Lei Complementar Nº 101 2000
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Lei Complementar Nº 101 2000


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PARÂMETROS PARA UMA
GESTÃO FISCAL RESPONSÁVEL
Lei de Responsabilidade Fiscal
Lei Complementar Nº 101 de 4 de maio de 2000
SECRETARIA DA FAZENDA
César Augusto Rabello Borges
Albérico Machado Mascarenhas
Ana Elisa Ribeiro Novis
José Andrade Costa
Carlos Fernandes de Oliveira
José Andrade Costa
Aloísio Elias dos Santos
(Secretaria do Planejamento)
Aloysio Moraes Portugal Júnior
(Procuradoria Geral do Estado)
Antônio Humberto Novais de Paula
(Secretaria da Fazenda)
Antônio Silva Rocha
(Secretaria da Fazenda)
Cláudio Ramos Peixoto
(Secretaria do Planejamento)
Jussara Maria Salgado Lobo
(Procuradoria Geral do Estado)
Leyla Bianca C. Lima da Costa
(Procuradoria Geral do Estado)
Lícia Mascarenhas
(Secretaria da Fazenda)
Luciano Freire Figueiredo
(Secretaria da Fazenda)
Maria de Fátima A. D\u2019Oliveira Santos
(Secretaria da Fazenda)
Maria Hermínia A. de Almeida
(Procuradoria Geral do Estado)
Washington Bonfim Ventim
(Secretaria da Fazenda)
Vivian Ribeiro Beltrão
(Procuradoria Geral do Estado/Sefaz)
GOVERNADOR DO ESTADO DA BAHIA
SECRETÁRIO DA FAZENDA
CHEFE DE GABINETE
SUPERINTENDENTE DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA
EQUIPE TÉCNICA
COORDENAÇÃO E ELABORAÇÃO
COLABORAÇÕES ESPECIAIS
APRESENTAÇÃO
Transparência e responsabilidade. Estes são os pila-
res básicos da Lei de Responsabilidade Fiscal. Como todo
modelo eficiente, a lei se baseia em um princípio simples
e exige apenas a utilização das operações de soma e sub-
tração para ser aplicada. Basta não gastar mais do que
se arrecada.
Instalada como um código de conduta para os
governantes e administradores públicos, seu objetivo
maior é a busca e a manutenção do equilíbrio das contas
públicas em todos os níveis de governo e ao alcance dos
três poderes.
Grande ênfase é concedida para o estabelecimento de
limites e o controle com endividamento, despesas de pes-
soal, restos a pagar e preservação do patrimônio público.
A lei traz também novos parâmetros. Os gastos decor-
rentes de uma administração governamental passarão a
ser avaliados não mais pela quantidade, mas pela quali-
dade do gasto: a obediência aos limites, o equilíbrio das
contas, a aplicação correta dos recursos, os custos en-
volvidos e a transparência na execução das despesas.
Os princípios da lei são observados pelos países con-
siderados economicamente mais amadurecidos quanto
às formas de proceder para a boa gestão dos recursos
públicos e tomados como referenciais de civilidade pela
comunidade internacional.
Felizmente, esses princípios são rotina no governo da
Bahia desde 1991, quando o recém-eleito governador An-
tonio Carlos Magalhães iniciou uma profunda reforma
para restaurar a ordem nas finanças do estado. O salto
de desenvolvimento experimentado nos últimos anos é
conseqüência desta política de austeridade fiscal, hoje
referência para o restante do país.
Os frutos desta política responsável, que teve conti-
nuidade com o governador Paulo Souto e vem sendo apri-
morada no governo César Borges, já são evidentes. A tra-
jetória de endividamento é decrescente, as despesas de
pessoal, em nível dos três poderes, encontram-se dentro
dos limites, os salários são pagos no mês trabalhado, o
serviço da dívida é atendido pontualmente e os contratos
com fornecedores de bens e serviços são respeitados. Além
disso, os índices de incremento da arrecadação têm sido
crescentes, os gastos com custeio e manutenção estão sob
a avaliação de um comitê, disso resultando maiores pou-
panças de recursos próprios para investimentos.
Este equilíbrio da Bahia é reconhecido pelo governo
federal, por organismos internacionais de crédito e ates-
tado por agências de avaliação de risco de crédito
(rating), com obtenção de pontuações máximas, limita-
das ao teto soberano da União.
Ao elaborar este manual, o governo da Bahia, por in-
termédio da Secretaria da Fazenda, dá a sua contribuição
para o aprimoramento da gestão pública, neste momento
crucial em que o país manifesta sua aprovação a uma lei
que, se efetivamente aplicada, vai significar o começo de
uma nova era da administração pública no Brasil.
Em 18 de setembro de 2000
Albérico Machado Mascarenhas
Secretário da Fazenda
Na elaboração deste documento, constituíram-se elementos centrais
para ordenamento do texto e referencial de suporte a seqüência e, sem-
pre que recomendável, os próprios termos da Lei de Responsabilidade
Fiscal. Pretendeu-se, com isso, a retratação mais fiel sobre os seus dis-
postos e a facilitação do entendimento da administração do estado da
Bahia quanto aos seus termos, objetivando a adoção de procedimentos
uniformes nas diversas áreas e órgãos que compõem a administração
pública estadual.
Subsidiaram a elaboração deste trabalho, além de outras publicações
e informações obtidas nas páginas do Ministério do Planejamento e do
BNDES na internet, as seguintes publicações:
n Manual Básico \u2013 Lei de Responsabilidade Fiscal \u2013 Instrução nº
01/2000, do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo;
n Gestão Fiscal Responsável \u2013 Cartilha sobre a Lei de Responsabi-
lidade Fiscal, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão;
n Lei de Responsabilidade Fiscal \u2013 Guia de Implantação da Con-
sultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara dos De-
putados;
n Guia Contábil da Lei de Responsabilidade Fiscal, do Conselho
Federal de Contabilidade e Instituto Ethos.
Quando se julgou importante a citação expressa de algum trecho
dessas fontes referenciais, a indicação se fez de modo pontualizado.
NOTA
SUMÁRIO
1 Introdução........................................................................................................................................8
2 Disposições preliminares.............................................................................................................11
n Objetivos................................................................................................................................11
n Abrangência............................................................................................................................11
n Responsáveis...........................................................................................................................11
n Conceitos importantes para o melhor entendimento
das disposições da Lei Complementar Nº 101/2000.....................................................................12
Empresa estatal dependente..............................................................................................12
Receita corrente líquida.....................................................................................................13
Receitas fiscais.................................................................................................................13
Receitas não-fiscais..........................................................................................................13
Despesas fiscais................................................................................................................14
Despesas não-fiscais.........................................................................................................14
Resultado nominal............................................................................................................14
Resultado primário..........................................................................................................14
Resultado operacional.....................................................................................................14
n Regras de gestão e regras de transição........................................................................................14
3 Planejamento................................................................................................................................16
n Plano Plurianual - PPA........................................................................................................