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APOSTILA DE PRÁTICAS VETERINÁRIAS I

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UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI 
MEDICINA VETERINÁRIA 
 
 
 
 
 
APOSTILA DE PRÁTICAS VETERINÁRIAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ÍNDICE 
 
I. EQUINOS 
� Nomenclatura Zootécnica do Cavalo 
� Abordagem e Métodos de Contenção 
� Histórico, Anamnese e Exame Físico em Equinos 
� Vias de Administração 
� Imobilização e Bandagens 
� Feridas 
� Emergências Gastrointestinais 
 
II. RUMINANTES 
� Nomenclatura Zootécnica do Bovino 
� Métodos de Contenção 
� Histórico, Anamnese e Exame Físico em Ruminantes 
 
III. FONTES DE PESQUISA 
 
 
 
I. EQUINOS 
Reino: Animalia 
Filo: Chordata 
Classe: Mammalia 
Ordem: Perissodactyla 
Família: Equidae 
Gênero: Equus 
Espécie: Equus caballus 
 Cavalo é o nome dado a indivíduos da espécie Equus caballus. Geralmente, machos são 
chamados assim, enquanto as fêmeas são as éguas e os filhotes, os potros. 
 
 
 Os equinos são originados da Europa, Ásia e África. 
Existem várias raças de cavalos, mas as mais conhecidas no 
Brasil são: Manga-larga, Quarto de milha, Árabe, Brasileiro de 
hipismo, Bretão, Crioulo e Pantaneiro.
 
 Os cavalos são muito usados pelo homem para ajudar em serviços que necessitam de força, 
principalmente em sítios e fazendas, puxando carroças e arados (que preparam a terra para o 
plantio), bem como, utilizados como o principal veículo do vaqueiro em fazendas que criam bovinos a 
pasto. Além de serem usados para serviços, são muito usados para a prática de esportes, que 
recebem o nome de esportes equestres, como o rodeio, saltos, provas de laços, corridas e outros. 
 
 
 
 
 
� Nomenclatura Zootécnica do Cavalo 
 
 
1. Cabeça 
2. Tábua do pescoço 
3. Goteira da jugular 
4. Crineira superior do pescoço 
5. Bordo inferior do pescoço 
6. Paleta, palheta, pá ou espádua 
7. Peito 
8. Encontros 
9. Braço 
10. Antebraço 
11. Joelho 
12. Canela 
13. Boleto 
14. Quartela 
15. Coroa 
16. Casco 
17. Codilho 
18. Castanha ou espelho 
19. Machinho ou esporão 
20. Cilhadouro 
21. Garrote, cernelha ou cruzeta 
22. Dorso 
23. Barriga ou ventre 
24. Flanco 
25. Vazio do flanco 
26. Anca 
27. Garupa 
28. Cola, cauda ou rabo 
29. Nádega 
30. Coxa 
31. Soldra, badilha ou gordinho 
32. Perna 
33. Jarrete ou garrão 
34. Canela 
35. Boleto 
36. Quartela 
37. Coros 
38. Casco 
39. Castanha ou espelho 
40. Virilha 
41. Tendão 
42. Machinho ou esporão 
43. Prepúcio ou bolsa 
44. Umbigo 
45. Lombo ou rins 
46. Costado
 
� Abordagem e Métodos de Contenção 
 
 
 Os principais objetivos da contenção são: 
− Proteger o examinador, o auxiliar e o animal. 
− Facilitar o exame físico 
− Evitar fugas e acidentes como fraturas 
− Permitir procedimentos diversos (medicação injetável, curativos, cateterização, exames 
radiográficos, colheita de sangue, etc.) 
 Durante a contenção de equinos, é recomendado evitar movimentos bruscos e precipitados, 
ser tranquilo firme e confiante, tentar ganhar a confiança do paciente (conversar, brincar, oferecer 
guloseimas), iniciar com a contenção mais simples, e quando necessário, evoluir para métodos mais 
energéticos e radicais (cachimbos e troncos de contenção). 
 
 
 Os métodos de contenção utilizados em equinos são: 
• Abraço (contenção de potros) 
• Cabresto 
• Laço 
• Torção de orelha 
• Paletó ou prega de pele 
• Mão de amigo 
• Pé de amigo 
• Cachimbo 
• Peias de reprodução 
• Tronco de contenção 
• Boxe de contenção 
� Histórico, Anamnese e Exame Físico em Equinos 
 
 
 O exame clínico inicia-se pela anamnese, seguindo para exame físico e, se necessário, exames 
complementares. 
 É de suma importância para o médico veterinário a realização de uma anamnese completa, 
pois é nessa etapa do que se pede o histórico do animal para o proprietário ou tratador. Deve conter 
na anamnese os seguintes itens: nome do proprietário, identificação do animal, histórico anterior de 
doenças, carteira de vacinação, esquema de vermifugação, entre outros dados relevantes que 
auxiliam a chegada do Médico Veterinário ao diagnóstico final. 
 
 Os critérios utilizados no exame físico são: 
• Grau de estabilidade; 
• Atitudes anormais; 
• Nível de hidratação; 
• Frequência cardíaca (FC); 
• Frequência respiratória (FR); 
• Temperatura retal (Tº); 
• Avaliação de mucosas; 
• Tempo de preenchimento vascular; 
• Linfonodos. 
 
 Na avaliação de mucosas, observa-se a presença de lesões e coloração, podendo se 
encontrar amarelada (icterícia), vermelha (hipercorada), roxa (cianótico), pálida ou rosada, que é a 
coloração desejada em um animal sadio. 
 
 Já os linfonodos são palpados, principalmente em regiões: mandibular, pré-escapular, 
poplíteo e inguinal, observando-se tamanho, consistência e temperatura superficial. 
Parâmetros vitais Parâmetros normais 
Mucosas (oral, oculares e genitais) Róseas, lisas e úmidas 
Tempo de preenchimento capilar (TPC) 1-2 segundos 
Frequência cardíaca Adultos – 28 a 40 bpm 
Frequência respiratória Adultos – 8 a 16 mpm 
Movimentos intestinais Devem estar presentes 
Temperatura corpórea 
Jovens – 37,2 a 38,9 
Adultos – 37,5 a 38,5 
 
 
� Vias de Administração 
 
 
 As vias de administração podem ser local, enteral e parenteral. 
− Via local: a substância / fármaco é aplicada diretamente no local onde se deseja a ação. As 
vias locais podem ser: 
• Tópica; 
• Ocular; 
• Intraarticular. 
 
− Via enteral: a substância / fármaco é absorvida pelo trato digestivo. As vias enterais são: 
• Via Oral; 
• Via Retal 
 
− Via parenteral: a substância / fármaco é absorvida de outra forma, que não pelo trato 
digestivo. As vias parenterais são: 
• Via subcutânea; 
• Via Intramuscular; 
• Via Intravenosa. 
 
 Nos equinos as vias mais utilizadas são a Intramuscular e a Intravenosa, a aplicação das 
mesmas é feita nos músculos da garupa, nádegas, tábua do pescoço e encontros. E nas veias jugular, 
torácica lateral e encefálica. 
 
� Imobilização e Bandagens 
 
 
 
 
 São procedimentos utilizados para 
evitar, principalmente a contaminação de 
ferimentos e ajudar no processo de 
cicatrização.
 
 Funções: 
• Evitar contaminação; 
• Ajudar na hemostasia; 
• Proteção contra traumas mecânicos; 
• Absorver secreção; 
• Ajuda a cicatrização; 
• Imobilização. 
 A imobilização pode ser provisória, definitiva não gessada e definitiva gessada, a escolha do 
tipo de imobilização depende da gravidade do ferimento ou fratura. 
 As bandagens podem ser elásticas, e são ideais para animais de pequeno e grande porte, na 
fixação de curativos, suporte e proteção para tendões, ligamentos e imobilizações em geral. 
 
 Funções: 
• Suporte: 
 - Protege ligamentos, tendões e articulações 
 - Para cavalos em recuperação 
 - Para cavalos jovens em início de treinamento 
• Proteção: 
 - Ideal para provas de competição 
 - Protege a parte posterior do boleto 
• Suporte Extra 
 - Para o tendão flexor e ligamentos suspensórios 
 - Para trabalho pesado em cavalos retornando ao treinamento 
 - Durante trote ou galope em cavalos com problemas crônicos em articulações, tendões ou 
 joelhos 
 - Reduz stress nas estruturas do sistema locomotor 
 - Fixação de curativos 
 
 
 
 
 
� Feridas 
 
 As feridas são lesões na pele, geralmente produzidas por ação traumática externa, cuja 
intensidade ultrapassa a resistência dos tecidos atingidos. Diante das mesmas, há de se considerar o 
tempo de evolução, a integridade