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Breve História da Eletrônica Veja também: Pequenos Negócios - Como Ganhar Dinheiro na Internet Eletrônica: Como tudo começou. A Eletrônica é o campo da engenharia e das ciências que trata do processamento de sinais eletrônicos. Os sinais eletrônicos são formados sempre pela corrente elétrica que nada mais é que o deslocamento de elétrons dentro de um meio condutor. Podemos dizer que as primeiras experiências eletrônicas ocorreram com Thomas Edson quando este inventou a lâmpada incandescente. A lâmpada inventada por ele pode ser considerado um dos primeiros circuitos elétricos. Neste circuito, uma corrente de elétrons circula por um fio condutor e depois passa pelo filamento da lâmpada, causando o aquecimento deste e produzindo luz. Antes de Thomas Edson outros experimentos já permitiam o uso da corrente elétrica em novas tecnologias. O telégrafo de Morse (que utilizava fios) e posteriormente o de Marconi (que utilizava ondas eletromagnéticas), revolucionaram a comunicação mas não se valiam de fenômenos eletrônicos, mas somente elétricos. O conceito de eletrônica é a capacidade de controlar a intensidade da corrente elétrica para obter resultados esperados. Na eletrônica, diferentemente do que acontece nos circuitos elétricos, o controle da corrente é feito atuando-se diretamente sobre os elétrons que formam a corrente elétrica, utilizando para isto, fenômenos eletrônicos. Nos experimentos da lâmpada de Edson, a intensidade da corrente elétrica não podia ser controlada, mas era apenas uma conseqüência das características da fonte que alimentava o circuito e da resistência do filamento. Foi um outro efeito descoberto por Thomas Edson,chamado de “Efeito Edson”, que permitiu futuramente a construção dos primeiros componentes eletrônicos (válvulas eletrônicas). Ele descobriu que quando aquecia um filamento no vácuo parcial, era possível provocar a circulação de corrente entre este filamento e uma placa metálica dentro deste mesmo vácuo. Além disto, ele descobriu que o sentido desta corrente era sempre o mesmo e se a polaridade da fonte de tensão fosse invertida a corrente parava de circular. Thomas Edson concluiu que a corrente elétrica circulava conduzida por transmissores elétricos que mais tarde seriam chamados de elétrons.O Efeito Edson é a base do funcionamento das válvulas termiônicas, utilizadas nos aparelhos eletrônicos antes da descoberta do transistor. A partir das descobertas de Thomas Edson,HeinrichHertz, William Hallwachs, e os alemães Elster e Geitel, no final dos anos 1800 e início dos anos 1900, surgiu em 1905 o primeiro elemento eletrônico de uso prático, inventado pelo físico inglês J.A. Fleming. O componente inventado por ele foi o diodo termiônico e foi utilizado para detectar sinais telegráficos na época, dando início à radio telegrafia que viria a revolucionar as comunicações. O diodo construído a partir das experiências de Fleming foi aperfeiçoado em 1906 pelo inventor americano Lee de Forest que introduziu um terceiro elemento no interior do diodo que permitia o controle da intensidade da corrente elétrica circulante. Foi assim que em 1910 Forest conseguiu a primeira transmissão da voz via rádio. O invento dele porém só se tornou popular com a 1ª Guerra Mundial que passou a utilizá-lo em larga escala. Ainda nesta época foram inventados os primeiros instrumentos de medição da eletrônica como o tubo de Braun, dando origem ao Osciloscópio, um dos instrumentos mais importantes no desenvolvimento da eletrônica. Entre 1910 e 1920 várias técnicas de radiodifusão foram inventadas e melhoradas como por exemplo os circuitos regenerativos, super heteródinos e super regenerativo, todos estes pelo engenheiro americano Edwin Howard Armstrong. Os circuitos inventados por ele são a base de muitos circuitos atuais de radio recepção.A partir daí, várias invenções revolucionaram a sociedade humana. O inventor russo Vladimir Zworykin consegui pela primeira vez converter uma imagem em corrente elétrica, dando origem às primeiras câmeras de televisão e o físico escocês Alexander Watson-Watt inventou o radar ao conseguir detectar a distância de um objeto com ondas de rádio. Ainda na década de 20 o físico francês Manfred Barthélemy,iniciou experimentos que culminaram com a primeira transmissão regular de televisão em 1935.Todo este desenvolvimento, em apenas pouco mais de 30 anos foi baseado nas válvulas termiônicas, que traziam grandes inconvenientes para os aparelhos eletrônicos, principalmente o peso, o grande volume e o consumo excessivo de energia. Mas mesmo assim foram desta época os esforços para o desenvolvimento dos primeiros computadores eletrônicos, chamados de Mark 1 e ENIAC. O primeiro era analógico e o segundo já utilizava as técnicas digitais, isso em 1946, construído com centenas de válvulas. Em 1950 surgiu o UNIVAC o primeiro computador disponível comercialmente. Em 1947, uma novo componente eletrônico, inventado por Bardeen e Brattain no famoso Laboratórios Bell americano, era batizado de transfer resistor, posteriormente abreviado para transistor. A função do novo componente era a mesma das válvulas termiônicas, ou seja controlar a intensidade da corrente elétrica. Porém ele executava esta função de forma muito mais eficiente, com grande economia de energia, peso e volume. Não tardou a se popularizar e progressivamente substituir as já antiquadas válvulas eletrônicas.Estas ainda encontram utilização em algumas aplicações de rediodifusão de potência e em algumas aplicações onde se exige baixíssima distorção, como em alguns amplificadores de som profissionais. Os primeiros transistores eram baseados em cristais de germânio, substituídos posteriormente pelos cristais de silício, utilizado em larga escala na atualidade. O Brasil possui uma das maiores reservas de silício do mundo e é um importante fornecedor desta matéria prima para o mundo. Paradoxalmente, não possui até hoje uma importante indústria de fabricação de circuitos integrados. Com a popularização do transistor inicio-se uma corrida frenética para reduzir o consumo , peso e tamanho dos equipamentos eletrônicos, dando origem aos equipamentos portáteis.Com a invenção do circuito integrado esta corrida é levada ao extremo dando origem aos equipamentos modernos como telefone celular e o tablet. Os circuitos integrados mais complexos podem ser compostos por milhões de transistores interconectados, de forma a obter o circuito final desejado.Para se ter uma idéia um processador Pentium de última geração chega a ter 125 milhões de transistores!!. http://www.eletronpi.com.br/historia_da_eletronica.aspx A historia da eletrônica analógica A PRÉ-HISTÓRIA DA ELETRÔNICA Para efeitos de alocação histórica, a idade da Eletrônica teve início em 1837 com a invenção do Detector de Carburundun 1904 telégrafo por Samuel Morse nos EUA. Em 1888, Heirich Hertz nota o fenômeno de produção de corrente alternada de alta freqüência que denominou ondas eletromagnéticas, mais tarde, ondasHertzianas. Na mesma época o pesquisador francês Edouard Branly inventou um dispositivo denominado coesor, capaz de detectar as ondas Hertzianas. Em 1896, Guglielmo Marconi, um cientista italiano, usando um transmissor de centelha usado por Hertz agora acoplado a uma antena transmitiu ondas eletromagnéticas a uma distância de 3600 m cuja detecção foi feita empregando-se de um dispositivo coesor . Em, 1906 nos EUA, H. A. Dundwoody e G.H.Pickard trabalhando simultaneamente na obtenção de um detector de ondas eletromagnéticas mais eficiente, descobriram a propriedade quecertos cristais, como a galena, tinham em detectar as ondas Hertzianas desenvolvendo o famoso receptor conhecido como radio galena. A VÁLVULA TERMIÔNICA Esquemático do Efeito Edison Réplica de uma das primeiras lâmpadas incandescente feitas por Edison. Em 1879, Thomaz Alva Edison fazendo experiências com diversos tipos de filamentos para obtenção de uma lâmpada elétricaincandescente prática nota um fenômeno denominado de "Efeito Edison" O DIODO DE FLEMING O Efeito Edison permaneceu esquecido por algum tempo até que mais tarde o físico inglês John A. Fleming descobriu que este fenômeno podia ser usado na detecção de ondas Hertzianas. O dispositivo de Fleming consistia em envolver o filamento de uma lâmpada elétrica por uma placa cilíndrica; a este conjunto denominou de válvula, uma vez que podia controlar o fluxo da corrente semelhante a um registro num circuito hidráulico. A válvula de Fleming ou diodo como foi denominada mais tarde, ainda não tinha condições de amplificar os sinais detectados pela antena atuando ainda como os primitivos detectores a cristal. Ilustração de uma válvula de Fleming O TRIODO Dr. DeForest em 1905 O Audion de Lee De Forest de 1907, apenas com uma placa (single win) e com filamento de tântalo. Por volta de 1907, o inventor americano Lee DeForest acrescentou um terceiro elemento ao dispositivo de Fleming. Era a grade que patenteou sob o nome de Audion, mais conhecido como válvula triodo. Entretanto, apesar do enorme potencial tecnológico da válvula Audion, sua aplicação não foi imediata. Inicialmente foi usada mais como detecção de ondas Hertzianas do que como um elemento de amplificação. A experiência de De Forest: 1º - A idéia original do Audion usando a condutividade dos gases. Os dois eletrodos em uma chama foi o primeiro detector de ondas hertzianas. Daí o termo termiônica. 2º - A primeira válvula Audion consistia de dois eletrodos em um meio gasoso. 3º - A primeira válvula Audion. - Radio News A FABRICAÇÃO DE UMA VÁVULA TRIODO O AUDION ou a válvula de três elementos - triodo - inventados por Lee de Forest em 1907 se torna o elemento mais flexível da eletrônica até a invenção do transistor em 1948. A fabricação de uma válvula termiônica requer o emprego de uma gama de materiais além de envolver diversos estágios de fabricação baseados em uma tecnologia desenvolvidas em pesquisas iniciadas a partir de 1913. Assim, CLAUDE PAILLARD, rádio amador de origem francesa, operando com o prefixo F2FO e profundo estudioso da termiônica, gentilmente brinda o visitante deste portal com um elucidativo vídeo feito em seu laboratório particular, mostrando de forma didática e objetiva as diversas fases da fabricação de uma válvula de três elementos ou triodo. O triodo tipo E feito pela Philips em 1917, semelhante em aspecto ao congênere francês TM cuja estrutura interna é descrita no vídeo. Fabricação de uma Válvula Por Claude Paillard A fabricação caseira de uma válvula triodo consiste de uma série de estágios em seqüência compreendendo: 1- A FABRICAÇÃO DOS ELETRODOS, grade, placa e filamento ou catodo. 2- FABRICAÇÃO DA HASTE DE VIDRO COMO SUPORTE DOS ELEMENTOS INTERNOS DA VÁLVULA 3 - A MONTAGEM DOS TERMINAIS NA HASTE DE VIDRO 4 - O BULBO DE VIDRO 4.1 - O TUBO PARA EXAUSTÃO DO AR OU RAREFAÇÃO 5 - A FIXAÇÃO DOS ELETRODOS: 5.1 - O FILAMENTO 5.2 - A PLACA E GRADE 6 – O PROCESSO QUÍMICO LIMPEZA PARA DESCONTAMINAÇÃO DOS ELEMENTOS INTERNOS DA VÁLVULA ANTES DA RAREFAÇÃO OU EXTRAÇÃO DO AR 7 - A MONTAGEM FINAL DO BULBO 8 - INICIANDO A QUEIMA DA VÁLVULA - GETTER 9 - A MONTAGEM DO SOQUETE 10 - O PRIMEIRO TESTE PARA VERIFICAR O COMPORTAMENTO ELÉTRICO DA VÁLVULA 11- A APLICAÇÃO 11.1 - UM RECEPTOR MONO VÁLVULA 11.2 - UM TRANSMISSOR 12 - CLAUDE PAILLARD EM SEU LABORATÓRIO CASEIRO MOSTRANDO: 12.1 - O PROCESSO DE EXAUSTÃO DO AR OU RAREFAÇÃO USADO NA FABRICAÇÃO DE UMA VÁLVULA0 O VÁCUO NA FABRICAÇÃO DE VÁLVULAS A BOMBA DE MERCÚRIO DE GAEDE Aos e estudar a evolução da válvula termiônica se nota a interdependência que existe entre os campos da letricidade, calor e vácuo. Os estudos sobre o vácuo começaram com as experiências de Otto von Guericke na Alemanha seguido de vários outros estudiosos como Robert Boyle, Denis Papin, Swedenborg, Geissler, etc. Entretanto, a invenção da bomba de mercúrio de Gaede historicamente é um das inovações mais importante, uma vez que foi a primeira bomba de alto vácuo de ação rápida existente e desde então através do seu uso os físicos e engenheiros conseguiram fazer importantes descobertas dentre as quais se destaca o avanço na fabricação das primeiras válvulas. A bomba de vácuo de Gaede ou por mercúrio rotativo permitiu que a rarefação dos bulbos ou ampolas das válvulas fosse consideravelmente melhorada. Basicamente este tipo de aparelho consiste de um tambor de porcelana ou ferro de geometria complexa montado de forma a girar dentro de um cilindro. A bomba de Gaede é ilustrada no esquemático abaixo. À esquerda, esquemático da bomba de Gaede onde: B- mancal de mercúrio C- câmera com mercúrio D- carcaça H – orifício R- ampola ou bulbo a ser evacuado S- eixo provido com manivela de acionamento À direita, o principio de funcionamento de forma que quando o mercúrio é girado na câmera C, pressiona o ar retirando-o através de um tubo espiralado para a sua exaustão pela abertura (E) onde esta ligada uma bomba rotativa. A BOMBA PELO PRINCÍPIO DE CONDENSAÇÃO POR ATOMIZAÇÃO DE MERCÚRIO Outro tipo de bomba de vácuo usada originalmente por Irving Langmuir cujo principio de operação é conhecido como condensação por atomização de mercúrio, onde: A – reservatório de mercúrio B – tubulação pra passagem do vapor de mercúrio C- torre de condensação do vapor E – Tomada para acoplamento de bomba rotativa. R – ampola ou bulbo a ser evacuado. O TUBO GEISSLER USADO COMO UM TIPO DE MANÔMETRO IÔNICO. O tubo de descarga Geissler é usado como um tipo de manômetro eletrônico pois, através da passagem de uma corrente elétrica permite mostrar os diversos níveis de rarefação. O tubo Geissler Ilustração mostrando o aspecto da descarga elétrica em diferentes níveis de rarefação onde: A - descarga em forma espiralada entre os eletrodos B - descarga contínua com coloração intensa C - aparecimento de espaços escuros e diminuição da intensidade da coloração D - expansão total dos espaços escuros e diminuição da intensidade de coloração E - expansão total dos espaços escuros dentro do tubo. F - ausência de coloração no interior do tubo apresentando apenas uma auréola esverdeada. A EVOLUÇÃO DA TERMIÔNICA Foi somente mais tarde que baseado nos trabalhos de pesquisadores como Fritz Lowestein, John Stones Stones e do Dr. H. D. Harold que o Audion pode ser usado como um elemento amplificador confiável. Assim, de 1913 à 1935 tem-se a idade do triodo. Baseado em inúmeras inovações tecnológicas, em 1926, B. Tellegen, trabalhando nos laboratórios da Philips na Holanda inventa o pentodo cuja principal característica era a introdução de uma grade a qual era montada entre a grade e o anodo, a qual foi denominada de supressor ou grade supressora. O pentodo foi uma solução prática para as dificuldades encontradas nos primeiros tetrodos operando como uma válvula amplificadora de resistência negativa causada pela emissão secundária do anodo, como os elétrons sendo atraídos pela grade positiva. No final dos anos trinta outras válvulas aparecem como por exemplo: as válvulas de feixe dirigido, tubos de raios catódicos, o tubo de sintonia ou olho mágico, as válvulas metálicas e as válvulas miniaturas (vide índice para informações complementares) Dr. Lee de Forest e a sua invenção a válvula Audion que revolucionou a eletrônica. Fotografia datada de maio de 1930 e publicada na revista americana "Radio News". Ilustração dos primeiros tipos de triodos comercializados nos EUA por volta dos anos vinte, da esquerda para a direita: Triodo de DeForest tipo DV5 Triodo tipo 205D fabricado pela W. Electric Soquete para fixação da válvula. Válvulas de origem européia e americanas. VÁLVULAS DE ORIGEM AMERICANA E EUROPÉIA LEGENDA ORIGEM TIPO FABRICANTE DATA 1 EUA DV-3 DEFOREST1923 2 EUA 101D W.ELECTRIC 1924 3 EUA 24-A RCA 1929 4 FRANÇA E SFR 1922 5 INGLATERRA AC2/HL MAZDA VALVE 1928 6 HOLANDA C-509 PHILIPS 1925 7 HOLANDA KK2 PHILIPS 1933 8 EUA UX 280 RCA 1927 9 EUA UX-201-A RCA 1921 UM CARIOCA POR TRAZ DA EVOLUÇÃO DA VÁLVULA TERMIÔNICA Arthur Wehnelt inventor do catodo revestido com óxidos Arthur Rudolph Berthold Wehnelt nasceu no Rio de Janeiro, Brasil, em 4 de abril de 1871. Seu pai Berthold Wehnelt, um engenheiro naval, veio ao Brasil para auxiliar o desenvolvimento da navegação. Arthur Wehnelt voltou cedo para a Alemanha onde estudou física na universidade de Berlim e seguida na universidade de Erlangen quando recebeu seu doutorado permanecendo até 1906 onde publicou o seu famoso trabalho intitulado: "On the emission of negative ions from glowing metal compounds and related-phenomena", sobre a invenção do catodo revestido com óxido. Em 1906 passou a lecionar na universidade de Berlim. Em 1926, torna-se diretor do Instituto de Física. Wehnelt se dedicou a vários estudos. Dentre eles se destacam: descargas em gases rarefeitos, raios catódicos, raios-X, emissão foto elétrica bem como a termo condutividade de metais. Em 1903 durante uma experiência sobre a emissão de elétrons em corpos quentes, notou que ao aquecer um fio de platina, repentinamente à medida que os raios catódicos eram projetados de certa pequena seção do mesmo surgia um intenso brilho azul. A principio concluiu que isto poderia estar ligado a impurezas como óxidos metálicos oriundos do sistema de vácuo usado na rarefação dos tubos experimentais. Partindo desta histórica experiência, como um arguto e prático pesquisador, Wehnelt usando várias substâncias finalmente concluiu que óxidos de metais alcalinos terrosos eram aqueles que conseguiam emitir maior quantidade de elétrons. Surge assim um dos mais importantes aperfeiçoamentos da válvula termiônica, o catodo revestido com óxidos de bário, estrôncio e cálcio, um prático e copioso emissor de elétrons, mais conhecido como catodo de Wehnelt, que por mais de 75 anos foi universalmente empregado na fabricação de válvulas. Arthur Wehnelt faleceu em 15 de fevereiro de 1944 em Berlim, Alemanha. Sua invenção, o catodo de Wehnelt como é conhecido, foi um enorme legado à evolução da termiônica. CONSIDERAÇÕES SOBRE O DESENVOLVIMENTO DO CATODO O catodo é uma parte essencial da válvula termiônica, pois fornece os elétrons necessários ao seu funcionamento. Quando lhe é aplicado o calor como forma de energia ocorre a emissão de elétrons. O método de aquecimento do catodo serve para caracterizar as suas duas formas, ou seja, o catodo por aquecimento direto, ou filamento-catodo consistindo de um fio condutor aquecido pela passagem da corrente elétrica; o catodo por aquecimento indireto, isto é, o catodo-calefador, aquecido por radiação ou condução onde o filamento é introduzido num pequeno cilindro metálico cuja superfície externa é revestida por um material adequado para produzir a emissão de elétrons. FORMA MATERIAL EMISSOR DE ELÉTRONS VANTAGENS DESVANTAGENS OBS. Filamento - catodo Tungstênio trefilado puro ou tântalo. - Boa estabilidade na emissão de elétrons - O metal sendo puro evita a contaminação de outras partes da válvula - Baixa eficiência na emissão de elétrons. -requer uma aprimorada montagem mecânica por trabalhar em temperaturas elevadas, acima de 1700ºC, branco-brilhante - Uma das formas mais antigas de catodo. - Por requere drenagem mínima de corrente são usados em válvulas alimentadas por baterias. (Fig 1) Filamento - catodo Tungstênio-toriado - eficiência na emissão de elétrons entre aquela do catodo de tungstênio puro e com camada. menor temperatura de aquecimento 1700ºC - amarelo vivo. - relativo nível de contaminação uma vez que em certas condições o tório pode ativar outras partes da válvula, como a grade. - a emissão dos elétrons depende da conformação da camada de tório. - o fio metálico de tungstênio é submetido a um tratamento especial, com de óxido de tório, o qual é então, reduzido a tório puro, formando uma camada mono molecular na superfície do metal base. (Fig. 2) Catodo filamento revestido Níquel puro ou liga de níquel - menor temperatura de aquecimento entre 700 - 750ºC - vermelho tênue. - Maior eficiência na emissão de elétrons no vácuo podendo atingir 100 mA/W - tende a gerar grande quantidade de gás. - Pode gerar contaminação de outras partes da válvula. - No catodo por aquecimento indireto é formado por um cilindro revestido com óxidos de terras raras, em cujo interior existe um filamento de tungstênio ou liga de tungstênio-molibdednio. O cilindro é aquecido por condução e radiação pelo filamento. (Fig 3) - Originalmente a platina foi usada como metal base. - carbonatos de cálcio, bário ou estrôncio são reduzidos durante o processo de rarefação a óxidos e metal puro formando uma espessa camada sobre o metal base. (Fig 4) Fig 1 - Ilustração de um catodo de fase múltipla em tungstênio puro usada na fabricação de válvula de transmissão para operação em alta tensão. Fig 2 - Ilustração de um típico catodo em tungstênio-toriado usado na fabricação de válvulas de transmissão. Fig. 3 - Ilustração de um catodo aquecido indiretamente. O filamento espiralado é circundado por finas telas recobertas com óxidos; para minimizar as perdas do aquecimento por radiação se emprega um sanduíche de grades de metal. Fig. 4 - Ilustração do catodo com filamentos revestido com óxidos provido com blindagem a qual permite aumentar a eficiência de emissão. Fig. 5 - A primeira válvula fabricada na Alemanha em 1911 usando o catodo recoberto por óxido para operação como um repetidor telefônico foi desenvolvido em conjunto por Robert Von Lieben, Eugene Reisz e Sigmund Strauss, daí originando a sua denominação como repetidor LSR. Logo em seguida as empresas AEG, Siemens e Halske, Felton & Guilleaume Carlswerk, A. G. e a Telefunken criaram um laboratório para a fabricação da válvula, conhecida como o “Lieben Konsortium”. Na ilustração à esquerda: o repetidor LSR e a direita o contrato onde foi estabelecido o referido consórcio. Cortesia da "Siemens Corporate Archives, Munich". A RÁDIO DIFUSÃO Até 1920, os métodos de comunicação eram basicamente feitos por telegrafia e telefonia. Com a constante inovação tecnológica surgia o rádio, a base da moderna comunicação sem fio a longa distância. Nos primórdios, a radio-telegrafia usava os chamados transmissores de centelha, originalmente baseados na chamada de bobina de indução de Ruhmkorf. Com o rápido desenvolvimento da termoiônica, as primeiras válvulas de transmissão surgiram no mercado e, logo os transmissores se modernizaram, tornando possível a radiodifusão tal qual conhecemos hoje em dia.