O QUE É NEUROSE
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O QUE É NEUROSE


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O QUE É NEUROSE?
O termo neurose foi criado pelo médico escocês wiliam cullen em 1769 para indicar o que ele chamou de desordem de sentidos e movimentos causadas por descontroles gerais do sistema nervoso. Nos dias de hoje, chamada de psiconeuroses ou distúrbio neurótico e se refere a qualquer desordem mental que, embora cause tensão, não interfere com o pensamento racional ou com a capacidade funcional da pessoa. essa é uma diferença importante em relação à psicose que, trata-se de uma desordem mais severa.
A palavra deriva de duas palavras gregas: neuron (nervo) e osis (condição doente ou anormal).
Freud, definiu uma neurose como: Afecção psicogênica em que os sintomas são a expressão simbólica de um conflito psíquico que tem raízes na história infantil do sujeito e constitui compromissos entre o desejo e a defesa.
Em 1926, ou seja , mas de 30 anos após ter feito da neurose uma afecção autônoma ao lado da histeria, Freud continuava a considerá-la "sem nenhuma dúvida, o objeto mas fecundo e mais interessante da pesquisa analítica". 
A neurose, na teoria psicanalítica, é uma estratégia ineficaz para lidar com sucesso com algo, o que Sigmund Freud propôs ser causado por emoções de uma experiência passada causando um forte sentimento que dificulta reação ou interferindo na experiência presente. Por exemplo: alguém que foi atacado por um cachorro quando criança pode ter fobia ou um medo intenso de cachorros. Porém, ele reconheceu que algumas fobias são simbólicas e expressam um medo reprimido.
 
Neurose é uma doença emocional, afetiva e de personalidade e acontece quando o sistema nervoso de uma pessoa reage com exagero a uma determinada experiência já vivida. Uma pessoa neurótica passa a ter reações e comportamentos diferentes: fica muito ansiosa, evita sair de casa para ir a determinados lugares, tem medo de certas situações, imagina situações que pode fazer mal, ficam deprimidos mais constantemente, são mais preocupados... enfim, uma pessoa neurótica sente tudo o que uma pessoa normal sente no seu dia-a-dia, mas sempre exageradamente. Em geral uma pessoa neurótica sabe do seu problema, sofre com isso mas, se sente incapaz de solucioná-lo. 
 
Há muitas formas específicas diferentes de neurose: Neurose atual, Neurose de abandono, Neurose de angústia, Neurose de carater, Neurose de destino, entre outras. 
ALGUNS TIPOS DE NEUROSES
Este espaço foi reservado para que fique explicito que existem varios tipos de neuroses, e não como alguns acreditam ser, apenas um tipo.
Após o médico escocês william cullen, em um tratado de medicina publicado em 1777 (First Lines of the practice of physics) ter introduzido o termo neurose, este difundiu-se originando outros, criados por varios médicos. 
Neurose Atual
Tipo de neurose que Freud distingue das psiconeuroses:
a) A origem das neuroses atuais não deve ser procurada nos conflitos infantis, mas no presente.
b) Nelas, os sintomas não são uma expressão simbólica e super determinada, mas resultam diretamente da ausência ou da inadequação da satisfação sexual.
 
Freud inclui inicialmente nas neuroses atuais a neurose de angústia e a neurastenia, e propôs posteriormente incluir também a hipocondria.
 
Neurose de Abandono
Denominação introduzida por psicanalistas suiços (charles Odier, Germaine Guex) para designar um quadro clínico em que predominam a angústia do abandono e a necessidade de segurança. Trata-se de uma neurose cuja etiologia seria pré-edipiana. Não corresponderia necessariamente a um abandono sofrido na infância. os sujeitos que apresentam esta neurose chamam-se "abandônicos". 
 
Neurose de Angústia
Tipo de doença que Freud isolou e diferenciou:
 
a) Do ponto de vista sintomático, da neurastenia, pele predominância da angústia (espera ansiosa crônica, acessos de angústia ou equivalentes somáticos desta); 
b) Do ponto de vista etiológico, da histeria. A neurose de angústia é uma neurose atual, mas especificamente caracterizada pela acumulação de uma exitação sexual que se transformaria diretamente em sintoma, sem mediação psíquica.
Neurose de Caráter
Tipo de neurose em que o conflito defensivo não se traduz pela formação de sintomas nitidamente isoláveis, mas por traços de carater, modos de comportamento, e mesmo uma organização patológica do conjunto da personalidade.
Neurose de Destino
Designa uma forma de existência caracterizada pelo retorno periódico de encadeamentos idênticos de acontecimentos, geralmente infelizes, encadeamentos a que o sujeito parece estar submetido como a uma fatalidade exterior, ao passo que, segundo a psicanálise, convém procurar as suas causas no inconsciente, e especificamente na compulsão à repetição.
 
COMO TRATAR AS NEUROSES?
"O TRATAMENTO ADEQUADO PARA CUIDAR DAS NEUROSES"
 
O tratamento mais adequado para ajudar um paciente neurótico a lidar com esse distúrbio é a psicoterapia. A psicoterapia permite transformações profundas de personalidades e pode ser feita individualmente, em grupo, com casal ou mesmo entre família. 
Todas as pessoas têm alguns sintomas neuróticos, freqüentemente manifestados nos mecanismos de defesa do ego que as ajudam a lidar com a ansiedade. Mecanismos de defesa que resultam em dificuldades para viver são chamados "neuroses" e são tratados pela psicanálise, psicoterapia/aconselhamento, ou outras técnicas.
Apesar de sua longa história, o termo neurose não é mais de uso comum. Os atuais sistemas de classificação abandonaram a categoria neurose. Desordens primeiramente chamadas de neuroses agora são descritas sob os títulos de ansiedade e desordens depressivas.
O uso do termo "neurose" continua controverso, e já se discutiu que é necessário um termo mais apropriado para substituí-lo.
O QUE É HISTERIA?
"Os sintomas de afecções orgânicas, como se sabe, refletem a anatomia do órgão central e são as fontes mais fidedignas de nosso conhecimento a respeito dele. Por essa razão, temos de descartar a idéia que na origem da histeria esteja situada alguma possível doença orgânica..." (Freud S., Histeria, 1888 - Std. Ed. página 85)
 
Laplanche assim define a histeria em seu Vocabulário da Psicanálise:
A histeria faz parte de uma classe de neuroses que apresentam quadros clínicos muito variados. As duas formas mais bem identificadas são a histeria de conversão (em que o conflito psíquico vem simbolizar-se nos sintomas corporais mais diversos - exemplo: crise emocional com teatralidade ou outros mais duradouros como anestesias, paralisias histéricas, sensação de "bola" faríngica, etc.), e a histeria de angústia (em que a angústia é fixada de modo mais ou menos estável neste ou naquele objeto exterior - fobias).
Pretende-se encontrar a especificidade da histeria na predominância de um certo tipo de identificação e de certos mecanismos (particularmente o recalque, muitas vezes manifesto), e no aflorar do conflito edipiano.
A noção de uma doença histérica é muito antiga, visto que remonta a Hipócrates (Grécia Antiga). Sua delimitação acompanhou as metamorfoses da história da medicina.
No fim do século XIX, particularmente sob a influência de Charcot, o problema colocado pela histeria ao pensamento médico e ao método anatômico-clínico reinante estava na ordem do dia. Muito esquematicamente, podemos dizer que a solução era procurada em duas direções: ou, na ausência de qualquer lesão orgânica, referir os sintomas histéricos à sugestão, à auto-sugestão e mesmo à simulação (linha de pensamento que será retomada e sistematizada por Babinski), ou dar à histeria a dignidade de uma doença como as outras, com sintomas tão definidos e precisos quanto, por exemplo, uma afecção neurológica (trabalhos de Charcot). O caminho seguido por Breuer e Freud (e, em outra perspectiva, por Janet) levou-os a ultrapassar essa oposição. Freud, como Charcot \u2014 cujo ensinamento, como sabemos, tanto o marcou \u2014 considera a histeria como uma doença psíquica bem definida, que exige uma etiologia específica. Por outro lado, procurando estabelecer o "mecanismo psíquico", ligou-se a toda uma corrente