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ARTIGO A FORMAÇÃO DA IDENTIDADE NACIONAL BRASILEIRA

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CENTRO UNIVERSITÁRIO INTERNACIONAL - UNINTER
CURSO BACHARELADO EM SERVIÇO SOCIAL - EaD
Polo (PAP): Santo Ângelo
Tutor Local: Glaucia Tonetto
 
Brasileiro e Sua Identidade Nacional
 
Diaine T. dos Santos Caetano
Resumo:
O artigo reflete sobre o debate em torno da questão da identidade cultural e nacional, para daí, se pensar a formação da identidade do Brasil e do brasileiro em contraste com a constatação de sua diversidade e multiplicidade sociocultural.
A cultura brasileira é um misto de várias culturas, ideologias e crenças. É isso que forma sua identidade. Por isso é primordial que valorizamos todas as culturas que formam a identidade brasileira. Com isso todas elas terão seu devido lugar na sociedade, em um patamar de igualdade perante todas as outras. Essa valorização pode ocorrer por meio do governo, promovendo projetos culturais, onde será apresentado para a população o misto de culturas que formam a brasileira.
Com a valorização da cultura, por parte da população, vem também o respeito. Assim se as pessoas respeitarem as outras culturas, irão respeitar a brasileira e contribuirão para a formação da identidade nacional. Os esforços para se construir a identidade brasileira, que também é chamada de brasilidade, estão ligados à necessidade de uma coesão social que acompanhe a existência de um Estado que administra todo território nacional. Dessa forma, a manutenção de uma máquina administrativa comum a todo território nacional foi um primeiro passa na construção de identidade. . 
Palavras-chave: identidade nacional; cultura brasileira; estado.
Introdução
A identidade nacional é uma criação moderna, começou a ser construída no século XVIII e desenvolve-se plenamente no século XIX. A nacionalidade é, portanto, uma identidade. O processo de formação de identidade consistiu, então, na “determinação do patrimônio de cada nação e na difusão de seu culto” (THIESSE,1999, p. 12).
Uma nação deve apresentar um conjunto de elementos simbólicos e materiais: uma história, que estabelece uma continuidade com os ancestrais mais antigos; uma série de heróis, modelos das virtudes nacionais; uma língua; monumentos culturais; um folclore; lugares importantes e uma paisagem típica; representações oficiais, como hino, bandeira, escudo; identificações pitorescas, como costumes, especialidades culinárias, animais e árvores-símbolo (THIESSE, 1999, p. 14).
O Brasil representou uma das primeiras experiências bem sucedidas de criar uma nação fora da Europa. A nação é vista como uma comunidade de destino, acima das classes, acima das regiões, acima das etnias. Para isso, é preciso adquirir uma consciência de unidade, a identidade, e, ao mesmo tempo, é necessário ter consciência da diferença em relação aos outros.
Na construção da identidade brasileira teria que ser levada em conta a herança portuguesa e, ao mesmo tempo, apresentar o brasileiro como alguém diferente do lusitano. É isso que explica o modelo adotado para descrever a cultura brasileira. Com base em proposta de Zilberberg e Fontanille, feita para mostrar como os valores tomam forma e circulam no discurso, pode-se dizer que há culturas que se veem como unidade e outras como mistura o que significa que há dois mecanismos a regê-las: a identidade nacional é construída, dialogicamente, a partir de uma descrição cultural.
História da Identidade Nacional
Durante a constituição de nosso país Brasil, houve vários desentendimentos de como deveria ser o modelo sócio político, nem mesmo os seus idealistas se expressavam da mesma maneira.
No segundo império houve uma preocupação em se construir um monarca que a população amasse. A construção desse monarca, Dom Pedro II, deu-se por várias fases desde sua infância até sua deposição. Já na construção da republica não houve essa preocupação gerando assim vários conflitos, pois a população em sua maioria não participava da escolha de seus lideres nem tão pouco as leis eram criadas para o povo. 
O fator da “não” nacionalidade também foi um dos motivos principais para geração de conflitos. Constituída como Republica dos Estados Unidos do Brasil sem um sentimento de nacionalidade não fez com que o povo se sentisse em uma nação e sim em uma área extensa de terras com divisas “País” Brasil. 
No sul do Brasil suas culturas e costumes sempre foram muito diferentes do norte e nordeste do Brasil. O país, em sua historia de formação, desde o império, teve dificuldade em manter o país unido.
Até hoje ainda há muita dificuldades em se criar uma nacionalidade, pois a miscigenação das etnias e a pouca visão politica voltada para o povo e para o povo não geram o sentimento nacionalista que se espera de uma nação. Oliveira conceitua a identidade nacional com “um conceito que indica a condição social e o sentimento de pertencer a uma determinada cultura”. E acrescenta que o conceito de identidade nacional só começou a ganhar força no século XIX, quando surgiu a noção de nação.
Em um indivíduo, o nível de identidade nacional vai depender da sua participação ou exclusão relativamente à cultura que o envolve. É um tema relacionado com a identidade cultural, ou seja, o conjunto das características de um povo, oriundas da interação dos membros da sociedade e da forma de interagir com o mundo.
Na Espanha, como exemplo de que no mesmo país existem regiões com culturas tão distintas que a identidade nacional não é tão forte. O País Basco e a Catalunha pretendem obter a independência, o que indica que não se identificam com a nacionalidade espanhola, muitos bascos e catalães recusam ser chamados de espanhóis.
O Brasil sendo um país de enorme diversidade cultural, econômica, social e étnica tem no idioma português um elemento de unificação do país. O conceito de identidade nacional brasileira é frequentemente discutido e vários autores indicam que é difícil haver coesão e uma forte identidade nacional quando existem grandes diferenças econômicas sociais e políticas. Por esse motivo, várias pessoas afirmam que não existe a identidade nacional brasileira ou que se existe, está desaparecendo.
A identidade regional, em um país extenso como o Brasil, é observável, e facilmente identificada. Os gaúchos são exemplo disso, pois apresentam costumes e tradições religiosas muito particulares como a preferência pelo churrasco e mantendo a tradição de utilização de cavalos para passeio e como meio de transporte.
Diante disso, o que entendemos por ser brasileiro? Ser brasileiro não é somente cantar o hino nacional ou soltar rojões quando a seleção brasileira de futebol ganha. O sentimento nacionalista e o sentimento de ser brasileiro se da através de ações publicas, voltadas para o povo de uma forma que os valorizemos pelas suas particularidades e valores culturais e regionais.
Com isso o assistente social tem papel fundamental na aplicação dessas ações publicas valorizando o cidadão “brasileiro”. Concordo com Oliveira, quando cita que:
 
 “Ser brasileiro é ter sentimentos paralelos, ora de ódio, frente à nossa degradante política socioeconômica, ora de orgulho por sermos presenteados com um país abençoado por Deus, e bonito por natureza. (...)
Ser brasileiro é poder conviver harmoniosamente numa gigantesca miscigenação de etnias, ideologias, credos, religiões, culturas, porém, sempre unidos em prol de um interesse comum: um Brasil digno à todos os brasileiros.” 
 
Assim o assistente social, observando essas particularidades, locais, regionais, culturais, tem o dever de englobar as informações, encaixar nos termos legais, que parecem ser a única unificação no Brasil. O restante são especificações próprias de cada grupo de indivíduos moradores na mesma “nação”.
 
Considerações Finais
 
Chegamos, enfim, ao cerne da questão, ao indagarmos, pois, e o povo brasileiro, quem é?
Dentre tantas obras de relevância incomparável que, de certo modo, procuram responder a isto, temos Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Hollanda, Darcy Ribeiro, para limitar os exemplos
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