SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA – SANDOLÂNDIA – TOCANTINS
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SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA – SANDOLÂNDIA – TOCANTINS

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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIRG
CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA – SANDOLÂNDIA – TOCANTINS

GURUPI
MAIO/2017

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIRG
CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA – SANDOLÂNDIA – TOCANTINS

Trabalho apresentado à disciplina de Projeto de abastecimento de água, ministrada pelo Professor... para obtenção parcial da nota da referida disciplina no curso de Engenharia Civil do Centro Universitário UNIRG.

GURUPI
MAIO/2017

PROJETO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA

SANDOLÂNDIA - TOCANTINS

GURUPI
MAIO/2017
SUMÁRIO

	1 INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA
	06

	1.1 INTRODUÇÃO
	06

	1.2 CONCEPÇÃO DO PROJETO
	07

	1.2.1 Partes Componentes de uma Instalação
	07

	1.3 OBJETIVO GERAL
	07

	1.3.1 Objetivos Específicos
	08

	1.4 REGULAMENTAÇÕES
	08

	1.4.1 Normas Da ABNT
	08

	1.5 DESCRIÇÕES
	08

	1.5.1 Materiais
	09

	2 CONSUMO DIÁRIO
	10

	2.1 CÁLCULO DO VOLUME DE ÁGUA
	10

	2.1.1 Consumo Predial
	10

	3 RAMAL DE ENTRADA (PREDIAL)
	12

	4 DIMENSÕES DOS RESERVATÓRIOS
	14

	4.1 RESERVATÓRIOS
	14

	
	

	
	

	
	

	
	

	
	

	
	

	
	

	
	

	
	

	
	

	
	

1

1.1 INTRODUÇÃO

A água constitui elemento essencial à vida vegetal e animal. O homem necessita de água de qualidade adequada e em quantidade suficiente para atender as suas necessidades, para proteção de sua saúde e para propiciar o desenvolvimento econômico.
Um Sistema de Abastecimento de Água caracteriza-se pela retirada da água da natureza, adequação de sua qualidade, transporte até os aglomerados humanos e fornecimento à população em quantidade compatível com suas necessidades. Pode ser concebido para atender a pequenos povoados ou a grandes cidades, variando nas características e no porte de suas instalações. Pode ser definido como o conjunto de obras, equipamentos e serviços destinados ao abastecimento de água potável a uma comunidade para fins de consumo doméstico, serviços públicos, consumo industrial, consumo comercial e outros usos. Essa água fornecida pelo sistema deverá ser em quantidade suficiente e da melhor qualidade, do ponto de vista físico, químico e bacteriológico, sendo assim ele deve estar dentro dos padrões de potabilidade adequados ao consumo humano, conforme legislação específica.
Um sistema de abastecimento público de água compreende diversas unidades, tais como: Manancial (captação); Tratamento; Reservatórios; Rede de distribuição; Estações Elevatórias e/ ou de recalque.
Sistema de tratamento escolhido: Captação superficial – ETA

1.2 OBJETIVOS

Elaborar um roteiro prático, para dimensionar sistemas elevatórios de água, baseado em estudos demográficos, topográficos, fórmulas matemáticas e dados experimentais de laboratório e, principalmente, visa simular a implantação de um sistema de abastecimento de água na cidade de Sandolândia no Estado do Tocantins.

2 DESENVOLVIMENTO
2.1 ELEMENTOS PARA ESTUDO DE IMPLANTAÇÃO

Para a implantação de um sistema de abastecimento de água, faz-se necessária a elaboração de estudos e projetos com vistas à definição das obras a serem empreendidas. Essas obras deverão ter a sua capacidade determinada não somente para as necessidades atuais, mas também para o atendimento da comunidade, prevendo-se a construção por etapas. O período das obras projetadas, também chamado de alcance do plano, varia geralmente de 10 a 30 anos.

2.1 Consumo
O consumo de água é função de uma série de fatores inerentes à própria localidade a ser abastecida e varia de cidade para cidade, assim como pode variar de um setor para outro, na mesma cidade. Os principais fatores que influenciam no consumo são: clima, padrão de vida da população, sistema de fornecimento e cobrança (serviço medido ou não), qualidade da água fornecida, custo da água (tarifa), pressão na rede distribuidora, consumo comercial, industrial e público, existência de rede de esgotos. O consumo per capita em geral, em nível de projeto, é utilizado o valor de 200 litros por habitante dia (valor utilizado nos cálculos desse projeto)
Controle de perdas: Para orientação do combate às perdas de água, principalmente na rede de distribuição, é necessário defini-las. Perda é a diferença entre o volume de água produzida nas estações de tratamento de água (ETA) e o total de volumes medidos nos hidrômetros, ou seja, índice de perdas é a porcentagem do volume produzido que não é faturada pela concessionária dos serviços. As perdas de água podem ser perdas físicas ou administrativas.
Manancial: Podem ser divididos em mananciais subterrâneos e superficiais. As águas desses mananciais deverão preencher requisitos mínimos no que tange à qualidade das mesmas no ponto de vista físico, químico, biológico e bacteriológico, assim como no que diz respeito aos aspectos quantitativos, como, por exemplo, se o manancial é capaz de suprir a comunidade por um período considerável do ponto de vista técnico e econômico. No caso de Sandolândia, o manancial escolhido foi o superficial por encontrar-se próximo a cidade, com boa qualidade de água e volume disponível.
Entende-se por manancial superficial os córregos, rios, lagos, represas, onde tenha-se um espelho de água na superfície terrestre.
Captação de água: Na análise das obras de captação de água deverá ser levado em consideração o manancial a ser aproveitado na implantação do sistema de abastecimento de água. Os mananciais superficiais são constituídos pelos córregos, rios, lagos e reservatórios artificialmente criados, sendo que esses últimos, quando construídos com o objetivo de garantir um determinado volume de água para fins de abastecimento público, passam a fazer parte da captação do sistema.
Para o projeto de captação de mananciais superficiais, devem ser examinados cuidadosamente todos os dados e elementos que digam respeito às características quantitativas e qualitativas dos mesmos, tais como:
Dados hidrológicos da bacia em estudo e, na falta destes, dados referentes a bacias próximas e/ ou semelhantes para estudos de correlação entre elas, notadamente no que tange á vazão específica da bacia;

3 TRATAMENTO DE ÁGUA
TRATAMENTO DE ÁGUA

As Estações de Tratamento de Água (ETA’s) têm a finalidade de transformar a água denominada bruta (sem tratamento e imprópria ao consumo humano) em água denominada potável (tratada e adequada ao consumo humano). Nesse processo, a qualidade da água do manancial abastecedor exerce influência direta no tipo de tratamento a ser adotado pelas ETA’s, a fim de que a mesma, ao final do processo, esteja dentro dos padrões de potabilidade adequados ao consumo humano, conforme legislação específica. No Brasil, a legislação que regulamenta o padrão de potabilidade de água para consumo humano é a Portaria nº2.914, de 12 de dezembro de 2011, do Ministério da Saúde. Esta Portaria “estabelece os procedimentos e responsabilidades relativos ao controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade, e dá outras providências”.
Em uma ETA do tipo físico-químico convencional completa têm-se, normalmente, as seguintes etapas principais: coagulação, floculação, decantação, filtração, desinfecção, fluoretação, reservação/distribuição.

ETAPA DENOMINADA COAGULAÇÃO/FLOCULAÇÃO
 
A matéria-prima (água bruta desprovida de tratamento) apresenta-se sob a forma de uma dispersão coloidal, onde a fase dispersante é líquida (água) e a fase dispersada é sólida (colóide ou impureza). A fase sólida dispersada na fase líquida confere cor e turbidez à água.
A cor é proveniente da presença de substâncias coradas dissolvidas na água, podendo-se ainda classificar em cor verdadeira e cor aparente, conforme definido a seguir.
1. Cor verdadeira: devida somente às substâncias dissolvidas tendo sido separada a turbidez.
2. Cor aparente: devida à cor e turbidez,