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Trabalho em grupo

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TRABALHO EM GRUPO – TG
 LICENCIATURA EM SOCIOLOGIA
ALUNAS:
SIRLEY A. DIAS FAGUNDES 		RA 1601606
VILMA MIRANDA PERES TAVARES	RA 1600462
 CERES-GOIÁS
 2017
 TRABALHO EM GRUPO (TG)
PROFESSOR (A): Adriana Mônaco
Questão Teoria freudiana sobre a cultura
 
Em “O mal-estar na civilização” 1 , Freud investiga as raízes do mal-estar causado pelo conflito existente entre os impulsos instintuais do homem e as restrições da cultura. Assim, para civilizar-se o homem abdicou da satisfação direta de seus impulsos instintuais para atender às exigências e restrições impostas pela civilização. 
Após a leitura dessa afirmativa, faça sua análise referente à seguinte questão: de que forma a civilização consegue controlar ou pelo menos diminuir o ônus dos sacrifícios instintuais que ela impõe aos homens para regular a vida comum?
Freud em sua teoria diz que a civilização é edificada na base de uma desistência à satisfação impulsiva e principalmente irracional. O crescimento da civilização pode ser compreendido como um processo particular experimentado pela humanidade, descritos pelas alterações que ele provoca nas habituais determinações pulsionais dos seres humanos, resultando numa certa etimologia da libido, que para Freud constituiria a tarefa econômica de nossas vidas. O mais importante talvez esteja na confirmação de que as próprias imposições da vida civilizada, de modo geral, seriam em grande parte responsáveis por esse mal-estar que destrói o indivíduo na humanidade, pois entram em contradição com os reais sonhos dos indivíduos, provocando perturbações provenientes das exigências pulsionais de satisfação. De acordo com Freud, para o indivíduo o propósito da felicidade é conservando em primeiro plano ao passo que no crescimento da civilização tais objetivos não serão essenciais considerados as relações mútuas dos homens, são profundamente influenciadas pela quantidade de satisfação instintual que a riqueza existente torna possível. 
No desenvolvimento do indivíduo social, busca-se a integração de um indivíduo a um grupo, já no processo cultural da humanidade, busca-se a criação de uma unidade coletiva a partir de muitos indivíduos isoladamente. Tanto o processo de desenvolvimento do indivíduo quanto o cultural eles são unidos libidinalmente e sempre haverá essa comparação.
Já no processo cultural a meta principal é criar uma unidade a partir dos indivíduos humanos e a felicidade é coagida a um segundo plano. Tanto no processo cultural quanto no desenvolvimento a integração ou a adaptação a uma comunidade é uma necessidade individual e apresenta-se como meta nos dois processos tanto no cultural quanto no individual. Nesse sentido o ser humano participa do curso evolutivo da humanidade enquanto segue o seu caminho de vida, porque o ser humano ainda que busque a felicidade ele integra uma comunidade enquanto indivíduo e membro de uma família, enquanto membro de uma sociedade, de uma nação, de um estado. 
A comunidade também forma um superego, cuja ação procede a evolução cultural. O subemprego da cultura também estabelece severas exigências ideais, cujo não cumprimento é punido mediante angústia de consciência. Assim como existe o superego no aparelho psíquico fazendo uma analogia com a cultura ele também existe porque ele também vai exigir severas exigências e punições quando não cumpridas.
O superego da cultura fez crescer seus ideais e suas exigências. Um exemplo é a ética nas relações humanas. O mandamento do superego cultural que diz: ama teu próximo como a ti mesmo, chama-se de tentativa terapêutica porque há um esforço embutido para combater a tendência constitucional, inerente, instrutural dos homens para a agressão mútua. 
Como amar alguém desconhecido? Isso torna um sentimento de angustia é como se a cultura impusesse isso, se eu não tenho condições de amar alguém desconhecido a sociedade oculta, sem consciência faz com que o ser humano tenha essa sensação de angustia. Nesse sentido perde-se o valor e não resolve a necessidade de combater essa tendência agressiva, é como se diminuísse esse valor do sentimento do amor. 
Quando o ser humano tendo com ele uma agressividade desde o seu nascimento e não consegue colocar em prática e satisfazer esse impulso, então ele se sente culpado em relação a isso. 
Comparando entre o superego individual e o superego cultural: no individual não há preocupação com a felicidade ego. No superego cultural não há preocupação com os fatos da constituição psíquica, não leva em consideração toda essa atuação psíquica, toda essa nossa constituição nas nossas instâncias, nos nossos mecanismos de defesa do que inato e inerente ao ser humano. Quando coloca-se, impõe ordem, restrições, não se pergunta individualmente como atender a esses ideais culturais. Por isso, que muitas vezes vemos essa neurose individual essa fuga para a doença neurótica. 
O que é decisivo para o gênero humano é saber calcular a sua transformação cultural para poder controlar os distúrbios trazidas à vida em comum pelos instintos humanos de agressão e auto destruição. Quando o homem tinha como meta controlar as forças da natureza e colocar a terra a seu prazer, a seu serviço, quando ele conseguiu esse controle ainda assim percebeu-se que isso não era a precondição para a felicidade porque ainda assim continuaram seus medos de sua infelicidade. A vivencia neste mundo satisfaz a um desígnio mais elevado. Sem dúvida, não é fácil adivinhar qual ele seja, mas certamente significa um aperfeiçoamento da natureza do homem.
Devido a desistência de uma vontade original e primitiva por uma civilizada e suscetível gerou a grande causa do mal-estar na civilização. Nesse sentido há uma condição para civilizar-se, o homem limitou e reordenou sua exigência instintual de satisfação sexual e agressiva por meio da repressão orgânica de sua pulsão. Trocou satisfações substitutivas oferecidas pela cultura que são os bens sociais de segurança, proteção e de amparo. 	
O efeito na civilização são regras arbitrárias e restritivas que vai influenciar na satisfação dos desejos individuais. Portanto, civilizar é renunciar é a causa do mal-estar. Porém ela é necessária por uma questão de cautela, de segurança, de proteção a esses instintos, e um dos instintos é o instinto agressivo do homem. Existe inúmeras pessoas civilizadas que se recusam a cometer assassinato ou a cometer incesto, mas não se negam a saciar sua avareza, seus estímulos agressivos ou seus desejos sexuais, que não tem dúvidas em atrapalhar outras pessoas por meio da mentira, da fraude e da calúnia, desde que possam ficar sem sofrer nenhuma pena, sem dúvida foi sempre assim através de muitas épocas da civilização.
Lutar contra a natureza é lutar contra nós mesmos, é renunciar os nossos desejos para conviver em sociedade. Por medo de despertar a fera que existe dentro de nós, a cultura utiliza-se do mandamento, amar o outro como a si mesmo. 
Aceitar a cultura significa impor o instinto às exigências e restrições da cultura impedindo que a relação individuo-cultura se dê de forma saudável. Pois há uma imposição ao instinto, as leis da natureza são substituídas pelas leis da cultura.
Entendemos que o mal-estar é inerente à cultura em suas diversas épocas porque ele é constitucional, ele é estrutural do ser humano, todo e qualquer indivíduo. O que muda nessa configuração social é a expressão destas tendências instintivas, porque hoje há um outro contexto sociocultural e aí proporciona alterações nas formas de expressão do mal-estar, o mal-estar continua, o que modifica é a forma de expressão desse mal-estar.
A satisfação individual é marcada pelas exigências constantes de mudança, mostrando-se hábil para mudar seja nas relações afetivas, valores, gostos e preferências. Esse cotidiano gera no ser humano uma insegurança por essa necessidade de mudança e adaptação constante. Essa naturalidade não se faz sem mal-estar, exemplo disso é o consumo excessivo de medicamentos antidepressivos

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