados planos internos de atendimento a emergências ou ocorrências e, em casos mais graves, os planos integrados de atendimento a emergências.
Em casos onde haja situações emergenciais, ocorrências que demandem atuação direta e coleta de material, os resíduos gerados na ocorrência devem ser recolhidos, acondicionados, identificados e direcionados à destinação adequada.
A importância da logística de movimentação dos resíduos reside no fato desta levar em consideração critérios não somente de geração e destinação como também as formas de transposição e o itinerário a ser adotado considerando a quantidade e natureza dos resíduos em questão.
Assim, justifica-se a elaboração dos citados planos, haja vista a extrema importância do sistema de limpeza urbana e gerenciamento de resíduos sólidos, cuja meta maior pode ser traduzida pela mantença da qualidade ambiental e da saúde pública, bem como da possibilidade de ocorrência de eventos imprevistos na malha logística do processo de gerenciamento de resíduos.
Importante salientar que o Plano de Emergências e Contingências tem por objetivo estabelecer previamente os procedimentos e ações a serem adotadas e identificar as reais condiçõesinfraestruturais do prestador de serviços, buscando assim uma condiçãoadequada de controle e segurança operacional no tocante ao gerenciamento de resíduos.
O Plano de Emergências e Contingências objetiva estabelecer os procedimentos de atuação assim como identificar a infraestrutura necessária do prestador nas atividades tanto de caráter preventivo quanto corretivo. Tem que elevar o grau de segurança e garantira continuidade operacional dos serviços de coleta e destinação de resíduos sólidos.
O prestador deve, nas suas atividades de operação e manutenção, utilizar mecanismos locais e corporativos de gestão no sentido de prevenir ocorrências indesejadas através de controles e monitoramento das condições físicas das instalações e equipamentos visando a minimizar ocorrência de sinistros e interrupções na prestação dos serviços.
O tipo de acionamento preferencial para quaisquer órgãos ou entidades é definido pelo meio mais eficiente e adequado à situação. Via de regra, pode-se utilizar, em primeiro lugar, o telefone, seguido de mensagem eletrônica.
V.5.1. Ações Preventivas para contingências
As possíveis situações críticas que exigem ações de contingências podem ser minimizadas através de um conjunto de procedimentos preventivos de operação e manutenção como os listados a seguir:
A – Ações de controle operacional
Acompanhamento do serviço de coleta por meio de:
Fiscalização da execução dos serviços.
Fiscalização da abrangência de atendimento e qualidade do serviço:
Número de reclamações.
Prevenção de acidentes nos sistemas
plano de ação nos casos de incêndio;
gestão de riscos ambientais em conjunto com órgãos ambientais e de recursos hídricos.
B – Ações Administrativas
Sistema de contratações emergenciais:
manter cadastro de empresas fornecedoras dos serviços para contratação em caráter emergencial;
manter cadastro de aterros sanitários de cidades próximas para serviços de contratação em caráter emergencial.
V.5.2.Ações corretivas para emergências
As emergências oriundas de situaçõesimprevistas exigem ações emergenciais que devem ser enfrentadas através de um conjunto de procedimentos corretivos. As emergências possíveis, suas origens e o plano corretivo emergencial respectivo são os listados a seguir:
A – Paralisação do serviço de varrição
- origens possíveis:
Greve geral da empresa operadora do serviço.
- ações emergenciais:
Contratarempresa especializada para execução dos serviços em caráter emergencial;
Realizar campanha visando mobilizar a sociedade para manter a cidade limpa;
Contratação de empresa especializada em caráter de emergência.
B – Paralisação do serviço de roçada
- origens possíveis:
Greve geral da empresa operadora do serviço;
- ações emergenciais
Contratarempresa especializada para execução dos serviços em caráter emergencial;
Realizar campanha visando mobilizar a sociedade para manter a cidade limpa;
Contratação de empresa especializada em caráter de emergência.
C – Paralisação do serviço de coleta de animais mortos
- origens possíveis:
Greve geral da empresa operadora do serviço;
Avaria/Falha mecânica nos veículos de coleta.
- ações emergenciais
Contratar empresaespecializada para execução dos serviços em caráter emergencial;
Realizar campanha visando mobilizar a sociedade para manter a cidade limpa;
Contratação de empresa especializada em caráter de emergência;
Agilidade no reparo de veículos avariados.
D – Paralisação do serviço de coleta de resíduos especiais e volumosos
- origens possíveis:
Greve geral da empresa operadora do serviço;
Avaria/Falha mecânica nos veículos de coleta/equipamentos;
Inoperância do local de disposição.
- ações emergenciais
Contratarempresa especializada para execução dos serviços em caráter emergencial;
Realizar campanha visando mobilizar a sociedade para manter a cidade limpa;
Agilidade no reparo de veículos/equipamentos avariados;
Contratação de empresa especializada em caráter de emergência.
E – Paralisação do sistema de Coleta Domiciliar
- origens possíveis:
Greve geral da empresa operadora do serviço;
Avaria/Falha mecânica nos veículos de coleta.
- ações emergenciais
Comunicação à população;
Contratação de empresa especializada em caráter de emergência;
Substituição dos veículos avariados por veículos reserva;
Agilidade no reparo de veículos avariados.
F – Paralisação do sistema de Coleta de RSSS
- origens possíveis:
Greve geral da empresa operadora do serviço;
Avaria/Falha mecânica nos veículos de coleta/equipamentos;
Obstrução do sistema viário.
- ações emergenciais:
Contratação de empresa especializada em caráter de emergência;
Substituição dos veículos avariados por veículos reserva;
Agilidade no reparo de veículos/equipamentos avariados;
Estudo de rotas alternativas.
G – Paralisação do sistema de Coleta Seletiva
- origens possíveis:
Greve geral da empresa operadora do serviço;
Avaria/Falha mecânica nos veículos de coleta/equipamentos;
Obstrução do sistema viário;
Inoperância dos galpões de triagem e/ou PEVs.
- ações emergenciais:
Contratação de empresa especializada em caráter de emergência;
Realizar a venda dos resíduos recicláveis no sistema de venda de caminhão fechado;
Substituição dos veículos avariados por veículos reserva;
Agilidade no reparo de veículos/equipamentos avariados;
Estudo de rotas alternativas.
H – Paralisação do sistema de Coleta de RSCC
- origens possíveis:
Greve geral da empresa operadora do serviço;
Avaria/Falha mecânica nos veículos de coleta/equipamentos;
Obstrução do sistema viário.
- ações emergenciais:
Contratação de empresa especializada em caráter de emergência;
Substituição dos veículos avariados por veículos reserva;
Agilidade no reparo de veículos/equipamentos avariados;
Estudo de rotas alternativas.
I – Paralisação do serviço de recolhimento de resíduos do estuário
- origens possíveis:
Greve geral da empresa operadora do serviço;
Greve da empresa operadora;
Avaria/Falha mecânica nos veículos de coleta/equipamentos.
- ações emergenciais:
Realizar campanha visando mobilizar a sociedade para manter a cidade limpa;
Contratação de empresa especializada em caráter de emergência;
Agilidade no reparo de veículos/equipamentos avariados.
J – Paralisação da operação do Transbordo
- origens possíveis:
Greve geral da empresa operadora do serviço;
Obstrução do sistema viário;
Avaria/Falha mecânica nos veículos de coleta/equipamentos.
- ações emergenciais
Encaminhar os resíduos diretamente para o local de disposição final;
Contratação de empresa especializada em caráter de emergência;
Agilidade no reparo de veículos/equipamentos avariados;
Estudo de rotas alternativas.
K – Paralisação parcial da operação do Aterro Sanitário
- origens possíveis:
Ruptura de taludes;
Vazamento de chorume;
Avaria/Falha mecânica nos veículos de coleta/equipamentos.
- ações emergenciais
Reparo dos taludes;
b) Contenção e remoção do chorume através de caminhão limpa fossa e envio paraestaçãode tratamento de esgoto ou outro sistema privado de tratamento terceirizado de efluentes;
Agilidade no reparo de veículos/equipamentos avariados.
L – Paralisação total da operação do aterro sanitário
- origens possíveis:
Greve geral da empresa operadora do serviço;
Obstrução do sistema viário;
Esgotamento da área de disposição;
Explosão/Incêndio;
Vazamento Tóxico;
- ações emergenciais:
Acionamento dos Bombeiros;
Evacuação da área cumprindo os procedimentos internos de segurança;
Envio dos resíduos orgânicos provisoriamente a um outro aterro particular;
Estudo de rotas alternativas.
M – Inoperância do Centro de Triagem
- origens possíveis:
Escassez de materiais;
Avaria/Falha mecânica nos veículos de coleta/equipamentos.
Falta de mercado para comercialização de agregados reciclados;
Falta de operador;
Alto custo de transporte à destinação dos resíduos.
- ações emergenciais:
Substituição dos veículos avariados por veículos reserva;
Agilidade no reparo de veículos/equipamentos avariados;
Acionamento dosfuncionários da prefeitura para manutenção do serviço;
Implantação de áreas de transbordo e triagem intermediárias.
N – Inoperância do sistema de Conteinerização
- origens possíveis:
Greve geral da empresa operadora do serviço;
Greve da empresa operadora do serviço;
Avaria/Falha mecânica nos veículos de coleta/equipamentos.
- ações emergenciais
Comunicação à população;
Acionar funcionários da prefeitura para que realizem limpeza nos locais maiscríticos;
Contratação de empresa especializada em caráter de emergência;
Agilidade no reparo de veículos/equipamentos avariados.
O – Inoperância dos PEVs
- origens possíveis:
Insuficiência de informação à população;
Obstrução do sistema viário (até destinação dos resíduos);
Inoperância do destino final;
Ações de vandalismo;
Falta de operador.
Avaria/Falha mecânica nos veículos de coleta/equipamentos;
Estudo de rotas alternativas.
- ações emergenciais
Comunicação à população;
Implantação de novas áreas para disposição;
Reforço na segurança;
Comunicação à polícia;
Reparo das instalações danificadas;
Acionamento dos funcionários da prefeitura para manutenção do serviço;
Agilidade no reparo de veículos/equipamentos avariados.
P – Tombamento de árvores em massa
- origens possíveis:
Tempestades e ventos atípicos.
- ações emergenciais
Acionamento dos funcionários da prefeitura;
Acionamento das equipes regionais;
Acionamento da concessionária de energia elétrica;
Acionamento dos Bombeiros e Defesa Civil.
Q – Destinação inadequada dos resíduos
- origens possíveis:
Inoperância do sistema de gestão;
Falta de fiscalização;
Insuficiência de informação à população;
Avaria/Falha mecânica nos veículos de coleta/equipamentos.
- ações emergenciais:
Implementação de ações de adequação do sistema;
Comunicação à Polícia Ambiental;
Elaboração de cartilhas e propagandas;
Agilidade no reparo de veículos/equipamentos avariados.
R – Obstrução do sistema viário
- origens possíveis:
Acidentes de trânsito;
Protestos e manifestações populares;
Obras de infra-estrutura;
d)Desastresnaturais com obstrução parcial ou alagamento de vias públicas,como, chuvas intensas e prolongadas, escorregamentos em encostas e elevaçãodo nível do mar devido à ressacas.
- ações emergenciais
Estudo de rotas alternativas para o fluxo dos resíduos
V.6. Iniciativas para a educação ambiental e comunicação
A educação ambiental é uma forma de educação que se propõe a atingir todos os cidadãos, pessoas físicas e jurídicas, através de um processo pedagógico permanente, de preferênciaatravés de metodologia participativa, que procura estimular no educando uma consciênciacrítica sobre a problemática ambiental, alimentando sua capacidade de captar a origem, aformação e a evolução de problemas ambientais. Ela deve ser trabalhada de forma abrangentee transversal e é o cerne de qualquer mudança comportamental necessária para o atingimentode todas as metas e atividades estabelecidas por este PGIRS e pela Política Nacional deResíduos Sólidos, sendo parte especialmente importante das responsabilidades dos poderespúblicos (IBAM 2001).
O programa de educação ambiental tem por objetivo principal levar o cidadão a participar, de forma consciente, das questões relativas ao meio ambiente e no caso em questão, ressaltandoo problema da geração, minimização, reuso, reciclagem e destinação final dos resíduossólidos.
Os objetivos propostos contemplam a participação de três grupos de agentes, a saber: multiplicadores, escolas e comunidades. Estes agentes sociais deverão ser detentores de umnível de informação e consciência que lhes possibilite atuar junto à comunidade em conjuntoe de forma direta, levando-a a perceber a realidade que a cerca.
O papel dos multiplicadores
Cada cidadão deve transformar-se em agente multiplicador de informações sobre as questõesambientais vivenciadas no seu dia a dia, levar informações àqueles que não têm, facilitar odesenvolvimento de suas potencialidades, permitindo-lhes a descoberta do meio em que vive e do qual é parte integrante. Estes atores deverão formar um grupo interdisciplinar (educação, saúde e infraestrutura)devendo ser capacitados para o desenvolvimento de trabalhos de educação ambiental nomunicípio.
O papel da escola
A escola é o espaço destinado a transmitir conhecimentos e atitudes. É também um espaço destinado a gerar novos comportamentos. Por isso, é essencial que ela incorpore a seusprogramas as questões que afetam a vida da população em seu conjunto.
É importante salientar que as crianças e adolescentes podem assimilar o que é ensinado nas escolas, mas somente com a colaboração dos adultos é que poderão ter uma atuação quantoaos problemas socioambientais.
Nessa medida, é fundamental que os professores e pais de alunos sensibilizem-se e comprometam-se com a preservação e recuperação do meio ambiente e, portanto, com amelhoria da qualidade de vida da população.
O papel do multiplicador neste caso é o de estimulador do debate para esta questão, subsidiando e colaborando no desenvolvimento deste tema. Porém, só a escola, através deseus educadores, tem condições de propor a melhor pedagogia de trabalho, pois ela estáinserida na realidade social da comunidade.
É preciso levar o aluno a compreender que o “lixo” não é apenas algo rejeitável e degradantemas algo do qual podemos tirar benefícios para a sociedade, gerando trabalho e renda parapopulação em condição de exclusão social, preservando o meio ambiente, valorizando aescola, as questões de cidadania.
Desta forma, é indispensável à realização de trabalho específico sobre a coleta seletiva nas escolas, inclusive com a implantação da conteinerização para a segregação, além de umadiscussão mais aprofundada sobre os impactos urbanos no meio ambiente. Porque significaráuma realidade concreta para a participação do aluno, assim como um convite à adoção denovos hábitos e postura frente aos resíduos sólidos que todos geramos.
Para o desempenho das atividades junto aos professores e alunos, será necessária a elaboração de material de apoio, como cartilha, folheto, vídeo, etc.
O papel da comunidade
Uma comunidade informada e educada, que tem consciência de sua cidadania, participaráconjuntamente com os organismos municipais da formação de políticas públicas concernentes à melhoria de sua condição de vida, garantirá fiscalização e controle social nas políticas eprogramas adotados pela municipalidade.
Neste sentido, o multiplicador atuará diretamente na comunidade, através de suas organizações, informando e fornecendo o debate sobre as diversas questões inerentes ao seuambiente.
Metas
Trabalhar a educação ambiental na perspectiva de redução do consumismo e reaproveitamento dos materiais recicláveis desenvolvendo oficinas educativas práticascom criação de objetos para serem utilizados no dia a dia;
Utilizar de escolas, praças, espaços da saúde, PSF, igrejas para desenvolver a educação ambiental;
Promover por intermédio da educação ambiental a valorização dos catadores visando a inclusão social;
Implantar um programa permanente de educação ambiental para coletores de resíduosda construção civil, visando sua separação seletiva e destinação correta;
Implantar um programa permanente de educação referente às questões específicas dos resíduos sólidos;
Trabalhar a educação ambiental em todas as faixas etárias;
Implantar o Programa Agenda Ambiental na Administração Pública na Prefeitura Municipal de Caratinga;
Diagnosticar a educação ambiental com os atores sociais do Município.
Programas
A tabela abaixo apresenta os projetos para serem implantados em curto prazo pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente:
Tabela 9: Projeto de curto prazo de Educação Ambiental
Fonte: Autor
V.7. Definição de nova estrutura gerencial
Uma capacidade gerencial efetiva deverá ser implantada no Município de Caratinga para atingir os objetivos deste PGIRS, portanto uma nova estrutura gerencial será estudada paraatender esta demanda.
V.8. Sistema de cálculo dos custosoperacionais e investimentos
Considerando que já existe um sistema de custos operacionais, como também serãonecessários novos investimentos para a execução das propostas deste PGIRS, um novo sistema de cálculo dos custos operacionais e de investimentos será estudado.
V.9. Forma de cobrança dos custos dos serviços públicos
Atualmente a disposição e prestação dos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduossólidos são parcialmente remuneradas pelos usuários-contribuintes mediante taxas, instituídas pela Lei nº 4.016/1983 e suas alterações. Porém, serão necessários estudos de demanda para estes serviços, avaliando novas formas de sustentabilidade.
V.10. Iniciativas para controle social
Debates e audiências públicas,
Consultas públicas,
Conferência das cidades,
Treinamentos e reuniões técnicas,
Participação de órgãos colegiados de caráter consultivo.
V.11. Sistemática de organização das informações locais ou regionais
Em um segundo momento, um banco de dados informatizado pode ser implantado, agregando, além das informações já citadas:
Sistematização e registros das informações coletadas no período da construção do diagnóstico para o Plano de Gestão;
Inclusão de dados referentes aos programas e ações implementados a partir da aprovação do plano (sobre recursos humanos, equipamentos, infraestrutura, custos, resultados, etc.).
V.12. Ajustes na legislação geral e específica
As diretrizes estabelecidas neste PGIRS acarretarão alterações na legislação vigente referente aos Resíduos Sólidos, assim será necessário o desenvolvimento de um Código de Resíduos Sólidos para o Município de Caratinga.
V.13. Programas especiais para as questões e resíduos mais relevantes
V.13.1. Programa prioritário para o gerenciamento de resíduos de construção e demolição
Implantação de Pontos de Entrega Voluntária (PEV-Ecopontos), Áreas de Triagem e Transbordo (ATT), ou PEV;
Formalização do papel dos agentes locais: caçambeiros, carroceiros e outros;
Organização do fluxo de remoção dos resíduos segregados e concentrados na rede;
Recolhimento segregado dos resíduos no processo de limpeza corretiva, quando necessária;
Destinação adequada de cada resíduo segregado.
 V.13.2. Programa prioritário para o gerenciamento de resíduos domiciliares secos
Vinculação do programa aos conceitos: eficiência (coleta planejada e realizada porta a porta), inclusão social (operação a ser feita com os catadores) e baixo custo (correto equacionamento dos trechos de transporte);
Organização das ações em torno dos PVEs e PEV Central e Galpões de Triagem;
Definição dos roteiros de coleta com possível uso de Locais de Entrega Voluntária (LEVs), estabelecidos em instituições parceiras. A logística de transporte deve ser apoiada primeiramente nos pequenos veículos, para concentração das cargas dos roteiros, associada posteriormente ao transporte com veículos de maior capacidade;
Difusão de informações para a organização dos fluxos de captação, com possível apoio de agentes de saúde;
Cadastramento dos catadores atuantes, visando sua organização e inclusão em processos formais;
Organização do fluxo de remoção dos resíduos concentrados na rede;
Destinação adequada de cada resíduo segregado;
Incentivo aos negócios voltados à reutilização e reciclagem de resíduos secos;
Estruturação de iniciativas como A3P, incentivo à organização de ações nas instituições privadas.
 V.13.3.Programa prioritário para o gerenciamento de resíduos domiciliares úmidos
Implantação de unidades de valorização de orgânicos – compostagem simplificada ou acelerada, em pátios ou galpões; instalações para biodigestão;
Cadastramento dos grandes geradores, com geração homogênea de orgânicos (feiras, sacolões, indústrias, restaurantes e outros);
Estruturação de iniciativas como A3P, “Escola Lixo Zero”, “Feira Limpa”; incentivo à organização de ações por instituições privadas.
Difusão de informações para organização dos fluxos de captação;
Organização dos roteiros e do fluxo de coleta seletiva de RSD úmidos;
Estabelecimento do uso de composto orgânico em serviços de manutenção de parques, jardins e áreas verdes;
Indução de processo de logística reversa para os resíduos úmidos com feirantes e seus fornecedores;
Incentivo à presença de negócios voltados à reutilização e reciclagem de resíduos úmidos;
Busca da redução significativa da presença de resíduos orgânicos da coleta convencional nos aterros, para redução da emissão de gases.
V.14. Ações para mitigação das emissões dos gases de efeito estufa
Para a mitigação de GEE, deverão ser consideradas as ações:
Diminuição do transporte mecanizado de todos os tipos de resíduos, visando a redução de emissões;
Captação dos gases resultantes da decomposição dos resíduos úmidos, nos aterros sanitários existentes (prazo de geração de gases estimado entre 16 a 50 anos);
Captação dos gases provenientes da decomposição acelerada dos resíduos úmidos urbanos e rurais, por meio de biodigestores (prazo de geração de gases estimado em algumas semanas);
Disposição de resíduos da coleta convencional em aterro sanitário exclusivamente quando já estabilizados por meio da biodigestão;
Maximização dos processos de compostagem, antecedendo-os de biodigestão sempre que possível.
V.15. Agendas de implementação
Agenda A3P – gestores responsáveis pela Agenda Ambiental da Administração Pública nosvários setores da administração e servidores públicos.
Agenda da Construção Civil – construtores e suas instituições representativas, caçambeirose outros transportadores, fabricantes, manejadores de resíduos, distribuidores de materiais eórgãos públicos envolvidos, entre outros afins.
Agenda dos Resíduos Secos – organizações de catadores de materiais recicláveis ereaproveitáveis, os grandes geradores e outros afins.
Agenda dos Resíduos Úmidos – feirantes e suas instituições representativas, setor comerciale industrial, setor agrosilvopastoris, setor hortifruticultura, setor da administração pública e outros afins.
Agenda da Logística Reversa – comerciantes, distribuidores, fabricantes, órgãos públicos epopulação consumidora e outros afins.
Agenda dos Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos – setor primário, setorsecundário, setor terciário, terceiro setor e outros afins.
Agenda dos Catadores – organizações de catadores de materiais recicláveis e reaproveitáveis e os grandes geradores de resíduos secos.
V.16. Monitoramento e verificação de resultados
Em razão de todo o exposto neste plano de gestão, foi estabelecido um horizonte de até seis meses para a primeira revisão, sendo que as demais revisões serão realizadas em até 4 (quatro) anos.Além deles, são elementos importantes de monitoramento:
Implantação de Ouvidoria – órgão para recebimento de reclamações, avaliações e denúncias – ou utilização de órgão ou serviço já existente;
Estabelecimento de rotinas para avaliação dos indicadores,tal como a produção de relatórios periódicosque incluam a análise dos registros feitospela Ouvidoria;
Reuniões do órgão colegiado com competência estabelecidasobre a gestão dos resíduos.
REFERÊNCIAS
ABNT, Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 10004/04, Resíduos Sólidos – Classificação, Rio de Janeiro, 2004.
ABNT, Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 10007/04, Amostragem de Resíduos Sólidos, Rio de Janeiro, 2004. 
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SIMULAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SOLÍDOS – CARATINGA/MG 
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